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A experiência de uma viagem começa muito antes de chegar ao hotel. Mas será que damos a devida atenção ao transporte, à segurança e ao primeiro contato do turista com o destino?

No segundo episódio da 5ª temporada do Podcast Uai Turismo, Isabella Ricci recebe Denis Moura, comunicador, apresentador e profissional ligado à mobilidade urbana e ao turismo, para uma conversa sobre como os deslocamentos podem transformar, para melhor ou para pior, a experiência de quem viaja.

Ao longo da entrevista, falamos sobre: Os desafios do transporte entre aeroportos e destinos turísticos, segurança, abordagens irregulares e cuidados para evitar golpes contra turistas no Rio de Janeiro, a importância do receptivo turístico e do atendimento personalizado, como o transporte influencia a percepção e a experiência dos visitantes e, ainda, experiências e lugares do Rio de Janeiro que vão além dos cartões-postais tradicionais.

Mais do que levar alguém de um lugar a outro, a mobilidade também faz parte da hospitalidade de um destino.


🏨 Esta temporada tem o oferecimento do Ouro Minas Hotel Belo Horizonte, celebrando 30 anos de hospitalidade mineira.
🎙️ Apresentação: Isabella Ricci
📍 Gravado no estúdio da Rádio Tupi, no Rio de Janeiro.

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#PodcastUaiTurismo #Turismo #Viagens #DenisMoura #IsabellaRicci #RioDeJaneiro #MobilidadeUrbana #DicasDeViagem

Categoria

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Viagens
Transcrição
00:00E ainda você não quer parecer turista.
00:03Porque você fala assim, se eu parecer turista, eu vou ser presa mais fácil.
00:06Porque é o primeiro contato.
00:08E se ele for vulnerável naquele contato, se ele não tiver, quando ele passa no aeroporto,
00:11que ele tem a sensação de relaxamento, que ele cruzou.
00:14Você sabe que dentro do aeroporto tem a zona de tensão.
00:16Isso é previsto, é visto antes pelas pessoas que criam a estrutura do aeroporto.
00:20Porque as pessoas acreditam em tudo que elas veem na internet, então acham assim,
00:23ah, tal lugar é muito tranquilo, eu quero ir na comunidade tal pra conhecer.
00:26Eu quero ir no céu. Isso não é bem assim.
00:28É uma cidade realmente encantadora.
00:29E o motorista nesse ponto, ele traz essa segurança por conhecer os trajetos.
00:34Comunicador e apresentador, Denis Moura, está à frente do programa Positive Cast Direção.
00:40Sua trajetória reúne comunicação, mobilidade urbana e contato direto.
00:45Muito se fala em conectividade aérea no turismo.
00:48Mas às vezes a gente deixa de lado uma parte que é tão importante quanto a parte terrestre.
00:53Você tem uma ideia?
00:54Uma pesquisa da Booking.com, uma das maiores plataformas de viagens do mundo,
00:59diz que o turista, a maior parte de estresse dele é quando ele se desloca entre o aeroporto e a
01:05hospedagem dele.
01:07Aqui no Rio de Janeiro, nos estúdios da Rádio Tupi,
01:10a gente está gravando uma parte dessa temporada do podcast Why Turismo?
01:13E a gente vai falar justamente sobre isso.
01:15Numa cidade grande, com grandes atrativos e diferentes modais,
01:19como que a gente trabalha a parte terrestre do turismo.
01:45Essa temporada do podcast Why Turismo tem o oferecimento do Ouro Minas Hotel Belo Horizonte,
01:51que celebra em 2026 30 anos.
01:54São três décadas fazendo parte da hospitalidade mineira.
02:37Comunicador e apresentador, Denis Moura está à frente do programa Positive Cast Direção.
02:43Sua trajetória reúne comunicação, mobilidade urbana e contato direto com quem se desloca diariamente pelas cidades.
02:50Ele é fundador da Ampa RJ, Associação dos Motoristas por Aplicativo,
02:55e diretor executivo e de comunicação da Federação Nacional Ligada ao Setor.
03:01Ele também é estudioso de mobilidade urbana e cidades inteligentes.
03:05No turismo, ele é guia credenciado pelo Cadastor e atua com logística consular e receptivo executivo
03:12personalizado para brasileiros residentes no exterior e seus familiares durante passagens pelo Rio de Janeiro.
03:18Nosso convidado conhece a jornada do visitante por diferentes perspectivas.
03:23Comunicação, mobilidade urbana e receptivo turístico,
03:27para quem precisa ampliar a sua circulação pelo Rio com conforto, confiança e informação.
03:32Bem-vindo ao iTurismo, Denis Moura.
03:35Obrigado pelo convite, é um prazer estar aqui.
03:38Um currículo tão heterogêneo, a gente até gagueja para falar.
03:42Tem muita atividade, né?
03:44Eu acho que eu sou multidisciplinar.
03:46Você acha?
03:46Eu era criança, tinha a forma que eu não gostava de estudar,
03:49e o que eu mais gostei de fazer na minha vida foi estudar.
03:51Eu acho que eu não gostava dos modelos que ela me apresentava.
03:53Pode ser.
03:54Mas tudo isso aí é fruto de muita dedicação e muito estudo.
03:57Denis, a gente às vezes acha que a experiência da viagem,
04:01ela começa ou no hotel ou quando a gente está visitando atrativo,
04:05mas na verdade ela começa bem antes e o deslocamento é uma parte essencial
04:09de uma experiência positiva de viagem, né?
04:12E aí quando a gente fala da experiência de um turista pela cidade,
04:15especialmente no Rio de Janeiro, onde que começa esse papel da mobilidade?
04:21Eu queria que a gente falasse um pouquinho de cidade grande, cidade menor,
04:23mas vamos falar de uma cidade maior com a complexidade do Rio.
04:26Então, vamos lá.
04:26O Rio de Janeiro é uma cidade extremamente peculiar, né?
04:29Você tem uma beleza natural, assim, encantadora,
04:32a árvore para tudo quanto é lado, muita mata, muito parque,
04:35praias maravilhosas, mas você tem também nas montanhas as comunidades,
04:39o perigo, as vias erradas que muitas vezes você não está entrando
04:43numa comunidade, mas está entrando numa rua errada,
04:46um trajeto mal colocado por um GPS.
04:48E muitas vezes o papel do receptivo, da pessoa que pega o passageiro ali
04:53dentro do saguão do hotel, credenciado, seria um guia de turismo,
04:57credenciado a uma associação, traz segurança, traz conforto, pontualidade.
05:01Começa a ser um diferencial, você começa a ganhar tempo.
05:03A nossa vivência é bem anterior aí à discussão mais recente de mobilidade urbana,
05:10digamos, de 2014 pra cá.
05:12Nossa vivência começa lá atrás, ainda trabalhando com Opala,
05:15carros, sabe, assim, de uma outra época, de um outro porte,
05:18de terno e gravata e tudo mais.
05:20Mas hoje a coisa está um pouco mais suave nesse sentido,
05:23em compensação muito mais técnica, sabe?
05:25E a gente junta aí a expertise como guia nesse transporte, entendeu?
05:29E muitas vezes converte em outros clientes aí pra frente, né?
05:32E onde que você enxerga, assim, a principal dificuldade
05:36quando você recebe um turista chegando no Rio?
05:40O que que o motorista tem que pensar nesse momento, assim,
05:43porque você falou de uma cidade completamente heterogênea, né?
05:46Uma das cidades mais lindas do mundo, mas com questões sociais.
05:49Mostra-se, não se mostra?
05:51A sensação de segurança é diferente da segurança real?
05:55Como é que equilibra isso?
05:56Uma pessoa que está tendo, que está sendo esse primeiro contato do turista, né?
