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  • há 10 minutos
O assunto entrou em discussão porque uma grávida foi atacada em Guarapari

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Transcrição
00:00E agora, pela internet, a gente vai conversar com a Dona Maria, que é a mãe dessa adolescente que foi
00:06atacada.
00:07Dona Maria, obrigada pela sua participação. Primeiro, atualiza pra gente o estado de saúde da sua filha. Boa tarde.
00:15Boa tarde. No momento agora, não está, né? Porque eu estou com medicação, só não tem previsão de alta ainda.
00:24Quando que você soube? Como que você soube do que aconteceu? Qual foi sua reação na hora?
00:33Ah, é... E quando, né? Porque a gente...
00:38Realmente ela já está quase morta, né? Se não se passou, se passar na hora, entre em dois minutos ela
00:45já está morta.
00:47Graças a um casal que estava passando ali naquele exato momento, senão o desfecho poderia ser completamente diferente, né?
00:54Ainda pior do que o que a gente está acompanhando, do que a gente está relatando aqui pro pessoal, né?
01:01Sim, graças a ele. Porque...
01:05Deus que me enviou ele para fazer a minha caminha naquela hora, naquele exato momento.
01:11E com o bebê? Está tudo bem com o bebê?
01:14Graças a Deus, com o bebê também está tudo bem.
01:17Ele tem uma tração hoje...
01:21Agora, esse trajeto, dona Maria, sua filha sempre fez, sempre faz?
01:28Olha, nem sei, mas ela...
01:31No momento... Nesse momento que ela passou, a chora estava solta.
01:36A ligação está um pouquinho ruim. Ela nunca passou nesse trajeto, é isso? Eu não entendi.
01:42Nesse horário, não.
01:44Nesse horário não, que foi à noite, não é isso?
01:47Foi 9,42.
01:50Agora, você sabe me dizer como é que estava a situação da tela de proteção, ali onde os cachorros ficavam
01:58no local de um material de construção de Guarapari?
02:03Olha, pelo que me falou, a tela tinha um buraco assim, os cachorros passaram por ali.
02:12Saiu os dois, os dois já estavam soltos na rua e o outro foi atrás também, que saiu pelo buraco
02:19da tela.
02:21Misericórdia. E agora que você está aí do lado da sua filha, qual é o seu sentimento como mãe?
02:25Depois de tudo isso que aconteceu, sua filha grávida, né?
02:29E de repente vem essa notícia totalmente inesperada.
02:36É, aliviada, né? Porque por sorte e por Deus que ela não morreu, né?
02:41Porque se tivesse morrido, ia ser pior, né? Ia ser mais triste ainda.
02:46Tá certo, dona Maria. Obrigada pela sua participação aqui no Fale Espírito Santo.
02:50A gente deseja uma boa recuperação para sua filha, que a gestação dela seja bem tranquila para em breve vocês
02:57terem um bebezinho no colo,
02:58que é o melhor momento da vida de uma mulher. Obrigada pela sua participação, viu?
03:03E olha, gente, não é de hoje que a gente vem mostrando aqui no nosso jornalismo os ataques nas ruas,
03:10aqui na Grande Vitória.
03:11E esse vai ser o nosso assunto agora.
03:14Vem cá, senta aí na sua casa, onde você estiver, porque eu já vou sentar aqui no nosso estúdio.
03:18Hoje eu recebo o advogado criminalista André Rocha e a veterinária Vânia Ramos.
03:23Obrigada pela participação de vocês.
03:25Queria que você explicasse, Vânia, existem raças que são mais agressivas ou não?
03:33Não existe, porque a gente já mostrou aqui o caso de Pitbull, esse caso agora é pastor alemão,
03:38porque acaba que a própria sociedade cria rótulos em cima dessas raças, entendeu?
03:44Eu queria que você, como veterinária, explicasse isso para a gente. Boa tarde.
03:48Boa tarde.
03:49Então, existem raças que, infelizmente, a partir desse melhoramento genético que as pessoas fazem,
03:55para criar raças que fazem esse tipo de guarda,
04:02essa intenção dessas raças serem para a proteção de um estabelecimento, de um ambiente,
04:09tem raças que foram realmente criadas no cruzamento justamente para essa função.
04:15Não necessariamente elas nascem com essa índole.
04:18Óbvio que essa índole pode ser criada.
