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Mais de 472 mil afastamentos por ansiedade e depressão em 2024. Uso de antidepressivos e ansiolíticos disparou. Estamos cuidando melhor da saúde mental ou exagerando na medicalização?
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NotíciasTranscrição
00:00Olá, bom dia! Começa agora o nosso Check-Up Saúde, o programa que coloca você frente a frente com os
00:07maiores especialistas em saúde do Espírito Santo.
00:13Em pleno ano de 2025, você acredita que ainda tem gente que jura que quase não fica nas redes sociais?
00:20Em redes sociais eu uso pouco. Eu uso mais para ver as postagens que as pessoas postam mesmo, porque é
00:27questão de trabalho, né? Eu sou mais ver, observar mesmo.
00:30É o cara low profile, ele não é de ficar publicando muita coisa.
00:32Não, não publico muita coisa não.
00:34Mas vamos falar sério, casos assim são cada vez mais raros. O que não falta nas ruas são cenas assim,
00:41de gente entretida com o smartphone na mão. E às vezes, nem na hora do trabalho dá para escapar.
00:47Muito, mais do que eu deveria, inclusive.
00:50Atualmente eu trabalho com a internet, eu sou social media e trabalho como criadora de conteúdo. Então é inevitável que
00:57eu não esteja nas redes sociais.
00:58A situação é bem parecida com a da Bianca. Há um bom tempo ela viu nas redes sociais não apenas
01:04um passatempo, mas também uma oportunidade.
01:08Desde 2015 eu atuo aí na área da comunicação, tanto para as redes sociais quanto para a televisão também, como
01:14atriz publicitária.
01:16Trabalho muito com isso, é uma área que eu gosto muito. Eu saí de uma outra área que eu trabalhava
01:21para estar na parte de comunicação para a internet, fora dela.
01:26Então tenho alguns anos de caminhada aí nesse ramo.
01:30Só que foi na dificuldade que ela viu que as coisas tinham, digamos assim, passado do ponto.
01:36Meu pai sofreu um AVC e nesse período ele passou quase seis meses, desde internação até reabilitação.
01:43Hoje ele é uma pessoa camada, então temos uma nova realidade.
01:46E lá atrás eu sentia que eu passei a me dedicar muito a ele e comecei a perceber que eu
01:52também me dedicava demais à minha área profissional de uma forma exercebada.
01:56Eu não media limites, eu não tinha hora para postar conteúdo, eu não tinha hora... o tempo todo. Eu não
02:02descansava.
02:03Então quando eu digo na dor foi porque naquele momento eu acabei me afastando de fato das redes sociais.
02:09O que era uma Bianca antes, super comunicativa, falante, que postava vários vídeos, dando bom dia e tudo, eu não
02:14consegui manter por conta dessa fase difícil na nossa família.
02:17Quase que um mundo alternativo, virtual, fantasioso, que pode inclusive ter lados positivos.
02:25Pode servir como uma fonte de ideias, uma fonte de informações, pode ajudar a criar conexões, seja no âmbito social
02:33ou no âmbito profissional.
02:35Mas o problema é quando esse mundo de fantasias passa a influenciar, impactar a vida real.
02:44Ao invés de fazer vídeos, fazer mais textos só para comunicar boletim, porque as pessoas... a minha comunidade é uma
02:49comunidade muito fiel.
02:51Então eu queria de alguma forma informá-los, né, como ele estava.
02:54Só que ali, ao mesmo tempo que eu fui abraçada por muitas pessoas, uma parte delas também questionava a minha
03:01mudança.
03:02A minha ausência nas redes sociais, questionavam que eu não era mais presente, que eu não estava mais ali o
03:06tempo todo.
03:06E eu comecei a me cobrar. Eu me cobrava demais com relação a essa presença.
03:11Se eu não postava um conteúdo, se eu não entregava aquilo que a minha audiência queria, isso me doía.
03:17Porque, além de tudo, eu sou muito autocrítica, eu tenho um perfeccionismo em mim.
03:22Então isso começou a se chocar.
03:25E foi nessa hora que eu percebi que eu estava entregando muito de mim.
03:29E eu não estava olhando para a minha saúde mental, sabe?
03:32Eu estava vivendo um momento doloroso e ao mesmo tempo me cobrando ainda mais.
03:35Então foi na dor que eu enxerguei que as coisas estavam erradas e que não tinham que ser assim.
03:39Essas críticas no mundo cibernético ficaram conhecidas como hate, ódio em inglês.
03:45Algo que muitas vezes é difícil de lidar.
03:48Pode causar um impacto e tanto na vida pessoal de quem o recebe.
