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  • há 13 horas
Príncipe William e Kate têm brigas.

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Transcrição
00:00A gente sabe, né, que contos de fada, esses não existem mesmo, né, gente?
00:05É o que acaba de afirmar o escritor especializado em notícias sobre a realeza britânica.
00:11Escuta só essa história.
00:13O príncipe William e a Kate Middleton são vistos como o casal real, perfeito, né?
00:20Nada disso, tá, gente? Não passam nem perto disso.
00:23Segundo o escritor Tom Quinn, tá, ele disse que os dois têm brigas terríveis.
00:30E que jogam coisas um no outro, tá?
00:32E que o William, quando está irritado, ainda trata a Kate com deboche.
00:36Chamando-a de querida, em tom de ironia.
00:40É, a sorte do casal é que Kate é muito calma, que tem a capacidade de ignorar, manter a plenitude
00:47quando está sendo criticada.
00:49Agora vem cá, chega pertinho.
00:51Brigar, todo casal briga, né?
00:53Só que a gente precisa saber quando a gente está passando dos limites, quando é preciso retomar a calma, a
01:00paciência, pra gente no azedar de vez o relacionamento, viu?
01:03Vamos bater um papo sobre esse assunto?
01:05Como é que é a treta aí na sua casa?
01:07Como é que vocês se resolvem?
01:09Olha aqui, ó, no time de mulheres.
01:10Tá faltando um homem aqui, pra falar real também, ó.
01:14A gente tem a psicóloga aqui, a sexóloga, Virginia Peles, maravilhosa.
01:19Obrigada pela sua participação.
01:20A Cris Prat, Cris, maravilhosa.
01:24Tem que fazer um agradecimento especial a você, esse dia ela trouxe uma torta pra gente, deliciosa.
01:28E também, Rosa Maioli, que vai contar pra gente como é que é na sua casa.
01:3437 anos, não é isso, Rosa, de relacionamento?
01:36Boa tarde.
01:37Boa tarde.
01:3837 anos de...
01:39Casados, né?
01:40De alegrias e muitos ainda virão, né?
01:42Se Deus quiser.
01:43Agora, vamos falar a real.
01:44A gente sabe que no meio dessas alegrias, existem as tretas.
01:47Como que vocês resolvem essas tretas?
01:51Bom, primeiramente, eu acho que o casamento, acima de tudo, além do amor, é o respeito, né?
01:56A partir do momento que você respeita um ou outro, eu acho que as briguinhas, elas conseguem ser resolvidas, né?
02:04As DRs, né?
02:04Como o pessoal fala.
02:06E aí, dependendo do assunto, como é que você se comporta?
02:11Hoje é maturidade, né?
02:12São 37 anos de casada, né?
02:14Mas, antigamente, tinha umas briguinhas feias, né?
02:16É.
02:17Um copinho assim, um pratinho assim, agora vou cobrir um prato.
02:20Ah, vai quebrar um prato, vou quebrar um copo.
02:23Já teve já esse momento.
02:25Ah, já teve esse momento.
02:26E aí, a gente recorda isso até brincando, né?
02:30E o que é mais bacana é a gente saber que todas essas dificuldades, né, no casamento, o casamento está
02:38aí se perpetuando, né?
02:39E o que é muito bacana também é você pensar, poxa, eu ia separar por aquela bobagem, entendeu?
02:45Então, a gente tem que pensar muito nisso, né?
02:46Essa maturidade de pensar que essa é uma situação que você passa que vai passar, como tudo vai passar, inclusive
02:54as briguinhas de casamento, né?
02:56E pra você, Cris, conta pra gente como que você e o maridão, como é que vocês lidam nesses momentos
03:01de desavenço, que a gente sabe que existe, né?
03:03Com certeza.
03:04Boa tarde, seja bem-vinda, viu?
03:05Boa tarde, obrigada.
03:07Então, assim, nós somos cristãos e, assim, eu entendo, né, que a base do nosso casamento é Deus.
03:15Então, assim, eu gravei sempre uma frase, aquela frase das mães, mães de joelho, filhos de pé.
03:20E aí é mulher de joelho, marido de pé também.
03:24É pra família inteira, né?
03:24É pra família inteira.
03:25Então, assim, primeiro Deus e, segundo, é conversa.
03:30A gente tem que conversar.
03:31É claro que brigar, gritar, sempre acontece.
03:35Não adianta a gente falar assim, ah, nunca briguei, nunca gritei.
