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  • há 3 semanas
Preconceito com a síndrome ainda é grande e precisa ser mudado

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Transcrição
00:00Agora um alerta para os pais e para quem tem filhos ou quer ter filhos, hein?
00:04O número de pessoas com síndrome de Down no nosso país é de aproximadamente 300 mil.
00:12Deixa eu chamar a Leite Mendes para trazer mais detalhes, porque é um dia importante hoje, né, Leia?
00:21Isso, Dudu, hoje a gente tem o dia mundial da síndrome de Down ou o dia internacional da síndrome de
00:28Down.
00:28Isso para falar, para esclarecer, falar sobre a síndrome, falar sobre as limitações muitas vezes que essas pessoas têm,
00:35mas falar sobre o tratamento, sobre o diagnóstico, falar sobre o acompanhamento que elas podem e devem ter,
00:44que ajudam muito na qualidade de vida dessas pessoas.
00:47Só lembrando, Dudu, para a gente falar, esclareceu uma coisa que no Espírito Santo não há, a síndrome de Down
00:52não é uma doença.
00:53doença. A pessoa que tem síndrome de Down, ela não é doente, ela não está doente, ela tem uma condição
00:58genética.
01:00E essa condição genética pode gerar algumas questões de saúde nessa pessoa, como a questão visual, como a questão auditiva,
01:09como uma questão motora.
01:10Mas isso tem todo um amparo para essas pessoas, principalmente aqui na PAI, onde eu estou, eu estou na PAI
01:18de Vitória, tem todo um amparo.
01:20Tem fisioterapia, tem fonoaudiólogo, tem várias atividades para desenvolvimento dessas pessoas e elas vivem comum, de forma normal.
01:28Porque, como eu disse, elas não são doentes.
01:31Mas para falar um pouquinho mais, conscientizar a população sobre a síndrome de Down, para a gente entender como ela
01:38funciona,
01:39eu vou conversar agora com a Luciana Feltman.
01:42Falei direitinho, Luciana?
01:43Ela é pedagoga aqui da PAI Vitória.
01:46Só para eu explicar mais uma coisa, eu estou gestante.
01:48A gente sabe que já na gestação, a síndrome de Down, ela pode ser detectada, ela pode ser diagnosticada.
01:54Mas para que, Alê?
01:56Para a gente já começar lá na barriga da mamãe a identificar esse bebê, a estimular, a entender se ele
02:02tem alguma outra patologia congênica,
02:04como aí a doencinha do coração, que às vezes a gente sabe que eles podem desenvolver para tratar e dar
02:08uma qualidade de vida muito melhor para essas crianças, para essas pessoas.
02:13Eu queria que você falasse um pouquinho de como é desenvolvido aqui essas atividades para ajudar as pessoas com síndrome
02:19de Down.
02:20Muito obrigada por atender a nossa equipe, tá?
02:21Obrigada a vocês pelo convite, né?
02:24Bom dia para todo mundo.
02:26Bem, essa situação que você coloca, né?
02:29Você, enquanto gestante, traz para a gente remeter aquela situação do diagnóstico.
02:35Quanto mais precoce, mais rápido se começam os trabalhos de terapia.
02:41Mais cedo a gente começa a identificar as necessidades deste bebê, vamos colocar assim.
02:47Ou às vezes de uma criança na primeira infância, que a gente sabe que é a fase onde a gente
02:52consegue fazer uma evolução muito maior, né?
02:55Então, é muito importante esse diagnóstico precoce do ponto de vista da evolução e do tratamento.
03:01E aí, como você bem coloca, aqui na APAI nós temos esse tratamento não só do ponto de vista clínico,
03:07né?
03:07Tem terapia ocupacional, fonoaudiologia, psicologia, estimulação essencial, que é extremamente importante aos bebês, o fisioterapeuta, porque pode acarretar a questão
03:18motora, pode acarretar a questão da fala.
03:22Então, todos esses técnicos, né? Todos esses profissionais da saúde juntos vão elaborar um plano de atendimento para que a
03:29criança tenha um melhor desenvolvimento.
03:32Não distante disso, nós temos também um caminhar na fase da educação, porque a instituição APAI, ela tem um tripé
03:40de ação.
03:41Saúde, educação e assistência social.
03:43Então, quando você fala desses três pontos, você está falando de três pontos básicos na vida do ser humano, né?