03:53Quando a gente fala de ansiedade em rede social, habitualmente alguns elementos estão presentes.
04:00Por exemplo, essa questão do like.
04:03Quando a gente vai desenvolvendo, o like dá uma sensação de prazer.
04:09Quando você perde isso, você está perdendo uma experiência que era bacana, que era uma experiência que dava um reconforto.
04:16Outra coisa que pode gerar muita ansiedade na rede social é você ser bombardeado de críticas que não são fundamentadas,
04:25de agressividade.
04:26Isso gera muito desconforto, né?
04:28Gera uma... prejudica a autoestima, prejudica em último estágio, se você está muito ligado, muito tomado, para prejudicar até seu
04:40sono, sua alimentação.
04:42E os riscos vão muito além.
04:44É importante, inclusive, ficar atento à forma como você se conecta com as redes.
04:49No uso passivo, você está simplesmente ali rolando a tela sem ter nenhum objetivo.
04:54Isso diminui o que tem de mais importante dessa ferramenta, que é a proporção da conexão entre as pessoas e
05:01também o compartilhamento de informações.
05:04Se você não sabe o que está buscando, você não está produzindo nem informação para si, nem aprendendo, que é
05:11algo fundamental e que motiva o ser humano, né?
05:14A Bianca, que já estava bem familiarizada com o ambiente cibernético, conseguiu encontrar maneiras de conviver bem com ele.
05:21Mas hoje, não abre mão do bem-estar no dia a dia.
05:25Hoje eu prezo muito por isso, dou as minhas pausas, dou os meus descansos.
05:28E quando eu retorno, eu gosto sempre de bater mais uma vez nessa tecla.
05:33Vamos dar as pausas, vamos respirar.
05:36A saúde mental, a gente está vivendo uma crise, né?
05:39Acho que de todas as doenças possíveis que existem hoje, nunca foi tão falado em saúde mental.
05:45A gente tem que ter muito cuidado com isso.
06:00Bem-vindo ao Check-Up Saúde.
06:02O Brasil bateu um recorde histórico de afastamentos do trabalho por ansiedade e depressão em 2024.
06:09Foram mais de 472 mil casos, um aumento de 67% em relação ao ano anterior.
06:16Além disso, o uso de medicamentos psiquiátricos disparou.
06:20Entre agosto de 2022 e agosto de 2024, houve crescimento de 18,6% no consumo de antidepressivos e ansiolíticos.
06:30Os antidepressivos lideram representando 74% das compras contra 26% de ansiolíticos.
06:39Mas o que está por trás, gente, desse aumento?
06:42Maior conscientização sobre saúde mental ou um sinal de que realmente estamos medicalizando demais os problemas emocionais?
06:51Para nos ajudar a entender melhor esse tema delicado, recebemos hoje a psiquiatra doutora Alicia Colodete.
06:59Seja bem-vinda, doutora.
07:00Obrigada, Alicia, pelo convite.
07:02É um prazer estar aqui no programa.
07:04Um tema tão importante, né, doutora?
07:06Parece que estamos realmente vivendo uma epidemia de saúde mental que afeta a vida das famílias e a vida do
07:14trabalhador também, né, doutora?
07:16Por que esses afastamentos por ansiedade e depressão cresceram tanto nos últimos anos?
07:22Bom, antes de mais nada, eu acho que é importante a gente lembrar que tanto ansiedade como depressão, como categorias
07:30diagnósticas, né, consideradas doenças, elas podem incapacitar e podem comprometer funcionalidade.
07:38Então, como qualquer outro tipo de doença.
07:42Então, esses afastamentos, né, certamente estão vinculados a um aumento do número de diagnósticos, né, a percepção desses diagnósticos que
07:52são encaminhados para as empresas.
07:54Essa é uma realidade que a gente tem visto hoje.
07:56E, doutora, é o ritmo de vida, será, né?
07:59Pós-pandemia, a gente tem observado realmente esse aumento.
08:03A gente pensa nas telas, pensa também, né, no ritmo de trabalho.
08:07O que que está por trás?
08:09O que que a senhora vê no dia a dia, nas pesquisas, no consultório, que tem levado a esse adoecimento
08:15e esses números tão assustadores?
08:18A doença mental, toda ela, né, tem por característica uma complexidade, né, é multifatorial, multicausal.
08:30E, para dar uma resposta, assim, mais direta, vou tentar abordar aqui na questão do ambiente, né, que você está
08:38trazendo aqui.
08:40De fato, a gente hoje tem um ritmo de vida, tem um nível de exigência, de desempenho, que, por si
08:48só, é bastante ansiogênico, né?
