00:00Caroline de Oliveira Leal, 18 anos. A menina que sorria com os olhos.
00:06Para a família, uma jovem de bom coração.
00:09Carol, como era conhecida, foi assassinada de forma absurda.
00:13De acordo com a família, ela foi espancada e teve a cabeça esmagada por um vaso sanitário.
00:19Eu vi ela numa casa abandonada, totalmente desanguentada, com o rosto totalmente desfigurado.
00:25Ela teve um vaso sanitário sobre a cabeça dela.
00:27Nós não conseguimos olhar ela pela última vez.
00:32Ela foi enterrada com o caixão lacrado, entendeu?
00:35Ela tinha 18 anos apenas, 18 anos, não viveu nada.
00:40O crime aconteceu no último sábado, bem aqui no bairro Castelo Branco, em Cariacica.
00:46E nós voltamos ao bairro para recontar essa história.
00:50Para entender melhor quem é essa jovem que foi assassinada de maneira tão cruel.
00:55Qual o perfil da Carol?
00:57E é claro, nós vamos conversar com os familiares e saber como está a família depois dessa tragédia.
01:04Para um fato acontecer do jeito que aconteceu, para a nossa família até agora, principalmente para mim, eu estou incrédula.
01:11Essa parente conta que nesta semana esteve no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, a DHPP, em Vitória.
01:17Ela prestou esclarecimento sobre o caso.
01:20O celular da vítima está com a polícia.
01:23O celular está na DHPP.
01:25Eu já autorizei a quebra de sigilo.
01:27O telefone tem senha, eu não sei.
01:30E isso está querendo ou não...
01:32O empecilho está atrapalhando, porque através do telefone a gente vai ter novas informações, até mesmo provas concretas.
01:38Vamos tentar entender um pouquinho quem era a Carol?
01:41A família contou para a gente que ela tinha 18 anos e era uma menina cheia de vida.
01:46Vivia rodeada de amigos.
01:48O problema é que, segundo a família, nem todas essas amizades prestavam.
01:53E que em algum determinado momento da adolescência, ela foi apresentada ao mundo das drogas.
01:59Ela era uma pessoa de bom coração.
02:01Infelizmente, ela conheceu a droga.
02:03Eu falo infelizmente, porque quem entra nesse caminho é um caminho maldito.
02:07Apesar de pouca idade, Carol era mãe desse bebezinho de sete meses.
02:11A família disse que, por causa do vício, ela saía muitas vezes, dizendo que estava na casa de um amigo.
02:17Sumia e voltava dois, três dias depois.
02:20O filho ficava com a avó materna.
02:23No dia do crime, no sábado, a família contou para a gente que Carol estava em casa, no quarto dela,
02:30já pronta para dormir.
02:31Foi quando, então, a mãe que estava na sala, ouviu a filha recebendo um telefonema.
02:37Ela conversou com alguém nesse telefone, ninguém sabe quem é.
02:40E depois dessa ligação, a menina resolveu sair de casa, dizendo para a mãe que ia visitar uma amiga.
02:48Horas depois, a família recebeu a notícia de que Carol estava morta.
02:52Apesar de Carol conhecer muita gente ligada ao movimento do tráfico de drogas do bairro Castelo Branco,
02:57a família acredita que ela foi morta por estar em um relacionamento com um homem comprometido.
03:03A família tem, sim, um suspeito.
03:05Segundo os parentes, um homem começou a espancar a Carol em uma rua.
03:10As agressões foram para outra rua aqui do bairro Castelo Branco, em Cariacica, e terminaram em uma casa abandonada.
03:18Os parentes afirmam que Carol era amante desse homem.
03:22E que em determinado momento da relação, ela ameaçou contar para a namorada desse jovem, desse rapaz,
03:28toda a relação escondida que eles tinham.
03:31Isso teria sido o motivo para o assassinato cruel de Carol.
03:35A conversa que chegou ontem, por isso que eu tive até a DHPP, foi que ela estava tendo um relacionamento
03:42com ele.
03:43Ele já tinha uma namorada e ela ameaçou ele de contar para a namorada.
03:49Segundo a família, até o momento não há nenhum suspeito preso.
03:53Eu estou presa.
03:54A família está presa e ele está solto.
03:57Porque a família está presa num luto e numa injustiça que pode acontecer.
04:01Porque, como foi falado, a justiça pode agir daqui meses.
04:05A família fez um pedido.
04:07Eles não querem que a imagem de Carol seja apenas de uma usuária de drogas, que foi espancada.
04:12Eles afirmam que ela tem família e que eles querem justiça, esperando que esse assassino seja preso.
04:20Independente se ela usava ou não, isso não quer dizer nada da pessoa dela.
04:24Entendeu?
04:25Porque é por isso que eu estou aqui.
04:27Porque eu não quero que ela seja mais uma...
04:29Ah, joga lá como uma usuária que fez alguma coisa e foi assassinada.
04:34Não.
04:34Isso eu não quero.
04:35Eu não quero esse título para mim, irmão.