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Idosos têm medo de depender dos filhos no futuro.
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00:00E olha só gente, uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Logistas, em parceria com outras entidades,
00:07revelou que os idosos pensam no futuro, aliás, revelou que os idosos pensam no futuro
00:12e mostrou quais são as maiores preocupações dos vovós e vovôs. Olha aí!
00:20Segundo a pesquisa, o segundo maior medo dos idosos no Brasil é não ter dinheiro para pagar as despesas
00:26e depender da ajuda dos filhos e netos e de outras pessoas. O primeiro é ficar doente.
00:32O levantamento mostra também que 33% dos idosos pretendem aproveitar a vida com familiares,
00:3925% querem fazer um tratamento odontológico, 24% pretendem viajar pelo Brasil e 23% planejam trabalhar.
00:49Numa escala de 0 a 10, os idosos atribuíram média 7 para o grau de felicidade atual.
00:55Entre as classes AB, a nota média sobe para 8. Quando o assunto é lazer, 60% dos idosos apontam
01:03a navegação da internet como opção.
01:05O volume é 29 pontos percentuais a mais na comparação com 2018, período pré-pandemia dos entrevistados.
01:15E para você que hoje, por um acaso, né, se você depende dos seus filhos, dos seus netos, ó, isso
01:20não é vergonha nenhuma, tá?
01:22Você já fez muito por eles, na verdade, e mesmo assim ainda dá para planejar a vida.
01:27E quem vai dar essas dicas para a gente é o economista Eduardo Araújo e quem também participa com a
01:33gente aqui no programa
01:34é a dona Carmelita da Luz, pode ficar à vontade, pode tirar aí seus crochês, seu tricô.
01:40Gente, ela é telespectadora do Fala Espírito Santo, ela sempre participa com a gente, pede para vir aqui no estúdio.
01:46Hoje ela foi, assim, a convidada perfeita, porque a senhora tem 72 anos, né, isso, dona Carmelita da Luz?
01:5272 anos.
01:5372 anos, trabalhou muito ao longo da vida, é aposentada.
01:57É, hoje eu sou aposentada.
01:59Né? Tem quanto tempo que a senhora é aposentada?
02:0112 anos.
02:02Como é que é a sua vida financeira?
02:04Como é que tem sido nesses últimos 12 anos, dona Carmelita?
02:07A gente tem que lutar, que é o dinheiro de aposentadoria, não dá para sobrevivência, nem para uma pessoa só.
02:13Imagina para uma família, né?
02:15Mas aí, como eu, graças a Deus, sempre fui muito lutadora, aí eu sempre fiz meus trabalhos, né?
02:21Aí, depois que eu me aposentei, eu falei, agora eu vou abrir uma lojinha para mim, aí eu tenho minha
02:26lojinha e vendo.
02:28Até para os Estados Unidos eu já tenho meus trabalhos.
02:30Olha que bacana!
02:31Em Londres, Minas Gerais.
02:34E de acordo com essa pesquisa aí, dona Carmelita, que mostrou qual é um dos grandes, um dos maiores medos,
02:40né?
02:40Dos idosos, que é depender financeiramente dos filhos, dos netos.
02:45A senhora também tem esse medo?
02:47Não, eu até que eu não tenho esse medo, não, porque eu confio muito nos meus filhos, na minha família,
02:53mas tem mães aí que estão sofrendo muito.
02:55Filho que pega o dinheiro, faz empréstimo, deixa a mãe sem nada, mas graças a Deus meus filhos não fazem
03:01isso, não.
03:02Eduardo, eu já vi você concordando aqui, balançando a cabeça com a dona Carmelita, que a gente sabe que essa
03:07é uma realidade, né?
03:08É, a maior parte dos aposentados recebem hoje um salário mínimo, né?
03:13Em média, do governo.
03:14Então, esse valor, ele realmente é exório.
03:17Os economistas sempre falam, né?
03:18Você quer ter as finanças bem administradas, tem três palavrinhas que é GGA.
03:23Gastar menos, ganhar mais e aplicar melhores recursos.
03:27No caso dela, por exemplo, você vê que ela procurou segurar suas despesas, conversando com ela, ela falou que conseguiu
03:35controlar as despesas.
03:36Por outro lado, tem feito também trabalhos para gerar uma renda extra e, de certa forma, tem aplicado os recursos
03:41dela para poder fazer esse dinheiro que já é escasso, render um pouco mais.
