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DiversãoTranscrição
00:00A CIDADE NO BRASIL
00:02A CIDADE NO BRASIL
00:03A CIDADE NO BRASIL
00:07A CIDADE NO BRASIL
00:14Tinho...
00:15Tinho... Tem barulho não na sala, Tinho...
00:18Vai lá ver
00:20Shhh... Vai silêncio
00:24Tinho... Tem alguém lá, vai lá, vê
00:25Não é nada. É a porta, a janela que tá abacou.
00:33Para!
00:34Não é nada.
00:52De que?
00:54Não gosto
00:57Nelas paredes com ferro
01:04Agostinho, a gente tem que entregar a casa e morar em outro lugar.
01:07Mas Abel, onde é que nós vamos arrumar um proprietário tão de gente boa como o Bessola?
01:10Tem um cara que aceita negociar os alugueres.
01:12Tem um cara que é amigo, que troca as coisas.
01:14Gente boa, Agostinho.
01:15É.
01:16Você tá querendo dizer um doido fácil de enrolar, né?
01:19Só que dessa vez, esse doido invadiu a nossa casa.
01:22Não é verdade. Não é verdade. Ele não invadiu.
01:24Ele ficou olhando pela janela como você mesma disse.
01:26Ah, tá bom, Agostinho. Você vai esperar o quê?
01:29Vai esperar o pasteleiro doido entrar dentro da nossa casa,
01:32pegar o nosso filho.
01:34Você não pensa no Floriano, não?
01:35Eu penso sim.
01:36Exatamente o que eu penso no Floriano, que eu penso logo em dinheiro.
01:38Porque é muito caro.
01:39Você sabe que é um despedido extraordinário você criar um filho.
01:42Então eu penso que aqui, com esse aluguel sob controle, nós estamos bem.
01:44Acontece que eu penso na segurança dele.
01:46Eu quero me mudar daqui.
01:47Ai, meu Deus.
01:48Maria Isabel, vamos botar a cabeça no lugar.
01:51O Bessola, como proprietário, ele não tem direito, por exemplo,
01:54vem aqui e dá uma olhada, vê se eu estou certo?
01:55Tem.
01:56Ele tem o direito quando ele tá fofinho,
01:58quando ele tá falando direitinho com a gente.
02:00Agora, quando ele tá surtado, vestido com as roupas da mãe dele,
02:05eu não quero esse doido aqui.
02:06Tudo bem, eu entendo.
02:07Realmente, os remédios não estão desendoidando o Bessola.
02:09Você deixa comigo.
02:10O negócio do Bessola não é questão de mudar de mérito, essas coisas, não.
02:14Eu vou resolver isso.
02:14Deixa comigo. Pode deixar.
02:15Ah, tá.
02:17Você é melhor do que um psiquiatra para cuidar de um doido.
02:20Eu não estou dizendo que eu sou melhor do que um psiquiatra
02:22do que ninguém.
02:23Eu sou um vivido.
02:23Eu tenho uma visão.
02:24Eu entendo o problema psicológico que as pessoas têm.
02:26Então eu vou atuar da melhor maneira possível,
02:28vou fazer o possível para tudo ficar bem.
02:29Tô pedindo a você o voto de confiança.
02:31Passo leite.
02:39Bessola, tá lembrado da minha potilha?
02:41Tá lembrado?
02:42Tudo bem, Bessola?
02:43Bessola, eu vim fazer umas perguntas a você.
02:47Você lembra do que que você fez ontem?
02:49É, cara, que eu lembro, Agostinho. Eu não sofro de amnésia, não.
02:53É, e o que que foi então que você fez?
02:54Eu fechei a pastelaria, fui pra casa, tomei um banho, assisti a novela.
02:59Você quer que eu conte a novela que passou ontem?
03:01Então, Bessola, depois de ver a novela, o que que foi que você fez?
03:04Eu fui dormir, né?
03:05Pelo amor de Deus.
03:06Não falei?
03:07É nessa hora, justamente, que a mãe tá encostando nele.
03:09Gente, que loucura.
03:10Eu somo.
03:12É...
03:12Eu posso ter uma conversa em particular com o senhor?
03:15Não tenha medo, não, Bessola.
03:17Não tenha medo, não.
03:18Claro.
03:19Do que que se trata?
03:20É...
03:20É um assunto importante, envolvendo um antepassado seu que já passou pro campo espiritual.
03:27Mais especificamente, sua genitora.
03:30A minha mãezinha.
03:31Não tenha medo, não, Bessola.
03:32O que que você sabe sobre a minha mãezinha?
03:39Viu só?
03:41Isso já é dona Teovina por aqui tentando se comunicar com o senhor urgentemente.
03:45Mãe não tá presente, não tá presente.
03:47Só vai falar com a tua mãe rápido, Bessola.
03:49Essas pessoas que tão no éter tão muito ocupadas, Bessola.
