- há 10 minutos
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NotíciasTranscrição
00:08Muito bom dia, bem você está no ar, obrigada pela sua companhia nesta manhã.
00:13Outubro também é mês de falar sobre TDAH, o Outubro Laranja chama a atenção para o transtorno do déficit de
00:19atenção com hiperatividade,
00:21que ainda é cercado de desinformação e estereótipos.
00:25E tem gente encontrando o jeito diferente de puxar essa conversa pelo humor.
00:30O comediante pernambucano Davi Vila Real levou para o palco do Recife neste mês uma edição especial do espetáculo TCC,
00:38terapia da comédia comportamental que transforma em piada as próprias experiências com TDAH, ansiedade e neurodivergência sem capacismo e também
00:48sem romantização.
00:49O espetáculo segue circulando pelo Brasil e mostra que rir de si mesmo também pode ser uma forma de abrir
00:55espaço para falar de saúde mental.
00:58Tudo bem, Davi? Seja bem-vindo.
01:00Tudo, obrigado.
01:01Você já era comediante, já fazia seu show sobre outros assuntos, como é que você decidiu trazer o TDAH para
01:09um show de stand-up?
01:10Eu comecei na comédia em 2020 e aí quando a gente começa, como qualquer pessoa que está iniciando, a gente
01:17começa fazendo um pouquinho de tempo e tal,
01:19e a gente vai falando sobre assuntos mais...
01:20Do cotidiano.
01:22Cotidiano.
01:23Em 2022, eu descobri que eu tenho o TDAH, que é o Transtorno de Défico de Atenção e Operatividade,
01:31e aí eu comecei a trazer isso mais para o palco, porque querendo ou não, o comediante fala muito de
01:36si, ainda mais no stand-up.
01:39A gente fala do que a gente vivencia, e eu comecei a trazer isso por palco, e cada vez que
01:43eu trazia, eu via que as pessoas se interessavam e que tinha reconhecimento ali, né?
01:49Que a comédia também vem um pouquinho pela dor, assim, a conexão da dor que a gente fala, eita, eu
01:54também vivo isso, a gente fala, piada de ônibus, piada de não sei o que lá, é muito o que
01:58a gente vivencia, né?
01:59E aí eu falei, não, eu vou começar a trabalhar nisso.
02:03Então, eu passei uns dois anos trabalhando no material para conseguir chegar no material que fosse engraçado, primeiro, interessante, mas
02:12que também não fosse uma banalização da causa.
02:16Então, eu tenho uma preocupação muito grande para que quem vai assistir, ria, saia satisfeito, assim.
02:24É legal, porque você leva a informação, como você está falando, né? De um jeito mais leve, né?
02:29Pode ser que tenha gente até que se identifique com você.
02:33É importante a gente falar também sobre a importância do diagnóstico preciso, né?
02:37Hoje muita gente abre a internet ali, aí marque se você tem não sei o que, aí quando vem a
02:42pessoa, eita, eu tenho TDAH.
02:43Não é bem assim, né?
02:44TDAH é uma coisa séria, né? Que precisa passar por uma avaliação médica, e as pessoas, a partir daí do
02:50diagnóstico, buscam algum tipo de terapia, alguma coisa para você conseguir viver com essa neurodivergência.
02:56Mas me conta um pouco, assim, sobre o seu texto, assim, é criação sua mesmo, o roteiro?
03:01Tudo.
03:02O que é que você traz, assim, sobre esse assunto?
03:04É porque o stand-up, ele tem essa obrigação, o stand-up tem que ser autoral, né?
03:11E aí é meio que virou monólogo, então pro palco, geralmente, como o comediante já fala da própria vida, eu
03:17trago meio que como se a plateia fosse o meu psicólogo.
03:21Ah, sim.
03:21Então eu conto minha vida a partir de 2022, quando eu descubro que eu sou pai, que eu fui demitido,
03:28e aí eu venho descobrir que eu tenho TDAH.
03:31Então, tipo, o motivo de eu ser demitido e a paternidade me gerando ansiedade, né?
03:41E aí cria-se aquele ambiente meio que de crise, e aí eu descubro o TDAH.
03:48Então a minha descoberta a partir daí, claro que eu faço flashback, eu volto na minha infância, eu falo um
03:54pouco das características,
03:55porque o TDAH, muita gente fala assim, ah, eu tô meio esquecido, então eu devo ter TDAH.
04:00Geralmente é só uma ansiedade, geralmente é só um problema de vitamina.
