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  • há 16 horas

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00:00O que é o Brasil?
00:30Hoje, sabadão, o programa tá mais que especial.
00:33Aí você fala o porquê, Paulo?
00:34Todo sábado tem aqui convidados, tem notícias famosas.
00:37Mas hoje, gente, a gente fez questão de fazer um programa muito especial.
00:42E pra ser especial não precisa de muito, porque já tem a pessoa.
00:47Quando a gente fala de Jota Ferreira, ícone do jornalismo pertambucano, do jornalismo brasileiro,
00:53ele esteve aqui no programa duas vezes.
00:55E na última entrevista, ele falou, né, da sua experiência profissional
01:00e algo que me chamou a atenção também, da repercussão da perna cabeluda, né,
01:05que foi aí manchete, levou a Pernambuco pro mundo no filme também,
01:10mas também de casos policiais dos anos 70, anos 80, que eu fiquei assim, ó, pasmo.
01:16E claro, com todo o carinho, com todo o cuidado do mundo,
01:20separamos aqui um trecho dos melhores momentos dessa entrevista com o Jota Ferreira.
01:25Eu tenho certeza que você que não viu vai aprender muito.
01:28E você que viu vai rever os melhores momentos.
01:31Então, a partir de agora, na manhã desse sábado,
01:33muito obrigado pela audiência, prazer, Pablo Marques, seu criado.
01:36Bora assistir juntos agora um trecho que vale muito, mas com muito a pena ver.
01:43Tô bem, seu Jota.
01:44Agora, quando eu vi, você tá parecendo um padre, um paletó, todo preto, não é verdade?
01:49Hoje eu tô lilás.
01:50Hein?
01:51Hoje eu tô lilás, seu Jota.
01:52Ah, tá de luta, é?
01:53Não, o que é isso?
01:54Ele falou que eu tô de luta, mas não tô de luta não, viu gente, seu Jota?
01:58Daqui a pouquinho também, antes do senhor comentar aqui comigo as notícias do dia,
02:02eu tenho uma pergunta pra fazer da perna cabeluda,
02:04que inclusive ganhou uma projeção, né, agora mundial, né, no filme, né, o Agente Secreto.
02:09E a gente sabe que essa lenda é Jota Ferreira, juntamente com o Geraldo Freire também,
02:13que noticiaram na época, nessa história aí da perna cabeluda.
02:16Mas antes disso, seu Jota, eu queria que o senhor desse a sua opinião dessa situação que vai chegar agora.
02:20Eu vou pedir pro senhor ver aqui quem tá em casa se foi distração ou não foi distração
02:25de um cinegrafista que foi atingido por um cavalo logo após uma corrida em uma cena registrada em um vídeo.
02:31O profissional estava posicionado a poucos metros de uma suposta linha de chegada
02:35pra filmar a passagem dos participantes.
02:39Enquanto registrava a chegada dos competidores, um dos animais segue em direção ao cinegrafista.
02:44O profissional permaneceu ali parado e acabou sendo atingido, atropelado pelo próprio cavalo,
02:49depois foi socorrido, porém, disseram até que era uma filmagem de um filme.
02:54Mas será, Jota, que esse cara não percebeu que o cavalo vinha em direção?
02:58Ou não tem medo de se machucar, né?
03:01Olha, deixa eu só dizer uma coisa a você.
03:04Eu vi as imagens e eu faço referência aos grandes profissionais que trabalham como cinegrafista,
03:13o tipo de jornalista que esforça, joga até mesmo a própria vida pra poder conseguir o melhor ângulo.
03:20Eu trabalhei durante muito tempo com o Sérgio Lira, vocês sabem disso, todos vocês sabem disso.
03:27Trabalhei com companheiros Edilson Silva, que estava aqui, não é?
03:30E nós passamos por situações delicadas, não é?
03:34Tiroteio, no caso, com o Sérgio Lira.
03:37Tiroteio.
03:39Foi uma greve da polícia civil contra a polícia militar.
03:45Aí foi aquele negócio, daqui a pouco tiroteio.
03:48E ali na Avenida Gaminol Magalhães, meio dia, se lembra disso?
03:53Um calor infeliz, o asfalto quente, pegando fogo, e a gente tinha que se jogar no chão.
