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  • há 8 minutos
Um dos slogans mais fortes dos manifestantes na França é de que eles estão lutando "pelo fim da era contemporânea". A vontade parece ser de provocar uma ruptura histórica. Tão profunda como a de Maio de 1968. A pauta não é mais só dos jovens e não é só sobre educação. É custo de vida, acesso à moradia, serviços públicos... É um grito geracional, uma sensação ampla de insatisfação. De que a vida apenas piora em relação a gerações anteriores.

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Transcrição
00:00Um dos slogans mais fortes dos manifestantes na França é de que eles estão lutando pelo fim da era contemporânea.
00:06A vontade parece ser de provocar uma ruptura histórica, tão profunda como a de maio de 1968.
00:11A pauta não é mais só dos jovens e não é só sobre educação.
00:15É custo de vida, acesso a moradia, serviços públicos.
00:18É um grito geracional, uma sensação ampla de insatisfação, de que a vida apenas piora em relação às gerações anteriores.
00:25Como muitos manifestantes vêm dizendo, é a sensação de que trabalhar mais e estudar não significa mais uma vida melhor
00:31na França.
00:32A classe política está tendo dificuldade de achar respostas, também porque tem muita gente aproveitando os protestos para depredar e
00:39roubar.
00:46Fato é que a França é hoje um país polarizado, onde governo e oposição se acusam mutuamente.
00:51Enquanto a revolta, inicialmente estudantil, virou uma grande crise política.
01:04Em contestação, não está mais um governo ou uma classe política, mas uma época inteira.

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