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Notícias
Transcrição
00:07Ele está à frente da instituição que promove o desenvolvimento econômico,
00:11o empreendedorismo e o agronegócio.
00:14O Histórias Empresariais recebe Lourenzo de Oliveira,
00:17superintendente do Banco do Nordeste, do Espírito Santo.
00:21Falei certo aqui?
00:22Falou.
00:22Falei certo, Lourenzo?
00:23Tudo certo.
00:23Bem-vindo.
00:24Vamos falar um pouquinho, começar falando sobre o Banco do Nordeste
00:27e esclarecendo sobre a atuação dele.
00:29Embora seja o Banco do Nordeste, tem essa atuação aqui no Estado.
00:33Como é que isso funciona?
00:34O Banco do Nordeste é um banco federal com atuação regional.
00:41Ele está presente em todos os estados nordestinos
00:44e no norte do Espírito Santo, em 31 municípios,
00:48e no leste e norte de Minas Gerais.
00:52Na realidade, ele abrange toda a área da Sudene.
00:56Então, aqui no Espírito Santo, nós estamos no norte do Estado.
01:03Aracruz, incluído agora?
01:05Ultimamente, os três últimos municípios incluídos foram Aracruz, Itarana e Itaguaçu.
01:11E aí o Banco do Nordeste tem esse papel de promover desenvolvimento,
01:16que não é como um banco comercial.
01:18O Banco do Nordeste tem um foco no desenvolvimento,
01:24mas também atua com o banco comercial.
01:27Mas o comercial dele é...
01:30Porque nós fazemos projetos de implantação de empresas,
01:36isso seria a parte mais de investimento.
01:38Fazemos projetos de implantação de lavouras e também a parte comercial.
01:47Nós operamos com câmbio, também operamos com capital de giro
01:51para essas empresas que a gente atua.
01:55Então, assim, nós não somos focados no crédito de pessoa física.
02:01Pessoa física a gente atende somente com o nosso microcrédito.
02:08Aí nós atendemos aqueles microempreendedores.
02:12Mesmo...
02:12Mas não tem que ter CNPJ?
02:14Não tem que ter um MEI constituído?
02:15Pelo contrário, a gente não atende MEI.
02:18A gente atende o MEI também, mas o foco é no CPF.
02:24Barbeiro, manicure, todo aquele empreendedor.
02:29Então, a gente tem esse foco na pessoa física.
02:33A gente atende o microcrédito.
02:37E na pessoa física também a gente atende, não microempreendedor,
02:41mas também atende, seria o pessoal de placas solares.
02:46A gente atende na nossa área de atuação lá, placas solares para essas pessoas.
02:52Que é uma linha que a gente tem que chama de FNS Sol.
02:56Com a taxa mais...
02:58Para colocar lá um telhadinho, né?
03:00Com os painéis faltam à vontade, diminuir o valor da conta de energia, não é isso?
03:04É.
03:05A gente atua tanto para a empresa como para a propriedade rural,
03:08mas nesse caso específico a gente atua para a pessoa física também.
03:12Certo.
03:13Para a pessoa física, para o profissional autônomo,
03:16para quem tem um pequeno negócio, um cabeleireiro,
03:19como que é, como que funciona essa oferta de crédito?
03:22O que a pessoa tem que fazer para conseguir?
03:24E só quem está na área da Sudene consegue ou aqui em Vitória é possível?
03:28Hoje nós estamos atendendo aqui em Vitória.
03:31Por quê?
03:33Esse recurso não é do FNE, é do Fundo Constitucional.
03:37Então, a gente tem atendido ali na Serra.
03:40Nós ainda não descemos para todo o Estado.
03:45Mas as unidades de Aracruz, as unidades lá de Colatina,
03:49já vêm atendendo, de Itaguarã e Itaguaçu,
03:52vêm atendendo zonas limítrofes, né?
03:55Por exemplo, nós estamos atendendo na Serra,
03:57estamos atendendo em Vitória e estamos começando a botar a gente ali
04:00que está atendendo Cariacica.
04:02Esse crédito a gente tem, é um microcrédito, né?
04:05Que a gente tem um agente que vai prestar, vai lá no local,
04:12aí se reúne, é um crédito solidário.
04:18Junta três pessoas.
04:20Por exemplo, está eu, você e mais alguma pessoa.
04:22A gente tem um objetivo e aí vamos juntar,
04:27vamos pegar um crédito independente.
04:29O meu valor pode ser um, o seu pode ser outro, né?
04:32E o da outra pessoa, um outro valor.
04:34A gente chega, toma o crédito e um fica responsável por avalizar o outro, né?
04:43A garantia fidejussória em que nós vamos prestar um aval solidário entre a gente.
04:49Isso dá esse treinamento.
04:50É uma forma de um crédito orientado, né?
04:53Às vezes você pega uma pessoa que não tem nenhum conhecimento
05:01sobre educação financeira, balanço.
05:04E aí esse agente, ele vai dando essas noções básicas.
05:08Porque às vezes é você anotar a sua venda, anotar a sua compra, organizar.
05:13Então a gente tem esse crédito, microcrédito orientado.
05:17Então, por exemplo, se o cabeleireiro quiser procurar aí esse crédito
05:23para ele fazer uma pequena reforma na barbearia dele,
05:27quanto ele conseguiria? Qual é o limite, assim?
