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Raphael Furtado foi o 11º candidato a prefeito de Vitória a participar da série de entrevistas promovidas pela Rede Vitória
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NotíciasTranscrição
00:00Hoje a gente está recebendo aqui o Rafael Furtado, do PSTU.
00:03Bom, começar perguntando, o senhor já foi candidato ao governo do Estado, ao Senado,
00:08e agora o senhor é candidato a prefeito.
00:09O senhor é um dos fundadores do PSTU aqui no Estado,
00:12mas experiência em gestão pública o senhor efetivamente não teve.
00:17Como é que o senhor acredita que vai poder administrar uma capital como o Vitória?
00:20Bom, boa noite, Bandini, boa noite Luana, boa noite aos ouvintes da Rede Vitória.
00:25Em primeiro lugar, eu fui candidato a vice-governador, não a governador,
00:28só para ajustar.
00:31Com relação a isso, a questão da experiência, o senhor coloca,
00:35nós entendemos, depois a gente vai poder desenvolver melhor,
00:38que a administração da cidade deve ser feita baseada em conselhos, em conselhos populares.
00:44E esses conselhos populares, num modelo completamente diferente do que é a Câmara de Vereadores,
00:49devem discutir sobre todos os assuntos da cidade,
00:52porque quem na verdade constrói a riqueza da cidade, quem faz a cidade acontecer,
00:55é a classe trabalhadora, são as pessoas que fazem a cidade,
00:59e se são eles que fazem a cidade, são eles que podem definir
01:02como vai ser usada a riqueza produzida pela cidade da melhor maneira.
01:06E a prefeitura cabe estimular a realização desses conselhos
01:09e implementar aquilo que for definido por esses conselhos.
01:12Então seria uma gestão compartilhada?
01:15Sim, exatamente.
01:17Luana?
01:18Candidato, boa noite para o senhor.
01:20Boa noite.
01:20Olha, o seu partido é um grande opositor do atual presidente.
01:25Como o senhor pretende administrar a capital sem o apoio de Brasília,
01:28ou como seria esse diálogo com o presidente Bolsonaro?
01:33Na verdade, para se fazer qualquer coisa, aqui no Brasil,
01:36uma das tarefas primeiras é botar para fora esse governo.
01:39Sem botar para fora Bolsonaro e Morão, não dá para fazer nada.
01:41Esse governo é um governo que tem uma política genocida,
01:44é um governo que está querendo destruir o país.
01:45Então, a partir da cidade, nós ganharmos, nós vamos potencializar as luzes
01:50para derrubar esse governo como premissa primeira
01:52para começar a fazer alguma coisa.
01:54Senão o Brasil não aguenta mais dois anos desse desgoverno Bolsonaro.
01:57Candidato, o senhor vai governar aí, caso eleito,
01:59dois anos com o presidente Bolsonaro no poder, não é isso?
02:01Espero que não.
02:02Espero que a gente derrube ele o mais rápido possível.
02:03Já passou da hora de cair.
02:06Bom, na área da saúde, o senhor disse que vai garantir
02:09a distribuição de medicamentos para a população.
02:11Mas isso já acontece, né?
02:12O senhor pretende ampliar o programa de distribuição de medicamentos, é isso?
02:15Não, com certeza.
02:18A questão é, sobre a questão da saúde em geral,
02:21inclusive a gente tem que colocar uma das coisas que a gente estava falando,
02:24esse governo estava querendo privatizar o SUS.
02:27Agora, as unidades de base de saúde já são entregues
02:29à sua construção e à sua gestão para a iniciativa privada.
02:32Ou seja, afastando mais ainda o acesso da população a isso.
02:36Com a emenda constitucional 95, houve um corte brusco no financiamento da saúde e da educação
02:40e cada vez menos você tem dinheiro para investir na saúde, para garantir profissionais de saúde
02:45qualificados, para garantir medicamentos para a população e atendimento adequado.
02:48Então é necessário reverter essas políticas de corte de verbas
02:52e repensar as prioridades para poder garantir o que a população de fato precisa.
02:56que é atendimento de saúde adequado, é fortalecer o programa de saúde da família,
03:01é ter unidades de saúde abertas por mais tempo e é garantia de medicamentos, sim,
03:05para a população.