04:01Ele e eu, eu de um lado e ele do outro.
04:04Aí eu disse, Sérgio, rapaz, a gente vai ficar assado.
04:08Ele disse, não vai, baixa a cabeça.
04:10Jota, eu baixava a cabeça no chão e realmente era uma quentura danada.
04:16Mas graças a Deus, estou aqui contando a história, Sérgio Lira também.
04:21Mas isso pode acontecer.
04:23O cinegrafista é uma peça vulnerável, porque...
04:30E ele, intrometido, o autêntico profissional de vídeo, ele não arreda o pé do melhor ângulo que ele tem,
04:40para ver o que existe de melhor.
04:42E numa corrida dessa desenfreada, de cavaleiros, aquele negócio todo,
04:49ele foi uma grande vítima, né?
04:51Ele não faria isso só para aparecer, não.
04:54Então, pegar o melhor ângulo, né, Jota?
04:56O melhor ângulo, o melhor ângulo.
04:57Olha, eu tive uma vez, eu fui fazer uma reportagem com o Sérgio,
05:05e ele teve que ficar pendurado num helicóptero.
05:12Ele ficou no helicóptero, Sérgio Lira?
05:14Ficou pendurado.
05:15Caramba!
05:15Arranjaram lá o cabo lá na aeronáutica,
05:19e ele ficou pendurado para poder filmar.
05:23Aconteceu um grande incêndio, um grande incêndio,
05:27na antiga fábrica de fogos, se lembra?
05:31Isso, qualquer, mais de 20 anos.
05:32Mais de 20 anos.
05:33Muito mais.
05:35Aí, foi ali no cabo, na verdade,
05:38e aí as explosões...
05:40Pum, pum, pum,
05:42e eu estava lá.
05:44Primeiro, a gente foi tentar pegar imagens num avião desse teco-teco,
05:52está entendendo?
05:53Mas não tinha ângulo para poder filmar, não tinha ângulo.
05:56Para pegar a imagem do helicóptero, no caso?
05:59Pegando da imagem, sim.
06:01No helicóptero, ele pegou imagens lá de cima,
06:05mostrando a situação lá embaixo no cabo,
06:08o fogo tomando conta de tudo,
06:11as pessoas correndo no meio da rua, tá bom?
06:14E depois, aí é quando entra a eficiência do profissional,
06:19que ele ficou no gancho,
06:22pendurado, filmando,
06:23e eu gritava, meu Deus do céu.
06:26Sérgio!
06:27Eu dava grito lá de cima.
06:29Sérgio, pelo amor de Deus!
06:31Aí ele fazia assim,
06:34estava tudo ok.
06:35E ele realmente é um camarada arrojado.
06:40Outra reportagem também que eu fiz com o Sérgio Lira
06:43foi sobre o tubarão.
06:46Ah!
06:47O tubarão.
06:48Essas foram duas situações bastante delicadas.
06:52Eu fui participar da captura do tubarão.
06:56A captura do tubarão.
06:58Nessa época, o doutor Fábio Azim
07:01era o engenheiro-chefe do setor da pesca submarina,
07:10lá da Universidade Rural Federal de Pernambuco.
07:14Pois bem.
07:15Então, ele estava conosco.
07:18Nesse dia, a gente estava no iate do doutor João Carlos Paz Mendonça,
07:23que era um naviozinho,
07:25para poder ir lá para o alto mar.
07:27Porque não tinha como chegar.
07:29Naquele barquinho que se chamava de Sinoelo,
07:32eu não ia.
07:33Eu disse logo para o doutor...
07:38Como é o nome dele?
07:40Paz Mendonça, não.
07:41Paz Mendonça.
07:42Não, Paz Mendonça, não.
07:44O engenheiro.
07:45Era o chefe, o engenheiro.
07:47Que agora eu esqueci o nome.
07:49Falei o nome dele nesse instante.
07:51Mas tudo bem.
07:51Daqui a pouco eu lembro.
07:53Aí ele se achou, rapaz.
07:54Vamos aqui comigo, Paz?
07:56Eu disse, não, não.
07:58Eu vou...
08:00A gente já tinha arranjado, a televisão arranjou
08:02e conseguiu com o doutor João Carlos Paz Mendonça
08:07o iatezinho dele.
08:09O Geraldo também participou disso.