05:29O limite desse crédito é 20 mil reais.
05:3220 mil reais.
05:32Pô, já dá para colocar um freezer, uma cervejinha para vender ali, um cafezinho.
05:38Com certeza.
05:39E assim, é um crédito que a gente...
05:41Tem pessoas que começam com mil, dois mil, e daqui a pouco está no 20.
05:45Aí o cara, quando ele está lá na área da Sudene, né?
05:49Quando está na área da Sudene, dali ele passa a ir para o banco.
05:54Aí ele já pega como CNPJ, né?
05:57E a gente vê vários casos de ascensão de pessoas assim.
06:00Tem clientes que eram do Crédio Amigo, né?
06:04Que a gente chama esse crédito de...
06:07O nosso programa chama Crédio Amigo.
06:09É o maior programa de microcrédito da América Latina.
06:14Microcrédito orientado.
06:16E um sucesso, sucesso de...
06:18E assim, tem pessoas hoje que têm atacadão, empresários que começaram nesse...
06:25Pegando microcrédito ali pequenininho e foi...
06:27E foi rodando e evoluiu a chegar num porte hoje, um grande porte até.
06:33Mas tem recurso assim, para quem estiver assistindo a gente?
06:37Por exemplo, o morador de Vitória que tem lá, o seu lanchonetezinho, ele consegue ter acesso?
06:43Ele vai ter que passar por esse pessoal, análise, e aí consegue.
06:49A gente hoje tem equipe aí que consegue atender.
06:54O índice de inadimplência para esse público micro, ele é estável?
07:00Ele é parecido com os demais?
07:01Como é que é?
07:03Olha, é baixíssimo.
07:05É baixo?
07:05Muito baixo.
07:06Porque, na realidade, o cara tem aquilo ali...
07:12Primeiro que tem uma metodologia, né?
07:14A pessoa tem...
07:15Porque um dos grandes problemas da inadimplência do crédito, às vezes, está no acompanhamento
07:20e está na seleção.
07:22Quando o cara, por exemplo, ele não tem nenhuma opção, aí ele consegue ver aquela porta ali
07:31de entrada para ele, até se bancarizar, né?
07:38Porque um cara desse, às vezes, já foi em todas as instituições, não conseguiu crédito,
07:43ele não tem CPF, não tem CNPJ, né?
07:47Então, ele só tem um CPF e não tem renda comprovada, nem declarada, comprovada.
07:55Então, assim, eu acredito que até uma forma que ele...
07:59Pô, conseguir esse crédito aqui, eu não posso me queimar, né?
08:02Não posso me...
08:03Então, assim, a nossa inadimplência chega, no máximo, a 3% do crédito.
08:10E, assim, a gente sempre recebe.
08:12Entendi.
08:13Não tem calote, né?
08:14Não tem atraso, né?
08:16E tudo também vai pela seleção, né?
08:19Como o agente vai em loco e faz esse treinamento e vê, então, ali ele já filtra.
08:26Pô, esse cara aqui realmente está pegando para o artesanato, esse cara tem uma barbearia, né?
08:30Esse cara tem uma lanchonetezinha, ele vende um salgado, ou ele produz um salgado para vender.
08:37Então, assim, realmente é um crédito para empreender.
08:41E hoje, a carteira maior de clientes do Banco do Nordeste está nesse micro, pequeno empreendedor?
08:49Ou é o empreendedor maior?
08:51São as empresas de média e grande dólar?
08:54Assim, nós temos uma imensidão de operações.
08:58O Banco do Nordeste, num todo, ele faz em torno de 16 mil operações por dia desse microcrédito.
09:04Uau!
09:0516 mil empreendedores tomando crédito diariamente?
09:08Diariamente.
09:09Em toda a nossa área de atuação.
09:12Mas, assim...
09:14Toda a região do Nordeste.
09:15Toda a região do Nordeste.
09:16Seria essa, incluindo o Espírito Santo e Minas Gerais.
09:20Mas, assim, nós, nas outras, no agro, nós temos um volume muito maior devido, né?
09:28Assim, um ticket médio é muito mais alto.
09:31Então, você tem operações de...
09:33Aqui no Espírito Santo, nós temos uma operação de 500 milhões com o cliente.
09:37Então, realmente é uma...
09:39Não pode contar quem é o cliente?
09:43Mas é público, né?
09:45É uma operação...
09:46A gente financia o Porto de Metame.
09:48Ah, sim, sim.
09:49O público tem a placa lá.
09:51Ou seja, pode.
09:52É bom saber.
09:53Pode.
09:54Tem a placa lá.
09:55O Porto de Metame vai ser um divisor de água.
09:57A Placas do Brasil, é isso?
09:59Não, eu digo a placa lá de...
10:00Ah, sim, a placa.
10:01Que foi financiado o próprio...
10:04Desculpa, tu fala aqui, Placas do Brasil.
10:06Não considero.
10:07É um abraço para o pessoal da Placas do Brasil, inclusive.
10:10Aí a gente tem essa...
10:12E aí é o que eu digo.
10:15No banco, a gente financia do alfinete ao foguete.
10:19Desde aquele pequenininho até a grande obra, que é uma obra estruturante, obra de infraestrutura, né?
