☕ Você viajaria para torrar o próprio café ou fazer um piquenique com vista para as montanhas de Minas?
Neste episódio do Podcast Uai Turismo, Isabella Ricci recebe Nathália Heringer, coordenadora estadual de Turismo do Sebrae Minas, para uma conversa sobre as experiências que conectam o café em Minas às paisagens, à cultura e às famílias produtoras.
A pauta é inspirada pela Semana Internacional do Café (SIC), que acontece em Belo Horizonte de 11 a 13 de novembro de 2026, uma oportunidade de conhecer produtores, experimentar diferentes cafés e começar a planejar uma viagem pelas regiões cafeeiras.
Nesta conversa, você vai descobrir as experiências no Caparaó, na Canastra, no Sul de Minas e no Cerrado Mineiro, como participar de atividades de torrefação e conhecer a origem do seu café, como combinar café, queijo, natureza e histórias em uma mesma viagem, o que considerar sobre agendamento e melhor época para visitar e como o turismo contribui para os pequenos negócios das regiões produtoras.
E você: qual dessas experiências gostaria de viver? Conte nos comentários!
🏨 Esta temporada tem o oferecimento do Ouro Minas Hotel Belo Horizonte, celebrando 30 anos de hospitalidade mineira.
🎙️ Apresentação: Isabella Ricci
Leia diariamente sobre turismo em: https://turismo.uai.com.br
Acompanhe o Uai Turismo no Instagram: @portaluaiturismo
#CaféEmMinas #TurismoEmMinas #SemanaInternacionalDoCafé #TurismoRural #UaiTurismo
Neste episódio do Podcast Uai Turismo, Isabella Ricci recebe Nathália Heringer, coordenadora estadual de Turismo do Sebrae Minas, para uma conversa sobre as experiências que conectam o café em Minas às paisagens, à cultura e às famílias produtoras.
A pauta é inspirada pela Semana Internacional do Café (SIC), que acontece em Belo Horizonte de 11 a 13 de novembro de 2026, uma oportunidade de conhecer produtores, experimentar diferentes cafés e começar a planejar uma viagem pelas regiões cafeeiras.
Nesta conversa, você vai descobrir as experiências no Caparaó, na Canastra, no Sul de Minas e no Cerrado Mineiro, como participar de atividades de torrefação e conhecer a origem do seu café, como combinar café, queijo, natureza e histórias em uma mesma viagem, o que considerar sobre agendamento e melhor época para visitar e como o turismo contribui para os pequenos negócios das regiões produtoras.
E você: qual dessas experiências gostaria de viver? Conte nos comentários!
🏨 Esta temporada tem o oferecimento do Ouro Minas Hotel Belo Horizonte, celebrando 30 anos de hospitalidade mineira.
🎙️ Apresentação: Isabella Ricci
Leia diariamente sobre turismo em: https://turismo.uai.com.br
Acompanhe o Uai Turismo no Instagram: @portaluaiturismo
#CaféEmMinas #TurismoEmMinas #SemanaInternacionalDoCafé #TurismoRural #UaiTurismo
Categoria
🏖
ViagensTranscrição
00:00A gente tem uma das experiências do Taparó Mineiro, é uma experiência de você torrar o próprio café.
00:05Tem um piquenique com café, com uma visão combirante maravilhoso.
00:11Então, assim, quem é, vá para reafirmar sua mineridade, quem não é, vá para conhecer um pouquinho.
00:17E fica um pouquinho mineiro, né?
00:18Você já imaginou escolher um destino de viagem só para tomar um cafezinho?
00:23O relatório da Buc.com deste ano de 2026 indica que 90% dos brasileiros consideram a gastronomia local como
00:34um importante fator para a motivação das viagens.
00:37E em Minas Gerais não podia ser diferente.
00:40Na próxima semana a gente vai estar vivendo a Semana Internacional do Café e é esse o tema de hoje
00:46do podcast Why Turismo.
01:09Essa temporada do podcast Why Turismo tem o oferecimento do Ouro Minas Hotel Belo Horizonte, que celebra em 2026 30
01:18anos.
01:18São três décadas fazendo parte da Hospitalidade Mineira.
01:53São três décadas fazendo parte da Hospitalidade Mineira.
02:00Nossa convidada de hoje trabalha especialmente para transformar as riquezas de Minas em experiências turísticas para quem quer conhecer o
02:09Estado.
02:10Natália Heringer é coordenadora estadual de turismo do SEBRAE Minas e participou da estruturação das Rotas de Minas Gerais em
02:18parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo.
