- há 3 semanas
Pais devem ficar em alerta com jogos pela internet
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00:00Quando a gente vê uma notícia dessas, a gente só pensa em como, como podemos proteger os nossos filhos, né?
00:08Às vezes a gente pensa assim, ah, não tá na rua não, tá em casa, mas tá seguro? Nem sempre.
00:13Vamos bater um papo com ela, a Daniela Sampaio, psicóloga maravilhosa. Boa tarde, Dani.
00:17Boa tarde.
00:18Seja bem-vinda, viu?
00:19E também a Evelyn Faria, que é mãe de dois meninos, né? Um de 10 e outro de 5.
00:25Uma notícia como essa te deixa assustada?
00:28Por quê?
00:30Porque o meu filho de 10 anos, ele fica jogando online e ele conversa com uma pessoa.
00:36Só que assim, eu ainda não parei. Quem é?
00:40Não, mas eu já perguntei. Mãe, é não sei quem, e vai jogando.
00:44E assim, a gente às vezes nem se preocupa, acha que tá seguro dentro de casa e não está.
00:49Isso daí é mais uma alerta pra prestar mais atenção.
00:53Em algum momento você desconfiou de algo, tipo,
00:56Ah, teve alguma conversa diferente ou chegou a esse ponto ou não?
01:01Não, geralmente eu fico ouvindo a pessoa.
01:04É como se fosse uma outra criança.
01:07Mas assim, mas nunca se parei e pensei,
01:11Daniel, para de jogar esse jogo.
01:13Não pode, Daniel.
01:14Você não sabe quem tá do outro lado.
01:17Às vezes ele joga também com o primo dele, online, falando.
01:20Só que também com outras pessoas.
01:23Pois é. E nem ele nunca veio também te relatar nada, né?
01:26Nunca veio te contar nada.
01:28E às vezes ele fica tão assim, quando ele tá em casa,
01:31quando falta aula, alguma coisa,
01:33que ele vai comendo e aquele negócio assim,
01:37jogo online, né?
01:38Dani, eu quero começar até fazendo uma pergunta
01:41que eu acho que vai ser a chave principal dessa entrevista.
01:47Que é como que a gente conquista a confiança dos nossos filhos
01:51pra se caso aconteça algo, eles venham falar
01:55Mamãe, pai, olha só, tem uma pessoa estranha conversando comigo.
02:00Porque às vezes chama pra conversa e nem sempre eles vêm falar.
02:04E nem sempre a gente também tá atentos.
02:06E aí, Dani?
02:07Eu acho que você usou a palavra chave, Roberta.
02:09Confiança. Confiança é construído, né?
02:12A gente passa a confiar um nos outros.
02:15Até dentro de casa, em família, a gente passa a confiar.
02:17É um processo, né?
02:19Como que acontece o processo da confiança?
02:21Eu preciso perceber que quando eu te conto algo,
02:23você não se assusta, você não briga comigo,
02:26você não grita.
02:28Não tô falando que é fácil, não.
02:29É difícil.
02:30Mas assim, eu tenho casos de paciente que às vezes esconde
02:32e falsifica a assinatura no boletim
02:35porque sabe que se contar pra mãe vai receber um castigo.
02:39Então, assim, é preciso avaliar como que a gente tá criando e educando
02:43e o quanto a gente tá realmente enfatizando esse processo de confiança.
02:48É muito difícil.
02:49Mas a gente precisa deixar, Roberta, com que esse assunto não vire um tabu
02:54que ele já é e tá deixando de ser agora, né?
02:56E aí, como que a gente faz isso?
02:58Conversando sobre isso, sim, realmente.
03:00É muito difícil.
03:02Às vezes é constrangedor, né?
03:03Vou chegar pro meu filho, como que eu vou falar?
03:05Qual é a dica que eu dou normalmente pra pacientes?
03:08Antes da gente conversar esses assuntos com as crianças,
03:11a gente precisa entender o que ele sabe.
03:13Porque às vezes você vai falar demais e ele nem sabia que existia isso.
03:16Às vezes você vai falar de menos e ele vai ficar
03:18hum, já sei muito mais que isso, vai rir da sua cara.
03:21Então, antes de iniciar o assunto, normalmente a abordagem é
03:24o que você sabe sobre tal assunto?
03:26Ouve dele, ouve o que ele tem pra te dizer.
03:28Às vezes ele já sabe muita coisa.
03:30E aí você vai tomar até um susto.
