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Você já se perguntou por que Deus levou o profeta Elias vivo para o céu, sem que ele passasse pela morte?

A Bíblia conta um dos acontecimentos mais impressionantes das Escrituras: Elias estava caminhando com Eliseu quando, de repente, um carro de fogo e cavalos de fogo apareceram, e Elias foi levado ao céu em um redemoinho. 🔥✨

Mas por que isso aconteceu?
O que havia de tão especial na vida de Elias?
E qual mensagem Deus deixou para nós através desse acontecimento?

Neste vídeo, vamos conhecer a história de Elias, entender o contexto desse acontecimento extraordinário e refletir sobre os ensinamentos espirituais que essa passagem traz para nossa fé.

📖 “E Elias subiu ao céu num redemoinho.” — 2 Reis 2:11

Prepare-se para descobrir um dos episódios mais fascinantes da Bíblia e compreender por que a história de Elias continua despertando a fé e a curiosidade de milhões de pessoas.

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Transcrição
00:00Por que Deus levou Elias vivo para o céu?
00:02Na história inteira da humanidade, bilhões de pessoas nasceram, viveram e morreram.
00:09Todas passaram pelo mesmo portal.
00:12Todas, exceto duas.
00:14Elias foi uma delas.
00:16Um homem que caminhou sobre a terra, respirou o mesmo ar que respiramos e simplesmente nunca experimentou a morte.
00:24O céu se abriu e um carro de fogo desceu para buscá-lo.
00:28Mas antes de entender por que Elias subiu vivo, você precisa entender quem ele era.
00:35E a resposta não é simples.
00:37Por que Elias não era sacerdote de família nobre?
00:41Não era escriba treinado nas escolas de Jerusalém?
00:44Não tinha linhagem real nem conexões políticas?
00:49O texto bíblico o apresenta de forma abrupta em 1º Reis, capítulo 17.
00:56Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade.
01:00Isso é tudo.
01:01Nenhuma genealogia.
01:03Nenhuma introdução elaborada.
01:06Nenhum pedigree espiritual.
01:08Um homem do nada de uma região montanhosa e rude, no lado leste do Jordão,
01:13surge do anonimato e entra no palácio do rei mais poderoso de Israel.
01:18E foi exatamente de lá que Deus escolheu tirar seu porta-voz.
01:24Elias aparece diante de Acabe, sem aviso, sem carta de apresentação, sem credenciais visíveis.
01:31E a primeira coisa que sai de sua boca é uma declaração que desafia todo o poder político e religioso
01:39da nação.
01:39Tão certo como vive o Senhor, Deus de Israel, perante cuja face estou, não haverá orvalho nem chuva nestes anos,
01:49senão, segundo a minha palavra.
01:52Tenta dimensionar a audácia dessa declaração.
01:55Acabe governava Israel há anos.
01:58Tinha exército profissional, palácio luxuoso em Samaria, alianças internacionais.
02:04Ao seu lado estava Jezabel, princesa fenícia, filha de Etibal, rei de Sidon.
02:12Não era uma esposa qualquer.
02:14Era uma mulher de ambição feroz que trouxe sua religião junto com seu dote.
02:20Quatrocentos e cinquenta profetas de Baal e quatrocentos profetas de Azerá agora comiam a mesa da rainha.
02:28O culto ao Deus de Abraão estava sendo sistematicamente erradicado.
02:34Altares do Senhor eram derrubados.
02:37Profetas fiéis eram caçados e executados.
02:41Obadias, mordomo do próprio Acabe, havia escondido cem profetas em cavernas,
02:48alimentando-os secretamente com pão e água, arriscando a própria vida.
02:53E no meio desse cenário de perseguição religiosa e apostasia nacional,
02:59um desconhecido das montanhas de Gileade entra no palácio e anuncia seca.
03:04Não pede audiência, não negocia termos.
03:08Simplesmente declara o que vai acontecer e desaparece.
03:12Não choveu por três anos e seis meses.
03:15A seca no antigo Oriente Médio não era inconveniente.
03:19Era sentença de morte em câmera lenta.
03:22Riachos que nunca haviam secado viravam leitos de pedra e areia.
03:28Plantações amarelavam.
03:30O gado emagrecia até os ossos aparecerem.
03:33Ao final do terceiro ano, a nação inteira estava de joelhos.
03:38E durante todo esse tempo, o homem que declarou a seca permanecia escondido,
03:44protegido pelo mesmo Deus que fechou o céu.