04:03O TDAH, não, ele vem da infância, você nasce com o TDAH.
04:08Acompanha toda a vida, né?
04:09Então o prejuízo, ele tem que vir desde a infância.
04:11Então eu falo isso no meu show, né?
04:14Que eu até brinco assim, minha mãe falava assim, ah, esse menino é muito demente, né?
04:17Aí depois que eu descobri que tinha TDAH, minha mãe falou, ah, tá vendo? Ele é demente com TDAH.
04:21Ela só fez botar a sigla ali, né?
04:25Mas aí tem essa brincadeira, assim, essa leveza de expor as dores que a gente vivencia.
04:35Você fez uma apresentação no último dia 15, mas já tem uma nova data, dia 4 de novembro, na próxima
04:41semana.
04:42É, 4 de novembro eu me apresento no Recife Comedy Club, né?
04:45Que é um clube de comédia, um espaço somente para shows de stand-up, né?
04:49É, fica no Recife Antigo, às oito e meia.
04:53O TDAH batendo aqui, eu já estava esquecendo a data.
04:56É, mas dia 4 de novembro eu me apresento lá.
04:59Certo, e para comprar ingresso, como é que faz?
05:02No meu Instagram, né?
05:03Davi Real Oficial ou no Instagram do Recife Comedy Club lá.
05:07Você pode entrar na link da bio e aí tem os ingressos, né?
05:14Tem meia entrada, tem inteira.
05:17Ou então no meu site, Davi Real, é D-A-V-I-L-L-A, né?
05:22Real.com.br, também tem lá.
05:24A ansiedade te pega também?
05:25Muito.
05:26É?
05:26Porque depois que você vai entendendo, o TDAH ele traz algumas comorbidades, né?
05:33Sim.
05:34Então quando você está na escola, por você estar muito desatento, por você ter uma
05:39hiperatividade muito mental, a desatenção vem da hiperatividade mental.
05:42Sim.
05:42Minha cabeça pensa tão rápido que eu fico pulando etapas.
05:48Então, por conta disso, aí vem os julgamentos.
05:52Aí o da escola é aquele bullying pequeno, né?
05:55Assim, mas é quando vai para o ambiente de trabalho, quando vai para a faculdade, aí
05:59já tem uma pressão social maior, uma pressão de produtividade, né?
06:03Então a gente acaba que isso vai gerando ansiedade, até depressão e enfim.
06:09E para você, foi libertador ter esse diagnóstico?
06:13Existem as etapas, né?
06:14Que você vai passando.
06:17Você quando descobre, meio que você fala, será?
06:20É uma dúvida, gera uma dúvida.
06:21Mas depois que você descobre e você começa a fazer o tratamento, que é com um psicólogo,
06:27o psiquiatra pode receitar uma medicação, que eu tomo essa medicação e é depois que
06:33você toma, você vê que a sua vida é outra.
06:36Eu só soube o que era dormir depois que eu comecei a tomar a medicação de TDAH.
06:41Porque minha cabeça, ela não para de pensar nem dormindo, assim.
06:44Então quando eu tomo a medicação, eu consigo, porque é dois neurotransmissores que eu tenho
06:51baixa, né?
06:51Sim.
06:52Que é a noradrenalina e a dopamina.
06:54Então eu tomo para regular e aí eu consigo ser produtivo durante o dia e de noite eu consigo
06:59descansar.
07:00Então muitas coisas eu descobri só depois do diagnóstico.
07:04Excelente.
07:05Davi, muito obrigada pela sua participação aqui.
07:08Muito legal você trazer esse tema, né?
07:10Que geralmente é um tema um pouco pesado para as pessoas, né?
07:14Que se conversa nesse ambiente, assim.
07:17Mas trazer isso para o humor, eu acho que faz com que as pessoas consigam acessar a informação,
07:21consigam se espelhar em você de repente.
07:23Sim, sim.
07:23E a partir daí do seu espetáculo, por que não ir atrás de um diagnóstico, né?
07:27Para saber se a pessoa realmente tem isso.
07:30Parabéns.
07:31Obrigado.
07:31E volta sempre quando quiser divulgar.
07:32Tranquilo.
07:33Muito obrigado.
07:33Agradeço a oportunidade.
07:35Maravilha.
07:36Agora a gente vai para um rápido intervalo e já já a gente vai conversar sobre a técnica
07:40do pontilismo com o artesã que ela ajudou a decorar lá o Galo da Madrugada desse ano.
07:47Já já.
08:03São 144 anos de existência.