03:32Então, ouve o que ele sabe sobre determinado assunto,
03:34não se espante com o que você vai ouvir.
03:36E aí sim, você continua, mais uma vez, dando continuidade ao processo da confiança.
03:41Porque, volto a repetir, quando eu atendo adolescentes, principalmente,
03:44eu percebo que quando eles param de falar é porque o adulto toma um susto, sabe?
03:48Para de falar sobre isso.
03:50Isso não é assunto pra você, não.
03:51Mas isso tá em todos os lugares.
03:53Já era um bloqueio?
03:54É, porque aí eu vou falar pra quê, né?
03:56E aí é nesse momento que o abusador entra.
03:57Porque, bom, o abusador já fala pra não contar pra mãe.
04:02E aí a mãe também fala que não...
04:03A mãe, eu digo, né, gente?
04:05A pessoa que tá ali representando, né?
04:06O responsável.
04:07Pode ser o pai, a avó.
04:09E aí essa pessoa ainda vai repelir essa criança.
04:12Aí, realmente, o abusador ganha mais espaço ainda.
04:15Agora, na reportagem que a gente acabou de conferir,
04:17o repórter deixou bem claro ali no finalzinho,
04:21observe os sinais da criança.
04:23Porque, às vezes, ela não vem contar.
04:25A gente também, nas nossas tarefas do dia a dia, né, Evelyn?
04:28A gente também não consegue dar conta
04:31de fazer todas as análises da nossa família,
04:34observar todos os sinais.
04:36Mas e aí, Dani?
04:37Quais são esses sinais que fazem com que a gente precise prestar mais atenção?
04:43Normalmente, vem através da mudança de comportamento mesmo, assim, né?
04:46Eles mudam o comportamento, às vezes fica mais agressivo.
04:48Ou, às vezes, não.
04:49Às vezes, você vê que aquela criança, ela interagia mais e ela tá mais quieta.
04:53Mas, também, eu preciso dizer que é verdade que, às vezes, não muda tanto.
04:57Não é tão visível, assim, né?
04:58Então, eu ainda volto a bater na tecla do diálogo.
05:02Porque tem criança que vai dar sinal, que a gente vai perceber.
05:05Mas, de fato, hoje em dia, a vida é muito corrida, né?
05:07E aí, às vezes, passa desapercebido mesmo.
05:09Ah, vai mudando o comportamento.
05:10Você pensa, ah, porque tá crescendo.
05:12Ah, tá ficando rebelde porque é a idade.
05:14E a gente não dá a devida atenção necessária.
05:17Você falou de diálogo.
05:18Existe, Evan, um diálogo com os seus filhos?
05:21De que forma que você lida com esse assunto?
05:23Quando você percebe que, talvez, até mesmo o tempo que eles estão jogando, tá um pouco além?
05:29Então, quem joga é o Daniel de 10 anos.
05:32O pequenininho é mais outras coisas que ele vê na internet.
05:36Que ele ainda não entende de 5 anos.
05:38Mas o Daniel, ele não...
05:42Nós não temos aquele diálogo.
05:44Agora, com o pai dele tem.
05:46Eu acho isso muito lindo.
05:48Igual aconteceu um caso sério na escola com o meu filho, com o Daniel.
05:52Eu não posso relatar aqui.
05:54E ele confiou em falar com o pai dele, mas não falou comigo.
05:58Porque, às vezes, eu dou uns gritos.
05:59Ah, né?
06:00Essa aqui...
06:00Reação de mãe, né?
06:01Isso.
06:02Tá vendo, gente?
06:02O que a Dani falou?
06:03É verdade, ó.
06:04E ele, assim, se tiver de se abrir, ele trava.
06:09Porque ele vai saber a minha atitude.
06:11O pai dele, não.
06:11Já conversa, fala mais, aquele diálogo.
06:15Igual, fala muito também da palavra de Deus.
06:18Eu acho, assim, muito lindo.
06:20Porque ele, ontem mesmo, na noite, estava sentado.
06:23Falou, Daniel, para um pouco aí.
06:25Porque ele joga, mas também vê, segue algumas pessoas.
06:29Ele não tem ainda redes sociais.
06:31Mas eles veem no YouTube, tem um lá que ele segue.
06:37Assim, é legal, mas é preciso abrir mais os olhos.
06:41Aí ele parou.
06:43Aí o pai dele sentou com ele e lendo a blíblia.
06:46Assim, eles têm aquele diálogo muito lindo.