02:20Prazer em te receber aqui, Natália. Bem-vinda.
02:23Obrigada, Isabela. É uma honra estar aqui com você hoje.
02:26Maravilha. Ai, delícia. Vamos falar de turismo, né? Que a gente mais gosta de fazer.
02:31Me fala uma coisa. O café, ele está no nosso DNA do Mineiro, né?
02:36Tudo para a gente é um pretexto para tomar um café, né?
02:40Quando que essa cultura nossa se transforma em um destino, em um motivo para as pessoas visitarem?
02:48Eu acho que um grande marco nessa valorização do café foram as IGs e as DOs, né?
02:53A partir do momento que a gente passou a entender que o café de qualidade tinha essa indicação geográfica,
03:02essa denominação de origem e de fatores naturais, ambientais e próprios culturais que influenciam nesse sabor do café,
03:13a gente começa a entender e valorizar um pouco mais dessa bebida que historicamente já faz parte da nossa cultura,
03:23das nossas famílias.
03:25Então, acho que um marco muito grande foi a gente entender isso.
03:28E aí, eu acho que paralelo a isso vem muito a lógica dessa curiosidade, né?
03:34De entender todo esse processo do café do pé até todo o beneficiamento até chegar na xícara.
03:43E essas diferenças, né? Por que que o café tem um gosto mais frutado, o outro vai mais para o
03:49chocolate?
03:50Todas essas sensações que o café traz.
03:53E isso, quando a gente passa a entender a questão da curiosidade, da vontade, é um prato cheio para o
04:00turismo, né?
04:00Com certeza, com certeza.
04:02Eu falo assim, eu falo não, todo mundo fala, o paladar não retrocede, né?
04:06Então, assim, a gente quando começa a experimentar realmente o café especial,
04:11por mais que você não seja um super técnico, né?
04:14Igual a gente estava falando antes aqui dos diversos métodos e possibilidades técnicas que o café oferece,
04:20você aprende a ver que um café super torrado já não agrada mais ao nosso paladar, né?
04:26Exato. E aí a gente, enquanto turista, enquanto consumidora, a gente passa a fidelizar também, né?
04:34Os produtores a entender por que que um café especial, ele tem um valor mais alto no mercado, né?
04:42E por que que a gente passa a comprar aquele produtor específico, aquela história da família.
04:48E o turismo veio para agregar nesse sentido.
04:50Então, a gente começou a demonstrar para esse mercado que as pessoas e aí, né?
04:59Os consumidores queriam vivenciar essa experiência.
05:02Então, quando você está aqui na sua casa, em grandes centros,
05:05e é tão distante a gente ter esse contato, o turismo aproxima.
05:10Ele faz com que essas experiências se tornem possíveis, né?
05:15Exatamente para você entender como que funciona a colheita, como que funciona essa seleção, né?
05:23Qual que é o café, vamos dizer assim, de commodity, o café especial.
05:29O que que é cada um, né?
05:30Exato. E o modo de preparo.
05:32A partir do momento que você conhece, né?
05:35Tem essa curiosidade, você vai buscando esses caminhos.
05:38E falando de Minas Gerais, não tem como.
05:41Não tem como, né?
05:42O estado maior produtor do país hoje de café e de cafés especiais.
05:49O grande vencedor de prêmios nacionais e internacionais.
05:54Então, a gente tinha que realmente valorizar essa produção e essa cultura
05:59de pessoas que produzem, que dão a vida ali para a gente ter um cafezinho bem gostoso em casa.
06:04Um cafezinho bem gostoso e super premiado, né?
06:07A gente tem cafés super premiados.
06:09E a Semana Internacional do Café, ela vem justamente para celebrar isso, né?
06:13Eu vi que é uma celebração de 300 anos do café no Brasil.
06:17Eu não sei se você sabe, o café, ele é a segunda bebida mais bebida no mundo.
06:24Ele só perde para a água.
06:25E assim, você falando das experiências, Natália, eu tenho amigos fora que, assim,
06:30são alucinados com o café, né?
06:32Porque o café realmente é uma bebida muito consumida e que nunca viram um pé de café.
06:36Então, eu acho que o trabalho que vocês vêm desenvolvendo é justamente esse, né?
06:41Agora, eu queria saber de um grande desafio que eu imagino que vocês tenham.
06:46Vocês trabalham turismo em um ambiente de produção.
06:51Então, muitas vezes, quando você chega para um produtor, você está falando uma novidade.
06:56Ele não se vê como um equipamento turístico, né?
06:59Como que o Sebrae trabalha nisso?
