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  • há 1 semana
Estamos no Outubro Rosa, mês de alerta para prevenção do Câncer de mama que é o Câncer de maior incidência na população. Vamos aproveitar o programa para esclarecer dúvidas e falar sobre um projeto que tem o objetivo de zerar a fila de espera pelo tratamento do câncer no SUS.

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Transcrição
00:08Olá, sejam bem-vindos ao Check-Up Saúde. Eu sou a Alice Sarsinelli e essa é a sua conexão com
00:14os
00:14maiores especialistas em saúde do Espírito Santo. Gente, chegou o mês de outubro, é outubro rosa,
00:21o mês que a gente lembra da prevenção do câncer de mama. Mas esse câncer, que é muito prevalente
00:26na população, deve ser assunto o ano inteiro. Há muitas dúvidas em torno desse tema e para tirar as
00:33suas dúvidas e falar de super novidades no SUS para acesso e tratamento a esse câncer, a gente trouxe
00:39aqui dois grandes especialistas, doutora Daniele Chambô e doutor Vitor Fiorin. Doutora Daniele é
00:46mastologista, doutor Vitor é oncologista. Quero dar as boas-vindas a vocês que trouxeram aí uma campanha
00:54que a gente vai explicar também um pouquinho, que é o Juntos pela Mama.
00:58Obrigada Alice pelo convite e pela oportunidade. Realmente a gente costuma dizer que outubro,
01:04que rosa deveria ser o ano todo, né? Tamanha a importância do câncer de mama.
01:09Doutora, vamos aproveitar então começando a esclarecer por que dessa importância, os números do câncer de mama,
01:16eles realmente assustam. Queria que a senhora expusesse um pouco esses números e queria também tirar uma dúvida.
01:23A gente está falando de um câncer que atinge só mulheres ou os homens também devem se preocupar
01:29e prestar atenção aqui nesse assunto, não só por um assunto da esposa, da companheira, da mãe, da filha,
01:36mas também como um assunto pessoal.
01:39O câncer de mama hoje se tornou o câncer mais prevalente nas mulheres e além disso é o câncer que
01:45mais mata as mulheres.
01:49Apesar desse... são números que acabam assustando, né?
01:52Um outro dado é uma em cada dez mulheres que você conhece vai ter câncer de mama ao longo da
01:59vida.
02:00Não é só mulheres, homens também podem ter câncer de mama.
02:04Lógico que não é com a mesma frequência que a gente vê nas mulheres.
02:09Uma coisa que a gente tem notado atualmente que apesar da incidência ser maior a partir dos 40 anos,
02:16a gente está vendo muita paciente jovem com câncer de mama.
02:20Jovem quanto, doutora? A partir de que idade assim que isso já tem virado uma preocupação?
02:25Não tem uma data limite, uma idade limite, perdão.
02:28Mas eu tenho pacientes de 20 anos, de 25, de 24.
02:33A faixa dos 30 agora nem assusta mais a gente.
02:37Então alguma coisa está acontecendo.
02:40E não é só genética, né?
02:42Muitas vezes a paciente chega falando assim,
02:44ai, poxa, mas eu não tenho ninguém na minha família com câncer de mama.
02:48Mas o câncer de origem genética representa a menor parte.
02:52Então alguma coisa relacionada ao hábito de vida, aos hábitos modernos, né?
02:58Pode estar relacionado a isso.
03:00Apesar dos dados serem assim um pouco assustadores, né?
03:03A gente também tem boas notícias para trazer.
03:06E que o câncer de mama, se ele for diagnosticado no início,
03:09a gente tem mais de 95% de chance de cura.
03:13Então ele causa muita morte nas mulheres,
03:16mas ele é um câncer que tem então muita chance de ser curado.
03:19Se diagnosticado no início.
03:21Então por isso que é tão importante a gente fazer a mamografia.
03:26A mamografia, ela salva vidas.
03:29E eu ouço assim muitas pacientes falando,
03:31poxa, eu tenho medo de fazer mamografia, eu não quero fazer mamografia.
03:35Se eu fizer mamografia, vai dar alguma coisa?
03:38Ou, poxa vida, eu descobri um câncer, mas eu fazia mamografia todo ano.
03:43Então a mamografia não vai evitar que você tenha o câncer,
03:46mas a mamografia vai conseguir dar o diagnóstico
03:49quando o câncer ainda nem é palpável.
