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Que prejuízos idosos podem ter e quais são as penas para quem comete esse crime.
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NotíciasTranscrição
00:00Aqui no nosso estúdio eu recebo a psicóloga Daniela Sampaio, obrigada Dani pela sua participação
00:06e também a geriatra Kelly Velo, obrigada doutora.
00:09Mais uma vez aqui no Fala Espírito Santo, explica pra gente quais são os riscos
00:13que essas condições precárias podem acabar oferecendo para a saúde desses idosos.
00:19A gente viu ali balde cheio de lixo, fezes espalhadas, local sem ventilação, gente, isso é desumano.
00:27Extremamente, né? É um problema de saúde pública, porque esses idosos, como que eles estão sendo cuidados?
00:34Ou melhor, né? Não cuidados. Será que as medicações estão sendo dadas corretamente?
00:41Será que a alimentação está sendo preparada adequadamente, não correndo risco de contaminação,
00:47levando a diarreias e desidratação, que pode levar inclusive à morte?
00:52Então, são situações que quando a gente for procurar algum lugar para colocar o idoso,
00:59a gente tem que se cercar de diversos cuidados.
01:01Um é procurar se o local foi autorizado pela vigilância sanitária do município.
01:07Como que a gente sabe disso, doutora? Existe alguma placa?
01:09Tem, você pode pedir, existe uma autorização que todo estabelecimento desse porte tem que estar à mostra
01:17para todo mundo ver, sabe? Igual tem consultório médico, consultório de dentista,
01:22as instituições de longa permanência também são balizadas por esse tipo de autorização.
01:28Então, é muito importante a gente ver isso.
01:30Não só isso, como a BITSE também.
01:32Essa casa, ela é adequada para aquilo?
01:36Sabe? Ela não coloca em risco a integridade física desses idosos?
01:41Por exemplo, não tinha a barra...
01:42Falta de circulação de ar...
01:43Não, nem a barra...
01:45Não tinha...
01:46Não tinha...
01:46Não tinha...
01:47Não tinha...
01:48Não tinha instrumentos de segurança para prevenção de quedas para os idosos
01:53e também não tinha circulação de ar.
01:55Ou seja, se algum idoso se contaminasse com Covid, por exemplo,
01:58ia passar para todos que estivessem no mesmo recinto e, quiçá, na mesma casa.
02:04Então, é um problema de saúde pública grave, gravíssimo.
02:08Agora, Dani, a gente sabe que afeta não só a saúde,
02:12mas também o psicológico dessas pessoas, desses idosos que estavam ali.
02:15Boa tarde.
02:16Boa tarde, Roberta.
02:17E é muito importante a gente falar disso, porque o idoso,
02:20ele já passa por aquele processo difícil de envelhecimento,
02:23onde, por vezes, ele tem dificuldades cognitivas, né?
02:25Lápis de memória.
02:26E aí, acontece que ele passa, às vezes, repentinamente,
02:30de ser o cuidador para ser aquela pessoa que passa a ser cuidada.
02:34Então, já é um processo muito difícil.
02:36E aí, por muitas vezes, a gente pode perceber
02:38que eles tentam não atrapalhar a família, né?
02:41Eles pensam em não falar sobre isso com a família.
02:44E aí, eles vão se calando cada vez mais.
02:45E isso é muito perigoso, porque aí ele não quer dar problema ao filho, né?
02:50Ao familiar.
02:51Ele fica quieto, pensa que ele precisa passar por isso
02:53para que o filho possa viver já aqui, por vezes, na cabeça dele.
02:56Ele quem deveria estar cuidando.
02:58Ele não percebe que o processo inverteu,
03:00que agora ele precisa de cuidado.
03:02E aí, isso é muito preocupante,
03:03porque a tendência é que ele vá se calando.
03:05E aí, algumas vezes, as famílias não ficam sabendo
03:07do que, de fato, está acontecendo ali.
03:08Agora, olha só, a gente quer deixar bem claro.
03:11A gente não está aqui, pelo amor de Deus,
03:13recriminando famílias que optam, né?
03:16Por colocar, que tem aquela conversa,
03:18por colocar o pai e a mãe num lar de idosos,
03:21porque cada um sabe quando...
03:23A sua realidade.
