Você sabia que Joinville tem a única filial da Escola do Teatro Bolshoi fora da Rússia? E que um jacaré chamado Fritz virou personagem do Natal da cidade?
Neste episódio da quinta temporada do Podcast Uai Turismo, Isabella Ricci recebe Guilherme Gassenferth, secretário de Cultura e Turismo de Joinville, para descobrir como dança, flores, festas e tradições locais ajudam a contar a história desse destino catarinense.
Gravada no estande de Joinville durante a ABAV Expo 2026, em São Paulo, a conversa passa pelo Festival de Dança, pela Escola Bolshoi, pela Festa das Flores e pelo Natal. Também aborda cultura popular, turismo rural e a relação entre a força industrial da cidade e suas experiências para visitantes.
Qual dessas experiências você colocaria no seu roteiro?
🏨 Esta temporada tem o oferecimento do Ouro Minas Hotel Belo Horizonte, celebrando 30 anos de hospitalidade mineira.
🎙️ Apresentação: Isabella Ricci
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#PodcastUaiTurismo #Joinville #SantaCatarina #TurismoCultural #FestaDasFlores #NatalDeJoinville
Neste episódio da quinta temporada do Podcast Uai Turismo, Isabella Ricci recebe Guilherme Gassenferth, secretário de Cultura e Turismo de Joinville, para descobrir como dança, flores, festas e tradições locais ajudam a contar a história desse destino catarinense.
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Categoria
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NotíciasTranscrição
00:00O principal personagem do Natal de Joinville é um jacaré.
00:04Por quê?
00:04Não é que diabos, não. O jacaré é o principal mascote.
00:08E vou dizer mais.
00:09A única escola fora da Rússia do balé Bolshoi fica em Joinville,
00:14que é o maior balé do mundo, né?
00:16O Bolshoi foi pra Joinville por causa já do festival da dança?
00:19Ah, eu achei que tinha sido ao contrário.
00:21Não, diferente de alguns destinos turísticos,
00:24que criaram atrativos pra o turista,
00:29os nossos, todos foram criados pra nós,
00:31e nós gostamos tanto que nós queremos compartilhar com os nossos visitantes a gente.
00:35Agora, a tendência, de acordo com os relatórios da Booking.com,
00:38é o turismo de experiência.
00:39É isso que a gente vê acontecendo Brasil e mundo afora.
00:43Você sabe que um destino pode ter ao mesmo tempo a indústria e o turismo e a cultura
00:48também como base da sua economia?
00:51Esse é o tema de hoje do podcast Why Turismo.
01:15Essa temporada do podcast Why Turismo tem o oferecimento do Ouro Minas Hotel Belo Horizonte,
01:21que celebra em 2026 30 anos.
01:24São três décadas fazendo parte da hospitalidade mineira.
01:34E aí
01:37Ítale
01:38E aí
01:42E aí
01:44E aí
01:44E aí
02:06Ele saiu do mercado financeiro para cultura.
02:10Foi um grande arrojado, fez um investimento muito grande, né, Guilherme?
02:14E hoje a gente está aqui com o secretário de Cultura e Turismo de Joinville.
02:18Bem-vindo ao podcast Oi Turismo, Guilherme.
02:20Obrigado, Isabela. É um prazer participar desse podcast.
02:24Nós que já conversamos no portal em épocas passadas.
02:29E eu tenho uma admiração muito grande por Minas Gerais.
02:33Eu sei que o teu podcast, ele abrange também, né, tem ouvintes em outros lugares.
02:37Mas colocando aí Minas como centro, eu gosto demais de Minas.
02:43Acho até que, na minha opinião, é o sotaque, o melhor sotaque do Brasil é o de Minas.
02:48Que bom, porque o meu não disfarça, né?
02:51E o estado também é incrível, né?
02:53Acho que o estado de Minas, ele mistura muito essa questão da boa vida que Minas tem, né?
03:02Esse viver bem com uma brasilidade que é incrível, né?
03:08Não só porque o estado é muito antigo, é a natureza que ele tem, mas parece que Minas é um
03:13pedaço de tudo que tem no Brasil, né?
03:14Então, assim, a gente tem cidade grande, cidade pequena, tem a região norte de Minas, né?
03:19Que parece muito com o nordeste.
03:21A gente tem o cerrado, que parece muito com o centro-oeste.
03:23A gente tem a parte mais do sul, então, assim, montanha.
03:26Então, ele parece que é um grande extrato de Brasil.
03:28É Minas Gerais, eu gosto demais do estado.
03:30É muito gosto. São 853 municípios, né?
03:32Pois é, onde mais tem município, né?
03:35É do tamanho da França.
03:36É, eu gosto demais de Minas.
03:37Mas hoje a gente quer saber de Joinville, né?
03:40Vamos falar de Joinville, a gente percebe Joinville crescendo na mídia e crescendo na visitação, né?
03:48Eu falei no início um pouquinho sobre a história da indústria.
03:50Vamos voltar um pouquinho no tempo e falar um pouquinho de como é que foi essa transformação
03:55de Joinville conseguir fazer os dois trabalharem juntos, que a gente sabe que é um grande desafio, né?
04:01É verdade.
04:02Joinville é, de fato, uma força industrial brasileira.
04:07Nós estamos entre as 15 maiores economias industriais do país.
04:11Nós temos uma indústria muito pesada, então, de metal mecânica, metalurgia, indústria química,
04:18tecnologia de informação, mais recentemente.
04:21Nós temos também um setor de plásticos muito forte.
04:25Então, a cidade de Joinville teve, na indústria, a sua força econômica exclusivamente por décadas.
04:36Mas tem um fenômeno que começou a acontecer em Joinville, já desde o início da cidade,
04:42mas ganhar força nas últimas décadas, que é a questão da cultura que você mencionou, né?