03:47Primeiro, Deus enviou Elias para o ribeiro de Querite, a leste do Jordão.
03:53Ali, enquanto a nação secava, o profeta bebia a água fresca do riacho.
03:59E a comida vinha de uma fonte impossível.
04:03Corvos, considerados impuros pela lei mosaica,
04:06carniceiros por natureza, traziam pão e carne de manhã,
04:10e pão e carne à tarde.
04:12Todos os dias, durante meses.
04:15Ninguém sabe de onde vinha essa comida.
04:18O texto não explica, apenas registra o fato.
04:22Quando o ribeiro de Querite finalmente secou,
04:25Deus deu nova instrução.
04:27Levanta-te e vai a Sarepta, que pertence a Sidon.
04:32Eis que ordenei ali a uma viúva que te sustente.
04:35A ironia era brutal.
04:37Sarepta ficava em território fenício,
04:40a própria nação de onde veio a rainha que queria Elias morto.
04:44E era lá que Deus mandava seu profeta se esconder.
04:49Elias chegou à entrada da cidade e viu uma viúva apanhando gravetos.
04:54Pediu água e pão.
04:56A resposta dela foi um lamento de desespero.
04:59Não tenho nenhum bolo.
05:02Tenho somente um punhado de farinha numa panela
05:05e um pouco de azeite numa botija.
05:08Estou apanhando dois gravetos para fazer uma última refeição para mim e meu filho.
05:13Vamos comer e depois morrer.
05:16A resposta de Elias parecia cruel.
05:19Não temas.
05:21Vai e faze conforme a tua palavra.
05:24Porém, faze primeiro para mim um bolo pequeno
05:27e depois farás para ti e para teu filho.
05:31Fazer primeiro para o estrangeiro,
05:34quando você está prestes a morrer de fome,
05:37exige um tipo de fé que desafia toda a lógica de sobrevivência.
05:41Mas a viúva obedeceu e o milagre começou.
05:45A farinha da panela não se acabou
05:48e o azeite da botija não faltou.
05:50Durante meses, aquela casa sustentou três pessoas com suprimento
05:55que deveria ter acabado na primeira semana.
05:59Todo dia a viúva abria a panela esperando encontrar o fundo vazio.
06:04Todo dia encontrava farinha suficiente.
06:07O milagre não era espetacular.
06:10Não havia fogo do céu ou mares se abrindo.
06:13Era ordinário, repetitivo, silencioso
06:17e exatamente por isso, talvez mais impressionante.
06:21Deus sustentando três pessoas numa cidade pagã,
06:25um dia de cada vez,
06:27enquanto a nação escolhida morria de fome por sua própria rebelião.
06:32Mas então, o filho da viúva adoeceu.
06:35A doença piorou até que não havia mais fôlego nele.
06:39A mãe explodiu contra Elias.
06:42Que tenho eu contigo, homem de Deus.
06:46Vieste lembrar a minha iniquidade e matar meu filho?
06:49Elias não discutiu teologia.
06:52Tomou o filho morto dos braços dela,
06:55subiu ao quarto onde ele mesmo dormia,
06:58deitou o corpo na cama
06:59e então fez algo que nunca havia sido registrado antes nas Escrituras.
07:04Estendeu-se sobre o corpo três vezes e clamou ao Senhor.
07:08Ó Senhor, meu Deus,
07:11rogo-te que faças a alma deste jovem
07:14tornar a entrar nele.
07:16O Senhor ouviu.
07:18A alma voltou.
07:20Ele viveu.
07:21Este foi o primeiro registro de ressurreição na Bíblia.
07:24Não aconteceu em Jerusalém, nem no templo.
07:28Aconteceu numa casa pagã em território inimigo,
07:31pelas mãos de um profeta fugitivo
07:33para uma viúva que acabara de acusá-lo de matar seu filho.
07:37Três anos e seis meses.
07:40A seca havia cumprido seu propósito
07:43e então veio a palavra do Senhor a Elias.
07:46Vai e apresenta-te a Acabe,
07:49porque darei chuva sobre a terra.
07:52O reencontro foi tenso.
07:54A primeira coisa que saiu da boca do rei
07:56foi acusação.
07:58És tu o perturbador de Israel?
08:00A resposta de Elias foi direta.
08:04Eu não tenho perturbado Israel,
08:06mas tu e a casa de teu pai,
08:08porque deixastes os mandamentos do Senhor
08:11e seguistes os baás.