03:38Isso é normal.
03:39Mas eu acho que o respeito, igual ela falou, é imprecedível.
03:43Eu posso gritar, é até, às vezes, é até bom a gente extravasar, porque a gente expõe o que está
03:48sentindo, o outro vê.
03:49Pera aí, eu ultrapassei um limite.
03:51Pera aí, alguma coisa está acontecendo que a gente precisa resolver.
03:54Mas não posso desrespeitar, é diferente.
03:58Você extravasar e você desrespeitar.
04:01Então, o respeito é o limite.
04:03Virgínia, como é que a gente lida com esse sentimento que borbulha dentro da gente durante uma desavença que a
04:09gente está tendo com a nossa companheira e até que ponto que a gente pode extravasar isso?
04:16Boa tarde.
04:16Boa tarde, princesa.
04:18Eu vejo...
04:19Ai, gostei do princesa.
04:21Eu vejo que o maior desafio é entender o meu temperamento e o temperamento dele, que são temperamentos diferentes.
04:27Então, a pessoa sanguínea, ela vai ter uma tendência de explodir mais facilmente do que uma outra pessoa.
04:32Se são os dois, vai dar problema.
04:35Então, estabelecer o limite tem que ser antes, tem que ser no momento de paz, não no momento de calorado,
04:41né?
04:41Que as emoções estão afloradas.
04:43E a gente tem que tomar cuidado também, uma outra coisa que eu acho que é importante é a questão
04:46da linguagem do amor.
04:47A gente tem palavras de afirmação.
04:49A pessoa que tem essa linguagem do amor, que é aquela pessoa que gosta de elogio, que sente falta de
04:53elogio,
04:54é se na hora que ela ouve, a palavra que ela ouve vem como um dardo inflamado.
04:59Não é aquela fala, é diferente.
05:01No consultório, eu sempre explico com os meus pacientes.
05:03Uma coisa é falar, outra coisa é ouvir.
05:04São duas coisas diferentes.
05:06Então, estabelecer esse limite.
05:08Por exemplo, ah, você é um moleque.
05:11Para alguns homens, o moleque vai ser um menino, um garoto, né?
05:16Outros, vai ser um irresponsável.
05:18Que conotação tem?
05:19Ah, você não tem vergonha.
05:20Às vezes, o homem fala para a mulher, ah, você não tem vergonha na sua cara.
05:23Para ela, uma sem vergonha quer dizer uma mulher sem pudor.
05:27E talvez não tem vergonha porque você fala na lata.
05:31A conotação na mente de cada um é diferente.
05:34Então, é importante a gente estabelecer esses limites no momento de paz,
05:37para evitar esses momentos acalorados.
05:40Uma vez que eles acontecem, tem um ditado popular que eu gosto muito,
05:43quando dois não querem, né?
05:45Quando um não quer, dois não brigam, né?
05:47Quando um não quer, dois não brigam.
05:48Papai que fala muito isso.
05:49Então, se tem um que está brigando, o outro tem que puxar o freio de mão e recuar.
05:54Porque é aquilo que ela falou, vai arremessar um prato?
05:56Então, vou arremessar um copo, vai fazer isso, vai fazer aquilo.
05:59Porque na cabeça de muitos relacionamentos, não é uma equipe, mas sim uma disputa.
06:03Então, quem grita mais, quem fala mais.
06:05Então, a minha preocupação de extrapolar e extravasar é porque o outro...
06:11Como que ele está recebendo isso?
06:12Porque se for uma disputa, você grita, ele vai gritar mais alto.
06:15Você faz, ele vai fazer mais alto.
06:16E aí, eu tenho medo da violência.
06:18Porque é aí que ela começa.
06:20Um empurrão, um xingamento, uma violência verbal.
06:23E daí começa e a coisa vai crescendo, tomando uma proporção maior.
06:26Então, eu sou a favor da gente explodir com sabedoria.
06:29Olha, eu não estou bem.
06:31Meu dia foi muito sobrecarregado.
06:33E eu estou muito irritada com o que você está fazendo comigo.
06:36Pronto, você já deu a informação que você não está bem,
06:39que você está perto de romper o seu limite, antes, no início da informação.
06:43Tem uma frase que diz, né?
06:45Converse enquanto você ainda está suportando.
06:47Porque depois que estiver no momento insuportado,
06:49a gente sabe que ali, dali em diante, é difícil manter a conversa, né?
