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  • há 10 minutos
Denise Oliveira e Silva, pesquisadora em saúde pública, vice-diretora da Fiocruz Brasília e coordenadora do Observatório Brasileiro de Hábitos Alimentares, é a entrevistada do CB.Saúde desta quinta-feira (5/11). Durante a entrevista, ela destacou no programa Correio Saúde a distinção entre o uso terapêutico e o estético de canetas emagrecedoras. Ela defendeu políticas para ampliar o acesso da população de baixa renda, mais atingida pela obesidade, e alertou para graves riscos clínicos, como a pancreatite, decorrentes do uso indevido.

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Transcrição
00:00É fundamental que a gente faça uma distinção entre o uso dela para fins terapêuticos,
00:06sobretudo para casos de risco ou já de instalação de diabetes,
00:11e para o uso estético. São duas coisas diferentes, eu acho.
00:16Do ponto de vista da saúde pública, a Fiocruz hoje tem, de alguma forma,
00:21investido em pensar em plataformas de poder popularizar essas canetas.
00:27E, de fato, até por orientação da Organização Mundial de Saúde,
00:33isso é possível, sim, e deve ser uma recomendação, sem sombra de dúvida,
00:38de você popularizar esse acesso.
00:41E esse acesso tem um fator fundamental, que é sobre a morbidade,
00:46porque nós temos aí um uso indevido da caneta por fins eminentemente estéticos,
00:52inclusive ocasionando problemas clínicos graves, né, como pancreatites
00:58e outras características que o mau uso da caneta faz.
01:03Então, sem sombra de dúvida, o sistema único de saúde deve, sim,
01:06se dirigir com políticas públicas para que isso seja de acesso,
01:11sobretudo à população de baixa renda, que...
01:15Então, sem sombra de dúvida, o sistema único de saúde pode ser de acesso,
01:19e também que...
01:19Obrigado.

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