06:48E eu preciso de rever isso em mim para com o meu filho.
06:52Porque, às vezes, eu dou mais, assim, aquela atenção menor.
06:56Ou seja, ele também falou assim, mãe, parece até que eu sou adotada.
07:01Olha só, o de 10 anos.
07:03Porque o João, ele está passando um probleminha.
07:06E, assim, é aquela atenção mais minha.
07:09Mas eu preciso dialogar mais com o meu filho.
07:12Entendeu?
07:12Porque, às vezes, a gente só quer mostrar.
07:15É o caminho aqui, mas você tem que ir no.
07:17É junto.
07:18É nós, família, junto ali no caminho.
07:21Porque quando você crescer, ele vai ter o que contar para os filhos, para as pessoas.
07:28Olha, o meu pai era assim, a minha mãe era assim.
07:30Não lembrar aquela coisa.
07:32Nossa, minha mãe não podia falar.
07:34Então, assim, eu acho muito lindo o diálogo dele com o pai.
07:36E, a partir de hoje...
07:38Nossa, achei lindo.
07:39Não, eu estou achando que eu estou, assim, isso é uma mãe real.
07:42Isso aí.
07:43Isso é uma mãe que, de fato, reconhece que nós não somos perfeitas.
07:48Que, em algum momento, na criação dos nossos filhos, nós, infelizmente, nós vamos ser falhas.
07:53Mas que é possível, né, a gente parar para observar onde que nós podemos ser melhores.
07:59E, pelos nossos filhos, a gente pode e a gente consegue, né, Dani?
08:03Nossa, fiquei arrepiada.
08:04Também.
08:04De verdade, que sim, porque é tão real isso e é tão importante quando a gente reconhece mesmo, né?
08:09Assim, você poderia continuar com o discurso de que, não, comigo é cinco, pai, ele faz jeito que quiser.
08:14Mas você reconhece.
08:15E, vou te falar de coração, não é fácil acontecer isso.
08:18Não é fácil reconhecer o que você está reconhecendo.
08:20E, assim, a notícia boa que eu tenho para te dar é que tem jeito.
08:24O primeiro passo, o mais difícil você já deu, que é reconhecer.
08:27Então, se isso estiver acontecendo com qualquer pessoa que está aí agora, assim, é esse o caminho, sabe?
08:31Depois que você reconhece e entende, você consegue botar o pezinho no freio e entender que, bom,
08:36já entendi que talvez essa relação não esteja tão saudável.
08:39Eu posso usar outro caminho, eu posso tentar de outra maneira.
08:42Mas isso só acontece com quem se dá conta, assim como você fez.
08:45Perfeito.
08:45E, a partir de hoje, eu vou ligar mais e ter mais...
08:49Ah, eu acho que isso faz com que muitas pessoas responsáveis pelos seus filhos, não vão falar só mães, não.
08:54Isso.
08:55Muitas pessoas revejam, né, como é que é essa conexão, para que eles tragam para vocês essa verdade.
09:01Agora a gente vai ver o vídeo da Nanda Coutinho.
09:04Olha que passou por uma situação, gente, bem séria com a filha.
09:07E, na época, ela tinha 15 anos, né, a menina, a filha dela tinha 15 anos.
09:11Olha só.
09:12Um caso bem sério aconteceu comigo, tá?
09:16A minha filha tinha 15 anos, isso foi o ano passado.
09:21Ela me chamou para falar que tinha uma pessoa mandando mensagens para o celular dela, para o Instagram dela.
09:31E eu me passei por ela e comecei a conversar com essa pessoa.
09:35E, realmente, a pessoa estava pegando prints das fotos da minha filha.
09:39E fazendo comentários, obscenos nas fotos dela, até mesmo falando de se encontrar com ela.
09:46E foi muito além.
09:49Essa pessoa era um senhor de idade, porque eu consegui ver a foto dele.
09:54Depois, ele chamou ela no WhatsApp.
09:56Só que, quando ele mandou um oi, apareceu a foto.
09:59E eu consegui tirar o print, na época, né, do rosto da pessoa.
10:03Se era a pessoa, eu não sei.
10:05Mas eu consegui tirar um print.
10:07A pessoa chamou minha filha no WhatsApp e começou a falar algumas obscenidades para minha filha.
10:12Porém, eu consegui intervir, bloqueei, fiz a denúncia virtual, né.
10:19A gente faz boletim virtual.
