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  • há 5 semanas
A doutora Alice Sarcinelli traz informações e entrevistas com especialistas sobre pirraça.

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00:07Olá, eu sou a doutora Alice Sarsinelli e esse é o seu check-up saúde aqui na Pan News e
00:14no Folha Vitória.
00:15Para participar do programa, você pode mandar suas sugestões no WhatsApp da Pan News ou no meu Instagram pessoal também,
00:21arroba doutora Alice Sarsinelli. Vai ser um prazer te conectar aos maiores especialistas do Estado na área da saúde.
00:30Gente, hoje a gente vai falar sobre o assunto que deixa os pais de cabelo em pé.
00:35Eu sou mãe, eu tenho uma baixinha lá em casa que está nessa fase, é a fase da birra, a
00:40famosa pirraça.
00:41Então a gente trouxe duas especialistas, a Renata Bedran e a Juna Cunha, para falar para a gente sobre esse
00:48assunto.
00:49A gente quer entender um pouquinho mais sobre a birra, né? Renata, Juna, sejam bem-vindas.
00:54Obrigada, boa tarde, é um prazer estar aqui com você.
00:59Eu sou psicóloga e educadora parental em disciplina positiva.
01:04E eu sou mãe também, então quando minha filha tinha dois anos, ela começou a entrar na fase da birra.
01:12E eu comecei a me assustar com isso.
01:16Aí um dia, uma noite, ela não queria botar o pijama para dormir de jeito nenhum.
01:22Aí eu e meu marido insistindo, batendo de frente mesmo com uma criança de dois anos, como se a gente
01:28fosse criança também.
01:30Até que chegou um momento que a gente foi e botou o pijama nela à força.
01:35Mas depois disso, a gente se sentiu tão mal, assim, porque a gente estava enfrentando uma criança de dois anos
01:43que não tem nenhuma capacidade de entrar em combate com a gente ou de ter alguma resistência.
01:51É, Renata, mas é porque a nossa tendência como pai, né, gente?
01:54Eu acho que no momento da birra, a gente acaba achando que a criança está fazendo aquilo para provocar a
01:59gente.
01:59Fica muito claro esse efeito de provocação e às vezes gera realmente brigas.
02:05Eu acho que em muitas famílias isso é comum.
02:07O pai ter uma postura, a mãe ter outra, a gente tem que combinar como é que vai ser feito.
02:11Explica para a gente, Renata, o que está por trás da birra?
02:15A criança faz isso, é para irritar a gente?
02:17Que comportamento, o que gera isso?
02:20Então, aí eu fui e falei, não, não é assim que eu quero criar minha filha.
02:24Aí eu fui atrás da disciplina positiva, fui estudar sobre isso.
02:29Então, a birra faz parte do desenvolvimento infantil.
02:34Toda criança vai fazer birra.
02:37Toda criança?
02:38Toda criança.
02:39Que alívio!
02:42Porque por volta dos dois anos a criança começa a entender que ela é um ser humano separado dos pais.
02:49Que é o terrible too, que as pessoas falam.
02:51Que com dois anos a criança vira uma chave ali, né, começa a dizer não para a gente.
02:56É, aí ela começa a se opor aos pais porque ela quer se autoafirmar, falando que ela é um indivíduo.
03:02Só que ela ainda não tem como fazer as coisas que ela quer, né, nem tudo ela vai poder fazer.
03:10Então, os pais, ela acaba entrando em embate e ela não consegue lidar com as limitações que ela tem, assim,
03:17ela não consegue lidar com não.
03:20Então, a birra não é a criança querendo desafiar os pais, querendo aborrecer os pais, né?
03:27É, porque às vezes a gente acha assim, tá me desafiando, eu vou colocar logo o limite para acabar com
03:32isso.
03:33Senão, daqui a pouco ele está mandando em mim, né?
03:35Às vezes acontece esse papo assim.
03:37É melhor torcer o pepino agora de menino para depois não se virar contra a gente.
03:42A gente fica realmente um pouco perdido e eu acho que é nossa função hoje também aqui, gente, trazer as
03:48soluções.
03:49A gente vai falar junto com a Renata, com a Juna também, a Juna em ambiente escolar, o que a
03:54gente não deve fazer.
03:56Mas elas também vão dar ideias do que fazer.
03:58Mas eu queria trazer para vocês, a gente sentiu um pouquinho na pele antes, o que uma mãe passa.
04:05Então, a gente chamou a Ana Karine Fiuza para contar para a gente o drama dela.
