00:00Deixa eu falar de um outro ponto que o senhor tem reafirmado, tem mencionado, inclusive depois do primeiro turno.
00:06O seu plano de governo registrado no TSE apresenta seis propostas de reforma do judiciário, algo que o senhor tem
00:14colocado como prioritário.
00:15Eu cito três aqui, retirar do Supremo o julgamento de processos criminais contra parlamentares,
00:21reduzir o número de decisões individuais dos ministros e restringir a possibilidade de familiares deles
00:27advogarem causas que correm no tribunal.
00:31Bem, eu lhe pergunto, no caso do judiciário, quando o senhor fala de reforma, o senhor está falando desses itens
00:36apresentados no seu plano de governo
00:38ou tem algo que não está aí que o senhor também gostaria de fazer?
00:42Eu acho que o judiciário também tem que entrar junto com o legislativo e com o executivo,
00:46cada um dando a sua parcela de sacrifício, inclusive, para combater os penduricalhos,
00:51para combater os privilégios, que hoje são algo assim, é o astronômico,
00:56só os penduricalhos dos três poderes, se você for botar na ponta do lápis, são 24 bilhões de reais por
01:00ano.
01:01Quer dizer, todo mundo tem que colaborar para a redução de despesas, Renata,
01:05mas sempre de forma muito respeitosa.
01:07O que eu tenho dito é o seguinte, do jeito que está hoje, de fato,
01:11nós temos que proteger a instituição Supremo Tribunal Federal.
01:15Não dá para um juiz como é o Alexandre de Moraes,
01:17continuar dando canetada, interferindo em um monte de coisa,
01:20perseguindo adversários políticos do atual governo,
01:24os amigos do Lula no Supremo Tribunal Federal se protegendo
01:28para que investigações não avancem sobre eles.
01:31Isso aqui não dá mais, eles já acabaram com a credibilidade do Poder Judiciário
01:34e essa reforma do Judiciário também tem que caminhar para o resgate dessa credibilidade,
01:39porque a magistratura toda, Renata, não é Alexandre de Moraes.
01:42O Supremo não é Alexandre de Moraes.
01:44Deixa eu aproveitar que o senhor falou nele,
01:45porque o senhor tem defendido não só a investigação,
01:47mas impeachment do ministro Alexandre de Moraes
01:49por causa das relações dele com o dono do Banco Master.
01:53Daí ele eu pergunto, mas e o ministro Cássio Nunes Marques?
01:55Por que ele foi indicado pelo seu pai
01:57e mensagens apreendidas no celular do Daniel Vorcaro
02:01indicam que ele, além de bancar despesas do ministro,
02:04pagou a um filho dele por um trabalho,
02:07por meio de uma empresa de consultoria.
02:09Nunes Marques também precisa ser investigado?
02:11Todo mundo tem que estar abaixo daí.
02:13Esse é o problema do Brasil hoje, Renata.
02:14Qual o problema do Brasil?
02:16As pessoas acham que estão acima da lei.
02:17A lei tem que valer para todo mundo.
02:18A lei 1079, que é a lei de impeachment,
02:21estabelece lá quais são os crimes de responsabilidade
02:24que o senhor ministro do Supremo Tribunal Federal
02:26incorrer em uma daquelas hipóteses
02:29é obrigação do Senado Federal
02:32iniciar um processo de impeachment.
02:33Por exemplo, a atuação político-partidária.
02:36É o que nós vemos em alguns ministros do Supremo.
02:38Por exemplo, tomar decisões
02:41quando, obviamente, deveria se declarar suspeito
02:44para tomar essas decisões.
02:46Foi o que mais o Alexandre de Moraes fez,
02:47tomou decisão,
02:48perseguindo adversários que ele predeterminava.
02:51E hoje, o que está acontecendo?
02:52Renato, o Alexandre de Moraes
02:53virou o articulador político do Lula em Brasília.
02:57Ele que fez as pazes do Davi Alcolumbre,
02:59o presidente do Senado,
03:00junto ao presidente Lula.
03:02E hoje estão todos unidos aí
03:04a favor da reeleição do Lula.
03:06Então, não dá para admitir
03:08um ministro do Supremo
03:09tendo uma atuação político-partidária.
03:10Então, qualquer pessoa,
03:12qualquer ministro do Supremo
03:13que infringe a lei
03:14tem que, obviamente, responder por isso.