07:01Então, a gente vai muito nessa lógica, primeiro, dele valorizar essa produção.
07:05Muitas das vezes, eles ficam um pouco receosos, né?
07:07Em mineiro, a gente entra em montanhas.
07:10A gente tem um quê ali de ressabiado.
07:16Então, assim, primeiro, a gente mostra que, realmente, o que ele faz é algo diferencial
07:22e que tem valor para o mercado turístico.
07:25E isso, eu falo que não é só para o café.
07:27Eu falo que para todas as atividades que a gente está ali acostumado no dia a dia,
07:34quem faz isso no dia a dia não entende o valor disso.
07:37Então, seja no artesanato, seja da produção de queijo, produção de café, uma quitanda,
07:41as pessoas não entendem que esse modo de fazer e esse modo de viver
07:45é algo que precisa ser preservado e que é valorizado no turismo.
07:51Então, a gente vai muito nessa lógica de, primeiro, sensibilizar,
07:53de mostrar esse potencial que eles têm.
07:56E aí, a gente vai trazendo essa lógica, né?
07:59Primeiro, da importância de se contar essa história, de se perpetuar,
08:04do turismo também como um processo de fidelização.
08:07Então, a partir do momento que eu recebo o turista na minha propriedade
08:11e conto todo esse processo, como que funciona o cuidado que eu tenho do café,
08:16eu estou criando ali novos clientes.
08:18Se ele não consumir o meu café, ele vai passar a consumir
08:22porque a gente teve uma relação.
08:23Ele sabe da dedicação do produtor para com aquela produção.
08:28E a gente vai muito nessa lógica de entender o perfil daquele produtor
08:34e o que ele tem para contar, né?
08:36O que ele tem ali para agregar.
08:38Eu falo muito que, durante muito tempo, a gente teve um boom de experiências,
08:44mas experiências, assim, do pé à xícara.
08:47E aí, você ia para um destino, especificamente,
08:51e se você visitasse uma fazenda, você sabia todo o processo de beneficiamento do café
08:56ali naquele processo.
08:59E aí, acabava que o turismo era só para pequenas ou poucas ali propriedades.
09:06E aí, a gente entendeu, enquanto Sebrae, que dentro de produtos que falam,
09:11que tenha o café, assim como o queijo e tudo mais,
09:16a gente consegue integrar e trazer uma narrativa,
09:21o storytelling de integração ali no território.
09:25Então, se eu tenho uma propriedade que tem como diferencial ali
09:30o processo de seleção de grãos e que eu tenho um key grader ali dentro da...
09:36Eu vou trabalhar com isso, especificamente.
09:38Ah, não, eu tenho uma propriedade que o diferencial, como você falou ali,
09:43é a própria plantação, com os pés e diferentes mudas.
09:47Então, a gente tem ali diferentes tipos de café.
09:50Então, eu vou explorar um pouco mais sobre isso.
09:52Então, a gente começou a mostrar para eles os potenciais de produtos turísticos
09:59que eles tinham nas mãos.
10:01E aí, é bom a gente trazer essa lógica.
10:05Produto turístico.
10:06Eu tenho que transformar isso em um produto turístico vendável no mercado.
10:12O turista precisa ter acesso a isso.
10:14E aí, a gente faz todo esse trabalho de mostrar para o produtor de café
10:18o que é mercado turístico, como que ele trabalha, quem ele é dentro daquela cadeia
10:23tão complexa que a gente sabe, né?
10:25Cheio de intermediadores, cheio de papéis ali muito bem definidos.
10:30A gente começa a mostrar para o produtor que ele pode ser um anfitrião de uma experiência
10:35trabalhando de uma forma participativa, junto com o receptivo local, né?
10:42Entendendo ali que a produção de café, ela pode agregar ali potencialidades dentro do turismo
10:50e o turismo contribuir também com a produção do café.
10:53Fantástico.
10:54Então, quando a gente escuta, né?
10:56Um turista que está nos escutando, que quer conhecer uma rota de café,
11:01ele vai visitar diversas fazendas, mas com experiências completamente diferentes umas das outras, é isso?
11:07Sim, e talvez, assim, ele não vai focar só no café, né?
11:11A gente tem, sim, para os coffee lovers, experiências de café e tudo mais,
11:15mas a gente tem territórios muito explorados, né?
11:18Então, eu vou dar um exemplo aqui do Caparaó.
11:19Tá.
11:20Então, no Caparaó Mineiro, né?
11:22A gente tem o Pico da Bandeira, né?