08:13Agora, congrega a mim todo Israel no Monte Carmelo,
08:18como também os quatrocentos e cinquenta profetas de Baal
08:22e os quatrocentos profetas de Azerá,
08:25que comem a mesa de Jezabel.
08:27O desafio estava lançado.
08:30Quando o dia chegou,
08:32milhares subiram a montanha.
08:34De um lado,
08:35quatrocentos e cinquenta profetas
08:37de uma religião estatal patrocinada pela rainha,
08:40vestidos com roupas finas,
08:43apoiados por toda a estrutura do governo.
08:46Do outro,
08:47um único homem de gileade,
08:50usando manto de pelos,
08:52sem aliados visíveis,
08:53sem exército,
08:55sem nada além da palavra
08:56que Deus havia colocado em sua boca.
08:59Elias começou confrontando o povo,
09:02não os profetas.
09:04Até quando cocheareis entre dois pensamentos?
09:07Se o Senhor é Deus,
09:08seguiu.
09:09Se Baal é Deus,
09:11seguiu.
09:12O povo não respondeu palavra.
09:14Paralisados entre duas lealdades.
09:17As regras do desafio eram simples.
09:19Dois novilhos,
09:21dois altares,
09:21lenha preparada,
09:23nenhum fogo humano.
09:25Cada lado invocaria seu Deus.
09:28O que respondesse com fogo do céu
09:30seria reconhecido como verdadeiro.
09:33Os profetas de Baal começaram de manhã.
09:37Invocaram durante horas.
09:39O sol subia no céu.
09:41O suor escorria pelos rostos.
09:43As vozes ficavam roucas.
09:46Nenhuma resposta.
09:47Ao meio-dia,
09:48Elias começou a zombar.
09:50Clamai em altas vozes,
09:52porque ele é Deus.
09:54Pode ser que esteja meditando
09:56ou que esteja de viagem.
09:58Talvez esteja dormindo e despertará.
10:01A zombaria era calculada.
10:04Cada sugestão expunha a impotência de um ídolo
10:07que supostamente controlava tempestades e fertilidade.
10:11Os profetas intensificaram o ritual.
10:15Continuaram gritando até a hora do sacrifício da tarde.
10:19Nove horas de invocação frenética.
10:22E o resultado foi o mesmo do início.
10:25Nenhuma voz.
10:26Nem quem satisfizesse.
10:28Nem quem atendesse.
10:30Então, Elias chamou o povo para perto.
10:33Começou reparando o altar do Senhor que estava em ruínas.
10:37Não construiu altar novo.
10:40Restaurou o antigo.
10:42Usou doze pedras,
10:44segundo o número das tribos dos filhos de Jacó.
10:47Israel estava dividido politicamente em dois reinos,
10:51mas espiritualmente diante de Deus,
10:53continuava sendo uma nação com doze tribos.
10:57As pedras eram declaração de unidade.
11:00Fez uma vala ao redor do altar,
11:02arrumou a lenha,
11:03despedaçou o novilho,
11:05colocou-o sobre o altar
11:07e então fez algo que ninguém esperava.
11:10Enchei quatro cântaros de água
11:12e derramai sobre o holocausto
11:14e sobre a lenha.
11:16A ordem foi cumprida.
11:18Fazei-o segunda vez.
11:20Fizeram.
11:21Fazei-o terceira vez.
11:24Fizeram.
11:25Doze cântaros de água no total.
11:28A lenha estava encharcada.
11:30A carne do novilho pingava.
11:32Num país devastado por três anos de seca,
11:35onde água era mais preciosa que prata,
11:38Elias desperdiçou doze cântaros
11:40para tornar o milagre impossível de contestar.
11:44A oração de Elias durou menos de trinta segundos.
11:48Sem gritos,
11:49sem danças,
11:50sem automutilação.
11:52Apenas palavras diretas.
11:55Senhor,
11:56Deus de Abraão,
11:57de Isaac
11:58e de Israel.
12:00Fique hoje conhecido
12:01que tu és Deus em Israel
12:03e que eu sou teu servo.
12:06Responde-me, Senhor.
12:07Responde-me,
12:09para que este povo saiba que tu és Deus.
12:11O fogo caiu.
12:13Não foi uma faísca crescente.
12:15Fogo do céu desceu
12:16e consumiu o holocausto,
12:18a lenha,
12:19as pedras,
12:20o pó
12:21e lambeu a água que estava na vala.
12:23Pedras viraram cinza.
12:25Água evaporou instantaneamente.
12:28O povo viu
12:29e caiu com o rosto em terra.