05:59O primeiro contato, ele é muito nevrálgico, porque as pessoas acreditam em tudo que elas veem
06:04na internet, então acham assim, ah, tal lugar é muito tranquilo,
06:06eu quero ir na comunidade tal pra conhecer, eu quero ir não sei onde.
06:10Isso não é bem assim.
06:11As coisas, sabe, a cidade é punçante.
06:13Diariamente, ela existe uma movimentação.
06:16Uma cidade muito grande, com uma população muito grande,
06:18apesar de ter tido um êxodo de 300 mil pessoas nos últimos anos,
06:22muitas pessoas também vêm pra cá porque pedem transferência,
06:26porque gostam, porque vêm turistar e ficam.
06:28Então, é uma cidade realmente encantadora.
06:30E o motorista, nesse ponto, ele traz essa segurança por conhecer os trajetos.
06:34É muito comum a gente fazer uma prévia de trajeto,
06:37por exemplo, vou te dar um exemplo bem fresquinho.
06:40Ontem eu tinha uma passageira que era um trajeto muito peculiar.
06:43Eu fui buscá-la, fazer um receptivo no Galeão,
06:45pra levá-la no Recreio dos Bandeirantes,
06:47pra ela resolver uma questão lá que demoraria em torno de 10 minutos,
06:51e depois levar ela pro Leblon.
06:52Quando eu passei pra ela que esse trajeto, ontem, especialmente ontem,
06:56demoraria 2 horas e 40,
06:58ela falou, impossível, moço.
07:00Eu já calculei uma hora, uma hora e meia.
07:02Eu falei, então...
07:03Mas a cidade, ela é pulsante, ela muda.
07:06Ontem tinham características que a gente percebe no dia a dia,
07:09em função do trânsito,
07:10dos dias que estão se estendendo a chuva na cidade,
07:12isso tudo vai aumentando o trânsito,
07:14sem contar a possibilidade de um eventual acidente,
07:17alguma coisa no trajeto.
07:18Tudo isso é previsto, previamente, pelo motorista.
07:21Eu tive uma experiência recente também, muito interessante,
07:24com um grupo de idosos,
07:25que eu precisava de fazer uma logística de transporte pra todos eles,
07:29de uma determinada associação.
07:30E todos tinham que estar no mesmo ponto de encontro,
07:33pra embarcar num ônibus de turismo,
07:35pra ir pra um determinado local,
07:36e não o retorno tinha que pegar.
07:37Só que a média de idade desse grupo,
07:39era em torno de 80 anos.
07:41Então eu não podia largá-los no meio da rua,
07:43no sol do Rio de Janeiro,
07:44um dia tava um dia de sol, um dia lindo,
07:46esperando, quer dizer,
07:46o primeiro que chegasse demoraria um determinado tempo,
07:49o segundo, eles tinham que estar todos chegando ao mesmo tempo.
07:51E eu tinha um limitador.
07:53A minha equipe são cinco carros,
07:54eu tinha mais três agregados na equipe,
07:56pra poder preencher,
07:57então eram oito carros.
07:58E a empresa lá, a associação,
08:00não tinha uma verba maior pra pagar mais carros.
08:02Então com aqueles oito carros,
08:03eu tinha que pegar as 36 pessoas que cabiam no ônibus,
08:07dentro de um horário,
08:08e que chegassem todas quase ao mesmo tempo.
08:10A gente ficou lá,
08:11durante dois ou três dias,
08:12simulando roteiros, usando GPS,
08:13mas pra fazer simulação,
08:15pra entender os trajetos,
08:16comparando com outros dias,
08:18fizemos o roteiro,
08:18e tivemos um gap de 15 minutos.
08:20Olha, até 15 minutos,
08:21vai ser o tempo máximo de espera,
08:23do primeiro que chegar,
08:25até sair no ônibus.
08:26Nosso gap foi de oito minutos.
08:28Quer dizer,
08:28a gente conseguiu fazer todo mundo chegar ao mesmo tempo,
08:31todos serem atendidos ao mesmo tempo,
08:32e a volta foi muito mais tranquila,
08:34porque chegaram todos juntos.
08:35Mas a ida,
08:37todos chegaram.
08:38E quando a gente passou os roteiros
08:40pra pessoa responsável dessa associação,
08:42ela falou,
08:42ah, não,
08:43só tá passando na porta da fulana,
08:44lá no endereço tal,
08:46e vai pegar o outro,
08:47mas na frente ela não vai pegá-lo.
08:48Falei,
08:48fica tranquila,
08:49porque ela vai chegar junto da outra,
08:50outro veículo vai pegar.
08:51Isso é tudo fruto da expertise,
08:53do conhecimento da cidade,
08:54do conhecimento da jetta,
08:55e principalmente, né,
08:56na maneira de lidar com o passageiro dentro do carro.
08:59Eu, assim,
08:59às vezes as pessoas acham que o custo pode ser muito alto,
09:02mas envolve todo esse planejamento,
09:03e esse conhecimento prévio, né, Dennis?
09:06As pessoas têm uma tendência, muitas vezes,
09:08a desvalorizar quando ela compara um transporte executivo,
09:12ou um receptivo, ou um transfer.
09:13Serviço em geral, né?
09:14Ela compara,
09:15ah, vou comparar com Uber,
09:17vou comparar com táxi,
09:18vou comparar com meu amigo,
09:19vai me dar uma carona.
09:20Só que ela não pesa as variantes dessa questão.
09:23Quer dizer,
09:23é um serviço garantido.
09:24Quando eu tô mandando um motorista
09:26atender uma pessoa em um determinado lugar,
09:28se esse motorista tiver qualquer problema,
09:30eu tenho reserva.
09:31Quando eu dou um orçamento, por exemplo,
09:34às vezes é um trabalho que só depende de mim.
09:36E eu dou um orçamento,
09:37eu tenho que prever que se eu não fizer aquele trabalho,
09:40ele tem que ser um orçamento que compense
09:42mandar um outro profissional.
09:43Porque se não,
09:43outro profissional não vai poder fazer,
09:45imprevistos acontecem.
09:46Então, tudo isso é previsto,
09:48é visto antes, né?
09:49E aí, dessa forma,
09:50o cliente sai sempre satisfeito.
09:52Quanto mais satisfeito e mais sutil for o transporte,
09:55melhora o resultado pra gente.
09:56A gente sabe que ele ficou mais feliz.
09:58Muitas vezes, por ser muito sutil,
10:00e ele não percebeu o peso que envolve, né?
10:03A geografia que foi feita pra chegar até ali,
10:06faz com que ele ache que é uma coisa muito simples.
10:07Mas, na verdade, não é dessa maneira.
10:10Ô, Denis, aí,
10:11exceto essa parte de transfer em out aeroporto, né?
10:15Falando deslocamento mesmo do turista numa cidade.
10:19O aplicativo, né?
10:20A chegada dos aplicativos mudou muito o comportamento
10:23das pessoas que viajam, né?
10:24O que você acha que impactou mais, assim?
10:28Mudou realmente, né?
10:29Pensando na cidade mais turística do Brasil.
10:31Mudou?
10:32E você que trabalha há tantos anos?
10:33Olha, eu digo o seguinte.
10:35A gente tem um programa da Discovery,
10:38acho que a Discovery, se não me engano,
10:39chamado Capitais do Crime.
10:40Não sei se você já viu esse programa.
10:42Ele fala sobre o turismo, apesar de ter esse nome.
10:43É muito interessante.
10:45Capitais do Crime.
10:46São as cidades mais bonitas do mundo
10:48e que tem...
10:49Capitais do perigo, né?
10:50Do crime, não.
10:51Capitais do perigo.
10:52Que são perigosas.
10:54Perigosas em vários sentidos.