11:26Um mega atrativo de ecoturismo, turismo de aventura e tudo mais,
11:30que quem está indo ou para o café ou para visitar o Pico da Bandeira
11:35pode agregar a experiência com exatamente um produto de uma visita,
11:42uma cafeteria, né?
11:44De uma experiência de torrefação.
11:46Então, a gente tem uma das experiências no Caparaó Mineiro,
11:49é uma experiência de você torrar o próprio café.
11:51Olha só.
11:52Então, você que faz lá, você tem uma aula, vamos dizer ali,
11:56com um dos grandes torrefadores do Brasil, referência,
11:59você tem essa aula, você entende como que funciona o processo,
12:03você entende como que mexe na máquina de torrefação,
12:07você faz isso, você vai testando qual é o ponto que você quer
12:10e depois você vai embora com o seu café, torrado por você.
12:15Então, a gente entende que a gente tem muito a explorar com a produção de café
12:22nesses pequenos momentos, né?
12:24Então, assim, para o turista, o turista que quer entender,
12:27ah, não, eu não quero fazer a torrefação,
12:31mas eu quero colher o meu café.
12:33É possível?
12:34Sim, é possível.
12:35Ah, não, eu quero, eu sou mais uma lógica contemplativa.
12:39Pode também.
12:40Tem um piquenique com café, com uma visão combirante maravilhoso,
12:45olhando para a Serra do Caparaó.
12:48Então, assim, a gente tem essas possibilidades e principalmente adequadas ao perfil de cada um desses turistas.
12:57Então, essa é a lógica, é entender o potencial desses territórios,
13:02entender o que o mercado consome e fazer essa conexão.
13:06Não esquecendo, principalmente, que o turismo, ele vem para agregar, né?
13:12Então, eu falo sempre com os produtores que começam a trabalhar com a gente,
13:16eu falo assim, olha, é ótimo trabalhar com turista,
13:20mas você tem que entender que 40 minutos, 1 hora, 2 horas que você está atendendo um turista,
13:27você está deixando de pensar no seu negócio.
13:30Então, isso precisa ser cobrado.
13:33O turista, ele tem que realmente, o turismo, ele é um negócio.
13:37É um novo negócio, né?
13:39É um novo negócio.
13:40Então, assim, a partir do momento que tem ali, que um anfitrião,
13:44seja um produtor, uma produtora,
13:47que está ali atendendo um grupo específico de turista,
13:50ele está deixando de cuidar do seu negócio de café,
13:52ele está cuidando do seu negócio de turismo.
13:54E ambos têm que ser trabalhados de formas complementares ali, neste processo.
14:00Então, é importante também falar isso para o turista, né?
14:03Essa valorização, ela vai muito do turista também entender a importância dessa atividade,
14:10o turismo como atividade econômica, neste processo também.
14:13Então, assim, é horário agendado, não adianta chegar e bater campainha.
14:17Vim fazer, né?
14:18Vim fazer.
14:18Não é, né?
14:19Tem todo um processo ali de preparação para receber o turista dentro de uma propriedade.
14:24O Ouro Minas Hotel Belo Horizonte está completando 30 anos.
14:28No nosso hotel é isso.
14:29São 30 anos de muito planejamento,
14:32de uma tentativa consistente de uma entrega bem feita,
14:38de uma qualidade bacana, desde o café da manhã até a excelente noite de sono,
14:43que é um colchão bem confortável, com lençol bem branco,
14:47com quarto escuro e silencioso.
14:49É isso que a gente tenta fazer por 30 anos.
14:52E como é que vem funcionando, assim, para quem, para quem quer consumir?
14:57Porque a gente está falando, assim, de diversas regiões em Minas Gerais, né?
15:00Assim, que eu lembro de cabeça que se me corrija se eu estiver errado.
15:03A gente tem sul de Minas, a gente tem Cerrado, a gente tem Caparaó.
15:06Eu vi que até a região da Canastra está trabalhando o café.
15:10Então, assim, eu imagino que para comercializar, isso tudo, e o Sebrae, então, comercializa,
15:16mas vocês precisam de estimular, como é que isso está acontecendo?
15:20Tem um território que está mais maduro que o outro?
15:22Porque quando a gente escuta a rota, eu fico, a pessoa, às vezes, ela pode pensar
15:27que a rota está comprando um pacote, não é isso?
15:30Não.
15:30Então, vamos colocar as coisas nas caixinhas, então, para as pessoas entender.
15:33A gente veio com essa lógica de rota exatamente para facilitar essa organização
15:38desses produtos turísticos, né?
15:40A partir do momento que nós temos experiências, de certa forma, ranqueadas em rotas, né?