03:51Meu Deus do Deus.
03:52Genilso!
03:54Ei, olha...
03:55Pelo amor de Deus.
03:56Vou botar uma conta aqui do balcão que eu preciso falar com essa senhora
03:59sobre uma coisa muito importante sobre a minha família.
04:03Vai uma cachaça pra mim aí, Hugo.
04:05Você não tem corpo fraco não, hein, Genilso.
04:07Você toma cuidado que já já uma coisa te pega aí.
04:09É?
04:10É...
04:11Tô vendo até encosto em tu, hein?
04:12Ih, Genilso.
04:13Ah, meu Deus.
04:15Me dê vinte quantos, eu faço um trabalho e tiro isso de você.
04:18É mesmo?
04:18É.
04:20Ai, Genilso, que absurdo.
04:21Não faz o menor sentido você marcar uma reunião da Associação dos Moradores hoje.
04:25Domingo.
04:26É uma situação de emergência, Genilso.
04:28Genilso, você marcou o cinema comigo, né?
04:30Qual é, Popozão?
04:30Vai deixar a mamãe no vácuo, é?
04:32Olha aqui.
04:32Tem um buraco aqui na rua há mais de uma semana.
04:34Ele tá aberto.
04:35Ninguém toma providência.
04:36Você não acha que tratar disso é melhor do que o cinema?
04:38Mas esse buraco tá aberto aí é uma semana, né?
04:41A gente não vai ao cinema a século.
04:42Mas, Nenê, pelo amor de Deus, eu tô cheio de trabalho lá na Pet Shop.
04:46Eu só tenho livre o dia de domingo.
04:48Ah, tá.
04:49Quer dizer que em vez de eu sair, eu vou ficar em casa tendo a maior trabalheira, né?
04:52Porque cada vez que tem reunião da Associação dos Moradores,
04:55eu tenho que fritar um monte de salgadinho pra vizinhança inteira.
04:58Mas vai ter salgadinho?
04:59Não, então eu sou a favor da reunião.
05:00Você tá do meu lado ou do lado do teu pai?
05:02Não, eu tô do lado do salgadinho.
05:04Olha, ô Nenê, você me desculpa, mas a Genil vai ter que ser hoje.
05:07Eu não aguento mais ficar ouvindo a reclamação dos vizinhos.
05:10Meu Deus, que demora isso.
05:11Pra mim não é que aguente, não.
05:13Vem.
05:14Entendeste, minha filha?
05:15Entendi e já anotei.
05:17Certo.
05:17Muito obrigada pela orientação, hein, mãe, eu tenho vida.
05:20Deus lhe pague, minha filha, vá com Deus.
05:22Obrigada mesmo.
05:27Eu chamei a senhora aqui pra tirar o encosto do bem-sola.
05:30O que tá acontecendo?
05:30Peraí, mãe Ateovina é uma entidade muito forte que tem que ser respeitada.
05:34Agora, se você quer se meter com a entidade desse posto, meu filho, fica à vontade.
05:37Não, não, eu tenho a minha mediunidade também, também poderei enfrentar,
05:40mas também não tenho preparo pra enfrentar isso.
05:41Mas o que é esse papelzinho, senhora mãe?
05:43Isso aqui é um trabalho que a mãe Ateovina me deu pra eu arrumar um namorado.
05:45Ah, meu Deus, quem aqui é a mandigueira? Ela ou você?
05:47Eu sou sensitiva.
05:48Agora, o poder de mãe Ateovina vai além.
05:50Ela vê longe.
05:51Cuidado que vai haver uma inundação.
05:54Essa rua vai virar um maio.
05:57Onde é que já cediu a ladeira a lagar?
06:07Meu Deus do céu.
06:08Não é que a previsão da dona Ateovina se confirmou?
06:12Falei.
06:12Meu Deus do céu.
06:33Então, você não acha que é um perigo o meu filho morar naquela casa?
06:36Ai, Bebel, pelo amor de Deus, o Beissola nunca fez mal a ninguém.
06:39É, o Beissola não, mas e a dona Ateovina?
06:42Bebel, a dona Ateovina é o Beissola.
06:45Ué?
06:47Mãe Ateovina traz a pessoa amada em três dias informações na pastelaria do Beissola.
06:54A pastelaria virou um centro espírita.
07:05Não acredito que agora você está cobrando mandinga.
07:09Não, estou cobrando mandinga nada.
07:11Estou trabalhando agora no setor espiritual.
07:13Qual é o problema?
07:13O problema é que ao invés de cuidar da segurança da nossa família,
07:16você fica incentivando as maluquices do Beissola.
07:18Não, pior ainda, pior.
07:20Você está se aproveitando de uma pessoa que tem problemas, é doente.
07:23Ana, nenê, algumas pessoas chamam de doença e eu chamo de dom.
07:26Eu estou canalizando essa energia linda do Beissola para o bem da comunidade.