10:26Então, a gente faz tudo aí e atua também muito forte no agro aqui.
10:34O agronegócio que precisa muito de crédito, né?
10:37Sim.
10:37Para você plantar e colher, você não faz com recurso próprio, simplesmente.
10:44É, principalmente porque, assim, geralmente os bancos limitam por CPF valores, né?
10:53Ah, limitado a um milhão e meio, ah, tal tranche é limitado a seiscentos mil e a gente não tem
11:00essa limitação.
11:01Então, às vezes, o produtor tem a possibilidade de fazer dez milhões de investimento em uma plantação irrigada de café.
11:11A gente, tendo garantia, tendo viabilidade, a gente financia.
11:15Então, a gente é um diferencial nesse quesito, porque a gente não tem essa limitação de valores.
11:26O Banco do Nordeste, por não ser um banco comercial, não ter, assim, uma atuação mais ostensiva em busca de
11:34clientes,
11:35existe a percepção de que poderia atender mais gente ou já atende aí o quantitativo adequado?
11:41O Banco hoje, para a gente atender, nós, assim, a superintendência está aqui no Espírito Santo desde junho de 2023.
11:52Antes, nós éramos subordinados a Minas Gerais e dividia a superintendência.
12:00Ficava em Montes Claros, mas atendia o Espírito Santo.
12:03Essa superintendência já foi subordinada à Bahia e atendia o Espírito Santo e Minas e a Bahia.
12:12Depois, veio para Minas e, quando iniciou as operações do FNE, do nosso Fundo Constitucional,
12:19que é o nosso objetivo e o nosso diferencial, que realmente promove o desenvolvimento.
12:28Nós temos o recurso mais barato do Brasil, a menor, maior taxa, maior prazo de tempo e com as menores
12:38taxas.
12:40Ele começou no Espírito Santo em 1998, ele era emprestado pela agência de Teixeira de Freitas, na Bahia.
12:47Quando foi em 2004, se abriu a agência de Linhares e Colatina, subordinado à Minas Gerais.
12:54E aí, hoje nós estamos em cinco agências, seriam Linhares, Colatina, Pinheiros, Nova Venécia e São Mateus.
13:05Nós estamos pleiteando para abrir uma agência Aracruz, até uma agência agora, nós estamos pleiteando uma agência inovadora, diferente.
13:16Uma agência que não teria movimento de caixa, seria uma loja de negócios, pensando no futuro dos bancos.
13:28Inclusive, é um projeto que a gente iniciou agora, a Super está buscando isso com o banco.
13:36Então, nós hoje, quando nós iniciamos aqui, nós emprestávamos de 400 a 500 milhões ano.
13:48Esse ano, nós vamos praticamente emprestar 2 bi.
13:53Nossa, um aumento isso.
13:56Então, assim, nós podemos cada vez aumentar, à medida que o fundo vai aumentando,
14:05e existe essa possibilidade de nós pegarmos até 5% do orçamento.
14:09Nós hoje estamos pegando em torno de 3% do orçamento do FNL.
14:14Qual é a nossa maior dificuldade hoje?
14:17Nós não temos braços, porque nós já temos a maior produtividade do banco.
14:21Nós temos 5 agências só, e estamos prestando um volume quase igual a estados que têm 14, 15 agências.
14:31Então, isso é bom.
14:32Tudo bem que nós temos um ticket médio.
14:34As operações do Espírito Santo têm os valores maiores.
14:38Mas isso, de certa forma, provoca uma fadiga,
14:42porque você vai vencendo a guerra, mas seus soldados vão ficando bem desgastados.
14:50Então, a gente precisa, para cada vez aumentar o nosso volume,
14:57a gente precisa de aumentar o nosso quantitativo e, assim,
15:00a gente precisa expandir também, aumentar o número de agências.
15:04Bom, o setor bancário hoje opera com um alto nível tecnológico,
15:09com digitalização, existem até não.
15:13Hoje, o mercado está cheio de fintechs,
15:15que são bancos digitais que funcionam ali na palma da mão.
15:18Então, num cenário desses, o Banco do Nordeste tem a intenção de digitalizar mais os serviços
15:26ou é realmente um serviço mais voltado ali para o pessoal?
15:30A gente não tem como fugir do uso de IA.
15:35É uma coisa que vem atropelando.
15:38A gente já utiliza hoje em nossos processos, processos de análise, por exemplo,
15:45de uma escritura, para você analisar uma escritura, se tem alienação,
15:52fazer uma investigação de uma escritura de um imóvel, por exemplo, de uma certidão.
15:57Então, esses processos a gente já consegue.
16:00Existem hoje a digitalização dos documentos.
16:08Não se trabalha mais com papéis, os documentos são digitalizados.
16:13Nós temos agência hoje de papel zero, zero de papel.
16:19Mas, assim, o nosso negócio e o público que a gente trabalha
16:27ainda precisa de ter, às vezes, o olho no olho.
16:30Você precisa ir lá e visitar a empresa ainda.
16:34Mas eu acho que é o futuro.
16:37Isso pode ser que pegue a gente mais a posteriori,
16:42mas não tem como fugir disso.
16:43É uma coisa que vem atropelando e a tendência é que chegue depois,
16:51mas que vai chegar também.
16:53Entendi.