03:24A sua realidade, né?
03:25Porque também muda toda a rotina da família,
03:28e às vezes, né, chega a esse concesso que é importante.
03:31Às vezes, Roberta, há famílias que existem idosos cuidando de idosos.
03:36E imagina, idoso cuidar de idoso.
03:39Não vai dar certo, porque aquele idoso de menor,
03:43com uma idade menor, ele vai ficar sobrecarregado,
03:46ele vai adoecer e pode até morrer antes do mais velho,
03:51por uma sobrecarga física, mental, emocional, desse cuidado.
03:56A gente não pode esquecer que o estresse do cuidador
03:59é uma das maiores causas de institucionalização de idosos no planeta.
04:05Não é só no Brasil, é no mundo.
04:07Então, essa sobrecarga é muito difícil de lidar.
04:12E aí, às vezes, ele vai ser até mais bem tratado, né?
04:16Melhor acolhido.
04:18Num lar.
04:19Agora, o importante é o quê?
04:20É a gente saber, enquanto família, avaliar.
04:24Se esse local tem uma estrutura adequada ou não.
04:27Agora, teve um detalhe ali na reportagem, que a Suelen contou pra gente,
04:30que me chamou a atenção.
04:31A família não tinha conhecimento disso.
04:33Aí, eu perguntei até aqui nos bastidores,
04:36mas como é que funciona?
04:37A família não pode entrar?
04:39Pode.
04:40Pode?
04:40A família, assim, em todas as instituições de longa permanência,
04:45que eu já fui visitar pacientes,
04:47que eu já coloquei, já tive parentes,
04:51é livre acesso.
04:52Ele só, como eu comentei mais cedo com você, né?
04:55Ele só pede uma restrição na hora do banho
04:58pra preservar a intimidade dos moradores, né?
05:02Caso contrário, em qualquer horário, na hora da alimentação,
05:06pra ajudar a dar comida,
05:08pra estar lá em outros momentos,
05:10a maior parte das instituições permitem livre acesso.
05:13Pode e deve, né, Dani?
05:14Porque também tem familiares que infelizmente colocam os pais,
05:20os avós lá e somem, né?
05:23Não tem mais aquela relação.
05:24Então, é importante falar que pode visitar e deve.
05:28É, e são dois casos, né, Roberta?
05:29Assim, tem o caso de quem realmente deixa por deixar,
05:32tem o caso de quem não consegue.
05:33Hoje em dia, todo mundo trabalha demais, né?
05:35Então, por vezes, como você mencionou,
05:37é o melhor caminho, né?
05:38Mas, sim, o idoso, ele precisa perceber que ele tem a rede de apoio.
05:41Ele precisa perceber que ele pode confiar no filho
05:44pra contar o que, de fato, tá acontecendo.
05:46Mas, assim, não é uma frase que, às vezes, a gente fala de forma solta, sabe?
05:49Assim, olha, qualquer coisa você me fala, tá?
05:51Não, é ele perceber que você está próximo, né?
05:53E que, de fato, ele pode te contar que ali não está um ambiente legal,
05:56mas a gente precisa estar próximo.
05:58Nesse caso específico, a gente não pode falar
06:00porque eu não sei ao certo como que era
06:01essa relação de poder ou não entrar nesse espaço,
06:04como que funcionava.
06:05Como você mencionou, a gente não está aqui culpabilizando ninguém.
06:07Mas é importante, já que estamos aqui, fazer o alerta, né?
06:11Que as pessoas tentem cada vez mais estar próximas
06:13e que esse idoso perceba que, de fato, ele tem essa rede de apoio.
06:17E sobre a importância da família estar presente,
06:20mesmo, independentemente se o pai está lá,
06:22a mãe está lá num lar de idosos ou não,
06:25se está dentro de casa, a gente está perto, gente,
06:28oferecendo amor e carinho.
06:29Olha só, ontem a gente mostrou aqui no Fala Espírito Santo,
06:33lembra dessa reportagem?
06:34Um abrigo que foi fechado porque era ilegal.
06:38Olha aí, vamos recordar.
06:39O caso aconteceu no Rio de Janeiro.
06:4220 idosos viviam em um asilo em condições insalubres.
06:46Não havia médico responsável, só um técnico em enfermagem.