07:29A senhora vai ver que a mãe que eu vim é um espírito de muita luz.
07:32Eu quero saber quem é que vai acreditar numa besteira dessas.
07:37Marilda!
07:37Do jeito que a situação está, eu tenho que apelar para tudo.
07:40Sabe lá se o trabalho que ela mandou eu fazer dá certo?
07:43Que trabalho?
07:43Não, não posso dizer, porque é secreto.
07:45Mas o objetivo é trazer a pessoa amada em três dias.
07:49Mas eu não acredito que você acredita na dona Telvino.
07:52Mas ela não previu que a rua ia virar mar e não foi tiro e queda?
07:55E a rua virou mar quando?
07:57Ué, mas o encanamento lá do buraco não quebrou e não vazou água para tudo que é lado?
08:00A gente tem que dar a mão apalmatória.
08:02A velha é sábia, resolve os problemas e prevê o futuro.
08:05E resolve mesmo, é?
08:06Cada um tem sua fé nela, eu acredito.
08:10Então eu vou dar uma chá se a mãe é Telvina.
08:13Ih, eu tenho um problemão para ela resolver.
08:16Epa, hurra!
08:18Ah, Tuco, eu já expliquei para você que eles cortaram a água porque o encanamento estourou.
08:23Sim, acontece que eu marquei um encontro com a Gina, né?
08:25Não posso tomar banho sem água.
08:26Pelo amor de Deus, Tuco, eu já ouvi reclamação de mais dos vizinhos, não preciso das suas.
08:31Sim, e eu vou ouvir uma reclamação da Gina por chegar todo fedorento no encontro, né?
08:34Ah, Tuco, então eu tenho uma solução para isso.
08:36Você desmarca o seu encontro e fica aqui me ajudando a resolver a situação.
08:40Ô, Nini, que bom que você chegou.
08:42Nós vamos ter que fazer a reunião da associação de moradores hoje mesmo.
08:45Ou seja, você rodou no seu cinema e eu no meu encontro com a Gina.
08:48Vocês me desculpem, mas emergência é emergência.
08:51Se a gente não se mobilizar e pressionar as autoridades, nunca ninguém vai consertar esse buraco.
08:57É, mas, Linelzinho, eu também já tomei as minhas providências.
09:01Que providências?
09:02É, eu apelei para... para a Dona Eteovina.
09:05Para a mãe do Beixola?
09:06É, ué. Ela está ajudando todo mundo, Tuco.
09:09Olha, ela me disse para fazer um trabalho que era para abrir os caminhos das autoridades
09:13que aí eles vinham aqui para consertar o buraco.
09:15Mas que maluquice é essa, Nini?
09:18Ué, maluquice por quê?
09:20Ué, ela não disse que ia ter inundação na rua?
09:22Então, e você está aí tentando há uma semana consertar esse buraco.
09:25Que bobagem.
09:26Ué, bobagem por quê?
09:28Cada um tem sua criança, Linel.
09:29Você acredita no poder da associação dos moradores.
09:32Eu acredito no poder da Dona Eteovina.
09:34Sinceramente.
09:37Bom, eu sou a favor da Dona Eteovina e mais ainda dos pastéis dela.
09:42Tira a mão, tira a mão, isso não é para comer.
09:44É para quê, então?
09:46Não te interessa.
09:49Pronto, mãe Eteovina.
09:51Olha, eu fiz tudo o que a senhora mandou.
09:53Trinta pastéis e três velas em cima da geladeira.
09:56Agora a senhora adianta o meu lado, hein?
10:10Quanta saudade, Marildinha.
10:13Eu sonhei com você.
10:15Acordei com você na minha cabeça.
10:17Não resisti e vim atrás de você.
10:20Mãe Eteovina, eu peço um anjo, a senhora me manda um Exu.
10:24Ai, que saudade do seu carinho, da sua mãozinha de fada.
10:29Da minha geladeira.
10:30Do nosso amor infinito.
10:33Opa, larga esse pastel, que isso aqui é do santo.
10:37Meu amor, o seu santo sou eu.
10:40E o que não mata engorda.
10:42Tomara que esse pedaço de pastel te engorde e te mate.
10:45Adoro você, é agressivo. É assim que eu gosto.
10:48É assim que eu gosto.
10:48É assim que eu gosto.
10:49Pera aí.
10:50Deu um negócio na tua...
10:51E aí, Agostinho, quanto deu?
10:52Muito bom. Deu cento e vinte, Beisola.
10:55Então você pega sessenta, são sessenta pra mim.
10:57Vou ficar com os passagens.
11:03Epa!
11:04Oh, raios!
11:07Oh, gajo.
11:09Este faturamento tem que ser dividido por três.
11:13Ô, mãe Eteovina, a senhora tem razão.
11:14A senhora me desculpe.
11:15Desculpe, eu vou bater.
11:16A senhora fica com vinte aí.