12:31O Senhor é Deus.
12:33O Senhor é Deus.
12:35A confissão ecoou pela montanha.
12:37Três anos de seca.
12:39Nove horas assistindo
12:41quatrocentos e cinquenta profetas de Baal falharem.
12:44Trinta segundos de oração
12:46e fogo do céu
12:47respondendo de forma incontestável.
12:51Elias mandou avisar Acabe para descer
12:54antes que a chuva o detivesse.
12:56E enquanto Acabe preparava seu carro,
12:59algo extraordinário aconteceu.
13:02A mão do Senhor veio sobre Elias.
13:05Ele singiu os lombos
13:07e correu diante de Acabe
13:09até a entrada de Jezreel.
13:11Jezreel ficava a aproximadamente
13:14trinta quilômetros do Carmelo.
13:16Elias correu essa distância
13:18na frente de cavalos reais.
13:19Um homem de idade avançada,
13:22após um dia de confronto intenso,
13:25superou a velocidade de uma carruagem
13:27puxada por cavalos treinados.
13:29A força não era dele.
13:31Era dom temporário
13:33para propósito específico.
13:35Mas o que aconteceu nas horas seguintes
13:37revela que Elias não era super-humano.
13:41Jezreel enviou mensageiro a Elias.
13:43Se amanhã a estas horas
13:45não puser a tua vida como a de um deles.
13:48E o homem que enfrentou 450 sozinho,
13:52que fez fogo descer do céu,
13:54que correu mais rápido que cavalos.
13:57Esse mesmo homem fugiu apavorado.
14:00Caminhou mais um dia para dentro do deserto.
14:03Sentou debaixo de um zimbro
14:05e pediu para morrer.
14:07Basta, senhor.
14:09Toma agora a minha vida,
14:11pois não sou melhor do que meus pais.
14:14Depressão profunda
14:15após vitória espetacular.
14:18O padrão é mais comum do que parece.
14:21Exaustão física extrema,
14:23descarga emocional
14:24depois de tensão prolongada,
14:26expectativa não cumprida
14:28de que tudo mudaria após o Carmelo.
14:31A mesma rainha continuava no poder,
14:35com a mesma sede de sangue.
14:37Deus não repreendeu,
14:39não deu sermão sobre falta de fé.
14:42Mandou um anjo com comida e água.
14:45Levanta-te e come.
14:47Elias comeu,
14:48bebeu
14:49e dormiu.
14:50O anjo voltou segunda vez.
14:53Levanta-te e come,
14:55porque muito longo te será o caminho.
14:57Elias comeu e bebeu novamente
14:59e, com a força daquela comida,
15:02caminhou quarenta dias e quarenta noites
15:04até Oreb,
15:05o Monte de Deus,
15:07o mesmo Sinai,
15:08onde Moisés recebeu as tábuas da lei.
15:11E foi ali,
15:12numa caverna,
15:13que Deus encontrou seu profeta quebrado.
15:16A pergunta veio direta.
15:17O que fazes aqui, Elias?
15:20A resposta foi
15:21desabafo de autopiedade.
15:24Tenho sido muito zeloso pelo Senhor,
15:26porque os filhos de Israel
15:28deixaram a tua aliança,
15:31derrubaram os teus altares
15:32e mataram os teus profetas à espada.
15:36Só eu fiquei
15:37e procuram tirar-me a vida.
15:39Deus não respondeu com palavras.
15:42Respondeu com demonstração.
15:44Sai
15:45e ponte neste monte perante o Senhor.
15:48Passou um vento forte e veemente
15:51que fendia os montes
15:52e despedaçava as penhas.
15:54O barulho era ensurdecedor.
15:57Mas o Senhor não estava no vento.
16:00Depois do vento,
16:01um terremoto.
16:03A caverna balançou.
16:05Pedras caíram.
16:06Mas o Senhor não estava no terremoto.
16:09Depois do terremoto,
16:11fogo.
16:12Mas o Senhor não estava no fogo.
16:14E depois do fogo,
16:15uma voz mansa e delicada.
16:17Um sussurro.
16:19Silêncio que falava mais alto
16:21que tempestades.
16:22Elias cobriu o rosto com o manto
16:25e saiu para a entrada da caverna.
16:27Deus então lhe deu
16:29três ungimentos a executar.
16:31Hazael como rei sobre a Síria.
16:34Jeú como rei sobre Israel.
16:36E Eliseu como profeta em seu lugar.
16:39E acrescentou a correção
16:41que Elias precisava ouvir.
