- há 2 dias
O De Frente com CEO recebe Denis Tassitano, presidente da Swile Brasil desde agosto. Filho do ex-jogador Ivair, que passou por Portuguesa, Corinthians, Fluminense e Seleção, Denis fez carreira em tecnologia, com 15 anos na SAP, antes de assumir a operação brasileira da empresa francesa de benefícios corporativos.
Ele explica como funciona o benefício flexível com oito carteiras e o que as novas regras do PAT mudam no vale-refeição e no vale-alimentação. Também fala sobre a chegada do Travel & Expense ao Brasil em 2027, a compra da Caju pelo iFood e o fim da escala 6x1.
No bloco de liderança, conta o erro que o fez rever a postura como gestor e o trabalho com o Pactua e o Best in Black para levar profissionais negros à alta gestão.
Leia mais: https://exame.com/negocios/swile-coloca-r-600-milhoes-na-mesa-para-acelerar-no-mercado-disputado-de-vr-e-va-no-brasil/
01:04 - Pai ex-jogador e infância entre Brasil, Canadá e EUA
04:22 - O currículo enviado às Melhores Empresas para Trabalhar da EXAME
07:03 - Por que aceitou ser CEO da Swile
12:40 - Saúde mental, academia e os benefícios mais pedidos
15:09 - Benefício flexível, oito carteiras e o cartão bandeirado
18:39 - Novas regras do PAT e taxas para estabelecimentos
22:13 - 1,5 milhão de usuários e o peso do Brasil na Swile
25:23 - Investimento até 2030 e a disputa com a França
27:59 - iFood e Caju; fim da escala 6x1
35:04 - Rotina de CEO e a volta ao escritório
46:54 - O que ele avalia ao contratar um líder
49:15 - O erro de liderança que virou lição
51:00 - Aula de francês no primeiro dia como CEO
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🔴 Acesse o site: https://exame.com/
Ele explica como funciona o benefício flexível com oito carteiras e o que as novas regras do PAT mudam no vale-refeição e no vale-alimentação. Também fala sobre a chegada do Travel & Expense ao Brasil em 2027, a compra da Caju pelo iFood e o fim da escala 6x1.
No bloco de liderança, conta o erro que o fez rever a postura como gestor e o trabalho com o Pactua e o Best in Black para levar profissionais negros à alta gestão.
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NotíciasTranscrição
00:00Eu sou um dos poucos, infelizmente, CEOs negros do Brasil.
00:03Você teve alguma referência negra?
00:06Não.
00:08De executivo negro, não tenho nenhum.
00:12Os meus pais investiram sempre em educação.
00:16E sempre me passaram isso.
00:18E é o que eu tenho que passar com o meu filho hoje.
00:22Então, independente de CEO ou não,
00:28você investir em educação e você ser uma boa pessoa,
00:33isso transcende o ser humano.
00:44Hoje, no De Frente com o CEO, vamos falar sobre um mercado
00:46que movimenta mais de 150 bilhões de reais no Brasil,
00:50o de benefícios corporativos.
00:52E para conhecer mais sobre essa empresa,
00:53viemos até a sede da Soai em São Paulo
00:55para conversar com o Denis Tacitano,
00:57presidente da Soai, o Brasil.
00:59Vamos conversar com o Denis sobre trajetória profissional,
01:02lições de liderança e o que esperar dessa empresa
01:04que deve faturar 1 bilhão de euros neste ano.
01:07Fica com a gente.
01:08O De Frente com o CEO começa agora.
01:20Denis, seja muito bem-vindo ao De Frente com o CEO.
01:22Muito obrigado, é um prazer estar aqui com vocês
01:25e receber vocês aqui na Soai.
01:27Muito obrigada por abrir as portas aqui da Soai.
01:30Estamos aqui na sede da Soai em São Paulo.
01:32E antes da gente falar dessa empresa,
01:34eu quero conhecer um pouco mais sobre a sua trajetória profissional.
01:37Até porque sua origem ali se divide entre o Canadá, Brasil.
01:41Conta para a gente, Denis, um pouco sobre ela.
01:43Onde você nasceu, com quem você foi criado
01:45e como você ingressou depois no mercado de trabalho.
01:48Pô, eu nasci em São Paulo.
01:50É uma cidade que eu amo.
01:52Viajo por todo o mundo.
01:53Eu sempre falo que a cidade que eu mais gosto é São Paulo.
01:55Sou paulista, sou paulistano.
01:58Minha mãe é dona de casa.
02:02Meu pai é um ex-jogador de futebol.
02:04Por isso é que eu dividi minha infância
02:06entre o Brasil, o Canadá e os Estados Unidos.
02:10Peraí, conta quem é o seu pai?
02:11Meu pai faleceu há dois anos.
02:13Ele chamava a Ivair.
02:14Jogou na Portuguesa, no Corinthians.
02:17Jogou no Fluminense.
02:19E aí depois, na seleção brasileira também.
02:21E depois ele foi jogar no futebol nos Estados Unidos.
02:24Quando eu estava começando o futebol ali na década de 80,
02:2770, 80.
02:29Junto com Pelé, Carlos Alberto.
02:32Então meu pai foi muito bem sucedido.
02:34E isso me deu vários acessos, acessos diferentes.
02:38Poder estar na minha infância com jogadores como Rivelino, Garrincha,
02:43Djalma Dias, Djalma Santos.
02:45Então eu consegui divertir bastante na minha infância.
02:48Tá.
02:48E nesse caso, qual time você torce?
02:50Não tem como não perguntar isso agora.
02:52É um momento ruim de você perguntar isso.
02:54Porque eu sou corintiano.
02:56Entendo.
02:56Muito por conta da minha mãe, mais do que meu pai.
02:59Meu pai, como profissional, ele torcia para ninguém.
03:01Ele estava vendo o jogo.
03:03Quem estava jogando melhor, ele torcia.
03:04Quem praticava o antijogo, ele torcia contra.
03:07Mas a minha mãe, sempre corintiana, fervorosa, fanática.
03:11Porque meu avô, por parte de mãe, também era corintiano fanático.
03:15Então eu peguei esse fanatismo.
03:18Nesse momento, infelizmente.
03:20Mas felizmente, porque eu gosto muito do meu time.
03:22Muito bom.
03:22Eu também, inclusive, somos corintianos.
03:24Então algo em comum.
03:25Mas vamos deixar o futebol gelado, né?
03:27Vamos voltar para a parte de carreira.
03:29Fala para a gente o que te motivou a ir para a área de publicidade.
03:33É diferente ter um CEO que é da área de publicidade.
03:36É bem diferente, né?
03:38Eu até vi, estava vendo o Dia das Crianças.
03:40Agora, acho que acabou de passar para o Dia das Crianças.
03:41Eu peguei um livro que era o que é marketing.
03:43Está meu nome lá e eu tinha 12 anos na época.
03:46Então eu já começava a ler sobre marketing, propaganda e publicidade.
03:49O meu tio, por parte de mãe, que eu admiro muito, sempre admirei.
03:53Ele vem desse mercado de marketing.
03:55Então eu absorvi essas origens e desde criança comecei a estudar essa parte de publicidade e propaganda.
04:02Me formei no Mackenzie, fiz uma pós na SPM.
04:07Depois eu fiz uma extensão na Universidade de Nova York e sempre caminhei nessa direção,
04:14mas focando no segmento de tecnologia e muito na área de vendas diretas e indiretas.
04:23Então lá de trás eu já comecei a juntar vendas com marketing e caminhar na minha carreira.