03:50Por isso é prevenção, né?
03:53E aí você vai estar curada.
03:55Essa questão da genética é interessante,
03:56porque quando a gente vai a um médico de uma maneira preventiva,
04:01eles costumam perguntar ao nosso histórico familiar, né?
04:04Se tem câncer na família, se tem alguma doença crônica.
04:09Mas nesse caso então, que é o câncer mais comum,
04:12é pouco, há pouca preocupação em relação à genética.
04:16A maior preocupação é com a idade.
04:18A idade é o fator mais importante, mas também hábitos de vida.
04:23Assim, o câncer de mama é uma doença multifatorial.
04:27Então, são várias pequenas coisas que você faz no dia a dia.
04:31Por exemplo, está comprovado que as mulheres que ingerem bebida alcoólica
04:36têm mais chance de ter câncer de mama.
04:39Hoje é muito mais comum a mulher beber socialmente do que no passado.
04:47Então, é uma mudança.
04:48Quando você tem filhos com idade mais avançada, acima de 30 anos...
04:53A primeira gestação.
04:54A primeira gestação também aumenta a chance de risco para câncer de mama.
04:58E hoje, com a inserção da mulher no mercado de trabalho,
05:02é normal as mulheres engravidarem mais tarde.
05:05Estar acima do peso, o sedentarismo,
05:08tudo isso são fatores que, lógico, têm pesos diferentes na determinação.
05:13Mas vão se somando, né?
05:14Mas vão se somando e isso aumenta a chance para câncer de mama.
05:17Então, isso já seria, né?
05:19Você já está passando uma dica para a gente em relação à prevenção.
05:22A prevenção, ela passa por isso.
05:24Como que a gente poderia prevenir?
05:26Eu estou aqui ouvindo hoje, estou dentro desse grupo,
05:29me identifico com alguns fatores de risco desse.
05:32Como que é a prevenção do câncer de mama?
05:34A gente não tem uma prevenção, que eu posso dizer,
05:39se você fizer isso, você não vai ter câncer de mama.
05:42Mas a gente consegue diminuir os fatores, todos aqueles que se somam.
05:47E uma das grandes, que as pesquisas descobriram,
05:51é que a obesidade, estar acima do peso,
05:53é um fator muito importante para câncer de mama.
05:57Não só para as pacientes que não tiveram,
05:59mas para as pacientes que tiveram câncer de mama,
06:01elas têm mais chance da doença voltar quando elas estão acima do peso.
06:05Então, a obesidade não é uma questão de estética,
06:08é literalmente uma questão de saúde.
06:11A gente sempre traz aqui diversas doenças que podem ser prevenidas
06:16a partir de hábitos saudáveis, né?
06:19E a gente está falando aí de câncer,
06:20que às vezes a gente relaciona tanto com a genética,
06:22a gente está desmistificando aqui, né gente?
06:24Que depende também muito da nossa atitude.
06:27A gente tem um compromisso em sentir na pele do nosso ouvinte,
06:31do nosso telespectador,
06:32que já tenha passado por algum problema de saúde que a gente traz aqui.
06:37Se você também tem sua dúvida, quer mandar,
06:39quer consultar um grande especialista,
06:41pode mandar seu vídeo para a gente.
06:43Acessa lá no Folha Vitória,
06:45na nossa página Vida Saudável e entre em contato com a gente.
06:49Vamos sentir na pele de alguém que já teve câncer?
06:52Olá, meu nome é Renata,
06:54tenho 44 anos,
06:55duas princesas lindas,
06:56Lavínia e Olívia,
06:58e estou aqui para dividir um pouquinho da minha história com vocês.
07:02Aos 40 anos,
07:03eu fui diagnosticada com câncer de mama,
07:05em exame de rotina,
07:06que eu já fazia desde os 35,
07:08mesmo não tendo nenhum caso na família.
07:11E nesse dia,
07:14compartilhar com vocês o que eu senti,
07:16é um pouquinho difícil.
07:19Não por me entristecer, não,
07:24mas por passar o que eu senti.
07:26Eu acho que,
07:28em palavras, é difícil,
07:30mas eu senti meio uma coisa estranha, sabe?
07:32Parecia que estava flutuando, assim.
07:35Mas ao mesmo tempo que foi estranho,
07:37as primeiras horas ali,
07:39eu senti naquele momento,
07:40quando a minha médica me falou,
07:42a presença muito de Deus,
07:45como se Ele estivesse enviando as palavras certas
07:48para ela me falar, sabe?
