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  • há 17 minutos
Em acordo firmado entre Ministério Público e o Governo do Estado, governo se comprometeu a implementar medidas de segurança em ônibus do sistema Transcol e nos terminais para contar o avanço do Novo Coronavírus

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Transcrição
00:00Recebo aqui no estúdio o secretário de Estado de Mobilidade e Infraestrutura, Fábio Damasceno.
00:06Boa tarde, secretário. Bem-vindo ao Fala Espírito Santo.
00:09Bem, a gente teve aí um comum acordo, né, feito entre o governo do Estado e o Ministério Público
00:15para termos mais medidas, medidas de segurança no combate a essa doença.
00:19Na verdade, Juliana, a gente vem adotando uma série de medidas desde o início da pandemia.
00:23Então, é como eu falo, nós estamos aprendendo, convivendo com essa pandemia.
00:27Todas as ações foram dimensionadas desde o início, desde o dia 19 de março.
00:33A gente vem trabalhando duro na secretaria, com a CETURB, com as empresas, com o próprio GVBus,
00:38para nós minimizarmos o risco no transporte.
00:41Uma das tarefas inicial era não paralisar o transporte público,
00:45já que mesmo com todo o isolamento que ainda nos dias de hoje nós precisamos ter,
00:50a gente não podia, as questões básicas não podem parar.
00:54Então, era fundamental manter o transporte público.
00:56E isso só mostra que deu certo várias ações.
00:59Foram mais de 40 ações implantadas no Transcall desde o dia 19 de março.
01:03Por que mostrou isso que deu certo?
01:05Porque as cidades passaram de nível de risco alto para risco moderado.
01:10Se o transporte realmente fosse um dos causadores e não tivesse adotado nenhumas medidas,
01:15com certeza essas cidades não estariam no nível moderado.
01:18Então, as ações como máscara nos motoristas, todas as pessoas, evitar as lotações, minimizar o risco de lotação,
01:26espaçamento nos terminais, higienização, enfim, todos os procedimentos deram certo,
01:32já que a gente passa a evitar a contaminação.
01:33Agora, secretária, a gente sabe que essas medidas foram até anunciadas pelo governo,
01:38só que tem alguns pontos que a gente vê muita reclamação dos usuários do sistema,
01:43ou seja, dos passageiros.
01:44A gente até separou, para a gente pontuar, acho importante a gente falar aqui hoje,
01:48o primeiro exemplo que eu vou dar aqui, que é a quarta ação desse protocolo,
01:52que é a disponibilização de sabonete líquido nos banheiros dos terminais e também nas salas dos rodoviários.
01:58A gente mostrou aqui, inclusive, que em vários banheiros tem até torneiras quebradas
02:03e falta de álcool em gel e falta do sabonete, secretário.
02:06Isso também foi uma reclamação que se repetiu por muito tempo,
02:10a gente acompanhou várias vezes, circulamos, rodamos, terminais,
02:13os nossos repórteres encontraram essa situação e recebemos muita reclamação também dos passageiros.
02:18Primeira questão, a questão do álcool em gel, ela foi disponibilizada aos funcionários do sistema,
02:24motoristas, à época cobradores, e eles têm obrigatório que as empresas forneçam equipamento.
02:28Não para os usuários do sistema.
02:30Em relação aos banheiros, a Setubre faz a manutenção gradativa,
02:34já adquiriu mais de 100 saboneteiras e todas as saboneteiras foram roubadas.
02:40Infelizmente, isso está acontecendo dentro dos terminais.
02:43Nós não podemos botar câmeras dentro do banheiro, é uma questão, claro, de privacidade,
02:48mas isso acontece.
02:49Como?
02:49Roubam as torneiras, roubam vasos sanitários, já tivemos o caso de roubar,
02:53inclusive, as portas dos sanitários.
02:55Então, a gente pede realmente que as pessoas evitem o vandalismo nos terminais do Transcall
03:00e que possam, para que todos possam utilizar o equipamento.
03:03Isso não é desculpa, a Setubre tem que fazer o trabalho dela,
03:07é um trabalho que ela vem fazendo periodicamente,
03:09mas muitas vezes vai o repórter, vai uma reportagem,
03:12e não olha este outro lado do Transcall.
03:16É o lado da madrugada, é o lado da noite,
03:18é aquele onde você amanhece com vandalismo,
03:21amanhece e a gente está sempre correndo, efetivamente, correndo atrás do rabo,
03:25porque tem que estar repondo, repondo, repondo.