08:06O restaurante que começou em 1882 com um português chamado Manuel Leite,
08:12que abriu uma barraquinha vendendo doces e comidas portuguesas.
08:18E logo depois colocou seu restaurante aqui nesse marco.
08:22Hoje o restaurante Leite é o mais antigo do Brasil em funcionamento.
08:26São 144 anos de muita história e tradição.
08:31A gente vai trazer um pouco para você do bem você que faz o leite viver por tanto tempo.
08:37Atravessando gerações, atravessando o período monárquico, republicano.
08:44O leite centenário a gente vai conhecer agora.
08:47Bora lá.
09:00Logo na entrada a gente é recebido por um bar muito lindo.
09:04E logo aqui a gente já vê fotos de personalidades, pessoas importantes que já visitaram o restaurante Leite.
09:12Que a gente tem o Jean-Paul Sartre, a Simone de Beauvoir, escritores famosíssimos, Gilberto Freire.
09:19Muita gente, muita gente importante já passou durante esses 144 anos de existência do leite.
09:27Vamos entender o que o leite faz para manter as portas abertas, atravessando gerações.
09:31Vendo a transformação do Brasil, a transformação do Recife e permanecendo como um marco, uma tradição da gastronomia pernambucana com
09:41comida portuguesa e cozinha internacional.
09:51Tudo bom, Jair?
09:52Tudo bem, seja bem-vindo.
09:53O presente aqui é o pessoal do Bem Você.
09:55Você é um garçom, né?
09:58Há quanto tempo aqui no leite?
10:00Eu estou aqui há 23 anos, restaurante Leite.
10:03Quase a minha idade, viu, cara?
10:04Tá vendo?
10:05Então, assim, o restaurante tem muita história.
10:08A sociedade pernambucana limpeza, frequenta o restaurante.
10:12E nós temos uma culinária maravilhosa.
10:14E estamos aí entre os melhores do Brasil.
10:17Jair, eu sei que tem um funcionário aqui, você tem 23 anos de casa, mas tem um funcionário aqui com
10:22mais de 50, é verdade?
10:23É verdade, sim.
10:24Tu me leva, como é o nome dele?
10:25Leva, sim, é Manuel.
10:30Seu Manuel, não tem problema, não.
10:34Como vai?
10:35Eu vou bem, e você?
10:36O senhor tem quantos anos de leite?
10:3950.
10:4150 batidos, meio século?
10:42Vou fazer, mas agora, para o mesmo mês, acho que eu faço 51.
10:46Desculpe lhe perguntar, quantos anos de vida o senhor tem?
10:4970.
10:51Me diga uma coisa, seu Manuel.
10:52Primeiro, já é a gente saber que um restaurante funciona há tanto tempo, já causa espanto, surpresa.
11:00E o senhor também trabalhando há mais de 50 anos aqui nesse mesmo lugar.
11:05O senhor sente que já mora aqui dentro?
11:07Como é que é aqui nessa cozinha?
11:09Olha, para lhe falar a verdade, eu sinto como se isso já fosse a minha casa.
11:11É a sua casa, né?
11:12É, porque eu vivo mais tempo aqui do que na minha própria casa.
11:20Janelão, na parte que acabou de ser inaugurada.
11:2550 novos espaços para atendimento.
11:27Uma janela que dá para a história do Recife.
11:30Aqui a gente está na Praça Joaquim Nabuco.
11:33Um grande nome abolicionista brasileiro e que divide o centro das atenções aqui com um restaurante tão tradicional.
11:43Um painel, uma galeria de fotos de celebridades, de pessoas influentes na sociedade pernambucana brasileira e muita gente de fora
11:52também internacional.
11:53Um ambiente moderno, né?
11:55É um privilégio, inclusive, esse lugar que acabou de ser inaugurado.
12:01Isso mostra a tradição com a modernidade, fazendo do leite um restaurante realmente diferente.
12:08Gente, agora a gente vai experimentar, porque eu estou salivando.
12:13Vamos experimentar o famoso bacalhau do leite.
12:24Eita, famosa cartola.
12:26Tudo bom?
12:26Tudo bom.
12:28Que linda.
12:29Isso é queijo manteiga?
12:30Queijo o quê?
12:31Queijo manteiga.
12:32Queijo manteiga.
12:33E agora, o que é que a gente faz?
12:35Polvilha, isso é o quê?
12:36Açúcar com...
12:37Açúcar com canela.
12:43A história é a seguinte.
12:45Lá em 1800...