15:49A gente facilita esse processo de organização, planejamento, né?
15:54De atuação no território e de valorização desse território.
15:59Mas a gente não monta um roteiro, que é a diferença, né?
16:02Então, a gente tem em todos os projetos os receptivos.
16:06As agências receptivas que fazem todo esse trabalho, então, né?
16:11Na Canastra, no Caparaó, no Sul de Minas, no próprio Cerrado, a gente tem essa procura, né?
16:18E o receptivo é fundamental para essa ação.
16:22Ah, Natália, mas e o consumidor final?
16:25O que que é?
16:25O consumidor final também pode acessar, mas seguindo essas regras que eu falei, né?
16:31De agendamento, de horário, né?
16:36Eu brinco muito que, por exemplo, visitar uma queijaria no período da manhã é extremamente complexo, né?
16:43Porque tem toda a produção de tirar o leite, fazer todo esse processo para começar.
16:48Então, assim, a gente tem que entender que a propriedade, ela é viva, né?
16:53E o turista está entrando ali...
16:55Para assistir aqui, né?
16:57Então, existe uma série, inclusive, de procedimentos de segurança ali, né?
17:02Para tirar o leite, enfim.
17:04Então, a gente tem que entender tudo isso.
17:06Então, nós temos, estamos atuando fortemente com essa ação de promoção e acesso a mercado,
17:13que a gente mostra, né?
17:15Para os receptivos, quais são esses produtos, como que eles comercializam esses produtos.
17:20Então, a gente está qualificando muito forte esses receptivos desses destinos.
17:24E para a ação, né?
17:25Que a gente fala B2C, direto com o consumidor final, a gente fez muito um trabalho na internet, né?
17:31Então, de posicionamento digital, de acesso a esses mercados,
17:35de mostrar para o produtor que ele tem que estar no Instagram,
17:38que ele tem que estar no Trip, que ele tem que estar no Google Meu Negócio,
17:41que ele precisa realmente se posicionar de uma forma competitiva, né?
17:46Mas a escala, a gente só vai conseguir, aí se a gente sabe muito bem disso,
17:50a escala do turismo.
17:52Em Minas Gerais, a gente só consegue mesmo quando esses receptivos estiverem trabalhando
17:57de uma forma bem consistente esses produtos, né?
18:01Até porque a gente está falando de visitação, né?
18:03A gente não está falando só de ir lá e ver uma igreja e tirar uma foto.
18:07Você precisa realmente entrar no lugar e isso precisa estar organizado, né?
18:10Exato.
18:11E como é que está funcionando, assim?
18:13Já existem, você já tem alguma medida?
18:15Já as pessoas estão indo, quem está indo mais?
18:17O mineiro está descobrindo Minas Gerais?
18:19É o brasileiro?
18:21É o estrangeiro?
18:22Então, depende muito da região, né?
18:25Assim, que a gente tem isso.
18:27Mas a gente percebe, por exemplo,
18:29do sul de Minas, uma procura muito grande
18:32de São Paulo, Rio, para esses territórios.
18:36E aí, a gente já está tendo um fluxo muito grande.
18:40No Cerrado, a gente tem um perfil diferenciado.
18:43Então, no Cerrado, a maioria do público que visita essas experiências
18:49são turistas, compradores internacionais,
18:52que vão para o Cerrado e aí vivenciam as experiências que foram estruturadas.
18:57Então, antes, normalmente, deles fecharem o negócio,
19:00eles vão para a fazenda, vivenciam a experiência.
19:02Então, ali é um perfil de um turista internacional
19:05que vem a negócio e vivencia as experiências ali do café.
19:10Na região do Caparaó e da Canastra,
19:13a gente tem o vínculo com outras atividades econômicas
19:17de um turista que está indo por causa do Pico da Bandeira
19:21ou por causa do Parque Nacional da Canastra
19:23e a gente faz essa integração.
19:24Então, eu falo que a gente tem N possibilidades,
19:28mas o fluxo realmente está aumentando.
19:31E o que é mais legal, a gente vê um aumento de faturamento
19:33desses empreendimentos.
19:35É que legal.
19:35Então, no último ano, nesses projetos,
19:38a gente teve um aumento de 20% de faturamento
19:40desses pequenos negócios.
19:41Que, por exemplo, pequeno negócio é algo muito bom.
19:43Muita coisa, gente.
19:44Para qualquer um, 20%.
19:46É 20%, né?
19:47Exatamente.
19:48Bom, Natália, você falou de várias regiões.