10:55Não é só sobre a questão da violência.
10:57Perigosas por...
10:59Coisas aleatórias, golpes que se dão e tal.
11:01Todas as vezes que o repórter,
11:03que é o jornalista,
11:03que vai com uma câmera oculta,
11:04vai com uma equipe atrás,
11:05que ele chega numa cidade,
11:06o primeiro golpe que ele leva é no transporte.
11:08É mesmo?
11:09É. Inclusive no Rio de Janeiro
11:10foi com um táxi carioca,
11:11que infelizmente...
11:12Na época a gente tinha táxi,
11:14não tinha um aplicativo.
11:15É no transporte.
11:16Porque é o primeiro contato.
11:17E se ele for vulnerável naquele contato,
11:19se ele não tiver...
11:20Quando ele passa no aeroporto,
11:21que ele tem a sensação de relaxamento,
11:23que ele cruzou...
11:24Você sabe que dentro do aeroporto
11:26tem as zonas de tensão.
11:27Isso é previsto.
11:28É visto antes pelas pessoas
11:30que criam a estrutura do aeroporto.
11:32Até o comércio dentro do aeroporto
11:33é em função dessa zona.
11:34Em que momento a pessoa começa a relaxar um pouco
11:36e ela quer se premiar?
11:37É hora dela ver uma cafeteria
11:38pra ela comer alguma coisa,
11:40pra ela...
11:40Eu sou essa presa fácil.
11:43Todos somos, na verdade.
11:44As poltronas do aeroporto
11:46são colocadas num posicionamento.
11:47E uma das zonas de relaxamento
11:49é quando você vai se aproximando do portão
11:51onde você vai sair do desembarque.
11:53E aí você tem uma sensação de relaxamento.
11:55Então sua vulnerabilidade aumenta.
11:56É a hora que você vai encontrar ali,
11:58por exemplo, no saguão do aeroporto,
11:59o arrastador que vai chegar ali e vai falar...
12:01Pra uma pessoa que vem de uma cidade
12:03que não tem aplicativo,
12:04que é Uber,
12:05ele mostra lá o celular
12:06com o aplicativo do passageiro,
12:09simula uma corrida com cinco paradas,
12:10três paradas, quatro paradas.
12:12Então você vai...
12:13Do Galeão pra Copacabana,
12:15a corrida vai dar 350 reais,
12:16porque ele botou uma parada em tudo quanto
12:17foi o lugar da cidade.
12:18Te mostra e fala,
12:19olha, é 350 pelo aplicativo e tal,
12:21mas eu faço por fora pra você por 300.
12:24Ele cria ali uma...
12:25E assim, os aeroportos são muito...
12:26Isso se o golpe for só no dinheiro ainda tá bom, né?
12:29Se for só isso, é, pois é.
12:30Agora, assim,
12:31essa tensão é muito por conivência dos aeroportos.
12:35Os aeroportos, teoricamente,
12:36são uma área ali federal,
12:37quem tem que se preocupar com isso
12:38é a polícia federal,
12:39que não vai pro saguão inibir isso.
12:41Quando ele cruza a porta de saída
12:43é a guarda municipal,
12:44que aqui no Rio, por exemplo,
12:46no aeroporto não é armada
12:47e ela não vai conseguir coibir.
12:49Aí tem a parte da conivência
12:50que, infelizmente, acontece em todo segmento.
12:53Então, assim...
12:53E essa abordagem é muito desagradável.
12:55E essa abordagem é extremamente desagradável.
12:56Eu que viajo sozinha,
12:59é uma abordagem muito desagradável.
13:00Quando não pega a mala da sua mão,
13:02eu levo a sua mala.
13:03Vai me levar a minha mala pra onde, cara?
13:04É.
13:04Agora já tô escolado,
13:06mas é uma coisa, assim, desagradável.
13:07Eu acho muito engraçado
13:08quando sou eu que saio
13:11do aeroporto no saguão,
13:12porque eu conheço todos os caminhos ali,
13:14eu conheço, inclusive, as pessoas,
13:15às vezes o outro fala
13:16e, ah, não, ah, bom, você não.
13:17Aí o cara, entendeu?
13:18Porque já sabe que comigo não vai colar.
13:20Mas, às vezes, acontece.
13:22Entendeu?
13:22Então, assim, existe uma necessidade
13:24até estrutural do aeroporto
13:25pra encaminhar o passageiro,
13:27se for necessário,
13:28pro táxi regular, direitinho,
13:31pro transporte pro aplicativo
13:33ou pro motorista executivo
13:35que tá ali aguardando
13:35pra fazer o receptivo.
13:37Isso são todas...
13:38As três pontas,
13:39elas são regulares,
13:40elas são regulamentadas.
13:41O que não é o arrastador,
13:43o que não é o cara
13:43que fica te pegando pela mão
13:44te oferecendo até táxi também,
13:46que muitas vezes não é o táxi
13:47que tá lá cadastrado,
13:48a fila, direitinho.
13:49Isso prejudica o mercado
13:50pra todo mundo, inclusive, né?
13:52Isso é bem complicado.
13:53Assim, mesmo nessa saída ali
13:55do desembarque,
13:56sendo esse momento
13:57de maior vulnerabilidade
13:58no seu dia a dia,
13:59você acha que essa tendência
14:01da booking realmente,
14:02assim, ela é um momento
14:03que a pessoa fica estressada
14:04entre se deslocar do aeroporto,
14:07porque ela tá pós-viagem, né?
14:09Ela saiu ali,
14:10ela tem a sensação de paz
14:12quando ela chegou no destino,
14:14ela sai,
14:14ela vai ter que...
14:15Se ela não tiver previamente
14:16visto o transporte,
14:17ela vai ter que ver isso
14:18na hora ali que ela tá vendo,
14:19e aí ela volta
14:20pra carga de tensão,
14:21dependendo da abordagem
14:22que ela receba,
14:23porque ela tem a sensação,
14:25ah, o táxi que tá aqui dentro
14:27vai ser mais caro,
14:28eu vou ali um pouquinho
14:28pra fora,
14:29que ali tem uma concorrência maior,
14:31aí ela vai ali fora,
14:32às vezes ela vê as plaquinhas
14:33no chão de aplicativo,
14:34eu vou pegar um carro
14:35de aplicativo,
14:36ou então,
14:36ela fica meio dividida ali,
14:38aí ela entra no carro de aplicativo,
14:39ele trabalha por demanda,
14:41dependendo do horário,
14:41a tarifa vai estar altíssima,
14:43e o tempo de espera também,
14:45dependendo também,
14:46porque aí os aplicativos
14:46são muito covardes
14:47com os motoristas também,
14:48então ele oferece a corrida
14:49pro motorista com uma taxa
14:50muito alta,
14:51aí o motorista aceita,
14:52cancela,
14:52sobe pra todo mundo,
14:53menos pra ele, né?
14:54Só eles ganham,
14:55entendeu?
14:56Sabe,
14:56é alguém que fica,
14:57eu imagino assim,
14:59a inteligência artificial,
15:00é alguém que fica parado
15:01num computador assim,
15:02só ganhando de um lado
15:03e do outro,
15:04entendeu?
15:04Esse aqui tá mais desesperado,
15:06a bateria dele tá acabando,
15:07opa, vamos cobrar mais caro,
15:08esse aqui é uma moça,
15:09e ela tem só 20 anos de idade,
15:11nunca veio nesse país,
15:12porque eles sabem tudo,
15:13então aqui,
15:13vamos cobrar mais caro dela aqui,
15:15ela tá,
15:15entendeu?