04:21Então, os pacientes, os animais, não necessariamente eles nascem dessa forma,
04:26mas eles realmente fazem um cruzamento visando esse tipo de conduta.
04:33Mas não a maioria dos animais, se forem criados de uma maneira diferente,
04:38se forem treinados, se forem adestrados, podem adquirirem uma índole dócil.
04:43Se forem convividos com outros animais, com pessoas com índoles boas,
04:50podem adquirirem uma índole melhor e conviverem em sociedade normalmente.
04:54Então, tudo depende da forma como eles são criados.
04:57Então, quer dizer que a forma que eles são criados, domesticados,
05:02o que é ensinado, tanto um comportamento mais agressivo ou não um comportamento mais dócil,
05:08o animal vai adquirindo essas características.
05:11Sim, vai adquirindo.
05:12Então, quando a gente passa na rua e vê um animal totalmente arisco...
05:18Provavelmente ele passou por isso, né?
05:21A gente pega, às vezes, um animal na rua que levou uma pedrada,
05:27que levou um chute, às vezes, de um ser humano que está na rua.
05:30Então, normalmente, ele está reagindo, é uma reação dele.
05:34E, às vezes, quando eles foram criados para isso, para ter essa reação,
05:40eles normalmente agem dessa forma.
05:43E alguns animais que são criados para poderem proteger,
05:47igual, por exemplo, nesse caso, que foi um estabelecimento, pelo que eu entendi...
05:50É um material de construção.
05:51Isso, foram... são cães de guarda, né?
05:54Então, são feitos para proteger o local.
05:56Então, eles provavelmente têm essa índole mesmo de guarda.
06:00Tá?
06:00Então, foram criados para isso.
06:03Quando você cria um animal para isso, tem que ter uma responsabilidade de proteção
06:07para que não haja o que aconteceu com a menina.
06:10E é por isso que a gente trouxe aqui também o advogado.
06:13Doutor André, obrigada pela sua participação.
06:15Uma boa tarde.
06:16O que diz a lei, né?
06:18De quem é essa responsabilidade nesses casos, doutor?
06:21Boa tarde, Roberta.
06:23Então, nesse caso específico, a responsabilidade vai ser do dono do estabelecimento, né?
06:28Se fosse numa residência, o dono do imóvel, o tutor, se tiver na rua ali,
06:34é o responsável pelo animal.
06:35E o que está aparecendo aqui, diante dos relatos que a gente está vendo,
06:40seria uma situação de lesão corporal grave, pelo jeito, né?
06:45E cabe a indenização, né?
06:47Dentro da própria ação penal, pede o dano material, o dano moral.
06:53Mas, assim, são coisas diferentes.
06:55Nesse caso, é a lesão corporal culposa, né?
06:58Onde o dono não teve a intenção, né?
07:00Não teve o dolo de machucar essa menina.
07:02Ele não deu ordem para o cachorro para ir lá e machucar.
07:05Então, é uma lesão corporal culposa.
07:07A gente, de acordo com o que foi relatado com a nossa produção,
07:11que esteve lá no local, né?
07:13Nossa equipe de jornalismo, a gente viu uma tela de proteção,
07:16mas a mãe trouxe uma outra informação de que essa tela já não estava,
07:22não estaria ali em bom estado, que existe alguma abertura.
07:27Ou seja, mesmo existindo a tela, se não está de acordo com a manutenção,
07:32se não há uma manutenção, essa manutenção deveria haver,
07:34de acordo também, então, com a responsabilidade do proprietário.
07:37Com certeza, houve a negligência, né?
07:39E eu vou te dar três exemplos, né?
07:43Uma responsabilidade civil dentro do imóvel, o cachorro ali, né?
07:47O tutor fecha a porta, tudo certinho, e acontece desse cachorro fugir.
07:51Aí, no caso, não tem nenhum tipo de lesão corporal culposa nem dolosa, né?
07:56Seria uma indenização, de acordo com o artigo do Código Civil 936,
08:01acompanhamento, desde quando ela saiu ali machucada, internação, tudo certinho.
08:05Nesse caso, em tela, é uma lesão corporal culposa.
08:09Se o dono ou o responsável estivesse ali e mandasse o cachorro atacar a pessoa,
08:13seria uma lesão corporal dolosa.