08:12Geraldo Freire para conseguir.
08:14E eu fui.
08:15Aí sim.
08:16Aí o doutor Fábio Azim ficou contente.
08:20E nós fomos lá.
08:23Até então, quem morre mais, ondas são muito revoltas, aquele negócio todo.
08:29E tem uma coisa interessante.
08:32O doutor Fabio Azim, muito cuidadoso, pedia para que nós tivéssemos todo o cuidado.
08:39E é aquilo que eu digo a você.
08:41O cinegrafista, ele é enxerido.
08:44Ele gosta de ver a coisa dele perto.
08:45Eu digo, Sérgio, pelo amor de Deus.
08:47Ou seja, eles conseguiram lá um negócio para segurar Sérgio.
08:52Está entendendo?
08:53Porque ele com a câmera, nessa época a câmera, a Super V pesada.
08:57Se lembra?
08:58Peso danado.
08:59Essas câmeras que nós temos agora.
09:00Hoje em dia é fichinha, né, Jota?
09:02Hoje em dia é fichinha, né, a câmera, né?
09:03Ah, é.
09:05Agora, antigamente não, era pesada a câmera.
09:08Aí o que aconteceu?
09:09Nós ficamos segurando.
09:11Mesmo assim, lá de cima, no naviozinho, que eu chamo de naviozinho, mas não é.
09:21É um...
09:21Um iate.
09:22Hein?
09:22Um iate.
09:23Aí eu segurava Sérgio.
09:26Segurei Sérgio assim, coisa e tal.
09:27Ela vai pelo corda-calça.
09:30Você vai, peraí, rapaz, me solta, rapaz.
09:31E tinha medo de cair, não, Jota?
09:33E tinha medo de cair, não?
09:34E ele é...
09:35Estou dizendo a você que o cinegrafista...
09:36É destemido.
09:37Estou do cinegrafista.
09:38O bom cinegrafista, ele é acoito.
09:40No bom sentido, é claro.
09:41Ele quer o melhor, tá certo?
09:43Ainda hoje é considerado um dos melhores cinegrafistas do Brasil.
09:47Trabalhou lá na Globo do Rio também.
09:50Então, você veja bem.
09:50Eu segurava ele lá e depois fiquei segurando o cinturão.
09:56Botaram outro cinturão nele.
09:57E aí ele ficou filmando.
09:59Quando o infeliz do tuba subiu, tubarão tigre, tigre.
10:04Tubarão tigre.
10:05Meu Deus, que coisa horrível na minha vida.
10:08Quando aquele bicho...
10:10Ele, quando tá pegando a isca, não é verdade?
10:14O doutor Flávio Azinho jogou, ele já estava esperando ali no cantinho.
10:19Rapaz, quando ele abriu aquela boca dele, eu disse, meu Deus.
10:24Aí eu fiquei dizendo, cruz, credo.
10:27Esse é o miserável.
10:28Olha a boca do bicho, Sérgio.
10:32Aí Sérgio balançava a câmera.
10:34Outro detalhe.
10:35Nós inventamos uma história.
10:39Eu conversava com o cinegrafista.
10:42Ninguém sabia quem era.
10:43Mas ele respondia.
10:45Tá entendendo?
10:46Pra lá e pra cá.
10:47Quem sabe disso?
10:48Você sabe muito bem disso.
10:49Eu fazendo reportagem por aqui agora.
10:52Olha, Sérgio, vem comigo.
10:54Era eu correndo e ele atrás.
10:55Bom, enfim, então o cinegrafista é a peça principal para o jornalismo.
11:00Tá entendendo?
11:01Tem isso, Sérgio.
11:02Ainda hoje continua sendo.
11:04Eu aproveito pra saudar todos os profissionais jornalistas, cinegrafistas, fotógrafos.
11:11São pessoas maravilhosas.
11:12É preciso parar pra ver a importância desses profissionais.
11:16Tem o repórter que narra, tá certo?
11:19Tem aquele repórter especialista em fazer textos maravilhosos pra gravar a...
11:25Como é que se diz?
11:27O off.
11:27O off, coisa e tal, lá vai.
11:30E tem também o cinegrafista.
11:32Isso é bom a gente destacar que aqui na tribuna nós temos cinegrafistas muito bons.
11:38E como tem.