03:46A senhora fazia, chegou a fazer em algum momento da vida um pezinho de meia para chegar agora nesse momento
03:52e dar aquela folgada ou nunca conseguiu?
03:55Não, o pezinho de meia, não.
03:56Fala mais pertinho.
03:57O pezinho de meia, não, mas do meu trabalho, nunca faltou nada para mim.
04:05Eu trabalho de criança, aprendi a fazer crochê, aprendi tricô com a minha tia Joana, eu tinha oito para nove
04:11anos, lá em São Gabriel da Palha, eu sou de São Gabriel da Palha.
04:13Minha família é de lá, eu nasci lá, meus pais já faleceram, minha mãe.
04:19Então, depois que eu vim para Vitória, eu continuei, casei, a situação ficou grave, eu falei, meu Deus, o que
04:26eu vou fazer agora?
04:26O marido bebia muito, sofri muito com o meu marido, porque ele bebia muito.
04:30Aí eu pensei, gente, o que eu vou fazer?
04:32Eu já tinha dois filhos, aí faltavam as coisas.
04:34Aí eu lembrei, ah, eu sei fazer crochê.
04:36Ele não deixava eu sair para nada, nada, nada, nada.
04:39Eu estava com 22 anos, já tinha dois filhos.
04:42Aí eu falei com ele assim, compra uma agulha de crochê para mim e um novelho de linha Cleia, para
04:48mim fazer alguma coisa.
04:50Ele comprou, eu fui fazendo e vendendo, vendendo e comprando mais linha, comprando mais linha, não parei mais.
04:56Mal sabia ela que desde então, Eduardo, ela já vinha se planejando sem ela imaginar, justamente para esse momento aí
05:03da vida.
05:04Agora, a dona de casa, o senhor que está do outro lado agora acompanhando o programa, dá tempo ainda de
05:10se planejar?
05:11Como fazer isso na prática?
05:13Porque está tudo muito caro, não está sobrando para nada, Eduardo.
05:16É, uma dica importante é porque taxa de juros vem subindo.
05:19Aí o pessoal de casa pergunta, mas o que isso tem a ver com o meu dia a dia?
05:22Isso significa que as pessoas devem evitar ao máximo o endividamento.
05:26Então, se for pensar no orçamento, a regra geral é tentar viver com aquilo que recebe e procurar, se possível,
05:34gastar menos ainda.
05:35Se o salário do governo é mil reais de salário mínimo, então vai tentar viver com 800.
05:41E cartão de crédito, que geralmente é o principal vilão, se a pessoa não tem uma disciplina para poder pagar
05:47a fatura do cartão no mês,
05:48é preferível não utilizar, porque daí tem aquela tentação de fazer o pagamento mínimo da fatura e os juros são
05:56muito altos.
05:57E a última dica, quando alguém te ligar oferecendo dinheiro, agradeça e fala que vai passar para um filho, poder
06:04estudar, enfim.
06:05Tentar evitar essas armadilhas que estão muita gente tentando oferecer crédito e a gente tem que tentar se resguardar ao
06:12máximo.
06:12Já, já a gente vai tocar nesse ponto aí do empréstimo, que a gente sabe que é uma realidade, inclusive
06:17da dona Carmelita também,
06:19que ela conversou comigo aqui nos bastidores.
06:21Mas como que a gente se organiza, como que o idoso se organiza para ele não precisar enfrentar esse medo
06:28que eles têm,
06:29que é de depender dos filhos ou dos netos?
06:31E aí começa antes, né?
06:32Porque quando você já está na idade de aposentadoria, as suas possibilidades de ter uma renda extra,
06:39não é todo mundo que vai ter essa habilidade para gerar e administrar.
06:43Então, a mensagem talvez seja para aquelas pessoas mais jovens que estão em casa e que ainda não se aposentaram,
06:49dá a importância de começar a fazer um trabalho de educação financeira agora, controlando o orçamento,
06:56procurando sempre poupar 20% daquilo que recebe.
07:00Então, se tem um salário de R$ 3 mil, vai tentar poupar R$ 600 por mês.
07:05E tem uma mágica que é, quando você consegue guardar esse dinheirinho todo mês,
07:11os juros acumulados, eles acabam com o passar do tempo, às vezes, te dando um salário semelhante àquele que você
07:17recebe.
