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  • há 3 meses
‘Paciência’: mães denunciam meses de atraso em remédios para autismo e convulsão na Regional de Saúde

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Transcrição
00:00A Elisabeth Morelato é mãe do Mike, de 30 anos, diagnosticado com autismo, nível 3 de suporte, além de deficiência
00:07intelectual.
00:08Entre as medicações que ele usa, duas estão em falta, há meses na décima regional de saúde de Cascavel.
00:14O topiramato de 100 miligramas, usado para controlar convulsões, e o clobazan de 10 miligramas, comercialmente chamado de urbanil, ansiolítico,
00:24que ajuda a controlar as crises nervosas.
00:27Então, eles falam que está em falta, que está em falta, que tem que ter paciência para esperar vir.
00:32E há quanto tempo que você já tem ouvido isso?
00:35Ah, faz bastante tempinho já.
00:38Mas que está em falta mesmo, esses remédios, cada pouco está em falta, foi Deus no começo do ano.
00:43É complicado, né, Luiz, para a gente conseguir, né?
00:47E a gente que bebe só, tipo, eu ainda tenho um pouquinho mais de condições, porque o pai dele dá
00:51pensão para ele, né?
00:53Fazia essas questões de... do... do... do... deles, né?
00:59A falta dos mesmos medicamentos foi publicada na segunda-feira pela CGN, que mostrou o caso da Bruna e do
01:06filho Arthur, de 10 anos.
01:08É, que está em falta para mandar mensagem, por exemplo, eu mando mensagem essa semana,
01:12e eles respondem que não tem, para me mandar na próxima semana novamente.
01:16Outras mães também enviaram vídeos à nossa redação, descrevendo o problema.
01:21A dona Ironice do Prado mora no distrito de Juvinópolis e a mãe do Adriano, de 27 anos.
01:27A única fonte de renda é um salário mínimo do governo, por meio do BPC, o benefício de prestação continuada.
01:34Tem bem quatro meses que está em falta.
01:38Daí a gente pede ajuda, né?
01:40Para poder ele tomar esse remédio, né?
01:43Daí ele tem remédio pela ajuda, né?
01:47Que daí a gente não pode comprar, né?
01:50Mas, quero que o senhor ponha esse remédio lá na décima regional.
01:54A Sandra, aparecida a Arvelino, mora no distrito de São João do Oeste e é mãe do Davi, de 10
02:00anos.
02:01A gente vai lá pegar as medicações, nunca tem as medicações das crianças.
02:06O meu menino, ele tem paralisia cerebral, tem crise convulsiva e cada vez que vamos atrás da medicação, nunca tem.
02:18E se torna caro para nós estarmos comprando de mês a mês essa medicação.
02:23E eles não podem ficar sem, é o direito deles.
02:26E nós temos que correr atrás, dar um jeito, lutar daqui, lutar dali, apertar daqui, apertar dali,
02:34para conseguir comprar toda essa medicação dele que está faltando.
02:38A Gladys Marinho relata a mesma dificuldade para o irmão, João Marlon.
02:43Há três meses sem resposta, não sabem falar o que acontece, estão falando que não estão fabricando,
02:52que estão com falta da composição que vai na medicação para ser feita.
02:58Ou eu não sei o que está acontecendo, ou é isso, ou eles não estão entrando num comum acordo de
03:05valores para estar fechando.
03:08Só sei que daí quem sofre é as pessoas que necessitam do medicamento.
03:14Nós entramos em contato por e-mail para pedir explicações à Secretaria Estadual de Saúde.
03:19Até a publicação desta reportagem, não tivemos retorno.
03:23Luiz Raab para a CGN, a informação em tempo real.

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