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Com algumas atividades sendo liberadas, visitar as pessoas da terceira idade é permitido desde que com alguns cuidados. Médica explica quais são eles

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Transcrição
00:00Eu recebo hoje aqui a médica Jéssica Paulesi. Boa tarde, doutora Jéssica.
00:04Boa tarde.
00:04Bem-vinda ao Fala Espírito Santo.
00:06Bem, a gente está vendo aí uma retomada de algumas atividades, como mostramos na reportagem.
00:12Algumas atividades já estão sendo liberadas, claro que sempre com cuidado, né?
00:16E aí, quando a gente fala dos avós, a gente desde, comecei até aqui o programa falando que desde o
00:22começo dessa pandemia,
00:23a principal recomendação desde o primeiro dia, até hoje a gente ainda escuta,
00:29é exatamente dos avós não terem contato com os netos, principalmente crianças que podem não ter sintomas,
00:34mas podem estar com a doença. E agora?
00:37Então, acho que a gente chegou num momento que a gente tem que pensar em retomar muitas coisas, né?
00:43Então, esse contato social, ele precisa ser retomado e eu acho que de agora em diante vai ser retomado cada
00:51vez mais,
00:52tanto a parte familiar, quanto as escolas e alguns órgãos públicos que ainda não estão funcionando.
00:59Então, essa retomada ao normal, ao novo normal, como as pessoas falam, ela é necessária.
01:07Os idosos realmente é uma população que nos preocupa, porque normalmente eles têm comorbidades.
01:14Então, ele sempre foi uma categoria que foi mantida muito isolada durante toda a pandemia,
01:21Então, desde o primeiro momento, como você falou, eles deveriam ser mantidos em local afastado, seguro,
01:29das outras pessoas que contaminam realmente.
01:31Mas vai chegando uma hora que não tem jeito e eu acho que estamos nesse período.
01:35Ninguém tem uma fórmula milagrosa para poder sair dessa pandemia sem se expor.
01:42Então, essa exposição vai ser necessária em algum momento e eu acho que ela já está sendo necessária.
01:47Olha, esses idosos estão muito tempo já isolados, isso é um problema real, é um problema real esse isolamento que
01:54a população toda fez.
01:55A gente vai ter problemas, a gente já está tendo problemas em relação a esse isolamento e principalmente os idosos.
02:02Então, chega um momento que a gente vai ter que chegar perto deles mesmo, porque senão a vida vai ficar
02:07muito difícil
02:07e aí a gente vai ter um problema muito maior do que a pandemia.
02:12A orientação que eu dou, assim, é que quem está doente não pode sair de casa para começar.
02:17Se tem sintomas, mesmo que leves, mesmo que você acha que não é, eu vejo isso muito.
02:24A gente chega no consultório e o paciente, não, mas isso não é nada.
02:27Mas a gente está aí fora com uma pandemia de Covid.
02:30E aí a senhora está falando para qualquer idade, né?
02:33Qualquer idade.
02:33Se você está se sentindo mal, está se sentindo doente, que sejam sintomas aí de gripe, né?
02:39Que, ah, só é uma gripe, não deve ser nada.
02:41Mas o deve a gente não tem certeza, né?
02:43Então, esse tem que ficar em casa.
02:46Esse deve significa que você abre uma brecha muito pequena, mas existe a possibilidade de Covid.
02:51E quando se trata de uma pessoa que está numa situação onde a doença é mais grave,
02:57não só os idosos, mas outras populações de risco, é aquela pessoa que você não deve visitar.
03:03Se você acha que está com algum sintoma, você não deve expor outras pessoas àquela possibilidade, entendeu?
03:11Ou você conclui ou você se isola aos 14 dias.
03:14E aí, assim, o que eu já vi no consultório são pessoas contaminando os idosos, esses idosos indo a óbito
03:23e aí depois a pessoa carrega isso para o resto da vida.
03:27Não é uma coisa boa.
03:28O que a gente tem visto são situações muito tristes, porque as pessoas se responsabilizam por isso e de alguma
03:34maneira são responsáveis.
