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  • há 5 semanas
Argentina registrou 1,2 filho por mulher em 2024, uma das taxas mais baixas de sua história em meio a dificuldades financeiras, insegurança no trabalho e problemas de acesso à moradia e à creche e escolas infantis.

Javier Milei atribui parte desse cenário à legalização do aborto e às pautas favoráveis ao feminismo, enquanto dados da ONU apontam uma combinação de fatores econômicos e sociais para a redução da fecundidade.

Imagens: AFP

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Transcrição
00:03O presidente da Argentina, Javier Milley, ligou a queda da natalidade no país ao movimento feminista e à legalização do
00:11aborto.
00:12Em um discurso em uma conferência empresarial na capital Buenos Aires, o ultradireitista apontou que o país não alcança uma
00:19taxa de crescimento da população de natalidade que permita a reposição.
00:24Portanto, digamos, essa paixão por assassinar crianças no ventre da mãe também está nos saindo cara em termos de crescimento,
00:31e nem lhes conto em termos de sistema previdenciário.
00:34Embora não tenha promovido nenhuma iniciativa no Congresso para revogar a lei que legalizou o aborto em 2020, ONGs acusam
00:42o atual governo de ter desmantelado,
00:43no marco de suas políticas de austeridade, programas e instituições dedicadas à saúde sexual e reprodutiva, criando na prática obstáculos
00:52para o acesso à interrupção legal da gravidez.
00:55Segundo o relatório de agosto do Fundo de Populações das Nações Unidas, a Argentina passa por uma transformação demográfica profunda.
01:03O país registrou uma queda acelerada da fecundidade, chegando a 1,2 filho por mulher em 2024, bem abaixo do
01:10nível de reposição da população de 2,1.
01:14De acordo com o informe, esse declínio responde a vários fatores, mas as limitações financeiras, a insegurança laboral, as dificuldades
01:22de acesso à moradia e a falta de opções para o cuidado dos filhos
01:26são condicionantes centrais para mais de 60% daqueles que tiveram menos filhos do que desejariam.

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