04:29Não optei por futebol.
04:31Muitos perguntam por que não futebol.
04:33É engraçado.
04:34Quando o seu filho...
04:36Quando você não joga futebol, meu pai sempre falava isso.
04:39Quando você não foi um atleta, você espera que o seu filho seja um atleta.
04:44O meu pai, como ele foi um atleta e o sonho dele era estudar e ele não teve acesso a
04:48estudo,
04:49o que ele projetou em mim foi uma carreira executiva, que eu acabei seguindo essa carreira.
04:55Então ele deve estar muito orgulhoso pela trajetória que você construiu até aqui.
04:59Inclusive uma trajetória que tem muito a ver com tecnologia.
05:02Foram 15 anos na SAP?
05:0515 anos na SAP, trabalhei na TOTOS, na verdade na Microciga, bem antes de virar TOTOS.
05:12Trabalhei com o parceiro Ora, com o grupo Kuanan, JXpert, sempre tecnologia.
05:16Muito bom.
05:16E o que te motivou aí para essa área?
05:18É engraçado que eu acho que no século passado, em 98, 99, a Exame tinha as melhores empresas
05:26para se trabalhar, uma revista.
05:28Peguei a revista, listei as empresas.
05:32Imprimi o currículo, era época de impressão de currículo, e mandei meu currículo para todas as empresas que estavam lá.
05:38E na época a Microciga me retornou, que hoje é a TOTOS.
05:43E eu fiquei extremamente feliz porque, além de ter toda essa parte descontraída,
05:48que tinha uma piscina dentro da empresa, tinha uma piscina, ficava a 300 metros de casa.
05:54Então, o new, o útil, o agradável.
05:56Foi aí que eu dei a largada no mercado de tecnologia, de gestão empresarial, que a gente chama de ERP.
06:03Então, minha carreira começou aí muito por um acaso.
06:05Se talvez a Braskem tivesse aceitado o meu currículo, ou a Procter & Gamble tivesse me ligado, eu estava em
06:11outro mercado.
06:12Mas eu sempre gostei de tecnologia, sempre gostei de esportes.
06:15Então, para mim, foi natural, eu comecei a trabalhar.
06:18Agradeço muito ao Fábio Jorge, que foi meu primeiro gestor na Microciga, porque eu não tinha hard skill nenhum.
06:27Era só soft skill.
06:29Eu não sabia o que era banco de dados, eu não sabia o que era aplicação, eu não sabia o
06:32que era nada.
06:33Então, ele viu soft skill e ele foi me capacitando ao longo do tempo para atuar com tecnologia,
06:40nessa parte de vendas indiretas, vendas através de canais.
06:43Interessante. E o que ele viu? Que tipo de soft skills você acredita que ele viu em você que te
06:49deu essa oportunidade?
06:50Eu sou muito curioso.
06:52Eu sou muito curioso para a tecnologia, isso é muito importante.
06:55Acho que não só para a tecnologia, mas tecnologia em especial, porque hoje você domina uma tecnologia
06:59e a mesma tecnologia daqui a três meses é outra coisa.
07:02E daqui a seis meses é uma coisa completamente diferente.
07:05Então, essa parte de curiosidade é muito importante.
07:09Lá atrás, idioma era um diferencial.
07:11Então, eu já dominava o inglês por ter morado nos Estados Unidos, por ter feito curso em Nova York depois.
07:19Então, idioma foi um diferencial.
07:22Essa parte de curiosidade, ele notou também que era um diferencial.
07:26E teve essa percepção de pessoas no começo de carreira, não adianta você pedir um currículo extenso.
07:32Você tem que focar realmente no soft skill.
07:34Então, eu dei a sorte de encontrar a oportunidade e o gestor certo na hora certa.
07:39Agora, falando sobre isso, Ian, você se tornou CEO em agosto desse ano.
07:44Sim.
07:44O que te fez?
07:45O que te motivou a aceitar esse convite?
07:47Foi um convite que eu não estava esperando, porque eu não estava buscando.
07:51Então, fui encontrado pelos headhunters.
07:54Estava muito bem onde eu estava, comandando uma operação da SAP na América Latina e no Caribe, como vice-presidente
08:01regional, de uma solução focada em gestão de despesas e viagens.
08:06Participei do processo, gostei.
08:09Vi que é uma empresa também de tecnologia, uma empresa jovem, uma empresa dinâmica e que a cultura move a
08:17empresa.
08:17Então, isso para mim foi muito importante e foi importante para a empresa também.
08:21Todo o processo de seleção, eles focaram muito, lógico, no histórico de entrega de resultados, que é importante, mas também
08:29em levar a cultura da empresa.
08:31Não ter uma quebra na cultura da empresa.
08:34Então, eu entrei nos primeiros meses que eu estou agora, eu já vi que não é balela, realmente a cultura
08:38da empresa é fundamental para a gente ter um ambiente de trabalho saudável.
08:43E que é isso que a gente leva para os nossos clientes também.
08:45Muito bom.
08:45E que cultura é essa da Suávia?
08:47É uma cultura de inovação, uma cultura de flexibilidade, de escutar o colaborador.
08:54Então, logo que eu entrei, eu coloquei uma urna e pedi sugestões, críticas, sugestões.
09:00E o pessoal engajou, colocou.
09:02Depois de um mês, eu respondi essas perguntas, essas críticas, essas sugestões.
09:07Então, é de atuar muito forte, escutando o colaborador.
09:11E é isso que a gente também faz com os nossos clientes.
09:13Então, é uma cultura que permeia toda a empresa, não só aqui no Brasil.
09:17A empresa francesa, eu tive a oportunidade de visitar a empresa em Montpellier, na França.
09:22Então, a gente vê que isso também está na França.
09:26E é bem difícil, numa multinacional, você conseguir espalhar a cultura por vários países.
09:31Algumas multinacionais têm uma cultura completamente diferente em países até próximos.
09:35Então, eles primaram por ter uma cultura igual a Montpellier, Paris, em São Paulo e por outros lugares que a
09:43gente vai começar a abrir mercado.
09:45Muito bom.
09:46Hoje, a Suaio atua, além da França, em quais outros países?
09:50Estamos na França e no Brasil.
09:53E, por próximo ano, expansão para a Europa.
09:57Muito bom.
09:57Os países você não pode dizer ainda, né?
09:59Eu não posso dizer, mas a expansão para a Europa já está programada para o próximo ano.
10:04Agora, o Brasil e a França são os dois pilares que vão sustentar toda essa expansão, tanto para a Europa
10:11quanto para a América Latina.
10:12Eu venho de uma operação América Latina e Caribe, então, também um dos nossos planos é estender o território que
10:19eu atuava antes para dentro da Suaio.
10:20Bom, mas vamos falar um pouco mais sobre as soluções da Suaio.
10:23É uma empresa de benefícios que nasceu na França, está aqui no Brasil.
10:27Que tipo de solução ela oferece que vai além do VR e do VA?
10:30O nosso objetivo é ser a carteira do colaborador.
10:34A plataforma que o colaborador, sempre que for fazer algum gasto corporativo, pensar na Suaio como essa carteira.
10:44Então, eu vou abrir a carteira da Suaio e vou utilizar para esses gastos corporativos.
10:48Então, tem a parte de wellness, saúde mental, você comentou alimentação, refeição.
10:53Na França, nós já temos o travel, a parte de viagens corporativas e a parte de gestão de gastos corporativos,
11:00que é uma realidade e que é uma novidade que a gente planeja em trazer para o Brasil no próximo
11:07ano.
11:07No caso da travel?
