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Simone Tebet comenta crise no STF, rebate críticas de ‘forasteira’ e explica propostas em entrevista
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00:00Olá, estamos no Teia Entrevista, onde vamos entrevistar os principais candidatos ao Senado de São Paulo.
00:06A entrevistada de hoje é a candidata Simone Teviti. Muito obrigada, candidata, pela presença.
00:11Obrigada, Beatriz. Isabela, é um prazer poder conversar com a população paulista através desse espaço que vocês nos abrem.
00:19Candidata, a gente vai seguir o mesmo padrão para todas as entrevistas, com 40 minutos de entrevista
00:23e, faltando 10, a gente dá um toque para a gente conseguir passar por todos os assuntos.
00:27Bom, podemos começar.
00:28Bom, candidata, para começar, a gente vai trazer um assunto que está sendo um dos mais convidados do momento,
00:34que é a crise no STF. Está sendo muito discutido no Senado a questão do impeachment de ministros.
00:40Para você, colocar o impeachment em pauta seria a melhor forma de apaziguar o que está acontecendo agora no Supremo
00:46Tribunal Federal?
00:47Não vejo problema em pautar impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal.
00:51Ninguém está acima da lei e abuso de poder é abuso de poder.
00:55Aliás, corrupção não tem cor, não tem ideologia.
00:57Você tem corrupção na esquerda, no centro, no centrão e na direita.
01:01E, para mim, corrupção precisa ser combatida porque ela mata o futuro do Brasil.
01:06Eu mesma já denunciei e fui candidata, a primeira mulher candidata à presidência do Senado Federal,
01:12justamente para denunciar o orçamento secreto das emendas parlamentares de relatores.
01:17Agora, não pode caminhar sozinha. Eu acho que é um combo.
01:21Nós precisamos de uma reforma do judiciário, uma reforma política urgente, mas no caso específico do judiciário.
01:26O Supremo Tribunal Federal tem que colocar um freio de arrumação urgente e imediato.
01:31Fachin parece que começou nesse movimento, sob pena da crise institucional chegar na economia,
01:35gerar desemprego, inflação, investidor estrangeiro fugir, que é a discussão sobre crime comum de ministros, etc.,
01:45se houve abuso.
01:46E o Congresso Nacional tem a competência constitucional pelos crimes de responsabilidade.
01:51Mas, de novo, nós precisamos levar adiante uma reforma do judiciário que discuta os fins peduricários,
01:58o fim da vitalicidade para ministro supremo, mandato de 12 anos, com idade mínima de 50, de 55 anos, não
02:04importa,
02:05e que as decisões monocráticas, que podem e devem ser dadas, porque às vezes a coisa é urgente,
02:10elas vão o mais rápido possível, cinco dias, uma semana, 48 horas, a depender do caso, para o plenário decidir.
02:16É o plenário do Supremo Tribunal Federal que pode, pela Constituição Federal, dar a última palavra.
02:21Agora, acho muito difícil ser pautado o impeachment de ministro supremo às vésperas da eleição,
02:26onde os parlamentares estão pedindo voto, né?
02:28Mas, candidata, isso sendo pautado, a senhora sendo eleita senadora, você votaria a favor ou contra?
02:33Eu quero entrar dentro da comissão processante e participar.
02:36Ninguém pode dizer que vota a favor ou contra, sob pena até de não ser chamado para fazer parte da
02:42comissão,
02:42porque ele vai para a comissão para investigar o fato e diz que vota a favor ou contra?
02:46O que eu posso dizer é que as denúncias são seríssimas e que acho que, sim, cabe abertura de processo
02:52de impeachment.
02:52Mas, como advogada e mesmo como futura juíza do caso, se eu alego o que eu vou fazer,
02:58ou vem o adversário falar que ela já está imparcial no processo.
03:02Sei que não é mesmo a régua para o judiciário, mas eu acho que isso complica a vida de qualquer
03:06um.
03:06Você teria essa necessidade de pautar.
03:08De discutir e pautar.
03:09E pode acontecer de ser demais de um ministro, eu não sei o que está.
03:13Eu não sou senadora, né?
03:15Eu estou há quatro anos fora do Senado.
03:16Eu não sei o que está nas mãos do presidente do Congresso.
03:19E ainda falando sobre o STF, candidata, nós teremos grandes mudanças de nomes,
03:24porque o presidente vai poder indicar mais três pessoas, ainda tem uma vaga em aberto, né?
03:29E nós não teremos mais a Carmen Lúcia, que é a única ministra mulher que temos agora no STF.
03:36Como mulher, você acha que tem possibilidade de ter uma indicação de uma mulher para garantir essa representatividade feminina
03:44para esses próximos nomes que formarão o STF?
03:49Depende de quem ganhar a eleição para o presidente da República.
03:51Se for presidente Lula, sem dúvida nenhuma.
03:52E de preferência, espero eu, que seja uma mulher negra.
03:55Acho que nós nunca tivemos e precisamos dessa representatividade.
03:58E que a próxima seja uma mulher, branca ou preta, não importa.
04:02Para começar a alcançar pelo menos 30%.
04:05Nós nunca tivemos duas mulheres ao mesmo tempo.
04:07Aliás, só tivemos duas mulheres.
04:08E a sua pergunta é importante porque ela me lembra o seguinte.
04:11E falo claramente que a depender mesmo.
04:13Porque o lado de lá, tem grupo do lado de lá que vai pressionar e falar mulher não.
04:18Porque eu acho que mulher não deve nem votar.
04:20E vocês sabem disso que eu não estou mentindo.