03:06Porque muitas vezes as pessoas ficam sem conseguir ter acesso a medicamentos
03:09com tratamentos que não podem ser interrompidos.
03:11Quantas e quantas vezes a pessoa vai numa farmácia da família
03:16e o remédio que ela precisa não tem.
03:17Pessoas que fazem tratamento de saúde mental,
03:19tem remédios que não podem ser descontinuados e as pessoas não têm.
03:22Exatamente porque é a corte de verbas, porque esse dinheiro vai garantir,
03:25vai para outros setores, se não para a saúde, para a educação.
03:29Luana?
03:30Candidato, o senhor afirma que o PSTU apresenta um projeto alternativo
03:34da classe trabalhadora para mudar tudo o que está aí.
03:36Disse ainda que quer construir uma alternativa socialista nessas eleições.
03:40Qual o modelo de socialismo o senhor pretende implantar em Vitória?
03:43E o senhor vai se espelhar em algum lugar para isso?
03:46Então, o que a gente entende por socialismo?
03:49É uma palavra muito mal interpretada.
03:52A gente entende socialismo como aquele governo em que quem constrói a riqueza,
03:55que a classe trabalhadora, como eu falei,
03:57possa, de maneira democrática, deliberar como vai ser usado.
04:00O fato é que a gente tem um regime em que a classe trabalhadora constrói a riqueza
04:04e uma meia dúzia de iluminados aí que detém a riqueza produzida,
04:09define com relação a tudo.
04:10Então, as pessoas votam, com certeza a população vota pensando
04:15que quer melhor saúde, que quer melhor educação
04:17e ganha do governo, corte nos seus direitos previdenciários,
04:21corte nos direitos trabalhistas, corte para a saúde e educação,
04:24repressão, uma série de coisas.
04:26Na verdade, a população, a classe trabalhadora, vota,
04:29mas quem resolve, independentemente de quem ganha,
04:32quem resolve é a burguesia que controla, de fato, a riqueza.
04:34Como o senhor pretende implantar isso?
04:36Não existe isso aqui no nosso país.
04:38Não, não existe.
04:39Então, a maioria da população é a classe trabalhadora.
04:45São os 99%, são aqueles que controlem a riqueza.
04:47À medida que eles percebem que são eles os responsáveis por essa riqueza
04:52e chamam a si o controle da riqueza que produzem,
04:55a gente pode construir essa mudança.
04:57E o objetivo da nossa campanha é ajudar a mobilizar a classe,
04:59ajudar a explicar essas coisas para a classe trabalhadora.
05:01O que o senhor pretende fazer para acabar com as filas de pais
05:03para conseguir vaga nas creches da capital?
05:07Pois é, esse é um grande gargalo,
05:09esse é o grande problema da educação em Vitória,
05:12são as creches.
05:13Não só faltam vagas,
05:15quando tem vagas, vagas são por meio período,
05:19não tem vaga à noite,
05:22muitas mães, e aí é mãe mesmo,
05:24porque é do machismo,
05:25acaba ficando que a educação das crianças
05:26acaba sendo uma tarefa das mães,
05:29não tem à noite, não tem fim de semana,
05:31as pessoas têm os horários mais loucos de trabalho
05:33e não tem alternativa.
05:34É necessário investir,
05:36se tem uma coisa em que é necessário investir na área de educação
05:38é na construção de creches
05:39e na contratação de profissionais,
05:43novos profissionais,
05:44para atender em outros turnos,
05:45em mais horários,
05:46para atender no fim de semana,
05:47para atender à noite.
05:48É possível universalizar?
05:49E até quando é possível fazer isso?
05:52Pois é,
05:54a questão, como falei,
05:55tem que ser o quanto antes,
05:57o mais rápido possível,
05:59tem que se inverter prioridades na cidade.
06:01Falei, nós,
06:02se nós ganharmos,
06:03nós vamos instituir conselhos populares,
06:04vamos discutir todo o orçamento,
06:05vamos rever contratos,
06:07vamos ver,
06:07isso aqui não interessa a cidade,
06:09isso aqui não é prioridade,
06:10com certeza a creche é prioridade,
06:12e nós vamos estar discutindo,
06:13vamos estar priorizando,
06:14essa sem dúvida é uma das prioridades,
06:15não tem condição,
06:16isso expõe inclusive crianças
06:18a riscos de acidentes domésticos,
06:20de abuso sexual em casa,
06:22em uma série de situações
06:23que não é possível mais continuar
06:25com esse problema das creches.
