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00:00Hello, primorosas! No Outubro Rosa, o DOL delas abre espaço para falar sobre prevenção,
00:07diagnóstico e, principalmente, sobre a importância de cuidar de si.
00:12A nossa convidada é doutora Fernanda Lamarão, médica oncologista,
00:18formada pela UFPA e especialista em cancerologia clínica pelo Hospital Ofir Loyola.
00:25Mas hoje, a gente também quer conhecer a mulher por trás do jaleco,
00:30a mãe, a esposa, apaixonada por esporte, artes e também quais são os novos sonhos dela.
00:38Então vem com a gente!
00:55Sebrae Delas. Toda conquista inspira a próxima.
01:01Olá, doutora! Seja muito bem-vinda ao DOL delas. É uma honra de ter aqui.
01:06Ai, eu te agradeço pela oportunidade de estar aqui contigo mais dessa vez,
01:10podendo conversar com as tuas telespectadoras. É uma honra pra mim, uma alegria.
01:14E eu já quero começar querendo saber sobre a vida, né?
01:19Como foi que você disse, não, eu quero ser médica.
01:25E também quero saber como foi pra ser oncologista.
01:31Então, a medicina, ela sempre povoou o meu imaginário, né?
01:35Principalmente o imaginário infantil, porque eu sou filha de mãe médica.
01:39Então eu cresci vendo a minha mãe indo trabalhar, toda bonita, de branco e feliz,
01:45empolgada, com brilho nos olhos e voltava pra casa com uma energia boa, sabe?
01:50De bebê comprido, aquela mulher realizada.
01:54E não tinha como não me afetar, né?
01:56A gente se inspira muito na nossa mãe.
01:58Então ela foi o meu grande modelo para a medicina, né?
02:01A oncologia, virada de chave na oncologia, ela já veio um pouquinho depois,
02:07durante a residência de clínica médica,
02:10quando eu comecei a entrar em contato com pacientes oncológicos
02:14e eles me tocaram profundamente, né?
02:17E ali eu vi, opa, eu acho que é isso que eu quero pra minha vida.
02:22E realmente a oncologia, ela lida com processos muito sensíveis, né?
02:28E te tocou.
02:30E aí eu quero saber o que a oncologia mudou na tua vida, né?
02:37Por conta de tu estar nesse ambiente que tu precisa ter muita sensibilidade, né?
02:42Eu digo assim, que a oncologia, ela é um carrossel de emoções, né?
02:46E de fato ela me tocou bastante, ela me ensinou que a vida de fato ela é um sopro.
02:51Pra quem faz principalmente a oncologia hospitalar, que é o que eu faço no HSM,
02:57você lida direto com aquela interface vida e morte, né?
03:01E em 11 anos de atuação em oncologia, eu nunca vi ninguém no final da sua vida
03:08lamentar por perdas materiais.
03:11Mas eu vi muito amor, eu vi perdão, eu ainda vejo reconciliação, eu vejo saudade.
03:18Então eu digo que a oncologia, ela me ensinou que de verdade o essencial, ele está invisível aos olhos.
03:25E que o dia de hoje não se chama presente à toa.
03:29A vida realmente tem que ser vivida.
03:31É verdade, é um presente que Deus nos proporciona todos os dias, né?
03:37Mas assim, falando de informação, o quanto é importante a gente repassar a informação.
03:43E o Outubro Rosa, ele vem pra nos lembrar que a gente precisa se cuidar, principalmente as mulheres,
03:50que às vezes a gente cuida de todo mundo e acaba deixando a gente de lado.
03:55O Outubro Rosa, ele vem pra conscientizar essa mulher.
04:02Mas o que ela deveria, o que uma mulher não pode deixar de fazer pra melhorar a sua saúde?
04:10Então, a mulher precisa de verdade, a primeira coisa é deixar pra trás alguns tabus que foram impostos pra ela
04:17ao longo de séculos aí de uma sociedade machista.