03:36Então, eu acho que a responsabilidade deveria ser o tema aí desse retorno à vida ao novo normal.
03:43A responsabilidade individual, entender que é uma coisa séria, que ela vai estar entre nós durante um bom tempo ainda.
03:50Isso não vai melhorar esse ano ainda, a gente vai ter que conviver com isso e tentar uma normalidade com
03:56esse problema.
03:57Então, assim, os cuidados, eles devem continuar.
04:00A gente está realmente vivendo uma situação que está se mostrando melhor, os números estão sendo mais positivos,
04:08mas o cuidado, ele deve continuar, não evitar completamente os encontros, é tomar cuidado quando for se encontrar.
04:15Por exemplo, que já que a gente está falando aqui dos avós, a gente tem o dia dos avós neste
04:19domingo, está todo mundo morrendo de saudade, né?
04:22Sim, e principalmente com os idosos.
04:26Eu costumo falar assim, os idosos, normalmente, eles vivem muito para os netos, para os filhos, para esse tipo de
04:33coisa.
04:33Normalmente, já são aposentados, já uma boa parte, já não tem mais as atividades do trabalho.
04:41Então, eles ficam muito solitários e isso aí é um problema.
04:45Então, assim, eu já tive paciente que fala assim, poxa, mas eu trabalhei a minha vida inteira, me dediquei, trabalhei
04:51agora, nesse momento,
04:52que era para estar curtindo meus netos, a minha família está tranquila, estou aqui sozinho, ninguém pode chegar aqui dentro
04:57de casa,
04:58deixou uma compra lá na portaria, eu sou praticamente discriminado, eles falam assim.
05:04Então, é uma situação que a gente tem que começar a mexer nela mesmo, que vai trazer transtornos para esses
05:10indivíduos e de uma maneira com responsabilidade.
05:13Eu acho que o lema tem que ser a responsabilidade de agora em diante, que tem que ser individual para
05:18que o coletivo fique bem, né?
05:20Então, assim, eu acho que está na hora da gente começar a retomar essas coisas assim, esses contatos sociais com
05:27a prudência e com a responsabilidade necessária.
05:30E a primeira coisa, se você tem qualquer sintoma, por mais leve que seja, não submeta teu pai, tua mãe,
05:37teu avô ou outra pessoa a que adoeça,
05:40porque você não sabe como vai ser o quadro clínico daquela outra pessoa.
05:44Então, é uma responsabilidade que você tem que ter, você, se você não tiver ela, ninguém vai poder ter por
05:50você,
05:50porque você pode falar, não, eu não estou sentindo nada, mas está contaminando.
05:54Então, aí você coloca uma outra pessoa numa condição de risco muito maior.
05:59E olha, deixa eu colocar aqui na nossa conversa a dona Bernadette de Sales,
06:05que tem sete netos e quatro bisnetos.
06:09Dona Bernadette está de casa e conversa agora com a gente pela internet.
06:12Boa tarde, dona Bernadette. Tudo bem com a senhora?
06:17Tudo bem. Boa tarde.
06:20Olha, mas é muito...
06:22Você também?
06:23São sete netos e um monte de quatro bisnetos.
06:28Quatro bisnetos.
06:30E aí, como é que estão sendo esses dias aí de pandemia?
06:34Você não tem encontrado com seus netos, com seus bisnetos, não?
06:38Não tem.
06:41E como é que a senhora está se sentindo? Fica com muita saudade?
06:46Falaram muita saudade.
06:48Muita saudade, mas não tem visto, não. Eles não.
06:52Falaram muita saudade.
06:54Não tenho encontrado.
06:57Oi?
06:58A conexão está muito boa, dona Bernadette.
07:01Eu acho que é porque a televisão da senhora está muito alta.
07:05Você consegue abaixar um pouquinho a televisão?
07:10Já está abaixo.
07:11Está baixinho?
07:13Então é a internet mesmo que está ruim hoje.
07:16Agora me fala aqui.
07:17Você tem tido contato como?
07:20Com os seus familiares?
07:21Porque assim, são sete filhos, são sete netos e quatro bisnetos.
07:25Você tem tido contato com eles?