08:49Um número, uma quantidade de informações disponíveis para que a gente processe, para que a gente avalie, né, ver o
08:58que que é importante, o que não é, né?
09:01Em meio a essa exigência de desempenho, pode sim e é, muitas vezes, um fator adoecedor.
09:09Essa questão, como a gente está se relacionando com o tempo, me parece que é uma questão fundamental, assim, que
09:17está sendo posta para a gente pensar, né, e fazer as escolhas, inclusive.
09:24Porque é humanamente impossível responder a toda demanda.
09:29Esses estímulos, né?
09:31Exato.
09:31Doutora, e em quais situações que os medicamentos são realmente necessários?
09:36A gente vê muito alta medicação, algumas pessoas usando até a medicação de outro.
09:42Você está com uma crise de ansiedade, eu tenho um remédio aqui, eu posso te dar.
09:46Quais são realmente as indicações medicamentosas quando a gente fala de ansiedade e também de quadros depressivos?
09:53Quando a gente, de fato, diagnostica a doença, depressão ou ansiedade.
10:01Muitas vezes, as duas andam muito em conjunto, né?
10:06Então, são primas ali.
10:10Então, precisa primeiro fazer o diagnóstico.
10:12A questão toda é essa, né?
10:15Porque para se fazer o diagnóstico, precisa de um olhar muito apurado.
10:19Porque reações depressivas, reações ansiosas ao estilo de vida, às situações que acontecem, né?
10:27O mesmo nas próprias transições do amadurecimento, né?
10:33Do envelhecimento, né?
10:34E das mudanças de função que a gente também vai estabelecendo assim na vida.
10:38Tudo isso pode gerar respostas depressivas, respostas ansiosas, não necessariamente caracterizar uma doença, né?
10:50Sim, nem toda ansiedade mereceria um tratamento medicamentoso ser encarado como doença.
10:58Não, exato, não necessário.
10:58O que também eu percebo é que a gente reduziu muito, assim, o nosso repertório linguístico
11:06para poder dar nome a eventos emocionais ou, né, vivências afetivas.
11:12Então, uma tristeza como sinônimo de depressão, né?
11:17Às vezes, sei lá, até uma pressa ou...
11:22Banalizando, né?
11:23Exato, a palavra ansiedade engloba tudo, né?
11:28E aí a gente está, eu acho que nesse momento, diante desse desafio de saber nomear os eventos que acontecem
11:38na vida.
11:40Então, essa... parece banal, né?
11:42Parece uma coisa óbvia, mas não é.
11:44É muito difícil a gente dar um nome correto às coisas.
11:47Porque também tem que parar para pensar, né?
11:50E aí que está, parar, né?
11:52Primeiro parar e depois pensar.
11:56Porque esse pensar não é simplesmente criar uma estrutura lógica que é cognitiva.
12:04Não é verdade?
12:05Então, a gente, esse pensamento, ele engloba toda a realidade biológica, cultural de cada pessoa.
12:13Então, aquilo que é bom para você pode não ser bom para mim.
12:17E isso tanto no sentido de costumes, de comportamento, né?
12:23De crenças, como também a gente vê no uso de medicamentos.
12:28E quais são os riscos, doutora, dessa automedicação?
12:31A gente realmente tem medicamento à disposição na farmácia?
12:35Alguns só com receita?
12:37Outros pegam remédio emprestado de outras pessoas?
12:40O que está por trás dessa automedicação como risco?
12:44Por trás é aquela condição humana, eu não quero sofrer.
12:50Ok.
12:51Mas a maneira como essa busca tem sido feita, infelizmente, muitas vezes até estimulada,
13:00como se eu tomando uma medicação, os meus problemas vão acabar...
13:05Uma pílula mágica.
13:05Uma pílula mágica.
13:07Isso é um risco muito grande.
13:09Até porque se começa a tomar o remédio, às vezes tem um período que fica um pouco melhor.
13:16Aí aquilo, vem as outras histórias de vida.
13:20Aí volto a sentir outros desconfortos.
13:24Aí a pessoa começa a achar, não, para mim, minha vida não tem jeito.
13:28Ao invés de melhorar, muitas vezes pode até piorar se eu começo a acreditar ingenuamente nos remédios.
13:36A medicação ajuda muito.
13:38Porém, quando bem recomendada e bem indicada e com acompanhamento correto,
13:44porque a gente precisa avaliar os parâmetros de resposta.
13:47Conhecer a pessoa que está tomando o remédio e conhecer como que o remédio funciona
13:53para a gente saber o que esperar daquele remédio.