04:20Vai, então, mulheres, se toquem, façam um autoexame, procurem ajuda médica quando notarem alguma alteração, né?
04:29Além disso, o que mais a gente pode fazer?
04:31A gente tem aí na literatura médica vários estudos com evidências científicas robustas que
04:37atividade física regular reduz o risco de recidiva de vários tipos de câncer.
04:42Um deles é o câncer de mama, né?
04:44Que o nosso Outubro Rosa tanto fala.
04:46A gente precisa controlar peso, é importante, porque a obesidade, ela aumenta pelo menos o risco de você ter pelo
04:53menos
04:5313 tipos diferentes de câncer.
04:56É muita coisa.
04:57Gente, hábitos nocivos, tabagismo, pra quê, gente?
05:02É a principal causa evitável de câncer, sabe?
05:05Bebida alcoólica.
05:06Vamos tentar reduzir, porque, ó, de verdade, mulherada, não tem na literatura médica hoje um volume seguro de álcool
05:14que você pode beber e que não vai aumentar teu risco de ter câncer.
05:17Então, tem que rever isso, né?
05:20Sabe aquela higiene do sono que a gente fala muito, né?
05:23Tem que fazer, porque dormir bem também é importante, né?
05:27Reduz estresse crônico, que é outra coisa dificílima de se lidar hoje em dia.
05:31Seja o estresse do trabalho, da tua vida, do teu dia a dia.
05:34Ah, não vou viver sem estresse, doutor.
05:36Ok, mas vamos aprender a gerir ele, porque isso também tem impacto na tua saúde.
05:40E tudo isso reduz risco de câncer, né?
05:44Então, esse controle todo, eu não falei nada de remédio até agora, tá, gente?
05:48O poder tá aqui, ó, na mão de vocês, mulherada.
05:50Vamos lá?
05:51Vamos lá?
05:52E às vezes, nós mulheres temos muitos medos, né?
05:56E qual é, assim, principalmente falando de câncer de mama, porque às vezes a gente não quer nem fazer o
06:02exame com medo do resultado.
06:05Então, quanto a esse medo, quanto ele pode atrapalhar na hora da mulher ir buscar ajuda, ir buscar um exame,
06:14fazer as suas consultas periódicas?
06:17Quanto ele atrapalha, doutora?
06:19Muito atrapalha demais, gente.
06:22E, assim, eu ainda escuto, por incrível que pareça, aquela célebre frase, quem procura, acha.
06:28Gente, tem que procurar mesmo, porque se eu procurei, achei, e achei numa fase inicial, numa fase precoce, eu posso
06:35curar o câncer de mama.
06:37Mais de 90% dos casos, gente, curam quando você faz o diagnóstico precoce.
06:41Então, tem que procurar, tem que se cuidar, a gente não pode deixar o medo nos paralisar, sabe?
06:46Bora sair da zona de conforto, vamos lá, vamos encarar, né?
06:50A gente pode mudar o nosso destino.
06:52Então, é isso, acho que...
06:53É, mas esse diagnóstico, quando vem esse diagnóstico de câncer de mama, ele é muito complicado para as mulheres, né?
07:01Sim.
07:01Porque a gente, aí a gente, o medo se concretiza, né?
07:07Então, eu queria saber como é que você trata para dar essa notícia para essa mulher que está recebendo, que
07:16está com câncer de mama, mas muitas têm solução ainda, né?
07:22Com certeza.
07:23Eu acho que tão importante quanto você dá o diagnóstico, é explicar para essa mulher que existe luz no fim
07:30do túnel.
07:30A medicina, graças a Deus, já avançou bastante.
07:34Então, independente da fase que você esteja, eu vou ter um bom tratamento para oferecer para você, né?
07:40E, assim, olha o que eu acabei de falar, é uma fase.
07:43Então, assim, o câncer, ele não te define, é uma fase.