10:21Fiz a denúncia no Instagram.
10:24E, depois disso, na verdade, eu sempre tive, né, a conta do Instagram dela no meu celular.
10:30Só que, como eu tinha sido roubada, eu fiquei sem celular e ela ficou com o celular.
10:34E, hoje em dia, a conta dela é logada no meu telefone.
10:40Gente, que desespero, né?
10:41Imagina você ver que sua filha de 15 anos está ali, né, infelizmente vulnerável, né, que todos nós estamos nas
10:49redes sociais.
10:50Mas, quando se trata das nossas crianças, dos nossos adolescentes, isso é muito, muito preocupante.
10:56Olha aqui o comentário da Mara Lima.
11:00Ela disse que conversa muito com as gêmeas dela, né, de 9 anos.
11:04E faz, inclusive, o uso de um aplicativo para fazer a checagem das coisas que são baixadas no aparelho.
11:12Né, elas conversam sobre qualquer tema comigo e ela tenta acompanhar sempre ao máximo.
11:17Tem vários aplicativos, viu, gente, que você faz esse controle do celular, caso o seu filho já tenha um aparelho
11:23dele e aí fica tudo sendo espelhado também no seu aparelho.
11:27A gente já tem um advogado para a gente chamar ele aqui para a nossa conversa, para o nosso bate
11:31-papo.
11:31Então, vamos conversar aqui com o doutor Vicente Júnior.
11:34Obrigada, doutor, pela sua participação.
11:36E ele vai explicar para a gente como que os pais devem agir num caso como esse, que nós acabamos
11:41de mostrar aí, da filha da Nanda.
11:43Diz aí para a gente, doutor.
11:46Primeiramente, boa tarde a todos.
11:48Obrigado, Roberta, mais uma vez pelo convite.
11:52E assim, tem diversas medidas que os pais devem tomar, né, como precaução.
11:58As próprias, tem a doutora, psicóloga aí, que já deu diversas orientações,
12:04mas o principal caminho é sempre estar atento às conversas que essas crianças, que esses adolescentes estão tendo,
12:11principalmente nas redes sociais.
12:14Nós aqui, por exemplo, atuamos frequentemente com pessoas que cometem fraudes, estelionato,
12:21e a conduta desses criminosos, elas se assemelham muito com a dos estelionatários, né?
12:27Eles criam perfis falsos, muitas vezes se passando por adolescentes,
12:32se passando por crianças ali da mesma faixa etária, para poder iniciar essa interação, né?
12:39Como se fosse ali uma conversa informal, mas, na verdade, tem adultos por trás desses perfis,
12:47na maioria dos casos, com interesses espúrios, né?
12:50Com interesses sexuais.
12:52E na maioria dos casos acabam, não sei dizer na maioria, na verdade, mas em boa parte dos casos,
12:59acabam induzindo essas crianças a perversões e, nas piores situações, a situações de sexo real, né?
13:11E isso, naturalmente, é nocivo, tanto para a criança, tanto para o adolescente,
13:16e dependendo do que, de como for feita essa abordagem, como for feita essa abordagem,
13:22eles podem se enquadrar em um dos crimes previstos, tanto no Estatuto da Criança e do Adolescente,
13:28quanto do Código Penal.
13:29E são diversos crimes que estão relacionados à pedofilia, né?
13:34A pedofilia, por si só, ela não é crime, muita gente confunde, ela não está tipificada no Código Penal.
13:41A pedofilia é uma perversão, é uma patologia que leva o indivíduo a ter um desejo sexual
13:48por um menor de idade, por um adolescente.
13:51Mas você ter o desejo, o anseio, por si só, não o torna criminoso.
13:56Você ter o desejo de matar alguém não configura o crime.
14:00Mas você praticar um ato tipificado como crime, aí sim, que na mídia divulgamos aí como pedofilia,
14:08podem ser vários crimes, né?
14:09Desde guardar objetos relacionados a menor, até o último ato, que é efetivamente praticar o ato sexual com menor de
14:18idade.
14:19Agora, doutor, como que os pais conseguem comprovar isso?
14:24Então, muitas vezes, os pais sozinhos não vão conseguir ter essa comprovação.
14:34E é por isso que você deve procurar, se você tem suspeitas de que tem um perfil ali aliciano,
14:40a sua filha, o seu filho, você procurar a autoridade policial,
14:45e principalmente a delegacia especializada nesses tipos de crime,
14:49que eles vão conseguir averiguar ali.