11:18É.
11:21Um momento.
11:23Por acaso tu vai encontrar com a tua sogra hoje?
11:27Dona Nenê, vossa e senhora, por causa de quê?
11:30Ei, ei, diga louco.
11:32Eu acho melhor tu dizer a ela...
11:34O quê?
11:35A dona Nenê que hoje mesmo ela vai por debaixo da terra.
11:40Que isso?
11:41Que?
11:42Está repreendida em nome de senhor.
11:44A senhora falou...
11:45Que que história é essa faz pra dona Elia?
11:47O quê que é isso?
11:48Ô, dona Eteovina, fala pra mim, pelo amor de Deus,
11:50que isso que a senhora falou aí não é verdade.
11:51Isso aí tem uma solução.
11:53Ai...
11:54Que isso, Agostinho?
11:55O quê que você quer?
11:56Que é pastel fiado?
11:58Pessoal, pelo amor de Deus, diz pra mim uma coisa.
12:00Diz pra mim que isso aí, que a mãe Eteovina falou,
12:02isso foi uma interferência que veio equivocada dos astros,
12:05que isso que ela falou não é verdade.
12:07Ô, Agostinho, eu não sei de nada.
12:09Eu não sei de nada do que que tá errado.
12:11Eu não me lembro do que aconteceu.
12:13Eu...
12:13A tradução da Dona Nenê vai morrer.
12:15Ai, ai...
12:24Esta família é muito unida.
12:30E também muito oriçada.
12:34Brigam por qualquer razão.
12:39Mas acabam pedindo perdão.
12:42Pirraça pai, pirraça mãe, pirraça filha.
12:44Eu também sou da família, eu também quero pirraçar.
12:47Catuca pai, catuca mãe, catuca filha.
12:49Eu também sou da família, eu também quero catucar.
12:51Catuca pai, mãe, filha.
12:54Eu também sou da família, eu também quero catucar.
13:07Já é o velório dela?
13:09Já?
13:10Já é o velório dela?
13:11Já?
13:12Já é o velório?
13:13Já é o velório?
13:14Já?
13:15Cadê?
13:15Senta licença de eu ver o cofre.
13:23Ô, Dona Nenê, tá tudo bem?
13:28Péssimo.
13:29Por quê?
13:29A senhora tá sentindo o quê?
13:30Febre?
13:30A senhora tá sentindo tontura, convulsão?
13:32O quê que ela tá sentindo?
13:33Raiva.
13:34Raiva de tá aqui fritando salgadinho.
13:36Mãe, eu só não entendi uma coisa.
13:37Você comprou tanto pastel no Beissola, pra que servir esse monte de salgadinho?
13:41Ai, não, pastel não, pelo amor de Deus.
13:44Pastel não tem nada a ver com isso.
13:45Ninguém pega.
13:46Por favor, vamos parar de falar dessas coisas assim que fica entre pastel, de comida,
13:49porque eu tenho assuntos muito mais importantes pra comprar.
13:51Tentando falar disso?
13:53Ai.
13:54Nenê, vamos supor que fosse cair um meteoro, fosse o último dia de todos nós nessa nossa
14:00vida que Deus nos deu.
14:01Como a senhora gostaria de se despedir da existência desse mundo?
14:05Sei lá, Agostinho.
14:07Não tenho a menor ideia.
14:08Acho que eu ia, sei lá, querer um momento romântico com o Lineu.
14:12Um momento romântico, se você vai ser mais específico, assim, de que tipo de...
14:15Não que a resposta que a senhora vai me dar vai me arrepender de ter perguntado.
14:18Mas assim, em minha geral, como a senhora queria isso?
14:20Sei lá, Agostinho.
14:22Eu só sei que eu não ia querer estar aqui fritando salgadinho pra associação de moradores,
14:25né?
14:26Até porque, olha, a maioria dessas pessoas vem aqui, sabe pra quê?
14:29Pra comer.
14:29Entendeu?
14:30É o método do papai de atrair gente pras reuniões dele.
14:34É, acho muito ruim a pessoa no último dia da vida dela, não é?
14:37Passar esse momento que é derradeiro fritando salgadinho.
14:40E aí chega a ser uma maldade, eu acho.
14:42Pelo amor de Deus, Agostinho.
14:44Eu tô atolada assim, mas não dá pra tanto, não.
14:46Pelo amor de Deus.
14:47Pera aí.
14:48Vou servir aqui.
14:50Ô!
14:51O que que você tem?
14:52Ninguém tá esquisito.
14:53Posso falar pra você.
14:57Uma outra hora eu te explico.
14:59Lineu!
15:00Lineu!
15:00Lineu!
15:01Você não deveria ter marcado essa reunião pra hoje.
15:03Agostinho!
15:03Pra gente continuar sem água, nós temos que resolver esse problema do buraco da rua com urgência.
15:07Neu, tem que cuidar muito mais importante pra falar com você que esse problema...
