- há 4 minutos
--------------------------------------
Notícias relacionadas:
--------------------------------------
💻 Confira as últimas notícias do Espírito Santo e do Mundo no nosso portal 👇
https://tribunaonline.com.br
📰 Notícias na palma da sua mão.
Assine A Tribuna e tenha acesso ao nosso app 👇
https://atribunadigital.com.br/assinatura/
🎙️ Assista aos nossos podcasts exclusivos de esporte, negócios e muito mais em
http://tribunaonline.com.br/podcasts
Categoria
🗞
NotíciasTranscrição
00:00Dor de cabeça, quem nunca teve, não é mesmo?
00:03Mas será que a gente consegue identificar quando essa dor deixa de ser algo comum
00:08e passa a representar de fato um sinal de alerta?
00:12Uma influenciadora fitness de 23 anos foi parar na UTI
00:16depois de desenvolver uma infecção grave no cérebro.
00:20Segundo relatos, tudo começou com uma dor de cabeça intensa.
00:24A jovem contou que estava passando férias com algumas amigas
00:28quando acordou sentindo a pior dor de cabeça de sua vida.
00:32Ela procurou então um pronto-socorro e os médicos detectaram um inchaço no cérebro
00:37que gerou, claro, uma infecção cerebral potencialmente fatal.
00:42O diagnóstico, meningite.
00:44Então, para entender o que pode estar por trás dessas dores,
00:47quando procurar ajuda e quais sinais não podem ser ignorados,
00:52nós estamos ao vivo aqui no estúdio com o médico neurologista Alexandre Marreco.
00:56Meu doutor, seja bem-vindo aqui ao nosso Tribuna Manhã.
01:00Vamos bater um papo agora porque imagina o seguinte,
01:03muita gente tem dor de cabeça, eu tenho por alguns motivos,
01:07mas já sei quando identificar um sinal de alerta.
01:10Agora, quem não está em casa, sentiu aquela dor de cabeça,
01:13o que fazer para identificar que isso é algo fora do normal ou é comum?
01:18Perfeito. A dor de cabeça, em primeiro lugar, ela é comum, mas não é normal.
01:23Então, se a dor de cabeça é frequente, é algo que o paciente recorre durante um mês,
01:28pelo menos três vezes por mês, a gente deve sempre investigar.
01:32Agora, quando é necessário procurar uma emergência, por exemplo, como foi o caso citado,
01:36a gente tem que procurar emergência quando a gente tem alguns sinais associados de alarme.
01:39Por exemplo, como você disse, a pior dor de cabeça da vida.
01:42Essa é uma frase muito comum do paciente.
01:44Ele é um padrão diferente de dor.
01:46Ele apresenta uma dor que não é algo habitual dele e é de início súbito e muito intenso.
01:51Quando isso acontece, a emergência deve ser procurada para a investigação.
01:55Além disso, sintomas como febre, fraqueza, dormência, perda de consciência ou crise convulsiva
02:01também ligam o nosso alerta que esse paciente deve ser visto de imediato
02:04para excluir causas graves, como por exemplo a meningite.
02:07Agora, quando a gente está com aquela dor de cabeça, pelo menos eu,
02:10tenho o costume de tomar sempre um dipirona.
02:13É, já tenho lá em casa, você quer ter uma dor de cabeça, pode ser uma situação assim.
02:16É correto a gente já se automedicar ou vale a pena a gente assineir um alerta
02:21e começar a tentar investigar essa dor de cabeça?
02:23Então, quando a dor de cabeça é algo eventual, a gente aceita uma medicação analgésica comum
02:29que sem grandes preocupações.
02:30Quando a gente percebe que a pessoa precisa de analgésicos com frequência,
02:34então três vezes na semana ou mais, essa dor já tem sinais que está sendo cronificada.
02:39Então, a gente precisa investigar melhor para poder tratar direito.
02:42Então, nessas situações, procurar um médico é o adequado.
02:45No caso dessa influenciadora aí, que nós temos imagens inclusive dela,
02:48que está passando na tela aí,
02:50ela sentiu essa dor de cabeça intensa, foi direto para o pronto-socorro.
02:55Essa é a principal iniciativa que a gente deve tomar quando acontece uma situação como essa?
03:00Porque no caso dela, o negócio se desenvolveu para uma situação ainda mais grave, né?
03:04Era uma meningite bacteriana.
03:06Como é que se dá tudo isso?
03:07Perfeito.
