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  • há 16 minutos
Projetos sociais que arrecadam alimentos para doação têm passado por dificuldades na Grande Vitória. Se no início da pandemia a solidariedade cresceu, agora, começa a reduzir.

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Transcrição
00:00Na geladeira que não funciona mais, uma porção de vasilhas, vazias.
00:05No armário tem arroz suficiente para dois dias, um restinho de café e açúcar.
00:11Andriele, mãe de cinco filhos, está desempregada. O marido também.
00:16A única renda é o auxílio emergencial de 600 reais.
00:21Para sobreviver, conta com doações.
00:23600 reais, não tem como conviver com 600 reais.
00:27Aqui eu pago aluguel, não é casa própria.
00:31Desde que perdeu o emprego, Andriele passou a receber ajuda do projeto Rua do Céu,
00:36onde a vizinha Fabiola é voluntária.
00:39No início da pandemia, ela viu a solidariedade crescer,
00:43mas passados cinco meses, as colaborações não são mais as mesmas.
00:48Só neste bairro, Jabaité, em Vila Velha, são 400 famílias que dependem do projeto para botar comida na mesa.
00:55O problema é que, com a queda das doações, este mês muitas ficaram sem cestas básicas.
01:01E já estamos no final do mês.
01:04No início da pandemia, a gente conseguiu 2.500 cestas básicas.
01:08Então, foram muitas famílias ajudadas.
01:10Hoje em dia, está muito difícil mesmo de...
01:13Tem muitas famílias ainda que estão em espera do alimento ainda.
01:17Na comunidade do Alagoano, em Vitória,
01:19outro projeto vem passando por dificuldades para manter o trabalho de solidariedade.
01:25Raiane é coordenadora e, junto com um time de voluntários,
01:29arrecada alimentos e botijões de gás para distribuir entre mulheres que tiveram a renda prejudicada pela pandemia.
01:35Nós temos percebido que as doações acabaram.
01:39Então, a gente faz rifa com produtos das próprias pessoas que empreendem dentro da comunidade,
01:47para levantar dinheiro, transformar em doação.
01:51Quem também percebeu uma desaceleração no ritmo de doações foi Marcelo,
01:56que toca outro projeto social no bairro Ibs, Vila Velha.
02:00Ele, que já conseguiu ajudar quase 1.500 famílias com cestas básicas,
02:06kits de higiene, remédios e até cadeiras de roda,
02:09hoje viu as arrecadações despencarem 70%.
02:13Eu recebi uma faixa de 70, 100 cestas básicas, né?
02:19Entre doações em dinheiro, entre alimentos, né?
02:23Hoje eu não estou recebendo nem 20.
02:25A sala onde guarda os alimentos para montar as cestas é do seu Antônio, que não cobra aluguel.
02:32Pelo contrário, ainda ajuda no projeto social.
02:35O que me custa ceder uma sala para fazer um projeto tão bacana como está sendo feito esse projeto aqui
02:41em ajudar pessoas, né?
02:44Só assim, com espírito solidário, para continuar ajudando gente como o seu Robson,
02:4963 anos, que sobrevive vendendo chup-chup.
02:52Antes da quarentena, chegava a vender 50 unidades por dia.
02:57Hoje não passa de 15.
02:59Sábado, semana de frio, 10, 15, 20.
03:03Eu ganho por mês uma dele para minha família.
03:06Foi a solidariedade que aliviou o sofrimento da mãe de Tiago, que não anda mais desde o último AVC.
03:13A cama hospitalar foi doada através do projeto de Marcelo.
03:17Tiago está desempregado e diz que não consegue trabalhar para cuidar da mãe.
03:21Assim, a família não tem renda nenhuma e sobrevive com as cestas básicas que recebe.
03:27A gente ainda continua precisando muito, porque minha mãe gasta bastante flauda.
03:31Eu gasto com ela cerca de 10 flaudas por dia.
03:34Então, dá para vocês verem que é um gasto de flauda muito grande.
03:38E nós podemos amenizar esse sofrimento, dividindo um pouco o que Deus nos deu.
03:44Nesse momento tão difícil para toda a humanidade, não é só um privilégio do Espírito Santo.

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