03:28A decisão agora é, a gente dá o foco agora no álcool gel,
03:32tem agora os equipamentos que podem ficar no terminal,
03:35como ele está mais exposto e o terminal é aberto e está com monitoramento de câmeras,
03:40a gente provavelmente vai conseguir evitar o vandalismo,
03:44propiciando que aí todos tenham acesso, inclusive, a este tipo de higienização,
03:49que no banheiro muitas pessoas não querem ir ao banheiro para fazer isso, até...
03:53Então, uma novidade é essa do álcool...
03:54É uma novidade que está no protocolo,
03:57a novidade, a secretaria está providenciando junto com a Setubre,
04:00a aquisição de álcool gel daqueles recipientes, né,
04:03que ficam, que você aperta, você utiliza o pé, aperta e ele sai,
04:07que está no shopping center.
04:08Para quando, secretário?
04:09Agora a gente tem que fazer uma contratação,
04:10é uma emergencial, ela é rápida,
04:13mas a gente espera que para o início de agosto a gente já possa ter esse equipamento,
04:16lá não é, tem que fazer uma cotação, tem todo...
04:18Independente de ser emergencial ou não, existem procedimentos,
04:22são de secretaria de controle, a gente precisa obedecer os procedimentos,
04:26a gente tem um grau de exigência sobre esse contratação,
04:29e tem que ser, não é à toa que o Estado é o primeiro em transparência
04:34em relação às ações relacionadas ao Covid,
04:36então nós iniciamos esse processo.
04:37Então, vamos ter ainda todo o esforço da Setubre,
04:41está no protocolo de determinação para a Setubre manter esta manutenção,
04:44mas a gente está enxugando gelo.
04:46Vamos adotar o álcool gel para que a gente possa ter,
04:49e ali a gente possibilita mais pessoas utilizarem o álcool gel,
04:52já que nem todas querem ir ao banheiro,
04:54os banheiros muitas vezes são longe de alguns pontos,
04:57o álcool gel você pode botar, por exemplo, 10 por terminal,
05:00ele fica mais acessível às pessoas.
05:03Bem, tem mais uma ação ali, que é a sexta,
05:05que determina que os coletivos só saiam dos terminais com passageiros sentados,
05:09mas nós mostramos, inclusive, ontem,
05:12que muitos coletivos saem lotados já dos terminais
05:15e com muita gente em pé, secretário.
05:17É uma determinação da Setubre da Secretaria
05:20que as empresas têm que adotar todas as providências
05:22para que as pessoas só vão sair sentadas dos terminais.
05:26Infelizmente, a gente, ao longo do percurso, não consegue...
05:29Nós temos, é importante, nós temos 20 mil viagens por dia.
05:33Hoje, nós estamos transportando 300 mil pessoas.
05:37infelizmente, muitas vezes, a tendência é ir lá no terminal
05:40das mil linhas que saíram, pegar uma linha que teve o problema.
05:43Não olha todo o cuidado que está tendo em várias linhas.
05:46Mas não deve ocorrer.
05:47Exatamente isso, né?
05:49Se a gente está mostrando um exemplo,
05:51é uma situação, uma que acontece,
05:53quantas pessoas não são infectadas ali
05:55e essas pessoas não saem infectando outras, né?
05:57Não dá para dizer que...
05:58Porque todo o processo, inclusive, com a máscara, auxilia a isso.
06:00Então, assim, a gente também não pode entrar
06:03numa ação ostensiva direta com o usuário
06:05que a gente pode ter outros problemas de segurança
06:08que não é este o objetivo, criar mais transtorno.
06:11Então, o que a gente precisa?
06:12Já foi intimada as empresas.
06:15As empresas vão ter que manter fiscais nas portas dos ônibus,
06:19principalmente no horário de pico.
06:20Então, pico, manhã.
06:21Onde a gente tem as linhas mais cheias?
06:22São as linhas troncais.
06:24Então, nas linhas troncais, nós vamos ter esses fiscais.
06:27Só pode abrir a porta do meio.
06:29Não pode mais abrir as duas portas.
06:31Para quê?
06:31Para ter o controle efetivo de quantos entram.
06:33Lotou as cadeiras, fecha a porta, aciona o motorista e o ônibus vai embora.