15:09Mas depois, depois...
15:10Não, depois não, Lineu.
15:11Por favor.
15:11Tem que falar com você igual de vida ou de morte, por favor.
15:23Lineu, eu sei que é duro pra você, é duro pra mim também.
15:25Acho que é duro pra toda a família, mas eu não podia deixar de te contar, né?
15:28Talvez essa seja a última noite da dona Lelina.
15:43Ela acertou.
15:44Quem nos garante que ela não vai acertar também é outra...
15:46Agostinho, eu também previ o vazamento daquele cano e nem por isso eu sou médium.
15:51Lineu!
15:52Você não devia fazer isso.
15:53Se acontecer alguma coisa, você vai se sentir muito mal.
15:55Olha, Agostinho, nós estamos com um problema de emergência aqui na rua.
15:58E você me desculpe se eu sou prático em vez de ficar acreditando nessas mazelas do bem só.
16:04Lineu, você não acredita no mundo espiritual. Você é muito materialista.
16:08Agostinho, você sabe no que eu acredito?
16:10Na lei de causa e efeito.
16:12Que lei de causa e efeito é isso?
16:13A causa é você ficar me perturbando. O efeito é eu deixar você falando sozinho.
16:23Marildinha, é hoje que a gente vai tirar o nosso atraso.
16:30Mendonça, atraso é quando uma coisa vai acontecer, mas demora.
16:32E entre nós não vai acontecer nada nunca, nem hoje nem daqui a 40 anos.
16:37Salva pelo gongo!
16:38Peraí, não atende não que deve ser o telemarketing.
16:41Mil vezes o telemarketing, alô!
16:44Ô Lineu, tudo, mede pra fraco.
16:48Agora?
16:50Melhor ainda, tô indo nesse minuto.
16:52Pra onde?
16:53Reunião de emergência na associação dos moradores.
16:55Você vai me trocar por uma associação de moradores?
16:59É uma reunião importantíssima.
17:01Não, não, não, não. Eu não vou desistir da senhora hoje não. Vai ficar aí.
17:07O que que é? O que que é? Fala logo, criatura, que eu tô atrasada.
17:11Você vai ficar sentadinha, lindinha, enquanto eu vou até o banheiro fazer uma coisa.
17:17Mas não é que...
17:19Tem uma diagonal em folha seca.
17:22Bem feito, bem feito. Por causa dos pastéis que você comeu.
17:25Eu falei que não era pra você comer, que era tudo trabalho da mãe Etelvina.
17:28Trabalho de quem?
17:29Nada não, esquece.
17:30Esse pastel é inesquecível, né?
17:33Mãe Etelvina, a senhora escreve certo por minhas tortas.
17:36Saravá, meu pai.
17:43Mãe Etelvina, aí...
17:44Tá aí, Mãe Etelvina?
17:45Chama a Mãe Etelvina e vem cá, entra aí, que eu tenho que falar com ela.
17:47Tá aí, você, Agostinho, que eu sinto muito, mas a consulta já acabou.
17:51Pessoal, por favor, eu tô pedindo a você, é uma questão de vida ou de morte.
17:53Eu tenho que falar com a Mãe Etelvina, pelo amor de Deus.
17:55Pelo amor de Deus, me deixe em paz, Agostinho.
17:56Daqui a pouco eu tenho uma reunião da associação dos moradores.
17:59Pessoal, pelo amor de Deus.
18:01Mãe Etelvina vai chegar.
18:04Mãe Etelvina pra ajudar, pra aconselhar.
18:07Deve aqui, pessoal, dá um golinho, dá um golinho, dá um golinho.
18:09Mãe Etelvina do além.
18:11Mãe Etelvina é mãe de tanto, ela é poderosa, ela vai ajudar.
18:14Mãe Etelvina...
18:22Que cara de tudo, meio gacho.
18:25Mãe Etelvina, eu queria demais, pedi a senhora demais pra senhora fazer um trabalho também.
18:28Alguma coisa que tem que salvar a dona Nenê, que eu faço qualquer coisa pra salvar a dona Nenê,
18:32que é pra dar uma pra ela mais uns anos de vida.
18:35Tu quer salvar a dona Nenê?
18:38Então, você tem que fazer um trabalho fortíssimo.
18:43Qualquer coisa, qualquer...
18:44Qualquer coisa que a senhora mande...
18:45Vou cumprir, vou cumprir o mandante.
18:47Não pode falar.
18:47Presta atenção.
18:48Você tem que distribuir cem pastéis de queijo pra cem pessoas diferentes até o final do dia.
19:01Mas eu não tenho dinheiro pra comprar cem pastéis.
19:05Hein, sim, senhor?
19:06Claro que tenho.
19:07E aquele que tu ganhou me empresariando?
19:10Hã?
19:12A mãe.
19:13A mãe.
19:13Isto do céu.
19:14Passar ele aos cinco.