11:08No caso do travel e do expense.
11:10Ah, perfeito. Tem uma expectativa de quando vocês vão começar a trabalhar com eles?
11:14Olha, a gente já está começando a avaliar alguns clientes aqui no Brasil.
11:18Isso também é um ponto interessante da empresa.
11:22É sempre lançar os produtos com o pé no chão.
11:26Não escutar o concorrente.
11:28Então, o concorrente está lançando, vamos lançar para correr atrás.
11:31É escutar o mercado e lançar de maneira sustentável.
11:35Sabe que no mundo de tecnologia, extremamente competitivo, às vezes você quer correr atrás da concorrência e acaba esquecendo do
11:43usuário final.
11:45E o nosso objetivo nunca foi esse.
11:46Então, a França até comentou, Denis, eu sei que o mercado brasileiro é extremamente competitivo.
11:51A gente sabe que tem várias empresas lançando vários produtos, mas o nosso objetivo é consolidar os produtos que nós
11:57temos
11:57e ter a felicidade do cliente como principal ativo da empresa.
12:03Muito bom.
12:04Tem várias pesquisas que falam que o funcionário, o candidato hoje busca benefícios além de um bom salário.
12:11Hoje, quais são os benefícios que tem mais interessados funcionários na sua área?
12:15E dos clientes também?
12:17A gente vê a parte de saúde mental muito forte.
12:20Então, isso a pandemia trouxe.
12:22Já tinha antes, mas a pandemia acho que esclareceu a todos que não era besteira, que não era mimimi, como
12:30alguns gostam de dizer.
12:31Então, a pandemia trouxe isso muito forte, essa parte de saúde mental.
12:36Saúde também, quando a gente fala de academia.
12:39Então, nós temos parceiros que oferecem redes de academia, massagem.
12:43Toda essa parte de benefícios, saúde mental, saúde física.
12:46E o que você comentou é real, porque quando a gente vai buscar um emprego ou quando a gente recebe
12:52uma oferta de emprego,
12:53a gente pergunta qual é o salário e quais são os benefícios.
12:58E eu já recebi algumas pessoas que, aliás, às vezes perguntavam, não na Swile, porque a Swile, lógico, nosso benefício
13:03é Swile.
13:04Qual que é a bandeira de benefícios?
13:07Por quê?
13:07Porque você consegue avaliar também o aceite dessa bandeira de benefícios.
13:11Não adianta ter um cartão de benefícios que não é aceito em diversos locais.
13:16Então, isso é fundamental.
13:18Então, muitas pessoas, muitos profissionais, às vezes, evitam sair de uma empresa,
13:23porque o benefício acaba segurando ele.
13:26É um investimento que você...
13:27Você acaba compensando ali, né?
13:28O benefício...
13:29Aqui eu tenho esse curso que é a empresa banca.
13:33Eu tenho aqui essa academia que é a empresa banca.
13:35Eu tenho aqui essa parte de transporte.
13:37Benefício flexível.
13:39Então, acaba sendo um peso também a parte de benefícios para atração e retenção de talentos.
13:45E qual é o benefício que você, como líder, mais usa da Swile?
13:48O benefício que eu mais uso é o benefício flexível.
13:52É poder brincar com a carteira, para onde eu posso consumir, aonde eu quero consumir.
13:59E o principal, eu não tenho que chegar em nenhum lugar e ficar perguntando se aceita ou não.
14:04Então, esse é o principal benefício que a Swile traz.
14:07Se aceita a Mastercard, aceita a Swile.
14:11Então, eu consigo almoçar onde eu quiser, em qualquer lugar do país.
14:15Adoro viajar.
14:17Então, em qualquer lugar do país eu vou e aceita o meu cartão.
14:20Então, isso eu fico muito feliz e não tenho que passar aquela vergonha de...
14:24Ah, se aceita...
14:25Ah, aceita ou não aceita.
14:26Por que eu não aceito?
14:27Então, eu fico tranquilo e uso o meu cartão em qualquer lugar.
14:29Muito bom.
14:30Mas tem uma questão que uma parte desse valor tem que ser direcionado para a alimentação,
14:35não é, Denis?
14:35Como é que funciona isso?
14:36É, então.
14:37Nós conseguimos travar qual que é o valor da alimentação.
14:40Tem um valor que ele tem que ser destinado à alimentação.
14:43Então, nós conseguimos travar esse valor para a alimentação.
14:46E o outro valor, aí pode ser um valor flexível.
14:49Então, isso também permite que as empresas estejam dentro da lei com aquele valor fixo,
14:53que é um valor travado exclusivamente para a alimentação.
14:56Isso a tecnologia trouxe.
14:58Então, eu sou da época do vale, que você destacava, pagava e às vezes o estabelecimento
15:05devolvia assinado lá que você tinha um vale.
15:08Isso não era possível.
15:09Agora, está dentro da minha wallet do celular.
15:12No caso, eu não carrego o meu cartão, eu só vou lá e passo o meu cartão e a minha
15:16wallet
15:16e ela já consegue identificar.
15:19Eu, através da aplicação, vejo qual que é o meu saldo de alimentação, qual que é o meu saldo
15:23flexível, qual que é o meu saldo combustível.
15:25Eu consigo ver tudo isso dentro da aplicação.
15:28Muito bom.
15:29Você comentou a questão da lei e a gente tem o PAT, que é o Programa de Alimentação
15:34do Trabalhador.
15:35O que mudou nos últimos anos para cá e quais foram os impactos para a Suairo?
15:40Os impactos, nós já nascemos em cima das regras atuais do PAT.
15:47Então, essa parte de flexível, cobrindo todo o território, sem ter arranjos fechados.
15:55O que a gente chama de arranjo fechado?
15:56A empresa ir lá e ter um tipo de tarifa diferente para o estabelecimento.
16:01Então, isso nós já nascemos sem.
16:03Nós já nascemos cobrando taxas menores.
16:06Então, a maior parte do mercado está tendo que se adaptar.
16:10Nós não.
16:11Nós já nascemos adaptados, o que é muito bom para o mercado.
16:16Tem aquela frase famosa, não tem almoço grátis.
16:18Então, algumas empresas cobravam valores exorbitantes dos estabelecimentos.
16:26E aí, o que o estabelecimento fazia?
16:28Repassava para o usuário final.
16:30Com essa nova regulamentação, os valores se equivalem e as empresas têm que se adequar.
16:36E o estabelecimento ganha.
16:38E o usuário final, o cliente final, o funcionário, o empregado, ele também ganha porque os estabelecimentos
16:43conseguem, além de receber todas as bandeiras, eles conseguem ter uma prática de preço muito melhor.
16:50Tem algo que poderia melhorar nesse mercado para até ajudar a Suaio a avançar ainda mais no Brasil?
16:56Agora, as leis que o governo está fazendo vai melhorar muito o mercado, vai nivelar
17:01e o foco vai ser sempre no empregado, que antes não estava.
17:04Antes, o foco estava mais nas empresas que comandavam o mercado.
17:10Agora, o foco está no trabalhador.
17:14Então, isso muda total o cenário para todos os trabalhadores.
17:19E é esse mercado que a gente buscou conseguir alavancar.
17:23E ainda bem que a gente está alavancando, quando eu falo ainda bem, para os trabalhadores em geral.
17:27Muito bom.
17:28E esse mercado, vocês já chegaram a um milhão de usuários no Brasil.
17:32Isso.
17:33Qual é a meta para esse ano, tanto em usuários e faturamento?
17:36O que a gente pode esperar do Suaio?
