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  • há 9 horas
O Círio de Nazaré também se celebra à mesa. Depois das procissões, promessas e homenagens à padroeira dos paraenses, famílias se reúnem para compartilhar um almoço marcado por sabores que atravessam gerações. Maniçoba, pato no tucupi, arroz paraense, vatapá, doces e outras receitas tradicionais fazem parte de uma tradição que mistura gastronomia, memória afetiva e devoção.
No Pará, preparar a comida do Círio não é apenas uma tarefa doméstica. É também uma forma de manter viva uma cultura transmitida entre pais, filhos e avós. Para quem trabalha com os ingredientes que chegam às mesas nesta época do ano, como os vendedores de maniva e maniçoba do Complexo do Ver-o-Peso, outubro é um mês simbólico.

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Transcrição
00:00Mas é uma coisa muito grande, porque várias pessoas vão comer, né?
00:05Vem de fora pra experimentar, e eu fico alegre, né?
00:08Porque eu fico com ela, né?
00:10Aí sai feliz, que é gostosa, né?
00:12Já começa a variar gente de fora, aí começa a ficar ajeitado.
00:17É, uma dança muito boa, né?
00:18Eu acho que tem aquela mesa recheada, do margarim.
00:21Lá quando eu tomo o fio, o tato, uma maniçomba bem feita.
00:27Uma dança muito boa.
00:28Hoje, de onde eu vivo, também não tirou esses tempos.
00:31Setembro, já 15 de antes, já saímos bastante.
00:34E nós temos que se programar, porque tem muita entrega também.
00:37Fora de venda daqui, eu tenho muita entrega, a pessoa se espera.
00:40Quando chega essa época, eu pensei que é uma felicidade.
00:43Apesar que o trabalho dobra mais, mas é gostoso de trabalhar,
00:46saber que não venderam, né?
00:47Venderam bastante.
00:59Apesar que o trabalho dobra mais, mas é gostoso de fazer.

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