08:15Então, são três tipos de...
08:17Agora, doutora Vânia, o que leva um cão a atacar, né?
08:21Já que a gente, você já bem disse, que existem diferenças na própria criação,
08:26mas o que, qual é a motivação que leva um cão a atacar?
08:32Então, quando a gente cria um animal para ele poder proteger um local,
08:38a própria proteção do local, né?
08:40Então, talvez ele pode ter se sentido que houve uma tentativa de entrada no local,
08:46uma tentativa de invasão.
08:47No caso específico aqui, ele tentou...
08:50Ele saiu do local.
08:52Então, ele saiu e tentou proteger ali.
08:54Ou a tentativa dele atacar quando ele está se protegendo, entendeu?
08:59Às vezes, ele recebeu uma certa ameaça,
09:03algo que foi feito em direção a ele, que ele achou que o ameaçou.
09:07E aí, pode ser uma forma dele, dele tentar se defender, tá?
09:12Então, assim, o cão, ele não ataca à toa.
09:15Algo aconteceu que o estimulou a atacar, tá?
09:19Então, assim, pode ser porque tentou jogar alguma coisa,
09:22pode ser porque correu e aí ele sentiu que aquilo ali foi uma forma dele...
09:27Existe na índole do animal a questão da presa.
09:30Infelizmente, existe.
09:31Então, o fato de correr, e é um estímulo, um instinto do humano correr,
09:35quando vê animais grandes vindo, é extinto.
09:39Então, o fato de ter corrido pode ter estimulado ele ter ido atrás.
09:43E aí, óbvio que ele vai correr mais do que a pessoa que correu.
09:47Então, isso pode ter estimulado a atacar, tá?
09:50A gente sabe também que animal tem um faro extremamente apurado, né?
09:55Ali no caso, por exemplo, parando para pensar,
09:57até mesmo nas relações que eu já tive, que tenho com os meus animaizinhos,
10:01ela está grávida.
10:02Pode ter tido alguma relação, doutora?
10:05Não, não.
10:06Não especificamente.
10:07Porque a gente sabe que animal, por exemplo, sente ciúmes,
10:09tem aquela história da barriga, do bebê.
10:11Pode ter acontecido alguma relação?
10:13Acho que naquele caso ali, não.
10:15Nesse caso específico, não.
10:17Não consigo ver relação.
10:18Ela está grávida em si.
10:20Não sei se uma das...
10:22dos animais eram fêmeas, né?
10:24Ou poderia estar no si,
10:26ou se isso poderia influenciar.
10:27Aí teria que ver essa questão da influência de uma pseudociese nesse caso, né?
10:33Para ela se sentir nessa questão da gravidez, do faro, né?
10:37Mas não acho que influenciaria ali nesse caso.
10:39Acho que foi talvez do sair e no impulso, talvez, dela ter corrido,
10:43dela não ter corrido, eles acharem que isso foi uma ameaça
10:46e eles terem ido atrás dela por causa disso.
10:49Nossa, a gente imagina o desespero que foi para essa jovem, né?
10:53E a gente já mostrou outros casos aqui,
10:55um em Cariacica, no mês de maio agora, desse ano,
10:59uma senhora de 69 anos, gente,
11:01foi atacada no bairro Cruzeiro do Sul.
11:03Dona Maria voltava do supermercado.
11:05Olha aí as imagens, tá?
11:07Quando foi surpreendida pelo animal.
11:09Além de bater a cabeça e o cotovelo no chão,
11:12ela ainda precisou levar pontos.
11:13Na época, a vítima registrou o boletim de ocorrência
11:17contra o dono do cachorro, né?
11:18Na verdade, ela é a dona do cachorro.
11:20A idosa já havia alertado sobre o risco do animal atacar as pessoas.
11:27E não foi o único caso.
11:29Em dezembro do ano passado, nós mostramos outra história,
11:33um caso absurdo de ataque de cães.
11:35Uma senhora de 69 anos também foi atacada,
11:39dessa vez foi por dois pitbulls,
11:40no bairro Santos Dumont, em Vila Velha,
11:43quando caminhava na rua com a neta e o marido.
11:46Dois cães apareceram, gente, cercaram a família.
11:51Em seguida, eles derrubaram, atacaram a mulher que ficou bastante ferida
11:55e ela precisou passar por várias cirurgias.