16:54Tem, então, para o futuro aí, tem essa visão de que a digitalização,
16:59o caminho sem volta.
17:01Sem volta.
17:01Por exemplo, assim, a gente consegue...
17:05Como quando você financia um equipamento.
17:10Hoje, a gente pede um técnico que vai lá, ele vai verificar.
17:16Eu acredito assim, hoje a gente já tem também sistemas
17:19que poderiam lá tirar uma foto, o próprio cliente tirar a foto
17:25e georreferenciada.
17:27Então, essas modificações já estão acontecendo.
17:31Até na própria...
17:33Um técnico vai olhar uma propriedade.
17:36Você já pode ver o programa de satélite,
17:40se aquela propriedade ali está com lavoura.
17:43Então, ela vai...
17:44Está acontecendo também.
17:47Já falamos bastante institucionalmente do banco
17:50e ficou uma dúvida aqui sobre as placas solares.
17:54O investimento aí que muita gente fez,
17:58pegou crédito, tem essa linha.
18:00Mas a gente hoje tem um problema de sobrecarga no sistema.
18:02Se produz muita energia e aí acaba criando um blackout.
18:10Isso tem travado alguns projetos de geração solar.
18:15Como que o Banco do Nordeste vê esse desafio?
18:18E isso tem atrapalhado na oferta de crédito?
18:22Para as grandes...
18:25Para as empresas, para a GD, para a geração.
18:29Hoje, a gente realmente tem que analisar de uma forma diferente.
18:33Por quê?
18:34Eu acredito que eu tenho conversado com clientes,
18:37até clientes de grande porte dessa área,
18:40e precisa de ter uma regulamentação melhor.
18:45O mercado ainda está um pouco meio prostituído.
18:49E existe essa coisa que você falou,
18:52que você gera muito durante o dia.
18:57Primeiro, acho que uma das soluções é a questão das baterias.
19:00Vamos ter que se desenvolver isso,
19:02talvez até para o público consumidor.
19:05Vai ser obrigado a ter uma bateria lá para armazenar energia.
19:08Mas também uma das coisas que até hoje é um foco nosso,
19:14e a gente tem o pedido para priorizar esse tipo de financiamento,
19:19que são as linhas de transmissão.
19:21Porque um dos problemas das solares é a solar,
19:25não só solar, como a eólica também.
19:27É a questão das linhas de transmissão.
19:30Porque às vezes está se gerando e está ficando ali.
19:33Eles estão recebendo como se fosse um valor,
19:37mas ele não está jogando no sistema.
19:39Está ali.
19:40Então precisa da linha de transmissão para jogar no sistema também.
19:44Aí se eu falo em uma escala maior,
19:47de usinas solares, usinas eólicas e tal,
19:52parque eólico, aliás.
19:53Mas sempre foi uma ideia muito sedutora
19:56ter uma geração solar e reduzir a conta de energia.
20:03A questão das baterias,
20:05isso então pode ser uma solução que fomente
20:08esse desenvolvimento da autogeração.
20:11Sim, eu já vi algumas pessoas falando sobre isso
20:16e já tem até pessoas que já estão falando em projetos
20:20até de irrigação,
20:22que vai trabalhar com essas baterias.
20:25Para trabalhar à noite também.
20:27Porque a irrigação precisaria,
20:30porque você trabalha à noite também irrigando.
20:35E assim, o projeto solar,
20:37para quem tem, é excelente.
20:40Eu mesmo tenho minha casa.
20:43Você...
20:44É uma redução grande?
20:46Como consumidor?
20:48Chega a quanto, por exemplo?
20:50Rapaz, hoje eu tenho...
20:51Vou te falar em valores.
20:53Eu tenho seis ar-condicionados.
20:55Eu uso ar-condicionado na casa o dia inteiro dos grandes.
20:58Eu estou pagando R$120.
21:01R$2 de R$24.
21:02Paga menos que eu,
21:03que nem uso ar-condicionado.
21:05R$2 de R$24.
21:07R$2 de R$24.
21:08R$2.000 BTUs ficam ligados o dia todo.
21:10Uau.
21:11É.
21:11Fora os quartos que ficam ligados à noite toda.
21:15É um...
21:16É.
21:17É um baita resultado.
21:18Eu acho que eu estaria pagando hoje,
21:20se não tivesse,
21:22eu estaria pagando em torno de uns R$2.000.
21:24R$2.000 por mês.
21:25É uma baita economia.
21:27Uma baita economia.
21:28Bom, vou falar um pouquinho sobre o desenvolvimento do Espírito Santo.
21:32A gente tem aí um polo automotivo por vir.
21:35Tem o anúncio da montadora da GWM,
21:38um projeto gigantesco.
21:39Agora tem a Imotors,
21:41que está anunciando também um projeto no Espírito Santo.
21:44Como que o Banco do Nordeste vê esse desenvolvimento?
21:48Já está fomentando ali o porto da Emetami.
21:52Está de portas abertas aí, de repente,
21:54para esses grandes projetos,
21:55para auxiliar no financiamento?
21:57Nós, assim,
21:59já fomos até procurados
22:01no início lá pela GWM
22:03em São Paulo.
22:05Entrou em contato com a nossa
22:09agência
22:10de captação,
22:12que tem em São Paulo, no Rio de Janeiro.