06:53O diálogo.
06:54Acaba que fica muito mais agressivo, né?
06:56Exatamente.
06:57Se você estiver na emoção da raiva, identificou que está com raiva, não conversa.
07:00Porque você vai atacar o tempo todo.
07:02Isso não é diálogo.
07:03A fórmula assertiva da comunicação é você falar explicando, não atacando, nem julgando,
07:10muito menos cobrando e nem se defendendo, mas explicando aquilo que você está sentindo.
07:14Agora, Rosa, você tocou num ponto importante.
07:16Você usou a palavra maturidade.
07:19No início do relacionamento, era assim?
07:22Você tinha essa maturidade, essa paciência que a gente vai exercitando ao longo da vida, aprimorando.
07:28Você tinha isso lá atrás?
07:30Com certeza não.
07:31Duas.
07:31Com certeza não.
07:33Eu acho que casamento é quase igual você ter filho.
07:38Alguém dá conselho para você.
07:39Como é que você vai criar seu filho?
07:41Como é que você vai viver o seu casamento?
07:43Eu acho que a receita do bolo é cada um tem que colocar seus ingredientes.
07:47Sabedoria de serrimento e aquele lá em cima, que é a sabedoria divina, que vai estar sempre
07:51te orientando como você viver bem no casamento, dizer que é fácil, não é fácil, relacionamento
07:56a dois é difícil, porque o marido não é nada seu, ele não é nada seu.
08:01A única coisa que você tem por ele é o amor, que vai ser a mola mestra que fala para
08:09que seja um casamento duradouro.
08:11Você também concorda, Cris, essa maturidade?
08:15Quando você olha lá atrás, no início do seu casamento, o que é hoje também, como é que você fez
08:19para adquirir essa evolução?
08:22Eu acho que é com a convivência, com o tempo, a gente vai adquirindo, a gente vai se conhecendo,
08:28vai sabendo o limite de cada um, você vai entendendo que, olha, ele não está num dia legal,
08:33então vamos respeitar, ele não está bem hoje, vamos relevar, né?
08:38Às vezes ele respondeu respidamente, mas vou relevar, pô, ele não está legal, vi que aconteceu alguma coisa, ele não
08:45está legal.
08:46Mas espera aí, vamos lá, agora vamos pensar que tem níveis daquilo que deixa a gente insatisfeita.
08:51Então, gente, a gente está falando aqui para homem e para mulher, né?
08:53Tem coisa que a gente se comporta, quando a gente não gosta, se comporta de um jeito,
08:58depois, dependendo do que é, a gente pode ficar um pouco mais enfurecida e dependendo do que é, você pode
09:05ir aumentando.
09:07E da forma que se fala.
09:08E da forma que se fala, isso aí.
09:11Quando é aquele assunto que para vocês não tem negociação, ainda com a maturidade, como é que vocês lidam com
09:19isso?
09:21Todo mundo quieto.
09:22Tempo.
09:23Posso falar?
09:23É, tempo.
09:24Eu acho que tem que esperar o momento certo para falar.
09:26Tempo é o melhor remédio.
09:28Tempo.
09:29Espera, deixa acalmar, né?
09:32Eu tenho um casamento de 37 anos, diferente de todos os casamentos que eu já vi por aí,
09:38porque eu sou totalmente o oposto do meu marido.
09:41Eu sou baladeira e rezadeira.
09:42E ele é calmo, tranquilo, na dele, né?
09:46Muitos falam que eu sou viúva de marido vivo.
09:48Meu Deus do céu.
09:49Porque estou sempre em atividades que ele não gosta, mas também não me proíbe, né?
09:57E isso é muito bacana, porque o respeito, o respeito é acima de tudo.
10:03Respeito é acima de tudo.
10:05E aí eu levo muita coisa na brincadeira.
10:06Ontem mesmo, ele veio falar um negócio comigo, aí eu peguei e abracei ele, né?
10:10Aí ele me empurrou, eu falei, não, só se me der um beijo.
10:13Aí ele foi e deu uma bicudinha, eu falei, não, bicudinha não, só se me der um beijo de verdade.
10:16Aí eu falei, não, agora um abraço.
10:18Ah, não, ele me empurrou, não, só se for um abraço de verdade.
10:20Aí ele sai rindo.
10:21Então, eu acho que tem que levar um pouco as coisas mais na brincadeira, porque a vida é lida para
10:29se viver.