04:46Então, nós temos hoje o maior festival de dança do mundo.
04:51Isso atraiu o balé Bolshoi.
04:53A única escola fora da Rússia do balé Bolshoi fica em Joinville, que é o maior balé do mundo.
04:59O Bolshoi foi para Joinville por causa já do festival da dança?
05:03Isso.
05:04Ah, eu achei que tinha sido ao contrário.
05:05Não, o festival de dança é da década de 80.
05:08E o Bolshoi, esse é o Salão de Joinville, em 2000.
05:11Então, é a cena da dança que foi, digamos, impulsionada também pelo festival.
05:19Nós também temos uma escola municipal de balé muito tradicional, enfim.
05:22Mas essa cena da dança atraiu o Bolshoi, que viu ali um ecossistema favorável
05:27para a formação dos seus alunos, para aplicar a sua metodologia,
05:31que eles chamam de metodologia vaganova de aula de balé.
05:36E isso, claro, também dá um selo cultural muito importante para nós, artístico.
05:41O Bolshoi é um orgulho para Joinville, para o Brasil, eu diria,
05:44um dos principais projetos culturais e sociais do Brasil.
05:47Você falou que é a única escola fora da Rússia, no mundo.
05:50Eles tinham, no final da década de 90, um plano de internacionalização
05:54e eles queriam colocar uma escola em cada continente.
05:57Para a nossa sorte, e azar do resto do mundo,
06:00esse plano mudou depois que eles instalaram em Joinville a primeira unidade.
06:03Então, eles não têm mais planos de abrir outras filiais fora da Rússia.
06:08Então, a princípio, hoje, Joinville é a única cidade no mundo
06:11que vai ter esse privilégio.
06:15E aí, Bolshoi, festival de dança, nós temos outros festivais na cidade,
06:19festival literário, o festival de pianos, que é o maior do Brasil,
06:24o festival de teatro e bonecos, que é o maior do Brasil,
06:26o festival de corais, que foi o maior do país.
06:29Então, há outros festivais culturais, sociedades culturais,
06:35espaços de cultura, de arte.
06:37E, recentemente, nós podemos adicionar a essa lista o Musicarium,
06:41que quer ser o Bolshoi da música erudita.
06:45Ele é a Academia Filarmônica Brasileira,
06:48que quer ser o centro nacional de formação de orquestras,
06:51vai construir uma sala de concertos,
06:53a exemplo da Sala Minas Gerais, que nós temos,
06:55por exemplo, uma sala de concertos, uma orquestra de grande porte.
06:59Então, o Joinville tem uma força cultural muito grande,
07:02nas últimas décadas, e o turismo, ele se beneficia disso.
07:07Nós estamos colocando na cultura o nosso diferencial do turismo.
07:14Há alguns anos, a prefeitura de Joinville começou a capitanear
07:18esse movimento em direção ao turismo.
07:20No início, éramos, digamos, sozinhos.
07:23Claro, tem todo o trade turístico na cidade,
07:26mas, digamos, as outras forças econômicas não viam isso
07:29com um olhar estratégico, e isso mudou.
07:33Então, as próprias empresas da cidade,
07:36a Associação Empresarial, a Câmara de Dirigentes Logistas,
07:40enfim, as entidades empresariais, a academia,
07:45colocaram o turismo e a economia criativa
07:48como um dos vetores de desenvolvimento do futuro de Joinville.
07:51Então, isso foi muito positivo para nós,
07:53isso abriu um pouco de portas no setor produtivo,
07:57e a gente conseguiu, então, demonstrar a importância disso.
08:00E os indicadores estão muito bem.
08:02Nós temos muitos indicadores positivos
08:04do aumento da atividade turística,
08:06o aumento do número de turistas,
08:08a gente vem provocando o setor privado
08:10para colocar mais experiências na área do turismo.
08:14Então, a gente tem tido um movimento
08:16e um momento muito positivo nessa área.
08:19Guilherme, você falou assim,
08:21eu concordo 100% de que a cultura impulsiona o turismo,
08:26mas não é uma percepção tão simples
08:28e que não se repete em nível nacional.
08:32A gente vê a cultura trabalhando sozinho,
08:35o turismo trabalhando sozinho,
08:36e um não percebe a conexão com o outro.
08:39Eu acho que a gente tem um déficit muito grande
08:40quando a gente fala de país,
08:42quando a gente não consegue unir os dois.
08:45É verdade.
08:46Houve esse momento em Joinville,
08:48onde as pessoas falam assim,
08:49não, cultura é uma coisa e turismo é outra.
08:51E se houve, como que você conseguiu
08:53fazer as duas coisas trabalharem juntas?
08:56Eu acho que, de certa forma,
08:58é uma atenção permanente que a gente tem que ter,
09:02porque são políticas um pouco diferentes,
09:04com finalidades um pouco diferentes.
09:07A política cultural da cidade não é feita para o turismo,
09:12ela é feita para quem mora na cidade.
09:15Porém, obviamente, o turismo beneficia a cultura
09:19ao trazer clientes para apresentações,
09:24para entidades, para museus,
09:25para frequentar o que a cultura produz,
09:29para comprar o que a cultura produz.
09:31Mas, naturalmente, o que a gente sabe
09:35é que o turismo não é a única força
09:39que importa para a cultura.
09:41A gente faz a cultura muito mais para os moradores.
09:45E o turismo, não.
09:47O turismo é, obviamente, focado em quem é de fora.
09:52Então, essa diferença, essa clareza, ajudou.
09:57Porque, quando a gente assumiu,
10:00havia, já era uma escritura de cultura e turismo,
10:03mas eram equipes, como é que eu posso dizer,
10:07que não se conversavam muito bem.
10:08É pro gênero.
10:09E que havia, de certa forma, até uma disputa.
10:12É o que acontece fora de Joinville, né?