07:50E que fez toda a diferença.
07:53Ali eu senti uma paz,
07:55ali eu senti a certeza
07:57de que tudo terminaria bem, sabe?
08:01Foi exatamente o que eu senti.
08:04Enfrenta, que tudo vai terminar bem.
08:06Foi exatamente isso.
08:08Acho que eu consegui, assim, passar agora.
08:11Eu senti que foi isso.
08:13Presença de Deus.
08:14E ali,
08:15o tratamento.
08:17A gente não sabe muito bem,
08:19naquele momento ali,
08:19o que vai ser,
08:20o que vai vir pela frente.
08:22Mas o importante é que eu queria seguir,
08:24queria lutar.
08:27Então, aquilo ali foi muito importante.
08:30Querer lutar.
08:31Eu estou gravando aqui, assim,
08:33meio improvisado, tá, gente?
08:35Não tem nada escrito.
08:36Então, é realmente o que eu estou tentando
08:38lembrar daquele dia.
08:42E o tratamento, né?
08:44Só depois que eu fizesse a cirurgia,
08:46que eu optei por fazer a mastectomia total.
08:50E ali eu ia saber realmente o que iria acontecer.
08:55Então, eu entreguei nas mãos de Deus
08:58e não precisei fazer a químio,
09:01não precisei fazer rádio,
09:02somente mesmo retirar.
09:05E depois da notícia,
09:09eu segui a vida.
09:10Eu fui vivendo um dia de cada vez.
09:13Minhas rotinas continuavam,
09:15nada mudou.
09:17Eu tinha que levar para a escola,
09:20trabalhar, fazer tudo que eu sempre fazia.
09:22Então, é isso.
09:24A vida continua e você vai indo e lutando.
09:27Então, a mensagem que eu tiro é
09:29lutem, lutem,
09:32que vale a pena.
09:33E façam seus exames,
09:35seus exames anuais.
09:36São uma bênção.
09:41Linda, né?
09:42A mensagem da Renata,
09:44inspiradora.
09:44Eu acho que não só para a parte espiritual,
09:47mas essa questão em que ela fecha, né, doutora,
09:49falando da importância dos exames.
09:52E aí a gente está se perguntando,
09:54com essa questão de o diagnóstico ter ficado cada vez mais cedo,
09:58a gente ter pacientes mais novas com esse câncer,
10:01a partir de que idade que a gente deve rastrear a partir da mamografia?
10:06E se o SUS cobre a partir dessa idade que é realmente recomendado ou ainda não?
10:10A mamografia é recomendada a partir dos 40 anos,
10:14anualmente.
10:15Pode ser feita pelo SUS também.
10:18Antes dos 40 anos,
10:19a gente ainda não tem guidelines para poder indicar.
10:24Mas é lógico que cada caso é um caso
10:26e a paciente precisa conversar com o médico
10:29justamente para ele fazer uma pesquisa sobre a sua história familiar,
10:33porque pacientes que têm história familiar importante
10:36têm que começar mais cedo.
10:37Mas na população em geral, a partir dos 40 anos.
10:39Então quem tem 40 anos e nunca fez,
10:42já está perdendo tempo aí num diagnóstico precoce possível
10:46que poderia salvar a sua vida, né?
10:48Isso aí, já passou da hora.
10:50Vamos trazer um contraponto?
10:52A Renata fala pra gente que o tratamento dela
10:54foi apenas cirúrgico, né?
10:56Que ela não passou por outros tipos de tratamento.
10:59A gente vai perguntar pra doutor Vitor
11:00pra explicar pra gente sobre os tipos de tratamento,
11:04por que se perde cabelo,
11:05o que é a químio, o que é a rádio.
11:07Mas a gente trouxe uma outra personagem,
11:10uma outra ouvinte nossa, a Rita,
11:12pra contar a sua história.
11:14Olá, tudo bem?
11:16Como estão vocês?
11:17Então, meu nome é Rita Barcelos,
11:20eu tenho 62 anos
11:21e em 2009 eu tive câncer de mama.
11:24Eu tive que fazer uma mastectomia radical
11:26e pra prosseguir o tratamento
11:30eu fiz quimioterapia, radioterapia,
11:33meus cabelos também caíram, né?
11:34Também passei muito mal.