06:26Só, ainda sobre a educação,
06:28o candidato senhor diz
06:28que quer implantar essas creches
06:30aí perto das casas
06:31onde as crianças moram,
06:32as famílias estão,
06:33mas dá para atender todo mundo assim?
06:36Tem que dar,
06:37tem que dar,
06:38porque é uma demanda concreta da população,
06:41o que é prioridade?
06:42O que é prioridade?
06:44São as crianças de Vitória,
06:46os filhos e filhas da classe trabalhadora
06:48que precisam disso,
06:49eles precisam disso,
06:50então tem que dar.
06:52O que dá, o que não dá,
06:53é questão de prioridade,
06:54isso é prioridade.
06:56Candidato, o senhor disse
06:57que vai reestruturar totalmente
06:58a Guarda Municipal,
06:59de forma que os guardas
07:00atuem nos bairros
07:01onde residem,
07:02como que o senhor
07:03pretende fazer isso?
07:04Eu também quero complementar o seguinte,
07:05a Guarda Municipal vai trabalhar
07:06como com a Polícia Militar?
07:08Como é que vai ser a política
07:08de enfrentamento à violência?
07:10Pois é,
07:11são funções diferentes,
07:12são funções diferentes,
07:14Guarda é Guarda,
07:15Polícia é Polícia,
07:16a Guarda não tem que ter
07:16a função da Polícia.
07:19A gente acha,
07:20no que tange diretamente
07:21à Prefeitura,
07:23que é a Guarda Municipal,
07:24que essa Guarda tem que atuar
07:25de uma maneira muito mais próxima
07:27da população
07:28e não atuar,
07:29porque o que a tendência,
07:30muitos candidatos defendem,
07:31um fortalecimento,
07:32é usar a Guarda
07:33como instrumento de repressão
07:35à população,
07:36à repressão
07:36à manifestações,
07:37à repressão
07:38à festas
07:39ou aglomerações.
07:40A gente acha
07:41que a Guarda tem
07:42uma função patrimonial
07:43e ela deve ser controlada,
07:45como tudo a gente acha,
07:46tem que ser controlada
07:47pela população.
07:47Então,
07:48o Guarda vai morar
07:48no bairro que ele patrulha,
07:50as coordenações das Guardas
07:51vão ser eleitas
07:52pela população
07:53para que tenha
07:53uma ação muito mais integrada
07:55e uma formação
07:56que não seja a formação
07:56que em geral
07:57a Polícia e as Guardas têm,
07:58que é machista,
07:59que é LGBTfóbica,
08:00que é racista,
08:01uma outra formação,
08:02uma formação humanizada.
08:04O que o senhor pensa
08:04da Guarda Armada,
08:06candidato?
08:06Não é a função dela.
08:08Armada,
08:09a função da Guarda,
08:10é uma Guarda patrimonial.
08:12A função da Polícia,
08:13que sim,
08:14tem que andar armada,
08:15tanto a Polícia Civil
08:16quanto a Militar,
08:17o que a gente acha,
08:18inclusive,
08:18não é uma função
08:19da Prefeitura,
08:20mas é um debate
08:21que não deveria,
08:22inclusive,
08:22haver a Polícia Militar,
08:23deveria haver uma única Polícia Civil,
08:26desmilitarizada,
08:26com direito de organização,
08:27como na maioria dos países.
08:28A Polícia Militar é um resquício
08:29da ditadura.
08:30Mas a Guarda Municipal
08:32não deve andar armada.
08:32O senhor vai desarmar a Guarda,
08:33então, é isso?
08:34Sim.
08:35Uma curiosidade também,
08:36o senhor escolheu
08:37uma estudante para ser sua vice.
08:38Por quê?
08:39Por qual motivo?
08:40Ela é uma ativista muito importante,
08:45uma trabalhadora desempregada,
08:47mulher, lésbica,
08:48ativista do movimento,
08:49um quadro do movimento.