19:15Isso.
19:16Todo ele.
19:17É, todo ele, homem.
19:18Então, ora, pois, pois, estamos no dinheiro.
19:20Hum...
19:20É certo.
19:21Agora já vem.
19:21Agora vem, Bessola.
19:22Sai, senhora.
19:23A mãe vai pra descansar.
19:26Bessola, é agora quem vai chegar.
19:32Bessola, é você?
19:33Claro que sou eu.
19:34Então faz pra mim cem pastéis de queijo, Bessola.
19:36Rápido.
19:36Mas por que você quer cem pastéis?
19:37Isso é um assunto que eu tenho meu com tua mãe, Bessola.
19:39Vamos lá, cem pastéis pra mim.
19:40Ai, meu Deus do céu.
19:41Vou fazer o cem pastéis pra você.
19:44Ô, bebê, dá mais um aí pra mim.
19:45Dá mais dois aí pra mim, por favor.
19:47Não enche, Tuco.
19:48Ih, quem é a dona Mirtha que se encheu o bucho de salgadinho?
19:51Eu não vou poder comer.
19:52Atenção, gente.
19:53Atenção.
19:53Vamos organizar um pouco aqui a situação,
19:55porque nós temos um reunião muito importante pra fazer.
19:57Agora vê se pode.
19:59Eu fiz tudo que a mãe Etelvina me mandou fazer pra trazer a pessoa amada de volta.
20:03Ela me mandou o Mendonça.
20:04Não é justo, né?
20:05Tomara que eu tenha mais sorte com o meu trabalho.
20:07O que você pediu?
20:08Pra fechar o buraco aí da rua
20:10e não ter mais reunião da Associação de Moradores no domingo.
20:12Aqui, por favor, por favor.
20:13Ninguém come esse meu domingo, esse exemplo assim, não.
20:15Porque hoje é o dia do pastel, por favor.
20:17Ah, não.
20:17De jeito nenhum.
20:18Eu fiquei horas fritando esse salgadinho.
20:20Todo mundo tem que comer meu salgadinho, sim.
20:21Dona Nenê, por favor.
20:22Por favor.
20:23Deixa todo mundo comer pastel pro bem da senhora minha.
20:25Por favor.
20:26Para de falar em comida.
20:27Isso aqui não é um piquenique.
20:29É uma reunião séria.
20:30Lineu, se você me permite, eu vou fazer uma pergunta tão séria quanto a reunião.
20:34Agostinho, por que que você comprou um montão de pastel?
20:37Isso aí é assunto entre eu e a dona Etelvina.
20:39Então só uma coisinha.
20:40Alguém mais aqui comprou um monte de pastel por causa da mãe Etelvina?
20:44Olha.
20:45Oh, minha gente.
20:46Esse pessoal é um trambiqueiro.
20:48Mas pessoal, você passou a perna em mim?
20:50Pera aí, gente.
20:50Não tem nada a ver com os assuntos que vocês trataram com a mãe Etelvina.
20:54E como é que não tem?
20:55Você fica aí fingindo que tá possuído pela mãe Etelvina pra poder vender pastel,
20:59seu desnaturado?
21:01É...
21:01Isso mesmo.
21:03Calma, calma, calma.
21:04Olha, o Benzola, quando ele entra assim em transe, ele não leva de nada, gente.
21:08Ele tá fingindo que não lembra, dona Nenê.
21:10Descobriu a pólvora.
21:11Calma, gente.
21:12Calma.
21:12Eu juro que eu não tô enganando ninguém.
21:15Pessoal, calma.
21:16Atenção, por favor, aqui, pessoal.
21:18Atenção.
21:19Atenção, por favor.
21:20Nós temos um assunto de extrema importância para resolver.
21:24Esse buraco aí já nos causou vários transtornos.
21:27Vocês preferem ser cidadãos e lutar pelos nossos direitos?
21:30Ou se ocupar com as mazelas lá do Benzola?
21:34Não.
21:49Vai um pouco por cima.
21:53Deixa o Benzola em paz, gente.
21:54O Benzola não tem culpa de nada, gente.
21:56Pelo amor de Deus.
21:57Ele tem problema.
21:58Nenê, ele passou a perna na vizinhança inteira.
22:01É, dona Nenê, ele abusou da inocência das pessoas, inclusive da minha.
22:04Ninguém manda você fazer negócio com ele, né, Agosto?
22:06É, mas pra me tirar de ele, ele até falou que tua mãe é pra debaixo da terra.
22:09Eu?
22:10Eu juro que eu não me lembro, dona Nenê.
22:12Ah, tá, velho.
22:13Violência não, violência não, pelo amor de Deus, sem violência.
22:16Mas ninguém quer saber de violência que não, Nenê.
22:19A gente só quer o dinheiro de volta que a gente gastou comprando pastel.
22:23É, dá dinheiro, pessoal. Impossível, esse dinheiro eu não sei nada.
