00:00Como que é pra você, quase 30 anos depois, ainda está discutindo Central do Brasil,
00:04esse filme que é tão importante para o cinema brasileiro?
00:06Cara, eu fico muito feliz porque é isso que você acabou de falar, né?
00:09É um filme que é muito importante para o cinema brasileiro.
00:12A partir do momento ali da retomada, eu acho que é um cinema,
00:14um filme que concretiza a retomada do cinema nacional.
00:17O cinema nacional passa a ganhar bastante força com isso,
00:20passa a ser mais visto pelo público,
00:22pessoas se interessam em fazer cinema, em trabalhar com o cinema brasileiro.
00:26Então, anos depois, o filme, sabe, continua sendo visto, debatido, falado, lembrado.
00:34Enfim, eu sou muito grato por tudo isso, porque é um reconhecimento da importância do filme,
00:40um reconhecimento carinhoso do público, como a pessoa,
00:43quando as pessoas me encontram na rua.
00:45O trabalho da Fernanda Montenegro, que é uma coisa de outro mundo.
00:49Todo mundo concorda que ela devia ter ganho o Oscar.
00:52Eu acho que o Central tem todo esse combo, por isso que ele é comentado até hoje.
00:58Enfim, e sempre que é passado, as pessoas se interessam em assistir novamente,
01:02como eu acho que a gente vai ver esse teatro cheio hoje aqui de novo.
01:17É um cineconcerto que vem acontecendo há três anos, com a idealização do Anselmo Mancini.
01:23Então, em algumas oportunidades que a gente consegue, por conta de agenda e tudo mais,
01:29o Anselmo me convida e eu vou lá e me faço presente.
01:32E, cara, é uma experiência muito única, muito bonita.
01:35Imagina, a gente não está acostumado a ver isso aqui no Brasil.
01:40Lá fora, acho que acontece mais vezes, mas aqui é muito raro.
01:44E o Cineconcerto Central do Brasil foi o primeiro, inclusive, do Brasil,
01:48idealizado, como eu disse, pelo Anselmo.
01:49E aí