16:43Também conservei em Israel sete mil.
16:46Todos os joelhos
16:47que não se dobraram a Baal.
16:49E toda a boca que não o beijou.
16:52Sete mil fiéis que Elias não conhecia.
16:56Sete mil que mantinham a fé em silêncio,
16:59enquanto ele achava que era o único.
17:01A solidão que sentia
17:03era real emocionalmente,
17:05mas falsa factualmente.
17:07Deus sempre preserva remanescente.
17:11Elias desceu do monte
17:12e encontrou Eliseu
17:13arando com doze juntas de bois.
17:16Família próspera.
17:18Trabalho garantido.
17:19Futuro estável.
17:21Elias passou por ele
17:22e lançou seu manto sobre seus ombros.
17:25Não disse palavra.
17:27Apenas o gesto.
17:29Eliseu entendeu imediatamente.
17:31Deixou os bois.
17:32Correu atrás de Elias.
17:34Pediu apenas para se despedir dos seus.
17:36Depois voltou,
17:38tomou os bois,
17:39matou-os,
17:41cozeu a carne
17:41com os instrumentos de madeira dos bois
17:43e deu ao povo para comer.
17:46O gesto era definitivo.
17:48Sacrificou os bois,
17:49que eram sua ferramenta de trabalho.
17:52Queimou o arado,
17:53que era seu meio de sustento.
17:56Não havia retorno possível.
17:58Eliseu queimou as pontes literalmente.
18:00Depois se levantou
18:02e seguiu Elias,
18:03servindo-o.
18:04Quando o dia final chegou,
18:07segundo Reis,
18:08capítulo 2,
18:09narra as últimas horas
18:11com precisão de testemunha ocular.
18:14Elias e Eliseu
18:15partiram de Gilgal.
18:17Elias tentou deixar Eliseu para trás.
18:20Fica-te aqui,
18:22porque o Senhor me envia a Betel.
18:24Eliseu recusou.
18:26Tão certo como vive o Senhor
18:28e vive a tua alma,
18:29não te deixarei.
18:31A mesma cena se repetiu em Jericó
18:33e depois,
18:34Fica-te aqui,
18:35porque o Senhor me envia ao Jordão.
18:38Pela terceira vez,
18:40Eliseu recusou.
18:41Cinquenta profetas o seguiram até o Jordão.
18:44Pararam à distância,
18:46observando.
18:48Elias tirou seu manto,
18:50enrolou e feriu as águas.
18:52O Jordão se dividiu para um e outro lado.
18:55Os dois passaram em seco.
18:58O mesmo rio que se abriu para Josué
19:00e todo Israel,
19:02ao entrarem na terra prometida,
19:04agora se abria para dois homens saindo.
19:07Um que partia para o céu,
19:09outro que voltaria para continuar a missão.
19:13Do outro lado,
19:14Elias fez a pergunta crucial.
19:16Pede-me o que queres que te faça,
19:19antes que seja tomado de ti.
19:21Eliseu não pediu riqueza,
19:24nem influência política,
19:26nem longa vida.
19:27Pediu porção dobrada do teu espírito.
19:30Na lei de herança israelita,
19:33o filho primogênito recebia porção dobrada
19:36da herança do pai.
19:37Eliseu estava pedindo reconhecimento
19:40como herdeiro espiritual legítimo.
19:42A resposta de Elias foi honesta.
19:45Coisa difícil pediste.
19:47Todavia,
19:48se me vires quando for tomado de ti,
19:51assim se te fará.
19:53Eles continuaram andando e conversando.
19:56Dois homens numa tarde comum
19:58às margens do Jordão.
20:00Mestre e discípulo.
20:02E então,
20:03sem aviso,
20:04aconteceu.
20:05Um carro de fogo com cavalos de fogo
20:08apareceu e o separou.
20:10Elias subiu ao céu num redemoinho.
20:13Não foi gradual.
20:14Não foi suave.
20:15Fogo celestial rodopiando,
20:18cavalos que não eram de carne
20:19galopando para cima,
20:21redemoinho que rasgava o ar.
20:23E no centro de tudo,
20:25um homem de Gileade sendo levado vivo
20:27para a eternidade.
20:29Eliseu viu tudo e gritou,
20:32meu pai,
20:34meu pai,
20:35carros de Israel e seus cavaleiros.
20:38O grito era reconhecimento.
20:41Elias valia mais para a defesa de Israel
20:43do que todo o exército do rei.