19:52Eu sei que são 853 municípios,
19:55mas para as pessoas localizarem um pouquinho,
19:57vamos falar os nomes de algumas cidades?
19:59Para a gente ter, por exemplo, Sul de Minas.
20:00O que a gente tem ali?
20:01Algumas cidades para as pessoas se localizarem?
20:03O Ouro Minas Hotel Belo Horizonte está completando 30 anos.
20:07E o que muda num hotel e na própria cidade?
20:1030 anos não são 3 anos.
20:12Mudam muitas coisas.
20:14Mas em 30 anos, o que mais mudou é a forma de compra dos hóspedes,
20:19do consumidor em todas as áreas.
20:20Não só na nossa área, que é de serviços,
20:23mas na própria indústria.
20:24A gente só vai clicando e comprando.
20:26Então, a gente tem outras formas de oferecer,
20:29como já estamos oferecendo.
20:30Pensando em Belo Horizonte, Belo Horizonte não mudou muito.
20:34Só ganhamos alguns voos ali no BH Airport.
20:38Ganhamos uma reconstrução da gastronomia mineira nesses 30 anos.
20:42Então, aqui no hotel, ele é a cidade propriamente dita.
20:46E é justamente essa história que a gente vai celebrar
20:49nessa temporada do podcast Why Turismo.
20:52São Lourenço, Baipendi, Carmo de Minas, Três Pontas.
20:57Então, a gente tem ali a própria Varginha,
21:00que é um hub de café gigantesco.
21:03Sim, o Porto Seco e tudo.
21:05Então, ali a gente tem essas cidades.
21:08Na região do Caparaó, a gente fala de Alto Caparaó,
21:11Caparaó, Espera Feliz, Alto Jequitibá.
21:14Canastra, a gente fala ali de São Roque,
21:16mas falamos também de Pinhui, Vargem Bonita.
21:20Então, ali a gente tem essa mistura do queijo e café.
21:25Que é a melhor, né?
21:27E do Cerrado, o foco mesmo é patrocínio.
21:31A gente já tem outras cidades,
21:32mas o grande foco ali é patrocínio,
21:34com o maior número de fazendas recebendo esses turistas.
21:39E como é que esses produtores já deram retorno?
21:42Olha, está legal, a gente está gostando de receber a grande maioria.
21:46Ou como é que eles dão esse retorno para vocês?
21:49A gente vê aquela vontade, aquele estímulo,
21:54e os olhos brilhando, parece que não é assim.
21:56Eles estão começando um novo negócio, né?
21:58Então, num primeiro momento, eles ficam receosos, todos nós.
22:03Mas agora a gente já percebe que eles estão muito mais seguros,
22:07que esse cuidado que a gente tem ao estruturar a experiência,
22:11de fazer a experiência com que ele se sinta seguro,
22:14porque é ele que vai conduzir.
22:16Então, a gente percebe que uma evolução é uma maturidade muito grande.
22:20E de propriedades que recebem turistas, assim,
22:26quatro dias, cinco dias durante a semana,
22:28o que é um fluxo muito bom.
22:30Então, assim, a gente percebe que realmente essa organização
22:34e esse trabalho integrado com a cadeia gera esses resultados.
22:39Essas ações que a gente vem fazendo de promoção,
22:43de acesso a mercado, participação em feiras e eventos,
22:45que eles participam, de todos eles.
22:49Então, aqui a gente teve a BAV, só nesse último mês,
22:52a gente teve a BAV, BTM, e vamos ter festures.
22:56E vamos ter as rotas participando.
22:59Então, a gente faz muito esse acesso ao mercado de uma forma organizada.
23:04Então, a gente percebe que realmente eles entenderam
23:06que o turismo agrega valor enquanto negócio e que, além de agregar valor enquanto negócio,
23:13ele alimenta também o consumidor do café dele.
23:18Quando você fala desse incremento de 20% da receita desse pessoal,
23:23é só com relação à visitação ou eles também...
23:26Só com turismo.
23:26É mesmo? Porque, assim, eles com certeza vendem mais também, né?
23:29Com turismo e a venda para o turista.
23:32Então, assim, é com o turismo, com a visitação e com a venda dentro da propriedade para o turista.
23:38Então, o turista vai estar lá, ele vai comprar um café, ele vai comprar um queijo,
23:42ele vai comprar uma prensa francesa, porque ele viu que o método de prensa francesa...
23:47Exato! Então, esses 20% é por causa do turismo, não na produção de café.
23:54Então, esse é especificamente, ele é mensurado especificamente no que diz respeito à produção
23:59e produtos que foram vendidos para o turista.