04:11Ela traz também um questionamento e eu acho que faz parte de nós como mães, os pais, né?
04:17Os nossos ouvintes sentirem na pele aí de uma mãe que passa essa situação em casa também.
04:23Doutora Alice, obrigada pela oportunidade de poder vir aqui e tirar um pouco das minhas dúvidas sobre educação infantil.
04:32Bom, eu como mãe tenho vivido momentos às vezes difíceis, bastante desafiadores com meu filho.
04:38Quando às vezes a gente precisa de encerrar uma atividade para se arrumar, para ir para a creche, né?
04:45A gente está terminando uma brincadeira e eu preciso que ele troque de roupa e escolha os dentes para a
04:50gente ir.
04:51E muitas vezes ele não quer, ele se joga no chão, ele fala, não vou, não quero, não quero ir.
04:58E por mais que eu tente explicar, conversar, dizer, filho, mas é importante, a gente precisa ir para a escolinha
05:04agora.
05:04Não, vira uma catarse.
05:07Aí ele às vezes se joga, grita.
05:10E tem um horário, eu preciso que aquilo funcione.
05:13Então, eu às vezes tenho que pegar ele e falar, filho, olha, mas a gente tem que ir agora e
05:18tirar a roupa dele daquele jeito,
05:20aquele caos e colocar a roupa da escola.
05:22E às vezes é uma briga.
05:24E às vezes eu não consigo nem escovar os dentes para a gente ir.
05:27É muito desafiador, porque é muito difícil conseguir explicar para ele que está na hora.
05:33Sabe?
05:33E isso para várias coisas, não só para ir para a creche, mas às vezes para outras coisas pequenas, né?
05:38Está na hora da gente almoçar e ele não quer almoçar.
05:41E eu sei que ele está com fome, enfim, por qualquer razão, grita, esperneia.
05:47É muito difícil lidar com isso.
05:49Muito difícil saber como conduzir sem que vire um estresse, sem que vire uma birra.
05:55Muito obrigada.
05:58Ela passa a emoção que nós, como mães, sabemos bem o que é, né?
06:02Os pais também.
06:03Quem lida com a birra, né, Renata, Juna?
06:06É um desafio para a gente no dia a dia.
06:08Dá vontade, eu acho que em primeiro lugar, Renata, da gente repreender.
06:12Repreender funciona?
06:13Na hora dessa sensação de perda de controle, né?
06:16Parece que nossa vida virou do avesso nessa hora.
06:20Então, repreender não é a melhor opção.
06:23Até porque uma criança de 2, 3, 4, 5 anos,
06:27ela não tem aparato neurobiológico para planejar uma coisa que vai enraivecer os pais.
06:33Então, uma criança de até 5 anos, ela demonstra raiva com o corpo.
06:41Então, ela esperneia, ela chuta, ela bate.
06:45E aí, entrando um pouco...
06:47Se joga no chão, às vezes é um local público, a gente faz uma vergonha no supermercado, no shopping.
06:54Então, entrando um pouquinho no mundo da neurociência,
06:59o nosso cérebro pode ser dividido em cérebro reptiliano e cérebro mamífero.
07:05O cérebro reptiliano é aquele cérebro que a gente divide, tem em comum com os animais.
07:11É por instinto, por a reação.
07:13E o cérebro mamífero é um cérebro que começa a se desenvolver na infância
07:19e só tem a maturidade dele por volta dos 20 e poucos anos.
07:25E o cérebro mamífero é responsável pela tomada de decisão com consciência,
07:30pelo controle das emoções, pelas habilidades sociais.
07:34E na hora da raiva, o que toma controle é o cérebro reptiliano.
07:40Na criança e no adulto?
07:41Na criança e no adulto.
07:42Só que como o adulto tem o cérebro mamífero mais desenvolvido,
07:47ele ainda consegue ter um certo controle sobre as emoções.
07:51E a criança não.
07:52Na hora da birra, ela está em pura ebulição ali.
07:56Ela não consegue pensar.
07:58Ela não consegue raciocinar.
08:01Não adianta a gente conversar com ela naquele momento.
08:05Juna, e na escola, no ambiente escolar?
08:09O que é esperado da equipe pedagógica?
08:11A gente sabe que tem escola ainda colocando o cantinho do pensamento.
08:15Às vezes a gente chega, vai buscar a criança, ou ouve relatos do castigo.
08:20Ou passam a questão para os pais e ligam.