07:46E como toda fase na nossa vida, ela tem um começo, ela tem meio e ela tem um fim.
07:51E o mais importante, você, mulher, não está só.
07:55Se permita ser cuidada.
07:57Nós estamos juntas, nós vamos atravessar, provavelmente, um momento mais desafiador da sua vida, juntas.
08:03Somos uma equipe.
08:05Vai dar certo, vai dar certo.
08:07É, é verdade.
08:08Vai dar certo.
08:09E outras vezes a gente fica com tanto medo, mas a gente descobre uma força dentro da gente, né?
08:16Descobre.
08:17Uma força, assim, que vem.
08:18E a gente também descobre essa força quando a gente vira mãe.
08:21E, além de médica, né, Fernanda, você também é mãe, esposa.
08:27Mas eu queria saber, quando tu virou mãe, né?
08:32Porque parece, assim, que vira uma chave na gente, né?
08:34Quando a gente vira mãe.
08:37Isso mudou alguma coisa para o teu olhar para essa paciente que tu atende?
08:43Ai, mudou, Priscila, com certeza.
08:46Porque, assim, a maternidade, ela me deixou mais sensível, mais empática.
08:51E aquela mulher, aquele paciente na minha frente, eu passei a enxergar como o amor da vida de alguém,
08:58a mãe de alguém, a irmã de alguém, a filha de alguém, a amiga, né?
09:04Então, de uma certa maneira, isso me estimulou a fazer mais melhor por essa mulher,
09:10essa pessoa que está ali na minha frente naquele momento.
09:13E como foi para te...
09:15Como tu consegue conciliar mãe?
09:19Porque a tua profissão, ela não é fácil, né?
09:23Lidar, oncologia, a gente tem que ter sensibilidade,
09:26mas a gente sabe que, às vezes, a gente vê alguns casos que realmente nos abalam, né?
09:31E como é conciliar esse casamento, ser mãe, ser esportista, amar esporte, amar arte?
09:38Como tu consegue equilibrar tudo isso?
09:40Essa é a pergunta de um milhão de dólares, né?
09:43E a verdade verdadeira é que ninguém vai conseguir ser boa em tudo o tempo todo, né?
09:51Então, de fato, a Mulher Maravilha, ela é lá dos quadrinhos, vai, do filme.
09:56E assim, você vai ser muito boa naquilo que você se propuser a fazer,
10:01mas você não vai conseguir ser boa o tempo todo.
10:03Então, vamos priorizar quais são aquelas facetas da sua vida que você não pode deixar cair, né?
10:10Não pode deixar a peteca cair.
10:12Eu acabei priorizando a carreira, eu priorizei a maternidade, meus filhos dependem de mim,
10:17eu não posso, né, deixá-los na mão.
10:18Eu priorizei o casamento, né?
10:21E isso cobrou um preço.
10:22Sim.
10:23Cobrou um preço na minha saúde mental, na saúde física, até que eu virei a chave.
10:28É importante.
10:30E como a gente, como mulher, a gente prioriza, né?
10:33Os filhos, o trabalho, o casamento.
10:36E nenhum desses trabalha o que a gente realmente ama.
10:41Claro, a gente ama nossos filhos, a gente ama o nosso marido,
10:43mas a gente ama, é um amor que vai e vem, né?
10:47E o nosso?
10:49Aquele cuidado, aquele sonho que eu tinha.
10:51E tem tantas coisas hoje, depois que tu virou a chave, que tu faz, que tu ama
10:57e quer fazer mais porque ela é ousada, tá?
11:02Eu gostei de saber que ela quer surfar, que ela quer tocar piano.
11:08Como é pra você poder realizar esse sonho e mostrar pra mulherada que a gente não dá conta de tudo.
11:15Mas que é importante, sim, a gente fazer o que é importante também só pra gente.
11:20E isso não é egoísmo.
11:22Não, absolutamente.
11:23Isso é autocuidado, a gente tem que ter isso como autocuidado.