17:37A gente está quase batendo um milhão e meio.
17:39Esse ano, hein?
17:40Esse ano.
17:41Então, eu acredito que até, falta pouco, no final do ano, a gente consiga bater um milhão e meio.
17:47A meta de faturamento, nós estamos com um bilhão de euros no Brasil.
17:53A operação do Brasil representa 25% da operação da Suaio no mundo.
17:57Então, é relevante.
17:58Por isso que a França tem os olhos voltados para o Brasil.
18:02Eu comentei para você que o Brasil e a França são os dois pilares que vão sustentar a Suaio pelo
18:07mundo.
18:08Então, o nosso objetivo é continuar crescendo.
18:11Continuar crescendo em São Paulo e também nas nossas regionais.
18:15E sempre escutando o cliente.
18:17Muito bom.
18:18Em relação a esse atendimento, vocês têm usado o IA para melhorar cada vez mais esse atendimento?
18:22O que vocês estão fazendo?
18:24A IA é muito forte na parte do atendimento.
18:26Nós conseguimos reduzir 63% dos chamados utilizando o IA.
18:31Então, é dar mais tempo para o nosso pessoal trabalhar no que realmente faz sentido.
18:36Então, a IA vai abrindo tempo e a gente utilizando esse tempo para melhorar o atendimento.
18:41E um fato interessante é que quando a gente começou, que tinha lá 60 mil trabalhadores utilizando a plataforma,
18:49hoje tem quase um milhão e meio, os chamados foram diminuindo.
18:53Então, os chamados foram diminuindo.
18:54Geralmente, quando você não tem isso no controle, você vai crescendo, vai explodindo a quantidade de chamados e vira uma
18:59loucura.
19:00Não, os chamados foram diminuindo até estabilizar.
19:04Então, utilizar a IA para antecipar chamados, antecipar erros,
19:09quando você começa a ver algumas ações diferentes dentro da ferramenta.
19:15Também tem a parte de frowns, que a IA também ajuda a gente a identificar frowns.
19:21Isso é muito importante.
19:23O pessoal é muito criativo em relação a fraudes.
19:27Tem o pessoal de segurança que fala, não falo o tipo de fraude para não dar ideia.
19:31Então, isso também é importante.
19:33Então, a IA veio para ajudar demais, principalmente na parte de atendimento ao cliente,
19:37que é o que nós nos preocupamos, é sempre ter o cliente feliz.
19:40Muito bom. E na parte humana, vocês oferecem treinamentos, promoções?
19:45Como é que funciona hoje esse olhar para os funcionários?
19:48É interessante porque a gente acabou de ter o que a gente chama de festa do bombom.
19:51Tem algumas empresas, na grande maioria, você acaba tendo uma promoção,
19:57recebe um e-mail, vai lá na intranet, alguma coisa.
20:01Aqui nós preparamos uma festa do bombom.
20:04Até para brincar, antigamente recebia uma promoção, ganhava um bombom.
20:08Que tem uma passarela, que a gente vai lá, o líder anuncia, a pessoa passa, ela fala a história dela.
20:16Todo mundo celebra essa promoção, é comunicado a promoção.
20:20Então, a gente tem atenção muito grande e me deixou muito feliz de ver quanto a sua impactou na vida
20:27das pessoas.
20:28Porque você não sabe o que a pessoa está passando.
20:30Você está olhando aqui, está todo mundo feliz, todo mundo trabalhando.
20:33Você acha que está todo mundo bem e, às vezes, não.
20:36Às vezes, a pessoa está com algum desafio em casa, um desafio pessoal, que não tem como não trazer para
20:40a empresa.
20:41Então, a área de people é muito forte na Suaio.
20:44A área de people é muito forte na Suaio Brasil e na Suaio França também.
20:49Eu sou muito agitado, venho de multinacionais.
20:53Quando eu entrei, essa era uma preocupação de a gente conseguir fazer os movimentos que o Suaio tem que fazer,
20:59mas preocupado com as pessoas.
21:01Preocupado sem ter supção com uma pessoa.
21:04Tem que fazer a mudança, mas as pessoas têm que entender e têm que capacitar as pessoas.
21:08Então, a gente tem um treinamento que se chama o upskilling com os líderes.
21:13A gente traz temas que, depois de avaliação do que os líderes estão precisando,
21:19a gente traz esses temas para fazer esse upskilling.
21:21Então, é muito importante as pessoas, porque nós vendemos, os nossos clientes são pessoas.
21:27O que nós queremos fazer é melhorar a vida das pessoas.
21:30Então, a gente também tem que servir como exemplo para os nossos clientes.
21:33Uma dúvida que eu fiquei em relação à matriz e aqui o Brasil.
21:37O Brasil tem 25% da fatia do faturamento, certo?
21:42Sim, isso.
21:43É um mercado hiper, mega importante.
21:46Existe expectativa de investimentos vindo para cá, nesse ano, nos próximos anos?
21:51Sim, nós temos a previsão de investir 600 milhões daqui até 2030.
21:58Então, é um investimento que a matriz está fazendo muito forte na operação do Brasil.
22:02Eu tenho uma disputa aqui com o CEO da França,
22:06que eu quero, em um curto espaço de tempo, passar a matriz.
22:10Então, é uma disputa interna que nós temos, Brasil e França.
22:13Em quanto tempo?
22:14Eu vou abrir ainda o número, depois eu abro o número, mas eu estou fazendo alguns cálculos aqui.
22:20Na próxima reunião de bordo, eu já vou apresentar em quanto tempo.
22:23Porque o Brasil, o mercado de benefícios é muito grande, então a gente tem potencial para passar a França.
22:28Então, não é um sonho irreal.
22:30A gente tem potencial para passar a França.
22:34Então, eu vou dizer, vou falar que até 2030, o meu objetivo é a gente estar com uma base maior
22:38do que a França.
22:39Eu já estou me comprometendo aqui no ar.
22:41Muito bom.
22:42E existe um foco a PME, grandes empresas?
22:45Nós temos profissionais atuando em todas as frentes.
22:49Lógico que o atendimento é diferenciado.
22:51O atendimento em small é diferenciado, o atendimento de empresas médias e diferenciado o atendimento de enterprise.
22:58Então, a divisão dessas linhas e atuação diferente, de profissionais diferentes,
23:05permitem que a gente consiga ter três tipos de atendimentos diferentes,
23:10que são atendimentos focados em cada um dos negócios, dos segmentos e das regiões também.
23:16Muito bom.
23:16Falando em aquisição, a iFood comprou caju recentemente.
23:20Isso impacta muito as faixas?
23:22Não, eu venho do mercado.
23:24E esse mercado, até como eu comentei, a gente comprou, havia benefícios para crescer.
23:29O mercado, ele se move assim.
23:32Ele se move através de aquisições.
23:34Mercado e tecnologia, várias empresas crescem através de aquisições.
23:39Eu comentei, eu trabalhei na MicroSiga lá atrás, que virou TOTS, através de aquisições também.
23:45Então, o mercado se movimenta, não é novidade, a gente não fica assustado.
23:50É um movimento de mercado, aquisição e pode ser que logo mais venha uma aquisição da Suaio
23:56e outras empresas também podem crescer através de aquisições.
24:00Então, a gente vê isso como um mercado que não nos assusta e está no nosso plano
24:07tanto adquirir quanto saber que os concorrentes vão adquirir outras empresas.
24:11Muito bom.
24:11Falando ainda em novidade, o fim da escala 6x1 acabou acontecendo agora no fim desse ano.