10:15Sem dúvida.
10:15Mas, mesmo em Joinville,
10:17se nós formos perguntar para a minha equipe
10:19de turismo, qual tu gosta mais, vamos dizer, da cultura?
10:22Se eu perguntar para a minha equipe de cultura,
10:23qual tu gosta mais, vamos dizer, do turismo?
10:25Então, ainda há uma disputa, um certo ciúme, né?
10:28Vamos dizer assim,
10:30as catarelas estão dando muita bola para isso aqui,
10:32estão dando muita bola para isso aqui.
10:33Ainda há essa disputa,
10:35mas há também uma integração de propósito
10:38e de planejamento conjunto.
10:40Eu acho que...
10:44Tem inúmeras pessoas na cidade
10:46que teriam muito mais condições,
10:50competência e conhecimento na área da cultura do que eu,
10:53e também no turismo.
10:55Mas eu era um profissional que juntava um pouco
10:57das duas áreas já no meu currículo,
10:59na minha experiência profissional,
11:00e também no entendimento de que a cultura e o turismo
11:05têm uma sinergia e um beneficia o outro
11:09e não atrapalha o outro.
11:10Mas, claro, é preciso ter um cuidado com essa política.
11:14De novo, de entender que a cultura não é só para o turista,
11:17e também de que o turismo também não é só da cultura.
11:21A gente tem natureza,
11:23a gente tem outras coisas que também são indutores para o turismo.
11:27Então a gente consegue, eu acho que,
11:29resolver essa disputa, esse conflito,
11:32que é muito saudável e tranquilo,
11:34nessa medida de entender a finalidade dos dois,
11:41de fazer a integração das equipes
11:43e, especialmente, de ter um propósito comum,
11:46que é o desenvolvimento da cidade.
11:48Então acho que a gente colocar a cultura e o turismo
11:51no centro do projeto de desenvolvimento da cidade
11:54ajuda com que os dois entendam
11:56que eles têm papéis convergentes para melhorar o futuro.
11:59Acho que é muito nesse caminho.
12:00Eu penso, o turismo, ele é apenas,
12:03e quando eu falo apenas, que não é pouca coisa,
12:05mas ele é apenas a atividade econômica.
12:08Ele é o que vai fazer o dinheiro girar ali.
12:11E a cultura vai ser o insumo,
12:13o meio ambiente vai ser o insumo disso tudo,
12:15porque se não houver cultura, se não houver meio ambiente,
12:17não tem turismo.
12:18Sim, sem dúvida.
12:19Eles são as grandes motivações.
12:21O turismo, ele tem essa transversalidade entre as áreas
12:25e a gente vai tocando isso, sim,
12:28mas tem sido muito positivo.
12:30Acho que, com exceção de uma ou outra pessoa,
12:33a maioria das pessoas entendeu essa convergência
12:36e a melhoria que nós temos nos resultados
12:40a partir dessa união.
12:42É, eu percebo que, assim,
12:44em Minas também tem esse movimento,
12:46mas eu vejo, assim, museus,
12:47que já são até grandes, reconhecidos.
12:49Quando a gente fala de uma visita guiada por um turismo,
12:51eles falam, não, a gente não faz para o turista,
12:53a gente só faz o educativo para a gente,
12:54mas é a mesma coisa, só muda o nome.
12:57Acontece lá também.
12:58Acontece.
12:59Assim, na verdade, nos nossos museus,
13:01a gente fez um trabalho de treinamento muito grande,
13:03e hoje, eu tinha,
13:07até lembro de uma pessoa aqui,
13:08que é uma agência de viagens lá de Joinville,
13:11que recebia muito turismo pedagógico,
13:13e ele tinha muitas reclamações sobre atendimento no museu,
13:16e a gente conseguiu reverter isso,
13:17e hoje, ele usa a gente como referência,
13:20como exemplo, né,
13:21a gente se aliou aos guias de turismo,
13:24se aliou às agências de turismo,
13:26e entende que, de novo,
13:27a política museal, a política museológica,
13:30não é com um enfoque turístico,
13:33mas o turismo faz parte desse processo,
13:36e como alguém que traz pessoas para visitar,
13:41e especialmente,
13:43que se o museu existe para comunicar algo para a sociedade,
13:48por que não passar essa mensagem para ainda mais pessoas?
13:50Exatamente.
13:51São quantos habitantes em Joinville?
13:53Segundo o último censo do IBGE,
13:56que foi divulgado esse ano,
13:57a gente está beirando 700 mil habitantes.
14:00É, não é tão pequeno, né?
14:01Não, é a maior cidade do estado em população, né?
14:04Não é tão pequeno.
14:05Já falou tanta coisa acontecendo,
14:06a gente fica com aquele negócio,
14:07a gente tem a cabeça de capital ainda, né?
14:09Porque esse capital realmente é muito maior,
14:11e não necessariamente.
14:12É, Joinville, em Santa Catarina,
14:15Joinville é maior que Florianópolis,
14:17em população e em economia.
14:20O que eu acho que é uma vantagem em Santa Catarina,
14:22de ter esses múltiplos centros, né?
14:27Seis regiões, meso-regiões catarinenses,
14:30tem populações similares, né?
14:32Então não é um ponto onde o estado inteiro se concentra, né?
14:35Então o estado inteiro tem essa desconcentração
14:38que eu acho que é favorável.
14:39Joinville, então, está na ponta da população e da economia.
14:45Chegando a 700 mil habitantes,
14:47e somando as vizinhas,
14:48vai ser próximo de um milhão de pessoas.
14:51Mas, com um raio de 200 quilômetros,
14:54a gente chega a mais ou menos 6 a 7 milhões de pessoas.
14:57Nossa, é muita coisa.
14:58É, porque tem Curitiba, muito próxima,
15:00e tem a região do Vale Itajaí,
15:02Blumenau, Pomerode, Balneário Camboriú, Itajaí.
