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  • há 3 semanas
A maioria das pessoas infectadas com coronavírus no estado tem algum tipo de problema cardíaco

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Transcrição
00:00Então tá aí uma promessa de aumento de leitos, de ventiladores aqui para o Espírito Santo, equipamento importante, o ventilador
00:08ele é importante no tratamento dessa doença, doutor?
00:10É extremamente importante, esse tratamento, na verdade, para o paciente muito grave, o tratamento de suporte é o único que
00:18a gente realmente conhece que é eficaz.
00:20Tem várias outras terapias sendo testadas, ainda sendo avaliada, mas o que a gente tem de real mesmo, o que
00:27a gente tem de palpável é esse tratamento de suporte, você dá condições para o paciente melhorar o sistema imune,
00:34dá condições dele ventilar, dele manter seu suporte imodinâmico até que ele possa reagir à infecção e melhorar.
00:41O paciente que está internado, seja numa UTI ou num leito, obrigatoriamente ele utiliza esse ventilador em todos os casos,
00:50doutor?
00:50Não, felizmente é uma minoria. De todos os pacientes, estatisticamente, 5% que vai precisar de UTI e desse, mais
01:00ou menos metade realmente precisa de suporte ventilatório.
01:04Dessas doenças que a gente tem infecto parasitário são as doenças que eu mais vejo necessitando de UTI, você viu
01:12que quase uma boa parte dos recursos de UTI do Estado hoje são destinados ao Covid, nunca se viu isso
01:18antes e a doença também que mais necessita de ventilação.
01:21Pois é, hoje, gente, a gente tem um total de 389 pessoas internadas e aí 252 estão em UTIs e
01:31137 em enfermarias.
01:33O tratamento aí nessa situação é diferente, é a gravidade, né? Quem está na UTI, a gente acredita que esteja
01:39muito mais grave do que quem está numa enfermaria, né, doutor?
01:41Perfeito, quem está em UTI precisa de monitorização, precisa de uma equipe muito mais atenta, muito mais recursos humanos, muito
01:50mais recursos material também e, eventualmente, precisaria também da ventilação mecânica, às vezes até suporte imodinâmico para superar essa doença.
01:59Ó, a gente tem as participações aqui na nossa transmissão.
02:01Então, deixa eu ler aqui a pergunta, aqui, ó, Terezinha Roseto, achei.
02:06Quando as pessoas são liberadas, elas são medicadas e levam medicamentos quando elas têm alta hospitalar?
02:14Não, normalmente os medicamentos para Covid-19, para a pessoa fazer uso em casa, são apenas sintomáticos, são medicamentos para
02:24febre, como dipirona, paracetamol, tá?
02:26E orientações, mas medicamentos específicos, antibióticos, antietrovirais, não, isso não há necessidade quando ela for para casa.
02:35A gente segue aqui com mais participações.
02:38A Marina falando, Marina Penicha, parece que esse vírus só é visto quando as pessoas estão graves.
02:43É porque em muitas situações, né, doutor, às vezes nem se manifesta tão severamente, né?
02:49Exatamente, em muitas situações, às vezes é até assintomático.
02:52Tem estudo, por exemplo, na Coreia do Sul, que eles, é um dos países que melhor fez o inventário populacional
03:00e dois terços da população que eles fizeram PCR foi positiva, era totalmente assintomático.
03:07Por isso que preocupa muita gente, a gente sabe que tem muita gente circulando por aí que não tem sintoma
03:11nenhum, não sabe que está com o vírus e está transmitindo para todo mundo.
03:14A Dilma Siller, Ju, boa tarde.
03:17Segundo médicos, quando começa a piorar, o paciente pode dar aí a cloroquina e um anticoagulante, porque, na verdade, é
03:25o sangue coagulado nos pulmões.
03:27Não resolveria o problema? Não morreria menos gente? Ela pergunta.
03:30Na verdade, não se sabe. Tem uma parte da população que pega o Covid-19 e que realmente tem um
03:40distúrbio de coagulação, começa a trombosar para tudo coagulado, principalmente nos pulmões.
03:46E essas pessoas já estão advocando justamente o uso de anticoagulante, mas não tem nenhum estudo mostrando que isso realmente
03:54é eficaz ou não.
03:55A gente está fazendo isso empiricamente, tentando salvar pessoas, porque a anticoagulação também traz sérios danos.
04:03É um tratamento bem perigoso até, tem que ser monitorizado, por isso que a gente só lança a mão em
04:11casos específicos.
04:12Esse decreto aí para todo mundo, mas aqui no Espírito Santo a gente já tem essa orientação para que assim
04:17que as pessoas forem às ruas, estarem com a máscara, né?
04:20E aí é importante a gente destacar como usar essa máscara, né?
04:24Perfeito. A educação da população é tão, se não, mais importante do que o próprio uso.
04:29Se usar de forma errada, acaba se contaminando mais do que se não usar, muitas vezes.
04:35A Elaine Brenda aqui falando, eu estou sem sentir sabor e cheiro das coisas, mas não estou com febre.
04:42Essa falta de paladar, ela é uma característica do coronavírus, né?
04:48É, principalmente a falta de olfato das pessoas.
04:52A gente tem visto muito, embora não seja tão relatado, seja tão frequente,
04:56a grande maioria dos casos que eu vejo aqui no Espírito Santo, inclusive de colegas da área de saúde,
05:02todos eles têm relatado perda de olfato e muitas perda concomitante do paladar.