12:47Obrigado, Lili.
12:481800 e tanto.
12:51Tinha um cliente do restaurante de Manuel Leite.
12:56O Leite, né?
12:57Cento e tantos anos atrás.
12:59Que ele vinha sempre de cartola.
13:01Naquela época, todo mundo elegante, né?
13:03Não é feito a gente hoje tudo esculhambado.
13:05O povo andava chique na última.
13:07Uma elegante, cartolinha, terno.
13:10E esse senhor pedia sempre que vinha uma sobremesa que não tinha na casa.
13:16Que era banana assada com queijo.
13:21E aí, como ele usava uma cartola, diz a lenda que ele foi o criador da tão famosa cartola pernambucana.
13:32Hoje, a gente tem aqui, ó, uma banana assada, né?
13:35Ou frita, não sei.
13:36Um queijo manteiga maravilhoso polvilhado com canela e açúcar.
13:41E assim eu vou encerrando nossa pauta linda.
13:46Deliciosa.
13:47Que mistura tradição, modernidade, sabor.
13:51Tudo num só lugar.
13:52E vocês, sem dúvida, estão tudo morrendo de inveja.
13:56Cheiro!
14:07Agora é hora de arte feita ponto a ponto.
14:11Aqui, ao meu lado, está a artesã Diana Farujo.
14:14Acertei, Farujo?
14:16Farujo.
14:16De Paulista, que levou a técnica do pontilismo para o galo da madrugada deste ano.
14:21E ela vai ensinar um pouquinho dessa arte aqui pra gente.
14:24Bom dia, Diana.
14:25Tudo bem?
14:25Bom dia.
14:26Tudo bem, Té.
14:26Você foi uma das artesãs escolhidas pra levar a sua técnica lá pro galo da madrugada deste ano?
14:32Como é que foi a emoção?
14:33Foi bem diferente, né?
14:34Porque aqui no pontilismo, na minha técnica de pintura, eu utilizo esses equipamentos.
14:40São os boleadores, utilizo a tinta.
14:42E lá foi bem diferente, porque eu passei a utilizar um material sustentável, que foram
14:46umas tampinhas de garrafas, né?
14:49Plásticas.
14:49E fazer um trabalho totalmente diferente, mas que se conecta.
14:55E também tem muito da sustentabilidade.
14:57Foi muito interessante.
14:58Que maravilha, que maravilha.
15:00Você há quanto tempo pratica essa arte aqui do pontilismo?
15:03Gente, que é linda, tão perfeito.
15:05Fazer tudo ponto a ponto.
15:07É lindo demais.
15:07Há quanto tempo você...
15:08Há dez anos que eu me dedico a essa arte, né?
15:11E eu comecei fazendo trabalhos de MDF, caixinhas e tal.
15:16E fui mudando os materiais com o passar do tempo, né?
15:19Fui me adaptando, vendo novas oportunidades, me apaixonando por outras técnicas, por outras
15:25partes, né?
15:26Por outros tipos de materiais.
15:28Porque técnicas eu utilizava outras.
15:30A minha prioritária hoje, a minha linguagem é o pontilismo.
15:32Mas eu trabalhava com a pintura.
15:34Comecei pintando com pincel.
15:36E depois eu me apaixonei por essa técnica, que é maravilhosa.
15:39Que deve ser bem terapêutica, né?
15:41Terapêutico, leva você a meditar, ter tranquilidade.
15:43É, sabe o que é bom?
15:44Quando o marido vai encher no saco, é bota o fundo de ouvido.
15:47Fica lá fazendo um pontilhêmine, que tu não vê mais nada do que ele aperreendo ali
15:52a vida da gente.
15:53Agora, pra começar o pontilhismo, quais os materiais que a gente precisa?
15:57Quem quiser ir em casa, ir testando, fazendo essa...
15:59Essa coisa aí que eu tô dizendo.
16:01Você pode começar sem ter nada.
16:03Não precisa ter o material adequado, né?
16:06O equipamento que ajuda no trabalho, na finalização de um trabalho mais profissional.
16:11E são várias coletinhas.
16:12Mostra aqui pra gente, pra essa câmera aqui.
16:13A gente tem vários.
16:14A gente tem esses boleadores, que eles têm umas pontinhas.
16:18Sim.
16:18As pontinhas deles são tamanhos diferentes.
16:20Em cada corzinha já ajuda, né?
16:22Já tem outros bem maiores.
16:23Tem outros maiores.
16:24É, de acordo com cada trabalho que a gente vai fazer.