15:04A gente tem o Plano Alto Norte,
15:06e a gente tem um pouquinho do litoral,
15:07a porta em Florianópolis, nesse raio,
15:10e próprio Florianópolis.
15:11Então tem muita gente numa área próxima.
15:14O Ouro Minas Hotel Belo Horizonte está completando 30 anos.
15:18No nosso hotel é isso.
15:19São 30 anos de muito planejamento,
15:23de uma tentativa consistente,
15:26de uma entrega bem feita,
15:28de uma qualidade bacana,
15:30desde o café da manhã,
15:31até a excelente noite de sono,
15:33que é um colchão bem confortável,
15:36com lençol bem branco,
15:37com um quarto escuro e silencioso.
15:40É isso que a gente tenta fazer por 30 anos.
15:43E a gente falando de cultura,
15:44o que você me falou aí,
15:46me soa muito,
15:47é um trabalho mais com relação à cultura mais erudita.
15:51Não, não.
15:52Ou cultura em geral,
15:53a gente tem também lá,
15:54e vai encontrar cultura popular.
15:56Me dá um pouquinho de exemplo
15:57do que a gente vê de cultura.
15:58Porque assim,
15:59um balé, super tradicional.
16:01Claro.
16:02Mundialmente tradicional.
16:03Aí você falou de festival de corais,
16:05de orquestra e tal.
16:08O que mais que a gente tem que movimentar
16:10a cena cultural de Joinville?
16:13Eu acho que essas iniciativas,
16:15essas que a gente citou,
16:17elas são mais vultosas,
16:20elas têm um orçamento maior,
16:22elas impactam mais pessoas.
16:24O festival impacta muita gente.
16:28Bolshoi, musicário,
16:30impacta muita gente.
16:32Os museus.
16:34Mas eu acho que
16:36a cultura popular é a base.
16:39Então, o que eu sempre digo,
16:40eu fiz a abertura de um evento
16:46de cultura gaúchesca.
16:48Embora a gente esteja, sei lá,
16:50500 quilômetros do Rio Grande do Sul,
16:53tem muitos gaúchos que migraram
16:55para Joinville e fazem parte
16:57dessa sociedade cosmopolítica
17:00que Joinville tem.
17:01Então eu fui na Semana Farroupilha,
17:03que é o nome do evento,
17:04e na abertura até brinquei com a rima.
17:06Falei assim,
17:06Joinville é a cidade do balé e do chamamé.
17:09E olha esse dado interessante.
17:11Somente uma escola de dança gaúcha
17:13formou mais de 30 mil pessoas em Joinville.
17:16Isso dá 5% da população.
17:18Não tem isso tudo de pessoas
17:20que estudam balé, por exemplo,
17:21ou que fazem balé.
17:23Então, como que eu,
17:24como secretário de Cultura,
17:27vou fechar os meus olhos
17:29para esse negócio?
17:30Porque a cultura, no fim das contas,
17:32é o que a população pratica,
17:33não o que o governo diz que é importante.
17:35Exatamente.
17:36E essa percepção,
17:37ela faz toda a diferença na gestão.
17:39Claro.
17:39A gente trouxe, por exemplo,
17:40o pessoal do Hip Hop
17:41para dentro do arquivo História.
17:43Fizemos uma exposição
17:44sobre o Hip Hop no arquivo histórico.
17:46E o Hip Hop é como esse braço cultural,
17:50não só da música,
17:51mas da cultura de rua,
17:52batalha de rima.
17:53Eu tive até numa batalha de rima
17:55em uma praça lá de Joinville.
17:57Do grafite.
17:58Do grafite, exatamente.
18:00Então, da dança.
18:01Então, nós temos também
18:03a força de dança de rua.
18:05E que chega no turismo?
18:07Ou para na cultura
18:09quando a gente fala que chega?
18:10Eu acho que não chega.
18:12Eu acho que a única manifestação cultural
18:14popular que chega mais pro turismo
18:17é a das sociedades tradicionais
18:22em relação à prática do tiro esportivo.
18:26É uma coisa um pouco polêmica de falar,
18:29mas Joinville tem prática do tiro
18:34desde que ela tinha quatro anos de fundação.
18:38Em 1855, se criou uma sociedade de atiradores.
18:44E que, de novo,
18:46é preciso fazer essa ressalva
18:48para quem está nos assistindo,
18:49que quando eu falo da prática do tiro,
18:51eu estou falando de tiro ao alvo.
18:53E em Joinville,
18:56isso começa com as crianças.
18:58E essas pessoas
19:00são justamente as pessoas
19:01que vão combater a violência,
19:03que vão combater o tiro como...
19:06Enfim, tem uma cultura bonita
19:09em torno disso.
19:10E é cultural porque acontece desde sempre.
19:13Desde sempre.
19:14Não tem como não falar.
19:14Não adianta negar essa cultura.
19:16É real.
19:16Sociedades que se dedicam a isso.
19:18E a gente busca fazer essa separação
19:22do que é uma coisa e do que é outra.
19:25Mas nós temos também
19:27essa questão do tiro
19:28e a questão das festas rurais.
19:32Nós temos a festa...
19:34Que chega no turismo.
19:35Que chega no turismo.
19:36Temos duas festas do Polono
19:37que, recentemente,
19:39esse ano,
19:39foram,
19:40após um processo,
19:42viraram patrimônio imaterial da cidade.
19:45Acontecem há décadas
19:46os desfiles,
19:47as festividades,
19:49os rituais
19:50que essas festas têm.
19:51que são, como eu falei,
19:52na área rural.
19:53A festa do Polono do Rio da Prata,
19:55a festa do Polono do Piraí
19:56e a festa da colheita
19:57do estado da Francisca
19:59compõem esse hall
20:00de festas tradicionais.