22:14Nós temos uma agência de captação
22:16de investimentos.
22:17Aqui temos a Nova S.
22:20Essa, eu digo, do banco mesmo.
22:22Ah, sim.
22:23A Nova faz parte do governo.
22:25O banco, como ele não tem agência bancária
22:30em São Paulo e no Rio,
22:31ele tem essas agências de captação só.
22:34E, assim, nós temos o recurso e o prazo,
22:38e eu acredito que, na hora que partirem mesmo
22:41para começar as execuções das obras,
22:45com certeza, nós estaremos aí
22:48sendo convocados aí para todas elas.
22:52Toda a indústria hoje que vem para o Espírito Santo,
22:54ela nos procura.
22:56Ótimo.
22:57E o Espírito Santo,
22:58que tem aí a possibilidade,
23:00possibilidade,
23:01não é que vá acontecer,
23:02nem que deve,
23:03de ter todo o seu território incluído na Sudene,
23:05que é uma superintendência feita,
23:07para desenvolver as regiões
23:09que necessitam desse desenvolvimento,
23:12ter um projeto de lei,
23:13com isso.
23:14Eu, assim, já ouvi opiniões divididas.
23:16O senhor acredita que isso pode ser aprovado?
23:19É isso.
23:21Precisa de se sensibilizar a bancada.
23:25O que acontece?
23:26Esse projeto surgiu,
23:29eu estava dando uma entrevista até num podcast
23:32aqui em Vitória,
23:34e um deputado viu e falou
23:37que gostei, vou querer entrar.
23:41Sempre se focou em Sudene.
23:42Eu vivi no Nordeste,
23:44eu sou capixaba,
23:45mas vivi no Nordeste,
23:46e muito tempo...
23:48E o que eu disse?
23:49Olha, sempre que você entrou,
23:51entrar com o projeto da Sudene
23:54para o Espírito Santo,
23:55vocês entraram de forma errada.
23:57Você está falando num podcast.
23:58Por quê?
23:59Vocês sempre se preocuparam com o Sudene.
24:01Na realidade,
24:02a bancada nordestina se preocupa com o FNR,
24:05se preocupa com dinheiro,
24:07dinheiro a menos,
24:09e não expectativa.
24:11Sudene é expectativa.
24:11É não pagar imposto.
24:15Agora, FNE perdeu o que você já tem.
24:18Então, existe uma máxima
24:22que cada estado tem direito,
24:23no mínimo, a 5%.
24:26Nós só estamos utilizando 1,9.
24:29Se com 1,9 eu estou emprestando bem
24:32para o norte do Espírito Santo,
24:33com 5 eu empresto para o estado todo.
24:35Então, vamos fazer um projeto
24:37que limite a 5%
24:41e inclua o estado todo.
24:42E esse projeto
24:44foi o deputado Evair de Mello,
24:47que hoje é senador,
24:48que entrou e a gente,
24:53de certa forma,
24:54foi dando auxílio a ele.
24:57E ele hoje está na comissão de integração.
25:00Acho que a Jaque Rocha é até relatora
25:04desse projeto.
25:06Ele já passou, se não me engano,
25:08pela comissão de assuntos econômicos.
25:09É o PLC 85-2025.
25:13E ele, assim,
25:14segundo eu tenho conversado
25:16com os deputados,
25:18ele está tendo boa aceitação
25:19com a bancada nordestina.
25:20É porque eu vejo, assim,
25:21em conversas,
25:24não é a minha opinião.
25:25É o que eu ouço
25:26de alguns empresários do sul do estado
25:28e também autoridades,
25:30lideranças políticas,
25:31falam que o sul do estado
25:32está ficando desguarnecido.
25:35Inclusive, tem alguns investimentos grandes
25:38que foram anunciados para lá,
25:39que não convém falar o nome,
25:41mas que existe um grande receio
25:42que se percam,
25:44que vão para outras regiões
25:45por falta de incentivos fiscais.
25:48Então, isso mitigaria o problema.
25:50Com certeza.
25:52Eu, assim, de certa forma,
25:55vivenciei isso.
25:56Eu sou do sul do estado.
25:58Nasceu aonde?
25:59Itapemirim.
26:00Itapemirim.
26:00Depois a gente vai falar mais aqui sobre...
26:02E quando eu saí do Espírito Santo,
26:05eu saí em 1995,
26:06fui estudar em São Paulo
26:07e de lá depois eu fui para a Bahia.
26:09Foi onde eu entrei no banco.
26:10Fiquei 25 anos na Bahia.
26:13Quando eu saí,
26:14o sul do estado era mais desenvolvido
26:17e o norte era menos avançado.
26:22E hoje a gente nota e vê que houve
26:26essa estagnação do sul do estado.
26:28O sul do estado, em relação ao norte,
26:31seja em café,
26:34seja na agricultura,
26:36seja no setor comercial,
26:39empresas, indústrias,
26:41eu acredito que ainda assim,
26:42o que segura mais ainda
26:43é o setor de rochas.
26:46Porque, por exemplo,
26:48esses dias eu estava na região do Caparaó,
26:50eu estive em um evento lá
26:51e rodei, fiquei uns três dias lá.
26:54O café é arábica,
26:55mas o café do sul
26:58é diferente do café do norte.