11:26Exatamente.
11:27Então, assim, essa Fernanda hoje que tá buscando surfar, porque eu sou aspirante a surfista, né?
11:33Sou aspirante a pianista também.
11:35Ela tá em busca, eu estou em busca de...
11:38Eu quero me encontrar comigo mesma, né?
11:40A mulher ficou em segundo plano durante uma grande fase da minha vida.
11:45E hoje eu entendo que é importante que todas nós possamos cuidar de nós mesmas, da mulher.
11:53Teus gostos, tuas preferências, tuas aptidões.
11:57Alguém aqui já parou pra se perguntar qual é a música que você gosta de ouvir?
12:00Esquece as músicas infantis dos teus filhos, vai.
12:02Que música você gosta de ouvir?
12:04Qual é o programa de televisão que você assiste?
12:06Que tipo de livro você gosta de ler?
12:08Porque às vezes a gente esquece e resgatar isso é importante pra que você fique inteira, né?
12:14Estando inteira você vai ser uma melhor mãe, melhor profissional, né?
12:19Eu percebo, Fernanda, que muitas vezes, muitas mulheres não sabem nem a sua cor predileta.
12:25Não sabem.
12:26Não sabem a sua comida preferida.
12:29E é algo que se tu parar e pensar assim, meu Deus, eu como só o que sobra dos meus
12:35filhos.
12:37E eu não sei nem o que é, porque sempre a gente quer fazer a comida que o filho gosta,
12:43a comida que o esposo gosta, né?
12:46E aí tu não tem tempo de parar e escolher aquele look que tu te sente bonita.
12:50Então, como é importante, são pequenas coisas que é aquilo que tu falando.
12:54Não estou falando em comprar remédio, não estou falando em você mudar seu guarda-roupa,
12:58não estou falando...
12:59É algo que também vai fazer...
13:01Isso, é um resgate de si próprio, né?
13:04Pois é, isso mesmo.
13:05Então, como é importante, né?
13:07A gente ter esses insights e poder inspirar essa mulherada que está assistindo a gente
13:13também a ter esses insights.
13:15Com certeza.
13:16Para para pensar qual é a minha cor predileta, qual é a minha comida predileta.
13:20Com certeza.
13:21E o que eu fazia, por exemplo, na nossa adolescência.
13:24A gente sempre faz algo que a gente ama fazer, mas aí os pais, não, você tem que estudar,
13:29não, você tem que...
13:30Aí começam a vir as obrigações e a gente acaba...
13:34Atropelando, né?
13:35É, tipo, deixando de lado.
13:36Não, espera aí.
13:37Aí a gente acaba dando prioridades e vai deixando.
13:41Então, resgata lá atrás.
13:43Quando tu era jovem, o que tu fazia assim, que era algo que tu amava fazer?
13:48Porque eu tenho certeza que essa parte aí do surfar, isso não veio...
13:53Ai, não, agora, adulta, eu vou resolver surfar.
13:57Isso deve ter vindo lá de trás, uma vontade que tu já tinha e que tu nunca conseguiu realizar.
14:02É isso ou eu estou me equivocando?
14:05Não, não.
14:06É bem por aí mesmo, né?
14:07A vontade, o desafio do mar, né?
14:11Eu sou casada, né?
14:12Há 13 anos, meu marido surfa muito bem.
14:14Então, ele foi um grande incentivador, né?
14:17O piano já vem mais de pequenininha.
14:19Aí eu tenho um filho que toca muito bem piano.
14:21Estou com um piano em casa, quem sabe agora vai, gente?
14:24Estou saindo da minha zona de conforto, saia você da sua também.
14:28Acho que agora vai.
14:29Eu sei quem vem primeiro, se vai ser a surfista ou a pianista.
14:32Mas vamos lá, vamos comigo.
14:33Mas para te ver, o teu filho já toca piano e isso está te incentivando.