08:51Ela está estudando serviço social,
08:52mas ela é uma trabalhadora
08:54muito preparada,
08:55um quadro do nosso partido
08:56que tem muito a contribuir
08:57e trazer também essa pauta,
08:59tanto das mulheres
08:59quanto das LGBTs.
09:01O senhor acha, candidato,
09:02que o senhor vai conseguir
09:03um bom diálogo
09:04com a Câmara de Vereadores,
09:06o PSTU estando sozinho aí,
09:08sem coligação,
09:09o senhor não tendo
09:10muita experiência
09:10aí à frente de uma gestão.
09:12O que o senhor pensa disso?
09:13Bom,
09:14isso é até meio chavão,
09:15né?
09:15Essa experiência que os outros têm,
09:17eu não quero.
09:19A Câmara de Vereadores
09:21acaba sendo um instrumento
09:22de barganha,
09:23você vota com o prefeito,
09:24você consegue uma rua
09:25para calçar no seu bairro,
09:27um toma lá, dá cá,
09:28que não interessa.
09:29Nós estamos falando,
09:29nós queremos construir
09:30conselhos populares,
09:31que as pessoas são eleitas
09:34no seu bairro,
09:34no seu local de trabalho,
09:35na sua escola,
09:37deliberem a política
09:37e nós vamos para cima da Câmara.
09:39O povo decidiu?
09:40Então o povo vai pressionar a Câmara,
09:42porque ao invés de fazer,
09:43eu elejo aqui,
09:44daqui a quatro,
09:45aí você faz,
09:46você fica quatro anos
09:46com uma carta branca
09:47para fazer o que você bem entender,
09:48a gente quer uma democracia
09:50de fato participativa,
09:51onde a população decida
09:52sobre as questões
09:52e cobre que a Câmara de Vereadores,
09:54que os representantes eleitos lá,
09:56façam o que a população quer.
09:57O senhor tem a ideia
09:58e vai passar essa ideia
09:59para a população.
10:00O senhor acha que a população
10:01vai abraçar essa ideia?
10:02Dos conselhos, com certeza.
10:04Agora, pode ser que eu tenha
10:05uma proposta
10:06e os conselhos populares
10:07não concordem com a proposta
10:08que eu faça.
10:09E aí nós vamos implementar
10:09o que os conselhos resolverem.
10:11Nós queremos que a população
10:12tenha voz,
10:13ela seja soberana.
10:14Nós vamos disputar
10:15essas políticas lá,
10:16mas quem vai decidir
10:17é a população.
10:18Tá certo.
10:18Olha só, o senhor defende
10:19a construção de restaurantes populares
10:21em todos os bairros de Vitória,
10:22assim como lavanderias públicas.
10:24Seria uma iniciativa inédita
10:25aí no Espírito Santo.
10:27Como o senhor pretende
10:28viabilizar essa ideia?
10:30De novo,
10:31é discutir o que é prioridade ou não.
10:34Tem sido prioridade
10:35da isenção de imposto
10:36para um monte de empresas aí
10:38que cometem barbaridades aí.
10:41Tem sido prioridade
10:43pagar uma dívida pública
10:44nunca auditada,
10:45inclusive uma parte
10:46que é do município.
10:48Tem sido,
10:49tem um monte de coisa
10:50que é prioridade.
10:50Agora, o que é prioridade de fato?
10:52Nós temos um problema.
10:53Nós temos hoje que 50%
10:54da população ativa,
10:56economicamente ativa,
10:57desempregado ou subempregada.
11:00Nós temos uma dupla,
11:01tripla jornada das mulheres
11:02que em geral,
11:03além de ter que se virar,
11:04tem que dar conta
11:05de lavar roupa,
11:06arrumar a casa,
11:07cuidar dos filhos,
11:07fazer comida.
11:08Você pegaria esse trabalho social
11:10não remunerado,
11:11que em geral é exercito
11:12pelas mulheres,
11:13mas que é trabalho social,
11:14tem função social,
11:15e você estaria
11:16tornando isso
11:17como um serviço público.
11:19Como um serviço público.
11:20isso produziria
11:22uma revolução
11:23na própria estrutura
11:23dos lares,
11:24seria uma libertação
11:25das mulheres
11:26que são fins de violência.
11:27Aliás,
11:28eu estava vendo aqui,
11:29evidentemente já conheci
11:30o caso
11:30do que aconteceu
11:32com a Mariana Ferrer lá.