24:17Isso vai impactar muito para vocês, para os clientes ou não?
24:21Os clientes vão ter que reavaliar, principalmente setores como varejo, por exemplo.
24:28Eles vão ter que fazer essa reavaliação, readequação.
24:32A Suaio está pronta para atender esses clientes nessas reavaliações que eles vão ter que fazer,
24:38sentar com eles.
24:39até algumas jornadas internas que nós fazemos sobre esclarecimentos da jornada.
24:44Então, também tem essa parte de passar conteúdo para os nossos clientes.
24:48Mas o mercado vai ter que se adaptar.
24:51Muito já foi feito lá atrás de mudanças que a gente achava que eram inconcebíveis.
24:57O mercado acabou se adaptando.
24:59Então, a escala 6x1 vai ser mais uma mudança que o mercado vai se adaptar ao longo do tempo.
25:03Muito bom.
25:04Mas falando ainda de desafios, qual é o maior desafio hoje para a Suaio crescer no Brasil?
25:11Olha, acho que o desafio está muito no desafio interno.
25:15A gente alinhar alguns processos e crescer.
25:22Eu não vejo um desafio em relação ao mercado, porque o mercado, quando tem novos entrantes, é bom.
25:29Por quê?
25:29Porque demonstra que é um mercado fértil e um mercado que está aberto ao crescimento.
25:37Então, acho que a gente tem que se preparar sempre mais para conseguir crescer.
25:43E quando você quer crescer internamente, os processos têm que estar bem formatados para não virar bagunça.
25:49Então, processo alinhado a pessoas, alinhado a tecnologia.
25:53Então, é sempre isso que a gente vai buscar para conseguir crescer de maneira orgânica.
25:58Então, o desafio, que não é só de hoje, é um desafio constante.
26:02É processos, são processos, pessoas e a tecnologia para suportar tudo isso.
26:07Muito bom.
26:08Nesse meio aí, no caso de pessoas, estamos falando de um mercado de trabalho que tem quatro gerações hoje.
26:14Como é que vocês estão inovando os benefícios para atender essas gerações?
26:18Tem que escutar o cliente.
26:19Como eu comentei, eu estou com 51 anos e eu estou naquela fase de eu conseguir migrar para a minha
26:30carteira digital,
26:31mas se eu tivesse pouca imagem de idade, talvez eu estivesse só no físico.
26:34É entender.
26:35Então, tem que entender o colaborador dos clientes.
26:40Até porque a gente fala dessa parte de geração, mas também nós estamos falando de colaboradores
26:44que às vezes estão no chão de fábrica, outros que estão no escritório.
26:49Tem demandas diferentes na mesma empresa, tanto de geração quanto de parte social, parte econômica.
26:55Então, por isso que a gente usa muita tecnologia, muito pessoal de campo também,
27:00para entender o colaborador e conseguir entregar.
27:03Porque não é tecnologia pela tecnologia.
27:06A IA, muitas empresas buscam e falam, eu quero IA.
27:08Mas por que não?
27:08Porque eu quero IA.
27:09Mas o que a IA vai resolver?
27:11Às vezes a IA não vai resolver um problema que você tem, que é um problema de processo.
27:16Então, essas gerações, é importante você entender a geração.
27:20O meu filho, que tem 23 anos, entrou no mercado de trabalho há pouco tempo.
27:24Até então, ele nunca tinha trabalhado no escritório.
27:27Por quê?
27:27Ele começou a trabalhar na pandemia.
27:29Aí você tem que entender uma geração dessa que vai ter que ir para o escritório.
27:33Então, tinha a geração que estava acostumada a ir para o escritório todo dia com geração
27:36que nunca tinha ido para o escritório.
27:37Então, por isso que a gente tem um canal de comunicação muito forte com o trabalhador
27:44para entender o que cada uma dessas empresas necessita
27:47para ofertar exatamente o que eles necessitam.
27:50Não chegar com nada empacotado.
27:52Por isso, essa questão de benefícios flexíveis só tende a crescer, né?
27:56Porque vocês adaptam, personalizam de acordo com cada funcionário, de cada setor também, né?
28:02Mesmo aqui na empresa, nós trabalhamos três dias no escritório e dois dias home office.
28:06Então, também tem que adaptar isso.
28:08Não adianta a gente pensar num trabalho 100% home office
28:11ou num trabalho 100% dentro do escritório.
28:15Alguns dos nossos clientes, pegaram a partir de varejo, é 100% na ponta, na loja.
28:21Então, também tem que pensar nisso.
28:23O nosso cartão é um cartão que não vem com o nome da pessoa
28:27porque facilita a ativação em lugares remotos.
28:31Então, a gente manda e consegue ativar muito mais fácil.
28:35O RH consegue ter ali aqueles cartões guardados na entrada de novos funcionários.
28:42Então, assim, é toda uma dinâmica de processo e tecnologia
28:45que foi pensada para ajudar nessa jornada do colaborador e na jornada do RH.
28:53Muito bom.
28:54A gente vai entrar logo mais no nosso último bloco, que é sobre liderança.
28:57Mas, para fechar essa parte que a gente falou muito aqui de negócios,
29:01qual a sua expectativa, Denis, para o Brasil do próximo ano?
29:04O Brasil tende a crescer.
29:07Eu sou otimista.
29:10Muitas mudanças sempre ocorreram no Brasil
29:13e o Brasil sempre foi, o brasileiro sempre foi ultrapassando essas mudanças.
29:19Então, eu nem entro muito no cenário político.
29:22Por quê?
29:22O cenário político já foi e voltou várias vezes.
29:25Se a gente olhar para trás, aconteceu muita coisa já com o Brasil.
29:28E o Brasil sempre esteve pungente, sempre esteve crescendo.
29:32E nós vemos várias empresas investindo no mercado.
29:34Então, para o próximo ano, eu acredito no crescimento da economia
29:38e no crescimento também do mercado, ofertando mais para o trabalhador.
29:44Isso é muito importante.
29:45Em relação ao Swire, o quanto que deve crescer nesse ano e no próximo ano?
29:49Nós estamos crescendo mais de dois dígitos ano contra ano,
29:53o que é muito importante.
29:54No próximo ano, nossa previsão é crescer de 30% a 40%.
29:59De market share?
30:00De market share.
30:01Então, por isso é que eu estou acelerando aquela corrida contra a França.
30:07Então, nós estamos dobrando de tamanho há muitos anos.
30:11Eu acho que no começo é mais fácil você dobrar, você ter uma base menor.
30:14Mas agora, com essa base maior, está com um crescimento também muito forte.
30:19E as mudanças que a gente está fazendo nesse ano é para crescer de 30% a 40% no
30:22ano que vem.
30:23Muito bom.
30:23São quantos funcionários hoje aqui no Brasil?
30:25Aqui no Brasil, nós estamos com 250 funcionários.
30:28Mais de mil funcionários, considerando o Brasil e a França.
30:32Vamos falar agora de liderança?
30:34Vamos lá.
30:35Quero conhecer aqui, primeiro, como é a sua rotina aqui como CEO?
30:40Você já falou que é flexível, modelo híbrido, mas como é que funciona?
30:44O que você gosta de fazer aqui no escritório que você não faz de home office?
30:49Conta para a gente como é a sua rotina, quantas vezes você vem aqui?
30:51Eu sou afortunado, principalmente morando em São Paulo.
30:54Eu moro muito perto do escritório.
30:57Então, eu moro a menos de um quilômetro do escritório.
31:00Então, isso facilita a minha rotina dentro do escritório.