24:02E, com certeza, aumenta também na venda do produto, só que eu acho que fica quase que impossível, né?
24:08A gente é.
24:09De medir, porque se a pessoa foi, levou o café, provou, aí, dali a dois, três meses,
24:13e ela foi no supermercado, ela já reconhece aquela marca que ela não conhecia antes,
24:17ela fica meio que fiel, né?
24:20A gente só não consegue mensurar isso, mas que realmente isso impacta, é a nossa expectativa mesmo.
24:26Mas a valoração mesmo, assim, enquanto marca o café, ele realmente, ele toma outra proporção em Minas Gerais, né?
24:34E, assim, você começa a ver, né? Você sabe que aquele café, a história daquela família,
24:39então, assim, de história de famílias que passaram por altos e baixos do café,
24:45que tiveram tudo para desistir e que continuaram ali nesse processo,
24:49e hoje vem essa valorização, né?
24:53Então, assim, é uma vida inteira, a gente está falando ali de alguns casos,
24:58quando a gente fala do sul de Minas, de uma produção histórica, né? De Minas Gerais.
25:02E que, realmente, hoje, eles conseguem, né, ter essa valorização muito maior, assim, do trabalho deles.
25:13E tem uma época do ano que é a melhor?
25:17Ou, diante dessa quantidade de experiências, já não existe isso, assim?
25:21Depende, você só vai escolher, assim, ah, você não vai ver florada em tal época,
25:24mas você vai ter outro tipo de experiência, mais ou menos assim?
25:26Exato, né? O que a gente trabalha exatamente para não ter essa sazonalidade, né?
25:32Porque a gente sabe que essa sazonalidade, exatamente, para os empresários é algo extremamente complexo.
25:38Então, assim, vai depender muito do destino, né?
25:41Então, quando eu falo ali da região do Caparaó,
25:45a alta temporada no Caparaó, historicamente, é nos meses de inverno,
25:49porque a subida no pico fica mais bonita, né?
25:52A visão lá de cima fica mais bonita, então, nesses meses de inverno, ela é mais bonita.
25:58Na canastra, né, a mesma coisa, porque a gente tem o inverno, tem uma estiagem, né?
26:04E aí as pessoas têm acesso às cachoeiras.
26:07Então, assim, depende muito, eu falo que a sazonalidade não é da produção, da experiência.
26:14A sazonalidade é do destino.
26:17Então, a gente trabalha com essa sazonalidade do destino.
26:19E aí a gente começa exatamente a ter essas estratégias, né?
26:23Então, assim, a florada, agosto, setembro, alguns lugares, outubro,
26:31ali é uma possibilidade da gente trabalhar com essa sazonalidade de destino.
26:36Então, a gente entende ali como que funciona isso.
26:40Natália, a gente está falando, então, dessa bebida super consumida de Minas Gerais,
26:46vai ser o carro-chefe do Brasil com relação à produção de café.
26:49E a gente vai ter, então, na semana que vem, a Semana Internacional do Café.
26:53Então, eu acho que você criou um ambiente, né, para mostrar para as pessoas o quanto essa semana é importante,
27:01né?
27:01Em linhas gerais, assim, como vai ser a participação do SEBRAE na semana que vem?
27:06Então, a gente tem a participação, né, claro, do SEBRAE, do agronegócio e tudo mais.
27:12Eu vou focar um pouquinho na parte de turismo, né?
27:14Mas a gente vai ter estandes do Caparaó, estandes da região da Canastra, né?
27:21Ouvir produtores?
27:23Ouvir produtores, né?
27:24Eu vou estar lá falando um pouquinho também se, quando você é produtor,
27:28o que você precisa fazer para adequar ali, para receber turistas.
27:32Então, eu vou falar um pouquinho disso, acho que no dia 12.
27:35A gente coloca na matéria.
27:37Vou confirmar esse espaço.
27:39Mas, assim, a nossa ideia na SIC sempre é valorizar esse pequeno negócio,
27:46esse pequeno produtor, né, que é tão importante para a nossa economia.
27:50Então, assim, enquanto SEBRAE, estaremos lá presentes,
27:54seja no agronegócio, seja na parte de turismo,
27:57mas fazendo esse trabalho integrado ali para demonstrar, né, para o produtor
28:03a importância de estar aberto a novidades e oportunidades de mercado.
28:09Então, para quem está em Belo Horizonte ou no entorno de Belo Horizonte,
28:13eu acho que a SIC, né, que é a abreviatura da semana,
28:18é um local para começar a planejar uma viagem pelo mundo do café.