11:36É uma fase muito difícil de tratamento,
11:39mas o que eu posso dizer é que não desanime, sabe?
11:42Tudo são fases, são mares difíceis,
11:45a gente rema com muita dificuldade,
11:48mas a gente tem que ter fé.
11:50A fé vai te construir
11:52pra que você consiga atravessar essa fase difícil, né?
11:56A gente perde os cabelos,
11:58a saúde fica um pouco debilitada,
12:00a cada ciclo de quimioterapia,
12:04você fica receiosa, com medo das plaquetas não estarem na taxa legal
12:10pra que você possa fazer aquele ciclo,
12:12pra que não precise interromper, não é mesmo?
12:14O mesmo segue para as radioterapias, não é mesmo?
12:18Então, o que a gente pode dizer,
12:20pra passar pros outros,
12:21é que é uma fase muito difícil,
12:22é complicada, mas não desanime, sabe?
12:25O apoio da família é essencial, né?
12:29O médico, é você confiar no tratamento médico,
12:32fazer as coisas direitinho,
12:33tem que seguir uma dieta,
12:35você tem que se cuidar, tem que fazer exercício,
12:38você eliminar alguns alimentos
12:40que durante esse período pode te fazer mal.
12:45Procurar depois os exames, fazer o controle, né?
12:47A minha já tem 12 anos já,
12:49e graças a Deus eu me sinto bem.
12:52São coisas assim,
12:53não é fácil você receber um diagnóstico,
12:56é muito complicado,
12:57mas aí você tem que ter um pouco de fé.
13:01Eu, pelo menos,
13:01eu não deixei a doença entrar dentro de mim,
13:04é o que eu sempre falo pras pessoas,
13:05não deixe a doença entrar dentro de você,
13:08que é mais fácil pra você seguir em frente.
13:11Um abraço.
13:13Linda mensagem da Rita, né?
13:15Não deixar a doença,
13:16é se outras entrarem em nós, né?
13:19Doutor, mas explica pra gente então essa diferença,
13:21quais são esses tratamentos e o que que determina, né?
13:24Se a pessoa vai precisar de remover a mama,
13:27de remover a mama e fazer rádio, químio,
13:29como é que funciona?
13:31Boa pergunta.
13:33Hoje, o câncer de mama não é uma doença única.
13:36O câncer de mama é dividido em três grandes grupos.
13:39Dois deles, a gente, como regra,
13:42começa o tratamento não é com a cirurgia,
13:45mas com a quimioterapia.
13:47Em outro, que é o que é mais prevalente,
13:51o mais comum,
13:52de maneira geral,
13:53ele começa com a cirurgia.
13:54Então, uma coisa muito importante
13:56pra deixar de mensagem é
13:57nem sempre a cirurgia é a primeiro tratamento.
14:02Alguma das vezes,
14:04a gente consegue fazer quimioterapia
14:07antes do tratamento
14:08pra diminuir esse tumor
14:11e isso, em última análise,
14:13aumenta a chance de cura
14:15para os pacientes.
14:17Então, sem dúvida nenhuma,
14:19todo paciente hoje com câncer de mama
14:21passa por uma cirurgia como regra.
14:24E esse é o principal tratamento.
14:25Mas hoje, nós temos à disposição
14:28muitas novas medicações,
14:31em relação, por exemplo,
14:32que ele tem que fazer de 2009 pra cá,
14:34foram inúmeras aprovações
14:35já disponíveis no cenário mesmo do SUS,
14:37em que a gente aumenta a chance de cura
14:41das nossas pacientes.
14:43Perfeito, doutor Vitor.
14:44Aqui a gente tem um compromisso, gente,
14:46com a saúde pública
14:47em trazer informação pra vocês,
14:50pra que possam acessar o serviço pelo SUS,
14:52o serviço gratuitamente,
14:54de maneira beneficente.
14:56Então, eles estão aqui hoje
14:57representando também uma campanha,
14:59o Juntos pela Mama,
15:00que tem um objetivo forte
15:02de zerar a fila de espera
15:05pra exames de prevenção.
15:06Queria que vocês contassem
15:08um pouquinho pra gente,
15:09pra começar,
15:10explicar o que é essa campanha,
15:12o que é o Juntos pela Mama.
15:14Bom, o Juntos pela Mama
15:14começou de uma maneira
15:17muito interessante.