04:21Tem vídeos aí que acha que mulher que fraquejou quando teve uma filha.
04:25E o atual candidato dizendo, embora quisesse ter elogiado, mas mostram o DNA machista.
04:32Dizendo o seguinte, é por isso que eu tive duas filhas.
04:34Para poder ser cuidado na velhice.
04:36Então, não que nós não fazemos isso com muito amor.
04:39Como filhas que somos.
04:40Eu mesmo tenho uma mãe já de 80 anos de idade.
04:43Mas não nascemos só para isso.
04:44Nós nascemos para sermos felizes.
04:46Para termos autonomia financeira.
04:48Temos a nossa própria identidade.
04:50Então, diante desse cenário, eu digo que depende.
04:52Mas isso, a sua pergunta, desculpa ser longa, mas eu acho que já atrela a outra questão.
04:57Eu acho fundamental.
04:58Olha, o maior escândalo de corrupção da história do Brasil chama-se Banco Master.
05:02Que até Temer foi assediado, disse não.
05:06Aqui não.
05:06Aí o Banco Master não conseguiu, entrou no início do governo de Jair Bolsonaro com omissão do Banco Central de
05:14então.
05:15E virou essa potência comprando todo mundo.
05:17Pois é, quando a gente vê de todos os investigados, denunciados, busca e apreensão, é sempre homem, homem, homem, homem.
05:25De político, é líder partidário homem, presidente partido homem, Cãã, ministro supremo homem.
05:31Todo mundo é homem.
05:32Ainda que apareça uma mulher, vai ser uma no universo de 100.
05:35O que reforça a importância de termos pelo menos 30% de mulheres na vida pública brasileira.
05:44Candidata, outros candidatos do Senado te apontam como for a cera.
05:48Sua trajetória política é no Mato Grosso do Sul.
05:51E eu queria entender o porquê São Paulo e o que você diria aos eleitores de São Paulo que você
05:57representaria eles no Senado.
05:59Eu diria o seguinte, no mesmo ano em que um carioca foi eleito legitimamente, democraticamente, pelo povo governador de São
06:07Paulo,
06:08sem nunca ter tido um imóvel aqui, nem história aqui, eu fui candidata à presidência da república e tive a
06:14maior votação numérica e proporcional no Estado de São Paulo.
06:18Numa polarização absurda, eu tive 9% dos votos da capital do Estado de São Paulo.
06:25Portanto, São Paulo já me abraçou.
06:27O resultado das urnas, pode ser bem sucedido ou não, é quem vai dizer se eu mereço ou não representar
06:32o Estado de São Paulo.
06:33Agora eu tenho propriedade aqui, eu estudei aqui, eu tenho filhas aqui, eu tenho história porque eu nasci na divisa,
06:39eu conheço todo o Noroeste Paulista,
06:41casei com alguém do Estado de São Paulo, que é de Birigui, portanto eu conheço, eu conheço a realidade social,
06:47eu conheço a realidade econômica,
06:48eu conheço o Estado de São Paulo, eu sei o que o Estado precisa e mais do que isso, eu
06:52fui senadora há 8 anos.
06:53Então, como senadora por 8 anos, não tem como defender o Brasil sem defender a locomotiva do país que é
06:59São Paulo.
06:59Eu sei que o lado de lá fala, ah, votou, votou, só fala, fala, fala, não apresenta um projeto que
07:05eu tenha votado o contrário,
07:06porque não é possível votar contra São Paulo, votar contra São Paulo é votar contra o Brasil.
07:10E é o contrário, no Ministério do Planejamento e Orçamento, a minha responsabilidade é liberar financiamento externo,
07:17para obras de infraestrutura, para o que quisesse.
07:19O Estado mais contemplado dos 27 Estados da Federação foi o Estado de São Paulo.
07:27Estou falando de 5 bilhões de dólares, sendo parte desse para a capital.
07:32Estou falando de transporte coletivo eletrificado, esse ficou um pouquinho agora que foi aprovado pelo Senado.
07:38Estou falando da linha 6 do metrô, eu estou falando da muralha paulista.
07:42Então, tem inúmeros projetos aí que levam, realmente eles são longos, alguns já foram liberados, outros estão em processo.
07:49Então, assim, é lamentável, né? A gente vê adversários só batendo, batendo, batendo, porque não tem propostas.
07:56Assim, pelo contrário, eu acho que atrai, mostra a pessoa, fala assim, peraí, quem é essa que ele está falando?
08:03E a pessoa não é boba, ela vai olhar, vai ver quem é, o que fez, o que deixou de
08:06fazer.
08:07Eu acho que a virtude, minha e da Marina, eu falo por duas mulheres, são duas mulheres corajosas,
08:12que tem ficha limpa, que nunca se envolveu em esquema de corrupção, ao contrário de quem nos acusa.
08:18Um é réu no Supremo Tribunal Federal.
08:21O outro tem denúncias gravíssimas de corrupção na Secretaria de Segurança Pública,
08:25envolvendo pela primeira vez uma corporação tão importante e ilibada como a Polícia Militar.
08:33O ex-vice-comandante, enfim, sub-comandante da Polícia Militar,
08:38com suspeita de envolvimento com crime organizado do PCC e CV.
08:41Então, eles é que têm uma ficha a ser esclarecida e somos nós as que não servimos.
08:53Isso mostra o caráter, o DNA de quem aponta.
08:59Não deixa de ser um discurso que cheira à xenofobia.
09:04Aquele que acha que é elitista, que acha que São Paulo é só da carinha branca,
09:09daquele que nasceu, São Paulo é a terra da generosidade.
