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#AGrandeFamília

Créditos: Rede Globo de Televisão

Categoria

🎈
Diversão
Transcrição
00:00E aí
00:08Ah, só me faltava essa, só me faltava essa. Sabe aquele meu vestido vermelho que me deixou com uns peitos
00:16ótimos assim?
00:17Só mesmo, de onde vai parar?
00:19Meu Deus, o que vão ser dos seus peitos agora?
00:22Eu nunca tive esse tipo de problema.
00:25Chefa, oi. Você não tá desconfiando de mim, não né?
00:28Não, Bebel, minha filha. Claro que não, meu amor. Eu só acho que agora a gente vai ter que tomar
00:33mais cuidado.
00:35A gente vai ter que ficar, ó, de olho.
00:37Marilda, é bom ficar de olho mesmo. Dá uma olhadinha nisso aqui. Inauguração da churrascaria Costela de Adão.
00:44Mãe, pra que mostrar? Uma foto do Paulão com a mulher dele pra Marilda.
00:48Ô, Bebel, é que sei lá, mas a mulher dele tá usando um vestido parecidíssimo com esse vestido aí que
00:53a Marilda disse que sumiu, né?
00:55Parecidíssimo nada, gente. Esse vestido é o meu vestido. O Paulão roubou o meu vestido pra sair com a sucuri
01:01em eventos sociais.
01:03Mas valoriza mesmo o peito, né?
01:05Bebel, não piora a situação?
01:07Tem jeito de ficar pior?
01:10Tem!
01:13Paulão, dessa vez você passou dos limites. Você roubou o meu vestido!
01:17Calma, Marilda. Eu confesso que peguei, mas foi por um bom motivo, sabia?
01:21Eu tava vendo aqui o tamanho do busto pra comprar um outro de presente pra você.
01:25O Paulão não inventa não, sabe? Sabe o que que é?
01:28A gente sabe que a sua esposa usou esse vestido na inauguração, lá da churrascaria Costela de Adão.
01:35Não, a sucuri vegetariana, sabia?
01:38Paulão, Paulão, não mente não. A gente viu a foto no jornal, Paulão.
01:43Tá bom, então eu vou falar a verdade.
01:46A Suzete ganhou o convite pra inauguração da costelaria de Adão e pediu que eu comprasse um vestido novo pra
01:51ela.
01:52Pra economizar o seu dinheiro, você roubou o meu vestido.
01:54Não, roubou não. Eu ia devolver. Vou devolver limpinho e passadinho.
01:58Você queria que eu gastasse com ela uma grana que podia gastar com você? Venhamos e venhamos, Marilsa.
02:03Não adianta, não. Isso aí nunca vai virar um ser humano, entendeu?
02:07Vambora, gente. Até logo. Passe bem.
02:10Não, pera. Marilsa falou um negocinho. Esse cuidinho aqui, esse rasgadinho aqui já tava, viu?
02:15Só pra avisar, só pra avisar você.
02:17É um desfile.
02:17Passe bem, Marilsa!
02:20Passe bem, eu mato você!
02:23Calma, Marilsa!
02:25Viu, viram, viram?
02:27Que isso, Marilsa?
02:30Cêns viram, viu?
02:34Só 30 reais, então?
02:36Nem mais um centavo, Tuco. Eu já dei a mesada desse mês.
02:39Só que, Popo, não é característica das mesadas? Acabar ali antes do final do mês.
02:43E os salários também. Eu tô sem dinheiro e some daqui, Tuco.
02:45Com 20 reais.
02:46Me soca, Tuco.
02:47É 10 reais. É que eu combinei com a agenda. Passe. Passe. Passe. Passe.
02:51Passe. Passe. Passe.
02:52Olha, Leninho, eu podia tá aí roubando, podia tá no crime desesperado, mas eu tô aqui apenas pedindo.
02:56Eu já devia ter aprendido, ô Agostinho. Eu só devo sair de casa foragido ou disfarçado.
03:01Ô Leninho, é que a Bebel tem que tomar mais vitamina pra criança nascer fortinha.
03:04Essas vitamina são muito caras.
03:06O que foi? Vai pegar cheque?
03:07Não, Agostinho. Vou pegar minha agenda. Tá tudo anotado aqui, ó.
03:10Essa mesma desculpa você usou sete vezes, só nesse ano.
03:14Eu quero falar a verdade, então. Na verdade, assim, do táxi não tá rendendo,
03:17porque as pessoas tão usando outro tipo de transporte, então eu não tô com dinheiro pra pagar aluguel.
03:20Se eu não pagar aluguel, eu perco a cara, perdendo aquela...