31:04O escritório é lindo.
31:05Eu adoro esse escritório.
31:07Eu acho muito bonito.
31:07Não é porque eu estou aqui, eu já conheci vários escritórios.
31:10É um escritório que é muito aconchegante.
31:13Eu venho todos os dias para o escritório.
31:15Então, todo dia eu acordo muito cedo.
31:17Eu vou para a academia.
31:18Consegui ajustar a minha rotina de academia.
31:20Para a academia de manhã.
31:23Treino.
31:24Faço minha sauna, gosto muito de sauna.
31:26Joga futebol?
31:27Não.
31:27Depois que eu perei o joelho pela segunda vez, eu abandonei.
31:31Eu pendurei a chuteira e não jogo mais futebol.
31:33Então, o meu esporte agora é musculação.
31:36Preciso, né?
31:37Estou tentando.
31:38Musculação, precisa de musculação.
31:40E estou tentando pensar algum outro esporte que não vai forçar muito meus ligamentos.
31:45E o que vocês têm aqui nesse escritório que atrai os funcionários para vir para o presencial, né?
31:51Porque esse também foi um grande desafio do mercado de trabalho, né?
31:53Tirar o pessoal do home office e trazer para o presencial.
31:56É um grande desafio.
31:58É necessário.
31:59A conexão humana faz parte do dia a dia, faz parte.
32:04Muitos casos de saúde mental se deram na pandemia também por conta de solidão, né?
32:09A pandemia de solidão aumentou demais.
32:13Então, a conexão humana para a saúde mental é fundamental, né?
32:17Então, o que a gente traz também para o funcionário?
32:19Café da manhã, unha.
32:22O pessoal faz a unha aqui no escritório, massagem.
32:26Logo que eu entendi, eu estou aqui chegando o pessoal, colocando ali para aquelas estações de massagem.
32:30O que é que acontece?
32:31Então, tem massagem.
32:32Então, tem várias regalias, além do contato entre as pessoas.
32:36Então, o pessoal sempre com alto astral.
32:38Na França, não tem posição definida.
32:42Aqui a gente tem, mas a França se chegou sempre em qualquer lugar.
32:45Aqui nós temos as posições definidas, mas é um ambiente muito descontraído.
32:49Pessoal novo, né?
32:50Então, tem aquela energia, né?
32:53Eu sou um dos mais velhos do time.
32:56Então, a gente procura ofertar esse ambiente descontraído para as pessoas virem e elas optarem
33:04quando elas podem vir.
33:05Quarta-feira é o dia fixo.
33:07Antigamente era segunda e quarta.
33:09Então, quarta é o dia fixo.
33:11E os outros, cada time com a liderança, consegue determinar que dia que eles vão vir.
33:17Denis, aproveitando que você estava falando de time, que camisetas são essas aqui expostas no escritório?
33:22Essa camiseta, né?
33:23Essa camisa oficial do Montpellier, que é o time que hoje está na segunda divisão,
33:28mas já foi campeão francês em 2013, se eu não me engano.
33:31Que nós somos o principal patrocinador.
33:34Então, o principal patrocinador do Montpellier, que é a cidade onde a Swaio nasceu.
33:39Nós somos o principal patrocinador.
33:41Então, você chega na cidade, você vai ver tudo lá.
33:43A Montpellier, a Swaio como patrocinador principal.
33:46E, bom, torcer aí para o ano que vem, talvez a Swaio do Brasil estar no futebol,
33:53na camisa de algum clube ou com hospitalidade, fazer alguma coisa no futebol.
33:57Porque o nosso fundador, o Luíque, ele é fanático por futebol.
34:03Ele gosta muito.
34:05Muito por isso, aí nós patrocinamos o Montpellier.
34:08E ele já veio aqui no Brasil, já acompanhou alguns jogos.
34:10Então, a gente está negociando para ver se a gente coloca a Swaio em algum clube.
34:14No país do futebol, né? A Copa do Mundo Feminina, ano que vem também, né?
34:17A Copa do Mundo Feminina, ano que vem.
34:19Então, nós pretendemos levar alguns clientes para os jogos da Copa do Mundo.
34:25E, talvez, um time feminino, por que não?
34:27Muito bom, muito bom.
34:29E, falando agora de diversidade, você tem uma causa muito forte.
34:33Tanto aqui dentro da Swaio, quanto fora, né?
34:35Conta um pouco mais para a gente.
34:36Sim, eu sou um dos poucos, infelizmente, CEOs negros do Brasil, né?
34:41Meu pai é negro, minha mãe é branca, né?
34:45Então, eu venho dessa parte de diversidade desde dentro de casa, né?
34:49E é engraçado que, às vezes, a gente minimiza a importância da empresa em falar desses temas.
34:58Até a última empresa que eu trabalhei, eu não era muito ativo em relação a ser vocal,
35:05em relação aos temas.
35:06Quando eu entrei na empresa, isso em 2018, 2017, me apresentaram os programas de diversidade.
35:13E foi aí que deu um estalo que eu olhei e falei, bom, no meu cargo, na época eu era
35:17diretor.
35:18Se eu não estiver falando, se eu não estiver atuando, quem vai estar?
35:23E aí, a empresa me trouxe esse tema de diversidade racial, entre outros temas.
35:29E eu comecei a estar muito mais ativo nessas pautas.
35:34Então, participei como cofundador do Pactuar, que é uma organização sem fins lucrativos,
35:42que busca, através de mentorias, elevar o conhecimento e elevar toda essa parte de networking,
35:51de profissionais negros em média gestão, para que eles possam chegar na alta gestão.
35:57E eu também fundei o Best in Black, que é um grupo de networking, muito baseado em lifestyle,
36:05para profissionais negros.
36:07Também para melhorar esses vínculos e essas relações fora do escritório.
36:12A gente sabe que muito se dá de negócios, de promoções fora do escritório, fora do dia a dia.
36:20E alguns profissionais não têm esse acesso.
36:23Então, o que nós buscamos é promover esse acesso para esses profissionais.
36:28Então, eu atuo muito em cima dessa causa.
36:31Tive os privilégios, porque meu pai, mesmo vindo da favela, ele alavancou a vida através do futebol.
36:38Então, eu sempre estudei em colégio particular, sempre morei em bairro nobre, na cidade de São Paulo.
36:44Eu viajei, fiz curso de idiomas, enfim.
36:47Eu sei que eu tive esses benefícios proporcionados pelo esporte.
36:52Só que a gente não pode ver no Brasil em que 56% da população se autodeclara negra,
36:59além dos que não se autodeclaram, mas são negros.
37:03Às vezes, eles não perceberam isso.
37:06A gente fala que é o chá revelação.
37:08Algumas vezes, você faz com 40, com 50 anos.
37:10E a gente não pode ter essa quantidade de pessoas no mercado e na liderança sermos poucos.
37:19Dá para contar duas mãos.
37:23Então, por isso, é que eu estou muito forte e coloco o meu tempo, invisto no meu tempo,
37:29às vezes até em sábado e domingo, em mentorias, para a gente conseguir dar acesso à população mesmo.
37:35Sensacional.
37:36E dentro da Suá, você tem alguma meta para trazer mais diversidade racial, de gênero?
37:42Nós já começamos com os bate-papos internos em relação a isso, reativando alguns grupos de diversidade.
37:51Eu, como sponsor executivo, estou abrindo esse tema muito forte aqui dentro da empresa.
37:57E acho que o principal que a empresa traz é você se liderar pelo exemplo.