13:55E tentar ver o que é melhor para cada um.
14:00E nesse processo, às vezes, a história vai mudando.
14:05Pode precisar mexer no remédio, pode precisar mexer na dose, pode precisar tirar.
14:11E essa dinâmica precisa ser respeitada.
14:15Não é uma coisa que eu tomo um remédio e pronto.
14:18Agora eu já sei viver e pronto.
14:23Vou ser feliz.
14:24Ser feliz é mais trabalhoso um pouco.
14:26Com certeza, né, gente?
14:28A automedicação, a gente bate nessa tecla aqui todo domingo.
14:32Não é o caminho.
14:33E vamos às dúvidas da população?
14:35Oi, bom dia.
14:36Meu nome é Nauzira.
14:38Quem começa a tomar antidepressivo, precisa tomar a vida inteira?
14:42E aí, doutora, precisa usar para o resto da vida?
14:45Não necessariamente, mas muito frequentemente é por muito tempo.
14:50A gente não consegue estipular exatamente o tempo que vai precisar tomar a medicação.
14:57Então, quando inicia o tratamento, primeiro que depende em que momento que o paciente procurou,
15:06se está no início de um quadro, se já tem uma história mais consolidada ali de sofrimento.
15:17E, enfim, então depende também dessas circunstâncias.
15:21Mas, muito frequentemente usa por bastante tempo.
15:24Quando procura no iniciozinho e a gente consegue começar a instituir o tratamento,
15:31é possível às vezes pensar, mas pelo menos, costuma ser de um a dois anos, sabe?
15:38Então, para alguns é muito tempo, para outros, né?
15:41Depende também do que é muito tempo, o que é pouco tempo para cada um.
15:46E, doutora, o que que preocupa mais?
15:49A falta de diagnóstico ou o excesso de medicalização?
15:54O que que para vocês, assim, tem sido um fator realmente de debate?
15:58As duas coisas, Alice.
16:00Porque a falta de diagnóstico acarreta no excesso, assim, tanto na falta, assim, não medicar,
16:09mas no excesso de medicação, porque eu começo a medicar mal, eu medico errado.
16:15Quando o especialista não faz isso, mas é quando a coisa não é bem encaminhada, né?
16:21Então, quando a gente não tem os diagnósticos bem feitos, e aí eu reforço aqui a importância do olhar apurado,
16:31treinado, né?
16:33Que a gente está ali todo dia.
16:36Se a gente não consegue fazer um diagnóstico, é difícil até para o especialista,
16:40porque a ciência da psiquiatria, ela é muito melindrosa, assim, muito particular, assim,
16:51até com algumas diferenças, algumas características que a medicina geral não se ocupa tanto.
16:58Não é tão numérica, né?
17:00Não é tão direta.
17:02Então, é um treino cotidiano.
17:05Então, se eu não faço um diagnóstico correto, ou se eu não faço o diagnóstico,
17:10até porque se eu não sei o que é a doença, não sei o que que é,
17:15eu não vou conseguir reconhecer quando acontece alguma coisa, né?
17:19Então, se eu não faço esse diagnóstico correto, ou se eu não diagnostico, né?
17:23Porque eu não reconheço a doença, aí o risco já está dado.
17:29Se eu penso que qualquer modificação no humor, ou alteração corriqueira,
17:40ou evento normal de resposta a eventos de vida,
17:46se eu acho que tudo é um problema, né?
17:49Também.
17:51Então, a gente se preocupa tanto com a falta do diagnóstico,
17:56como com o excesso.
17:58O excesso de redes sociais está associada a 45% dos casos de ansiedade em jovens.
18:05Veja a reportagem.
18:06No próximo bloco, vamos esclarecer o que é mito e o que é verdade
18:10sobre os antidepressivos e ansiolíticos.
18:13Me espera aí, que é rapidinho.
18:28Estamos de volta com o Check-Up Saúde.
18:30Agora chegou a hora de esclarecer os principais mitos e verdades
18:34sobre o uso de antidepressivos e ansiolíticos.
18:37Doutora Alicia, conta pra gente.
18:40Antidepressivo vicia?
18:42Mito ou verdade?
18:43Mito.
18:45A gente até, assim, pode ter uma adaptação, tem uma adaptação
18:51e às vezes na hora de a gente retirar a medicação,
18:54precisa ter o cuidado também de retirar a medicação
18:57pra não ter sintomas de retirada,
19:00mas não são remédios que viciam.
19:04Doutora, e todo paciente que usa antidepressivo
19:07precisa tomar pra sempre?
19:09Mito ou verdade?