06:37Ninguém mais entra e vai formar a fila.
06:39Por que formar a fila?
06:40No terminal, a gente pode ter uma fila
06:42com espaçamento de um metro e meio,
06:44com espaçamento entre as pessoas.
06:46É um local aberto.
06:48Então, como a gente fala, fila de shopping, de loja,
06:50tendo o espaçamento e obedecendo os protocolos de saúde,
06:53não tem com máscara, não tem problema nenhum.
06:56Então, a gente precisa obedecer os protocolos.
06:58Então, é melhor ele ficar num ponto de ônibus,
07:00ficar no terminal, do que dentro do ônibus.
07:03Então, fechou a porta.
07:04O ônibus não pode sair.
07:06Isso é ordem da CETURB, da Secretaria,
07:09para as empresas que operam os ônibus.
07:12O ônibus não sai se alguém estiver de pé,
07:15ou se alguém estiver com máscara.
07:16A ordem é não sair o ônibus.
07:19Então, vamos criar um transtorno para a população?
07:21Vamos.
07:21As pessoas vão ter que respeitar isso.
07:23E a pessoa vai ter que descer do ônibus.
07:25Claro que existe um grau de tolerância,
07:27a gente está falando da ostensividade.
07:29Por exemplo, a gente tem um exemplo que teve uma reportagem ontem,
07:32numa cidade, não se me engano, foi São Paulo, no Nordeste.
07:35O motorista foi falar com uma passageira sobre o uso de máscara,
07:39deu um tapa na cara do motorista.
07:41A gente tem que evitar esse tipo de ação.
07:43Pois é, dentro dos terminais, é possível fazer essa fiscalização maior,
07:48esse controle maior de quem está entrando.
07:51Lembrando que a gente não tem visto isso na prática acontecer.
07:54O senhor falou que foi uma situação pontual.
07:55A gente recebe muita reclamação dos telespectadores,
07:59dos usuários do sistema, que isso acontece com frequência.
08:02Agora, como controlar essa situação quando o ônibus está na rua?
08:06Porque imagina, a pessoa está lá um tempão no ponto de ônibus esperando.
08:10O motorista está sozinho dentro do coletivo porque a gente está no momento de não ter cobrador.
08:15Então, ele tem que atuar no controle também,
08:17de ver se está todo mundo sentado dentro do transporte.
08:20Como é que ele vai fazer para impedir que aquela pessoa suba?
08:24Porque tem aquela filha, imagina,
08:25estou imaginando que tem muitas pessoas para entrar dentro desse coletivo.
08:29Como é que ele vai conseguir fazer esse controle?
08:31Qual a recomendação?
08:32Como que vai haver essa...
08:34Qual a orientação para esse motorista?
08:36Neste caso, orientação e recomendação não é para o motorista.
08:38O motorista não vai tomar nenhuma decisão, como o cobrador não iria.
08:42Ele não pode entrar nesse nível de ostensividade.
08:44Pois é, porque é difícil, né?
08:45Ele entra num embate com o passageiro.
08:47Olha, eu quero entrar.
08:48Não, mas você não pode entrar porque o ônibus já está cheio.
08:50Nós não vamos dar esse tipo de orientação ao motorista.
08:54Não é o papel dele.
08:55Pois é.
08:56É dele conduzir o veículo com segurança, levar as pessoas bem.
08:58O que a gente quer, neste caso, é apelar para o bom senso das pessoas
09:02e a educação dentro do processo, dentro da sociedade.
09:05A minha liberdade acaba quando começa a sua.
09:08Qual é essa?
09:08Eu preciso usar máscara para não te contaminar, você precisa usar máscara para não me contaminar.
09:12Nós não contaminamos as pessoas no entorno e nós precisamos nos respeitar em sociedade,
09:19mantendo a distância segura.
09:20Isso hoje são critérios de convivência social importantes, como vários outros.
09:28Por exemplo, que a gente tem várias regras na cidade.
09:30Não fazer barulho a partir das 10 horas da noite.
09:33Enfim, tem várias regras de educação social que precisamos...
09:36Na pandemia trouxe mais uma regra.
09:39Você ter o discernimento de não entrar no ônibus e esperar o próximo ônibus.
09:44Então, esta é a regra.
09:45A orientação é esta.
09:47Nós não podemos ter esse tipo de ostensividade fora dos terminais.