03:08Nesses casos, a emergência deve ser procurada de imediato mesmo,
03:12porque a evolução é rápida, né?
03:14Então, em poucas horas, em um ou dois dias, ela pode desenvolver um quadro grave
03:19e não ter mais como resolver depois, né?
03:21A gente pode reverter esse quadro do paciente.
03:24Então, ela precisa sim procurar imediatamente.
03:26Quando a gente percebe que tem uma dor muito intensa, forte,
03:30algumas causas têm que ser excluídas, como por exemplo, o AVC, a neurisma, né?
03:33E a meningite, que é uma principal doença a ser descartada também.
03:38Essa meningite é bacteriana.
03:40Ela disse que isso aconteceu durante essa viagem que ela estava de férias com as amigas.
03:45Isso pode vir a acontecer com qualquer pessoa?
03:47Pode acontecer com qualquer pessoa, né?
03:49Principalmente pacientes idosos e imunossuprimidos.
03:52Aquela pessoa que tem uma tendência a uma imunidade mais baixa,
03:55seja por uma infecção, né?
03:56Por um quadro como o HIV, por exemplo, ou medicações.
04:00Então, o paciente que tem uma imunidade mais baixa tem maior chance de acontecer isso
04:04entre crianças e idosos, principalmente.
04:06Aí eu tenho uma pergunta aqui, ó.
04:08Alterações na visão, como enxergar pontos luminosos ou ficar com a vista turva
04:12podem estar relacionados à enxaqueca ou a problemas neurológicos?
04:16É isso aí.
04:17Um dos sintomas da enxaqueca, não é só a dor de cabeça, tem muito mais coisa por trás,
04:21é também a aura visual, que é sintomas aí que geralmente precedem a crise de dor de cabeça.
04:26Se o paciente começa a ter alterações da visão, como, por exemplo, visão turva,
04:31luzinhas piscando, ele pode referir, um zigue-zague muitas vezes aí por volta do campo visual.
04:36E esses sintomas são geralmente relacionados à enxaqueca.
04:39Não é exclusivo, mas é um sintoma que grande parte do paciente com enxaqueca pode apresentar.
04:44Eu tenho enxaqueca que se chama enxaqueca áurea, que é essa que você falou aí.
04:48Isso aí.
04:48Geralmente eu fico com uma certa afobação, eu transpiro mais, a minha visão começa a ficar turva
04:55e aí em seguida já não consigo enxergar mais nada direito, fica tudo meio embaçado, né?
05:01Meio não, totalmente embaçado.
05:03E aí, numa situação como essa, doutor, eu fico pensando o seguinte, a dor ela só vem em seguida.
05:09Geralmente esse é o sintoma, porque primeiro começam essas visões, a deturpação,
05:14a falta de sensibilidade, de enxergar e em seguida que vem a dor, inclusive vem com sessões de vômito também.
05:22Isso é muito tradicional de acontecer com enxaqueca?
05:25É, isso é comum, né?
05:26É uma enxaqueca com áurea, uma enxaqueca que a gente chama específica, que ela tem sintomas associados.
05:32Geralmente eles precedem exatamente isso alguns minutos antes da dor de cabeça começar.
05:36Já é a enxaqueca em si, né?
05:38Tá dando sinais ali que a dor de cabeça vai apresentar.
05:41Então, quando isso acontece, o ideal é já ter uma medicação para abortar a crise logo no começo,
05:46já serrar a dor de cabeça, às vezes até evitar que a dor apareça,
05:49para a gente conseguir ter menor incapacidade, menor prejuízo ao longo do dia.
05:53E isso a gente percebe que a enxaqueca está sendo frequente, né?
05:56Então, a gente tem que ter um planejamento para tratar e não só depender do analgésico.
06:00O problema maior hoje é que as pessoas tendem a abusar do analgésico.
06:03Começa a usar toda vez que tem dor de cabeça,
06:05e aí no começo tem uma vez na semana, duas, depois aumentando quatro, cinco vezes na semana.
06:09E isso torna a dor de cabeça mais refratária.
06:12Aí para tratar ela é mais difícil.
06:13Então, essa dependência analgésico também é um problema sério
06:16que a gente precisa evitar para ter um tratamento adequado.
06:19Então, essa automedicação, ela é de forma errada.
06:23Ela não pode acontecer.
06:24Ela tem que ser feita através de um acompanhamento médico.
06:27O médico tem que receitar, tem que fazer todo esse passo a passo
06:29para evitar que algo pior possa vir a acontecer.
06:32Exatamente.