07:19Então, assim, para as pessoas que estão ainda em fase mais jovem, é procurar fazer essa educação financeira.
07:25E para aquelas pessoas que já estão mais aposentadas, é tomar muito cuidado com essas armadilhas do consumo
07:29e tentar, sempre que tem algum projeto, alguma coisa que queira adquirir, quer fazer a reforma da casa.
07:36Então, começa a poupar um pouquinho agora, para lá na frente, pegar esse dinheiro e fazer a reforma da casa,
07:42do que, eventualmente, aceitar uma oferta de crédito.
07:45E agora, deixa eu convidar aqui para esse nosso bate-papo, a Aline Hessel, ela é psicóloga, também vai dar
07:52as dicas para a gente.
07:53A gente sabe, Aline, que dívida tira o nosso sono, a gente não consegue colocar a cabeça no travesseiro,
07:59quem dirá de um idoso, que o remédio está caro, o gás está caro, se tiver plano de saúde, é
08:06um absurdo.
08:07E aí, a gente sabe que isso reflete muito também na própria saúde mental dos idosos.
08:11Obrigada pela sua participação. Boa tarde.
08:15Boa tarde, Roberta. Boa tarde a todos. Mais uma vez, obrigada pelo convite.
08:21Falou bem, Roberta. Na verdade, eu acho que a consciência, o planejamento da velhice, ele começa já na juventude.
08:31Então, esse é um planejamento que precisa ser realizado não só com o corpo físico, com a sua saúde,
08:38mas também com o financeiro, com a sua rede de apoio, enfim, com toda uma construção mesmo.
08:44Infelizmente, a gente dependeu hoje de algo de última hora, seja aposentadoria,
08:51a gente sabe que não vai ser possível para os idosos, para qualquer pessoa, ter uma condição de vida saudável.
08:58Vamos lembrar que qualidade de vida não é ausência de doença.
09:04Qualidade de vida é algo que vai além disso.
09:07É importante a gente ter paz e tranquilidade também na nossa condição financeira.
09:13A gente vê muitos filhos ajudando os pais, né?
09:17Que é o caso até mesmo da dona Carmelita, que ela me contou aqui também.
09:21A gente sabe que essa é uma realidade.
09:23Como que a gente conversa harmoniosamente com os nossos pais,
09:27para que eles aceitem essa ajuda também,
09:30que é uma ajuda bem-vinda, porque muitas das vezes eles não querem nem contar
09:34o que está acontecendo na vida financeira deles, né, Aline?
09:39Sim, é um grande desafio, porque há aí a troca de papéis.
09:44Os pais que até então eram os responsáveis, o que orientava as pessoas,
09:50o que dava o direcionamento, agora passam a ser cuidados pelos seus filhos.
09:55Então, existe uma barreira, muitas vezes, que as próprias pessoas vão construindo
10:01durante a sua vida.
10:03Então, até mesmo essa forma de pensar, hoje, você, que não é uma pessoa tão idosa,
10:08já começa agora a trabalhar propriamente para aceitar ajuda,
10:13para receber bem a colaboração das pessoas em volta.
10:17E os filhos, nessa tentativa dos pais, que geralmente são chamados de cabeça dura, né,
10:23é buscar com muito amor, com muito afeto, com muita compreensão
10:26e, às vezes, com um certo jeitinho, né, tentar oferecer essa ajuda, dar essa ajuda,
10:33às vezes, até mesmo de uma forma lúdica ou de uma forma que talvez não seja tão clara
10:40para os idosos, mas que a gente sabe que vai contribuir de alguma forma
10:44com a sua integridade, né?
10:46Então, seja levando uma compra, seja trazendo a medicação,
10:51seja já trazendo o que tiver e o que puder ajudar para aquele idoso.
10:56Deixa eu tirar uma dúvida aqui com a dona Carmelita.
10:58A senhora hoje tem dois filhos, não é isso?
11:01Dois filhos.
11:02E eles te ajudam?
11:03Um mora lá em Uberlândia, um não mora aqui.
11:05Então, ele tem a família dele lá, mas o que mora comigo, eu precisando,
11:10eu também não gosto de ficar também...
11:12Amolando, né?
11:12Eu não gosto, não, gente.