08:23Os pais ficam, né, gente, sem saber o que fazer.
08:25Os nossos filhos a gente deixa na confiança da escola.
08:29O que a gente deve ter em mente quando se pensa em educação na escola para o controle da birra?
08:38Primeiro de tudo, para a equipe pedagógica, o acolhimento.
08:41A equipe pedagógica precisa ter esse conhecimento.
08:44Acolher a birra?
08:45Acolher a criança.
08:46A gente precisa conhecer os nossos alunos, conhecer as nossas crianças.
08:50E isso a gente constrói uma relação de parceria com a família.
08:54Por isso é muito importante sempre trabalhar em parceria.
08:57A família precisa confiar na escola e trabalhar junto à escola para o desenvolvimento integral do aluno.
09:03Emocional, físico, cognitivo, social.
09:07Então, dá trabalho.
09:08São muitos aspectos.
09:10Enquanto família, a gente precisa realmente observar se há esse acolhimento.
09:15A equipe precisa conhecer a criança.
09:17Existem atividades que ela vai negar.
09:19Por que ela está negando?
09:21Mudanças de rotina em casa.
09:24Mudanças sutis, às vezes, para os pais.
09:26Mudança de horário.
09:27Ou a mãe trocou de emprego.
09:28Ou um bebê que está vindo.
09:30Geralmente, é isso?
09:31É reflexo de algo que está acontecendo em casa?
09:33A gente deve ligar um alerta para as relações familiares?
09:36Sim.
09:37Pode ser.
09:38E pode ser também algo da escola.
09:39Então, o que a gente sempre sugere é...
09:41Leve também um assunto escola para casa.
09:44Pergunte a criança sobre o dia na escola.
09:46E não precisa ser só...
09:47Como é que foi o seu dia?
09:49O que você fez de mais engraçado?
09:50É, porque eles costumam...
09:51Ah, foi bom.
09:52Foi ruim.
09:53Foi ótimo.
09:53O meu mas velho...
09:54Monossilábicos.
09:54A gente fica...
09:55O meu mas velho fazia isso.
09:56Foi ótimo.
09:57E não falava mais.
09:58Então, a gente muda as perguntas.
09:59O que você fez de muito legal?
10:01O que você faria de diferente?
10:03Qual foi alguma coisa engraçada?
10:05Teve parquinho?
10:06Não teve?
10:07Então, eles vão começar a verbalizar.
10:08Porque a criança, ela ainda não sabe nomear os sentimentos.
10:11Às vezes, é tão difícil para nós, enquanto adultos.
10:14Imagina para eles, que são crianças.
10:16Então, a gente precisa trabalhar para que eles consigam nomear os sentimentos.
10:21Entender o que está acontecendo.
10:22Eu não gostei da atividade.
10:24Ao invés de verbalizar que eu não tenho essa capacidade ainda, eu vou me jogar no chão.
10:29Eu vou falar que eu não quero fazer.
10:30Eu vou jogar meu material.
10:31Eu vou bater no coleguinha.
10:32Não está interessante a aula.
10:34Eu vou começar, hein?
10:35O que você fez?
10:37De dois menininhos...
10:39É.
10:39Eu vou fazer algo legal.
10:41Eu sou criança.
10:42Então, eu estou lá aprendendo.
10:44A equipe tem que trabalhar junto da família.
10:46Mas é claro que esse conhecimento de ambiente escolar, essa questão de neurociência,
10:51a escola tem que ter esse conhecimento.
10:53E cada escola, ela tem uma linha?
10:55A gente pode perguntar, antes de matricular o filho na escola, qual que é a linha?
10:59É isso?
10:59Deve.
11:00Deve.
11:00É claro que a linha do respeito, ela é obrigatória.
11:03Com certeza.
11:04Então, cantinho do pensamento, castigo, isso não pode.
11:08Porque você está desrespeitando a criança.
11:11E nenhuma e nenhum tipo de educação, né?
11:12É, não deveria.
11:13Nós sabemos que, infelizmente, acontece.
11:15Mas, assim, não deveria.
11:17Porque a escola tem que entender que as crianças são únicas.
11:20Cada criança é única.
11:21Então, terão atividades que vão desagradar alguns e vão agradar outros.
11:26Por isso que o planejamento, junto da equipe pedagógica, é muito importante.
11:30Eu sei que o meu aluno não gosta de pintar, mas o outro gosta.
11:33Então, eu posso fazer de um jeito que todos participem.