28:22Ah, com certeza, né, então, assim, se você é coffee lover ou se tem esse interesse, né,
28:29de realmente desbravar um pouquinho do que é o turismo cafeiro, vamos dizer assim, né,
28:36a gente vai estar lá com alguns destinos, né, com alguns receptivos presentes.
28:42Então, assim, vai lá, visite os estandes, passeie um pouco, deguste os nossos cafés especiais, né,
28:48que eu acho que é uma oportunidade única que a gente ter café de diversos produtores,
28:55de diversas regiões num lugar, facilita, né.
28:59É muito, aprende a perceber a diferença de um para o outro, né.
29:02Mas não perca a oportunidade de escolher a próxima viagem para viver essas experiências.
29:09Até porque o importante é estar lá no destino, né.
29:11Exato.
29:12Mas a semana é um excelente pretexto para começar.
29:17E eu confesso que, assim, viver isso, né, assim, ter esse contato,
29:24eu falo que minha família, eu acho que muita gente, né, de Minas Gerais,
29:29a gente sempre tem um contato ali com uma produção rural, né.
29:32Não tem como, né.
29:33Então, minha família, especificamente, ela produzia café na região do Espírito Santo.
29:38Ah, é?
29:38É, e aí eu falo, gente, quando eu vivi algumas experiências, sabe aqui,
29:43rememorar essa infância.
29:44Imagina, imagina.
29:45Então, assim, eu acho que essas possibilidades, né, que Minas Gerais oferece,
29:50dessa valorização da nossa cultura, da nossa história, de quem somos, assim,
29:54é só nesses territórios, né, que a gente consegue viver.
29:57É verdade.
29:57Então, eu acho que quem é mineiro precisa vivenciar essa experiência,
30:02pra ter esse resgate, ainda mais a gente que tá em grandes centros e tudo mais,
30:06pra ter esse resgate.
30:08E quem não é mineiro precisa entender, realmente, na prática, o que que Minas Gerais, né,
30:14qual que é esse fascínio que a gente tem com a terra, com essa cultura, né,
30:19com esse modo que a gente tem de viver, a nossa mineridade mesmo, né.
30:23Então, assim, quem é, vá pra reafirmar sua mineridade, quem não é, vá pra conhecer um pouquinho.
30:30É, e fica um pouquinho mineiro, né, porque quando você conversa com o pessoal, pelo menos do Sudeste,
30:34todo mundo tem uma prima, um tio, um pai, um avô, que era mineiro.
30:38Impressionante, né.
30:39Exato.
30:40Natália, eu quero te agradecer muito.
30:43Queria que você falasse pro pessoal os arrobas que eles podem seguir.
30:46Só me confirma, é o do Sebrae.
30:49Arroba Sebrae.minas.
30:50E pra quem quiser saber das rotas de Minas Gerais, o que que se tem pra fazer no Estado.
30:55A gente tem também no arroba Sebrae.minas e no Visit Minas Gerais, que é o portal de promoção turística
31:02do Estado.
31:02Maravilha, que é o Visit sem é, tá, gente, né.
31:05Sem é, isso mesmo.
31:05Os links vão estar aqui.
31:07A Semana Internacional do Café, ela vai acontecer de 11 a 13 de novembro, ali no Expo Minas,
31:14das 10 da manhã às 19 horas.
31:17O dia 11 e dia 13 vai ser pro pessoal mais técnico e tal.
31:22Nada impede que você vá.
31:23Agora, o dia 13 é o dia dos Coffee Lovers.
31:26Então, você pode ir no dia 12 pra ver a palestra da Natália sobre o Caparaó.
31:31E no dia 13, pra tomar bastante café, os detalhes, valores, isso tudo, você vai conferir no link que eu
31:39vou deixar na matéria,
31:40que é o site do evento, que é semanainternacionaldocafé.com.br.
31:47É isso mesmo?
31:48Isso mesmo.
31:49Maravilha, Natália.
31:50Obrigada.
31:51Muito sucesso.
31:52Mais sucesso nas rotas, no Sebrae e especificamente nas rotas do café.
31:58Tá bom?
31:58Obrigada, Isabela.
31:59Foi um prazer estar com você aqui hoje, tá?
32:01Obrigada.
32:02A você, eu quero te convidar a conferir diariamente notícias, matérias sobre o turismo no Brasil e no mundo
32:10em turismo.ai.com.br.
32:14Não deixe de seguir também o nosso Instagram, arroba portal Aiturismo.
32:18E eu te vejo na próxima semana.
32:19Até lá.
32:35Transcrição e Legendas por Querida Criança de Deus