11:58Pela internet, eu vou conversar agora com o Roger Oliveira.
12:01Ele é filho da dona Maria desse caso aí que a gente mostrou,
12:04que foi atacado em Vila Velha.
12:05E também a filha dele, que está agora aqui na nossa imagem,
12:09ela estava junto com a avó.
12:11Boa tarde, obrigada, viu, Roger?
12:13Obrigada também pela participação da sua filha aqui com a gente.
12:16Primeiro, como é que ela está depois desse ataque que aconteceu,
12:19passado esse período?
12:21Boa tarde.
12:23A minha mãe está bem, graças a Deus,
12:26com as suas atividades normais,
12:28mas com muito trauma, tem muito medo mesmo.
12:32Ela já vê um cachorro na rua,
12:33tanto a minha mãe quanto a minha filha.
12:34Quando eles já verem cachorro na rua,
12:36eles já ficam com muito medo mesmo.
12:39A gente está aqui mostrando imagens.
12:41A sua mãe foi salva, foi pelo seu pai?
12:45Foi isso?
12:45O seu pai que conseguiu agir ali naquele momento?
12:48É, exatamente.
12:50Meu pai foi um verdadeiro herói aí, viu?
12:53E a sua filha?
12:54O que aconteceu com ela?
12:55Relembra o caso pra gente.
12:58Então, eles estavam em...
13:00Minha mãe estava indo na farmácia comprar uma medicação
13:03e eles quase nunca passam por essa rua.
13:05E decidiram passar.
13:06Quando eles passaram, a minha filha de longe já viu os cachorros.
13:09Falou, vó, tem dois pitbulls aí.
13:13Aí, minha mãe falou assim,
13:14a gente sempre teve cachorros.
13:16Ah, vão atravessar a calçada que eles não vão vir.
13:19Mas, do nada, ele já partiu pra cima
13:22e foi no meu pai primeiro.
13:24Meu pai conseguiu desfartar.
13:26Aí, pegou minha mãe, derrubou ela,
13:29machucou bastante a perna, a cabeça dela.
13:32E minha filha correu.
13:34No momento que minha filha corre,
13:35eles largam a minha mãe e vão pra cima da minha filha.
13:39Aí, meu pai consegue correr e chutar os cachorros de novo.
13:42E o vizinho abriu a porta e ajudou eles.
13:46A sua filha tá aí do seu lado.
13:47Queria que ela contasse pra gente
13:50como é que ela lida hoje, né?
13:52Quando ela tá passeando na rua,
13:54vê um cachorro.
13:55Como é que fica o sentimento?
13:57Dá medo?
14:00É bem difícil passar na rua assim,
14:02ver um cachorro,
14:03porque qualquer coisa você pensa
14:04que ele vai te atacar de novo.
14:06Então, eu sempre,
14:08quando eu vou na rua assim
14:09e vejo um cachorro,
14:11eu tento sempre me afastar
14:12e ficar perto de alguém,
14:13porque eu tenho muito medo de passar
14:15e ser mordida.
14:17Percebe que ficou um trauma,
14:19até mesmo excessivo, né, LaRoger?
14:21Sua filha tem expressado um medo,
14:23assim, além, né?
14:25Assim, um medo até mesmo
14:26de se esperar depois disso tudo
14:28que ela viveu.
14:30Muito.
14:31Minha filha,
14:31tanto a minha filha quanto a minha mãe,
14:32eles têm muito medo mesmo.
14:35Inclusive, domingo,
14:36eu fui na casa do amigo meu
14:38e quando a gente tava conversando lá,
14:40um vizinho dele abriu o portão dele
14:42e apareceu um cachorro lá.
14:44Minha filha ficou desesperada,
14:46vambora, pai, vambora,
14:47o cachorro vai fugir, vambora.
14:49Expliquei, eu falei,
14:50calma que eu tô aqui,
14:51não vai acontecer nada,
14:52mas, assim, o trauma é muito grande,
14:55eles têm muito medo mesmo,
14:56muito...
14:57Eles têm pavor.
14:58Eles viram o cachorro,
14:59eles ficam apavorados.
15:00Agora, continue com a gente, Roger,
15:02porque esse detalhe
15:03vem aqui na cabeça
15:04uma pergunta pro doutor André
15:06que tá aqui com a gente,
15:07ele é advogado criminalista,
15:08a gente vê que são pessoas
15:10que precisam de um suporte emocional
15:12depois disso.