07:27Tem conversado, que seja por telefone?
07:30Ou até aquelas ligações de vídeo?
07:34Muito...
07:35Só por telefone mesmo.
07:37Só por telefone, vídeo chamada.
07:40Só.
07:42E aí, como é que a senhora está se sentindo com isso?
07:47Com saudade.
07:49Muita saudade.
07:51Bate uma tristeza, dona Bernadette?
07:54Tem dia que a gente bate uma tristeza, não pode sair.
07:59Mas e quando eu sair, tomo todos os cuidados.
08:04Quase?
08:04Todos os cuidados, o mato, o álcool em gel.
08:09Está aí meu esposo, esse meu filho mora fora do Brasil.
08:16Está tudo bem, graças a Deus.
08:18Está melhorando, né?
08:19Está, se Deus quiser, né?
08:21Agora, esse domingo, está programando algum encontro?
08:24Vai ter algum neto aí na casa, bisneto?
08:27Conta aí pra gente.
08:37Está me ouvindo, dona Bernadette?
08:40Agora estou.
08:41Nesse domingo, que é dia dos avós.
08:43E aí, vai ter algum encontro?
08:47Vai.
08:48Vai, não.
08:50Eu tenho uma neta de 18 anos, vai fazer dia 30.
08:54Queria mandar parabéns pra ela.
08:56Um abraço, né?
08:59Mas não vai dar pra ir lá.
09:02Olha...
09:03Abraço de logo, mas não vai dar pra ir lá.
09:05Dona Bernadette.
09:06Muita saudade de todos.
09:08Oi.
09:09Ó, tem muita gente que está com saudade também da senhora, viu?
09:14Vamos acompanhar um vídeo.
09:16Tem vídeo que a gente recebeu com recado especial.
09:19Roda aí.
09:21Ei, vó.
09:22Estamos passando aqui pra desejar um feliz dia dos avós.
09:25Agradecer por tudo que a senhora sempre fez pela nossa família.
09:29A senhora sempre foi o alicerce, mostrando que tudo que a gente quer, a gente correndo atrás,
09:36se esforçando, a gente consegue.
09:39E tá aqui os frutos, né?
09:41A Maria, o Nicolas, o João, eu e toda a nossa família.
09:46Somos muito gratos a tudo que a senhora sempre fez por nós.
09:51Um beijo.
09:52Te amamos muito.
09:53Beijo, vó.
09:56Beijo.
09:58Muitos anos de vida pra Maria Luísa.
10:01Parabéns, abraços pra Maria Luísa.
10:05Como é que fica o coração da vó?
10:10Triste.
10:15Quando a gente vê, parece que dá mais saudade, né, Dona Bernadette?
10:19Vai passar, né?
10:21Ah, vai, se Deus quiser.
10:24Saudade de você também.
10:29Dona Bernadette, gente, não sei se vocês lembram, ela já veio aqui uma vez no programa
10:35e depois ela falou, quando ela tava aqui no programa, ela falou, olha, que nunca tinha
10:39comido torta capixaba.
10:41E aí, claro que a gente deu um jeito dela comer uma torta capixaba maravilhosa e foi
10:45na Ilha das Caieiras, né, Dona Bernadette?
10:47Ah, que chique.
10:51E tava muito bom, foi muito bom.
10:54Que chique.
10:56Fiquei feliz que a senhora gostou.
10:57Ó, a gente vai tentar fazer de novo a ligação pra ver se melhora a nossa conexão e já já
11:04eu falo com você, tá bom?
11:06Logo mais a gente volta que eu quero continuar o nosso bate-papo, viu?
11:12Tá aí, Dona Bernadette, morrendo de saudade.
11:15Que gracinha, né?
11:15Os netos, né?
11:16Gente, são sete netos e quatro bisnetos.
11:19Sim.
11:20Família grande, né?
11:21É, aí já é um aglomerado, vamos combinar, né?
11:23Se juntar todo mundo.
11:25Então, assim, os aglomerados a gente não recomenda, né?
11:29Infelizmente, pra todo mundo, né?