11:40Agora, depois disso ainda tem o pessoal que trabalha na edição, os editoros.
11:46Televisão é uma coisa impressionante.
11:48Você precisa conhecer internamente o que é uma emissora de televisão, tá bom?
11:55Mas uma emissora que nós temos aqui no Recife, temos muitas, maravilhosas.
12:00Mas é preciso que você conheça pra ver de perto o que fazem os editores.
12:05Porque é muita gente envolvida, né?
12:06Muita gente envolvida, né?
12:07Muita gente no suíte, no estúdio, na portaria, né, Jota?
12:11Ah, você tá pensando o que é.
12:13Tem muita gente que fica pensando como é que tudo aconteceu.
12:17Não se perturbe não, que a televisão dá o recado.
12:20Ô, Jota, falando nisso, daqui a pouco eu vou perguntar uma coisa aqui pro senhor,
12:24que já me perguntaram, né?
12:25Pra gente falar da perna cabeluda e também o William Moura.
12:29A gente já comenta que pediu de uma forma saudosa, né?
12:34O descarga do Blitz na cidade, né?
12:38O Blitz na cidade, né?
12:39Era Blitz Ação Policial.
12:40Blitz, né?
12:41Que o Jota dava a descarga lá na TV Jornal.
12:44Eu tava vendo hoje na internet, no YouTube, um documentário sobre esse grande nordestino,
12:58que é autor de filmes famosos, tudo, mas que agora eu esqueci o nome dele.
13:06O Kleber Mendonça.
13:08O Kleber Mendonça?
13:09Não, o Kleber Mendonça, não.
13:11Foi o nosso poeta pernambucano, não.
13:16É o nordestino.
13:17Quem é, Kert?
13:18É autor de peças maravilhosas.
13:22Que eu tô esquecendo.
13:23Mas não adianta...
13:24O Ariano?
13:24Hein?
13:24O Ariano?
13:25Ariano Suassuna.
13:26Isso.
13:26Muito obrigado.
13:27É por isso que é bom a gente ter uma cabecinha fresquinha dessa.
13:31Ariano Suassuna.
13:32E ele tava contando uma piada, que tava dando entrevista, não.
13:38Tavam pedindo o autógrafo dele.
13:40Aí ele fazia, como é o seu nome?
13:43Aí a moça disse, ah, pô, não tão complicado que eu não me lembro mais.
13:46Aí ele disse, como é mesmo o seu nome?
13:49Aí ela disse, Y não sei de quê.
13:53Aí saiu, debulhando todinho as letras do alfabeto pra formar um nome complicado da banana.
14:03Eu não sei por que tem partes que fazem isso.
14:06E aí ele foi, anotou tudo, coisa e tal, lá vai.
14:09Depois outra pessoa chegou, que era uma outra moça.
14:13Aí também disse que o nome dela era...
14:15Aí começava com Y, coisa e tal, lá vai.
14:18Aí ele disse, me diga uma coisa.
14:19Você manda essa moça que eu acabei de falar.
14:21Como é que o senhor descobriu?
14:24Mas é assim, ele anotando.
14:26Então, tem pessoas que colocam o nome.
14:29Eu tenho o meu pseudônimo.
14:31Na verdade...
14:31Mas o J. Ferreira é J. Ferreira.
14:33É J. Ferreira mesmo.
14:34Meu nome é João Ferreira da Silva.
14:36Agora...
14:36João Ferreira da Silva.
14:39Então transformou o João no J.
14:40Então tá bem parecido.
14:43Pra não dizer que eu sou parente da família de Lampião, rei do cangaço.
14:49Mas olha...
14:51Aí...
14:52Exato.
14:53Aí a...
14:55Meu nome, por exemplo, J. Ferreira...
14:58Antes, logo, há muitos anos atrás, mais de 40, quase 50 anos atrás, era...
15:06Geraldo mandou, nem se vai chamar, Jotinha.
15:09Jotinha, em alta velocidade, coisa e tal, porque eu fazia um programa na rádio.
15:13Na rádio repórter.
15:15Mas aí...
15:17O pessoal lá do Rio de Janeiro decidiu, precisamos escolher o nome melhor pra esse rapaz.
15:24Aí...
15:25Não, mas ele já tá...
15:26Não, não, não, não, não.