15:19Uma paciente nossa
15:21veio conversar,
15:22e ela é filha de um grande amigo,
15:25em que ela,
15:26conversando,
15:27e ela tinha acabado
15:28de receber o diagnóstico,
15:29e ao final da consulta,
15:31esse grande amigo comentou,
15:32mas o que a gente pode fazer
15:34pra melhorar?
15:35como que todo mundo tem acesso
15:37a esse tratamento
15:37que a gente está fazendo?
15:39E a minha resposta foi não,
15:41infelizmente não.
15:42Aí ele,
15:43mas Vitor,
15:43como que a gente vai resolver isso?
15:45Aí a gente respondeu,
15:46só tem um jeito,
15:47sendo Juntos.
15:48E aí surgiu o Juntos pela Mama.
15:51Então, o Juntos pela Mama
15:52começou em 2020,
15:53com um trabalho
15:54de mais de 25 voluntários,
15:56e somente voluntários,
15:58em que se tinham
15:59propostas muito bem estabelecidas.
16:01Tínhamos metas.
16:02A primeira meta
16:03é ser o primeiro serviço
16:05do SUS
16:06a adquirir,
16:07por conta própria,
16:09a touca gelada.
16:10O que é isso?
16:11Isso é um equipamento
16:12que diminui
16:13a chance
16:14da paciente
16:14perder o cabelo
16:16durante a quimioterapia.
16:17Ah,
16:18mas será que isso funciona?
16:19A gente acabou
16:20de mandar agora
16:20pro nosso Congresso Brasileiro
16:22de Oncologia
16:22mais de 70%
16:24das pacientes,
16:25ou seja,
16:25de cada 10 pacientes,
16:267 preservaram
16:28o cabelo
16:29de maneira satisfatória,
16:31mesmo fazendo
16:32quimioterapia.
16:33Então,
16:34todas elas
16:35iriam perder o cabelo,
16:367 não perderam o cabelo,
16:38graças a Juntos pela Mama.
16:41Outra meta,
16:42Dani,
16:42que a gente conseguiu
16:43foi construir
16:45um centro cirúrgico
16:46para operar-se
16:48câncer de mama.
16:49Isso foi
16:50uma prioridade
16:52da instituição.
16:52Pelo SUS?
16:53Pelo SUS
16:53da Santa Casa.
16:53Em qual instituição?
16:54Na Santa Casa.
16:55Na Santa Casa.
16:56Então,
16:57a gente,
16:57de maneira voluntária,
16:58com a participação
17:00e arrecadação
17:00dos empresários,
17:02dos cidadãos capixabas,
17:04até nacionais,
17:06a gente conseguiu
17:07arrecadar a verba
17:08e construir,
17:09isso já foi entregue
17:10e antes,
17:11as pacientes,
17:12às vezes,
17:12demoravam, né, Dani,
17:13cinco meses
17:14a nosso serviço
17:15para conseguir
17:16uma vaga
17:17para a cirurgia.
17:19Para a cirurgia.
17:19Tinha o diagnóstico,
17:20fez a mamografia,
17:22que ela pode procurar
17:23unidade de saúde.
17:24A partir de 40 anos,
17:25o ginecologista
17:26encaminha ela
17:27para a mamografia.
17:28Ela tem um diagnóstico
17:30e ficava ali
17:31com aquele câncer
17:31cinco meses
17:32aguardando uma vaga.
17:34Esperando cirurgia.
17:34Hoje, na Santa Casa,
17:36com esse novo centro cirúrgico
17:38dedicado
17:39ao câncer de mama,
17:40nós não temos
17:41fila de espera.
17:42E isso, assim,
17:44é emocionante.
17:44É te arrepiar, né?
17:45É falar.
17:46A toca,
17:47como o Victor falou,
17:48também foi uma aquisição
17:49muito importante
17:50e hoje ela faz parte
17:51do nosso símbolo, né,
17:52do Juntos pela Mama,
17:53a toquinha aqui,
17:55porque realmente
17:57foi uma mudança
17:59para o SUS,
18:00de como tratar
18:01a paciente.
18:02E apesar da nossa campanha
18:04ter vindo, assim,
18:04com muito êxito,
18:06a gente notava
18:07que as pacientes
18:08ainda chegavam
18:09com um câncer
18:10muito avançado, né?
18:12Então, o que que
18:12estava acontecendo?