09:51A gente consegue botar 20 pessoas, 30 pessoas, tem os fiscais, tem uma série de pessoas que ajudam.
09:56Tem câmeras, enfim, tem uma série de equipamentos.
09:59Na rua, nós estamos falando de 300 linhas, mais de 1.200 veículos na rua, com 20 mil viagens por
10:08dia.
10:09Então, nós estamos falando, nós atingimos, Juliana, importante, 99% do território da região metropolitana.
10:14Entramos em locais que muitas pessoas não entram.
10:17Então, nós estamos falando até uma questão de segurança pública.
10:20Então, é importante preservar esta questão.
10:23Então, a orientação é...
10:25Não existe regra para shopping, não existe regra para loja.
10:28As pessoas no banco não respeitam, não respeitam essa orientação.
10:31Então, é respeitar essa orientação de saúde pública.
10:34Não estou nem falando de transporte.
10:36Pois é, porque a minha dúvida é exatamente com a integridade desse motorista,
10:40porque ele acaba tendo que fazer esse controle.
10:43Olha, já não posso mais abrir a porta ou não dá para todo mundo ficar aqui.
10:47Agora, se a pessoa também...
10:49A gente teve uma redução da quantidade de ônibus durante essa pandemia,
10:54nos horários de pico, funciona 100%, depois tem uma redução.
10:58Eu já vi, ontem mesmo, essa semana, a gente falava aqui,
11:01e várias pessoas reclamando que estão ficando muito tempo à espera de um coletivo.
11:06E aí, quando chega, ele acaba ficando lotado, porque são muitos os passageiros
11:11que já estão há um tempo aí esperando.
11:13Juliana, na verdade, nós implantamos um sistema de tecnologia de previsão de horários.
11:17Então, hoje você consegue ir ao ponto conforme a previsão do seu ônibus.
11:21Então, você consegue estar no ponto e ver o horário que está passando o próximo ônibus.
11:25Segundo, a velocidade dos ônibus está duas vezes maior.
11:28Ela dobrou.
11:29Então, tinha velocidades, por exemplo, de 10 km por hora em Vitória,
11:32e hoje está de 25.
11:34Por quê?
11:34Porque não tem trânsito.
11:35Então, a gente consegue atender,
11:38mesmo com uma frota que foi reduzida no início, com 150 mil passageiros,
11:42está subindo e hoje eu posso estar aqui em primeira mão anunciando.
11:46Já foi definido.
11:47Devido à volta do comércio, a gente ontem fez uma adequação de 30 linhas
11:51para aumentar o número de viagens.
11:53Definimos, estamos encaminhando, o ofício ainda...
11:55Acabei, acabamos de ter uma reunião agora.
11:57Estamos passando para 1.200 ônibus.
11:59Então, 100 ônibus, a partir do dia 3 de agosto, voltam a operar no sistema.
12:03O que tem que entender, nós tivemos uma queda de 75% no início da pandemia.
12:07Hoje, estamos com 50%.
12:09E no pico, operando, atendendo a 100% do número de viagens de um horário normal.
12:14As linhas mais carregadas.
12:17Então, por exemplo, tem linhas que falam que as pessoas entram ônibus lotado.
12:20A gente pode, inclusive, a 507, 591.
12:23Quando você vê o ônibus da frente lotado, o de trás vem a cada 5 minutos.
12:26Porque ele sai a cada 5 minutos do terminal, a cada 3 minutos, acaba ficando vazio.
12:32Isso é normal, porque as pessoas não querem esperar para o próximo ano.
12:34Então, utilize a tecnologia, aguarde.
12:37E isso é uma questão, como eu falei, é uma questão de consciência social neste momento de pandemia.
12:43Então, não estou falando de linha alimentadora, que é uma linha que você tem menos ônibus.
12:47Uma linha que vai muito para dentro da região.
12:50Estou falando das principais linhas.
12:51Estou falando da 591, estou falando da 507, a 518, a 526.
12:56Pois é, então, a partir de agosto, o senhor falou aqui, falando em primeira mão aqui para a gente.
13:00A partir do dia 3 de agosto, isso é a primeira mão.
13:03A partir do dia 3 de agosto, 1.200 carros passam a operar no sistema Transcall.
13:08Nós temos em torno de 1.420 carros operando em dias normais, se não tivesse a pandemia.
13:13Isso em porcentagem, para a gente conseguir entender?
13:16O que muda, secretário?