16:27E também tem esses aqui, que são como os carimbos, né?
16:30Que eles também servem pra outro tipo de pontos de pingos, que a gente vai fazer.
16:35Cada um pra uma finalidade.
16:37A pessoa que é muito trêmula, como eu, consegue?
16:40Porque minha mão...
16:40Consegue.
16:41Achei que tem uma mão tão firme, né?
16:42Mas consegue, porque você relaxa.
16:45Na hora você relaxa.
16:46É uma técnica realmente relaxante.
16:48Entendi.
16:48E aí você trouxe aqui um pedacinho de MDF.
16:51Eu trouxe pra ver como a matéria bruta, né?
16:53A matéria in natura.
16:55Entendi.
16:55E depois a transformação dela, porque ela recebe primeiro uma camada de...
17:00Uma base protetora.
17:01Sim.
17:02E depois ela recebe a tinta.
17:04Ah, entendi.
17:04Eu, no meu caso, as minhas bases, a sua maioria são pretas.
17:08Porque o preto, ele destaca mais as cores.
17:11Destaca mais, é verdade.
17:11Dá mais beleza, dá mais vida as cores.
17:13Verdade.
17:14Então um pedacinho de MDF, até um objeto que você tiver em casa, né?
17:19Uma caixinha que você tem em casa, já pode começar.
17:22Passa essa base aí protetora, né?
17:24E depois pinta aí da cor que você quiser.
17:26Pinta da cor que você quiser.
17:27E aqui já tem o mais avançado, que você vai ensinar pra gente, né?
17:29Esse aqui eu já fiz um começo dele, pra que a gente possa dar continuidade, né?
17:34Então aqui ele já tá com as pétalas prontas.
17:37A gente vai pegar uma tintinha branca.
17:38Deixa eu mostrar.
17:39Deixa eu fazer meio assim.
17:40Fazer um pontilhinho meio de lado aqui, pra gente ir mostrando, vá.
17:43Então a gente vai pegar um boleador desse, que ele é tipo um carimbinho.
17:47E vai fazer sobreposição de pingo, no caso aqui, ó.
17:51Eu vou pegar aqui.
17:52Deixa eu pegar aqui, dá licença.
17:54Eu mostro assim.
17:56A gente molha na tinta e vem e aplica no meio aqui, ó.
18:00Pra fazer a sobreposição, né?
18:03Facilita muito essa ferramenta, né?
18:05Aí depois a gente pega, de acordo com o pontinho que a gente tenha,
18:10a gente vai pegando um boleador de outro tamanho e fazendo sobreposição aqui, ó.
18:14Tá virando assim pra gente...
18:15Isso!
18:16Assim, ó.
18:17A sobreposição.
18:18Gente, que delícia fazer isso.
18:21Uma tarde.
18:23Ah, é.
18:23É muito bom, muito gostoso.
18:25Você vai embora, não vê nem o tempo, né?
18:26Passar.
18:26Você viaja, é verdade.
18:28E aqui a gente pode complementar com esses outros boleadores, né?
18:32Fazendo mais uma camadinha aqui, ó.
18:34Assim, ó.
18:35Você faz a primeira carga e vai descarregando o boleador.
18:38Aí ele vai dando esse efeito 3D.
18:40É muito tranquilo.
18:41É muito gostoso, tá vendo?
18:42Vai dando beleza a peça.
18:45Tá vendo só?
18:46Tô vendo.
18:46Pode começar com uma terapia.
18:48Pode, pode sim.
18:49Um passatempo, um hobby, você tá fazendo ali, mas também pode virar uma renda extra.
18:54Uma renda extra, sem dúvida, sem dúvida.
18:57Esse material a gente encontra tudo na internet?
18:59Tudo na internet.
19:00Até aqui no centro do Recife mesmo a gente encontra também.
19:03A maioria dos boleadores a gente encontra mais na internet.
19:07Entendi.
19:07Mas a madeira, a cerâmica, a gente encontra por aqui.
19:10Encontra, né?
19:11E as suas peças, onde é que a gente encontra?
19:13Quem quiser comprar?
19:15Eu comercializo no centro de artesanato de Pernambuco, em Marcos Zero.
19:20Também nas redes sociais.
19:22Sim.
19:22E feiras eu participo de poucos.
19:24Eu sou na Fene Arte, né?
19:25Inclusive, agora eu vou participar da Casa Cor.
19:27Ai, que maravilha.
19:28Mais uma vez, na Casa Cor, no espaço da arquiteta...