27:00É como se ele não trouxesse
27:02a mesma prosperidade.
27:04Você vai numa propriedade do sul,
27:06do norte,
27:07ela está mecanizada.
27:10Entendeu?
27:10Ela está...
27:12Você vê a sucessão,
27:14já são os filhos.
27:16E como você olha no norte,
27:17eu observei muito isso.
27:19E você olha no sul,
27:21ainda são pessoas mais idosas
27:23que estão tomando conta,
27:24uma coisa menos mecanizada.
27:27Entendeu?
27:27Então, assim,
27:28como se ele não tivesse...
27:28Você vê como que os incentivos funcionam.
27:32Funcionam.
27:32Isso aí.
27:33Aí eu parei,
27:34fiquei observando,
27:34falei,
27:35rapaz,
27:36eu acredito que isso é
27:37a questão do crédito.
27:39Tudo isso.
27:40É uma diferença muito grande.
27:42Imagine,
27:43você pegar uma taxa aí
27:44de 6% ao ano,
27:46que vai ter dois anos de carência
27:48para você começar a pagar
27:49quando você estiver produzindo,
27:51uma taxa de 6% a 7% ao ano
27:53e prestações anuais
27:57para você pagar em 12 anos.
28:00Entendeu?
28:01Então, assim,
28:02ela te dá a condição.
28:03Nós temos...
28:04O banco,
28:05o recurso do FNE,
28:07ele te dá a condição
28:07de você investir,
28:10trabalhar,
28:12produzir e pagar.
28:18E aí,
28:19junto com isso,
28:20ainda tem o custeio.
28:22E o cara tendo um equilíbrio,
28:24tendo uma boa gestão financeira
28:28da propriedade dele,
28:31dos recursos,
28:31com certeza ele vai pagar
28:33e vai progredir,
28:35vai mecanizar.
28:37Aí daqui a pouco ele comprou,
28:39fez lá,
28:41o investimento
28:42da plantação irrigada.
28:44Aí daqui uns dias,
28:45ele está numa terra plana,
28:47ele diz,
28:47papai,
28:47agora vou comprar uma colheitadeira
28:49de um milhão,
28:50um milhão e duzentos,
28:52porque tem condição
28:53de comprar e pagar.
28:55Então, isso...
28:56Já o cara que está,
28:57às vezes,
28:58sem crédito,
28:59sem...
29:00Aí ele está ali,
29:01tudo é mais difícil,
29:02né?
29:03Porque ele tem que fazer,
29:06é como se diz,
29:07assando e comendo,
29:08né?
29:08Sim.
29:09Qual é o papel
29:10da taxa Selic aí,
29:12nesses níveis,
29:13né?
29:13Tão altos
29:14para o empreendedor
29:17e como um banco,
29:18como o Banco do Nordeste,
29:19Que é um banco de fomento,
29:20ajuda?
29:21É,
29:23assim,
29:23ajuda porque
29:24nós não
29:26somos indexados
29:27pela Selic, né?
29:28Sim.
29:29Nós somos metade
29:30da Selic.
29:31Selic,
29:33assim,
29:35para uma
29:35pequena empresa,
29:38que aí ninguém
29:39vai emprestar
29:40a Selic,
29:41vai ter que emprestar
29:42mais do que a Selic,
29:44né?
29:44Então, imagine aí
29:45uma taxa de
29:4724,
29:4825,
29:51a agricultura
29:52não paga isso.
29:52É uma dívida
29:53que dobra, né?
29:54Depois de um tempo.
29:55A agricultura
29:56não paga isso.
29:57Não tem.
29:58Fica inviável.
29:59Fica inviável.
30:00Precisa disso
30:00para capital de giro
30:01para fazer investimento?
30:02Não tem saída.
30:03É.
30:04Aí capital de giro,
30:06nós, por exemplo,
30:07nós temos taxa aí
30:07de 0,9 ao mês,
30:100,8 às vezes.
30:12Quando ela tem FNE
30:14e mixada
30:15com recursos internos,
30:16com a taxa
30:17de crédito comercial
30:19de mercado,
30:20a gente mixa ela,
30:21bota parte desse recurso
30:23do fundo constitucional
30:24para diminuir.
30:26mas o capital de giro,
30:28ele,
30:29você ainda consegue,
30:31dependendo
30:31da sua condição financeira,
30:35da sua,
30:37por exemplo,
30:38ah, vou precisar
30:38de um capital,
30:39quando você precisa
30:40de um capital de giro,
30:41assim,
30:41ó,
30:42eu sou um
30:44supermercado.
30:45Porra,
30:46eu vou ganhar,
30:48eu vou comprar,
30:49por exemplo,
30:50um bacalhau
30:51na Semana Santa,
30:52eu consegui
30:52numa taxa
30:53que eu vou ter
30:5410% de desconto.
30:56aí isso me possibilita,
30:58de repente,
30:58de eu pagar
30:59um capital de giro
31:00numa Selic
31:01aí para seis meses,
31:03porque eu vou comprar...
31:05É uma necessidade
31:06extrema,
31:07é uma necessidade,
31:08paciência.