13:18A gente tem, vamos ter mais ou menos 92% da frota operando, que pode ser operada.
13:23O que acontece? Nós temos em torno de 1.426 carros, 1.430 carros totais do Transcall.
13:30Menos os 126 com ar-condicionado, porque esses não podem operar, porque tem...
13:35Porque são aqueles os seletivos e os outros seletivos não voltam.
13:38São 126 com ar-condicionado do Transcall.
13:40Sim, do Transcall.
13:41Tem mais os seletivos que são mais 60.
13:43Estou falando só Transcall.
13:44Tá.
13:45Estão falando de 126 ônibus.
13:47Descendo, não dá para rodar, eles não abrem a janela.
13:51Independente, eu não estou discutindo a qualidade do ar,
13:53que é importante, o ar-condicionado tem segurança.
13:56Não vou discutir isso agora, é um outro momento, conforme aumento de demanda.
14:00Talvez num futuro próximo, precisa, talvez precise, né?
14:03Por causa do aumento de demanda.
14:05Hoje nós estamos com 50% de demanda.
14:07Estamos operando um pico de 90% a 100% das viagens.
14:11Como se fosse um dia normal com 600 mil passageiros.
14:13Então, nós estamos com 1.430, estamos com 1.300 a nossa frota máxima que eu consigo operar.
14:21Porque eu tirei o uso do ar-condicionado.
14:221.300, eu tenho um afastamento de motoristas que tem acima de 60 anos, com morbidades, tem Covid.
14:30Então, a gente tem que falar que é uma categoria que também ficou doente.
14:33Então, a gente não pode esquecer isso.
14:34Falamos aqui sobre, falamos aqui que a quantidade de pessoas que saíram aí no crédito sorológico.
14:40Então, ou seja, no ônibus está circulando.
14:41Existe um número, um dado preciso da quantidade de motoristas que se infectaram?
14:46No início, a gente vai, estamos apurando tudo isso, mas no início a gente teve de 900, 800.
14:51Foi uma maior, pessoas que não eram infectadas.
14:54Eram com comorbidades, por segurança acima de 60 anos e alguns com Covid.
14:59Não tem muito, é baixo o índice de contaminação por Covid.
15:03Não tem um número ainda dos infectados, o senhor pode passar.
15:06Não, a gente está apurando por empresa, mas é baixo.
15:07Pelo que a gente identificou, mas agora estamos levantando todas as empresas, é bem baixo.
15:10Por que também?
15:10Porque desde o começo adotamos as medidas.
15:12Todos estão com máscara, com álcool gel, tem aquela proteção lateral.
15:16Quando a tirada do cobrador, que tem a relação e do dinheiro, não tem essa relação com o passageiro, o
15:21motorista está bem afastado.
15:23Então, isso ajudou muito a evitar a contaminação do motorista e das suas famílias, de tudo isso.
15:28Então, gente, de 1.300, que é a possibilidade que eu teria hoje, tem esses afastamentos.
15:34A gente fez as contas, fez uma análise, as pessoas estão voltando, alguns que foram afastados estão voltando de 15
15:41dias de afastamento.
15:42A gente consegue operar no máximo com 1.200 veículos, que é a mão de obra, que também motorista a
15:48gente não acha em qualquer modalidade muito específica, especializada.
15:53Eles têm um tratamento, um cuidado muito grande e a gente tem, as empresas têm esse cuidado na contração desses
15:58motoristas.
15:59Então, nós tomamos a decisão, vamos operar com 1.200 veículos.
16:02Para 1.300, nós estamos operando que é acima de 92, 93 da frota disponível agora nessa operação.
16:08Da frota disponível. Agora, isso representa quantos por cento da frota que a gente tinha antes da pandemia?
16:14A gente tinha mais ou menos 1.400, 1.420 veículos circulando no horário de pico.
16:20Se a gente, com o ar-condicionado, com tudo, a gente vai operar com 1.200, estamos falando de 220,
16:27estamos falando de 15% a menos, mais ou menos.
16:30No horário de pico?
16:32É, a menos. Não, no geral, a gente está operando no horário de pico com 15% a menos de
16:38frota, mas atendendo de 90 a 100% das viagens.
16:43Das viagens que eram feitas.
16:43Então, não significa que se eu tenho ônibus, eu estou atendendo menos.
16:45Agora, e naqueles outros horários?