19:11Mito.
19:12Embora, como nós falamos antes, muito frequentemente precisa tomar por um tempo mais prolongado.
19:20Doutora, e ansiedade e depressão são frescura?
19:23Mito ou verdade?
19:25Mito, obviamente mito.
19:27E ansiedade e depressão são diagnósticos psiquiátricos, né?
19:32Que são bem estruturados, que precisam corresponder a determinados critérios, né?
19:37De avaliação.
19:38E acompanhamento médico.
19:38E acompanhamento médico.
19:40Doutora, e o tratamento precisa de acompanhamento médico constante?
19:45Mito ou verdade?
19:45Sim, porque são doenças crônicas em sua maioria, são doenças crônicas, então precisa de reavaliações periódicas pra observar a resposta
19:58e fazer ajustes, né?
20:02E doutora, antidepressivo pode causar efeito colateral?
20:06Mito ou verdade?
20:08Verdade.
20:09Cada antidepressivo tem a sua característica, né?
20:12Tem a sua personalidade, vamos dizer assim.
20:14E cada pessoa também.
20:17Então, é comum, principalmente início de tratamento, né?
20:21Ter alguns sintomas, né?
20:26Que...
20:28Indesejáveis, ou, né?
20:29Efeitos colaterais, às vezes adapta, tem gente que não se adapta, né?
20:34Tem alguns efeitos colaterais que a gente utiliza, né?
20:37Até pra poder ganhar algum tipo de resposta em outras situações, por exemplo, insônia, né?
20:47Ou hipersonia, né?
20:49Uma sonolência muito grande.
20:53Então, é verdade, né?
20:55Assim, que os antidepressivos podem causar efeitos colaterais.
20:59Doutora, e psicoterapia e atividade física podem potencializar os efeitos dos medicamentos?
21:07Mito ou verdade?
21:08Verdade.
21:09Né?
21:10Ajudam demais.
21:12Então, é...
21:14Inclusive, existem situações que a gente nem precisaria entrar com remédio, né?
21:19Uma terapia bem conduzida, né?
21:22Mudanças de estilo de vida, cuidado com o corpo físico.
21:27Isso é importante lembrar que as doenças psiquiátricas, elas não acontecem, não pairam em outro universo, não.
21:35Elas são doenças do corpo, né?
21:38Agora, doutora, a gente estava falando sobre o excesso de medicação da pessoa que se automedica e quer se tratar,
21:45mas ao mesmo tempo também tem aquela que precisa de ajuda e não sabe a hora de procurar.
21:52Qual que é o sinal de alerta de que aquela ansiedade passou do ponto, de que eu posso estar com
21:57uma depressão e que é a hora de procurar um especialista?
22:00Vamos deixar um alerta para você que está aí em casa e que pode estar convivendo com alguém que esteja
22:04precisando de tratamento médico quando o assunto é sério, é saúde mental.
22:10É comum nas condições psiquiátricas, né?
22:15Que a própria paciente, ele não se perceba muito bem.
22:21Então, desde...
22:22Ansiedade é muito frequente, o paciente não se percebe.
22:25Quando ele vai botar, ele está fazendo algum tipo de sintoma físico, está...
22:30Muita palpitação, medos, procuram outros especialistas, por exemplo.
22:36Também depressão, né?
22:37Não, estou um pouco assim, a gente dá uma...
22:41Uma dourada de pílula, não, vai passar, né?
22:43Não valoriza...
22:44Mascara.
22:45Mascara.
22:46E...
22:47Mas...
22:48O que a gente, né?
22:49Pede para que preste atenção é alterações de padrão de sono,
22:55é...
22:55Comprometimento de funcionalidade,
22:58perda de prazer, né?
22:59De poder, né?
23:01Estar bem nos lugares, né?
23:03De querer encontrar as pessoas, né?
23:06De perder mesmo o gosto por atividades que antes eram prazerosas.
23:11Isso pode ser uma mudança de gosto, porque a gente muda,
23:14mas pode ser uma questão também, né?
23:18De saúde a se verificar.
23:21A Secretaria da Saúde informou que o atendimento segue a Política Nacional de Saúde Mental,
23:27com a porta de entrada pelas unidades básicas de saúde.
23:31Já os casos graves são encaminhados para o Centro de Atenção Psicossocial,
23:35que oferece acompanhamento especializado e suporte à rede.
23:39Eu fico por aqui, você pode rever este programa no YouTube do Folha Vitória,
23:44e semana que vem tem mais Checap Saúde, às 10h30.
23:47Eu te espero.
23:48Obrigada, doutora.
23:50Muito obrigada.