31:09Quando você pega ele
31:10para cobrir
31:12o que você não está
31:15conseguindo pagar,
31:16aí realmente é difícil,
31:17porque se você tem
31:18um déficit
31:19e não está,
31:21aí,
31:21na realidade,
31:22você passa a trabalhar
31:23com a expectativa
31:26de melhorar,
31:28diferente de quando
31:29você está pegando
31:29um capital de giro,
31:30porque eu sei
31:30que eu vou pegar aqui
31:31um ovo de Páscoa,
31:33vou comprar
31:34num preço mais baixo,
31:35mas eu não posso
31:36tirar esse dinheiro
31:37do meu caixa.
31:38Então,
31:38eu vou pegar um giro,
31:39pagar,
31:40vou receber
31:41e vou pagar de novo
31:42esse giro.
31:43Então,
31:43aí funciona
31:44dessa forma.
31:45Se não,
31:46você pegar um giro
31:47a 20%
31:49para você
31:50estar cobrindo
31:52déficit
31:52é difícil,
31:53porque aí você vai
31:55virando uma bola
31:56de neve.
31:57Bom,
31:58vamos falar agora
31:58sobre o Lourenço,
32:00agora é o CPF,
32:01nada,
32:02brincadeiras à parte,
32:04falar sobre a pessoa,
32:05carreira,
32:06passatempo,
32:07Rob,
32:07a gente já sabe
32:08que nasceu em Itapemirim,
32:11iniciou a carreira
32:12na Bahia,
32:13como é que foi
32:14essa história?
32:14Mas pode falar
32:15das coisas pessoais também,
32:17que gostam de fazer
32:17nas horas vagas,
32:18à vontade.
32:20Eu,
32:21né,
32:21nasci em Itapemirim
32:24e fui estudar
32:25em São Paulo,
32:26fui fazer engenharia.
32:28Fiz aonde?
32:29Engenharia.
32:29Na Unital.
32:30Unital.
32:31Engenharia Civil.
32:32E chegando lá,
32:34eu fui com um primo
32:35também,
32:36Capixaba,
32:36e um amigo
32:37que eu conheci lá
32:38que era de Colatina.
32:40Também,
32:41Capixaba,
32:42a gente,
32:43nós transferimos
32:45para a Universidade
32:46em Feira de Santana.
32:48E aí,
32:49de lá que a gente
32:51foi viver lá
32:52no Nordeste.
32:53Aí,
32:54quando foi
32:54em 2005,
32:57eu passei
32:59no concurso
33:00do banco,
33:00engenharia
33:01não estava,
33:02estava numa
33:04coisa boa,
33:05eu tinha acabado
33:05de casar,
33:07praticamente,
33:08eu falei,
33:08rapaz,
33:09eu vou
33:10largar isso aí,
33:11vou fazer um concurso.
33:12Nunca tinha feito,
33:13aí passei bem
33:14no primeiro concurso
33:14que eu fiz.
33:15Isso tem que ano mesmo?
33:162005.
33:172005.
33:18É,
33:192005 eu fui chamado,
33:20o concurso foi em 2004.
33:22Aí,
33:22eu fui chamado
33:23na primeira chamada
33:24lá de 2005,
33:25e aí,
33:27tomei posse
33:28do banco
33:29em fevereiro de 2005,
33:30aí fui para
33:31Paulo Afonso,
33:33sertão lá da Bahia,
33:34cidade muito...
33:36O caminho para...
33:37Pernambuco,
33:38o caminho para Petrolândia,
33:40Petrolândia ali,
33:44cidade muito bonita,
33:45cidade de uma qualidade
33:46de vida muito boa,
33:48porque...
33:48Eu já quase fui
33:49a Paulo Afonso.
33:50É uma ilha,
33:51Paulo Afonso é uma ilha
33:52cercada pelo São Francisco.
33:53Eu ia fazer um passeio
33:54de carro,
33:55ia sair,
33:57ia sair lá de Piranhas,
33:59ia de carro,
34:00até Petrolândia,
34:01nossa,
34:01é meio longe,
34:02aí eu desisti.
34:03Aí,
34:04de Paulo Afonso,
34:06eu fui para...
34:07Minha primeira função
34:09intermediária,
34:10gerente de relacionamento
34:11foi em Luiz Eduardo Magalhães,
34:12aí eu fui lá
34:13trabalhar no Oeste
34:14da Bahia Soja,
34:15agricultura de ponta,
34:17depois eu fui,
34:19voltei para mais próximo
34:20de feira,
34:23Conceição do Coité,
34:24uma cidade...
34:25Feira que é um pouquinho
34:26frio, não é?
34:27Não.
34:28Não?
34:28Não, feira...
34:29Fiz confusão, então.
34:30Fui para Conceição do Coité,
34:31fiquei algum tempo lá,
34:32depois fui para Santa Mara
34:35e fica entre Salvador
34:38e Feira do Santana,
34:38terra de Caetano Veloso,
34:40Maria Bethânia,
34:41e aí foi quando eu vim,
34:45recebi o convite
34:46para vir para cá, né?
34:48Aí eu fiz essa concorrência,
34:50a gente passou...
34:51Rodou muito lá pela Bahia.
34:53A minha carreira toda
34:54foi feita na Bahia.
34:56Eu nem pensava mais
34:57em voltar para o Espírito Santo,
34:59e aí quando...