16:47Só rapidinho, Ju, só para... Por quê? Porque a velocidade dobrou.
16:50Então, aquele ônibus que antigamente, no trânsito, fazia uma viagem, ele faz duas, três, porque está muito mais rápido.
16:57Então, isso, para a terceira ponte, você passa com cinco minutos.
17:00Pessoas em pé dentro do ônibus, que é uma realidade que a gente tem visto.
17:04E tem muitas aqui na nossa transmissão, no Facebook, tem muita gente falando exatamente sobre essa lotação no transporte público,
17:11que os ônibus estão andando muito cheios.
17:14Vou ler alguns comentários aqui para o senhor, tem muita participação mesmo chegando aqui.
17:18Marcele Gaud, ônibus lotado.
17:21A Gleide Souza, sobre os ônibus que passam em frente ao Hospital Jaime Santos Neves,
17:25um espaço superlotado, principalmente aos domingos.
17:28Também destacando aqui o ônibus no dia de domingo, no fim de semana, que normalmente já tem uma frota reduzida,
17:34né, secretário?
17:35Leonardo Augusto, os ônibus andam lotados, diminuíram a frota, como o governo não quer a aglomeração,
17:41mas por que diminui os ônibus?
17:42Pede para o governador e o secretário andarem de ônibus para poder verem a situação.
17:48Ele ainda complementa aqui.
17:50Vamos lá, então, explicar melhor a atual situação da frota, o que vai mudar.
17:54O senhor já anunciando aqui no Fala Espírito Santo, que vai ter um reforço nas linhas,
17:58justamente por conta dessa mudança de risco aqui na região metropolitana.
18:03Primeira coisa, é importante falar que a secretaria e a CETUB a gente vem acompanhando dia a dia.
18:07Além do monitoramento remoto que a gente tem, do sistema Transqual, eu pessoalmente estive em vários terminais,
18:14Campo Grande, Jardim América, enfim, Vila Velha, acompanhando dia a dia a questão e evolução dessa questão da pandemia,
18:22do número de passageiros e a gente vem adotando medidas, adotando medidas, buscando a conscientização das pessoas.
18:29É importante falar, não adianta a gente passar de 1.100 para 1.200 carros e uma linha a gente
18:34botar de dois em dois minutos,
18:36se as pessoas não esperarem o próximo ônibus e lotarem o da frente.
18:40Então, aí as pessoas estão entrando e falando que está cheio.
18:43A pessoa não deveria ter entrado naquele ônibus, tem que esperar o próximo.
18:46Uma coisa é, a CETUB fazer o planejamento, a gente já pediu esse monitoramento para quê?
18:50Para saber, o primeiro ônibus estava cheio, o segundo está cheio, o terceiro está cheio,
18:55e isso a gente tem um problema na linha.
18:57Então, a gente está avaliando, a CETUB está olhando isso.
18:59Por isso que a CETUB fez, ontem, começou a implantação de reforço de mais 31 linhas
19:04que foram detectados, alguns problemas de excesso de demanda nos horários...
19:09O que acontece também?
19:11Quando aconteceu, no início da pandemia, despenca o número de passageiros, cai 75%, 80%
19:17e as pessoas ficam em casa.
19:19E começaram a voltar gradativamente, e começaram a voltar as atividades.
19:23E você, a gente, era um perfil de passageiro que era normal.
19:27A gente sabia, por exemplo, X mil passageiros andavam na 507, X mil na 590 e assim por diante,
19:33das 300 linhas.
19:35Quando começam a voltar atividades esporádicas, volta uma, volta outra, faz uma, entra outra,
19:41o que acontece?
19:42A gente perde o controle de saber, esta semana, de onde vêm esses passageiros?
19:47De qual linha ele está voltando?
19:50Então, a gente tem que começar a adequar durante a semana para saber, pela demanda,
19:56de onde eles vieram.
19:57Ah, veio mais gente do bairro tal.
19:59Deu um problema, por exemplo.
20:00Deu um problema que 40 dias o sistema de vitória ficou parado.
20:0330 dias, 20 dias, 40 dias.
20:05O que aconteceu?
20:06Deu uma superlotação na Cera Finderense.
20:08E nós recebemos o crime, mas por quê?
20:09O sistema parou e o Transcol precisou se adequar para poder atender, por exemplo,
20:15a linha 518, que nós botamos ônibus articulados no lugar.
20:19Voltamos à operação dos articulados.