14:51Temos hoje recursos tecnológicos, verificação de IP, geolocalização,
14:58e muitas vezes é dessa forma que a polícia, as autoridades,
15:02chegam de fato até esses indivíduos que estão se passando por terceiros.
15:07Então, há, claro, uma investigação a partir da denúncia feita pelo pai, pela mãe,
15:12para que se chegue até esse indivíduo, e muitas vezes eles são encontrados
15:16não só conversando com aquele menor, com aquela menor,
15:21como guardando conteúdos ilícitos e são presos dessa maneira.
15:26Então, o primeiro passo é denunciar, assim que houver a mínima suspeita
15:30de condutas parecidas com essa.
15:32Doutor, uma dúvida, mesmo que às vezes seja, por exemplo, de outro estado,
15:37um criminoso de outro estado, é possível chegar até ele?
15:41É possível localizá-lo?
15:43Sim, sem dúvida, sem dúvida alguma.
15:45Desde que, como eu falei, procure a delegacia especializada,
15:50ainda que esse indivíduo esteja em outro local,
15:55felizmente, né?
15:57Claro, ele pode tomar precauções,
15:59mas a partir do momento que ele está usando o equipamento computador,
16:03um celular que tem a marcação de IP,
16:06que é como se fosse a identidade daquela máquina,
16:08ele tem a geolocalização,
16:10então há meios tecnológicos das autoridades policiais
16:15para que se encontrem esses indivíduos.
16:17E muitas vezes, nós temos aí casos frequentes
16:20de que a polícia consegue chegar até essas pessoas
16:23e prendê-los efetivamente,
16:25através de uma investigação.
16:27Então, há, sim, independente do local,
16:29formas de chegar até esse imediante, até esse criminoso.
16:33Perfeito, doutor Vicente, muito obrigada pela sua participação.
16:36Isso reforça a importância da denúncia.
16:38Os pais que encontrarem qualquer suspeito,
16:41qualquer vestígio do celular dos filhos,
16:43que está alguma coisa acontecendo de estranho,
16:46já leva logo para a delegacia,
16:48realiza o boletim de ocorrência,
16:50porque é com a soma de vários casos
16:52que a polícia vai ter mais facilidade
16:55ou não de chegar até esse suspeito.
16:57Obrigada, doutor, pela sua participação.
17:00Agora, Dani, a gente vê vários casos de adolescentes
17:05virando noites, jogando, né?
17:09Assim, chega da escola, vai direto para o jogo,
17:11de madrugada, às vezes, final de semana,
17:13os pais estão liberando.
17:15Estabelecer uma rotina é importante
17:18para que a gente consiga prevenir esses casos?
17:22É importante e eu percebo que vem disseminando muito
17:24essa questão da privacidade.
17:26E é outra coisa que a gente tem que conversar
17:27com as crianças e adolescentes, né?
17:29Privacidade, mas até que ponto?
17:30Assim, eu não desconfio de você,
17:32mas explicar para ele o porquê que você quer
17:34estar presente nesse mundo dele,
17:36de jogos, de internet.
17:38É importante que haja essa conversa mesmo.
17:40Porque, Roberta, é importante dizer que
17:43abusador, ele não tem cara.
17:45Então, não vai ser o sujo,
17:47o que está desarrumado, não necessariamente.
17:49Então, assim, a gente tem que tomar cuidado com isso
17:51e ter atenção que os meninos também são abusados.
17:54E aí, eu percebo que quando é com o menino e ele conta,
17:59dependendo da idade, a gente quer rir,
18:00ué, mas você não gostou?
18:01Ué, mas por que você está falando isso?
18:03Então, o cuidado é assim, é extremo mesmo, sabe?
18:06Existe menino abusado, existe menina abusada
18:09e não necessariamente é por alguém de fora,
18:11muito pelo contrário, né?
18:12As pesquisas mostram que muitas vezes
18:14a gente é muito próxima,
18:15então o cuidado é redobrado.
18:17Tá certo, Dani.
18:18Obrigada pela sua participação,
18:19fazendo esse alerta a todos os responsáveis,
18:22os pais, os avós, os tios.
18:24Evelyn, você também, muito maravilhosa, viu?
18:26Obrigada.
18:27Que você continue sempre em busca
18:28dessa evolução da nossa missão materna nesse mundo
18:32e que a gente se espelhe em você também.
18:34É verdade, Jesus.
18:35Um beijo, um beijo na família.