03:50E em consequência da pessoa com deficiência.
03:53Então, está na educação, está inserido no AEE, que é um atendimento de contraturno, ele está na escola regular, como
04:00você bem colocou, ele não tem uma doença que o impede de estar nos ambientes.
04:04Ele tem sim uma condição genética, tem sim algumas dificuldades, mas que são dificuldades elaboradas ao longo do tempo para
04:12que elas sejam vencidas ou minimizadas.
04:15Então, limitação existe, mas existe também o potencial.
04:18E aí a gente vai trabalhar no potencial, né?
04:20Dessa criança, desse adulto, adolescente, jovem, enfim.
04:23Na condição em que ele chega para a gente, na idade que ele chega.
04:27Não distante disso também, nós temos o processo na assistência social.
04:30Que aí já é visando o mercado de trabalho, visando aqueles que podem, de fato, estar num espaço que seja
04:37garantidor do direito do trabalho a ele,
04:40ou então que seja garantidor do trabalho apoiado junto a essa família.
04:44Então, existe toda uma trajetória e uma movimentação que não começa só lá na infância.
04:50Pode ser que, de repente, não é morador do município de Vitória, mas mudou para cá na fase da adolescência.
04:54Então, pode ser inserido em alguma outra atividade.
04:58A gente falou muito, então, aqui dessa primeira infância, mas você acabou de dizer, então, das pessoas que são, talvez,
05:04já adultas,
05:05que precisam ser inseridas aí no mercado de trabalho, porque você também falou de limitação.
05:09Mas limitação todos nós temos e a gente vence essas barreiras.
05:13E eles também podem vencer.
05:14Então, eu queria que você falasse um pouquinho sobre isso, sobre o mercado de trabalho,
05:17sobre como é possível que eles se comportem e tenham uma vida extremamente normal.
05:22se acompanhados e se que a gente, como família, não tenha preconceito.
05:28Nós mesmos que vivemos perto deles, não tenhamos preconceito com eles.
05:32Então, a questão do preconceito, que você vem chamando a atenção, é muito importante da gente estar trabalhando.
05:39Porque existe uma questão assim, ah, ele não vai fazer nada.
05:43O que é não fazer nada?
05:44Todo mundo faz alguma coisa.
05:46Então, muitas vezes, o que para a gente não é tão importante, para eles é um ganho significativo.
05:51A questão do mercado de trabalho é porque existe já há alguns anos toda essa movimentação,
05:57até porque existem as cotas trabalhistas, né, de localização de pessoas com deficiência.
06:02E a síndrome de Dow se engloba nesse espaço, né.
06:07A PAI, assim como as outras APAIs e como a Vitória Dow, que é a nossa co-irmã,
06:13a gente faz um trabalho pensando as possibilidades de ação dessa pessoa no mercado de trabalho.
06:18Então, tem um trabalho todo acompanhado pela assistência social,
06:22que leve esse aluno, aluna, assistido ou usuário da PAI,
06:27a um espaço onde ele realmente tem a competência e a habilidade de fazer.
06:32Então, não é simplesmente, ah, não, tem uma vaguinha aqui, vamos colocar.
06:35Não, existe todo um processo de identificação dessa vaga e da pessoa que vai estar nessa vaga.
06:43Então, existe sim a possibilidade de se chegar ao mercado de trabalho,
06:46existe sim de nutrir a própria vida e de ser responsável por si mesmo.
06:50Muito obrigada, Luciana, por conversar com a nossa equipe, por esclarecer,
06:54por dar um pouquinho de orientação que seja aqui no nosso tempinho curto,
06:58para as famílias, para as pessoas, para a sociedade no geral, como ela falou.
07:01Tem sim possibilidade do mercado de trabalho, tanto tem que quando eu trabalhava
07:05numa outra empresa, sem ser aqui na TV Vitória, eu tive um estagiário,
07:08tinha síndrome de Down, o Filipe era maravilhoso.
07:10Um beijo para você, Filipe.
07:12Então, o que a gente precisa, na verdade, Dudu, é não ter preconceito,
07:16é isso que a gente precisa, e dar tratamento e qualidade de vida
07:19para quem tem síndrome de Down ou qualquer outra síndrome.
07:23Limitação, todo mundo tem, eu tenho, você tem, a Luciana tem, todo mundo tem,
07:26e a gente vive bem com isso.

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