09:14São Paulo é feito pelas mãos maravilhosas.
09:17Os meus avós que chegaram, imigrantes e vieram para São Paulo.
09:20Eu tenho família, eu tenho primos, primos de sangue.
09:23Eu tenho família em Bauru, em Marília, em Tupã, em Guarulhos.
09:27Porque é isso, São Paulo é a terra de todos.
09:30E eu acho que esse tema não deixa de ser ruim de ser debatido.
09:34Porque traz à tona uma coisa que a gente precisa voltar a valorizar.
09:38A diversidade.
09:38Que a gente não é nada sozinho.
09:40Que a gente só é graças ao trabalho do outro.
09:42E que é uma complementariedade de fatores que levaram São Paulo a ser a maior potência
09:47da América Latina, não é só do Brasil.
09:50E, candidata, com a possibilidade do Lula ser reeleito,
09:55existe esse risco de você, talvez, mudar para o ministério, ser a ministra novamente?
10:00Eu fui senadora por oito anos.
10:01Fui convidada na época do governo, fui sondada, na época do governo Temer,
10:07a culpar o ministério.
10:09Poucas vezes falei isso.
10:11E de cara falei, nem leve isso para o presidente porque eu não vou aceitar.
10:14Não sei se veio dele, deve ter vindo.
10:16Mas assim, deve ter vindo.
10:18Mas nem leve porque eu não vou aceitar.
10:19Eu fui eleita para ser senadora e vou ser senadora por oito anos.
10:24Então, não tem o menor sentido sabendo que os maiores problemas do Brasil,
10:28em nome da institucionalidade, da democracia, da soberania que nós teremos que se defender
10:33em relação às terras raras, inteligência artificial, data centers,
10:37produtividade para os nossos jovens que precisam entrar no mercado de trabalho,
10:40eles precisam ser redirecionados na educação formal e pode ser o grande futuro.
10:46Eu acho que os jovens têm uma oportunidade de ouro, não é só de emprego.
10:49Tem uma oportunidade de ouro de se escolher a atividade certa de tecnólogos ou mesmo de universidade,
10:55de ocuparem salários que seus pais nunca imaginaram ter enquanto pais ou mesmo seus avós.
11:02Candidata, você falou bastante sobre a sua trajetória política e eu gostaria de fazer uma pergunta referente a isso.
11:08Você, como alguém de centro, já teve falas de oposição ao PT.
11:13Depois das eleições de 2022, você se tornou uma aliada do governo Lula.
11:17E o que eu queria saber é, você mantém suas críticas a, por exemplo, o Mensalão, o Petrolão?
11:21E agora com as polêmicas que envolvem o Lulinha, no caso do INSS, como você se posiciona também diante disso?
11:28Mantenho, o presidente sabe disso.
11:30E sempre que eu fiz a crítica, eu fui muito justa, dizendo que foi com a ajuda do meu ex
11:36-partido.
11:38O maior esquema, até então, porque agora tem um maior esquema de corrupção, muito maior do que aconteceu,
11:43o esquema da Petrobras envolvia dois partidos de centro, um de centro e outro de centrão, PP e MDB, entre
11:50outros.
11:51Então vamos lá, partidos, inclusive, ligados a esse centrão que não está conosco.
11:57Ali houve, nunca disse que o presidente devia alguma coisa, como mesmo quando eu denunciei na CPI da Covid,
12:04o esquema de corrupção da compra de vacina superfaturada, uma vacina desconhecida no Ministério da Saúde,
12:10eu nunca disse, o presidente Jair Bolsonaro sabia.
12:13Eu já fui prefeita, eu sei que eu só posso falar isso, mas é responsabilidade de gestão.
12:19Havia uma responsabilidade de gestão, não somente um crime de corrupção ativa dele,
12:26mas do Ministério da Saúde e dos seus líderes.
12:29Então, continuam fazendo a crítica e são críticas porque corrupção não tem lado,
12:34corrupção não tem ideologia, não é de centro, não é de esquerda, não é de direita,
12:38pega todo mundo e precisa ser punido igual.
12:39Agora, tem uma diferença muito clara.
12:43Há certos valores que são absolutos, que são universais.
12:49Repetiu-se em 2022, no meu ver, alguma coisa, claro que em outras proporções parecidas,
12:54o que aconteceu no período em que nós lutamos por redemocratização no país.
12:59sentou-se à mesa os principais adversários, adversários ferrenhos,
13:04para em nome de abrigar todo mundo num único partido.
13:07O MDB, que era um partido radicalmente de centro, abrigou toda a esquerda,
13:12seria dizimada, inclusive com risco até de vida,
13:16abrigou, juntou e lutou por democracia.
13:19E depois caminharam separados.
13:21Há determinados momentos muito radicais que a gente deixa as diferenças de lado,
13:24se aquilo que nos une é infinitamente maior do que aquilo que nos separa.
13:28E o que me uniu e me une ao presidente Lula é a luta por democracia,
13:32pela nossa soberania e a riqueza do Brasil é nossa.
13:35Nós não queremos ser um povo escravizado, colonizado,
13:38de minerar e entregar tudo de mão bandeja para a capital estrangeira.
13:43Nós queremos que eles venham minerar aqui com sustentabilidade
13:46e trazendo valor agregado aos produtos,
13:50elaborando, fazendo o robozinho aqui, o celular aqui,
13:53enfim, o mundo da tecnologia aqui.
13:56Então, isso é infinitamente maior do que aquilo que me separava.
14:01Porque do lado de lá, eu não via a democracia, a luta por democracia.