20:02São festas de imigração?
20:04Elas são...
20:05Qual é a imigração
20:07predominante de Joinville?
20:08A imigração do início de Joinville
20:09é a imigração germânica.
20:12Hoje, Joinville,
20:13como eu falei,
20:13é uma cidade cosmopolita.
20:14Temos as imigrações recentes
20:16que o Brasil também teve,
20:17como do Haiti,
20:18da Venezuela,
20:19de outros países da América Latina.
20:20mas a gente ainda tem
20:23uma força grande
20:24da cultura germânica
20:27que, digamos assim,
20:29colocou as bases
20:31de parte
20:31do que é a nossa cultura,
20:33influenciou a nossa cultura
20:34na gastronomia,
20:36nas sociedades,
20:38enfim,
20:39em várias questões culturais.
20:42Então,
20:43voltando à cultura popular,
20:45eu acho que essa...
20:46O que é a população pratica
20:47que o turismo absorve?
20:48Eu acho que essas duas
20:49são o que me vem à cabeça agora.
20:51Claro,
20:52deve ter alguma outra,
20:53mas essas outras
20:54da cultura popular,
20:55elas são mais
20:57focadas aí
20:58no morador,
21:00elas não ganharam
21:01até agora
21:01um caráter turístico.
21:03Mas que, na verdade,
21:04está pavimentando
21:05para o futuro, né?
21:06Tudo é cultura.
21:07Não tem como se tudo
21:08é cultura,
21:08à medida que isso
21:09vai sendo absorvido
21:10pela população,
21:11vem virando ativo turístico,
21:12não tem como.
21:13E veja, assim,
21:14eu acho que a cultura
21:15ela é interligada,
21:17então, assim,
21:18a pessoa que,
21:19digamos,
21:19eu já citei o hip-hop,
21:20a pessoa que pratica
21:21o hip-hop
21:22ou a dança gauchesca,
21:24ela está nesse mundo
21:25da cultura
21:26e a cultura
21:28ela não tem muros, né?
21:29Então, você vai
21:31bebendo um pouco
21:32de outras fontes, né?
21:33Então, quem está,
21:34às vezes,
21:34praticando uma dança,
21:36ele vai entendendo
21:37que tem um outro dia
21:38a dança urbana,
21:39a dança de gauchesca,
21:41elas acabam, às vezes,
21:42conversando
21:43e vamos pensar assim, né?
21:44O mundo evoluiu
21:45a partir disso,
21:46porque senão
21:46a gente estaria
21:47todo mundo fazendo
21:48as mesmas danças
21:48que a gente fazia, sei lá.
21:49Exatamente.
21:50Ia estar parado
21:50no balé clássico, né?
21:52Séculos atrás,
21:53ou na música erudita,
21:54enfim, né?
21:55Então, a própria música erudita
21:55mudou muito,
21:56então, eu acho que a cultura
21:58tem essa riqueza, né?
21:59Ela vai se permeando,
22:01vai se influenciando
22:02e é viva, exato.
22:03Ela é viva.
22:04O Ouro Minas Hotel
22:05Belo Horizonte
22:06está completando 30 anos
22:07e o que que muda
22:08num hotel
22:09e na própria cidade?
22:1030 anos não são 3 anos,
22:12mudam muitas coisas,
22:14mas em 30 anos
22:15o que mais mudou
22:16é a forma de compra
22:18dos hóspedes, né?
22:19Do consumidor
22:20em todas as áreas,
22:21não só na nossa área
22:22que é de serviços,
22:23mas na própria indústria,
22:25a gente só vai clicando
22:26e comprando.
22:27Então, a gente tem
22:28outras formas de oferecer,
22:29como já estamos oferecendo.
22:30Pensando em Belo Horizonte,
22:32Belo Horizonte
22:33não mudou muito,
22:34só ganhamos alguns voos
22:36ali no BH Airport,
22:38ganhamos uma reconstrução
22:40da gastronomia mineira
22:41nesses 30 anos.
22:42Então, aqui no hotel,
22:44ele é a cidade
22:45propriamente dita.
22:47E é justamente
22:47essa história
22:48que a gente vai celebrar
22:49nessa temporada
22:50do podcast
22:51Why Turismo.
22:52E vamos falar um pouquinho
22:53dos eventos, Guilherme.
22:55A gente está chegando
22:56no final do ano
22:57e o sul do país ferve, né?
22:59É, verdade.
23:00E Joinville?
23:01O que a gente tem em Joinville
23:03nesse final de ano aí
23:04de eventos
23:05que são grandes atrativos
23:07tanto para o morador
23:08quanto para o turista?
23:10Perfeito.
23:11Joinville
23:12pretende ser,
23:13colocou como uma política pública
23:15de se tornar
23:16uma cidade de festivais.
23:17A partir do festival de dança
23:19que nós já falamos,
23:20que é o maior do mundo,
23:21os outros festivais
23:21que eu já comentei.
23:22São anuais esses festivais?
23:23São anuais.
23:24O festival de dança
23:25acontece no mês de julho.
23:27Aí, a partir ali
23:28do mês de abril, maio
23:29até dezembro
23:30a gente tem os eventos
23:32muito constantes
23:33um depois do outro.
23:34Esses grandes eventos.
23:36A cidade retomou uma festa
23:38já em 2026,
23:4025 aliás.
23:42A cidade retomou uma festa
23:43que era importante
23:45para a cidade.
23:46Ficou quase 20 anos
23:47sem acontecer.
23:48Em 2025 retomamos
23:49a Fina Shoppe,
23:50que é a festa nacional do Shoppe.
23:53que rivalizava
23:54lá na década de 80
23:55com a Oktoberfest
23:57em tamanho.