15:16Então assim,
15:17essas dificuldades fazem com que
15:18o aplicativo tenha lá
15:19uma entrega de valor,
15:21que pode ser muitas vezes
15:22majorável,
15:22e essa pessoa gera essa tensão,
15:24por isso que assim,
15:25se a pessoa puder,
15:26e é fundamental,
15:28faça contato com o transfer regional,
15:29o transfer da sua cidade,
15:31uma indicação,
15:32a indicação funciona muito bem,
15:33eu vivi essa experiência,
15:34muito engraçado,
15:35eu faço transfer o tempo todo,
15:36quase todos os dias,
15:38eu quando fui pra Londres,
15:39eu cheguei no aeroporto lá,
15:41tinha uma pessoa pra me receber,
15:42que foi indicado,
15:43uma empresa que foi indicada
15:44por uma pessoa que eu conhecia,
15:46tinha a galera um brasileiro
15:47que tava me recebendo,
15:48eu me senti totalmente em casa,
15:49e ele foi me apresentando
15:50tudo no caminho,
15:51como eu faço mesmo aqui,
15:53pelo fato de ser guia de turismo,
15:54quando eu recebo uma pessoa,
15:55eu vou mostrando,
15:56agora nesse final de semana
15:57do Rock in Rio,
15:58eu peguei um casal de idosos,
16:00que não iam pro Rock in Rio,
16:01mas vieram por causa do Rock in Rio,
16:02eles vieram pra tomar conta
16:04dos filhos,
16:04da filha que tal,
16:06pra poder liberar o casal,
16:08a jovem pra sair,
16:10eles vieram só pra ficar ali,
16:11eles falaram,
16:11ah, moço,
16:11a gente tá chegando agora
16:12no sábado de manhã,
16:13vai embora no domingo,
16:14a noite a gente não vai conhecer
16:15a cidade,
16:16e do Galeão pra Copacabana,
16:17eu fiz um tour com eles ali,
16:18aproveitei no caminho
16:19e fui mostrando,
16:20sabe,
16:21olha,
16:21isso aqui é isso assim,
16:23foi apresentado na cidade,
16:24parei em frente ao melhor lugar
16:26pra tirar foto no aterro
16:27do Cristo,
16:28do Pão de Açúcar,
16:29parei ali pra eles tirarem fotos,
16:31ficaram encantadíssimos,
16:32entendeu,
16:32e acho que é esse nosso papel,
16:34a gente é a porta de entrada.
16:36O Ouro Minas Hotel Belo Horizonte
16:38está completando 30 anos.
16:40No nosso hotel é isso,
16:41são 30 anos de muito planejamento,
16:44de uma tentativa consistente,
16:48de uma entrega bem feita,
16:50de uma qualidade bacana,
16:52desde o café da manhã,
16:53até a excelente noite de sono,
16:55que é um colchão bem confortável,
16:57com lençol bem branco,
16:59com um quarto escuro e silencioso,
17:01é isso que a gente tenta fazer
17:03por 30 anos.
17:04Eu fico assim,
17:05na condição de turista,
17:07uma coisa que eu faço sempre,
17:09porque assim,
17:09quando a gente não tem
17:10um transporte executivo esperando,
17:11a gente, assim,
17:12é inegavelmente muito mais confortável,
17:15né,
17:15porque a gente,
17:16ainda mais voo internacional,
17:17que você chega muito cansado,
17:19às vezes muito confuso
17:20por causa do jet lag,
17:22né,
17:22de fuso horário,
17:24e ainda você não quer parecer turista.
17:27Porque você fala assim,
17:28se eu parecer turista,
17:30eu vou ser presa mais fácil,
17:32né,
17:32então assim,
17:32eu não sei se é cabeça de brasileiro,
17:34se o resto do mundo pensa assim,
17:35mas assim,
17:35eu acho que o brasileiro pensa assim.
17:37Mas eu acho que esse pensamento é comum a todos,
17:38viu?
17:38E aí você tenta não ficar com aquela cara de maravilhado,
17:41você tenta não ficar mostrando
17:42que tá olhando tanto as placas,
17:45né,
17:45e uma coisa que eu tenho feito agora,
17:46assim,
17:46nas minhas viagens,
17:47é lançar de mão mesmo de chat PT,
17:50de inteligência artificial.
17:52Porque eu pergunto assim,
17:53como que eu circulo nesse aeroporto,
17:54aí ele me avisa,
17:55você vai ver essa placa,
17:56você vai ver...
17:57Eu não usei pra isso,
17:57interessante.
17:58Maravilhoso.
17:58Eu cheguei dessa vez que eu vim,
17:59agora eu vim pelo Santos Dumont,
18:00ia ter um tempo de aeroporto,
18:02eu não sabia que tinha aquele Bossa Mall,
18:04aquele shopping,
18:05eu quase não chego por Santos Dumont.
18:06É a área de picape da Uber, né?
18:08Exatamente.
18:08Eu não sabia que tinha aquele shoppingzinho ali,
18:10e aí o chat PT falou,
18:12não,
18:12não fica,
18:13e é meu amigo, né?
18:13Então eu vou te contar a coisa.
18:14Fica parada, hein?
18:15Não,
18:15vai,
18:16sai do saguão,
18:17vai lá pro shopping,
18:18vai no café tal,
18:18tomou um cafezinho lá e deu super certo.
18:20Vou te contar uma coisa que você não sabe,
18:22e que é legal pro teu público saber.
18:24O transporte executivo não pega na porta do aeroporto ali,
18:27só o táxi pega.
18:28O carro de aplicativo você atravessa o aeroporto inteiro
18:31e vai até o shopping,
18:32né?
18:32Uma distância longa,
18:33pra poder,
18:34na área de picape dos aplicativos,
18:36se for o transporte executivo,
18:39você tem uma área especial,
18:40você saiu do desembarque,
18:41se vira à direita,
18:42dá 30 passos,
18:43você tá na rua,
18:43numa área reservada pro transporte executivo.
18:45E seguro.
18:46E seguro,
18:47totalmente seguro.
18:47Aí, ó,
18:48isso é bom saber,
18:48vou colocar na matéria.
18:50Isso aí é uma coisa fantástica.
18:52Entendeu?
18:52Eu tenho um projeto.
18:53Contando até os passos,
18:54é tão maravilhoso.
18:55Você sai,
18:55em vez de todo mundo virar pra esquerda
18:57ou vai reto pra pegar o táxi,
18:58você sai pra direita,
18:59você tem que ter previamente
19:00tá agendado isso.
19:01Isso vai ser recebido ali,
19:03a direita ali,
19:03com toda tranquilidade,
19:04muito perto,
19:05muito perto.
19:06Ó,
19:06esse é um bobo.
19:07Você ganha tempo,
19:08você ganha tempo,
19:09Você falou que tava com o projeto agora.
19:11É,
19:11então,
19:11a gente tem um projeto,
19:13a gente,
19:13eu fui eu que criei o projeto lá de Congonhas,
19:16da área dos aplicativos,
19:18onde recebe os passageiros,
19:20tudo mais.
19:20Porque é muito bom ali,
19:21né, gente?
19:22É,
19:22Congonhas melhorou muito,
19:23melhorou muito.
19:23Muito fácil.
19:24Era complicado,
19:24melhorou muito.
19:25E lá é isso,
19:26você não tem a sensação de turista,
19:27porque tá tudo tão grande,
19:28não mais eu que sou míope,
19:29tá tudo tão grande,
19:30tão colorido,
19:31e o próprio aplicativo te fala, né?
19:33Isso.
19:34A gente fez um trabalho ali,
19:35que era pra ser até melhor do que o que foi feito,
19:37porque a gente ia sair em Congonhas,
19:38por uma porta que tem bem próxima,
19:41a parte interna do desembarque,
19:43perto das esteiras ali,
19:44você ia sair por um outro lado,
19:44se você fosse pra carro de aplicativo,
19:46ia passar pelo terraço do estacionamento,
19:48que ia ser uma área de convivência maravilhosa,
19:50e já ia descer no lugar certo.