15:13Cabe a quem?
15:14Os donos, os proprietários,
15:16os animais têm que arcar com isso,
15:18doutor André?
15:18Com certeza.
15:19Beleza, tava falando com você aqui,
15:21não tava filmando,
15:22mas o dono ou o responsável pelo cão, né?
15:26Você vê que ficou um trauma ali na criança
15:28e esse tratamento com psicólogo
15:30ou psiquiatra,
15:31qualquer tipo de tratamento
15:33tem que ser custeado pelo dono
15:34ou pelo responsável do cão.
15:36Então, agora eu quero voltar
15:37a falar com o Roger
15:38e com a filha pra saber.
15:40Vocês tiveram algum apoio
15:43dos responsáveis pelos animais?
15:48Então, quando aconteceu o fato
15:50com a minha mãe,
15:51depois que saiu a reportagem,
15:54o dono do cachorro
15:55veio aqui na minha casa.
15:57A gente conversou e tal,
15:59mas ele assim,
16:00ele não tinha condição nenhuma,
16:02entendeu?
16:03Ele não tinha condição,
16:05a gente conversou
16:06e a gente se resolveu,
16:08mas assim,
16:09porque graças a Deus,
16:10minha mãe tem um plano de saúde,
16:11ajudou,
16:12mas o rapaz, coitado,
16:14ele não tinha condição nenhuma
16:14pra arcar com nada,
16:16ele era um trabalhador,
16:17tava trabalhando na hora
16:19que aconteceu o caso,
16:20ele tava trabalhando.
16:22A única coisa que a gente viu
16:23desse fato aí
16:23foi que assim,
16:24o portão
16:25de onde os cachorros fugiram
16:27era uma coisa que
16:29a todo momento
16:30ia acontecer,
16:31porque assim,
16:31era muito frágil,
16:32os cachorros já tinham fugido
16:33outras vezes,
16:35mas assim,
16:35o menino não tinha como ajudar a gente,
16:36infelizmente.
16:37Mas ele veio aqui,
16:37procurou, conversou,
16:39entendeu?
16:39Mas você sabe dizer
16:40se houve pelo menos
16:41um reparo desse portão,
16:43Roger?
16:45Então,
16:46a gente evitou de passar ali
16:47por muito tempo,
16:48mas como a gente mora
16:49aqui no bairro,
16:51segundo informações,
16:53ele desfez dos cães,
16:54parece,
16:55a gente não sabe mais,
16:56a gente não procurou saber,
16:57entendeu?
16:58Mas parece que ele conseguiu
16:59desfazer dos cães,
17:00o próprio dono ficou com medo
17:02dos cães depois,
17:03ele relatou na época
17:04que ele tava com uma filha
17:05recém-nascida,
17:06aí ele de fato
17:07ficou com medo,
17:08a esposa dele não queria
17:09vir pra casa,
17:09ficou com medo dos cães,
17:10e parece,
17:11eu não tenho certeza,
17:12mas parece que ele
17:13desfez dos cães,
17:14até mesmo os vizinhos
17:15pediram pra ele desfazer,
17:16entendeu?
17:17Os próprios vizinhos
17:18tinham muito medo dos cães.
17:20Aí você levantou
17:21um outro assunto
17:22que eu tô aqui agora
17:23também com a veterinária,
17:24a doutora Vânia,
17:25a doutora,
17:25o que a gente não quer,
17:27porque a gente sabe
17:28que se o animal
17:30tem aquele comportamento,
17:31ela bem disse agora,
17:33né,
17:33que é de responsabilidade,
17:34aquilo ali é consequência,
17:36reflexo da forma
17:36que ele foi criado,
17:37a culpa não é do animal,
17:38mas que tipo de acompanhamento
17:40o animal que demonstra,
17:42né,
17:42essa atitude
17:43que ele precisa ter?