11:34As mulheres,
11:34os Estados Unidos,
11:35os lugares onde tem
11:36mais índice feminicídio,
11:38essas políticas,
11:39elas são libertadoras
11:41para as mulheres
11:42da opressão machista
11:43e são fundamentais.
11:44E se é fundamental,
11:45a gente tem que tirar dinheiro
11:46de outro lugar
11:47para garantir isso.
11:48Restaurante popular,
11:49lavanderia pública,
11:50significa combater
11:51com política pública concreta
11:52a dupla jornada
11:53e combater de fato
11:54o machismo,
11:55não com palavras bonitas,
11:56mas com ações concretas.
11:57Candidato,
11:58como é que o senhor avalia
11:59o plano de cargos
12:00e salários
12:00da Prefeitura de Vitória?
12:01O senhor pretende modificar
12:02ou deixar como ele é hoje?
12:04Bom,
12:05primeiro,
12:06a gente participou
12:08de um debate
12:08com os funcionários
12:10da Prefeitura,
12:10entre os candidatos.
12:12Isso tem que ser discutido,
12:13tem que discutir
12:13com os funcionários.
12:14O fato é que,
12:15primeiro,
12:15é necessário valorização
12:16dos funcionários.
12:18é necessário
12:19que haja no mínimo
12:20reposição da inflação,
12:22é necessário discutir
12:22com as categorias
12:23quais são as reivindicações deles,
12:24é necessário concurso público
12:26porque existe uma enorme
12:27terceirização
12:27e precarização
12:29das relações de trabalho.
12:31Na medida que os funcionários
12:31são concursados,
12:32a relação é outra
12:33e, havendo uma outra relação,
12:35esse funcionário valorizado,
12:36ele vai ter um outro
12:37atendimento à população.
12:38E nós vamos discutir
12:39categoria com categoria
12:40e vamos decidir,
12:42junto com a população,
12:43junto com os conselhos populares,
12:44qual a melhor proposta
12:44para isso.
12:45O senhor propõe muitas mudanças,
12:46inclusive essa questão
12:47de passar pelos conselhos populares
12:49e para que a Câmara
12:50referende ou não.
12:52Agora,
12:52o senhor acredita
12:53que existe,
12:54primeiro,
12:55uma condição política
12:56para que isso seja feita,
12:58uma condição junto
12:59à opinião pública
13:00para que isso seja feita
13:01e orçamento.
13:02O senhor falou aqui
13:03em concurso
13:05e não terceirizar.
13:06Tem orçamento para isso?
13:08O senhor colocou isso
13:09na ponta do lado?
13:09Então,
13:10vamos lá.
13:11Tudo isso é uma construção,
13:12ok?
13:12A nossa candidatura,
13:15ela cumpre um papel
13:16e eu já fui,
13:17como você perguntou,
13:18falou no começo,
13:18fui candidato já algumas vezes
13:20para divulgar um programa
13:22para a...
13:23Nós não fazemos,
13:24nós do PSDU,
13:25não fazemos política
13:25de dois em dois anos
13:27nas eleições.
13:27Nós militamos todos os dias,
13:29nós estamos sempre
13:29na porta das fábricas,
13:30na porta dos terminais de ondas,
13:33conversando com a população,
13:34dialogando,
13:35buscando organizar
13:35e construindo
13:36uma proposta diferente.
13:37E nós aproveitamos
13:38o espaço da eleição
13:38também para discutir
13:39como nós entendemos
13:40que deve ser.
13:42Se nós ganharmos,
13:43o que é evidentemente
13:44muito difícil,
13:45mas se nós ganharmos,
13:46nós evidentemente
13:47vamos lutar
13:47para implementar isso aí
13:48e mobilizar de todas as formas
13:50a classe nesse sentido.
13:51Se nós não ganhamos
13:52ou não perdemos
13:53a oportunidade
13:53de apontar o que tem que ser,
13:54porque nós estamos
13:54dizendo que esse modelo
13:55que está aí,
13:56da maneira como está,
13:57só vai levar ao mundo
13:57a mais miséria,
13:59a mais barbara,
13:59ao genocídio
14:00que a gente está vivendo
14:01agora com a pandemia.