19:52Só que, infelizmente,
19:52não saiu o projeto integral,
19:54foi naquela época da transição,
19:56da atual administração,
19:56da empresa anterior,
19:59anterior que,
20:00Fraero, né?
20:01Que administrava,
20:02pra atual espanhola,
20:02que tá aí administrando a espanhola,
20:04cortou metade do projeto,
20:05mas tudo bem.
20:06Eu tenho esse projeto,
20:07muito parecido com esse,
20:08aqui pro Rio de Janeiro.
20:10No Santos Dumont, por exemplo,
20:11você tem ali naquela praça,
20:13em frente é o desembarque,
20:14que é uma praça tombada e tudo mais,
20:15mas se você pegar uma foto aérea dela,
20:17ela tem alamedas por dentro da praça,
20:19que você consegue fazer uma área de picape perfeita,
20:21igual a do aeroporto de Brasília.
20:23Sabe?
20:24Que tem as baias,
20:25tudo direitinho,
20:26tudo separadinho,
20:27e você faz integrado com a personalidade
20:29da cidade do Rio de Janeiro,
20:30que são muitas árvores,
20:31ali tem árvores centenárias.
20:32Olha que legal.
20:33Você tem como fazer isso ali?
20:34Infelizmente,
20:35ainda no poder público não atentou pra isso,
20:37a gente já tentou implantar algumas vezes,
20:39mas ainda não atentou.
20:40Mas a esperança,
20:41o time que morre,
20:41uma hora a gente consegue, né?
20:42O time que dorme,
20:43morrer não morre não.
20:48Ô, Denis,
20:49e aí você tem um projeto também,
20:51na verdade não é um projeto,
20:52já é um programa que você trabalha,
20:55que é esse receptivo,
20:58pra brasileiros que moram no exterior,
21:00então assim,
21:01uma coisa super nichada,
21:03super específica,
21:04que você já faz há muitos anos, né?
21:05Há muitos anos,
21:05desde 2013.
21:07O que que acontece?
21:09Num dado momento,
21:10por seguia de turismo também,
21:11eu recebi o contato de um cliente
21:13que ele não conseguia me explicar
21:15o que ele queria no Rio de Janeiro.
21:16Como guia,
21:17eu não faço,
21:18assim,
21:18eu não trabalho com grupos grandes,
21:20até tive algumas experiências
21:21que não foram muito boas,
21:22eu não me adaptei,
21:23e eu prefiro trabalhar
21:24com uma coisa muito personalizada,
21:25uma família,
21:26o que cabe dentro de um veículo
21:27de até sete lugares,
21:29o que cabe dentro de um veículo
21:30de até cinco lugares.
21:31E trabalho ali com uma família e tal,
21:33então assim,
21:33era uma família,
21:34eu estava procurando marido,
21:35mulher e uma menina,
21:36aproximadamente uns cinco ou seis anos.
21:38Ah, já quando fez o contato,
21:40o que que eu imaginei na época?
21:42Ah, bom,
21:43eu vou botar aqui um programa,
21:44foi em 2014,
21:45eu acho,
21:46que estava inaugurando
21:47o Museu do Amanhã,
21:49já tinha o Aquarri,
21:50eu falei,
21:50ah, vou fazer aqui uns programas aqui,
21:52mais ou menos voltados
21:53para esse tipo de coisa,
21:54visto que tem uma criança,
21:55então você já calcula lá um programa
21:57para um dia que pode só estar chovendo,
21:59a criança mais um pouco cansada,
22:00um calor muito intenso,
22:01um lugar que tem um ar-condicionado,
22:03que seja agradável,
22:04eu calculando isso,
22:05mas só que tudo que eu levava para ele,
22:06ele falou,
22:06não,
22:06não é isso que eu quero,
22:07e eu não conseguia entender
22:09o que ele queria,
22:09ele não conseguia,
22:10era uma pessoa que tinha uma dificuldade
22:11de se expressar,
22:12quando chegar eu te mostro,
22:13eu falei,
22:14me mostra,
22:14eu falei,
22:15bom,
22:15então se você tem alguma coisa,
22:16me manda,
22:17ah,
22:17é muita coisa,
22:18não dá,
22:18eu falei,
22:19eu falei,
22:19bom,
22:19e de onde que ele estava vindo?
22:20Estava vindo dos Estados Unidos,
22:21estava vindo de New Jersey,
22:23se não me engano,
22:24meu amigo pessoal até hoje,
22:25meu amigo mesmo,
22:26meu amigo esse cliente,
22:27depois disso,
22:29quando ele chegou,
22:30é que eu fui entender o que ele queria,
22:32ele era um brasileiro,
22:33casado com uma americana,
22:35que depois de 17 anos nos Estados Unidos,
22:37ele conseguiu o green card,
22:38e ele vinha para passar pelo consulado,
22:40para fazer todo um trabalho de documentos,
22:43naquela época era até bem mais burocrático,
22:45de documento,
22:46de passar por médicos,
22:47tomar vacinas,
22:48ver se ele tinha pendências financeiras,
22:50pendências na justiça e tudo mais,
22:53para depois ele conseguir um novo passaporte,
22:56voltar para os Estados Unidos,
22:57era meio que,
22:57se você entrou ilegal nos Estados Unidos,
22:59você volta para o seu país,
23:00depois que você consegue o green card,
23:01e retorna de maneira legal,
23:03é tipo zerar a conta,
23:04mal compara,
23:05quando ele chegou no aeroporto,
23:07me deu aquele calamarço de papel,
23:08alguns impressos em português,
23:10alguns em inglês,
23:11e ele não sabia se explicar,
23:12e eu entendi,
23:13ele foi muito jovem para os Estados Unidos,
23:14e o português dele estava péssimo,
23:16e o inglês pior ainda,
23:17e aí quer dizer,
23:19estava difícil de eu me entender com ele,
23:21mas aí sentei com ele ali,
23:22ele foi explicando,
23:23a gente tomou um café,
23:24eu fui entendendo,
23:25falei,
23:25olha,
23:25você me contou para,
23:26me contratou para algo que eu nunca fiz,
23:29como as datas aqui,
23:30a gente tem uns 3 dias para iniciar esse processo,
23:32já vinha tudo agendado,
23:34eu vou,
23:35você deixa isso comigo,
23:36eu vou te levar para o hotel,
23:37e de noite eu venho aqui no hotel,
23:38a gente senta e conversa,
23:39eu vou desminuir,
23:41isso é um pouco melhor,
23:42e aí eu percebi que era um roteiro,
23:44na verdade,
23:45porque ele tinha que passar por um médico,
23:47e era um médico específico,
23:48determinado pelo consulado,
23:50ele tinha que tomar determinado,
23:51um roteiro burocrático,
23:53e nesse roteiro burocrático,
23:55tinham alguns empecilhos ali,
23:57de documento,
23:58por exemplo,
23:58no caso dele,
23:59na época,
24:00ele tinha saído do Brasil,
24:01uns 16,
24:0117 anos,
24:02houve um recadastramento de CPF,
24:04ele tinha que apresentar um CPF,
24:05ele não tinha mais CPF,
24:06porque quem não recadastrou,
24:07perdeu o CPF,
24:09então para o Brasil,
24:10ele não existia para a Receita Federal,
24:11e ele precisava de existir,
24:12três dias depois,
24:13no consulado,
24:14então até parte de documento,
24:16eu tive que tirar com ele,
24:16descobrir os caminhos de tirar com urgência,
24:18enfim,
24:19e aí eu descobri tudo,