11:14Por que que vocês, pais e mães, têm tanta dificuldade?
11:17Eu vou dar um presente para minha mãe, minha mãe fala assim,
11:19menina, para de gastar, não preciso disso, não.
11:21Por que que os pais acham que estão amolando os filhos, hein?
11:24Sendo que vocês fizeram isso pela gente a vida toda, dona Carmelita.
11:27A minha mãe, quando ela ficou doente, lá em São Gabriel da Pada,
11:31eu ia sempre lá, dava banho nela, cuidava dela.
11:33Aí ela falava assim, minha filha, que vergonha você me dando banho.
11:38Aí eu falei, mãe, a senhora me deu tanto banho, trocou tanto miáfrano.
11:41Não, mas você era bebê, agora eu sou já uma velha.
11:45Aí eu falei, mas a senhora virou bebê.
11:47É o ciclo da vida, né?
11:48Meu filho cuidou muito bem de mim.
11:50Eu fiz uma cirurgia, dois tumores no cérebro, meu filho me deu banho.
11:55Esse meu filho que mora comigo.
11:56A senhora aceitou bem?
11:57Aceitei, porque eu não podia falar.
12:00Falar não, não tinha outra saída.
12:02Se não, eu ia falar não para o seu filho?
12:04É, não podia, né?
12:05Ele me levava para o banheiro, me sentava na cadeira,
12:08ele me dava banho, me levava para a cama, lavava a minha roupa.
12:11A esposa dele também ajudou.
12:13Então, eu aceitei.
12:15Mas eu não gosto de ficar molhando, que ele também tem a família dele, né?
12:18A vida deles também.
12:20Olha só como é que mãe e pai pensam, né?
12:22Depois vão ficando, como disse a Aline, um pouquinho de cabeça dura,
12:25ter que aceitar a ajuda dos filhos.
12:27Agora, vamos tocar num ponto que o Eduardo já tinha antecipado aqui para a gente,
12:31sobre o empréstimo, né?
12:33A senhora chegou, eu vi a sua reação.
12:34A senhora fez assim, ó.
12:36Por que a senhora respirou fundo quando ele falou de empréstimo?
12:39Eu respirei fundo, porque um dia eu estava passando por aqui,
12:43saltei ali embaixo, aí vinha uma mulher chorando,
12:47falando que o filho dela tinha pegado, fez empréstimo com o dinheiro dela,
12:49pegou o dinheiro dela, tudo, ela não tinha nem nada, não tinha nada para ela comer.
12:53Aí eu até chorei perto dela, né?
12:55Aí eu falei, mas como?
12:56Dizeram que mora aqui para cima, nesses morros do...
12:59Aqui no centro.
13:01Da Vira Rubinha, para cima ali.
13:02E ela estava na rua, ela falou que não tinha nem lugar de ficar,
13:05que o filho dela fez o empréstimo com o dinheiro dela e deixou ela sem nada.
13:10Olha aí, que absurdo.
13:11Não, mas meus filhos, isso aí, meus filhos, Deus me lhe disse.
13:13Mas a senhora também, a gente conversando aqui nos bastidores,
13:16a senhora também me contou que metade do seu salário praticamente vai para o empréstimo.
13:22É, agora sim, mas vai, vai, vai.
13:25Mas acontece que agora, em 2023, comecinho, eu vou terminar o meu empréstimo que eu fiz,
13:34não vou mais, não estou mais fazendo não, meu filho brigou.
13:37Eduardo, qual é a dica para o empréstimo não virar um pesadelo?
13:40Nossa, eu gostei.
13:41É não fazer o empréstimo, essa é a melhor alternativa.
13:44Dinheiro, economista só faz empréstimo quando é para investir em uma coisa.
13:48quer, sei lá, fazer um, comprar algumas coisas para poder vender mais o crochê,
13:54quer alugar uma loja talvez para poder, enfim, esse é o tipo de finalidade, né?
14:00Eu sei que o tempo aqui também é curto, eu vou passar até meu Instagram,
14:02economista, Eduardo Araújo, eduardaraújo.economista,
14:07porque as pessoas que quiserem às vezes me escrever, eu dou muitas dicas.
14:10Então, podem também me escrever que eu vou dar algumas orientações.
14:13São dicas gratuitas, né, Eduardo?