19:35Lá no seu Instagram, tá?
19:36Quem quiser saber o nome da arquiteta, vai pro Instagram dela, arroba o quê?
19:39Arroba Diana Faroujo Arte.
19:41Diana Faroujo Arte.
19:42Lá você vai encontrar toda a variedade de peças que eu tenho.
19:45Também trabalho com oficinas.
19:47Ai, que legal, é mesmo?
19:48Também faço oficinas.
19:50Ai, que mais fixo.
19:51Ou a pessoa liga e você monta um grupo de alunos?
19:53Monta um grupo, eu vou nos condomínios.
19:56Eu faço onde a pessoa quiser, a oficina.
19:58Pode ser individual e pode ser em grupo.
20:00Tu vai usar esse aqui ainda pra alguma coisa?
20:02Não.
20:02Posso testar?
20:03Pode.
20:03Porque se der errado, assim, ela joga fora.
20:06Deixa eu bater aqui pra tirar as bolinhas.
20:07Não precisa jogar, não.
20:08Geralmente, a gente tem algumas técnicas que eu utilizo.
20:11Eu tiro essas bolinhas.
20:12Aqui eu fiz com as bolinhas porque tava ao vivo e rapidinho.
20:15Eu vou ter que fazer uma técnica muito rápida, que a gente tá acabando o programa.
20:18Você olha aqui na tinta.
20:19A tinta tem que ser uma carga boa de tinta.
20:21Tem que ser uma carga boa de tinta, né?
20:23Ai, pronto.
20:24Espera aí, calma.
20:25É assim?
20:25Muito assim?
20:27Não, pode ser assim.
20:28Aí você vai no meio.
20:29Vai no meio.
20:30Não, tudo bem.
20:31Pode ser fazendo aqui?
20:32Não, aí você já vai fazer outra.
20:33Você pega, pra ficar mais bonito, você pega outra cor.
20:36Vamos botar outra cor aqui.
20:36Outra cor.
20:38Espera aí.
20:38Vamos botar esse azul aqui.
20:40Tá bem bonito.
20:40Eu tenho que aproveitar a minha aula particular aqui.
20:43Vamos lá.
20:43E você vai rodeando essa peça.
20:45Rodeando essa peça.
20:47Rodeando esse pingo com essa outra cor.
20:50Tá aí.
20:50Ai, pera aí.
20:51Eu tô medo de manchar.
20:52Não tem problema.
20:53Não?
20:53Olha, tudo tem conserto.
20:55Qualquer coisa que você fizer tem conserto.
20:56Agora você tem que molhar de novo.
20:59Tem que ser bastante, né?
21:01Generoso, né?
21:01Cada um você molha uma vez.
21:03Uma carga de tinta.
21:05Olha aí como tá ficando bonito.
21:06Lindo.
21:07Né?
21:08Ó, Diana, eu vou trabalhar contigo.
21:09Ô, que maravilha.
21:10Lá no centro de artesanato, é?
21:11Centro de artesanato.
21:12Você encontra lá minhas peças.
21:14Ó, eu tô já fazendo a florzinha, não é?
21:15É no segundo andar.
21:16Tá pronto.
21:17Já tá vendo?
21:17Pera aí, pera aí, diretora.
21:18Que eu vou terminar minha florzinha antes de terminar o programa.
21:20Pera aí.
21:21Olha aí, que lindo.
21:23Ah, e ficou mais ou menos essa última.
21:25Mas não tem nada não.
21:26É arte abstrata.
21:27É abstrata.
21:28É abstrata.
21:29Tudo é arte.
21:30Tudo é arte.
21:30Olha aqui, ó.
21:31Comecei meu pontilismo, tá?
21:33Vou encerrar o programa.
21:34Mas continuarei aqui pra fazer essa arte, minha terapia.
21:36Que é maravilhoso.
21:37Faça aí na sua casa também.
21:39Obrigada, viu, Diana?
21:40Obrigada a você.
21:40Sucesso pra você.
21:41Muito obrigada.
21:41Bom fim de ano.
21:42Ah, pra todos nós.
21:44Até mais.
21:45Até a próxima.
21:45Muito obrigada.
21:46E obrigada pelo carinho da sua audiência.
21:48Eu te espero às 8h35 da manhã.
21:50Amanhã, hein?
21:51Cheiro!
21:52Que sự
21:53Que mö going to do
21:54O
21:54O
21:54O
21:55O
21:55O
21:55O
21:56Obrigado.