00:00No corpo da jovem de apenas 19 anos, as marcas da violência.
00:04Grávida de 8 meses, ela foi agredida pelo companheiro, de 22 anos.
00:09Vai passar o pacão, meu!
00:10Calma!
00:11Vai passar o pacão, meu!
00:14As agressões aconteceram nesse fim de semana na casa do casal, em Jardim Marilândia, Vila Velha.
00:20Segundo a família, o suspeito havia bebido no sábado, voltou para casa e bateu na jovem com o guidom da
00:26bicicleta.
00:27Jogou o guidom da bicicleta, que estava de bicicleta, na barriga dela e empurrou ela.
00:32E aí ele foi, pegou, meteu o pé na porta, quebrou a porta, tinha quebrado a porta da casa, e
00:41ela empurrou ele para o lado de fora para se defender.
00:45A família conta que as agressões começaram cedo, quando a vítima tinha apenas 17 anos.
00:52Neste último caso, a polícia militar foi acionada e o agressor preso em flagrante.
00:58Ele foi autuado por lesão corporal qualificada, injúria e ameaça qualificada com base na Lei Maria da Penha.
01:06Agora está no centro de triagem.
01:09Na semana passada, outro caso.
01:11Um homem de 29 anos foi preso suspeito de agredir e ameaçar uma adolescente de 16 anos com quem mantinha
01:18um relacionamento.
01:19Segundo a polícia, o namoro durou cerca de um ano, tempo suficiente para o romance virar pesadelo para a jovem.
01:27Duas jovens que viveram a violência e que agora carregam as marcas de um relacionamento abusivo.
01:35Dados da SESP apontaram que de janeiro a setembro deste ano, 508 meninas com idade entre 13 e 17 anos
01:43sofreram violência doméstica aqui no estado.
01:47No mesmo período do ano passado, foram 380 vítimas dessa idade.
01:52A gente observa que há uma dupla vulnerabilidade.
01:55Tanto a vulnerabilidade por ser mulher, como pela idade, em que são, no caso, menores de 18 anos.
02:02Então a gente observa isso, observa que o cenário é mais delicado ainda e requer uma atenção especial.
02:07A especialista explica que os abusos podem deixar cicatrizes emocionais profundas e desencadear transtornos mentais ao longo da vida.
02:15Além da violência física, a violência psicológica, onde o homem tem uma postura de diminuir a fala daquela mulher, a
02:25opinião dela,
02:27tudo que ela coloca ou que ela sugere não é valorizado, escutado, é depreciado muitas vezes.
02:33E a gente também tem a violência patrimonial, que muitas vezes o homem se apropria, seja financeiramente, seja de documentos
02:41ou acesso ao banco,
02:43que também vai limitar ali o acesso daquela mulher às coisas que lhe pertencem.
02:49É de suma importância, então, que a vítima se abra com familiares ou que busque apoio.
02:53Há várias formas de buscar apoio, seja através da delegacia, através do atendimento especializado que temos aqui,
03:00com o setor psicossocial, através da polícia, para que ela consiga se livrar desse ambiente
03:05e que não se torne, não continue se tornando vítima desse tipo de violência.