20:46Um homem com acesso a Deus
20:48era mais poderoso que mil carros de guerra.
20:51O manto de Elias caiu flutuando
20:54enquanto o profeta subia.
20:57Eliseu o apanhou.
20:58Rasgou as próprias vestes em duas partes.
21:01Sinal de luto.
21:03Mas imediatamente tomou o manto do mestre.
21:06Voltou ao Jordão.
21:08Cinquenta profetas ainda observavam de longe.
21:12Eliseu feriu as águas com o manto de Elias.
21:15Onde está o Senhor, Deus de Elias?
21:19As águas se dividiram.
21:22Eliseu passou em seco.
21:23Os filhos dos profetas viram e entenderam.
21:27O espírito de Elias repousa sobre Eliseu.
21:30Vieram ao encontro dele e se prostraram.
21:33A transição estava completa.
21:35O manto havia passado.
21:37A missão continuava.
21:39Mas por que Elias foi levado vivo?
21:42A pergunta ecoa a três milênios.
21:45Alguns apontam para o testemunho.
21:48Elias viveu numa época de apostasia quase total.
21:51Quando a maioria abandonou a fé,
21:53ele permaneceu firme.
21:55O arrebatamento foi declaração pública
21:58de que fidelidade radical tem consequências eternas.
22:02Outros apontam para a missão futura.
22:05O profeta Malaquias, escrevendo quatrocentos anos depois,
22:10registrou promessa específica.
22:13Eis que eu vos enviarei o profeta Elias,
22:16antes que venha o grande e terrível dia do Senhor.
22:19A tradição judaica leva isso literalmente.
22:23Elias voltará.
22:24Em cada celebração de Páscoa,
22:26uma cadeira permanece vazia.
22:29Uma taça de vinho fica cheia.
22:31A porta é aberta simbolicamente.
22:34A tradição cristã vê em João Batista cumprimento da profecia.
22:38Jesus afirmou em Mateus, capítulo 11.
22:42É este o Elias que havia de vir.
22:44João veio no espírito e poder de Elias.
22:47Mas João morreu decapitado.
22:50Se foi cumprimento completo ou parcial,
22:52permanece em debate.
22:54E há ainda o episódio da transfiguração.
22:57Séculos após o arrebatamento,
23:00num monte alto,
23:01Jesus levou Pedro, Tiago e João.
23:04Ali foi transfigurado.
23:06Seu rosto brilhou como sol,
23:09suas vestes ficaram brancas como luz.
23:11E dois homens apareceram conversando com ele,
23:15Moisés e Elias.
23:16O homem que subiu no redemoinho de fogo,
23:20desceu novamente, temporariamente,
23:22para conversar com Jesus
23:24sobre sua partida que aconteceria em Jerusalém.
23:28Moisés representava a lei.
23:30Elias representava os profetas.
23:33Ambos testemunhavam que aquele homem de Nazaré
23:36era aquele para quem toda a história apontava.
23:40Apocalipse, capítulo 11,
23:42menciona duas testemunhas que profetizarão
23:45durante mil duzentos e sessenta dias,
23:47com poder para fechar o céu,
23:49para que não chova.
23:52Exatamente o que Elias fez.
23:54Seriam Elias e Enoque as duas testemunhas do fim?
23:58A especulação continua.
24:00Tiago, no Novo Testamento,
24:02faz questão de enfatizar a humanidade de Elias.
24:05Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós.
24:10A mesma palavra grega para paixões em Atos,
24:13capítulo 14,
24:14significa fraquezas, limitações, emoções.
24:18Elias sentia medo.
24:20Elias ficava deprimido.
24:22Elias se achava sozinho quando não estava.
24:25E mesmo assim, quando orou,
24:27o céu obedeceu.
24:29Um homem comum de região desprezada
24:32foi chamado para missão extraordinária.
24:34Confrontou o sistema religioso mais poderoso de sua época.
24:39Fez o impossível no Carmelo.
24:41Fugiu apavorado para o deserto.
24:44Foi restaurado por Deus no Sinai.
24:46Treinou seu sucessor.
24:48E num dia específico,
24:50diante de testemunha que registrou tudo,
24:52subiu vivo para o céu.
24:55O manto caiu.
24:56O profeta subiu.
24:58E três mil anos depois,
25:00seu nome ainda é pronunciado em mesas de Páscoa ao redor do mundo,
25:05com uma cadeira vazia reservada para ele.
25:09Algumas histórias não terminam.
25:11Apenas aguardam.
25:13Legenda por Sônia Ruberti

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