15:27A Globo é muito preocupada com isso.
15:30A partir de agora ele vai ser chamado de Jota Ferreira.
15:33E pegou, né?
15:34E pegou.
15:35Jota, falando nisso, deixa eu aproveitar, perdoe uma pergunta pro senhor.
15:38Mas pro pessoal que tá em casa, seja bem-vindo, seja bem-vinda, né?
15:42É...
15:42Eu não poderia deixar de perguntar essa história, porque senão o pessoal depois vai metralhar na internet.
15:47Porque a gente sabe que recentemente, seu Jota, teve o filme, né?
15:50O filme lá, o Agente Secreto, que concorreu ao Oscar, teve uma projeção mundial, né?
15:55Retratou o Recife dos anos 70, 75.
15:59E um dos destaques do filme, né?
16:01Foi a perna cabeluda.
16:04A perna cabeluda.
16:05E vale ressaltar que o Jota Ferreira foi um dos primeiros...
16:08Acho que o primeiro que notiu, né, Jota?
16:10Com o Geraldo?
16:11É, o Geraldo e eu.
16:12Nós inventamos essa história.
16:15Sim, da perna cabeluda.
16:16É que a perna cabeluda não aconteceu.
16:20Foi uma mentira.
16:22Uma mentira que nós inventamos, juntamente com um comissário de polícia que era o Cobrinha.
16:28Isso nos anos 70.
16:29Muitos anos.
16:31E aí, que eu já contei várias vezes,
16:35Supostamente uma mulher tinha sido agredida, estava prostrada numa maca, sangrando abundantemente.
16:44E o Cobrinha teria dedo...
16:46Eu digo, Cobrinha, o que foi que aconteceu com ela?
16:49Foi na zona.
16:50Na zona.
16:51A mulher, no caso, lá.
16:53A mulher, supostamente, era prostituta, coisa e tal.
16:57E tinha levado uma surra da bexiga lixão.
17:00Por quê?
17:01Aí, pergunta ela por quê.
17:03Ela só fazia abrir a boca e o sangue descia.
17:07Mas, na verdade, a gente comentou.
17:09Aí é quando entra a criatividade do Geraldo Freire.
17:13Jota, será que ela se recusou a dar alguma coisa que ele gostaria?
17:20Eu digo, olha, eu não quero enxergar a tanto, não.
17:23Mas, para julgar pelo que eu estou vendo aqui, foi isso, né?
17:26Mas foi pau mesmo, foi pau.
17:28Ô, Jota, mas nos anos 70, quando surgiu essa história, né?
17:31Na rádio, na TV, no jornal.
17:34A população realmente, o senhor acha, na época, realmente ficaram apavorados, acreditando?
17:39Como foi o boca a boca do pessoal?
17:42Ah, meu Deus.
17:42Aquele ali, pronto.
17:43Aquele ali foi somente o começo.
17:45E depois, Geraldo e eu, nós tivemos que administrar a pressão do povo.
17:51O povo com medo.
17:52E ligava lá para a rádio.
17:54O Geraldo botava no ar.
17:55Olha, eu ouvi falando que a pé na cabeluda vai estar no coque hoje.
18:00E o Geraldo disse, não sei não, mas não é bom confiar, não.
18:03Coisa de tal, lá vai.
18:04Então, todo mundo corria medo.
18:07Pessoas que diziam abertamente, eu vi a pé na cabeluda.
18:11Chico Sassi...
18:11Mas será que o pessoal via, ou o pessoal achava que via?
18:14O senhor, na época, o senhor acreditava...
18:16O senhor acha o quê?
18:17Que as pessoas falavam que viam?
18:19Ou era um delírio coletivo?
18:20Não, não era um delírio coletivo.
18:22Todo mundo estava vendo a pé na cabeluda.
18:25Chico Sassi, por exemplo, chegou...
18:28Jota, rapaz, vamos conversar.
18:29O Coisa de Tal, lá vai, de embora.
18:31Aí, lá na rádio...
18:35Na rádio não, já na televisão, não foi?
18:38Na televisão.
18:38Ele foi na televisão.
18:40Aí, você já me conta essa história da pé na cabeluda.
18:43Eu digo, pela milionésima vez, eu vou contar.
18:46Mas o que é que ele queria?
