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  • há 11 horas
Entrevista com Poliana Abritta sobre a série "Essa Tal de Adolescência".

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Transcrição
00:06A gente tem uma ansiedade quando a gente é muito jovem de como se tudo na vida fosse ser escrito
00:15em linha reta e que tudo ser traçado e realizado, conquistado ou não conquistado e portanto tracassado, como se a
00:25vida fosse uma estrada reta.
00:28E a vida não é. Ela é maravilhosamente sinuosa. E eu acho que quando eu olho para aquela menina, eu
00:35penso assim, nossa, você não tem ideia do tanto de curva que está por vir e o quanto que cada
00:41curva vai ser maravilhosa.
00:43Então ontem mesmo eu estava conversando com meu filho aqui em casa e aí ele me perguntou sobre, eles estão
00:49fazendo vestibular, né? Foi um fim de semana intenso de vestibular aqui.
00:52E aí eu falei, meu filho, se você me perguntar o que eu gostaria que acontecesse dentro da realidade que
00:58eu enxergo hoje, eu acho que seria assim, assim, assado.
01:02Para você é desse jeito, para a Manuela é do outro, para o José é do outro, não, não, não.
01:05Mas como eu aprendi que a vida não é feita desse jeito e que a maravilha está justamente no que
01:11a gente não imagina, eu não tenho a menor ideia do que vier vai ser lindo.
01:15Então eu não consegui te dar uma resposta curta e nem em linha reta, porque é isso, assim, porque é
01:23solto, é sinuoso.
01:25E essa é a beleza, assim. Eu acho a vida linda demais e eu acho a cidade da adolescência potente
01:34demais.
01:35É tão bonito ver esses meninos florescendo de outro jeito e de um jeito às vezes inesperado.
01:41De um jeito que você não imagina que vai ser. Então é muito bonito, assim, é muito potente.

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