10:29Então, se você levar tudo a fé e fogo, vai chegar um momento, como você falou aí,
10:34você vai colocando tijolinho, tijolinho, tijolinho.
10:36Vai ter uma hora que vai ter uma barreira tão grande de tijolo entre você e ele, que não tem
10:40mais conversa.
10:41Relacionamento.
10:42Tem mais conversa.
10:43Isso é muito ruim, né?
10:44Agora, às vezes, dependendo da situação, essa brincadeira que você vai chegando, pode, na visão do outro, ser em tom
10:55de ironia.
10:55E isso pode inflamar ainda mais, Virginia?
10:58Sim, sim, isso pode gerar explosão, né?
11:01Porque tem gente que vai levar na brincadeira.
11:02Brincadeira, por exemplo, o querida, que você deu o exemplo do príncipe, né?
11:06Aí ele fala...
11:07Meu marido é louco, ele adora brincar quando eu estou nervosa.
11:09É, o meu também.
11:11O meu, ele...
11:12Não, na hora que eu estou mais estressada, que eu estou mais...
11:15Se eu der a informação, dependendo da forma que eu der, nossa, aí ele tira, né?
11:20Eu falo, que bênção, né?
11:21É bom para treinar a minha paciência.
11:23Eu falo que é marido que treina a nossa paciência, porque paciência é algo que a gente adquire em treinamento.
11:28Não tem como pegar um potinho, nem tomar um comprimido de paciência.
11:32E aí, o que eu acho que é o grande sacado é entender o momento certo de brincar, ter essa
11:37percepção,
11:38olha, já fiz isso, isso deu certo, observar.
11:41Hoje eu falei até com o casal que eu atendi hoje de manhã.
11:44Presta atenção como que ela te trata.
11:46A forma que ela te trata é a forma que ela gostaria de ser tratada por você.
11:50E a forma que você trata ela é a forma que você gostaria de ser tratada por ela.
11:55Porque a gente geralmente trata o marido ou trata a esposa da forma que a gente gostaria de ser tratada.
12:01E na prática não é bem isso que acontece.
12:04A gente trata para ser tratada daquela forma e o outro trata da forma que ele acha que deveria.
12:09Então, às vezes, é esse o grande desafio.
12:11Então, às vezes, no momento meu, séria, eu não gostaria que o Jackson levasse na brincadeira.
12:17Às vezes acontece isso com outros casais.
12:19Eu levo de boa, mas tem gente que não tem essa maturidade, esse controle de levar de boa.
12:25Então, tem que saber o momento.
12:26Tem coisas que são assuntos que não é para se brincar.
12:29E tem coisas como ela falou.
12:30É isso aí, é chegar, abraçar.
12:31Eu vejo levar principalmente assuntos que geram conflitos, tentar levar de forma leve.
12:37E tentar criar o momento, o ambiente, gerar conexão antes de jogar o assunto igual uma batata quente no colo
12:44do outro.
12:45Porque, às vezes, o nosso grande erro é chegar com o assunto assim, brota.
12:48O negócio brota, joga no colo do outro sem gerar uma conexão.
12:52Gera uma conexão, conversa.
12:54Faz igual você que falou da sua filha, né?
12:56Como foi o seu dia?
12:57Como é que está?
12:58Vai conversando, vai comendo pelas beiradas ali, sabe?
13:01Depois você joga o assunto.
13:02Acho que fica mais leve.
13:04Cris, e para você?
13:05Quando é um assunto que te tira do sério, que é um assunto mais delicado,
13:09quando é que ele é algo que, para você, sim, é inegociável?
13:13É, eu acho que, igual eu falei, tem que esperar um momento oportuno mesmo, porque se for no momento errado,
13:20ou eu vou magoar ou vou ser magoada.
13:23E isso a gente adquire com a convivência, com o tempo, se conhecendo, né?
13:27Conhecendo um ao outro, sabendo.
13:29Ele sabendo o meu limite, eu sabendo o limite dele.
13:32E respeitando sempre.
13:35Porque somos diferentes.
13:36Igual ela falou dela, o meu também é completamente diferente de mim.
13:40Mas com a convivência, você vai sabendo o que agrada a ele, qual a linguagem de amor dele, qual é
13:46a minha.
13:47E aí a gente vai se ajustando, né?
13:51Igual um quebra-cabeça, né?
13:52A gente é diferente, mas vai se ajustando.