14:37E o teu esposo surfa, então isso está te incentivando.
14:41Então, tem também um pouquinho deles aí, né?
14:44Tem, com certeza.
14:44Tem também.
14:45Eu acho que a arte, então, essa parte de gostar da arte floral deve ser mais teu, né?
14:50É meu, meu, totalmente meu.
14:51Eu digo assim, que a natureza sorria através das flores, né?
14:54Então, por exemplo, eu tive um dia mais puxado no trabalho, uma conversa difícil com um paciente, né?
15:00De uma situação mais delicada.
15:02Eu desexpresso, literalmente, fazendo a arte floral.
15:05Eu gosto do aroma das flores.
15:07Eu gosto de colocar no vaso.
15:09Eu corto na diagonal.
15:11Pônio, minha aguinha.
15:12Eu organizo.
15:13Eu já cheguei a estudar até a paleta de cores daqui, né?
15:16Para poder ver qual é a cor de qual flor que orna ali para ficar algo bonito de ver.
15:21Então, é algo que me faz bem, que, sabe?
15:24Não é o desestressar, mas traz leveza para a alma, né?
15:28Eu gosto demais.
15:29Ai, que bom.
15:30E aí, a gente, sabe por quê?
15:32A gente, como amazônida, a gente gosta, né?
15:35Da natureza.
15:37Muito, muito.
15:37E aí, eu quero saber contigo, como mulher e médica amazônida, né?
15:42O que tu acha que as nossas mulheres, ou até mesmo todo mundo, precisa, né?
15:50Para ter mais acesso a esse cuidado, a esse autocuidado, mas o autocuidado não só estético,
15:59mas sim da saúde aqui na nossa região.
16:03Porque a gente sabe que a gente tem uma dificuldade, a nossa região é gigantesca.
16:07E a gente tem muitas mulheres que têm essa dificuldade de acesso à saúde básica.
16:13Então, qual o que tu acha que essa mulher precisa ter de acesso à informação
16:18para ter esse cuidado com essa saúde básica?
16:21Eu vejo dois movimentos muito interessantes acontecendo hoje em dia, né?
16:25No cenário aqui da região amazônica.
16:27Um deles é a interiorização da medicina, né?
16:31As grandes estruturas estão sendo levadas para o interior.
16:34Nós temos hoje vários hospitais regionais.
16:36A gente tem Tucruí, tem Marabá, tem Castanhal, entre outros, né?
16:41Então, interiorizar é importante, justamente por conta de toda essa nossa geografia,
16:45que é bem peculiar, são tantos rios e braços de rios.
16:48Às vezes, torna-se Hercúlea a vinda, né?
16:51Dessa mulher do interior até a capital.
16:54Quase impossível.
16:55Exato.
16:55Mas um outro movimento muito legal que eu tenho visto também, né?
16:59Por exemplo, no hospital onde eu trabalho, o HSM.
17:01Nós temos hoje o HSM+, que é um modelo de atendimento muito inclusivo.
17:06O valor das consultas é um valor muito acessível.
17:09Então, pessoas que têm uma baixa renda conseguem ter acesso a uma medicina de ponta,
17:14de primeiro mundo, sabe?
17:16Fazer um check-up cardiológico completo.
17:18Por exemplo, você consegue ali, você tem acesso a equipamentos de primeiro mundo,
17:23a um corpo clínico muito capacitado, muito bem formado.
17:27E, assim, é um custo que cabe no bolso, sabe?
17:30Então, você, de uma certa maneira, com o HSM+,
17:33você está deixando a medicina mais acessível.
17:36Você está incluindo mais.
17:37Mas esse movimento eu acho muito válido.
17:40Eu acho que o pulo do gato na medicina é por aí.
17:43Está acontecendo já, então, né?
17:45Está acontecendo.
17:46Agora, eu já quero saber o que tu deixa de mensagem para essa mulher
17:51que está com medo, que está adiando fazer uma consulta,
17:56que está adiando o seu próprio autocuidado.