18:47Não, porque ele estava preparando o álbum dele.
18:50Foi o último álbum que ele...
18:52O Chico.
18:52Que ele gravou.
18:53Então, ele colocou essa música, a perna cabeluda.
18:58É muito interessante.
19:00E fez sucesso aqui no Brasil e também no exterior.
19:05A música da perna cabeluda.
19:07O Chico foi quem deu o pontapé inicial para essa história da perna cabeluda chegar um pouco mais adiante.
19:14Ele estava no continente africano, num show, e não sei se foi o continente africano, mas no continente europeu.
19:22Na Europa.
19:24E tem mais.
19:26Quando ele voltou, isso continuou fazendo.
19:28No carnaval foi sucesso.
19:30Aquele negócio todo.
19:31Pronto.
19:32Eu fui, Geraldo e eu, várias vezes, intimados, comparecendo à polícia federal.
19:37Por causa da perna cabeluda?
19:38Por causa.
19:38Mas a polícia chamava o senhor e o Geraldo, né?
19:42O Geraldo Freire.
19:43Na época, o quê?
19:44Para...
19:44Para contar.
19:45Para contar a história.
19:47Para contar...
19:48Para...
19:48Mas ele o quê?
19:49A polícia...
19:50A polícia trabalha de uma forma muito meticulosa.
19:54A polícia federal.
19:55Com todo o respeito, a polícia civil também, para a gente contar a história.
20:01Ele defende a tese.
20:02Eu vou conversar agora.
20:04Conversa com o Jota Ferreira.
20:06Um delegado conversava comigo.
20:07O outro delegado conversava com o Geraldo Freire, em outra sala.
20:11Então, a história tinha que bater.
20:14Como fomos nós que criamos tudo isso?
20:16Obviamente que não tinha como inventar outra coisa a não ser isso.
20:20Está entendendo, Pablo?
20:21Aí, moral da história.
20:25Umas duas vezes ou três vezes, lá na Polícia Federal.
20:29E...
20:29Eu estou esquecido o nome do delegado.
20:32Uma criatura humana.
20:33Ele morria de rir.
20:34Era com a perna.
20:35Mas eles chegavam a acreditar?
20:37Não, mas eles não acreditavam.
20:38Eles sabiam o que era mentira.
20:41Agora, o Jota, deixa eu fazer uma pergunta para o senhor.
20:44Nessa época da perna cabeluda, então, ainda foi na rádio.
20:48O senhor já estava na televisão nessa época?
20:49Na rádio, mas aí não largou mais, não.
20:52Aí ficou direto.
20:53E da rádio para a TV?
20:55O senhor entrou mais ou menos na TV em qual ano?
20:57Ah, pô, não me lembro mais, não.
20:5970, 80?
21:01Na década de 60, 70?
21:0470.
21:04Na década de 70.
21:05Porque tem uma filmagem do senhor, que a gente mostrou aqui no programa, que a gente
21:08fez há uns três meses atrás, que eu fiquei bem surpreso, o senhor fazendo uma reportagem
21:12com cabelo grande, era um cabelo mais comprido, né?
21:15E uma espécie de uma bolsinha, aqui do lado.
21:18Aquela bolsinha era o quê, naquela época?
21:20Era o microfone que ficava?
21:22Não, era uma espécie de, aquele negócio de para poder botar o microfone para o lado,
21:30você lembra?
21:34Aí, Geraldo costumava dizer, tu tem que estar com uma bolsinha de lado, mas eu sou macho,
21:40rapaz.
21:40Aquilo ali é um negócio para botar o microfone, ele ficava rindo.
21:43E o senhor era galã naquela época também, né?
21:45O senhor está bonitão, mas naquela época era galã, né?
21:48O senhor ouviu uma entrevista que o senhor disse que não se achava bonito, mas o senhor
21:53era galã.
21:53A espécie do senhor está aqui.
21:56Já gostava dele naquela época, já?
21:58Já, já era apaixonado.
22:00Era um boy, né?
22:01Era um boyzinho, né?
22:04Pois bem, então você veja bem.
22:06Aí, eu falei esse negócio da história lá, porque eu tenho...
22:13Eu tive que contar várias vezes na Polícia Federal, mas se foi isso mesmo, doutor...
22:20Eu estou esquecido o nome dele.