17:44Hoje a gente tem
17:45centros de adestramentos,
17:47né,
17:48que podem ajudar
17:49nesse comportamento
17:50do animal,
17:51né,
17:52lá fora,
17:53fora do país,
17:54nos Estados Unidos mesmo,
17:55os proprietários
17:56são responsáveis
17:57pela criação do animal,
17:59então,
17:59pela índole do animal
18:00é responsabilidade
18:01dos proprietários,
18:02então,
18:02aqui também
18:03é uma responsabilidade deles,
18:05não é algo
18:06que é fiscalizado,
18:08mas é uma responsabilidade
18:10do tutor,
18:11então,
18:11se você quer
18:12que o seu animal
18:12tenha uma boa índole,
18:14respeite,
18:16tem que ter
18:16essa responsabilidade,
18:17existem centros
18:18de adestramento,
18:20o próprio procedimento,
18:21às vezes,
18:21de castração,
18:22pode fazer com que
18:23esse animal fique
18:23um pouco mais dócil,
18:25diminua um pouco
18:26essa aptidão dele
18:27de ficar um pouco
18:27mais alfa,
18:30né,
18:30mas tem um pouco
18:31mais essa índole
18:33de ser um pouco
18:34mais bravo,
18:35né,
18:35então,
18:36assim,
18:36tem saídas,
18:38né,
18:38pra gente deixar
18:39esse animal
18:39um pouco mais tranquilo,
18:41não precisa se desfazer
18:42do animal,
18:43né,
18:43a gente não precisa
18:43se desfazer do animal,
18:44a gente tem possibilidades
18:46pra poder levar
18:46o animal a ter
18:47uma índole melhor,
18:48até porque a gente
18:49não tá aqui
18:49pra estimular isso,
18:51viu, gente,
18:51é importante a gente
18:52ressaltar que tem saídas,
18:54agora,
18:54uma pena que a gente
18:55sabe que nem sempre
18:56essas saídas
18:57são acessíveis,
18:58no caso,
18:59por exemplo,
18:59André,
19:00desse tutor
19:01que o Roger
19:02contou pra gente
19:03que ele não tem
19:05condições,
19:06né,
19:06até mesmo não tem
19:06estrutura física
19:07pra ter ali
19:08um local adequado
19:09pra esses animais,
19:11como que fica isso?
19:12É,
19:13então,
19:13é uma situação
19:13complicada,
19:14né,
19:15tendo em vista
19:15que,
19:16como o Roger,
19:16né,
19:16mesmo falou,
19:17ele não tem uma condição,
19:18mas é interessante
19:20o que o Roger falou,
19:21que ele se mostrou
19:22solidário,
19:23né,
19:23ele foi lá,
19:24ele teve uma preocupação
19:25pra amenizar a dor
19:26das vítimas,
19:27isso é muito importante,
19:29tá,
19:29mesmo a pessoa
19:30não tendo condição
19:31ela se mostrar solidária,
19:32isso é muito importante.
19:34Agora,
19:35Vânia,
19:35eu queria também
19:35que você destacasse
19:37a importância,
19:38vamos lá,
19:39vamos pensar o seguinte,
19:40a maioria,
19:41a maioria hoje
19:42dos lares,
19:43né,
19:44tem um pet,
19:45tem um animal,
19:45a importância da gente
19:47prestar atenção,
19:48né,
19:48em quais são as características
19:50que a gente pode observar
19:52que o nosso pet,
19:54o nosso animal
19:54pode oferecer algum risco também,
19:56a importância da utilização,
19:57a gente vai passear,
19:58a utilização da focinheira,
20:00que muita gente não utiliza,
20:02quantas pessoas a gente vê
20:03caminhando no calçadão
20:05com animais sem a focinheira
20:07e tem essa necessidade,
20:09né?
20:09Tem,
20:10tem sim,
20:10e isso é uma necessidade
20:11que o próprio tutor observa.
20:13Numa consulta,
20:14às vezes de rotina,
20:15você observa isso,
20:16né?
20:17E quando você leva um paciente
20:19para uma consulta de rotina,
20:20o seu animalzinho,
20:21ele se comporta,
20:22às vezes,
20:22de uma maneira mais ríspida,
20:24mais arisca,
20:25ao seu lado,
20:26ao lado do próprio tutor,
20:27numa condição de te proteger.
20:29E aí ele é arisco
20:30com outras pessoas,
20:33nessa proteção,
20:34você já observa
20:35que num passeio
20:35ele vai ser assim.