14:14Exatamente. Então, eu atendo muitas pessoas durante a pandemia do coronavírus,
14:19eu atendi cerca de 600 famílias falando sobre essa questão de finanças
14:23e realmente vejo o caso do endividamento que acontece por conta de filhos também,
14:28mas também acontece porque muitas vezes a pessoa idosa tem todo um desconhecimento
14:32dessa matéria financeira.
14:33E só a última coisa, Roberto, às vezes é interessante ter alguém da família
14:38para poder ajudar a administrar as finanças do idoso.
14:41Então, escolhe lá um filho que às vezes tem mais aptidão e mais relacionamento com os demais
14:47e aquela pessoa às vezes pode ser aquela que vai pedir em nome da mãe
14:51ou até mesmo, enfim, mostrar para a mãe que, olha, hoje não dá,
14:57controlar mesmo, ajudar a mãe a administrar, né, o orçamento,
15:01ou os pais a administrar o orçamento.
15:03Então, essa pode ser uma saída também para algumas famílias.
15:05Ó, aqui no Facebook, a Laide está falando, a cesta básica está um absurdo de caro.
15:09A gente sabe que Vitória tem a quinta maior, a cesta mais cara do Brasil, né,
15:14está muito difícil economizar quando não se tem uma renda fixa.
15:16Esse é o comentário da Lúcia Coelho.
15:19E aí, ainda falando um pouquinho sobre essa pesquisa,
15:22a gente fala agora também sobre a questão dos idosos se sentirem úteis,
15:27que é um outro medo que também foi revelado nessa pesquisa.
15:30E aí eu quero saber com a Aline Hessel, psicóloga.
15:33Aline, qual é a dica de que forma que a família pode ajudar
15:37para que os idosos se sintam úteis dentro do ambiente familiar?
15:43Olha, Roberta, é importante a gente conhecer e saber as aptidões, as habilidades,
15:49a condição física e mental daquele idoso e como que ele pode contribuir
15:54para a vida dele, para a família de alguma forma.
15:58Utilidade, a gente consegue, pode ser em ajudar com serviços domésticos,
16:03pode ser financeiramente, pode ser com uma conversa, com uma orientação, né,
16:08com a experiência de vida que eles têm.
16:10É importante a gente dar função, achar que, ah, o idoso tem que aproveitar a vida
16:15e ficar tranquilo vendo televisão, fazendo crochê.
16:18Não é necessariamente isso que vai deixá-los felizes.
16:21Isso, claro que a gente tem que olhar para esse idoso e ver o que vai contribuir
16:26para o bem-estar dele.
16:28Então, se é um idoso ativo, eu tenho, por exemplo, uma avó que tem 92 anos
16:33e ela sente a necessidade de lavar o chão, de lavar roupa, de lavar louça.
16:40E aí a gente precisa, com um certo cuidado, direcionar o que ela pode ou não fazer.
16:45Apesar de ter uma boa saúde, abaixar o chão ou o chão molhado é algo que é arriscado.
16:50Mas lavar uma louça ou fazer a comida com alguém próximo, né, por conta do fogão,
16:55é algo que a deixa útil.
16:57Em contrapartida também, eu tenho a voz dos meus filhos, minha mãe, minha sogra,
17:01que contribuem muito com a minha rede de apoio em cuidar dos meus filhos
17:06e estar com meus filhos.
17:07E certamente a importância que tem na minha vida a ajuda que elas oferecem
17:13é algo que eu acredito que contribuiu ao consentimento delas de ser útil,
17:17de estar contribuindo, seja para o vínculo delas com os netos
17:20ou para a minha tranquilidade em poder trabalhar e poder estar aqui, por exemplo,
17:24dando essa entrevista.
17:26Certo, Aline.
17:26Muito obrigada pelas dicas, por ter participado aqui com a gente no Fala Espírito Santo.
17:31Um beijo para você, viu?
17:33Um beijo.
17:34Mais uma vez, muito obrigada.
17:35Certo.
17:35E obrigada também, Eduardo.
17:37Obrigada, dona Carmelita.
17:39Adorei o seu trabalho, adorei a sua presença aqui no Fala Espírito Santo.
17:42Tá bom?
17:42Volte mais vezes.
17:43Sim, se Deus quiser.
17:44E sucesso aqui com seus trabalhos, até mesmo internacionalmente, tá?
17:48Achou, obrigadão.