Pular para o playerIr para o conteúdo principal
  • há 10 minutos
Entrevista com o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes

Categoria

🗞
Notícias
Transcrição
00:11Ainda no mês de fevereiro, no início da pandemia, com a polêmica do Covid no mundo,
00:16nós nos antecipamos e previmos que a pandemia poderia chegar a ter proporções muito grandes
00:22no Espírito Santo e definimos uma estratégia de expansão de leitos e de reorganização da rede
00:26de atenção à saúde. A expansão de leitos foi dividida em cinco fases e que permitiu fazer com que a
00:32gente
00:32conseguisse administrar toda a rede de saúde, ao longo de toda a pandemia, sem que em nenhum momento
00:38nós colapsássemos. Durante a pandemia, houveram vários anúncios de que em tal data, em tal período,
00:43a rede de saúde iria colapsar, iria faltar médicos, iriam faltar medicamentos e nós não colapsamos.
00:48No entanto, isso não é resultado da casa, é resultado da estratégia que nós adotamos de enfrentamento à doença.
00:52E como legado dessa estratégia, nós teremos agora, já estamos vivendo esse processo,
00:57na redução de casos de Covid no Espírito Santo, a possibilidade desses, por exemplo,
01:02mais de 480 leitos criados novos de UTIs nos hospitais estatais do Estado, reverter boa parte deles
01:09para atender os pacientes que são atingidos por outras doenças.
01:12Temos ainda outros leitos que foram expandidos na rede filantrópica e na rede privada,
01:16que representam um percentual muito menor.
01:18Na rede privada, por exemplo, somente 16% dos leitos de UTIs, do total dos leitos Covid, são da rede
01:26privada.
01:26Ou seja, o grande investimento de Renato Casagrande foi nos hospitais públicos do Estado,
01:31de maneira que agora, no pós-pandemia, uma rede que antes tinha 360 leitos de UTIs,
01:37irá contar com mais de 700 leitos para poder atender a população capixaba,
01:41sem considerar ainda os leitos já disponíveis para a saúde pública,
01:45ofertados pelos hospitais filantrópicos.
01:47Então, o fenômeno da redução do tempo de espera por um leito de UTI nas UPAs e IPAs do Estado
01:53do Espírito Santo
01:53já conseguiram ter uma redução muito perceptível.
01:58Em alguns casos, chegavam a 4, 5 dias.
02:00Hoje, o tempo médio de espera está por pouco mais de um dia.
02:04Em algumas doenças, chega a ser em questão de 6 a 8 horas o prazo de remoção desses pacientes.
02:10E contra uma pressão de pacientes que aumentou dentro da rede.
02:14Nós tivemos mais solicitações e reduzimos o tempo de espera.
02:17E isso é resultado da estratégia que nós adotamos de poder tanto ampliar leitos,
02:23como também melhorar o processo de regulação de garantia do acesso a esse serviço de saúde.
02:29A meta da Secretaria de Estado da Saúde é estabelecer o prazo máximo de 24 horas
02:33para a garantia de acesso a qualquer leito de UTI ou de enfermaria solicitado nas UPAs e IPAs
02:40em qualquer ponto de atenção pré-hospitalar no Estado do Espírito Santo.
02:43Então, essa meta já foi estabelecida.
02:45Nós estamos muito próximos de alcançá-las.
02:47E estamos vivendo agora com uma situação nova também.
02:50Porque a pandemia ainda tem um número grande de casos graves internados.
02:55Temos mais de 460 pacientes internados hoje em unidades de terapia intensiva.
03:00e temos um crescimento das outras doenças, das outras causas.
03:04Voltaram os acidentes, voltaram as descompensações metabólicas, os infartos,
03:08que haviam reduzido em grande quantidade durante a pandemia.
03:12Então, neste momento, temos ainda uma pressão grande por parte do Covid.
03:15Temos uma pressão grande por parte de outras doenças.
03:18E estamos conseguindo garantir ainda a manutenção dessa tendência de redução do tempo de espera
03:23nos PAs e UPAs do Estado do Espírito Santo.
03:25Nós, do total de leitos, dos mais de 1.500 leitos ampliados e disponibilizados para o Covid,
03:32já iniciamos um processo de reversão que já garantiu aproximadamente 240 leitos,
03:38que equivalem a dois hospitais de 120 leitos,
03:40para atender pacientes de outras patologias que não sejam o Covid.
03:45A resposta rápida que o governo do Estado do Espírito Santo deu e efetiva,
03:50demonstrando que é possível ter uma boa administração pública,
03:53de maneira que a gente consiga administrar desastres epidemiológicos,
03:56como os que a gente viveu, sem colapsar o sistema,
03:59de fato, reposiciona o debate da saúde pública e da defesa do SUS.
04:03Eu entendo que esse legado de que nós podemos viver um momento em que mais pessoas defendam o SUS,
04:09a saúde pública, gratuita, universal,
04:11e valorizem o papel do SUS na vida dos capixabas,
04:16deve ser muito maior.
04:17Nós conseguimos, de fato, como estratégia de ser legado,
04:20antecipar muitas entregas que estavam esperadas para o final do governo.
04:24Então, essas antecipações vão permitir que a gente, de fato,
04:27consiga ter muito mais autoridade e resolutividade
04:29na garantia do acesso à saúde pela população capixaba.
04:32Então, vamos lá.

Recomendado