11:31Eu costumo falar assim, ai, que saudade de aglomerar e tal, mas ainda não é recomendado
11:36mesmo.
11:36As reuniões, se forem feitas pequenas, quer visitar, por exemplo, um avô agora, nessa
11:44época, não vá se tiver qualquer sintoma, por favor, respeite o outro, né?
11:51Mas se for, tenta manter uma distância, vai de máscara, coloca máscara no avô, na
11:57avó durante essa visita.
11:58Eu recomendo assim, não tem problema se você for fazer uma visita e manter uma distância
12:03razoável, mesmo na residência.
12:06Eu acho que essas coisas a gente já tem que começar a fazer, porque senão vai ficar
12:10muito difícil, fica muito pesado, né?
12:12Então, você imagina ela mora sozinha com o esposo.
12:15Com o marido e tem um filho que mora junto.
12:17E o resto não tá vendo ninguém, sei lá, quase quatro meses.
12:21Então, a gente começa a ter problemas em relação a isso.
12:23Então, vamos tentar fazer essas visitas de uma maneira segura.
12:28E tem como fazê-lo, né?
12:29Então, a gente tá numa fase aí da doença que a gente não tá controlado ainda, ainda
12:34tem muita contaminação ainda.
12:36Mas a gente, como se a gente estivesse numa fase de platô na nossa curva.
12:40Ainda tem contaminados, ainda tem gente morrendo.
12:43Mas a gente precisa, de alguma maneira, começar a recuperar algumas coisas.
12:48Senão a gente vai ter uma pandemia aí de doença psiquiátrica, de depressão e de
12:52outros problemas.
12:53E isso só com segurança e responsabilidade.
12:56E, ó, já estamos recebendo aqui participações.
12:59O Roberto Rosário.
13:00Boa tarde, Juliana.
13:01Não vejo a hora de levar meus filhos pra ver a avó.
13:04A Alverina Gonçalves também tá aqui falando que tá com saudade.
13:09Ana Cláudia Ferreira.
13:10Ju, nós não sabemos o que fazer.
13:12E, olha, falando aí nessa vida familiar, domingo é dia dos avós.
13:17Tem muitos avós que há mais de quatro meses não encontram com os netinhos, não encontram
13:23com os bisnetos.
13:25E aí, será que vai dar pra encontrar nesse fim de semana?
13:28Tô recebendo aqui no estúdio a médica Jéssica Paulés.
13:31E aí, doutora Jéssica?
13:32Então, dá, né?
13:34Com aquela cautela que eu falei, né?
13:37As pessoas que estão com sintomas, por favor, fiquem em casa.
13:41Não vá visitar seus pais ou seus avós, né?
13:44Se tem qualquer sintoma que possa sugerir, peque pra mais, no caso, né?
13:52Considere que possa ser Covid e fique em casa.
13:56Não vá visitar os idosos, que é um grupo de risco.
13:59Agora, se tá todo mundo bem, se os idosos estão bem, porque também tem a situação
14:05dos idosos estarem muito frágeis do ponto de vista de saúde, doença.
14:09Então, o cuidado tem que ser redobrado nesses casos.
14:12Mas, com cuidados, tomando a devida precaução, eu acho que acredito que já estamos na hora
14:19de retomar alguns contatos sociais.
14:23Já tá mais do que na hora, na verdade.
14:25Pois é.
14:26Agora, os médicos, eles afirmam que ainda não é o momento de reunir os amigos.
14:30Mas o reencontro com a família pode acontecer, só que com esses cuidados redobrados.
14:37Agora é o momento que dá pra ir visitar o pai e a mãe que tá mais longe e que
14:42você
14:42vai manter o distanciamento dele.
14:44Sem abraçar, sem beijar, mas dá pra ir lá, visitar, conversar, bater um papo, sempre
14:49usando a máscara, sempre mantendo a distância de pelo menos dois metros entre as pessoas
14:54e sem os nossos cumprimentos afetuosos aí de beijo e abraço.
14:59Uma boa ideia é os netos abraçarem os avós nas pernas, né?
15:04De costas, de uma forma que não haja fala gotícula de uma pessoa próxima à outra.
15:12Viu aí?