06:50Muitos foram levados para lá por indicação da prefeitura.
06:53As famílias pagavam cerca de R$ 1.500 por mês
06:56pela estadia dos idosos.
06:58Moradores da região desconfiaram da forma como eles eram tratados.
07:02Houve denúncia e três responsáveis pelo local foram presos.
07:06Os idosos foram transferidos para abrigos da rede municipal
07:10ou para a casa de parentes.
07:11Surpreendeu a cena de uma capitã da Marinha
07:14que chegou a ser presa por abandono de incapaz.
07:17Ela se recusou a ficar com a madrinha.
07:19A senhora está abandonando.
07:21Não estou abandonando.
07:22A senhora está se recusando a levar.
07:24Não estou abandonando.
07:25Está sim.
07:26E alegou que a idosa era de responsabilidade do pai dela,
07:29que teve um AVC.
07:32Conta para a gente, Dani, quais são os efeitos,
07:35os prejuízos emocionais que uma cena como essa,
07:39filhos que infelizmente acabam abandonando os pais,
07:43isso pode trazer para a vida do idoso?
07:45A tendência é que esse idoso vai se sentir deixado de lado
07:49e vai se sentir principalmente um peso.
07:51E é tão complicado quando a gente sente que a gente é um peso.
07:54Essa cena é muito forte, eu achei.
07:56Porque não dá para a gente julgar, não conheço a cena inteira,
08:00mas, a partir do que a gente viu aí, ela não quer levar.
08:03Isso é tão perigoso, não é, Roberto?
08:05Porque o idoso talvez não vê a cena, não sei,
08:07mas ele sente.
08:09A partir de uma situação dessa,
08:11dá para sentir que a pessoa não quer estar junto.
08:13E isso é muito perigoso para a saúde mental mesmo.
08:16Porque a gente percebe que, nessa idade,
08:18a pessoa vai, que a gente usa muito no consultório,
08:20a expressão desistindo de viver.
08:22E aí a pessoa começa a desistir e ela se entrega,
08:24e ela não cuida mais da saúde física,
08:26menos ainda da saúde mental.
08:27Autoestima, então?
08:28Esquece.
08:29Autoestima é algo que vai deixando de lado.
08:31Porque, poxa, se eu sou um peso para aquela pessoa
08:33que eu cuidei a vida toda,
08:35então, realmente, para que eu vou viver mais?
08:36Então, é muito pesado.
08:37A velhice é muito cheia de perdas.
08:40Ao longo do tempo, você vai tendo perdas.
08:44Você perde familiares, você perde amigos,
08:48você perde vitalidade, autonomia, independência.
08:53E aí, nessa situação de se sentir abandonado,
08:57é uma das maiores perdas, eu acho,
09:00que a gente pode experimentar enquanto idoso.
09:03Que tristeza, meu Deus.
09:04E olha só, gente, presta atenção.
09:05O abandono dos idosos é crime previsto no Estatuto.
09:10E aí a advogada, a doutora Camila Dias,
09:12até mandou um vídeo para a gente.
09:13Roda aí.
09:14O Estatuto do Idoso é a legislação referente a todos os direitos dos idosos.
09:20Inclusive, nessa legislação, trata sobre o crime de abandono de idosos.
09:23Lá no seu artigo terceiro, que fala que a sociedade, a família, o poder público,
09:28todos têm responsabilidade de estar cuidando dos idosos,
09:31exelando por eles.
09:32Sob pena de seis meses a três anos de detenção e multa.
09:37Então, se você, se eu, enquanto sociedade, nós percebermos que tem um idoso,
09:43seja vizinho, seja numa casa de abrigo,
09:46esteja sofrendo maus tratos, abandono por parte de alguém que deveria estar cuidando dele,
09:52nós podemos denunciar através do 181,
09:54que é um canal anônimo para esse tipo de denúncia.
09:57Podemos estar ligando para a polícia também, para estar averiguando,
10:00e ainda fazendo denúncias no Ministério Público, por exemplo.
10:03Importante, enquanto sociedade,
10:05entendemos que nós temos uma responsabilidade,
10:07podemos estar auxiliando, como nos casos que a gente tem visto todos os dias,
10:12em preservar a vida dessas pessoas que já passaram por tantas coisas,
10:15e no momento onde estão fragilizados, precisariam de ainda mais carinho,
10:19e estão, assim, largados.