14:04Ao contrário, o 8 de janeiro mostrou isso do que eu via do lado de cá.
14:08Então, eu não precisava de mais nada.
14:09Além de ter alguma coisa a mais, que me importa muito.
14:13Eu vivenciei como senadora quatro anos de Jair Bolsonaro.
14:17Eu nunca senti Jair Bolsonaro a empatia, a solidariedade pelas pessoas que mais precisam.
14:24Aliás, por qualquer pessoa que não fosse a família dele.
14:26Eu nunca vi.
14:27Eu não vi ele ir no hospital abraçar uma mãe que perdeu um filho por Covid.
14:31Eu não vi ir numa favela, num projeto social.
14:34Eu não vi ele falar de vidas humanas.
14:36Então, o Lula tem uma coisa que me impressiona muito.
14:39De novo, tem ainda muitas diferenças.
14:41Mas ele gosta de gente.
14:43Isso, pra mim, importa.
14:46Eu gosto de gente.
14:47Eu não gosto de dinheiro sujo.
14:48Eu gosto de gente.
14:49Eu não gosto de corrupção.
14:50Porque a corrupção mata o futuro.
14:52Então, de novo, nós estamos enfrentando o mesmo dilema.
14:56Candidata, só retomando ao ponto, por exemplo, das questões envolvendo suspeitas sobre o Lulinha,
15:01você, apesar de tudo isso que você falou, você considera que o Lula, o PT, tem essa credibilidade
15:06pra discutir questões de corrupção?
15:08Você coloca essa mão no fogo?
15:10Não é colocar a mão no fogo.
15:11Eu não coloco a mão no fogo nem, enfim, sei lá, pelo meu marido, né?
15:16Vou colocar a mão no fogo por outra pessoa.
15:19Eu só que tenho uma diferença.
15:20O Jair Bolsonaro mudou o delegado-geral da Polícia Federal do Rio de Janeiro e caiu o
15:27ministro da Justiça porque ele não deixou apurar os escândalos de rachadinha do filho
15:32dele, Flávio Bolsonaro.
15:33Ele interviu na Polícia Federal.
15:35E foram várias as vezes que vocês noticiaram isso.
15:39Os esquemas de corrupção são sempre descobertos no governo presidido pelo Lula.
15:44E corrupção que começou onde?
15:46No governo Bolsonaro.
15:48O Banco Master foi criado, gestado, no governo do presidente Bolsonaro, tentado na época
15:54do Temer.
15:55Temer falou aqui não.
15:56Então, ele conseguiu se instalar, virar essa potência, comprar todo mundo e lamassar
16:00todo mundo de vários partidos.
16:03Está aí o áudio de Flávio Bolsonaro.
16:06Em nenhum momento eu vi o presidente Lula interferindo na Polícia Federal para proteger
16:11o Lulinha.
16:12Pelo contrário, se tiver, vai pagar.
16:14E é o que a gente espera da Justiça e da Polícia Federal.
16:17Quem se investigue.
16:18Não vou condenar ninguém, nem de um lado, nem de outro.
16:20Mas eu tenho áudio de um lado.
16:22Eu tenho aqui, está aqui.
16:23E tenho denúncias que precisam ser investigadas em relação ao Lulinha.
16:27Candidata, seguindo para algumas perguntas mais específicas, em 2025 o Estado de São
16:31Paulo bateu recorde no número de feminicídios.
16:34O que precisa ser feito para mudar essa realidade?
16:38Você como senadora, no que você apostaria para mudar esse cenário?
16:41Duas coisas.
16:42Acabar com o discurso de ódio da extrema direita, que está contaminando, principalmente a nossa
16:47juventude, que está ficando ainda mais conservadora nesse assunto.
16:50Ser conservador não é ruim.
16:52Eu estou dizendo esse conservadorismo nocivo que extrapola os limites, até cristãos, que
16:59o povo brasileiro sempre teve.
17:01Ele contamina uma geração inteira, colocando lá atos, simulando atos de violência e normalizando
17:11e banalizando a violência contra a mulher, a violência contra a negra, a violência contra
17:15os homossexuais, a violência por credo religioso que não seja, por exemplo, de matriz afro-africana.
17:22Enfim, é esse método.
17:24Então, o combate, sem dúvida nenhuma.
17:28E segundo, eles por elas.
17:31Eu acho que nós só vamos mudar a hora que os homens falarem por nós, que a maioria
17:34dos homens não são violentos com as suas mulheres.
17:36É que aquele que é, ele pratica 10, 20, 30 violências.
17:40Ele pratica violência contra a irmã, contra a esposa, contra a companheira, a ex-namorada,
17:45até contra a mãe, às vezes.
17:47E aí ele faz um lastro.
17:49Então, a maior parte da população dos homens brasileiros não são violentos.
17:53Eles precisam entrar.
17:54Eles precisam dialogar.
17:55Eu acho que é uma questão geracional que a gente pode, em 8, 10 anos, ter uma outra
17:59realidade se isso acontecer.
18:00Só antes da gente passar, teria alguma proposta mais específica com relação a isso?
18:04Sim.
18:05Para o Estado de São Paulo mesmo, até porque a lei, trazer os recursos necessários,
18:09embora São Paulo não precise, São Paulo é o Estado que mais arrecada no Brasil
18:12e que menos gasta proporcionalmente com segurança pública, do seu PIB, mas trazer recursos
18:17necessários para manter as delegacias das mulheres 24 horas por dia abertas, 7 dias por
18:22semana, que é o horário que mais acontece a violência, a mulher morre, as delegacias
18:26estão fechadas, com atendimento feminino.