20:37E aí tem outras condutas
20:39que a gente pode estar tomando,
20:40como eu falei,
20:40o próprio adestramento,
20:42ou às vezes a própria castração
20:43para diminuir um pouco
20:44essa índole dele,
20:45mas se ele é um paciente
20:47que já tem essa tendência
20:48de ser um pouco mais arisco,
20:51cabe essa responsabilidade
20:52de no passeio
20:53você já prevenir.
20:54Anda de focinheira,
20:56já coloca uma guia
20:58um pouco mais firme nele
21:00que você consiga segurar,
21:02que você consiga lidar,
21:03que ele não corra risco
21:04de fugir.
21:05Proteja o seu animalzinho,
21:08entendeu?
21:08Porque se ele fugir,
21:10se ele atacar outras pessoas,
21:11você pelo menos está garantindo
21:12que ele vai estar de focinheira
21:13e não vai correr o risco
21:14de machucar outra pessoa
21:15ou outro animal.
21:16O Roger fez um boletim
21:18de ocorrência,
21:18ele registrou um boletim
21:19de ocorrência.
21:20Fala para a gente também
21:21da importância, né?
21:22Porque, por exemplo,
21:23eu vejo aqui o comentário
21:24da Marinette no Facebook,
21:26ela fala que o neto dela
21:28estava junto com ela
21:28no domingo
21:29e também foi atacado.
21:31Até aproveita e manda
21:32para a gente, Marinette,
21:33se você também registrou
21:34o boletim de ocorrência.
21:35Qual é a importância
21:36disso, doutor?
21:38É importante
21:39porque para a polícia, né?
21:40Polícia civil
21:41dando andamento
21:42no inquérito,
21:44entender o porquê
21:45que aquilo aconteceu,
21:47saber que tipo
21:48de crime ocorreu,
21:48igual já falei
21:50que na situação de hoje
21:51que aconteceu em Guarapari,
21:53isso é uma lesão corporal
21:54culposa nítida.
21:55É claro ali, né?
21:56Houve a negligência,
21:57os cães estavam ali
21:58para defender
22:00o estabelecimento,
22:02para guardar aquilo ali.
22:03São treinados,
22:03até que prova contrária
22:04deve ser cão de guarda mesmo.
22:06Então, tinha um buraco
22:07na tela ou no portão
22:08e os proprietários
22:10não consertaram aquilo ali,
22:11sabendo que os cães, né?
22:13Estavam propícios
22:14a esse ataque,
22:15então, a lesão corporal culposa.
22:17Então, é importante
22:18registrar o boletim
22:19para o inquérito ocorrer
22:22tudo certinho,
22:23para a polícia ali
22:24ver qual crime ocorreu
22:25e assim,
22:26caminhar tudo certinho.
22:27Agora, mais uma vez,
22:29voltando a falar
22:29da importância da focinheira
22:31nos casos aí de lazer,
22:32momentos de passeio,
22:34quantas e quantas vezes
22:35eu já vi animais
22:36de grande porte,
22:38os tutores passeando
22:39sem a focinheira.
22:41Vale lembrar, gente,
22:42que isso é lei.
22:44Isso é lei, né,
22:45doutor André?
22:45Sim, parece que
22:46no município de Vitória,
22:48inclusive,
22:48andar sem guia.
22:49Se eu não me engano,
22:50tem uma multa de 100 reais.
22:52E como que a pessoa faz?
22:54Eu estou ali passeando
22:55no calçadão,
22:55eu vi,
22:56eu mesmo chamo a atenção
22:57da pessoa,
22:58o que eu faço?
23:00Já que eu me senti,
23:01não é em risco.
23:01Chamar a guarda, né,
23:02chamar a guarda,
23:04ou você,
23:05num bom tom,
23:06bota a guia no seu cachorro,
23:08o seu cachorro é de um porte grande,
23:10assim,
23:10tudo é uma boa conversa,
23:12né,
23:12uma boa conversa,
23:13mas vale sempre,
23:14tem que andar na guia,
23:15dependendo se o cachorro
23:16for agressivo,
23:17com focinheira,
23:18e tem uma lei municipal,
23:20sim,
23:20que fala dessa multa.
23:21Tá certo,
23:22muito obrigada
23:22pela participação de vocês,
23:23doutora Vânia,
23:25Doutora André também,
23:26sejam sempre bem-vindos
23:27ao Fala Espírito Santo.
23:28Obrigada,
23:28eu que agradeço.

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