24:20fiz esse trabalho com ele,
24:22existia na época,
24:23ele precisava de ter um endereço no Brasil,
24:25para receber,
24:26eles mandavam pelo correio na época,
24:28o passaporte dele,
24:30e aí,
24:30ele não tinha endereço no Brasil,
24:32e aí eu dei o endereço do meu escritório,
24:34falei,
24:34bom,
24:34vou dar o endereço do meu escritório,
24:36então fui adaptando aquela necessidade dele,
24:38primeiro,
24:39por ele ser muito gente boa,
24:40segundo,
24:41porque eu não largo a mão de ninguém que me procurou,
24:44então se me procurou ser meu cliente,
24:45eu faço isso desde que eu comecei a,
24:47sei lá quantos anos atrás,
24:48olha,
24:48meu telefone fica ligado,
24:49no início era o telefone de casa,
24:50não tinha nem celular,
24:51meu telefone fica ligado 24 horas,
24:53o que você precisar pode me ligar,
24:55e aí eu falei com ele isso,
24:56e ele se sentiu tranquilo,
24:59e aí aconteceu realmente uma emergência com ele,
25:02uma emergência médica,
25:03com a esposa dele,
25:04de madrugada,
25:06a esposa dele,
25:07segundo ele,
25:07quando fica nervosa,
25:08não fala em português com ele direito,
25:10isso eu falo em inglês,
25:11e queria falar com uma mulher,
25:13ela não queria falar comigo,
25:15trancada no banheiro do hotel,
25:16primeira coisa que eu pensei,
25:17isso me bateu nela,
25:19isso é um caso de polícia,
25:20isso é uma coisa horrível,
25:21na verdade não era isso,
25:22eles não queriam mais ter filhos,
25:24ela não sabia,
25:25ela tinha descoberto,
25:26recentemente ela estava grávida,
25:27e entrou num processo de um aborto espontâneo,
25:29dentro do hotel,
25:30e não queria contar para o marido,
25:31meu Deus,
25:32e aí,
25:33ela queria falar com uma mulher,
25:34por sorte,
25:35minha esposa fala quatro idiomas,
25:36graças a Deus,
25:37e muito fluente,
25:38e aí,
25:38de madrugada,
25:39acordei minha esposa,
25:40fala aqui com a minha cliente,
25:41eu não sei o que ela quer,
25:43e aí,
25:43eu também,
25:44como eu disse,
25:44eu não largo a mão do meu cliente,
25:46ele me contratou para fazer um trabalho,
25:48mas ele está de madrugada,
25:49num país que para ele já é estranho,
25:51até porque ele não era do Rio de Janeiro,
25:52na cidade de origem,
25:53sabe,
25:53numa emergência,
25:54com a esposa e uma filha pequena,
25:56aí eu falei,
25:56não,
25:57isso não tem preço,
25:58saí de casa,
25:59fui buscá-los no hotel,
26:00levei para a Perinatal,
26:05Enfim,
26:05consegui resolver todo o problema,
26:07ela ficou internada,
26:07minha esposa acabou ficando com ela,
26:09porque ela não queria ficar sozinha,
26:10estava com medo,
26:12um despreparo,
26:12o hospital,
26:13não tinha ninguém que falasse inglês ali,
26:14para dar esse acompanhamento a ela,
26:16e aí,
26:17minha esposa ficou com ela,
26:18e aí,
26:19ela foi atendida,
26:20no dia seguinte foi resolvido,
26:21eu levei ele de volta para o hotel,
26:22e aí,
26:22por isso que eu te falei,
26:23ele é meu amigo até hoje,
26:24a gente ficou muito amigo.
26:25Mas também,
26:26com a história é dessa, né?
26:27Ele agora já vem,
26:28como ele tem o Green Card,
26:29já vem para o Brasil com regularidade,
26:31já viajei,
26:31ele tem fazenda em Roraima,
26:32já fui para a fazenda dele,
26:33já foi,
26:34porque realmente a gente ficou muito amigo,
26:35e assim,
26:36a gente deu um atendimento mais pleno possível.
26:38E aí você descobriu esse nicho,
26:40muito específico.
26:41Aí depois disso,
26:42ele apesar de ter dificuldade de falar comigo,
26:44lá onde ele vive,
26:46ele fala muito bem,
26:47e ele foi um grande divulgador,
26:49e ele foi no escritório,
26:50porque para aplicar,
26:51eles chamam lá de aplicar a documentação,
26:52para aplicar a documentação,
26:53para conseguir o Green Card,
26:55eles utilizam um escritório de advocacia,
26:57e ele foi em vários escritórios,
26:58não só no que ele teve,
26:59que ele aplicou a documentação como em outros,
27:01e divulgou o meu trabalho.
27:02E aí isso virou uma coisa absurda.
27:05Se você pegar na minha agenda,
27:07eu gravo o nome do cliente,
27:09boto usa do lado.
27:10Se você for passando o dedo assim,
27:11usa, usa, usa,
27:12eu já sei lá o tempo todo,
27:13porque é muito, muito, muito,
27:15muito, muito cliente,
27:17entendeu?
27:17Isso desde aquela época.
27:18Todo mês a gente recebe,
27:19pelo menos,
27:20alguém nesse perfil.
27:20dois ou três clientes,
27:21na minha equipe,
27:22eu já tenho pessoas também que podem me ajudar,
27:24se eu estiver ocupado,
27:25essa pessoa atende.
27:26E aí foram várias histórias,
27:27que eu ficaria aqui o dia inteiro te contando.
27:29Essa temporada do podcast
27:30Why Turismo,
27:31tem o oferecimento do Ouro Minas Hotel Belo Horizonte,
27:35que celebra em 2026,
27:3630 anos.
27:38São três décadas,
27:39fazendo parte da hospitalidade mineira.
27:52O Rio, especificamente,
27:54é muito mais do que só o que a gente conhece
27:56de cartões postais, né?
27:57E você já falou que tem esse perfil aí
28:00de não querer trabalhar com grandes grupos,
28:02desde sempre, né?
28:04Isso virou uma realidade depois da pandemia,
28:06que são os grupos menores,
28:07mas você já trabalha com isso desde antes.
28:10E quando você quer apresentar
28:12um Rio de Janeiro,
28:13além do Cristo Redentor,
28:15do Pão de Açúcar,
28:17do que todo mundo vai,
28:18o que você tem pra fazer,
28:20pra mostrar no Rio,
28:21nos bairros?
28:22Eu sugiro um passeio.
28:23Vamos fazer um mini tour aqui.
28:25Eu sugiro um passeio,
28:26assim, muito conveniente,
28:27se você está hospedado na Zona Sul,
28:29no centro,
28:30é perto,
28:31é barato,
28:31você só tem que se programar
28:33e entrar no site,
28:34agendar como tudo hoje na vida.
28:35Entra no Museu da Marinha
28:37e agenda um passeio.
28:38Era até bem pouco tempo atrás,
28:40num rebocador da Primeira Guerra Mundial,
28:41esse passeio,
28:42que era o Laurindo Pita.
28:43Agora,
28:44ele era até modernizado,
28:45mas agora encostaram,
28:46eles puseram uma fragata lá,
28:48um outro barco,
28:49pra fazer o passeio.
28:50Mas é um passeio
28:51que vai com uma guia de turismo da Marinha.
28:53Por ser ligado ao Museu da Marinha,
28:55é um passeio super em conta,
28:56ele é bem,
28:57um preço bem acessível.
28:58E o que tem no passeio?
29:00Você tem dois tipos de passeio,
29:01um que você vai dar a volta
29:02na Baía de Guanabara,
29:03e o outro que você vai só
29:04até a Ilha Fiscal.