18:29Nós temos muitas profissionais da polícia, do sexo feminino, que tem que estar nas delegacias
18:34para não vitimizar essa mulher duas vezes.
18:36Aí ela tem como interromper o ciclo.
18:40É muito difícil o homem começar com o tiro, com a morte.
18:44Ele começa com palavras, com violência psicológica, um tapa na cara, às vezes até com uma
18:49violência sexual, etc.
18:51Quebra um membro, vai para o hospital e só depois mata.
18:55Se ela consegue chegar antes e fazer com que esse homem saia já com a tornozeleira eletrônica,
19:02preventivamente, com um bipzinho de não chegar até 100 metros dela, vai trabalhar, vai ter
19:07a vida dele, quer ir para o estádio de futebol, ele que vá, mas não chegue perto dela, nós
19:11temos condições de abaixar drasticamente esses índices de feminicídio.
19:15Candidata, ainda falando um pouco sobre segurança pública, um dos temas que está sendo muito
19:20falado é a redução da maioridade penal.
19:23Você acha que isso é um tema que deve ser pautado no Senado?
19:26E qual é a sua opinião sobre isso?
19:29Todos os temas são livres, desde que não sejam antidemocráticos.
19:32A Constituição estabelece claramente aquilo que não pode ser discutido.
19:35Por exemplo, atos atentatórios, a democracia, a insurreição no sentido de guerra e tal.
19:41Fora pouquíssimas coisas, todos os temas, mesmo que eu não concorde, são livres.
19:47Mas, particularmente, eu acho que o tema pode sim, é um tema que precisa ser trabalhado.
19:52A redução da maioridade penal para alguns tipos de crimes gravíssimos de 16 anos, eu
19:57sou favorável, sou contra a redução de 12, de 14 anos.
20:00Mas, por exemplo, o caso de estupro, estupro coletivo.
20:02Um jovem de 16 anos sabe o que é, ele sabe o que é certo, o que é errado.
20:08Latrocínio, matar para roubar.
20:10Então, há certos crimes graves, sim.
20:12Os crimes mais brancos, não, porque ali no presídio é a oficina do diabo, né?
20:17Ali é a oficina de bandido.
20:19Você já tem uma medida sócio-educativa aos 16 anos.
20:23Eu vou, ele furtou para comer, ele furtou, que aí até é estado de defesa,
20:27é estado de necessidade.
20:28Ele furtou um tênis, não sei o quê, se eu colocar junto de bandido, ele vai sair pior.
20:32Então, eu coloco no sistema educacional para se ressocializar.
20:37Mas a redução da maioridade penal, ela não pode vir acompanhada sozinha.
20:40De novo, me interessa o caminho mais fácil.
20:43O caminho mais fácil, normalmente, é o caminho errado.
20:45Me interessa o caminho certo, ainda que mais difícil.
20:49Eu tenho que colocar isso dentro de um pracote do sistema judiciário, do sistema penal brasileiro.
20:53Isso envolve de que forma eu vou melhorar o projeto antifacção, que lamentavelmente foi desfigurado
20:59depois que saiu do Senado na Câmara.
21:01O relator que é candidato, inclusive, ele desfigurou.
21:04À medida em que ele tirou exatamente as atribuições de um tribunal de júri, etc.,
21:10de cortar, de sufocar o crime organizado no dinheiro, de punir quem verdadeiramente coloca a arma na mão do bandido.
21:20E quando ele fez isso, ele tira o poder da gente desmantelar as organizações criminosas,
21:27que lamentavelmente já estão na política brasileira.
21:30Já estão colocando vereadores, deputados, deputados federais, e corre o risco de levar senadores para lá.
21:36Então, nós temos que colocar tudo num pacote.
21:39Mas acho que chegou um momento, sim, de discutir, sem nenhum tipo de preconceito,
21:46essa redução da maioridade com muita responsabilidade.
21:50Bom, candidata, você citou a questão do estupro.
21:52E uma das pautas de campanha dessa eleição é a questão da castração química.
21:56Queria entender a sua posição sobre isso e se você acha que tem alguma outra medida
22:00que seria mais prioritária com relação aos estupros.
22:03Acho que você levantou, acabou me dando um exemplo do que significa a gente discutir assuntos sérios
22:11como segurança pública de uma forma sistêmica e harmônica.
22:14Não é só a redução da maioridade, ela tem que vir com outras questões.
22:17Já existe no mundo essa coisa da castração química para aqueles que querem.
22:21A gente sabe que aqueles que têm consciência que podem ter uma patologia e uma doença
22:25e querem se livrar dessa doença.
22:31Eu estou falando como alguém aqui que não conhece o assunto porque eu não sou médica,
22:35não sou psiquiatra, não tenho estudo na área da medicina.
22:38E estou pronta para aprender em relação a isso.
22:39Mas não vejo uma coisa ruim se for uma coisa em que o homem queira passar.
22:46Eu até já me posicionei sobre isso lá atrás, num projeto que teve.
22:49Porque é uma coisa que é tão grave, nós estamos falando de uma das maiores violações à mulher.
22:59Só tem uma coisa mais grave do que isso, em relação à mulher, não em relação à mãe.
23:03Em relação à mãe é outra coisa, né?
23:04Que é o próprio feminicídio.
23:06Não tem nada mais grave que isso em relação à mulher.
23:08O estupro, ele viola a nossa alma, ele tira a nossa identidade.
23:12Ele nos expõe a um medo terrível de a mulher viver eternamente com medo.