22:25Quem sabe a minha mãezinha, que fritou os pastéis, recebeu dinheiro.
22:29Eu não me lembro de nada.
22:30Ei, Sola, aqui...
22:31Eu sei o quê?
22:32Vai ser que não tá cheio de dinheiro aqui.
22:34Não, calma.
22:34O que é isso?
22:35Tá vendo, gente? Não tem dinheiro, não tem dinheiro nenhum.
22:37Não, não tem dinheiro, mas tem a anotação de todos os pastéis que ele vê a gente comprar,
22:41pra fazer ornação de manhã até o Vina.
22:42Pessoal, você vai dizer que você não sabia de nada, seu trambiqueiro? Explica isso.
22:46Desculpa, mas eu vou falar só na frente de um bom advogado.
22:49Ah, não plantar batata pela bolinha.
22:51Não, não plantar dinheiro.
22:52Não, não, não.
22:56Mãe!
22:57Mãe!
22:59Mãe!
23:00Segura aqui na cadeira!
23:03Pega lá o dente, tira ele!
23:05Meu Deus!
23:05Pega lá!
23:07Pega lá!
23:16Pega lá!
23:17Ah, finalmente a prefeitura vai mandar tapar o buraco.
23:19É, mas foi preciso que duas pessoas se machucassem pra alguém tomar providência.
23:24Há males que vêm para o bem, né?
23:26Foi mal aí, mãe.
23:28Gente, meu Deus, você tá doendo tudo.
23:30Peraí, Nenê, eu vou fazer um curativo pra você.
23:32O braço também, Lineu, tá doendo.
23:34Pega lá, beijola, fica aí que você não merece nada de ativo porque você tava enganando todo mundo.
23:38O quê?
23:39É, beijola, eu fui burra de defender você, entendeu?
23:42Imagina enganando todo mundo desse jeito, beijola.
23:44Não, eu não queria enganar todo mundo, não.
23:47Quando Agostinho foi lá na pastelaria com a Índia Potira, foi a que eu resolvi fingir de manhã ter vindo
23:52pra dar um susto dos dois.
23:53Mas a partir dali eu percebi que eu poderia aumentar o meu faturamento da pastelaria.
23:58Afinal de contas, eu tenho que pagar minhas contas, né?
24:00Tudo isso pra vender mais pastel?
24:01Ainda vem com uma previsão que eu ia pra deba da terra, abençoava.
24:04Isso aí, peraí, peraí, pra dizer uma coisa a favor.
24:06Isso aí de fato aconteceu.
24:08A pessoa caiu no buraco e foi pra deba da terra.
24:09Ah, é, isso lá é.
24:11Ó, vou falar um negócio pra vocês, hein.
24:12Com esse negócio de crença, eu acho que é cada um no seu quadrado.
24:15O que funciona pra um, pode não funcionar pro outro.
24:17O que é isso?
24:18Não existe essa história de mãe etelvina, nada disso.
24:20O que existe são coincidências.
24:22Ah, mais ou menos, né, Lineu?
24:24Olha, o trabalho que eu fiz pro buraco deu certo.
24:27O que é isso, Nenê?
24:28O que funcionou foi a pressão que nós fizemos.
24:30Foi o fato de ter havido um acidente.
24:31Ô, Poposão, você não percebeu que tá tudo ligado?
24:34E eu vou falar um negócio.
24:35A dona etelvina previu o acidente.
24:37Ai, ai, fiquei toda arrepiada agora.
24:40Eu vou falar, ó.
24:41Ô, Beisola, sobrou pastel pra caramba.
24:43Será que você não podia fazer um trabalho aí pra eu voltar a ser famoso?
24:46Ah, não, pelo amor de Deus.
24:47Deixa os meus pastéis em paz lá.
24:49Mas que isso, Nenê?
24:50Vocês não acabaram de ver que essa história foi toda uma armação do Beisola?
24:54Não, não, mas, Nenê, a lógica não é bem assim, não.
24:56Eu comprei pastora pra caramba.
24:57Acho que o Beisola também tá me devendo uns trabalhos aí
24:59pra fazer umas coisas pra mim, de pedidos meus.
25:00Desculpa, mas eu tô muito cansado, eu vou embora.
25:03Beisola, senta aí.
25:04Beisola, eu tentei que trocar meu carro.
25:06Eu quero que você faça um trabalho pra eu trocar meu carro.
25:07Será que vai dar certo se fizer um trabalho?
25:09Eu tenho um trabalho pros Florianos do ano exterior.
25:12É, faça um trabalho pra isso, Beisola.
25:14Ô, Beisola, não custa nada você me colocar um especial de televisão.
25:18Será que você não conseguiu fazer um trabalho?
25:19Pessoa, eu vou fazer um trabalho também.
25:21Pessoa, eu não acredito.
25:23Pelo amor de Deus.