15:13Abraçar as pernas, os avós.
15:15Deixa eu voltar a conversar com a dona Bernadette de Sales, que tem sete netos, tem quatro bisnetos,
15:20está sem ver todo mundo.
15:22E aí, dona Bernadette, o que a senhora achou dessa dica do médico?
15:25Encontra, mas não chega assim com o rostinho perto não, deixa só abraçar a perninha,
15:29já dá uma aliviada aí na saudade?
15:33Eu tô aqui.
15:35É, dá uma aliviada, né?
15:39É bem interessante, né?
15:41Dá pra dar uma aliviada.
15:43Pois é, porque você tá há quanto tempo?
15:45Você tá há mais de quatro?
15:46Tá desde o início da pandemia, sem ver seus netos, seus bisnetos?
15:52Desde o início.
15:54E como é que é a sua família?
15:56Vocês sempre se encontram muito?
15:58Como é que são seus netos, seus bisnetos?
16:01Fala um pouquinho deles.
16:05Quando tá tudo normal, a gente se encontra muito.
16:09Gosta muito de comer junto no domingo.
16:11Eu tenho os netos da Jéssica e tenho mais dois em Aracruz.
16:16Aí eu vou lá também, mas não tenho ido.
16:23Agora, eles são carinhosos com a senhora?
16:26Todo mundo gosta de abraçar, de dar beijo?
16:28Como é que é?
16:30É passão, né?
16:35Tá travando aqui a nossa conversa com a dona Bernadette, mas espero que ela esteja me ouvindo,
16:41porque, olha, tem mais gente com muita saudade da dona Bernadette.
16:46Vamos acompanhar mais recado.
16:47Roda aí.
17:01Ei, vó, tudo bem?
17:03A gente tá passando aqui pra te desejar um feliz dia dos avós, com seus frutos.
17:07Eu e Jéssica.
17:08Eu espero que essa pandemia passe logo pra gente poder ver a senhora e aí na sua casa.
17:14E é isso.
17:16A gente tá com muita saudade.
17:18Se vão aí quatro meses que a gente não consegue se ver pessoalmente,
17:23somente por videochamada, por ligação telefônica.
17:28Mas o amor continua o mesmo e a saudade aumenta cada vez mais.
17:34Então, assim que isso tudo passar, espero que seja em breve.
17:38Vamos nos reencontrar.
17:41Almoço de domingo, comemoração de aniversário.
17:45A família é grande, então, sempre tem um aniversário acontecendo.
17:49E é isso.
17:50A gente tá com saudade.
17:51Espero que a senhora esteja muito bem, saudável.
17:56E fique em casa.
17:58Um beijo.
18:04Viu aí?
18:05Conseguiu assistir, dona Bernadette?
18:08Eu e você hoje tá me maltratando meu coração.
18:14Meu coração tá só pulando de alegria.
18:18Pois é, agora você viu ali que sua neta ainda falou assim.
18:22Puxou a orelha?
18:23Fique em casa.
18:26Fique em casa.
18:29Fique em casa.
18:31Tô ficando em casa.
18:32Tá se cuidando, né?
18:36Eles ficam bravos se eu não ficar em casa.
18:39Eles ficam bravos?
18:42Fica brava.
18:43Mãe, você tá indo pra rua.
18:46Tô não, filha.
18:46Tô em casa.
18:49Agora, me conta aqui, como é que é o cuidado?
18:51Eles tomam muito cuidado, a senhora?
18:56Muito cuidado.
18:57Muito cuidado.
19:00Só tem um filho que mora em casa comigo, né?
19:02Eu, meu filho e meu marido.
19:05Só nós três aqui.
19:06Aí é um cuidando do outro.
19:08Meu marido não parou nem um dia, porque ele é caminhoneiro, né?
19:11Ele tem que trabalhar.
19:13E meu filho tá em casa, não tá trabalhando no momento.
19:17Aí mais é eu e ele em casa.
19:20Mas e aí, a senhora fica preocupada com o seu marido, saindo pra trabalhar?
19:24Será que ele tá tomando cuidado?
19:25Você tem conversado bastante com ele?
