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  • há 3 minutos
O que será que muda depois dos 100 anos? Em Minas Gerais, oito pessoas que ultrapassaram essa marca têm suas histórias contadas na exposição fotográfica “Centenários”, em cartaz no Centro Cultural Sesiminas.

Entre os personagens está José de Jesus, o Dudu, de 102 anos. Cruzeirense há mais de oito décadas, ele mantém a disposição e até posou no telhado de casa para uma das fotografias do projeto. No vídeo, o próprio Dudu conta sua história.

Luisinho, de 118 anos, também foi retratado para a mostra. Ele é apontado como a pessoa mais velha do Brasil. A exposição reúne 32 fotografias feitas por Leo Drummond entre 2023 e 2026, em parceria com a escritora Carolina Grohmann.

“CENTENÁRIOS”
Visitação diária, das 8h às 19h, no Centro Cultural Sesiminas (Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Entrada franca. Até 3 de janeiro.
Transcrição
00:00Cruzeirense há mais de 80 anos, orgulhoso dos filhos e conhecido como o centenário menino.
00:04Dudu, que tem 102 anos, é um dos personagens da exposição fotográfica Centenário, em cartaz no SESI Minas.
00:10Pra ser sincero, tem hora que eu nem lembro que tô... Já passei de 100 anos, não?
00:16Dudu e outros sete moradores de Minas com mais de 100 anos foram fotografados para o projeto de Léo Drummond
00:21e Carolina Grom,
00:22que fala sobre o envelhecimento no Brasil.
00:24A gente quer jogar um olhar pra esse envelhecer, mostrar essas diferentes formas de envelhecer,
00:28o que é envelhecer com mais estrutura financeira, com menos.
00:32Mas acho que principalmente sensibilizar as pessoas através das vidas desses centenários.
00:37Porque essas histórias são lindas, são importantes e são necessárias.
00:40Entre os fotografados está a pessoa mais velha do país, Luizinho, de 118 anos.
00:45Ele vive há mais de 50 anos em uma casa de acolhimento no sul de Minas.
00:49Mesmo nessa idade, é fumante e não deixa nenhuma bituca escapar.
00:53O Luizinho, ele é muito bem fisicamente, mas mentalmente ele não vocaliza.
00:57Então só consegue castrear o passado dele até 71, que é quando ele entrou nessa instituição.
01:02Ele é o mais velho do asilo e ele é disparado o mais ativo do asilo.
01:06Não toma remédio, come sozinho, toma banho sozinho.
01:08Maria do Rosário, de 101 anos, é atleticana ferrenha.
01:11É a típica história mulher pobre batalhadora do Brasil, sabe?
01:15Que sustentou os filhos vendendo salgado.
01:17Tem uma família linda hoje, incrível.
01:19Tem uma qualidade de vida digna.
01:20E graças a ela, que batalhou tanto.
01:22O cruzeirense Dudu diz que a idade não é impedimento para nada.
01:26Na sua principal foto da exposição, ele posa de cima do telhado.
01:29É o seguinte, que às vezes eu gosto de dar uma olhada como está.
01:33Vem de repente uma chuva, né?
01:35E eu sou muito... eu gosto de observar tudo.
01:39Então, é quase normal isso.
01:42Dudu mora com a filha, que cuida dele e o leva para viagens, inclusive internacionais.
01:47O cuidado da família lembra o que o fotógrafo Léo Drummond considera o mais importante do projeto.
01:51Porque a gente sabe que nem todas as pessoas chegam nessa idade com muito carinho, muito amor próximo.
01:57As famílias, às vezes, vão abandonando por uma questão financeira, por uma questão afetiva.
02:01Como que essas pessoas realmente são importantes e têm que ser valorizadas.
02:05E precisam, às vezes, mais até do que uma questão de uma ajuda financeira,
02:10elas precisam, muitas vezes, é um afeto, é um carinho, é uma presença.
02:13Para a exposição Centenários, também foram fotografados Newton, de 104 anos,
02:17e as irmãs Gersi e Maria de Lourdes, que aos 102 e 100 anos moram a vida inteira juntas.
02:23Dois centenários morreram em 2025.
02:25O austríaco Paulo Fernand, sobrevivente de um campo de concentração, chegou aos 105 anos.
02:30E Lia viveu até os 103 anos.

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