25:25Atende, mulher.
25:26Eu tô aflito já.
25:28Por favor.
25:28Uai.
25:30Desculpa, eu tava distraída.
25:32Desculpa, desculpa, desculpa.
25:37A senhora tá se sentindo bem?
25:39Ah, não.
25:41Quer dizer, então, tá se sentindo mal?
25:44Não.
25:44Não me chame de senhora.
25:47Duas almas gêmeas quando se encontra não devem perder tempo assim com formalidades.
25:52É, eu também, mas eu não tô entendendo, não.
25:55Não, mas nem tudo na vida é pra ser entendido.
25:57Às vezes, a gente tem assim que só se deixar levar.
26:01Ah, se deixar?
26:02Ah, por falar nisso, eu já tava de saída.
26:06Não, não, não, não.
26:06Fuja de mim.
26:07Fuja de mim, não.
26:08Ué, você não acredita em forças mágicas e irresistíveis que nos jogam no braço
26:13de outra pessoa?
26:14Uh, como eu acredito?
26:16Inclusive, essas forças mágicas e irresistíveis estão me jogando pros braços de outra pessoa.
26:24Mendonça.
26:24Mário Dinda, eu tava falando justamente de você.
26:28Não parece.
26:29Eu posso explicar.
26:30Ah, não vem com ciúme, não.
26:32Não vem com ciúme pra ciúme de mim, não.
26:35Que ciúme, o quê?
26:35Você faz da sua vida aí o que você quiser.
26:37Desculpa se vocês tinham caso, Marilda, mas por obra e graça de mãe Etelvina, eu e Mendonça
26:43nós conhecemos.
26:44Foi um momento mágico.
26:46Essa mulher tá doida.
26:48Doida?
26:49Doida por você, amor.
26:51Eu tô doida pra botar vocês aqui pra fora, entendeu?
26:54Vai viver esse momento mágico.
26:55Espera aí, Maradinha.
26:57Você vai sangrar meu coração.
26:59Eu não...
27:02Pô, mãe Etelvina, me deixou na mão.
27:05Dancei.
27:05Onde é que tá o homem maravilhoso que a senhora ia me arrumar?
27:15Boa tarde.
27:16Boa tarde.
27:17A Lolita sabe me dizer onde é que tem um problema aqui na rua?
27:21Depende do problema.
27:29A perda é que ilumine a vida de minha mulher e meus filhos.
27:32Na graça do Senhor.
27:34Pô, eu vou te falar, esse negócio do Bessola não me pegou.
27:37Eu ainda vou pegar o Bessola porque ele me enganou com a história dele, não.
27:39Vou pegar ele e ele veio na esquina.
27:41O bom é que essa história toda, essa besteirada de Dona Etelvina acabou, né, Agostinho?
27:45Acabou. Falei que ia acabar. Acabou do meu jeito.
27:48Nunca mais essa Dona Etelvina vai cantar de gala aqui na casa de perturbar os outros.
27:51É?
27:51O quê?
27:52Então vem pra cá agora. Vem, você tá bem juntinho de mim.
27:55Vem, vem, vem pertinho.
27:59Escutou, Ti? Barulho?
28:00Barulho, não.
28:02Foi você?
28:03Não. Eu não fui, não.
28:05Alguma coisa lá?
28:06Na sala. Vamos lá ver o que que é.
28:08Quem é que tá aí?
28:09Tinho, vamos lá ver o que que é.
28:10Quem é que tá aí?
28:12Tinho, vem.
28:13Vai lá, vai.
28:14Vamos lá.
28:14Vamos, Tinho.
28:15Vamos, vamos, vamos.
28:17Quem é que tá aí, hein?
28:19Eu vou aí, hein?
28:22Quem é que tá aí?
28:26Quem é que tá aí?
28:28Sai desse corpo que não te pertença, sua velha maluca.
28:31É, aproveita e abandona essa casa que não te pertence também.
28:35Mas pertença essa casa, meu filho, abelado por direito de herança.
28:38Não, mas essa casa está alugada a nós, portanto, pertença a nós por direito de contrato de aluguel.
28:42Aê?
28:42Pois eu vou chamar o meu filho.
28:44Olha, eu vou pegar uma vassoura pra expulsar.
28:46Ah, bem fora.
28:46Ah, bem fora.
29:01Dá licença.
29:01Ela, pega sua vassoura, sua bruxa.
29:04Ai, vai ela, come.
29:05Vai, vem.
29:05Sai voando daqui, sua bruxa.
29:07Vai, pega a sua vassoura, sua bruxa.
29:09Sai voando daqui.
29:10Sai voando daqui.
29:11Sai daquilo, queres.
29:12Pega a sua vassoura, sua bruxa.
29:16Ai, vai, vai, vai.
29:19Toda família também quero casucar
29:21Agora é um bulanque
29:22Filha, eu também vou da família
29:24Eu também quero casucar