38:06Então, quando os funcionários, quando os clientes veem que a empresa tem um CEO negro,
38:13você começa a passar para o mercado, dá para chegar na posição.
38:17Porque é difícil você chegar onde você não vê.
38:21Por que poucas pessoas no Brasil querem ser jogador de futebol americano?
38:26Você não vê brasileiros jogando no futebol americano.
38:30Tem alguns que jogam, o Caio, esqueci o nome dele, que é o Kiker.
38:35Tem alguns que jogam, mas você não vê.
38:36Então, é difícil você sonhar com o que você não vê.
38:39O que você vê são jogadores de futebol.
38:41Por isso, a criançada, a maioria quer ser jogador de futebol.
38:44Agora, e as referências negras?
38:46Então, eu tenho essa responsabilidade como uma referência negra para um jovem
38:51que está começando a carreira, olhar e falar, olha, dá para chegar.
38:55Eu não preciso vencer só com referências em esporte ou entretenimento.
39:01Então, dá para chegar.
39:03Então, isso, temos várias pessoas no Pactual.
39:06O Kwame, que é meu sócio no Best in Black.
39:08A Iris, que é presidente do Pactual.
39:11O Maurício da Bayro, que inclusive é um cliente da Suaio.
39:14Então, assim, somos referências negras no mercado.
39:18Então, você poder ser uma referência, acho que é a melhor maneira de você inspirar as pessoas.
39:24Não é só falar que dá para chegar.
39:26Quando olha, não tem ninguém.
39:27No começo ali da sua trajetória profissional, você teve alguma referência negra?
39:33Não.
39:35De executivo negro, não que me lembre.
39:39Tinha, lógico, referências de outros segmentos, às vezes de esporte, que você faz aquele depara de resiliência, garra, energia.
39:50Agora, referência de olhar no executivo, não.
39:54A grande referência que eu tive foi o meu tio.
39:58Meu tio por parte de mãe, que é um executivo branco.
40:02Então, a grande referência, por isso é que eu fiz propaganda e marketing,
40:07terei essa carreira executiva, foi por referência do meu tio, que é da família, mas é um executivo branco.
40:14Referência de executivo negro, não.
40:16Tinha referência do meu pai, mas na parte de esporte, competição, resiliência, trabalho em grupo,
40:23mas na parte de executivo mirando, não.
40:26Nenhum executivo negro como referência.
40:28Forte isso, né?
40:29É.
40:29Interessante.
40:30E falando ainda sobre a sua formação, publicidade e propaganda,
40:35isso te ajudou, de alguma forma, a ser o CEO que você é hoje?
40:39Ajuda, né?
40:40Publicidade e propaganda é escutar o mercado, escutar o cliente.
40:44Isso é fundamental.
40:46Principalmente na cadeira de CEO, que você tem que escutar o cliente interno e o cliente externo.
40:52Você tem que escutar a empresa também.
40:54E nessa migração, para uma nova empresa, tem que escutar ainda mais.
40:58Não basta chegar e entender e começar a executar e deixar as pessoas de lado.
41:03Você tem que entender o ritmo da empresa.
41:06Qual que é o ritmo que é a empresa?
41:08Para você conseguir executar a transformação, um pouquinho mais acelerado do ritmo em alguns momentos,
41:15mas entendendo o ritmo de cada pessoa.
41:17Então, propaganda e publicidade, esse olhar que eu sempre trouxe do mercado, do cliente,
41:23isso me ajudou demais para conseguir fazer todas as transições que eu fiz na minha carreira de tecnologia.
41:31Principalmente em tecnologia, que muito do erro de tecnologia são os profissionais que se apaixonam pela tecnologia,
41:40implementam a tecnologia pela tecnologia, sem pensar no usuário final.
41:46Em alguns momentos, você fala, você não precisa de tecnologia, você precisa melhorar um processo.
41:51Você não precisa de tecnologia ainda, você precisa contratar as pessoas corretas e treinar.
41:55Então, a gente vê que agora, com inteligência artificial, muitas empresas querem inteligência artificial
41:59por conta da inteligência artificial por si só, sem pensar no processo, sem pensar nos dados,
42:05sem pensar em tudo que vai sustentar essa tecnologia.
42:09Muito bom. Falando agora ainda sobre esse olhar humano, quando você vai contratar um líder,
42:16o que você olha? O que essa pessoa tem que ter para ser aprovada?
42:20Primeiro, a gente tem que pensar que não tem um modelo único de profissional.
42:27Então, até tem uma apresentação que eu faço sobre isso.
42:29Você tem que analisar o contexto, você tem que analisar o time que ele vai receber ou que ele vai
42:37montar
42:37e aí encaixar o profissional.
42:41Eu gosto de ter no meu time profissionais totalmente diferentes uns dos outros,
42:47porque nem sempre para aquele cliente, aquele profissional é o profissional correto.
42:51Nem sempre para aquela ocasião, aquele profissional é o profissional correto.
42:55Então, essa parte de diversidade de profissionais, que a gente fala diversidade não é só de cor, de raça,
43:02a gente fala social também.
43:04Eu comentei aqui sobre o cartão.
43:06Se você contratar só CEOs para desenvolver um produto, vai sair um produto, às vezes, fora da realidade do brasileiro.
43:13Eu sempre conto uma história que eu estava, quando era criança, eu estava vendo domingo no parque com a minha
43:19mãe
43:20e aí um menino ganhou uma bicicleta.
43:22O Silvio Santos perguntou, você já tem bicicleta?
43:25O menino falou, não, eu não tenho.
43:27Aí eu virei e falei, ele está mentindo.
43:29A mãe olhou para mim e falou, por que ele está mentindo?
43:31Eu falei, mas que criança não tem uma bicicleta?
43:33Minha mãe desligou a televisão e foi me explicar como é que o mundo funciona.
43:36Então, isso parece grave, e eu era pequeno,
43:40mas quando a gente começa a passar para os dias de hoje,
43:42muitos profissionais velhos não têm a noção do que é a realidade.
43:46Então, por isso, eu avalio muito o contexto, eu avalio o perfil do profissional,
43:52eu avalio o time, eu avalio o mercado.
43:55Já teve casos de eu trocar de profissionais do mesmo time para atender um cliente
43:59porque aquele perfil não estava adequado para aquele cliente.
44:02Então, a diversidade é muito importante por causa disso.
44:05Muitos projetos já naufragaram por terem profissionais únicos.
44:10E eu falando de futebol, eu fiz uma apresentação nesse último sábado em Tocantins,
44:15e eu perguntei, será que se a Argentina tivesse 11,
44:19Lionel Messi ia ser campeã?
44:22Lionel Messi no gol, Lionel Messi na lateral, Lionel Messi na zaga?
44:27Provavelmente não.
44:29Então, eu gosto de avaliar o contexto, eu gosto de avaliar o profissional,
44:32eu gosto de avaliar o time e os clientes que ele vai atender.
44:35Denis, já estamos chegando no final da nossa entrevista.
44:38Por isso, vai aqui mais duas perguntinhas, tá?
44:42Teve um erro que você cometeu como líder que te trouxe alguma lição
44:48para essa cadeira de seu que você está hoje?
44:50Teve.
44:51Teve um erro.
44:54Quando você faz a migração de posições,
44:57você tem que entender o poder que você tem em cada posição.
45:01E eu coloquei uma energia que eu colocava na época que eu era vendedor,
45:07só que eu tinha uma cadeira muito maior.
45:10Então, você tem que entender o impacto que você tem na posição
45:14e a energia que você tem que aplicar.