22:23Geraldo se lembra de tudo, eu não.
22:26Mas eu...
22:26Depois eu tenho que fazer um programa com o senhor e o Geraldo juntos aqui, viu?
22:30Convite-se, ele vem.
22:31Ele vem.
22:32Eu não sei se tem por que ele largar de lá e vir para cá, porque o Geraldo é o
22:35seguinte,
22:36durante a tarde ele dorme.
22:38Ele dorme toda a sonequinha.
22:39Quando chega de noite, ele chega de madrugada lá na rádio, na CBN, está entendendo?
22:45Mas desde que avisem com uma certa antecedência, é possível que ele venha.
22:51Então, essa dupla, Geraldo Freire e J. Ferreira, eu particularmente me sinto honrado.
22:58Eu gosto daqueles baixinhos.
23:00Pense no cababão.
23:01A gente já andou por esse mundo afora, vamos para São Paulo, Rio de Janeiro.
23:07Então, enfim, a gente tem uma história para contar.
23:10Como o Sérgio Líria também, que a gente viajou, fomos lá para Piauí, Terezinha,
23:15aquele negócio todo, enfrentando as dificuldades da vida, está entendendo?
23:20Fazendo reportagens malucas, hein?
23:22E falando nisso, seu Jota, deixa eu fazer uma pergunta, temos mais dois minutos para ir para o intervalo.
23:27Pode ficar à vontade.
23:27Mas deixa eu fazer uma pergunta para o senhor.
23:29A descarga, tá? A descarga, Jota, como foi que surgiu a descarga?
23:33O que surgiu da minha cabeça, não teve outra pessoa para inventar, não.
23:37Uma privada, mas na verdade eu estava seguindo uma orientação dos meninos lá do jornalismo próprio.
23:44Sérgio Líria, mas precisamos arranjar uma descarga. Por quê?
23:48E foi o Nido Queiroz, que era o operador de som, de áudio, aquele negócio todo, se lembra?
23:56Aí, sapai, eu tenho ruído aqui de uma descarga.
24:01Que negócio, caracteriza...
24:03A descarga, Jota!
24:05Ah, é, tá.
24:06Aí eu fui e arranjei.
24:08Eu não comprei nada.
24:09Eu arranjei com o comerciante, ou um apoiador do programa, que comprasse um conjunto daquele sanitário.
24:19Que era a bacia, a...
24:22A descarga.
24:23A descarga.
24:24O resto ficava por conta da gente mesmo lá na televisão.
24:28Aí, Vanildo, na hora que era pra botar lá...
24:33Bota na descarga, Vanildo!
24:35Não, era Vanildo, não.
24:36Eu me diria com...
24:37Eu não sei que...
24:38Eu me disse que deu um branco o nome dele.
24:39Eu não tenho esquecido o nome dele.
24:41Que ficava, né?
24:41Com o senhor...
24:42É, que ficava pulando.
24:45Aí, aí...
24:46Olha a descarga, Vanildo!
24:48Daí, Vanildo, na técnica, assaltava o ruído da descarga.
24:54Com todas as características.
24:56Tá entendendo?
24:57Aí o povo se esculhambava de rir, cara.
25:00Isso, o William falou aqui, na mídia, na mídia.
25:05Eita, São Jota!
25:06Espere um pouquinho que daqui a pouco a gente vê o restinho da entrevista, que tá muito,
25:10muito legal.
25:11Deixa eu dar um recado bem importante, que amanhã, 8 da noite, aqui no Canal 4.1, aqui
25:16na TV Tribuna e na Band, tem o primeiro debate com os candidatos à presidência da
25:20República, no segundo turno.
25:22O primeiro debate.
25:23A Band sai na frente e mostra, né?
25:25Ao vivar sair esse debate.
25:26Bora ver um trechinho.
25:27Sucom a democracia e com você, eleitor.
25:31E promove o debate do segundo turno entre candidatos à presidente.
25:36Flávio Bolsonaro, Luiz Inácio Lula da Silva.
25:40Um confronto de ideias e propostas que te ajuda a decidir o futuro do país.
25:46Neste domingo, 8 da noite, eleições 2026.
25:51Olho no voto, olho na Band.
25:55Então, amanhã, tá, gente?