23:17E passa anos numa terapia para poder tirar esse trauma.
23:20O assunto é muito grave.
23:21Uma castração química com anuência supervisionada, etc.
23:26Eu acho até que é uma forma de uma ressocialização do cara poder ir trabalhar.
23:30Se isso funciona.
23:31Mas, de novo, eu estou aberta a discutir esse assunto.
23:34Esse assunto não é um tabu para mim.
23:36Para mim, o lugar de estuprador é mesmo preso, condenado.
23:42Enfim, para que não faça.
23:43Porque a maior causa dos estupros no Brasil, normalmente, não são em relação às mulheres.
23:48A gente comete um grande erro.
23:49Os números mostram que a quantidade de estupros, até pela, como é que a gente fala, quantidade de vezes, né?
23:57Com a mulher, normalmente, ela pode acontecer uma vez só na rua e tal.
24:01Dentro de casa, ela acontece mais repetitivamente.
24:05E ela acontece com crianças e adolescentes de 0 a 16 anos.
24:10Então, olha a gravidade do assunto.
24:12Bom, candidata, um outro assunto envolvendo o público feminino é a questão do aborto.
24:19Hoje se fala muito sobre esse assunto, posicionamento de ser a favor ou contra.
24:23Eu queria entender se você é a favor ou contra o aborto.
24:26Se você acha que deveria ser uma pauta prioritária no Senado.
24:31E se hoje você, sendo eleita senadora, você votaria pela manutenção da legislação atual
24:37ou defenderia alguma mudança?
24:38Pela manutenção e não acho que essa pauta vai vir para o Congresso tão cedo no Brasil.
24:43Por que não?
24:45Primeiro que nós temos um país absolutamente religioso.
24:51E nós não temos como separar a nossa essência daquilo que nós somos.
24:55O Estado é laico.
24:56Nós não podemos colocar a religião dentro.
24:58Mas a gente não consegue separar o ser Simone do ser católico ou ser evangélico que eu possa vir ser.
25:06No caso, eu sou católica.
25:08Hoje nós temos uma maioria de direita e uma maioria conservadora, tanto no Senado quanto na Câmara.
25:15Os presidentes, sejam mais à esquerda ou de direita, também entendem que esse é um papel do Congresso Nacional.
25:21E é mesmo.
25:22Não é de um presidente da República.
25:24Não precisa se preocupar em quem vocês vão votar para presidente da República pensando nessa pauta.
25:27Porque o presidente da República não pauta esse assunto.
25:30É um assunto de alteração da Constituição Federal, portanto, do Congresso Nacional.
25:33Eu tive oito anos lá.
25:34Eu posso garantir que esse tema não se discute e não se pauta.
25:38Ao mesmo tempo, como também nós não podemos, ter retrocessos civilizatórios.
25:42Criança não nasceu para ser mãe.
25:44Por isso que eu falei, a lei como está.
25:46A lei como está é o seguinte, uma mulher estuprada tem o direito ao aborto.
25:49Uma criança estuprada tem o direito ao aborto.
25:52Ninguém pode negar ou atrasar esse direito dela.
25:55Então, nesse momento, do jeito como está, só de evitar retrocesso também está bom demais.
26:02Perfeito.
26:03Passando para o próximo ponto, sobre a questão ambiental.
26:06Qual você elenca serem as prioridades da questão ambiental, pensando no Estado de São Paulo?
26:11E como você atuaria com relação a isso no Senado?
26:15Sempre do equilíbrio.
26:17Não é à toa que a gente tem que mirar o desenvolvimento sustentável, o ato sustentável.
26:21E eu falo a alguém que é do agronegócio.
26:23Então, eu não sou empregada, eu sou empregadora.
26:25Eu não sou do lado ambientalista, eu sou do lado de quem produz.
26:30E eu posso atestar para vocês que se o produtor quiser continuar colocando comida na mesa do povo brasileiro,
26:37eu estou falando da agricultura familiar ao grande agro,
26:39continuar exportando, continuar tendo dinheiro,
26:45ele precisa cuidar dos mananciais, dos assoreamentos, das florestas, dos biomas,
26:52senão ele não tem chuva, ele não tem chuva na hora que precisa,
26:55ele tem excessos de seca e, consequentemente, de queimadas e destrói a sua produção.
27:00E aí eu preciso diferenciar, eu acho que está cada vez ficando mais claro
27:04que não é uma dicotomia entre ambientalistas e produtores.
27:08Há, sim, e essa é uma guerra que nós travamos, o agro e o meio ambiente,
27:14com aqueles que são grilheiros, mineradores de terras, de invasão de áreas consideradas
27:18da união dos biomas brasileiros, especialmente da Amazônia Legal.
27:23Aquilo não é agricultura, aquilo não é agronegócio, aquilo é grilheiro,
27:26tem que se dar o nome correto.
27:28Eles desmatam, põem boi, cercam e depois vão para o Congresso Nacional
27:33tentando diminuir o arco da floresta.
27:36Então, a floresta amazônica é desse tamanho, ele vai mostrar por via satélite,
27:39não, isso diminuiu, é aqui.
27:41Então, vamos legalizar essa faixa?
27:43Não, aquilo ali não representa o agronegócio.
27:46Então, a questão da pauta ambiental, ela tem que estar em todas as agendas de desenvolvimento.
27:52Isso não é por amor, é pela dor.
27:53O agro não exporta mais, o agro quer, porque ele não consegue colocar mais carne
27:59no mercado como um europeu.
28:00A Europa não compra, os Estados Unidos não compram,
28:03a China está com uma pauta muito séria na pauta da sustentabilidade.