11:36E, é claro, a gente não faz só o que a gente quer.
11:38Na escola, também não.
11:39Mas, isso a gente vai adaptando e vai ensinando eles por meio de rotina.
11:44Nós temos uma rotina, nós vamos fazer os combinados.
11:47Então, a gente vai antecipando para a turma, desde muito pequenininho.
11:50Eles entendem.
11:51E quando a criança, ela tem um comportamento, né?
11:54De birra repetitivo naquele ambiente escolar.
11:58Às vezes, vale a pena tentar mudar de escola?
12:01Tentar levar para um outro ambiente?
12:02Ou essa seria a última alternativa?
12:05Antes disso, não seria a última alternativa.
12:07Mas, antes disso, trabalhar junto à escola.
12:10Então, é importante, enquanto escola, chamar os pais, chamar a família.
12:13Mas, não no intuito de simplesmente jogar aquela responsabilidade para a família.
12:17E aí, vocês vão se virar.
12:19E é isso que a gente tem a dizer.
12:20Não, vamos juntos.
12:22Precisamos de uma equipe multidisciplinar?
12:23O que pode estar desagradando?
12:25Aconteceu alguma coisa?
12:26Ela comentou alguma coisa em casa?
12:28Alguma mudança de rotina, tanto na escola quanto em casa?
12:31Por exemplo, mudança de professor, mudança de professor auxiliar, saída de um coleguinha
12:36que, às vezes, vai viajar.
12:37Então, isso tudo, para nós, adultos, a gente já sabe como ligar.
12:41Mas, a criança, não.
12:42Então, a gente precisa entender.
12:44A gente, às vezes, imagina o filho da gente até mais velho do que ele é e eles ainda
12:48não têm as ferramentas, né, Renata?
12:49Como você falou.
12:51E qual a sua opinião em relação, né, na disciplina positiva sobre o castigo?
12:56Porque repreender não seria o ideal.
12:58Mas, e colocar de castigo?
13:01Então, colocar de castigo, a gente vai estar vendo a birra como uma malcriação.
13:06E a gente já entendeu que diz respeito à imaturidade neurobiológica.
13:12E o castigo, ele não ensina habilidades de vida.
13:16Ele só vai focar no erro.
13:18E pode deixar a criança com um sentimento de inadequação.
13:21Ou então, de que ela sempre faz tudo errado.
13:24Ou então, ela vai ficar ali no castigo remoendo porque ela está com raiva.
13:27Ela não entende porque os pais fizeram isso com ela.
13:30Acho que ninguém que está de castigo pensa em coisa boa, né, gente?
13:34Acho que a pessoa está ali no castigo, está com raiva.
13:36Não está pensando no que ela poderia melhorar.
13:39Eu acho que isso é esperar demais de uma criança, né?
13:41E eu gosto de citar esse exemplo que a gente, como pais,
13:46a gente quer que nossos filhos sejam adultos, conscientes.
13:50Então, eu quero criar um filho meu para que quando ele comece a dirigir,
13:56ele pare no sinal vermelho porque ele se conscientizou que se ele ultrapassar aquele sinal,
14:02ele pode atropelar uma pessoa ou porque ele sabe que se ele avançar o sinal vermelho,
14:07ele vai receber uma multa como punição.
14:10Então, é isso que a disciplina positiva faz.
14:13É uma educação respeitosa e consciente.
14:17Não usa punição nem castigo.
14:19É porque é muito diferente do modelo tradicional que muitos de nós fomos criados, né, Renata e Júnior?
14:26Então, às vezes, vem o que a gente também passou na infância,
14:29as mensagens que as nossas famílias passaram para a gente do que é respeito, do que não é respeito, né?
14:35Então, até entre o casal, às vezes, há uma divergência.
14:39Eu vejo também muito como solução alguns pais que passam a ignorar a criança, né?
14:43A criança faz a pirraça ali e aí a reação é, não fala comigo.
14:49Fica aí no seu canto e passa a...
14:51Às vezes, tem também funcionários, quem cuida da criança.
14:55Aí, às vezes, até reportam para os pais, ó, ele fez a birra, mas eu ignorei.
15:01Não estou falando com ele, falei que eu estou brava, cortei relação.
15:05Isso funciona?
15:06Seria uma alternativa?
15:08Ignorar?
15:08Não, ignorar também não seria uma alternativa, porque é você deixar a criança sozinha no momento que ela está com
15:15uma dor emocional.