06:33Se a gente não trata a dor de cabeça, ela tende a vir cada vez mais frequência.
06:36E aí, o analgésico não funciona mais, né?
06:39O organismo fica viciado mesmo no analgésico.
06:41E a gente precisa de um plano diferente.
06:42Uma profilaxia que a gente chama.
06:43Medicações, tratamentos, para poder evitar que esse paciente tenha crise.
06:46E, eventualmente, quando ela vier, aí sim o analgésico pode ser utilizado, mas sem abuso.
06:52Dormir mal, estresse e desidratação.
06:54Podem desencadear uma série maior aí de dor de cabeça?
06:58Sem dúvida nenhuma.
06:59Os principais gatilhos são esses, associados também ao estresse, ansiedade, a privação do sono.
07:06Pacientes também que têm alterações hormonais, né?
07:09Mulher, no período menstrual, por exemplo, é um gatilho frequente também que a gente tem que sempre acompanhar.
07:14E hidratação.
07:15São fatores que a gente tem que trabalhar nesse planejamento, na educação do paciente, no controle da enxaqueca.
07:20Quando a dor de cabeça ainda não está crônica, né?
07:22Então, ela acontece ali com uma frequência razoável, é essas orientações gerais que a gente tem que passar para o
07:27paciente e acompanhar.
07:28Se isso está evoluindo ou a dor é, mesmo de maneira pontualmente incapacitante, é muito intensa, uma aura, por exemplo,
07:34pode prejudicar muito o paciente,
07:36já tem indicação de tratamento profilático.
07:37A gente tem que evitar que esse paciente se envolva mesmo de maneira pontual.
07:41Mas, sem dúvida nenhuma, os gatilhos é o principal foco nosso para o paciente poder suspender no futuro, por exemplo,
07:46a medicação profilática
07:47e ele continuar com o adequado controle das crises.
07:50Beleza.
07:50Doutor, a publicitária da Letty, ela sofre de epilepsia e também apresenta episódios frequentes de dor de cabeça,
07:58principalmente quando não consegue dormir bem.
08:01Em algumas ocasiões, quando a dor se torna muito intensa, ela apresenta sintomas como visão turva e alterações no olfato,
08:10sinais que levam a perceber a possibilidade de uma crise convulsiva.
08:15Vamos ver, então, o depoimento dela juntos.
08:18No meu caso, a enxaqueca, ela me acompanha desde a época da universidade.
08:22Entrei na faculdade e eu comecei a ter crises, crises pontuais e depois a ponto de se tornar crônica.
08:28Hoje, eu faço uso de medicamentos, que às vezes o controle desses medicamentos fazem com que dê pausas maiores,
08:36mas a enxaqueca, ela permanece.
08:38Um dos sintomas piores da enxaqueca é a fotofobia, ao qual eu não consigo ter acesso à claridade,
08:44e também a enxaqueca, a náusea, que ocasiona devido a fortidores.
08:51Às vezes eu faço uso de restiva, que é uma das medicações mais fortes, como adesivo,
08:55para facilitar o meu convívio diário com as pessoas quando eu estou com a crise em evidência.
09:03É uma iniciativa, uma solução prévia, essa questão desse adesivo que ela fala?
09:09Como é que funciona isso?
09:10Então, não seria a primeira linha de tratamento, tá?
09:14A gente tem opções melhores, mais seguras, inclusive, para tratar a enxaqueca.
09:18Tem medicações específicas para a enxaqueca, né?
09:20O anogésico, que ela cita aqui, não é específico para esse tipo de doença.
09:24A questão é que a gente precisa de uma medicação adequada.
09:28Não é porque é medicação mais potente, como é o caso desse remédio que ela citou,
09:31que ela vai ser adequada para a enxaqueca, né?
09:34Inclusive, tem a possibilidade até de cronificar mais.
09:37Então, não é o ideal da gente utilizar, tá?
09:39Tem medicações melhores para a gente utilizar,
09:41de um mecanismo específico para a enxaqueca do paciente
09:44e a gente tratar com mais segurança também.
09:46Então, é isso aí.
09:47Doutor, temos perguntas aqui dos nossos amigos do Tribuna Amanhã
09:51e a primeira pergunta é da Juliana Carvalho,
09:54ela é do bairro Jaburuna, em Vila Velha.
09:56Ela falou assim, o estresse e a ansiedade podem desencadear dores de cabeça?
10:00Sem dúvida nenhuma.