45:17Então, você vai fazer uma brincadeira com o seu filho,
45:19você não vai colocar a força que você vai fazer uma brincadeira com o adulto.
45:22Então, acho que eu fui com uma energia excessiva.
45:25Na época, a gestora, que era a presidente da América Latina, me ligou.
45:30E ela só fez uma pergunta para mim.
45:32Ela falou, quantas pessoas têm a sua posição na empresa no mundo?
45:38Aí eu falei, eu entendi.
45:39Eu entendi o recado.
45:41Então, eu tenho que dosar um pouco mais.
45:43E é importante, quando você faz as transições,
45:45você entender a cadeira que você está
45:49e a energia que você pode colocar nessa cadeira.
45:53Talvez um vendedor possa ser certamente mais agressivo do que um gestor,
45:58que vai ser menos agressivo.
46:00Não que você não vai ser agressivo, não vai ter uma característica,
46:04mas você tem que ponderar mais essa característica.
46:06Então, eu acho que eu fui com uma energia,
46:09só que eu não realizei, não ponderei o cargo que eu tinha.
46:14Então, o tamanho do meu cargo, o impacto,
46:17o estrago que eu ia fazer era muito grande.
46:20Então, esse gestor me chamou, me colocou no meu lugar,
46:24que era um lugar muito maior do que eu estava me colocando.
46:27Então, isso impactou bastante.
46:28Tem algum conselho que você recebeu de um líder,
46:31de um familiar que te guia como CEO hoje?
46:34Sempre está aprendendo.
46:36Acho que isso é muito importante.
46:38Eu comecei na Swile, numa cadeira nova,
46:42e foi engraçado que no dia que eu comecei como CEO,
46:45eu tive uma experiência totalmente humilde de,
46:49de manhã, chegar no escritório e fazer minha primeira aula de francês.
46:53Então, eu estava aprendendo a falar,
46:55meu nome é Denis em francês,
46:57cores em francês, dias da semana,
46:59e depois eu ia desligar a aula e me apresentar como CEO.
47:04Então, eu comecei a aula de francês,
47:05todo mundo fala, não precisa, você já fala inglês, já fala espanhol, não precisa.
47:08Eu falei, falar um quarto idioma não vai ter o menor problema para a minha carreira.
47:13Então, é sempre estar querendo aprender.
47:15Eu poderia estar tranquilo com os idiomas que eu falo,
47:18a França a gente fala em inglês com a França,
47:20mas eu quero mais.
47:23Então, eu quero aprender.
47:23Então, você aprender sempre é fundamental.
47:28Investir no seu aprendizado, não esperar que a empresa faça isso.
47:32Então, eu nunca fui refém da empresa.
47:34Se a empresa investe ou não em mim, se investe, melhor.
47:38Se não investe, eu invisto em mim.
47:41Então, isso é fundamental, eu sempre aprendi isso,
47:43desde casa e depois de CEOs que eu acompanho,
47:48de gerentes, enfim.
47:49Isso é primordial.
47:51Não terceirize para a empresa a evolução da sua carreira.
47:55Você é o dono da sua carreira.
47:57Então, três meses atrás, comecei minha aula de francês,
48:01espero e fiz um desafio também,
48:02que no ano que vem eu vou abrir e vou fazer toda uma apresentação
48:05em francês para o pessoal da França.
48:07Nem que seja falar, meu nome é Denis,
48:09eu gosto de chocolate, começar a falar o básico do básico.
48:11Mas eu gosto sempre de me desafiar e sempre estar aprendendo.
48:14Inclusive, quem te deu esse conselho foi seu pai também.
48:18Minha mãe, minha mãe sempre.
48:20E o interessante da minha mãe é, eu escrevi três livros.
48:23Esse é um ponto interessante.
48:24Os três livros, só depois eu percebi isso.
48:28Os três livros eu dediquei para minha mãe.
48:30Por que ela?
48:31O de futebol, por quê?
48:33Porque não é seu pai.
48:34É do futebol.
48:35Porque minha mãe é a torcedora fanática em casa.
48:38Ah, sabe.
48:38Minha mãe é a torcedora fanática.
48:39Eu escrevi um livro sobre o Corinthians.
48:41Eu escrevi um livro sobre ser pai.
48:43E minha mãe, meu pai até por ser jogador de futebol, viajar demais.
48:48Minha mãe que teve toda a criação.
48:50Depois ajudou na criação do meu filho.
48:52E o último livro que eu escrevi foi sobre networking.
48:55A minha mãe, se ela parar aqui, ela já está conversando com você.
48:58Vocês já vão tomar café.
48:59Ela já vai sair com você no final de semana.
49:00Já vai conhecer o pessoal que está gravando.
49:02Minha mãe é a rainha do networking.
49:04Então, eu puxei muito da minha mãe.
49:08Minha mãe sempre me passava isso.
49:09de estar aprendendo, curiosidade, temas novos, não parar.
49:15Sempre estar conhecendo coisas novas.
49:17Qual o nome da sua mãe?
49:17Sônia.
49:18Sônia.
49:19Sônia, parabéns aí.
49:20Olha onde o seu filho chegou.
49:22E uma última pergunta.
49:24Prometo que é a última pergunta.
49:27O seu pai esperava que você se tornasse um executivo.
49:30Ele não teve a oportunidade de ver você se tornar CEO.
49:32Sim.
49:33Se existisse essa possibilidade de você falar hoje com ele, qual seria?
49:38O que você falaria para o seu pai?
49:51Eu acho que eu falaria o que eu já falei.
49:56Agradecer o investimento em educação.
50:00Então, os meus pais investiram sempre em educação.
50:05E sempre me passaram isso.
50:08E é o que eu tenho que passar para o meu filho hoje.
50:12Então, independente de CEO ou não,
50:17você investir em educação e você ser uma boa pessoa,
50:22isso transcende, acho que, o ser humano.
50:27Então, eu cheguei no cargo de CEO, estou CEO.
50:31Pode ser que amanhã eu não esteja CEO, pode ser que opte por outra carreira.
50:35Mas ser uma pessoa curiosa, investir em educação
50:39e tentar ser uma boa pessoa,
50:41isso é que eu trago dos meus pais.
50:44Sensacional, Denis.
50:46Linda a sua história, muito bonita a sua trajetória.
50:48Quero aproveitar para desejar muito sucesso para você,
50:51para todo o time da Suaio.
50:53Estou sendo muito bem liderado.
50:55Parabéns por ser um dos poucos CEOs negros no Brasil.
50:59Que a sua imagem, que o seu papel inspire novos jovens,
51:05novos profissionais negros a chegar onde você chegou.
51:08Muito sucesso para você e para todo o time da Suaio.
51:10Muito obrigado.
51:11São três meses de Suaio.
51:12Já é a terceira vez que eu choro aqui.
51:14Chorei na festa do Bombô, chorei na festa de Dia dos Pais.
51:17Então está uma rotina aqui.
51:18Vamos ver qual vai ser o próximo momento,
51:20que eu vou chorar, mas obrigado pela entrevista.
51:22Que seja de muita emoção e também de bons resultados.
51:26Obrigado.
51:26Tudo de bom.
51:27E para você que nos acompanhou até aqui,
51:29muito obrigada pela sua audiência
51:31e espero você no próximo De Frente com o CEO.
51:33Até lá.
51:35De Frente com o CEO.
51:36Tchau.
51:36Tchau.
51:37Tchau.
51:37Tchau.
51:38Tchau.
51:38Tchau.
51:38Tchau.
51:39Tchau.
51:39Legenda Adriana Zanotto