23:58A Oktoberfest
23:59é um fenômeno,
24:01ela é muito importante,
24:02ela é muito grande,
24:03é uma festa muito bem organizada
24:04pela cidade do Menal.
24:06E a Fina Shoppe
24:07não tem essa rivalidade,
24:08ao contrário,
24:09não quer ser melhor
24:10que a Oktoberfest,
24:11primeiro,
24:11porque seria muito difícil,
24:13e segundo,
24:14porque não é o propósito.
24:16Mas retomamos a Fina Shoppe
24:18e agora,
24:19este ano de 2026,
24:20lá no mês de setembro
24:22e outubro,
24:23ela aconteceu de volta,
24:25onde ela sempre aconteceu
24:26na história,
24:27de volta para casa,
24:29como foi o mote
24:29nesse ano,
24:31e reuniu muitas milhares
24:33de pessoas.
24:34A gente tem ainda
24:35no fim do ano,
24:38agora,
24:38no mês de novembro,
24:40a Festa das Flores,
24:42é a edição de número 86,
24:45ela começou 90 anos atrás,
24:47mas ficou quatro anos
24:47sem acontecer,
24:48na Segunda Guerra
24:49e na pandemia,
24:50e a edição de número 86
24:51é a festa mais antiga
24:53de flores do Brasil,
24:54é uma festa incrível,
24:56muito bonita,
24:57feita por uma associação
24:58de orquidófinos,
25:00lá de Joinville,
25:02e nós temos
25:04um apoio grande
25:06da prefeitura,
25:06ela é uma festa turística
25:08e cultural,
25:11acontece na metade
25:12do mês de novembro,
25:13durante seis dias,
25:15eu tenho que confirmar,
25:16eu acho que é de 17
25:17a 22 de novembro.
25:18A gente coloca na matéria,
25:19e se você puder,
25:21e se você puder,
25:21você me dá o link,
25:22que aí você vai lá
25:23no turismo.ai.com.br,
25:25já clica,
25:25já vai saber detalhes
25:27mesmo de programação,
25:28tem paga para entrar?
25:30Paga o ingresso,
25:30acho que é 30 reais o ingresso,
25:32mas é realmente
25:33uma festa muito bonita,
25:35tem caravanas
25:36de vários lugares
25:37do Brasil,
25:38até do exterior,
25:39que vão para a festa.
25:41De apaixonados
25:42por flores?
25:42De apaixonados
25:44e de pessoas
25:44que só gostam
25:45de visitar a festa mesmo,
25:46a gente tem caravana
25:47do Paraguai,
25:48da Argentina,
25:50vários estados do Brasil,
25:52claro que tem
25:53os grupos
25:55que se dedicam a isso,
25:58cultivo e tal,
25:59mas tem também
25:59dos amantes,
26:01que vão lá,
26:02é uma festa muito legal.
26:03E são só orquídeas
26:04ou todos?
26:04Não, flores.
26:05A orquídea,
26:06ela é, digamos assim,
26:07a alma da festa.
26:08Então,
26:09o maior prêmio da festa
26:11é para a melhor orquídea
26:13e sempre é uma lélia purpurata,
26:15que é uma espécie
26:16que é flor símbolo do Joinville
26:17e é do estado de Santa Catarina.
26:19Entendi.
26:19A Joinville tem um clima
26:20muito propício
26:21para o cultivo de orquídeas.
26:22Estou olhando,
26:23se tem uma orquídea?
26:23Aqui do lado tem.
26:24Tem, vamos mostrar.
26:26Aqui a gente tem.
26:26Ah, está bem pequenininho.
26:27Vou dar um close aqui.
26:28Essa daqui.
26:29Essa aqui é a lélia purpurata.
26:31E até quando a gente
26:32estava fazendo esse material,
26:34a gente tinha,
26:35botaram,
26:35a agência botou
26:36uma outra orquídea,
26:36eu falei,
26:37não, tem que ser a lélia purpurata.
26:37Muito bem,
26:38muito bem.
26:39Essa é a diferença
26:39do olhar da pessoa da cultura,
26:41né?
26:43E a gente,
26:44então assim,
26:44a festa,
26:45ela premia
26:46a melhor planta de,
26:49sei lá,
26:49melhor,
26:50como se chama,
26:51suculenta,
26:52melhor,
26:52tem várias plantas
26:53que tem essas categorias,
26:54mas a categoria de estrela
26:56de destaque
26:56é a melhor lélia purpurata.
26:58Então assim,
26:59essa questão tradicional
27:04ela é muito respeitada,
27:06é uma agremiação
27:07que tem 90 anos
27:09e ela se dedica
27:11vai fazer 90 anos
27:12em 38,
27:12ela se dedica
27:13em não só
27:16fazer o cultivo,
27:17mas transmitir
27:18esse conhecimento
27:20de uma geração
27:21para outra.
27:21É muito legal
27:21a reunião deles,
27:22acontece duas vezes por mês,
27:23eles vão lá,
27:24eles mostram,
27:24olha,
27:25aqui tem essa flor,
27:26tá vendo que tem essa marquinha aqui,
27:27isso aqui aconteceu
27:28por causa não sei o que.
27:28Então eles vão transmitindo
27:30o conhecimento
27:31para as gerações
27:32mais novas
27:35e é uma coisa que até,
27:36eu sempre olhei aquilo
27:37com o olhar turístico,
27:38falei,
27:38um dia a gente vai transformar
27:39isso num produto turístico,
27:40as pessoas irem lá assistir,
27:41essa reunião,
27:42porque é incrível.
27:45Então a gente tem
27:45a Fesa das Flores.
27:46Que é até uma forma
27:47de estender o festival
27:48ao longo do ano inteiro.
27:49Sem dúvida,
27:50a gente tem na verdade,
27:50eles já estão organizando
27:52três eventos de flores
27:53ao longo do ano,
27:54a Fesa das Flores
27:55é o principal,
27:56o ápice disso tudo,
27:58mas já há outros movimentos.