10:02O estresse e a ansiedade é um dos principais gatilhos da dor de cabeça,
10:05entre elas a enxaqueca, mas, em geral, dor de cabeça como um todo.
10:09Então, a gente tem muito cuidado, né?
10:11Tem algumas medicações que tratam a ansiedade,
10:15que não tratam dor de cabeça, podem até piorar.
10:18E tem outras medicações que tratam as duas coisas.
10:20Então, uma das linhas de tratamento da profilaxia seria essa, né?
10:24Uma medicação que vai tratar tanto a ansiedade do paciente,
10:27que é um gatilho importante, e também a própria enxaqueca.
10:30Então, a gente tem que sempre tentar pontuar aí o paciente,
10:33o perfil de cada paciente, para medicação adequada.
10:37Felipe Barbosa, de Colina de Laranjeiras.
10:40A localização da dor, testa, nuca ou lateral da cabeça,
10:43ajuda aí no diagnóstico?
10:45Ajuda a identificar, mas não é tão de maneira isolada específica, sabe?
10:50A gente pergunta, a gente questiona durante a consulta,
10:53e isso é, eu digo, uma peça do quebra-cabeça
10:55para a gente fechar o diagnóstico do paciente.
10:57Tem regiões que são mais frequentemente acometidas,
11:00mas não é, de maneira pontualmente, a referência que a gente vai utilizar.
11:05Quais hábitos ajudam a prevenir as crises?
11:08É uma pergunta do Leandro Cardoso, lá da Praia da Costa.
11:11Perfeito.
11:11Primeira coisa, controle do estresse e ansiedade,
11:13mas fácil falar, mas não é tão simples assim, né?
11:15Na prática.
11:17Na Praia da Costa, se bem que ele só descer na praia consegue dar mais estressado.
11:20Com certeza, com certeza.
11:21Mas, além disso, dormir bem à noite é fundamental,
11:24a gente precisa de hidratação, né?
11:26A desidratação, sintoma, principalmente no calor,
11:28é um gatilho muito frequente para desencadear a enxaqueca também.
11:32Alimentos que podem desencadear a enxaqueca,
11:34tem uma lista específica para cada paciente, né?
11:36Que é interessante checar com o médico,
11:39mas, principalmente, também o jejum prolongado,
11:41a pessoa que está há muito tempo sem comer, né?
11:43Então, está trabalhando, está na rua muitas vezes,
11:45acaba tendo um tempo longo.
11:47A hipoglicemia que o paciente faz aí nesse momento
11:49pode aumentar também a crise de enxaqueca.
11:52Ó, a Patrícia Reis diz o seguinte,
11:54em relação às crianças, quais sinais ficam ainda mais em alerta?
12:00Minha filha tem 5 anos e reclama constantemente de dores.
12:04Sim, então, na criança tem alguns sinais pouco diferentes
12:08que pode apresentar.
12:10O paciente pode apresentar o enjoo,
12:12pode apresentar sintomas gástricos com mais frequência que o adulto,
12:17mas também a dor de cabeça,
12:20se a criança queixa, deve ser investigada.
12:22A dor de cabeça, principalmente a enxaqueca,
12:25tende a começar no início do período menstrual da menina, né?
12:28Então, a primeira menstruação,
12:30essa oscilação hormonal pode desencadear a enxaqueca.
12:32Mas ela pode acontecer antes mesmo disso, né?
12:34Então, a criança ali, novinha, pode ter dor de cabeça também,
12:37é menos frequente, mas pode acontecer.
12:39Então, se na criança a gente tem queixo de dor de cabeça,
12:43merece investigação.
12:44Doutor, qual o momento que é exato,
12:47que é um sinal de alerta?
12:49Eu tive dor de cabeça na segunda, na quarta e na sexta.
12:53Três dias, já dá pra acender um alerta?
12:55Ou tive só dois dias?
12:58Como que o senhor avalia o momento exato
13:01que a gente deve procurar ajuda no médico?
13:04Perfeito.
13:04O ideal seria quando o paciente refere que teve
13:07três dores de cabeça ao longo de um mês,
13:10nos últimos três meses, ele não tem uma dor ainda crônica,
13:14que é onde a gente deveria intervir,
13:15pra gente poder tratar os gatilhos,
13:17identificar os sinais de alertas,
13:18investigar, se for o caso,
13:20a causa da dor de cabeça e cotornar isso.
13:24E aí a gente consegue, com orientações,
13:25evitar desse paciente cronificar,
13:27até tornar a dor muito frequente.