20:21Então, esta adequação, ela é semanal com a CETURB.
20:25Então, toda segunda-feira, a CETURB, olha da demanda da semana passada,
20:30como até a repórter falou, nós não estamos mais com 250 mil,
20:33nós já estamos aproximando a 300 mil passageiros,
20:37identificamos correção em 31 linhas,
20:39essas linhas estão sendo implantadas, essas correções,
20:42do dia 20, que começou no dia 20, vai até o dia 24, até sexta-feira,
20:47e, a partir do dia 3, começam mais 100 ônibus.
20:51Então, a CETURB, a partir de hoje, já começa a planejar essa retomada
20:55e aonde esses 100 ônibus vão entrar.
20:57Não é aleatório, não adianta a gente botar numa linha que você ainda não tenha demanda.
21:01A gente vai botar nas linhas que a CETURB identifica,
21:04faz o seu planejamento, tem maior demanda,
21:06e ela tem pesquisadora, ela tem as ferramentas necessárias para isso.
21:10Então, é um trabalho, realmente, na pandemia, ele é semanal.
21:15Deu um problema aqui, vai lá e corre.
21:17Porque a gente não sabe de onde as pessoas estão vindo,
21:18a gente não sabe quem está retomando a atividade.
21:21Então, essa semana voltou comércio no geral,
21:23e a semana que vem volta um outro tipo de comércio.
21:26Aí resolve a parte administrativa voltar.
21:28Muitas empresas começam a retomar as suas atividades.
21:31Então, a gente está acertando a oferta,
21:33mas, esclareço, além desse trabalho que nós devemos fazer,
21:37é uma responsabilidade nossa,
21:39temos também que dividir a responsabilidade com as pessoas.
21:41Se a gente mantém o distanciamento no comércio, no banco,
21:46nas nossas atividades corriqueiras,
21:47não vamos a restaurantes, não estamos a bares,
21:50não estamos indo à praia, ao caçadão,
21:52nós precisamos manter ao máximo esse distanciamento.
21:56Por exemplo, tem pessoas também,
21:58muitas vezes que a gente vê,
21:59a gente está fora do horário de pico,
22:00a gente vê um ônibus lá.
22:01Eu identifiquei cadeiras vazias,
22:03porque tem pessoas que andam em pé,
22:05não querem se estar próximo das outras,
22:07que a gente também tem que respeitar.
22:08Então, existia banco vazio,
22:10estavam respeitando espaçamentos
22:12e as pessoas estavam andando de pé.
22:14É diferente de um ônibus,
22:15as pessoas, uma do lado da outra.
22:17Então, nesse caso,
22:18também tem que fazer uma avaliação
22:20para entender como é o procedimento.
22:22De andar em pé por causa de uma opção própria
22:26ou de superlotar os ônibus,
22:29de andar mais carregado.
22:30Mas o que a gente tem visto aqui,
22:31é claro que existem pessoas que têm uma poltrona ali,
22:34mas preferem em pé,
22:35até pela própria segurança,
22:36se ela se sente melhor, não quer sentar.
22:39Mas é nítido aqui a quantidade de pessoas
22:43que está o ônibus,
22:45vários ônibus estão superlotados.
22:47A gente espera, então,
22:48o senhor acredita que com esse aumento,
22:49com esse reforço aí da frota agora,
22:52isso pode ser resolvido?
22:53João, antes, bem claro.
22:54A gente está falando de uma frota de 1.200 veículos
22:56atendendo 100% da viagem
22:58para 50% dos passageiros.
23:00Ou seja, a gente tem uma oferta
23:01de o dobro do que da necessidade.
23:04Como se fosse um correto,
23:06você faz a dimensão de oferta e demanda.
23:08O que é isso?
23:09Quantidade de passageiros
23:10pela quantidade de ônibus.
23:11Você faz essa coerção.
23:12Nós não fizemos isso em momento nenhum.
23:14Deixamos sempre acima de 80%
23:16da oferta de ônibus,
23:18de viagens,
23:19mesmo com 80% de redução de passageiros.
23:21Nós estamos ofertando
23:22no pico de 90% a 100% de viagens,
23:25ou seja, a mesma coisa
23:26como se fosse um dia comum,
23:27para 50% dos passageiros.
23:29Há de convir que tem lugar
23:32em linhas que estão andando cheias
23:34e tem ônibus que estão andando vazios.