28:00E nós temos também
28:03o Natal,
28:04que abre dia 14 de novembro
28:05deste ano
28:06e a gente segue
28:09até o início de janeiro.
28:11O Natal do Joinville
28:12é um Natal
28:13muito diferente
28:14porque ele é feito
28:16para a nossa cultura,
28:17mas aberto para todos.
28:19Então o que acontece?
28:20Por que eu digo isso?
28:21Não com um ar presunçoso
28:22de que a nossa cultura
28:24é melhor que as outras.
28:25Mas é a sua.
28:25mas é que só vai ver isso lá.
28:27Sim.
28:28Então assim,
28:28se eu quero comer
28:29um verdadeiro acarajé
28:30eu vou à Bahia.
28:31Exatamente.
28:31Se eu quero comer
28:32um verdadeiro pão de queijo
28:33eu vou à Minas Gerais
28:35e também o Joinville
28:36que tem uma fábrica excelente
28:38mas que usa queijo de Minas
28:39para...
28:40Usa uma mineira também, né?
28:41E é uma receita mineira.
28:43E uma mineira que faz.
28:45É uma mineira que não quer
28:46comanda a cozinha.
28:47É tipo eles importam
28:48com os queijo.
28:48E o nome da fábrica é Mineirinho.
28:50Então tá...
28:50Tá perdoado.
28:51Mas enfim,
28:52não vou dizer que é o melhor
28:53porque senão
28:54vamos cortar agora o podcast.
28:55mas é muito bom
28:56igual os queijo de Minas
28:58do de leite, né?
29:00É do de leite
29:01pelas controvérsias, né?
29:02Com a Argentina e a Uruguai.
29:03Não, mas eu sou brasileiro
29:04então o melhor incidente
29:05é de Minas.
29:06Mas eu quero fazer
29:08uma experiência
29:09e eu vou lá nesse lugar.
29:10Então da mesma forma
29:11o nosso Natal
29:12ele tem esse condão
29:13de ser algo
29:14que tenha nosso jeito
29:16e que as pessoas
29:17quiserem conhecer algumas coisas
29:18só lá vão ver.
29:19Que vai contar a sua história.
29:20A nossa história.
29:21É claro que o Natal
29:23ele é padronizado, né?
29:24no mundo
29:25o nosso Papai Noel
29:25é igual aos dos Papai Noéis
29:27e tal.
29:27Mas eu dou um exemplo.
29:29O nosso principal mascote
29:31do Natal do Joinville
29:32não é o Papai...
29:33O Papai Noel não é o mascote.
29:35mas o principal personagem
29:36do Natal do Joinville
29:38é um jacaré.
29:39Por quê?
29:39Mas que diabos?
29:40É um jacaré
29:41é o principal mascote.
29:43E vou te dizer mais.
29:44Quando nos nossos espetáculos
29:46entra o Papai Noel
29:47e entra o jacaré
29:48que se chama Fritz
29:50o fritz ele faz
29:51muito mais sucesso
29:52do que o Papai Noel.
29:54Porque ele é...
29:54Mas é um jacaré
29:55vestido de Papai Noel?
29:57Imaginando como é que é.
29:58Ele usa uma touca
29:59de Papai Noel
30:01a gente tem
30:03um rio que corta a cidade
30:05e tem um jacaré de verdade
30:07que mora nesse rio.
30:08E ele duas, três vezes
30:09ele saiu do rio
30:10foi pra rua
30:10depois voltou
30:11então a cidade tem um carinho
30:13por esse jacaré
30:14que é o Fritz
30:14então o Fritz virou
30:16o nosso mascote
30:17do Natal
30:17ele usa um gorrinho
30:18de Papai Noel
30:20a gente tem
30:21dois duendes
30:22que é o chineque e o chimia
30:23que são comidas nossas
30:25a gente tem o chinectone
30:27que é um panetone
30:28com uma receita
30:30do nosso chineque
30:32que é um pão doce
30:33que nós temos lá
30:33então a gente tem coisas
30:35do nosso Natal
30:37adaptadas
30:38e o Natal tem
30:39tem sido muito bacana
30:41ano passado
30:42cerca de 600 mil pessoas
30:43passaram por lá
30:44e esse ano
30:45a gente tem uma
30:47previsão
30:48de ser ainda maior
30:49e especialmente
30:50mais encantador
30:51e com toda
30:52programação gratuita
30:53ah, isso que eu ia perguntar
30:54toda gratuita
30:55toda gratuita
30:56fantástico
30:56e agora pra gente ir finalizando
30:58Guilherme
30:58os mineiros já descobriram
31:00Joinville
31:00como é que
31:01como é que tá sendo isso?
31:03ontem ainda conversava
31:04com o pessoal
31:06pra gente tentar fazer
31:07essa conexão
31:08entre o aeroporto
31:09de Joinville
31:09com o aeroporto de Confins
31:13a cidade de Joinville
31:15ela tá de portas abertas
31:16tem muitos mineiros
31:18que moram em Joinville
31:19é mesmo?