15:17A gente não deixa a criança sozinha quando a gente está com uma dor física, quando ela se machucou, quando
15:22ela quebrou o pé.
15:23Então, a birra seria uma dor emocional que a criança está tendo ali.
15:29E ignorar mostra para ela que você só se importa com ela quando ela tem um comportamento que você acha
15:35que é bom para você.
15:36E a vida não é assim.
15:38A gente sabe que a gente passa por várias emoções, né?
15:41Que existe a raiva, existe a tristeza.
15:45Então, a gente tem que ensinar as crianças a se regularem.
15:49A gente corregula elas para elas no futuro conseguirem fazer isso sozinhas.
15:55Lidar com essas emoções sozinhas, né?
15:57Sem ser para agradar, sem ser pela regulação dela.
16:01Então, a gente não pode ignorar, não pode castigar, não pode repreender.
16:06O que a gente pode fazer?
16:07Ajuda aí.
16:10Então, a disciplina positiva, ela fala para...
16:15O que a gente pode fazer?
16:16A gente tem que acompanhar a criança quando ela passa por esses ataques, por essas explosões.
16:23Quanto mais sintonizado a gente estiver com a criança e corregulando ela para ela se acalmar, melhor é.
16:32Porque a gente é o adulto da relação.
16:35Então, a gente tem que...
16:36Sempre numa situação que a criança está agressiva, um estado de birra,
16:40o melhor que a gente pode ter como resposta é se mostrar calmo.
16:45E mostrar para a criança que você está ali com ela até ela se acalmar.
16:50Que só quando ela estiver calma, ela vai conseguir aprender alguma coisa sobre aquilo ali.
16:56Eu costumo falar que não adianta a gente tentar dar lição de moral quando uma pessoa está extremamente alcoolizada.
17:04Nenhum adulto, né?
17:05A gente nervoso já não consegue ouvir.
17:08Depois a gente se arrepende de algumas coisas que a gente fala, do jeito que a gente falou, né?
17:12Então, a mesma coisa é com uma criança no estado de birra.
17:16Ela não vai conseguir te ouvir, né?
17:19Como eu falei, o cérebro dela está lá em ebulição e ela só consegue ter reação.
17:26Tem algumas coisas também que a gente pode fazer para evitar a birra, para a criança não chegar.
17:32É, porque talvez a gente conhecendo o nosso filho, sabendo quais são os gatilhos, tentando evitar, né?
17:38Seria também uma alternativa.
17:40Eu acho que isso só gera, às vezes, um sentimento de que a gente está dando controle para a criança,
17:45né?
17:45Parece que a gente, ao evitar também, não está dando um pouco o controle para ela da situação, Renata?
17:52É, eu gosto da...
17:55A criança, como ela está naquela fase dos dois anos que ela está querendo se autoafirmar,
18:02então ela gosta de saber, de achar que ela que está decidindo as coisas ou que ela que está tomando
18:07as decisões.
18:08Então, por exemplo, como a gente sabe, a birra vai acontecer, né?
18:13Quando ela tem alguma frustração, a birra pode acontecer porque a criança ainda não consegue controlar.
18:20Então, uma forma de evitar, uma das ferramentas da disciplina positiva seria a escolha limitadas.
18:26Por exemplo, se eu sei que o meu filho só quer sair com uma roupa e a gente tem um
18:31aniversário,
18:32antes do aniversário eu vou lá e seleciono três.
18:37Três roupas.
18:38Aí eu falo para ele, e aí, qual que você quer vestir hoje para ir no aniversário?
18:43E ele vai achar que ele que está escolhendo ali.
18:46Eu gosto dessa dica.
18:48Você sabe que lá em casa eu uso assim, eu não falo, vamos tomar banho.
18:51Eu falo, você quer tomar banho no seu banheiro ou no da mamãe, né?
18:53Eu acho que é uma maneira, porque tomar banho não é uma opção, é só qual banheiro você vai usar,
18:59né?
18:59E Renata, quando isso acontece fora de casa, que é aquela hora que a gente fica morrendo de vergonha,
19:05quando a criança dá um show, né?
19:07A gente faz propaganda dos nossos filhos, fala que eles são maravilhosos e de repente a gente está numa festa,
19:12num ambiente público e a criança dá aquele show.
19:16O que a gente faz?
19:17Então, isso é um assunto muito delicado, porque como você mesma falou, a gente foi educado na educação tradicional
19:26a se preocupar muito com o que os outros pensam da gente.