28:07Então, a gente não consegue colocar os produtos lá.
28:09Então, de novo, se não é por uma questão de sobrevivência,
28:11de entendimento que as mudanças climáticas estão aí,
28:14que seja pelo bolso.
28:15Todo mundo está unido.
28:16No fundo, não interessa o tamanho do gato, né?
28:21E desde que ele casse o rato, é a mesma coisa.
28:24Não interessa se é por amor ou por dinheiro.
28:29Todos estão entendendo que a pauta da sustentabilidade veio para ficar.
28:34Mas teria algum projeto em específico, assim, que você priorizaria
28:37com relação à questão ambiental no Estado de São Paulo, né?
28:40Tem.
28:41Bom, são dois basicamente.
28:44O Estado de São Paulo tem problema sério com o aquífero Guarani
28:47e com o lençol freático, consequente com os nossos mananciais e os reservatórios.
28:52A depender da falta de chuva que vem da floresta amazônica,
28:58das chuvas voadoras, a gente vai cada vez tendo mais os efeitos climáticos
29:02no Estado de São Paulo.
29:04Então, sobre esse aspecto, ser mais rigoroso em relação à proteção
29:08desses biomas, do resto da Mata Atlântica que a gente tem,
29:11do aquífero Guarani na regulamentação,
29:13da mesma forma em relação aos reservatórios,
29:16isso é o passo número um.
29:18Mas, ao mesmo tempo, é possível você flexibilizar a legislação ambiental
29:24para áreas já pisoteadas, que não são biomas, etc.,
29:27para acelerar a produção em áreas que não são áreas de impacto ambiental.
29:32Porque aí você compensa uma coisa com a outra.
29:34Então, esse equilíbrio precisa e pode ser feito.
29:37Candidata, durante a nossa conversa, você chegou a falar
29:39sobre a inteligência artificial.
29:41E eu queria entender, você é a favor da regulamentação
29:45da inteligência artificial e por quê?
29:47Eu sou a favor de um marco legal da inteligência artificial.
29:51Porque, sem isso, as indústrias não podem nem começar a produzir
29:55os seus robôs, a sua inteligência artificial.
29:57Nós vamos produzir que tipo de robô?
29:59Para quê?
30:00Para substituir o homem?
30:02O que nós vamos fazer?
30:03Que tipo de...
30:06Como nós vamos compensar esse trabalhador que vai perder emprego?
30:09Então, eu acho que esse marco legal inclui qualificação dos nossos trabalhadores
30:13para um novo mercado de trabalho que está aí,
30:15que envolve inteligência artificial, robótica, passando para tecnologia e inovação.
30:20Passa por rigor ético.
30:23Nós não podemos aceitar qualquer...
30:25Porque parece que nós estamos falando coisa futurística, mas daqui a cinco anos eu não estou lembrando
30:29disso, né?
30:30Robôs que vêm e lutam, por exemplo, de jiu-jitsu a luta livre.
30:35E eu coloco um robô nesse à rua e Deus o livre chuta e, sei lá, na cabeça de alguém
30:41e leva à morte uma criança ou uma mulher ou um idoso, seja lá o que for.
30:45Então, é preciso regular o mercado para garantir segurança.
30:50Não é impedir a livre iniciativa, nada disso.
30:53Eu quero essa tecnologia.
30:54Eu não acho que a tecnologia seja uma coisa ruim.
30:58Ela é boa desde que a gente garanta limites e coloque a serviço do homem.
31:03Então, você acha que deve ser uma das pautas prioritárias do...
31:07Ah, vai acontecer.
31:08Vai acontecer.
31:09Não tem como não acontecer.
31:11O mercado vai cobrar porque ele vai querer começar a importar peça, fazer...
31:14E ele fala assim, eu posso ou não posso?
31:15Sem legislação ele não sabe.
31:17Ele precisa de segurança jurídica.
31:18Então, todo mundo vai pedir.
31:19De um lado ou de outro.
31:20Aquele que quer proteção, aquele que quer...
31:22O trabalhador quer saber aí a minha vida, né?
31:25Onde que eu entro dentro desse processo.
31:27Eu acho que não tem como fugir dessa pauta.
31:32E, candidata, sobre a questão da economia, né?
31:35O Brasil enfrenta uma dívida pública de mais de 80% do PIB.
31:38No Senado, como você pretende contribuir para esse equilíbrio fiscal?
31:42E como sua atuação pode dar retorno ao Estado de São Paulo?
31:46Dois caminhos, duas linhas paralelas.
31:49Eu consigo fazer superávit e resolver o problema da dívida pública
31:53sem tirar nenhuma proteção de políticas públicas no Brasil.
31:58Do lado da despesa e um pouco da receita.
32:02Cortar desperdícios, privilégios, combater a corrupção.
32:05Quando eu falo isso, eu estou falando de super salários de ministros, de juízes.
32:09Eu estou falando da corrupção endêmica, de emendas parlamentares secretas.
32:13Estou falando de 67 bi de emendas parlamentares.
32:15Tira metade disso para colocar no orçamento brasileiro.
32:20Só eu tenho 30.
32:20Eu preciso de 200, 200 e poucos bi ao longo dos próximos três anos.
32:25Combater a sonegação, que está na casa de 500 bi a ano.
32:28Pega só 20% da sonegação, são 100 bi.
32:31Então, eu tenho mecanismos do lado de cá, da receita e da despesa.
32:35Despesa, contenção de gastos, de super salários,
32:38de termos o segundo parlamento mais caro do mundo.