14:02Com relação ao dinheiro,
14:03como você coloca,
14:04é o que eu estou te dizendo.
14:06Quando houve a reforma
14:07da Previdência,
14:07é a reforma
14:09como o dinheiro
14:09é distribuído nacionalmente.
14:11O Paulo Guedes
14:12falou que essa reforma
14:13economizaria
14:13um trilhão em dez anos,
14:16porque senão
14:16o país ia quebrar
14:17em dois anos.
14:18Assim que começou
14:19a pandemia,
14:19o governo liberou
14:20um trilhão e duzentos bilhões
14:22para os bancos
14:22para gerar a linha de crédito.
14:24Ora,
14:24você precisava cortar
14:25a aposentadoria das pessoas
14:26para em dez anos
14:27economizar um trilhão.
14:28No entanto,
14:29de repente,
14:29apareceu um trilhão
14:30e duzentos bilhões
14:31na hora.
14:31E para quê?
14:32Para dar para a população,
14:33para garantir que a pessoa
14:33ficasse em casa
14:34e não morresse na quarentena,
14:35não,
14:35para liberar para os bancos.
14:37Então,
14:37o dinheiro tem.
14:38Agora,
14:38onde está sendo usado?
14:39Está sendo usado
14:40para abidenciar os bancos,
14:41não se faz auditoria
14:42da dívida pública,
14:43se garante isenções
14:44criminosas para as empresas.
14:47As reservas cambiais
14:48do Brasil estão aí
14:48para quê?
14:49Se a população
14:50está passando fome,
14:51então,
14:51o dinheiro tem.
14:52Agora,
14:52está a serviço
14:54de quem é que está.
14:54Nessa pandemia absurda
14:56que a gente está vivendo,
14:57os bilionários do Brasil
14:58conseguiram ficar mais ricos,
14:59enquanto a população
15:00está passando fome.
15:01Já estamos com 10 milhões
15:01de famílias no país.
15:02Luana,
15:03tem mais uma pergunta.
15:04Há candidatos
15:05que prometeram
15:05não concorrer
15:06à reeleição,
15:07bem como não usar
15:08carros oficiais
15:09para ajudar
15:09no custeio da cidade.
15:10O senhor pretende
15:11concorrer à reeleição?
15:13Vai abrir mão
15:14dos privilégios
15:15que o cargo oferece
15:15como carros
15:16e assessores especiais?
15:18É uma pergunta exótica,
15:21porque você tem que
15:22trabalhar com a coisa
15:23de ser eleito,
15:24inclusive.
15:25Mas,
15:25se eleitos,
15:27nós não achamos
15:28que tem que ter reeleição.
15:29Nós fomos contra
15:29quando foi aprovada
15:30a reeleição,
15:30achamos que não tem que haver.
15:31Com relação
15:32aos benefícios,
15:34nós achamos
15:34que o prefeito,
15:35os vereadores,
15:36os secretários,
15:37têm que ganhar
15:38a mesma coisa
15:38que um professor
15:39da rede municipal
15:40de 40 horas.
15:42Ou seja,
15:42o salário na faixa de 4,
15:44estourando 5 mil reais,
15:45varia conforme está colocado,
15:47e não 20 mil reais
15:47como é o atual prefeito.
15:50Os administradores
15:51têm que viver
15:52como servidores
15:53da prefeitura.
15:54Para entender
15:54a realidade também,
15:55não é prêmio
15:57estar ocupando
15:58um cargo desse.
15:59Se um professor
15:59que vai educar
16:00uma criança
16:00ganha 4,
16:015 mil reais,
16:02por que o prefeito
16:02vai ganhar 20 mil?
16:03Por que o secretário
16:03vai ganhar 20 mil?
16:04E todos esses pendurucados
16:06que tem aí
16:06têm que ser cortados.
16:07Isso é um absurdo.
16:08Nós comprometemos.
16:09Se nós ganharmos,
16:10nós vamos reduzir
16:10imediatamente
16:11o nosso salário
16:11para o salário
16:12de um professor
16:13da rede
16:14e dos nossos secretários
16:15e dos nossos secretários
16:17Candidato,
16:18o senhor vai
16:19de encontro
16:19com muita coisa
16:20que está posta.
16:21Como é que o senhor
16:22acha que vai encontrar
16:25barreiras para isso?
