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  • há 1 ano

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Transcrição
00:00Só já pensando na jurisprudência da turma, eu gostaria de fazer uns comentários a respeito disso.
00:08Pois não.
00:09Porque nós estamos fixando para um único filho a pensão de 25%.
00:14Pois não.
00:15É a maior pensão que já foi fixada, desde que se tem notícia de pensão fixada em termos de percentuais.
00:24O filho tem espectro autista.
00:26É, mas eu vou chegar lá.
00:28Só toquei nisso para dizer que não é uma pensão baixa.
00:32Porque, às vezes, as pessoas têm a ideia de que mais é melhor.
00:40E pensão alimentícia é como tributo.
00:42Você vai subindo o tributo, você vai gerando benefício, mas ele chega a um ponto que se você subir, você começa a trazer prejuízo.
00:50Que é justamente quando a criança deixa de ser filha e passa a ser um transtorno.
00:56Inviabilizando a vida do pai.
00:58Por quê?
00:59Porque o pai não é aposentado e esse rendimento que se chama de rendimento bruto, excetuado os descontos necessários, não é exatamente isso.
01:09Desse rendimento bruto, excetuado os descontos necessários, ele tem que tirar a alimentação dele, ele não pode deixar de comer.
01:16Ele tem que tirar a vestimenta, porque ele não pode deixar de vestir.
01:20Ele tem que tirar moradia, porque ele não pode morar na rua.
01:22Ele tem que tirar gasolina, ele tem que tirar uma série de coisas absolutamente inadiáveis.
01:28Porque se ele não fizer isso, ele morre e a criança não recebe nada.
01:31Então, o que sobra para ele desses 100%, excluído o desconto necessário, é muito pouquinho.
01:39E ainda leva 25%, é uma facada considerável.
01:44Ah, mas 25% é pouco, paciência.
01:49Talvez se a moça tivesse casado com o Antônio Armeiro de Moraes, não teria tido esse tipo de problema.
01:56Se o dinheiro não dá, a criança precisa se adaptar às condições socioeconômicas do pai.
02:02Agora, voltando a falar sobre o transtorno do aspecto autista,
02:07a gente sabe que hoje há uma epidemia, entre aspas, de diagnóstico de transtorno do aspecto autista,
02:17porque isso virou uma mina de enriquecimento para um determinado grupo de médicos, clínicas, etc.
02:26Então, a reflexão que vale a pena é que uma mãe consiga entender que ela pode estar sendo manipulada.
02:35Se um médico chega e diz que meu filho tem transtorno do aspecto autista, como mãe eu vou fazer o quê?
02:42Eu vou negar? Não, eu entro em pânico.
02:45E a partir daí eu passo a ser vítima dessas pessoas.
02:50Não estou dizendo que este é o caso, mas esses casos têm ocorrido de forma assustadora.
03:00Então, qual é a questão? Qual é o ponto que eu quero chegar?
03:02O que é que se vai fazer com o dinheiro do tenente coronel?
03:09Nós vamos dar para a criança ou dar para o médico?
03:12Plastas clínicas.
03:14Então, a mãe precisa...
03:16Isso é uma coisa que eu peço,
03:19uma conversa com a mãe para saber se é justo tirar do filho dela
03:24para dar para os aproveitadores que fazem esse tipo de diagnóstico, se for o caso.
03:30Se não seria melhor fazer um bom uso desse dinheiro em favor da criança, mas com benefício real.
03:36Porque o diagnóstico de transtorno do aspecto autista é um poço sem fome.
03:44Ela vai ficar dando dinheiro para essas pessoas enquanto esse menino tiver condições,
03:50ele vai ficar transferindo renda, uma renda que era dele.
03:54Isso me parte o coração.
03:56Uma renda que poderia ser usada por ele, em favor dele, vai ser transferida por essas clínicas de forma indevida.
04:03Porque não há melhora e eles nunca vão dizer que está curado
04:07e manter essa vaca leiteira por um bocado de tempo.

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