13:55Agora um recadinho para todas as mulheres que sempre têm as DRs, né?
14:00Pede perdão a ele daquilo que você fez no passado.
14:03Volto e meia eu lembro, poxa, eu fiz aquilo com o meu marido.
14:06Aí eu vou e já pedia perdão a ele.
14:08Perdão por aquilo que eu fiz por você.
14:10Porque naquele momento, né?
14:12Eu acho que era juventude, né?
14:13De casa meio novo, né?
14:14Eu casei, acho que 23 anos.
14:16Acho que 23 anos, né?
14:17Então, eu estava na flor da juventude.
14:19Então, quantas vezes eu peço perdão a mim mesmo.
14:23E se eu tiver perdão dele, eu peço perdão a ele.
14:25Daquilo que eu fiz.
14:26Pô, eu fiz isso no passado.
14:27Isso é importante, esse perdão.
14:29Sabe uma coisa que eu percebo?
14:30Não sei se é o caso de vocês, se tem filhos.
14:32Eu percebo que a chegada das crianças também, e isso faz com que a gente adquira uma maturidade
14:38para tipo, vou engolir essa, não vou brigar aqui na frente das crianças, não.
14:43Para justamente não querer levar para as crianças, fazer com que elas ouçam coisas que elas não
14:49têm que ouvir para não envolvê-las.
14:50E aí, depois, aquele tempo que a gente precisava para abaixar a poeira, acaba que esse tempo
14:55de fato chega, flui, né?
14:57Pode ser uma boa, né, Virginia?
14:59Pode, eu acho assim, o filho, ele vem, quando o casal está conectado, ele vem para somar.
15:05Em algumas situações, não.
15:07Mas a maioria das vezes, a gente acaba relevando.
15:09Às vezes, assim, a mulher toma uma patada, ou o cara toma uma patada, e ele fala assim,
15:14caramba, da onde veio?
15:16Por que isso?
15:17Tem um filho, aí você fala assim, não, não vou ficar arranjando confusão, não vou
15:21criar casa, vou relevar, que talvez nem era para mim.
15:23Quando a criança está por perto.
15:25A maioria das pessoas tem esse hábito, não todas, mas existem muitas pessoas que têm
15:28esse hábito sim, Roberta.
15:29Mas eu acho que o grande segredo aí da gente entender como a gente sanar uma briga, igual
15:34elas falaram muito do respeito, é muito também do amor.
15:37O amor de muita gente está esfriando.
15:39O amor, a gente está vivendo um amor de tempo líquido, onde as relações dissolvem
15:44com muita facilidade, a troco de qualquer coisa, e as pessoas estão muito centradas no
15:48meu eu.
15:49Então, faz com que, às vezes, na hora de conversar, tenha o respeito, mas não tenha
15:54o amor.
15:55E aí, eu acho que, assim, o momento, ah, estou nervosa, estou irritada, qual o exercício,
15:58qual a tarefa de casa que você tem que fazer?
16:00Lembrar por que você escolheu ficar com essa pessoa entre tantas outras.
16:04O que fez essa pessoa encantar os seus olhos?
16:06Lembrar isso, e na hora da raiva, colocar essa pitadinha de amor, essa pitadinha de amor
16:12para que faça a diferença.
16:13Eu acho que você deixou todo mundo agora aqui irreflexível, emocionado.
16:18Te amo, Juliana!
16:21Gente, obrigada pela participação de vocês.
16:23Só vou ler aqui um comentário, a Carla Loureiro fala, Roberta, se não briga é sinal
16:27que não se importa, porém, tudo tem limite para ouvir, para falar.
16:30A Annelise Abouquer que fala aqui em casa, eu digo, fala comigo agora não, tá?
16:35E assim lá se vão 30 anos, dos quais são 27 anos de casados.
16:39Gente, obrigada pela participação de vocês, que a gente sabe exercitar essa paciência.
16:45Os homens e as mulheres, né?
16:46E não deixar aguardar, né?
16:48Guardar ressentimento e mágoa.
16:50Esperar o tempo, mas falar.
16:52Isso aí.
16:52Nunca aguardar.
16:53Ficou uma pitadinha de amor.
16:54Aproveitamos para o recadinho do meu marido, aí, diz, te amo.
16:56Oh, meu Deus.
16:57Júnior, te amo.
16:59Quotonete!
16:59Ô, Quotonete!
17:01Mistério, hein?
17:02Pronto, viu?

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