16:26O senhor acha que,
16:26de fato,
16:27vai conseguir governar
16:28dessa forma?
16:30Eu acho
16:31que a ideia
16:32é ir contra tudo
16:32que está aí.
16:33A gente acha que tudo
16:33que está contra aí
16:34está levando o mundo
16:34para um abismo,
16:35para a destruição
16:36do meio ambiente,
16:36para a destruição
16:37da vida,
16:37para a destruição
16:38do emprego,
16:39para uma barbárie.
16:40A gente concorda
16:42muito com uma frase
16:43que foi dita
16:44por uma pensadora alemã
16:45no começo da classe polonesa,
16:46Rosa Luxembur,
16:47que o mundo
16:48tem dois caminhos,
16:49socialismo e barbárie.
16:50O que a gente está vendo
16:50é a barbárie crescendo,
16:51a violência crescendo,
16:52a fome crescendo,
16:53o desemprego crescendo.
16:54A gente acha
16:54ou muda tudo
16:55isso que está aí
16:56ou nós estamos perdidos,
16:57a humanidade está condenada.
16:58Então,
16:58é contra tudo
16:59isso que está aí mesmo.
17:00A candidatura é uma oportunidade
17:01de fazer esse discurso.
17:03Sim,
17:03de mobilizar.
17:05Cerca de 200 pessoas
17:06vivem em situação de rua
17:08hoje em Vitória.
17:09Se o senhor for eleito,
17:10o que o senhor pretende fazer
17:11para ajudar essas pessoas?
17:13Então,
17:13existe,
17:14existe todo um,
17:16a minha vice-presidente
17:17de serviço social,
17:18a gente tem o apoio
17:18de várias pessoas
17:20do serviço social.
17:21Primeiro,
17:21você não pode ser
17:22uma política higienista
17:23com essas pessoas,
17:24como é colocado,
17:24eles estão ali,
17:25é feio.
17:27Você olha isso
17:28do ponto de vista
17:29de alguns moradores
17:30que se sentem incomodados
17:31com a presença dessas pessoas.
17:32Tem que pensar
17:32o que levou essas pessoas
17:34para isso.
17:35Existe política de assistência,
17:37existe em casa abrigo
17:37que tem que ser muito ampliadas,
17:39e tem que fortalecer
17:40o serviço de serviço social
17:41para tratar essas pessoas
17:42que estão em situação de rua
17:43e tirar elas
17:43da situação de rua.
17:44É possível tirar
17:45as pessoas
17:45da situação de rua
17:46oferecendo abrigo,
17:47oferecendo tratamentos
17:49de saúde,
17:50se for necessário,
17:50oferecendo oportunidades
17:53que estão colocadas.
17:53A questão é que
17:54isso é visto
17:55como um incômodo,
17:56é aquilo que eu não quero ver,
17:57é o lixo
17:58que eu quero jogar fora.
17:59E não se investe dinheiro,
18:00imagina,
18:01eu vou investir dinheiro público
18:02para os mendigos,
18:04para a escória da sociedade,
18:05é isso que o setor
18:06higienista pensa.
18:07É exatamente o contrário
18:08que a gente vai fazer.
18:09O pessoal fica querendo colocar,
18:10jogar água onde eles estão dormindo,
18:12botar pregos
18:13embaixo de locais
18:14para que eles não possam dormir
18:14embaixo de marquise,
18:15e a gente quer acolher essas pessoas
18:17e tirá-las da situação de rua.
18:18Cabe mais uma pergunta
18:19da Luana ainda, hein?
18:20É, candidato,
18:20só para complementar,
18:22esses abrigos
18:22são oferecidos,
18:24mas o que o senhor
18:25acha que falta,
18:27então,
18:27para que essas pessoas
18:28aceitem ir para esses abrigos?
18:30O que o senhor pensa?
18:31Elas não estão lá
18:32porque não querem ir.
18:33Mais ou menos.
18:34Existe um tipo de regramento
18:36muito rígido,
18:38de horário para chegar
18:39em uma série de coisas,
18:41e há
18:42quantas pessoas
18:43estão na,
18:44hoje,
18:45quantos profissionais
18:46concursados,
18:46preparados,
18:47estão na política de atendimento
18:48à população de rua,
18:50conhecem cada uma dessas pessoas,
18:52e as suas dificuldades,
18:53de onde vieram,
18:54quais são as dificuldades,
18:54por que elas estão ali,
18:56são 200 pessoas,
18:57não é um mundo de gente.