19:30Então, quando o nosso filho faz birra num lugar público, a primeira coisa é a gente ficar aflita.
19:35Ai, meu Deus, vão achar que eu não educo o meu filho.
19:38A gente teve a princesa agora, né?
19:40A Kate, aquela mão na boca, aquela vergonha toda.
19:44Acho que toda mãe falou, meu Deus, se até a princesa passa, quem sou eu?
19:48Isso.
19:49E aí, não, o que vão achar que meu filho é mal educado, que eu não educo?
19:54Então, a primeira coisa que eu recomendo também é manter a tranquilidade, manter a calma
20:00e ir para um lugar com a criança onde você possa ficar sozinho com ela,
20:05seja dentro do seu carro, está no supermercado, volta para o carro, está no supermercado, vai no banheiro.
20:11Sair daquela cena, né?
20:12Sair daquela cena.
20:14Às vezes, se necessário, você contém a criança e é muito importante também evitar que ela se machuque
20:21e evitar que ela machuque outras pessoas ou o ambiente.
20:24Vamos dizer que ela comece a puxar a cortina do restaurante ou...
20:29Impõe o limite tirando ela da cena, né?
20:32Derrube as coisas do supermercado, então é importante proteger ela nesse sentido, contendo ela.
20:39A gente também quer trazer para o nosso ouvinte uma solução pelo SUS, né?
20:45Então, o que a pessoa pode fazer?
20:47Onde que ela pode buscar essa solução no serviço público?
20:51A homeopatia é uma alternativa para isso.
20:54A gente, inclusive, trouxe a doutora Sumaya Salume, que é uma homeopata.
20:59E a homeopatia, ela está disponível no SUS, que são as Práticas Integrativas Complementares, as PICs.
21:06Então, a Secretaria de Estado de Saúde disponibiliza e os municípios também.
21:10Então, você pode procurar no site da CESA, procurar se informar no seu município também,
21:15onde a homeopatia está sendo disponibilizada.
21:17Mas vamos entender como que a homeopatia pode ajudar na birra, no controle das emoções da criança.
21:22Olá, Alice. É um prazer estar aqui com vocês.
21:26Meu nome é Sumaya Salume, eu sou médica, pediatra, homeopata,
21:31e vou tentar esclarecer de que forma a homeopatia pode tratar os transtornos emocionais e de conduta da criança.
21:41Então, a homeopatia é uma especialidade médica criada pelo médico alemão Samuel Hahnemann,
21:48há mais de 200 anos atrás, e é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina.
21:54E essa ciência, essa medicina que a gente fala, a homeopatia, tem uma abordagem global do indivíduo
22:02e busca restabelecer a saúde desse indivíduo através de medicamentos homeopáticos individuais.
22:10Cada vez mais tem chegado nos nossos consultórios crianças em busca de tratamento para ansiedade,
22:20para depressão, para síndrome do pânico, terror noturno com os distúrbios do sono,
22:28crianças com hiperatividade, crianças com déficit de atenção.
22:32E, nesses casos também, o medicamento homeopático trabalha de uma forma eficiente, segura e suave.
22:42Então, além de tratar os sintomas físicos, a homeopatia também trata os sintomas emocionais da criança.
22:50Então, nós deixamos de ser aquela medicina que era procurada só para tratar asma, alergia, rinite, pneumonia, heredalite.
23:00E estamos cada vez mais ajudando as crianças através de uma medicina de forma suave e curativa.
23:10Renata, Juna, eu queria agradecer a presença de vocês, a gente falar de birra, a gente como mãe, a gente
23:17como família, né?
23:18Porque mesmo quem não tem filhos já vivenciou certamente alguma situação de birra, é um assunto que dá pano para
23:25manga.
23:25Então, foi muito gostoso o nosso bate-papo, eu queria agradecer a presença de vocês.
23:31Obrigada, também queria agradecer a oportunidade.
23:35Muito obrigada.
23:36E qualquer dúvida, estamos sempre à disposição.
23:39Esse foi o Check Up Saúde de hoje.
23:41Você pode também acompanhar o nosso conteúdo nas colunas, no Vida Saudável, lá no Folha Vitória, nosso jornal.
23:48A Renata é nossa colunista e está lá também.
23:52E toda semana traremos aqui um novo assunto para vocês.
23:55Nosso compromisso é com a prestação de serviço e saúde de qualidade.
24:01Tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau,
24:05tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau,
24:08tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau,
24:08tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau, tchau
24:08Obrigado.

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