18:00O que tu fala, o que tu gostaria que ela ouvisse hoje
18:04para que ela diga, não, eu preciso me cuidar?
18:07Eu diria para ela que eu entendo.
18:11Eu entendo de verdade esse furacão que é a tua vida.
18:15Não é fácil conciliar casa, família, trabalho.
18:20Muitas vezes essa mulher é um arrimo de família.
18:23Muitas vezes essa mulher cuida de pais idosos.
18:25Muitas vezes essa mulher não tem nem rede de apoio, né?
18:28Então, eu sei que é difícil.
18:30Mas a gente precisa sair de verdade desse piloto automático.
18:35Tomar as rédeas das nossas vidas, sabe?
18:38E se cuidar, e se priorizar.
18:41Porque até para cuidar das pessoas que você ama,
18:43você precisa estar bem.
18:45Você precisa ter saúde, né?
18:47Então, assim, deixa o medo de lado,
18:50deixa esse piloto automático de lado
18:52e se cuide, se ponha no número 1 lá da sua listinha de prioridades.
18:57Coloque seu nomezinho lá, porque você também é importante.
19:00Sabe o que eu escuto muito?
19:01Doutora, eu não tenho como fazer academia.
19:05Ok, não tem problema.
19:06Você tem um tênis?
19:08Põe o tênis no pé e vamos correr ali.
19:10Tem o Utinga, tem o Museu, o Emílio Guilde,
19:13tem ali o Bosque, o Rodrigues Alves,
19:14tanto lugar bonito em Belém, vamos caminhar, vamos correr?
19:18Ah, doutora, não, está chovendo.
19:20É Belém, Belém chove dia 5, outro também.
19:22Tem problema não, fica em casa.
19:24Você tem celular?
19:25Tem?
19:25Tem internet no seu celular?
19:27Vamos abrir o YouTube.
19:28Está cheio de aula, gente, calistenia aeróbica,
19:31sei lá, abdominal, o que você quiser, tem lá.
19:34Doutora, eu não tenho tempo.
19:35Uma hora de aula não, gente, tem aula de 20 minutos, dá.
19:38Doutora, eu não tenho internet, amiga.
19:41Pega a internet do vizinho, mas vamos lá.
19:43Ah, não tem desculpa, sabe?
19:45O poder está nas nossas mãos,
19:48sejamos protagonistas da nossa vida,
19:50por nós e por aqueles que a gente ama.
19:53Se cuide, faça seu autoexame,
19:55procure um médico de confiança, se toque.
19:58Tá bom?
19:59O se toque foi ótimo.
20:01Muito obrigada, doutora.
20:02É isso mesmo, a gente precisa ser protagonista
20:05e a gente precisa se tocar.
20:07Precisamos, literalmente, se tocar.
20:09Que alegria poder transformar isso em incentivo para outras mulheres,
20:16porque informação salva vidas.
20:18E hoje eu tenho certeza que a gente está salvando vidas aqui.
20:21Com certeza, informação é poder.
20:22Obrigada por me receber de novo aqui.
20:25Eu que agradeço, doutora.
20:26Muito obrigada.
20:31Hoje, a gente falou de cuidado,
20:34de coragem e da importância de não deixar a nossa saúde para depois.
20:39Porque se cuidar não é exagero,
20:43não é vaidade e não é egoísmo.
20:46É prioridade.
20:48Que o Outubro Rosa seja um lembrete,
20:51mas que o cuidado continue o ano inteiro.
20:54Então, eu te espero no próximo episódio do Dóu Delas.
20:57Porque juntas nós somos imbatíveis.
21:00Vem!
21:07Dóu Delas.
21:08Mulheres que inspiram a Amazônia que acontece.
21:11Patrocínio.
21:12Claro, você merece o novo.
21:16Sebrae Delas.
21:17Toda conquista inspira a próxima.