18:14E a gente percebeu
18:15que a paciente,
18:16como você falou,
18:17ia para o posto de saúde,
18:18fazia a mamografia
18:20e tinha uma alteração,
18:21ficava perdida
18:22em meio da burocracia
18:23esperando uma consulta
18:25com um especialista.
18:27Tentando resolver
18:28esse problema,
18:29a gente se juntou
18:30com uma startup
18:31de telemedicina
18:32que chama
18:32Doc for Doc,
18:33e a gente apresentou
18:35esse problema
18:35para ele
18:36e junto nós criamos
18:37uma solução
18:38que foi a triagem virtual.
18:40A triagem virtual
18:42do Juntos pela Mama
18:43permite o acesso
18:44de qualquer pessoa
18:46até do Brasil
18:47que tenha uma dúvida,
18:49um exame alterado,
18:51ela clica no nosso link
18:52e entra em contato
18:53através de uma solução digital
18:56que funciona semelhante
18:57ao WhatsApp
18:58e ela tem contato
18:59com um especialista.
19:00De graça?
19:01De graça.
19:02É um trabalho totalmente
19:03voluntário,
19:04feito por mim,
19:04por Vitor
19:05e pelos alunos
19:06da Emescan.
19:07A gente tira as dúvidas,
19:08esclarece as dúvidas
19:09e quando essa paciente
19:11tem um exame alterado,
19:12uma mamografia
19:13que é suspeita
19:13para câncer de mama,
19:15ela tem a consulta
19:16agendada na Santa Casa
19:17para a mesma semana
19:19que ela procurou
19:21o atendimento
19:22pelo WhatsApp.
19:23E não só isso,
19:25ela tem acesso
19:26a uma consulta multidisciplinar
19:27em que ela passa
19:28com um oncologista,
19:30com um mastologista,
19:32cirurgião plástico,
19:33psicóloga,
19:34assistente social,
19:36garantindo o cuidado,
19:38fisioterapia,
19:39garantindo o cuidado dela
19:40como um todo.
19:41Integral,
19:42que é tão importante.
19:43Faz a biópsia
19:44no mesmo dia
19:45e em menos de um mês
19:47ela já está
19:48marcada,
19:49fazendo,
19:50já operada
19:50e iniciando
19:51o tratamento dela.
19:52E vocês tiveram
19:53recentemente em São Paulo
19:54recebendo um prêmio,
19:56foi nesse sentido
19:57dessa startup
19:58quanto a pra gente?
19:59A gente fica muito orgulhoso
20:01de poder falar isso aqui.
20:03A gente teve
20:03no Cubo Itaú,
20:05que é a maior
20:06hub de startups
20:07do Brasil
20:08e nós,
20:09essa solução digital
20:10que a gente criou
20:11junto com a Doc for Doc
20:12foi premiada
20:13na categoria
20:14Inovação em Digitalização,
20:17trazendo um impacto
20:18positivo
20:19na vida de tantas pessoas,
20:21podendo diminuir
20:22número e necessidade
20:23de mastectomia.
20:25Muitas vezes
20:26não precisando
20:27de quimioterapia,
20:28conseguindo fazer
20:29o tratamento
20:30apenas com a hormonioterapia,
20:31que é um comprimido oral.
20:33Então,
20:33isso é realmente
20:36uma...
20:37A gente fala
20:38com emoção.
20:38É um orgulho,
20:39né?
20:39É um orgulho, sim.
20:40Poder trazer isso
20:41e a gente espera agora,
20:43a Santa Casa,
20:44lógico,
20:44é a nossa base,
20:45é o projeto piloto
20:46e a gente espera
20:47aumentar isso
20:49e atingir
20:50o maior número
20:50de pessoas.
20:53nosso link
20:54fica no Instagram,
20:56arroba
20:56Juntos Pela Mama
20:57e depois a gente
20:58coloca no ar também.
21:00É muito simples,
21:01qualquer pessoa
21:01pode acessar.
21:03Como que a gente
21:03pode ajudar
21:04o Juntos Pela Mama?
21:05Então,
21:06a gente está ouvindo,
21:07está se arrepiando,
21:08está se emocionando
21:09aí com a história
21:10desse voluntariado,
21:12né?
21:12Desses tratamentos
21:13pelo SUS,
21:13para as pessoas
21:14que muitas vezes
21:15não têm acesso mesmo
21:17e morrem por falta
21:18de oportunidade.
21:19Como que a gente
21:20pode ajudar?