19:30Tô, Juliana.
19:31Ele sai de máscara, ele usa álcool.
19:33Quando ele chega de tarde, ele não entra dentro de casa com a roupa, porque ele trabalha, nem o sapato.
19:41Ele é bem cuidadoso também.
19:45Bem cuidadoso.
19:47É, a gente tem que se cuidar, né?
19:51É.
19:52Tem que se cuidar, né?
19:54E quando eu saio, às vezes eu preciso mesmo sair, né?
19:57Mas quando eu saio, eu vou de máscara, eu levo álcool, mas eu tenho saído muito pouco.
20:05É isso aí, olha.
20:06Dona Bernadette, queria agradecer por a senhora ter batido um papo aqui com a gente.
20:12Não tá nesse momento pra ser de pertinho.
20:14Não pude receber a senhora aqui no estúdio, mas é um prazer falar com a senhora.
20:19E em nome de todas as avós, a gente manda um beijo especial.
20:24Você representando hoje aqui no programa as avós, já as bisavós também.
20:29Parabéns pelo seu dia.
20:31Manda um beijo pro seu marido também, que também é dia dele, que é dia dos avós.
20:35Muito obrigada, viu, por atender a gente.
20:36Um beijo muito especial e muita saúde pra senhora.
20:41Pra você também.
20:44Muito obrigada por tudo.
20:46Um beijo pra todas as avós, pra todos meus netos, meus bisnetos.
20:50Um beijo pro meu marido que tá aí no caminhão.
20:53Um beijo pra você.
20:55Um abraço.
20:57Agradeço muito o meu vizinho aqui, que me ajudou muito, hein?
21:01Muito, senão eu não ia conseguir.
21:03Baixou o aplicativo pra gente conversar, né?
21:07Beijo pra senhora.
21:08Tudo de bom, dona Bernadette.
21:10Tchau, tchau.
21:12E olha, dona Bernadette vai ficar quietinha, né?
21:15Você viu, Jéssica?
21:16Ela disse que vai ficar em casa, ainda não vai encontrar com os netinhos.
21:19Tá tomando cuidado.
21:20Mas, por exemplo, o marido, que também já tem mais de 60 anos, tá saindo, continua trabalhando.
21:25Tem pessoas que realmente, tem situações que a gente não consegue parar, né?
21:28Sim.
21:29E de agora em diante a gente vai voltar a fazer cada vez mais coisas, né?
21:33Graças a Deus, né?
21:34Mas, se a gente quiser ficar bem e continuar fazendo cada vez mais coisas, a gente precisa tomar os devidos
21:42cuidados, né?
21:43Então, vão ser esses cuidados, essas precauções que vão nos manter sem as doenças e numa situação cada vez melhor.
21:53Então, a gente fala assim, é a hora de relaxar num certo ponto, mas com a responsabilidade de que a
22:01gente ainda tem a doença aqui, ainda tá circulando, ainda tem gente morrendo, ainda tem gente se contaminando.
22:07A Alverina Gonçalves tá aqui, olha, prefiro não arriscar.
22:10Minha mãe é diabética, o pai tá acamado, eles moram no noroeste do estado.
22:15Tem que olhar bem a situação, como, por exemplo, tá certa, né?
22:19A Alverina de não querer arriscar, sendo que tem essas comorbidades.
22:25Principalmente se tem alguma outra pessoa por perto que possa estar dando essa atenção, né?
22:30Também a gente tem que pensar também em não abandonar, né?
22:35Porque esses idosos podem se sentir abandonados mesmo nesse momento, não entender a dimensão do problema, né?
22:41Então, tem que ser feito isso com muito carinho e atenção, porque você imagina um idoso que não tem uma
22:48consciência
22:50da dimensão que isso pode ter tomado, né?
22:54Como é que você explica isso?
22:55Então, às vezes, muito idoso, então tem que ter alguém por perto, né?
22:58Como é longe, tomara que tenha alguém por perto que seja capaz de explicar
23:02e de estar presente aí nesses momentos com essa família.
23:05Obrigado.
23:06Obrigado.
23:06Obrigado.

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