35:02saiu esse desafio,
35:05eu falei,
35:05rapaz, eu vou para lá.
35:07E assim,
35:08para mim é bom,
35:10porque...
35:11Sou daqui, né?
35:12A gente...
35:16Hoje eu já não penso mais
35:17em sair.
35:18Mas pegou um sotaquezinho, não?
35:20Ah, eu fui de cinco anos
35:21lá fora.
35:21Pegou um sotaquezinho, hein?
35:22Eu acho que...
35:24Diminuiu,
35:24já foi maior.
35:25Eu já até fiquei,
35:26ué, mas é de Itapemirim.
35:28Já foi bem maior.
35:30Hoje eu estou...
35:31Desde de junho de 23,
35:33mas quando eu cheguei,
35:34eu fiquei 25 anos lá.
35:36Eu vivi mais lá do que aqui.
35:39Eu estou com 50 e 1.
35:42E quando eu cheguei,
35:43eu estava com 40 e pouco.
35:44Eu tinha mais tempo de Bahia
35:45do que de Espírito Santo.
35:48Então...
35:49Mas eu, assim...
35:50Sou um cara que gosta muito de ler,
35:52gosta de ver filme.
35:54Gosto muito...
35:55Sou muito tranquilo.
35:56Alguma recomendação de livro e filme?
35:58Rapaz, eu gosto muito de filme,
36:01de livros, assim,
36:02de...
36:03Biografia, por exemplo.
36:05Eu já li vários livros
36:07de Juscelino Kubitschek,
36:08Por Que Construir Brasília,
36:12Chateau,
36:12O Rei do Brasil.
36:13Chateau, maravilhoso.
36:14Adoro aquele livro.
36:15Eu gosto muito de Fernando Moraes.
36:17É um autor que eu gosto muito.
36:19Estrela Solitária.
36:20Esse eu não vi...
36:22É do Garrincha.
36:22Ah, tem aquele Olga, né?
36:25O Chateau...
36:26O Chateau até...
36:28Eu gostei tanto que eu comprei.
36:29O Chateau é obrigatório.
36:30É, eu comprei esse dia
36:32num...
36:32Num Sebo aí.
36:34Falei, rapaz, vou...
36:35Vou comprar.
36:36É, eu estou com ele lá em casa.
36:38E, assim...
36:40Gosto muito de estar com a família.
36:42Eu sou muito caseiro.
36:44E...
36:45Final de semana, às vezes,
36:46eu desço...
36:48para Itapemirim.
36:50Pego uma praia lá em Itapemirim.
36:52Vou lá na casa de minha mãe.
36:53Meu pai mora em Presidente Kêner.
36:55Fica na fazenda lá.
36:56Eu também gosto de...
36:57Gosto muito dessa coisa rural.
36:59Então, é...
37:02Bebo pouco.
37:03Gosto...
37:04Comia bastante,
37:05mas agora estou em muitas dietas aí.
37:07Estou nascido.
37:08Não aderiu a canetinha, não?
37:10Aderi.
37:11Aderi.
37:11Aderi.
37:12Hoje, no Brasil, todo mundo...
37:14É, está todo mundo nessa.
37:15É, eu aderi...
37:16Estou com...
37:17No mundo, né?
37:18É.
37:19E, assim...
37:21Já vou aí para...
37:24Terceira semana.
37:27E, assim...
37:29Bom, já perdi seis quilos aí.
37:31Ó, isso aí.
37:32Tem que se alimentar.
37:33É muita proteína.
37:34É, isso aí.
37:35Hoje eu faço bastante regular de academia.
37:42Então, eu mudei muito os hábitos alimentares.
37:44Assim, era um cara de rodízio toda vez.
37:48Hoje eu venho à Vitória, por exemplo.
37:49Não vou mais em rodízio.
37:51Toda vez que eu vim era rodízio na vida.
37:53O dono do rodízio não está feliz com isso.
37:57O restaurante...
37:58Os restaurantes a rodízio talvez tenham que mudar aí a dinâmica.
38:02É, impressionante que eu achei que ele não conseguisse.
38:04E hoje, assim...
38:06Como eu já não tomo refrigerante há muito tempo e não me faz falta, assim...
38:10E a cervejinha?
38:11Não, sofra.
38:11Não.
38:12Para a bebida...
38:13É.
38:13Hoje eu...
38:14É, que algumas pessoas que começaram a tomar a canetinha, né?
38:17Usar Monjaro, né?
38:19O Zempic.
38:20Relatam que não tem mais muito interesse em beber cerveja.
38:23Ah, eu já nunca fui muito e, assim...
38:27Aí, tomando aí que eu não quero mesmo, né?
38:30Isso aí.
38:31Tá certo.
38:32Bom, queria agradecer, Lourenço, pela presença.
38:34Ótimo aqui o papo.
38:36Pelo menos eu gostei muito.
38:37Obrigado mais uma vez.
38:39Eu que agradeço.
38:40Realmente, a conversa foi legal aqui.
38:42Isso aí.
38:43E a gente está sempre à disposição.
38:44Tá certo.
38:45Digo mesmo.
38:46Obrigado.
38:47Essa entrevista está disponível nas edições e impresse digital do jornal A Tribuna,
38:52no portal Tribuna Online, em nosso canal no YouTube e nos tocadores de podcast.
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