13:29Depois que ele passa a ter dor três vezes por semana,
13:32pelo mínimo de três meses,
13:33a gente já considera que é a dor crônica.
13:35Isso muda o tratamento.
13:36Não é só dar anogésico, orientações gerais,
13:39eu preciso de uma medicação, um tratamento,
13:41pra tratar esse paciente,
13:42tirar ele dessas crises recorrentes.
13:44Então, o número mágico que a gente chama,
13:46o número três, três vezes já é demais.
13:48Se tem três dores de cabeça por mês,
13:51por pelo menos três meses,
13:53a gente já deve procurar um médico pra tratar.
13:55Dá pra identificar uma dor diferente?
13:57Por exemplo, dor de cabeça, dor de sinusite,
13:59dor de pressão alta.
14:00Geralmente, tudo é na mesma região que da cabeça.
14:03Dá pra confundir?
14:05Automaticamente, quem já tem algum desses sintomas,
14:07já consegue com facilidade.
14:08Mas quem tá em casa, consegue diagnosticar?
14:11Ah, essa dor aqui é de sinusite.
14:13Ah, essa dor aqui realmente é da pressão que deve estar alta.
14:15Então, não é tão fácil diferenciar, né?
14:17A dor de cabeça que o paciente tem com frequência,
14:20ele consegue entender um padrão de dor
14:22e ele sabe quando ela muda pra pensar em outras causas.
14:27Mas a dor de cabeça, geralmente, da sinusite,
14:29uma dor frontal, né?
14:30Sobre a testa.
14:31Então, quando a gente palpa,
14:32a gente sente ali um desconforto, uma dor maior.
14:34Quando o paciente já baixa,
14:35ele tem uma piora do desconforto.
14:37Isso ajuda a diferenciar.
14:39A pressão alta, é interessante citar também,
14:41porque não é uma...
14:43A dor de cabeça não é um sintoma de pressão alta.
14:45As pessoas confundem isso.
14:46A pressão...
14:47A dor de cabeça só aparece
14:48quando a pressão sobe de maneira muito brusca.
14:50A pessoa tem uma pressão normal
14:51e, de repente, pouco tempo depois,
14:52em minutos, ela vai subir de maneira aguda.
14:55Isso pode dar dor de cabeça.
14:56Mas aquele paciente que tem hipertensão, né?
14:58Pressão alta crônica,
14:59ele não vai sentir dor de cabeça
15:00porque ela tá subindo de maneira gradual.
15:03Então, geralmente, é assintomático, né?
15:04E o paciente não tem sintoma nenhum.
15:06Então, se a gente espera ter dor de cabeça
15:07pra investigar a pressão, por exemplo,
15:09não tá adequado.
15:10E a própria dor de cabeça,
15:11pelo próprio estresse que isso gera,
15:13pode dar dor de cabeça.
15:14Pode, desculpa.
15:14Pode subir a pressão.
15:15E a gente precisa diferenciar essas duas coisas, tá?
15:19Mas, em geral,
15:21se o paciente tem uma dor de cabeça
15:22diferente do padrão,
15:24olha, essa dor daqui não é o que eu tô acostumado a sentir,
15:26não é uma dor de cabeça
15:27que eu tenho experienciado antes,
15:29uma dor tá muito intensa,
15:30ou num local diferente,
15:31a investigação deve ser realizada pelo médico.
15:34Doutor, pra gente encerrar,
15:36última dica.
15:37Se eu, então, identificar
15:39que essa dor de cabeça não é algo normal,
15:42quem que eu devo procurar?
15:43Perfeito.
15:44Se é uma dor aguda,
15:46a pior dor de cabeça da vida,
15:47se tem tomas associadas, né,
15:48crise convulsiva, etc.,
15:50perda de consciência,
15:51é emergência.
15:52Primeiro lugar que o paciente deve procurar.
15:53Agora, se é uma dor que tá vindo com frequência,
15:55né, recorrente,
15:56três vezes por semana ou mais,
15:57por exemplo,
15:58uma dor já crônica,
15:59deve procurar um médico neurologista.
16:01E esse é o especialista que vai entender
16:03o contexto da dor
16:04pra poder indicar o melhor tratamento possível.
16:07Doutor Alexandre Marreco,
16:08médico neurologista,
16:09muito obrigado pela sua participação
16:10aqui no Tribuna Amanhã.
16:12Te esperamos o senhor outras vezes aqui.
16:14Meu amigo, meu doutor.
16:17Tchau, tchau.