31:19mas tem
31:20mas
31:21provamos com a da indústria
31:22é claro
31:23a indústria foi trazendo
31:24muita gente
31:25mas também
31:26hoje em dia
31:27pela cultura
31:28então nós temos
31:29muitas pessoas
31:30que se mudaram
31:30pra Joinville
31:31por causa do Bolshoi
31:31o filho ou a filha
31:33passou na seletiva
31:34do Bolshoi
31:35que é uma seletiva
31:36disputadíssima
31:38são centenas
31:39de candidatos
31:39por vaga
31:41e hoje nós temos
31:42alunos de todos
31:44os estados brasileiros
31:44e de mais alguns
31:45países do Mercosul
31:46e até da Rússia
31:47alunos que vieram estudar aqui
31:50e claro
31:51tem muita gente
31:52de Minas
31:52que mora em Joinville
31:53e também
31:53por causa do Bolshoi
31:54então a indústria
31:55lá atrás
31:56depois a cultura
31:56e o turismo
31:58a gente quer
31:58convidar aí
31:59os mineiros
32:00enfim
32:01todos os brasileiros
32:02e o mineiro
32:02ele tem essa afinidade
32:03muito grande
32:04com o turismo cultural
32:06independente de ser
32:07a cultura de Minas
32:08o mais bairrista
32:09que o mineiro seja
32:09ele é realmente
32:10muito bairrista
32:11esse valor
32:13ao turismo cultural
32:14que a gente fala
32:14ah o mineiro gosta
32:15de praia
32:16claro que a gente
32:16briga que o Espírito Santo
32:18é nosso quintal
32:19mas o mineiro
32:20ele valoriza muito
32:22a cultura espalhada
32:24a gente não tem
32:25claro as igrejas
32:26barrocas maravilhosas
32:27que Minas tem
32:28mas a gente tem
32:29o nosso modernismo
32:30a gente tem
32:30as nossas questões
32:31de igrejas
32:33e não é pra ser igual
32:34se fosse tudo igual
32:35isso é muito chato
32:37a gente tem
32:38a gente tem o que oferecer
32:40pra Minas
32:41e tem essa
32:45mistura
32:45que todo lugar tem
32:46mas de natureza
32:47e cultura
32:48que são bem
32:52autênticas
32:52e originais
32:53sempre gosto de dizer isso
32:54o turismo de Joinville
32:55ele é um turismo
32:56que não se encontra
32:57em outro lugar
32:57porque
32:58diferente de alguns
32:59destinos turísticos
33:00que criaram
33:03atrativos
33:03pra
33:04o turista
33:05os nossos
33:06todos foram criados
33:07pra nós
33:08e nós gostamos tanto
33:09que nós queremos compartilhar
33:10com os nossos visitantes
33:11e amigos
33:11então
33:12os nossos principais
33:14atrativos turísticos
33:15todos eles
33:16nasceram a partir
33:17de uma experiência local
33:18e foram ganhando
33:20tração
33:20então
33:22fica o convite
33:24aí pra
33:24todos que assistem
33:25esse podcast
33:26e também a você
33:27pra que visite Joinville
33:29e conheça o que ela tem
33:30pra oferecer
33:32nós temos
33:32muito menor
33:33muito menos que Minas
33:34mas sete patrimônios
33:35históricos nacionais
33:37em Joinville
33:39a gente tem
33:40uma diversidade geográfica
33:42porque na mesma cidade
33:44nós temos Bahia
33:45então tem o turismo náutico
33:46que a gente tá até
33:47estimulando cada vez mais
33:49temos uma área rural
33:51incrível
33:51com mais de 50
33:52atrativos turísticos
33:53na área rural
33:54e temos serra
33:55dentro do mesmo território
33:57além da área urbana
33:58então tem todo
33:59um ecossistema diferente
34:01tem muita coisa legal
34:02Joinville pra fazer
34:03e se aqui
34:04quiser saber
34:05mais um pouquinho
34:06sobre Joinville
34:07tem um site
34:08tem um Instagram
34:08tem os dois
34:10é a mesma
34:10é visite Joinville
34:12é visite
34:13em português
34:14visite Joinville
34:15Joinville com dois L's
34:17então tem
34:18www.visitejoinville.br
34:20e tem o
34:21arroba
34:22visitejoinville
34:22que é o nosso Instagram
34:24Guilherme
34:25eu quero te agradecer muito
34:26a gente tá direto
34:27de São Paulo
34:27da Abave
34:28que é uma das maiores
34:29feiras de turismo
34:30da América Latina
34:31vocês estão com um stand lindo
34:32vocês estão vendo aí
34:33algumas imagens do stand
34:35obrigado por ter parado
34:36um pouquinho
34:37pra receber a gente aqui
34:38prazer também
34:39coisa que eu mais gosto
34:40é falar de Joinville
34:40então
34:41então
34:41te espero em Minas Gerais
34:43pra comer o melhor pão de queijo
34:44melhor pão de queijo
34:45com dor de leite
34:47com dor de leite
34:47com dor de leite e café
34:48você sabe que agora
34:49agora não né
34:50desde sempre
34:50mas o movimento dos cafés especiais
34:52tá muito bacana
34:53em várias regiões
34:54oito regiões
34:55que Minas tem de queijo
34:56como
34:57queijo artesanal
34:58como patrimônio nacional
35:00e material
35:01conversar com a pessoa da cultura
35:02é outra coisa
35:03né gente
35:03é outra coisa
35:04eu gosto de Minas
35:04eu falei
35:04não gosto de Minas
35:06o Joinville tem comida
35:07de boteco agora
35:08também é mesmo
35:08o mesmo que é lá de Minas
35:09tá em Joinville também
35:10fantástico
35:11acho que a gente tem um intercâmbio
35:12muito legal
35:12o pessoal de Joinville também
35:14é muito bem vindo
35:15em Minas Gerais
35:15sempre cachaça
35:16a gente é muita não
35:17só falar de gastronomia
35:18a gente senta aqui
35:19e enche essa mesa
35:20e não sai daqui
35:20só não tem pranco
35:21que há
35:21o resto
35:23obrigada
35:23muito sucesso
35:25a você
35:26eu te convido
35:27a conferir diariamente
35:29conteúdos sobre turismo
35:31do trade
35:31a público final
35:33dicas de viagens
35:34em turismo.ai.com.br
35:37e eu te espero
35:37no próximo episódio
35:39até lá
35:42Tchau
35:43Tchau
35:44Tchau
35:44Tchau