23:37O que a gente...
23:37Desde que vamos...
23:38Mas aí não existe algum erro.
23:39Aí o senhor deve entender
23:41mais de mais que eu.
23:42Mas o que eu penso é o seguinte,
23:44se tem um ônibus vazio,
23:45se tem um ônibus cheio,
23:46peraí, tinha que ter um reforço
23:47nesse ônibus que está andando cheio,
23:49porque existe uma demanda maior
23:50de passageiros.
23:51Mas ele está andando cheio por quê?
23:53Porque ele parou nesse ponto
23:55e todos que estavam nele
23:57entraram naquele minuto,
23:59naquele ônibus
23:59e não esperaram o próximo
24:01que passou vazio?
24:02É isso que a CETUB tem que entender.
24:03O problema é que o que eu vejo
24:05as pessoas falando
24:05é que o próximo pode demorar
24:0740 minutos.
24:08Não, aí não, porque na verdade,
24:09por exemplo,
24:09a gente tem um aplicativo
24:10que você sabe do horário.
24:11As linhas troncais
24:12que a gente está falando
24:12onde tem maior nível de aclamação,
24:14a gente está falando
24:15de 3 minutos, 5 minutos, 7 minutos.
24:16São poucos minutos.
24:18Eu estou falando de uma linha alimentadora,
24:20que é uma linha que vai
24:21para regiões mais remotas
24:22da região metropolitana,
24:24que transporta pouca gente,
24:26tem algumas linhas
24:27com este tipo de perfil.
24:28Ainda mais que a gente está falando
24:29linhas que demoravam 40 minutos,
24:31hoje demoram 20,
24:33porque a gente dobrou a velocidade.
24:34Então, a gente tem que entender
24:35como é o procedimento.
24:36Não adianta, por exemplo,
24:38eu tenho aqui,
24:38eu vou dar o exemplo
24:39que são as linhas mais caras,
24:40as pessoas sabem
24:41do que eu estou falando.
24:42517 eu tenho, às vezes,
24:433 em 3 minutos,
24:444 em 4 minutos no terminal.
24:47Eu posso botar
24:48mais de 2 em 2 minutos.
24:49Ok, a CETUB vai definir
24:50de 2 em 2 minutos.
24:52Se todos os 50 pessoas
24:54que estão no ponto X
24:56resolverem embarcar
24:57naquele ônibus e lotar,
24:58o de trás não interessa
25:00se eu botei 10, 20 ou 30 ônibus.
25:02O da frente vai estar cheio,
25:04todos os outros vão estar
25:06com uma quantidade menor
25:07de pessoas
25:08e nós vamos ser responsabilizados
25:10por este ônibus cheio.
25:12Então, vamos dividir
25:13as responsabilidades.
25:14Nós vamos botar,
25:15estamos aumentando a frota,
25:16devemos fazer isso,
25:17devemos orientar,
25:18devemos cobrar,
25:20fiscalizar,
25:20aonde é o máximo possível,
25:22devemos usar
25:23todas as ferramentas
25:25possíveis e imaginárias,
25:26um com o Secretário de Saúde,
25:27um com o Ministério
25:28para coibir isso.
25:30Precisamos fazer.
25:31E essa é uma tarefa nossa,
25:32mas precisamos muito
25:35da colaboração das pessoas,
25:37muito, muito mesmo.
25:38Se não, nada disso,
25:39tudo isso pode ser em vão.
25:41Então, estamos conseguindo,
25:42estamos,
25:42as pessoas estão colaborando,
25:43estão.
25:44A gente vê pessoas sentadas,
25:45a gente vê pessoas que colaboram,
25:47pessoas que usam o seu próprio álcool gel,
25:49pessoas que usam máscara.
25:51Nós estamos falando,
25:52muitas vezes,
25:52de uma minoria,
25:53não estamos falando da maioria
25:54do sistema,
25:55nós estamos falando de 300 mil viagens
25:56por dia,
25:5820 mil viagens de ônibus,
26:009 milhões de quilômetros
26:01por mês rodados,
26:0299% do território sendo ocupado,
26:0699% das pessoas ajudam e colaboram.
26:09A gente precisa estar junto,
26:11é um momento de dar as mãos
26:13e ir em frente.
26:14Já precisa ser tubo e estar marcando,
26:15tomando os terminais mais
26:17a marcação do espaçamento.
26:19Obrigado.

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