29:05Eu nem sugiro da Ilha Fiscal,
29:07porque o que dá a volta
29:08na Baía de Guanabara
29:09passa em frente à Ilha Fiscal,
29:10e o que tem de bonito
29:10na Ilha Fiscal
29:11é só o prédio.
29:12Lá dentro tem exposições itinerantes,
29:14porque depois do último baile
29:16da corte,
29:18saquearam a Ilha Fiscal.
29:19Então não tem mais nada original ali,
29:20mas o prédio está preservado.
29:22Então o prédio você vê
29:23passando em frente.
29:24Esse barco vai com uma guia,
29:26e ela conta toda a história
29:27do Rio de Janeiro,
29:28vista da Baía de Guanabara.
29:30Ai, deve ser bacana.
29:30Então assim, é muito legal,
29:32ela vai passando nas praias,
29:33a Baía de Guanabara
29:34vai até ali a entrada dela
29:34na Urca, mais ou menos.
29:36Então ela vai até ali
29:36a entrada da Urca,
29:37e faz toda a Baía de Guanabara,
29:39inclusive passando em Niterói,
29:40passa em frente ao Museu
29:41de Arte Moderna de Niterói,
29:42que é maravilhoso,
29:43entendeu?
29:44Vai até o fundo da Baía,
29:45volta, passa como é da Marinha,
29:47passa no Arsenal de Marinha,
29:48então pra quem gosta,
29:49vai ver o Arsenal de Marinha.
29:50Você vê lá o Morro da Providência,
29:52aí ela te conta a história
29:53por que o Morro da Providência,
29:54que nunca tomou a Providência,
29:55por isso tem esse nome,
29:57tá ali.
30:00Você vai ver o Museu da Manhã
30:01a partir da Baía de Guanabara,
30:03as fotos são lindíssimas.
30:04É outra perspectiva da cidade.
30:05Você vê o Porto Maravilha,
30:07que tá muito bacana,
30:08tá muito bem,
30:09foi muito bem equipado.
30:10Então assim,
30:11você tem uma outra perspectiva
30:12que não é comum na cidade,
30:13por um precinho,
30:15que é assim,
30:15muito pequeno,
30:16muito pequeno,
30:17mas é um ingresso,
30:17é muito barato.
30:18Além disso,
30:19no Espaço Cultural da Marinha ali,
30:21você tem um,
30:23até bem pouco tempo
30:24tava parada uma réplica
30:25da caravela do descobrimento
30:26em tamanho original.
30:28Não sei se ainda tá lá,
30:29porque às vezes vai pra outros lugares
30:30fazer a exposição,
30:31mas eventualmente ela tá ali.
30:33Tem um submarino,
30:34que se você for com filho,
30:36com criança,
30:36ou se você é um adulto
30:37que nunca conheceu um submarino,
30:38que foi o meu caso,
30:39você vai ter a experiência
30:40de entrar no submarino
30:41na portada.
30:42Então você tem ali,
30:43e tudo pelo mesmo custo,
30:44pelo mesmo preço,
30:45sabe?
30:46Então assim,
30:46é muito legal.
30:47Eventualmente também tem
30:48alguns navios ali parados,
30:50que são ou na biblioteca,
30:52ou na via histórica,
30:53que você também tem acesso a eles,
30:55e tem uma parte do museu exposta ali.
30:57Então assim,
30:58é um passeio que você passa uma tarde,
31:01é um passeio de custo baixíssimo,
31:02de fácil acesso,
31:03você vai pelo Boulevard Olímpico,
31:05você pega um VLT,
31:06você desce,
31:06se estiver ali no centro,
31:08hospedado ali próximo ao Santos Dumont,
31:10você pega o VLT ali,
31:11vai até lá.
31:11Se for final de semana,
31:12você desce do VLT,
31:14faz o passeio,
31:14volta com a mesma tarifa.
31:16Então é legal,
31:16também apesar do VLT ser barato,
31:18mas você tem até um gap ali
31:20de duas horas,
31:20duas horas e meia,
31:21pra você voltar pro VLT
31:22com o mesmo cartãozinho.
31:23Então é muito legal.
31:24E faz diversos atrativos,
31:25fugindo do trânsito, né?
31:26Foge do trânsito,
31:27você tem ali o Museu do Amanhã,
31:29que é bem pertinho também,
31:30se você andar um pouquinho pra frente,
31:31tem o Museu do Amanhã.
31:32Um pouco antes desse espaço cultural da Marinha,
31:36você tem uma série de bares,
31:37que se for sábado,
31:37é maravilhoso,
31:39entendeu?
31:40Você vai ter também ali,
31:41um pouco mais pra frente,
31:43o Aquarrio,
31:43que eu particularmente acho o concurso,
31:45é um pouco mais caro realmente,
31:46mas tem desconto pra idade,
31:48tem desconto pra menor de idade,
31:50pra quem é de mais idade,
31:51pra quem é do Rio de Janeiro tem desconto,
31:53que o Carioca também pode turistar na cidade.
31:55E deve, né?
31:56É um centro da cidade ali,
31:58que você vai conhecer maravilhoso,
32:00por um preço bem legal.
32:02Ô, Dennis,
32:02pra gente já ir finalizando agora,
32:05eu queria que você me falasse
32:07dicas que você dá,
32:09além do Rio de Janeiro,
32:10pra quem tá viajando,
32:11pra qualquer cidade do mundo,
32:12que cuidados a gente deve tomar
32:15na hora do transporte terrestre, né?
32:19Assim, o que as pessoas devem fazer,
32:20levando em consideração
32:22o seu conhecimento de idiomas,
32:24a sua mobilidade, né?
32:26Se tem algum tipo de deficiência ou não,
32:29linhas gerais.
32:30É, as pessoas têm que passar
32:31suas peculiaridades.
32:32Por exemplo,
32:33se um cliente fala pra mim,
32:35ele só me contrata um transporte
32:38e não me dá os detalhes,
32:39eu presumo que ele precisa
32:40de um carro confortável,
32:42de preferência um sedão ou SUV executivo,
32:44de cinco lugares.
32:46Mas se ele me fala
32:46que ele tá vivendo com um filho
32:47de três anos,
32:48eu já entendo
32:49que eu tenho que ter
32:50uma cadeirinha, por exemplo.
32:52E assim,
32:52a gente pode até perguntar
32:53tudo isso na contratação.
32:55Mas às vezes a pessoa,
32:56o cliente acha que
32:56você tá sendo muito invasivo,
32:57você é só um motorista.
32:59Ele não entende
33:00que tecnicamente
33:01a gente tem uma preocupação
33:02muito mais ampliada do que isso.
33:03Ou pode ter uma condição
33:04muito específica, né?
33:05Uma condição especial.
33:06Às vezes a necessidade,
33:07eu tenho uma cadeira de rodas,
33:08eu tenho excesso de bagagem.
33:09Eu transportei semana passada
33:10uma moça que veio da Austrália,
33:12que ela falou pra mim duas vezes,
33:13eu perguntei a quantidade de bagagem.
33:15Ela é uma moça sozinha,
33:16mas ela tá vindo da Austrália.
33:17Não sei quanto tempo
33:18ela ficou na Austrália.
33:19É longe.
33:20A vozinha dela
33:21nas mensagens do WhatsApp,
33:22na hora da contratação,
33:24eu percebi que ela tinha
33:24um sotaquezinho.
33:26Ela era brasileira,
33:27mas ela tinha um sotaquezinho.
33:28Ela tá na Austrália há muito tempo,
33:29ela vai trazer muita coisa,
33:31a experiência diz isso pra gente.
33:32Aí eu falei,
33:33quantas malas?
33:34Ela falou,
33:34olha, grande eu tenho duas,
33:36bem grande.
33:37Quando ela falou bem grande,
33:38eu falei,
33:38me manda a foto da mala.
