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  • há 5 semanas
A Polícia Civil do DF deflagrou a Operação Ilusão Digital contra uma quadrilha que usava inteligência artificial para simular a imagem e voz de famosos na venda de um suposto remédio milagroso. Os golpistas usavam a imagem não autorizada de nomes como Almir Sater e Fagner para divulgar um produto sem registro na Anvisa. Os suspeitos podem responder por estelionato.

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📽️ Isac Mascarenhas/CB/DA Press

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Transcrição
00:00A polícia civil do DF desarticulou um esquema que usava vídeos falsos de famosos
00:05para vender um suposto remédio milagroso pela internet.
00:09A ação, batizada de Operação Ilusão Digital,
00:13identificou uma quadrilha que usava deepfake,
00:16tecnologia de inteligência artificial que reproduz rosto e voz
00:21de uma pessoa real para criar depoimentos falsos.
00:24Os rostos e vozes dos cantores Almir Sater e Fagner
00:28e do jornalista Alexandre Garcia foram usados sem autorização.
00:33Nos vídeos, eles pareciam recomendar um suplemento chamado Eric Power,
00:39indicado para tratar problemas de desempenho íntimo masculino.
00:43Só que o produto não tem registro na Anvisa,
00:46ou seja, não existe garantia se ele realmente funciona
00:50e nem se sabe os riscos à saúde de quem comprou.
00:53As vítimas foram enganadas pela credibilidade dos famosos
00:57e compravam o produto pela internet em vários estados do Brasil.
01:02Um dos suspeitos foi localizado em Guarulhos, em São Paulo,
01:06e confessou o crime à polícia.
01:08Só nesse ano, o DF já registrou 139 casos de golpes com deepfake.
01:15Os investigados podem responder por estelionato,
01:18associação criminosa e vender ilegal de medicamentos,
01:22com pena de até 28 anos de prisão.
01:25Isaac Mascarenhas, para o Correio Brasiliense.
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