21:21O Juntos Pela Mama
21:22é um projeto
21:23em que todos
21:24os participantes
21:25podem se doar,
21:27seja do ponto
21:27de vista de ajudar,
21:29conversar com os pacientes,
21:30de participar das ações,
21:32de comprar camisa.
21:34Todo o dinheiro
21:35comprado na camisa,
21:37que hoje está vendido
21:39na Santa Casa
21:39e na Emescan,
21:40é revestido
21:41diretamente
21:42para o projeto.
21:43Além disso,
21:45também,
21:45grandes empresários
21:46e pessoas civis
21:47que queiram doar
21:49quantidades maiores,
21:50também podem entrar
21:51em contato com a gente.
21:52A gente vai deixar
21:52o QR Code
21:53aqui junto com vocês
21:55na tela
21:55para poder entrar
21:56em contato
21:57e todo o projeto
21:59é muito transparente
22:00e vocês vão ter acesso
22:01a todas essas conquistas.
22:03Agora,
22:03a nossa missão é
22:04trazer essa solução digital
22:06para outros serviços
22:08e diminuir
22:09a fila do SUS.
22:10E a gente não quer
22:11continuar com a realidade
22:12de que a paciente
22:13demora mais de 180 dias,
22:15mais de seis meses
22:17do sintoma
22:18ao diagnóstico.
22:19A gente quer
22:19que essa paciente
22:20chegue mais rápido
22:21e isso aumenta
22:22a chance de cura,
22:23como a Dani falou,
22:24para até 95%.
22:26Maravilha!
22:27Parabéns!
22:28Eu só posso agradecer
22:29a presença de vocês.
22:31Estarei aí
22:32assumindo essa campanha
22:34pessoalmente também
22:35porque acredito nela
22:36e tenho visto
22:37os resultados.
22:38E chegando ao final,
22:40além de agradecer,
22:41eu acho que a gente
22:42poderia deixar
22:42uma mensagem
22:43de otimismo
22:44para quem está
22:45tendo um diagnóstico agora.
22:46O que vocês poderiam
22:47falar para nossos pacientes,
22:49nossos ouvintes?
22:50Eu acho
22:50que o Outubro Rosa,
22:52eu acho que as campanhas
22:53no Outubro Rosa
22:54são muito importantes
22:55para que ninguém
22:56se esqueça
22:57da importância
22:58de se fazer mamografia,
22:59de que mamografia
23:00salva vidas,
23:01mas também
23:02que as pacientes
23:03não façam só mamografia,
23:05que busquem
23:06as mamografias,
23:07que procurem
23:08um médico especialista,
23:10porque a gente
23:11tem recebido números
23:12que deixam a gente
23:13tristecido.
23:14Não adianta só
23:15fazer a mamografia
23:16se você não busca
23:17a mamografia
23:18e não vê o resultado,
23:20não conversa
23:21com o especialista,
23:22sabe que chega
23:23a quase 50%
23:24o número de pacientes
23:26que não buscam
23:26o resultado
23:27de mamografia.
23:28Gente, impressionante.
23:28Então, o câncer de mama
23:29tem cura sim
23:31e muito disso
23:32depende
23:33única e exclusivamente
23:34de atitudes positivas.
23:36Aquilo que todo mundo
23:37sabe que tem que fazer
23:38e que acaba
23:39não fazendo.
23:40Se alimentar bem,
23:42cuidar do corpo
23:43e fazer os exames.
23:46Perfeito.
23:46Eu também queria
23:47agradecer a Alice
23:48e o seu programa
23:48que dá essa oportunidade
23:50e as pessoas
23:51têm livre acesso.
23:52Podem ficar à vontade
23:53se quiserem entrar
23:54em contato com a gente,
23:55arroba juntos
23:55pela mama
23:56no Instagram.
23:57A gente vai acionar,
23:58a gente vai responder
23:59e ajudar também
24:00com tirar as dúvidas
24:02e a gente vai estar
24:03à disposição.
24:03A gente espera
24:04continuar
24:05transformando a saúde
24:06caprichada.
24:07Parabéns
24:08e muito obrigada.
24:09Gente,
24:10esse foi o Check-Up Saúde
24:11de hoje.
24:12Te espero na semana
24:13que vem,
24:14aqui pela Pan News
24:15e pelo Folha Vitória.
24:16e até a próxima.
24:24Legenda por Sônia Ruberti

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