18:59Vocês poderiam ser
19:00bastante conhecidas
19:01e acompanhadas,
19:02é tratamento psicológico
19:03que precisa,
19:04as pessoas têm família,
19:05fugiu de casa
19:06porque sofria
19:06com uma violência doméstica,
19:08qual é a história
19:09dessa pessoa,
19:09qual é a demanda dela
19:10e como nós podemos ajudar?
19:12Isso é investir
19:12em política pública,
19:13política de assistência social
19:14para apoiar elas,
19:15e aí ver qual é a melhor saída
19:16para, de fato,
19:17resolver o problema delas,
19:18e aí haver a adesão dela
19:20a esse programa.
19:22Porque todo programa,
19:24seja de saúde,
19:24seja de for,
19:25precisa haver a adesão
19:26das pessoas
19:27que vão ser partícipes disso.
19:28Como ganhar essa adesão?
19:30Existe?
19:30Nós temos profissionais
19:31altamente qualificados
19:32capazes de fazer isso,
19:33só tem que ser,
19:34de fato, usados.
19:35A falha na abordagem,
19:37no processo...
19:39Perfeito.
19:40A gente tem,
19:40está chegando ao final
19:41aqui do nosso tempo,
19:44a gente vai passar
19:46para o senhor
19:46um minuto e meio
19:48para as suas considerações finais,
19:50tudo que o senhor quiser falar,
19:51a palavra está franqueada.
19:53Antes que eu me esqueça,
19:55domingo agora,
19:56vai haver um ato
19:57em solidariedade
19:58à Mariana Ferrer,
20:00a todas as mulheres
20:01vítimas de violência sexual,
20:02às 15 horas da tarde,
20:03em frente à Assembleia Legislativa,
20:04são aproveitados
20:05para chamar as pessoas
20:06a participar desse ato.
20:07Contra essa barbaridade,
20:09mais essa barbaridade machista,
20:11essa menina foi estuprada
20:12várias vezes,
20:13foi estuprada
20:14pelo André Aranha,
20:16foi estuprada
20:16pelo promotor,
20:17pelo juiz,
20:18por setores
20:19da opinião pública,
20:20pelo advogado.
20:21Então é muito importante
20:23estarmos presentes lá
20:24e esse caso não é isolado.
20:26Então fortalecer o ato do NIM.
20:28No mais,
20:28nós tivemos aqui,
20:29queria agradecer mais uma vez
20:30a TV Vitória
20:31pela oportunidade
20:32de estarmos aqui
20:32expressando o nosso programa,
20:34expressando nossas ideias,
20:35que como a Lona bem colocou,
20:37são muito diferentes
20:38de tudo que está aí.
20:41A gente vê que os candidatos
20:43em geral
20:44procuram aperfeiçoar
20:45esse sistema,
20:46trabalhar com o dentro,
20:47nós dizemos
20:47que esse sistema não funciona,
20:48é necessário virar isso do avesso,
20:50é necessário construir
20:51um outro modelo,
20:52a nossa candidatura
20:53está a serviço disso,
20:55porque a gente acredita
20:55que só a luta
20:56da classe trabalhadora
20:57é capaz de mudar,
20:58então sim,
20:58vote 16,
20:59a gente chama vocês
21:00a votarem,
21:00é mais do que isso,
21:01vamos lutar,
21:02vamos nos organizar,
21:03seja no seu sindicato,
21:05no seu associação
21:05de moradores,
21:06no seu movimento
21:06contra a opressão,
21:07onde for,
21:08lute e vote 16,
21:09porque só a luta
21:10muda a vida.
21:11A gente precisa mudar
21:11esse sistema,
21:12é preciso
21:15construir uma outra sociedade,
21:17uma sociedade socialista,
21:18nós queremos uma vitória
21:19que seja uma vitória
21:20do socialismo
21:21e da revolução,
21:22muito obrigado.
21:23Obrigado,
21:24candidato,
21:24nós encerramos agora
21:25mais uma entrevista
21:26com o candidato
21:27para o prefeito de Vitória.