25:56Amanhã, 8 horas da noite, aqui na Tribuna, tem o debate aí com os candidatos à presidência
26:01da República, fechado?
26:03Olha, bora apagar o intervalo comercial.
26:06Na volta, tem o restinho da entrevista com o Sr. Jota Ferreira e eu tenho um recado muito
26:10importante de uma grande novidade que chega aqui na Tribuna também.
26:14É rapidinho.
26:26De volta, muito obrigado pela sua audiência.
26:29Lembrando também que eu tô no arroba PabloMarquesTV, tá, gente?
26:31Arroba PabloMarquesTV.
26:33Pode deixar lá sempre o seu comentário, sua opinião, tá?
26:37Deixa eu falar aqui algo bem importante antes de chamar o restinho da entrevista com o Jota Ferreira.
26:40O Jota Ferreira é o seguinte, de segunda a sexta-feira, eu estou sempre ao vivo às
26:44duas da tarde, após o jogo aberto.
26:46E todo sábado, dez e meia da manhã, após o Na Cozinha com a Cecília Chaves.
26:52Eu vou continuar aqui todos os sábados, dez e trinta da manhã, com a Hora da Treta.
26:58E já ganhou meu coração, né?
27:01E corresponde muito bem também à nossa audiência.
27:04E o programa vai continuar também de segunda a sexta, no mesmo formato.
27:08A única diferença é que vai ficar um pouco melhor.
27:11Sabe por quê?
27:11Porque a Hora da Treta, que você já conhece o diário, ele vai ser agora o Melhor da Tarde
27:17em Pernambuco.
27:17Então, na próxima semana, aí, tem a estreia do Melhor da Tarde em Pernambuco.
27:22Eu continuo, tá?
27:24Continua fofoca, continua muita coisa boa, mas muda o nome.
27:27Bora ver a chamada.
27:31O que já é bom, vai ficar ainda melhor.
27:35Vem aí.
27:38O Melhor da Tarde em Pernambuco.
27:41Aqui, na TV Tribuna.
27:44Tá aí, tá, gente?
27:45Então, segunda-feira agora, ainda é Hora da Treta.
27:49E de terça, lá pra quarta, tem o Melhor da Tarde, tá bom?
27:51E todo sábado, aqui, ó, todo sábado, dez e meia, Hora da Treta.
27:54Ah, bora ver agora o restinho da entrevista com o Jota Ferreira.
27:58Um momento muito gostoso, muito legal pra gente acompanhar na manhã desse sábado.
28:04Vou fazer uma pergunta pro senhor.
28:06A Jussara mandou mensagem, o William mandou mensagem, o Paulinho mandou mensagem.
28:09Muita gente, a Jussara falou que acompanhava o senhor, né, há muito tempo.
28:14Então, o que é que o senhor fala pra essas pessoas que gostam do senhor?
28:18É seu fã há tantos anos.
28:20Qual o recado que o senhor fala pro seu público agora, pra seu telespectador?
28:23Ah, eu não sei nem como agradecer.
28:27Eu sempre fui uma pessoa muito determinada, aberta, espontânea com o povo, tá certo?
28:36Porque eu não podia ser diferente, tá?
28:38Eu sou uma pessoa, eu sou um jornalista, mas...
28:44Eu sou uma pessoa que eu não nasci sabendo, não.
28:50Eu entrei nisso aí de peito aberto, de repente eu me transformei num jornalista.
28:57O próprio sindicato entendeu que eu tinha que ser jornalista mesmo.
29:00E eu tenho meu registro aqui no negócio todo.
29:03É o seu presidente.
29:04Exato, né?
29:05Mas vocês sabem disso.
29:09Tá aí, gente, ó.
29:11Abraço, seu Jota Ferreira, né?
29:12Que volte agora, tá, gente?
29:14Lembrando que segunda-feira estamos juntos e juntas na Hora da Treta, no Melhor da Tarde.
29:18É o mesmo programa.
29:19Segunda-feira ao vivo e próximo sábado, 10h30 da manhã, encontro marcado aqui no final de semana.
29:24Eu deixo você agora muito bem acompanhado com a programação da Tribuna, juntamente com a Band.
29:28Desejo um final de semana abençoado com Deus no teu coração.
29:31Fica com Deus e até segunda.
29:32Tchau.

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