05:08Pelo menos é um sintoma que vem incomodando muito, mesmo pessoas extremamente pouco sintomáticas, óleos sintomáticos.
05:14E são sintomas que mesmo depois da pessoa curada, ela continua sentindo por alguns meses.
05:20A Eli Anderson aqui participando.
05:22Gostaria de saber como é o atendimento de uma pessoa que chega a um posto de saúde com suspeita.
05:27Porque minha amiga foi e disse os sintomas para a médica, sem fazer o teste, a médica colocou em isolamento
05:33domiciliar.
05:33E quando o prazo do isolamento acabar?
05:35Como ela vai saber se teve ou não, se nem chegaram a fazer o teste?
05:39Isso está acontecendo.
05:40Tem muitas pessoas que vão, estão com sintomas leves e acabam voltando para casa sem fazer a testagem.
05:47Teoricamente não é o ideal.
05:48O ideal mesmo, para a gente combater uma doença, a gente saber quem são os doentes e quem não são.
05:53Até para a gente não baixar a guarda e isolar de forma mais eficiente.
05:57Muitas vezes, se você chegar no primeiro dia do sintoma, a coleta dos exames vai vir negativo.
06:03Mesmo a pessoa estando infectada.
06:05Só depois de 72 horas que a coleta do PCR, que é do swab, de naso faríngeo, vai ter uma
06:11sensibilidade adequada.
06:12Então, se ela não coletou naquele momento, o ideal seria ela coletar depois para saber.
06:18Se a pessoa não fez o diagnóstico na hora e passaram os seus dias, pode fazer também o teste imunológico,
06:26que também saberia se a pessoa teve a infecção antes ou não.
06:29Agora, esse prazo aí de 14 dias é que é o período da doença mesmo, por isso esse isolamento.
06:34Então, se ela teve, ficando 14 dias em casa, provavelmente já se curou, né doutor?
06:40É, não é só isso não. Além de 14 dias, ela tem que estar pelo menos 3 dias assintomáticos, sem
06:45febre, sem tosse, sem falta de ar.
06:47Quer dizer, se ela teve no 13º dia, ela ainda apresenta febre, no 14º dia ela não pode sair do
06:53isolamento.
06:53Tem que continuar.
06:54Ela tem que ficar até o 16º.
06:55Estou recebendo aqui hoje no estúdio o médico intensivista, doutor Rodolfo Farinazo.
07:00Doutor Rodolfo, a gente, o senhor falou aqui pra gente no início, que as pessoas ficam até, em média, 20
07:05dias internadas numa UTI.
07:07E aí, quando saem, já perdem um pouco da força dos movimentos, principalmente se tiver uma idade mais avançada?
07:14Perde um pouco, não. Perde bastante até.
07:16A nossa perda de massa magra é muito grande já a partir dos 35 anos.
07:22Não precisa nem ser idoso.
07:23Se a gente não se movimenta, não faz atividade física regular, a gente perde muita massa magra a partir dos
07:2935 anos.
07:30E, obviamente, quanto mais idoso, mais massa magra perde.
07:33Imagina internado numa UTI, junto com polineuropatia do doente grave, tudo atrapalhando, vai perdendo essa massa magra.
07:42Quando for pra casa, tem dificuldade de coisas simples, até de segurar o copo, de se alimentar sozinho.
07:46Perde a sua autonomia.
07:48E isso cai muito à qualidade de vida da pessoa.
07:52Por isso que é importante ela se exercitar depois.
07:54Um bom trabalho fisioterápico é a continuidade do tratamento.
07:58O tratamento não acaba na UTI e nem acaba na enfermaria.
08:01Ele tem que continuar em casa.
08:02Pois é, curado do coronavírus, mas aí com as sequelas, né?
08:07De uma internação.
08:08De uma internação prolongada.
08:10Com toda a agressão, um hospital e uma terapia intensiva, nem se fala, é extremamente agressiva pra pessoa.
08:16Porque o tratamento tem que ser agressivo, porque a doença é muito grave.
08:20Então, é mais ou menos proporcional a isso.
08:22E a pessoa acaba ficando com algumas sequelas.
08:24Mas, felizmente, se ela fizer tudo certo depois, ela consegue.
08:28Com um pouco de paciência, um pouco de trabalho, ela se recupera dessas sequelas e passa a ter uma vida
08:33normal.
08:33A gente até já entrevistou aqui, entrevistei aqui ao vivo, não fala Espírito Santo, pela internet, um empresário que até
08:40com menos de 60 anos, ele tem na faixa dos 40 e poucos anos, se não me engano, tinham 46
08:45anos.
08:46E ele falou exatamente sobre isso, sobre a recuperação.
08:49Ele já estava em casa, se tratando, mas ainda se sentindo muito fraco, com dificuldade de fazer movimentos naturais.
08:55Do nosso dia a dia, como pegar um copo, levantar da cama.
08:59Perfeito.
09:00Aí, principalmente pra ele, mas pra idosos também, dificuldade de levantar da cama, aumenta risco de queda, aumenta risco de
09:07fratura e aumenta também risco de morte.
09:09Por isso que não pode abaixar a guarda depois que tem alta.
09:12É continuar se cuidando, continuar se tratando até recuperar 100%.
09:15E a medicação, se for prescrita, muito importante que seja tomada de forma correta, né, doutor?
09:21Exatamente, de forma correta e da forma como foi prescrita, até pra evitar polimedicação e evitar erros e efeitos colaterais.

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