33:39Porque o padrão de mala
33:40bem grande na Austrália
33:41é um,
33:42no Brasil é outro.
33:43E quando eu vi
33:44as duas malas delas,
33:45eu falei, ok,
33:46eu consigo te atender.
33:47Mas não era mais
33:47com o carro que eu tinha em mente.
33:49Eu tive que mandar um carro
33:50e era um passageiro sozinho.
33:52Então,
33:52esse diálogo anterior,
33:53ele é muito importante,
33:54expressar a sua necessidade.
33:56O que pra você
33:56pode parecer um detalhe,
33:58ah, eu boto a mala
33:59dentro do carro.
33:59A legislação não permite,
34:01a gente até pode colocar
34:02numa exceção.
34:03Mas a legislação não permite.
34:05A área de aeroporto,
34:06você sai dali,
34:07normalmente tem uma fiscalização.
34:09É justamente a hora
34:10que o cara vai olhar,
34:11e tem ali uma mala,
34:12pera aí,
34:13encosta aqui.
34:14Entendeu?
34:15Então, assim,
34:15você podendo evitar isso,
34:17esse diálogo prévio
34:18é muito importante.
34:19Você tem uma chegada
34:20muito mais confortável.
34:21E a identificação,
34:23olha,
34:23eu pergunto sempre
34:24para o passageiro,
34:25como é que você
34:25quer ser identificado?
34:27Às vezes,
34:28a pessoa tem um nome
34:29que ela não gosta do nome.
34:30Se você vai usar
34:31uma plaquinha,
34:33você tem que ter um nome
34:34que ela gosta de ser identificado.
34:35Como você gosta
34:35de ser chamada?
34:36A pessoa gosta assim,
34:37olha,
34:38está vindo pela empresa,
34:39eu faço muito trabalho
34:39para a empresa.
34:40Às vezes,
34:41a pessoa não quer
34:42ser identificado
34:43pela empresa,
34:44ela quer que seja
34:45chamada pelo nome dela.
34:46Eu acho que são
34:47confortos,
34:48carinhos,
34:48detalhes
34:49que são fundamentais.
34:51E, assim,
34:52o que eu oriento
34:53a equipe que trabalha comigo
34:54é que o passageiro chegou,
34:56você perde,
34:56a gente só faz o receptivo
34:58dentro do aeroporto,
34:59a gente não pega
34:59do lado de fora.
35:00Levar, tudo bem,
35:01a gente deixa na área
35:01onde ele vai embarcar,
35:03mas a gente prefere estacionar.
35:04Primeiro,
35:05para tirar aquele estresse
35:06dali da porta,
35:06de fiscalização,
35:07de, sabe,
35:08de pressão,
35:09de alguém ficar abordando
35:10enquanto você está andando
35:10com a pessoa,
35:11então a gente para o carro,
35:12entra, recebe dentro do aeroporto,
35:15leva até o estacionamento,
35:16um macete que eu ensino
35:17para todos os motoristas,
35:19por exemplo,
35:19o Galeão tem cinco andares
35:21de estacionamento
35:22e um de estacionamento VIP.
35:24Você pode escolher
35:25qualquer andar
35:25acima do terceiro
35:26que você vai estar sempre
35:26com o seu carro próximo
35:28ao elevador.
35:29Se você disputar o primeiro,
35:31o teu cliente vai andar
35:31muito dentro do estacionamento,
35:32ele já andou muito.
35:33É lá para cima
35:34porque no elevador
35:35não cansa andar,
35:36entendeu?
35:36Então eu entro no elevador,
35:37aperto lá,
35:37quinto andar.
35:38Quando ele chega lá,
35:38o carro que ele vê é o meu.
35:40Está na porta quase que exclusivo.
35:42Está na porta exclusivo para ele.
35:43A gente procura orientar
35:44a nossa equipe de fazer isso
35:45porque é mais um conforto,
35:47entendeu?
35:48Tudo que você puder levar
35:48de conforto,
35:49de tranquilidade
35:50e os caminhos.
35:51Saiu do aeroporto,
35:52o Galeão
35:53não pega a Avenida Brasil.
35:55Não é só porque
35:56é perigoso,
35:57é porque a Avenida Brasil
35:57tem uma tendência
35:58a engarrafar
35:59e ela tem vários acessos
36:00e várias saídas.
36:02Assim,
36:02se o motorista
36:03está indo sozinho
36:03para o Galeão,
36:04ele está arriscado
36:05até ir pela Avenida Brasil
36:06porque se ela engarrafa,
36:07ele vai saber os caminhos
36:07que são viáveis.
36:09mas que não são
36:10os caminhos adequados
36:11para você passar
36:11com uma pessoa
36:12que acabou de chegar na cidade.
36:13Então, assim,
36:14tem umas coisas
36:14que a gente vai saber fazer
36:15muito melhor
36:16do que quem vem de fora
36:17ou muito melhor
36:18do que um carro de aplicativo
36:19ou de um táxi
36:20porque ele vai fazer
36:21o caminho mais óbvio,
36:22o caminho mais,
36:23entendeu?
36:24Intuitivo ali para ele,
36:25talvez,
36:25que vai deixar ele mais rápido
36:27para pegar um próximo passageiro.
36:28O transfer,
36:29ele tem uma personalização,
36:30ele tem um carinho maior,
36:32entendeu?
36:32Com certeza.
36:33Ô, Dênis,
36:34eu sei que, assim,
36:35tem muito mais
36:35para a gente falar ainda.
36:37Você ainda sabe muito
36:38de cidades criativas,
36:39cidades inteligentes,
36:40isso tudo.
36:41Queria que você falasse
36:42aqui para o pessoal
36:43os seus arrobas.
36:44Ah, beleza.
36:45Vamos lá.
36:46Em qualquer rede social
36:47você vai me encontrar
36:48e é muito simples.
36:49Arroba Dênis Moura RJ.
36:50Só lembrar dessa cidade
36:51maravilhosa,
36:52que é a cidade que eu amo.
36:53O RJ está sempre no meu nome,
36:54que eu acho que ela faz parte
36:55de mim.
36:55Eu me emociono.
36:56Eu vou contar uma coisa
36:57para vocês.
36:58Tem uma curva aqui do Flamengo
36:59para entrar no aterro,
37:00que se você entrar ali
37:01por volta de 5h30,
37:026h da manhã,
37:02eu sou carioca,
37:04eu faço essa curva
37:04com uma certa frequência.
37:06Não tem como as lágrimas
37:07não encher os olhos.
37:08Você vê o pão de açúcar ali,
37:10a Baía de Guanabara,
37:11a Baía de Guanabara
37:12está despoluída.
37:12Se você parar o carro ali
37:13para tomar água de coco,
37:14você vai ver tartaruga
37:15nadando ali embaixo
37:16na Baía de Guanabara.
37:17É uma coisa linda.
37:17Eu passo ali,
37:18às vezes eu estou sozinho
37:19com o tempo.
37:20Eu dou uma paradinha ali
37:21de manhã,
37:21só para apreciar,
37:23para ter essa sensação.
37:24É uma cidade maravilhosa.
37:25É maravilhosa mesmo.
37:25Não é tão.
37:27O Dendes,
37:28obrigada.
37:29Prazerão te receber aqui.
37:30Vou te pedir link,
37:31detalhamento.
37:32Você sabe que as matérias
37:34também ficam vinculadas
37:35ao turismo.ai.com.br
37:39com matérias e notícias
37:41e coberturas diárias
37:42sobre turismo.
37:43Não deixe de seguir também
37:45o nosso Instagram,
37:46arroba portal Aiturismo
37:48e eu te vejo
37:48na próxima semana.
37:50Obrigada.
38:05Legenda Adriana Zanotto

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