32:42Só pede para os Estados Unidos, que é o Congresso Nacional.
32:44E pelo lado da receita, combater a sonegação, como eu falei.
32:49Rever todos os gastos tributários.
32:51Nós estamos falando de mais de 640 bi ano de renúncia fiscal.
32:55Se eu tirar só 20% desse, garantindo aqueles que não podem se mexer,
32:59estou falando de 120 bi.
33:01Isso aí eu chego a quase 300 bi, que é o que a gente precisaria para fazer superávit.
33:05Se a gente fizer superávit, a dívida, portanto, pública cai, os juros caem.
33:10Isso significa que o dólar desvaloriza, a moeda nossa valoriza.
33:15Eu tenho menos inflação, comida mais barata na mesa do povo brasileiro.
33:19Candidata, então, se eleita, quais hoje você destacaria como as suas maiores prioridades no Senado?
33:26Falar em TEPET é falar em qual bandeira?
33:29Falar em TEPET é falar na bandeira da família brasileira.
33:35É falar na bandeira de alguém que já passou por uma experiência tamanha,
33:39já foi tanta coisa na vida, que está pronta para defender o trabalhador
33:43e o setor produtivo, porque não são excludentes.
33:46O jovem, o trabalhador, a mulher ou o aposentado.
33:49Nós não podemos ter uma bandeira única.
33:51Temos que ter experiência e coragem para fazer a diferença no processo.
33:54No caso, como senadora por São Paulo, são três prioridades,
33:58que são as prioridades da população.
34:00Eu não estou aqui para falar o que eu quero,
34:02mas aquilo que eu preciso fazer em nome daquele que me eleger,
34:05se eleita for.
34:07Combate ao crime organizado e, especialmente, a violência contra a mulher,
34:11mas ao crime organizado como um todo.
34:14Uma saúde pública regionalizada,
34:16para que ninguém tenha que atravessar 200 quilômetros para tratar a alta complexidade.
34:19Então, os hospitais estão ali.
34:21Só falta transformar, abrir credenciamento para eles prestarem todos os serviços mais próximos.
34:27Saúde pública é a segunda demanda.
34:29E o combate intransigente à corrupção,
34:31que mata o futuro do Brasil e tira o dinheiro das contas,
34:35das obras que precisariam ser feitas,
34:36ou mesmo para garantir que a gente tenha uma dívida pública menor,
34:40portanto, menos juros e menos inflação.
34:43Candidata, para a gente encerrar,
34:44você ainda tem desejo de ser presidente no Senado?
34:48Eu quero servir ao Brasil.
34:50Só tem uma forma de servir ao Brasil,
34:53que é ajudando a locomotiva que movimenta a economia do Brasil,
34:57que é o Estado de São Paulo.
34:58Se São Paulo vai bem, o Brasil vai bem.
35:00Se São Paulo vai mal,
35:02é sinal que o Brasil foi pior muito antes disso.
35:05Então, servir a São Paulo significa estar na planície ali,
35:10trabalhando esses temas.
35:12Eu já fui líder, eu já fui presidente de comissões,
35:15eu sei os caminhos, eu sei com quem tratar, com quem falar,
35:18como posicionar,
35:19e aprendi a ter coragem de me posicionar em relação a respeito.
35:23Então, assim, o que eu quero é ser senadora por São Paulo.
35:26O resto, qualquer coisa que possa vir no futuro,
35:29próximo ou distante,
35:31está muito além de qualquer imaginação.
35:35Nós, primeiro, precisamos salvar a democracia,
35:37garantir políticas públicas,
35:39garantir que todos tenham igualdade de oportunidade.
35:42Esse é o meu sonho.
35:43Que todas as filhas e filhos de qualquer Maria,
35:46de qualquer José,
35:47tenham as oportunidades que as minhas filhas tiveram.
35:50Isso passa por uma educação pública de qualidade,
35:53o acesso à saúde pública no tempo certo,
35:55na hora certa,
35:57e uma vida segura.
35:59Nenhuma mulher pode viver com medo.
36:02Isso me incomoda muito.
36:03Se eu pudesse dizer que é algo que dói em mim,
36:07eu nunca recebi violência na minha vida,
36:09nunca tive violência doméstica na minha vida,
36:12mas é inconcebível uma mulher sair de casa,
36:15com medo dentro de casa,
36:18ir para o transporte público,
36:19com medo do transporte público,
36:21andar nas ruas da sua cidade,
36:23com medo das ruas,
36:24e voltar para casa com a mesma sensação de medo.
36:27Esse medo, 24 horas por dia,
36:29que acomete a maioria das mulheres brasileiras,
36:31hoje não só dos grandes centros,
36:34esse medo precisa cessar
36:36com uma intervenção direta do Estado brasileiro
36:40contra a violência à mulher.
36:42Mas só para a gente tomar,
36:44existe esse desejo de ser presidente do Senado?
36:47Será ou seria ou será consequência,
36:50futura, se eu eleito afor,
36:51no momento em que isso puder aparecer.
36:54Quem está no poder não pode ter medo dele,
36:57e não pode não almejar as coisas.
36:59Mas eu falo com muita tranquilidade,
37:01eu não preciso ser presidente do Senado
37:04para fazer o que eu sei que eu preciso fazer
37:06por São Paulo e pelo Brasil.
37:09Candidata, muito obrigada.
37:10A gente agradece muito a sua presença,
37:12estar aqui respondendo a todos os nossos questionamentos.
37:14Muito obrigada.
37:15Obrigada a vocês.
37:16Obrigada.
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