10:21Obrigada, Camila Dias, pela sua participação,
10:24contribuição aqui para esse debate.
10:26Agora, doutora, nesse caso, no Rio de Janeiro,
10:29o que também me chamou a atenção é a informação que só tinha um técnico em enfermagem.
10:35Pensando que um lar de idosos não é uma mensalidade barata,
10:40a gente sabe disso,
10:41qual seria a estrutura ideal, né,
10:45em termos de profissionais,
10:46o que tinha que ter ali naquele espaço
10:48para oferecer mais qualidade de vida aos idosos?
10:51Olha, Roberta,
10:53como muitas medicações são ofertadas,
10:56então você teria que ter uma equipe multidisciplinar,
10:59você teria que ter ali enfermeiro,
11:03enfermeiros, né, supervisionando os técnicos de enfermagem,
11:07ou cuidadores que passassem por algum processo de treinamento, tá?
11:12Não é qualquer pessoa que vai chegar lá e vai cuidar de idoso,
11:15é necessário como pegar,
11:17como mudar de posição no leito,
11:19como sentar para alimentar,
11:21seria importante ter o acompanhamento com o nutricionista
11:24para fazer o cardápio,
11:25para o cardápio ser balanceado,
11:27adequado para aquela faixa etária,
11:30fisioterapeuta,
11:32educador físico,
11:34terapeuta ocupacional,
11:36médico para passar,
11:38ter um médico responsável por alguma intercorrência,
11:41apesar do que alguns pacientes têm médicos particulares
11:44que vão até essas instituições
11:46e fazem avaliações quando necessário.
11:48Então, quando a gente fala em cuidado do idoso,
11:52é um cuidado multidisciplinar,
11:54nunca é somente um profissional
11:56que vai dar conta de toda demanda, né?
11:59Então, psicólogo para cuidar,
12:01o emocional,
12:02muitas vezes é importante.
12:04Então, assim,
12:05tudo isso custa, né?
12:08Se você pensar em uma instituição
12:10que te dá tudo isso,
12:12o preço vai ser alto.
12:14E qual a família hoje em dia
12:15que tem condições, né,
12:16de colocar em uma instituição
12:18com esse perfil?
12:20Embora a gente tenha aí
12:21alguns asilos filantrópicos, né?
12:23Existem.
12:24Que, às vezes,
12:25o município paga metade dos custos,
12:28o que ainda assim é maior dificuldade
12:30para conseguir bancar...
12:31Para conseguir vaga.
12:32Vaga.
12:33Vaga é muito difícil conseguir
12:34e manter esse financiamento.
12:36Também não é barato.
12:37Você tem custos com medicação,
12:39com fralda,
12:42com alimento, né?
12:44E com o custo de todos esses profissionais
12:46envolvidos.
12:47Não é barato.
12:48Agora, Dani,
12:49para as famílias que estão
12:51acompanhando o programa
12:51e até levando esse debate
12:53para dentro dos lares capixabas, né?
12:56Será que a gente opta
12:58por colocar o papai, mamãe,
12:59vovô, vovó
13:00num lar de idosos?
13:02A gente não está falando aqui
13:03de um depósito de idosos,
13:04pelo amor de Deus, né?
13:06O que é importante
13:07a família levar em consideração?
13:09Quando que é a hora?
13:10Sabe?
13:11Que fala assim,
13:11não, é melhor ter essa decisão.
13:14Eu gostei muito
13:15do que a advogada falou agora, né?
13:16Que ela falou assim,
13:17que realmente é a fase
13:18que a gente precisa
13:19de mais carinho
13:19e atenção por vezes, né?
13:21E aí,
13:22é muito individual, sabe, Roberta?
13:23Porque cada família
13:24tem sua rotina,
13:26cada família tem seu dia a dia.
13:27Então, assim,
13:28às vezes ela consegue
13:28trabalhar um pouco menos,
13:30ficar mais em casa,
13:31ou às vezes aquela pessoa
13:32sai para trabalhar muito cedo
13:34e volta muito tarde.
13:35E aí, sim,
13:35talvez seja a hora
13:36de optar por uma instituição
13:37de longa permanência, né?
13:39Onde ela vai ser mais assistida,
13:41onde ela vai ter momentos
13:41de interação,
13:42porque é muito importante
13:43que o idoso tenha a possibilidade
13:45de conviver com outras pessoas,
13:47principalmente da mesma idade,
13:48porque ele vai ter essa troca, né?
13:50Às vezes,
13:51o que a pessoa está passando,
13:52o colega dele também está passando,
13:54coisas parecidas,
13:55então ele pode ter essa troca.
13:56Então,
13:57eu acho que é uma avaliação
13:58muito individual,
13:59mas para aquelas famílias
14:00que, de fato,
14:00optarem por escolher
14:02colocar o familiar
14:03nessa instituição,
14:04em uma instituição,
14:05que faça toda a avaliação antes,
14:07com calma,
14:08que não seja algo repentino, sabe?
14:09Eu preciso que vá para lá amanhã.
14:10Então, assim,
14:11antes de tomar essa decisão,
14:13que seja algo pensado,
14:14visitado,
14:15conhecido, né?
14:16E aí, sim,
14:17que em seguida,
14:18se realmente essa família...
14:19Levar o idoso junto
14:20para ver se ele também...
14:21Isso, visitar,
14:22fazer visitas prédios.
14:23Já se faz com a creche
14:24com a criança?
14:25É ir em horários diferentes
14:27para ver o que está acontecendo,
14:29sabe?
14:30É importante.
14:31É importante ele se sentir
14:32parte do processo, né?
14:33Porque, se não,
14:33a gente infantiliza ele,
14:35às vezes, né?
14:35E aí, fala assim,
14:36olha, eu decidi isso aqui
14:37para você.
14:37E aí, ele sentindo
14:38que ele fez parte disso,
14:39ele tem poder de decisão também.
14:41Então, que a família
14:41consiga fazer todo esse estudo
14:43para que juntos
14:43eles tomem a melhor decisão.
14:44Eu acho muito difícil, assim,
14:46quando o idoso
14:47ainda tem a cognição
14:49extremamente preservada,
14:50tem sua autonomia e independência.
14:53Isso precisa colocar ele
14:55como principal
14:58foco na decisão.
15:00quando o idoso
15:01já perdeu,
15:03já tem uma doença
15:04neurológica avançada,
15:06como uma doença
15:06de Alzheimer avançada,
15:08aí eu acho que a família
15:09tem uma autonomia
15:10um pouco maior
15:11para poder tomar
15:11uma decisão
15:12com menos culpa,
15:14sabe?
15:14Com um pouco mais
15:15de liberdade,
15:16visão do melhor.
15:18Porque nem sempre
15:19é fácil você
15:20arranjar cuidador.
15:21Às vezes,
15:22é muito difícil.
15:23Às vezes,
15:23você trabalha,
15:24o cuidador está doente,
15:25quem vai cuidar
15:25daquele idoso
15:26naquele dia?
15:26Está acamado,
15:27precisa colocar a dieta,
15:30precisa administrar
15:31as medicações,
15:33sabe?
15:33E quando você está
15:34com uma pessoa
15:35altamente dependente
15:36de cuidados
15:37numa instituição
15:38de longa permanência,
15:39fica mais fácil
15:40esses cuidados.
15:42Numa boa instituição,
15:43claro.
15:44Você sabe que ali
15:45tem profissionais
15:46que foram treinados,
15:47tem uma vigilância
15:48permanente.
15:49Então,
15:50às vezes,
15:51é uma escolha
15:53muito melhor
15:54do que deixar em casa
15:55alguém que você
15:56nem sabe
15:56o que está fazendo
15:57com ele.
15:57Está certo.
15:58Doutora Kelly,
15:59obrigada pela sua participação.
16:00Obrigada pelo convite.
16:01Só lembrando,
16:02minha gente,
16:02que dia 1º agora
16:03foi o dia do idoso,
16:04então vamos aproveitar
16:06esse momento da vida
16:07com as pessoas
16:08que a gente ama.
16:09Obrigada também,
16:10viu, Dani,
16:11pela sua participação.
16:12e aí
16:12e aí
16:12E assim ficou pronto.