03:22Tem um lugar pra eu morar, que é pra eu morar com você.
03:24Ah, bom, se é assim, Agostinho, eu prefiro a falência. Quanto é?
03:27Quinhentos é dinheiro. É, porque o preço tá...
03:30Peraí, peraí, peraí, peraí, peraí. Eu não tô acreditando.
03:32Você vai emprestar dinheiro pra Agostinho e eu?
03:34Você já mora comigo, tu.
03:41Brincadeira, hein?
03:55Ah, pronto. Vou ter que levar esse carro pra oficina.
03:59Agostinho, dá para o meu seco, Agostinho?
04:01Agostinho?
04:02Agostinho?
04:03Fugiu.
04:04Com o meu seco?
04:05Ah, bem feito. Quem mandou dar o chave pra ele em vez de emprestar pra mim?
04:07Ah, meu Deus.
04:12Com o negócio, camarada, você me adianta 200 platas pra comprar um filtro novo
04:17e depois da mão de obra a gente acerta depois.
04:19Não, eu não vou poder adiantar nada, porque eu tive uma despesa extra,
04:21não tenho dinheiro nenhum.
04:22Ah, não, então não dá porque a casa não aceita, assim, querer diário.
04:26Eu próprio detesto fiado.
04:31Acontece então que você detesta fiado, é isso?
04:33Eu só quero dizer uma coisa, se você não pagar ainda hoje,
04:37eu vou até rir e quebra a sua cabeça com um colo de pastel.
04:41Bom, agora não tem mais jeito, ô, Paulão.
04:43Você vai ter que consertar meu carro fiado mesmo.
04:45Não, não, mas é a grana que eu tô devendo pro Peixola.
04:48Ele me ameaçou, você viu.
04:50Se o Peixola esperou um mês pra quebrar a sua cabeça,
04:53ele pode esperar mais dois dias, não é, Paulão?
05:00O carro do Popozão em Guiçoeira vai precisar da grana pro conserto, hein?
05:05É, é, e eu com isso.
05:07E eu com isso que essa grana que tá na tua mão aí é daquele cheque que ele te deu,
05:11né?
05:11Você falou, o verbo é esse, deu.
05:13Você quando dá uma coisa, a coisa é de quem?
05:15É da pessoa que tá recebendo, então é dado.
05:17Foi dado.
05:18Quando você vai dar uma coisa, vai tirar a coisa da pessoa depois.
05:20Agora, se eu pedir dinheiro ao seu pai,
05:22não é por causa de molecagem não,
05:23porque a pessoa vai me contar com o seu pai de família.
05:25Tá avisando Deus, eu não vivo de mesada.
05:27Não vivo de mesada.
05:28Então, Agostinho, você passa o dinheiro do aluguel que vence hoje?
05:31Que dinheiro?
05:31Se eu tivesse algum dinheiro, o dinheiro que eu tivesse meu...
05:34Honestamente, a pessoa primeira que eu pagaria era você.
05:36Minha dívida pra mim, qual o aluguel?
05:38Sei.
05:38Por que que todo mundo que me deve não me pague, hein?
05:40Vocês acham que eu tenho cara de quê?
05:42Olha, Agostinho, eu vou esperar esse dinheiro do aluguel até a meia-noite.
05:45Tá entendendo?
05:46Tá bom.
05:47Tá bom.
05:47Eu juro que até meia-noite eu pago você.
05:50Eu tô esperando.
05:51Tá.
05:52Falei meia-noite, pedia.
05:53Então vai ficar esperando aí um tempo.
05:55Ô, Agostinho, essa grana não era justamente pra pagar o aluguel do Beixola?
05:58É, claro que é.
05:59Aqui ainda eu tenho que pagar o Paulão.
06:00Se eu não pagar o Paulão, eu não tenho condição de ter meu carro.
06:03Sem ter meu carro, eu não posso trabalhar.
06:05Sem trabalhar, eu não tenho como pagar o aluguel, aí não tenho como pagar seu pai.
06:08Você não tem nada de economia.
06:09Economia é uma coisa em cadeia.
06:12Ué.
06:12Cadeia, né, Agostinho?
06:13Você ainda vai acabar, é tonto de tanto dar a volta nos outros.
06:17Tô te pedindo porque sei que eu não tenho uma organizada estreita
06:19e eu tenho que pagar essa dívida, Paulão.
06:21Não pode passar de hoje nem.
06:22Eu já te falei.
06:23Eu não tenho dinheiro, Agostinho.
06:24Não é questão de dinheiro.
06:26A questão é que eu tenho que passar o dia trabalhando aí no táxi.
06:28Eu ia pedir pra você ficar depositário dessa quantia que a pessoa vem aqui pegar.
06:33Você tá querendo pagar dívida?
06:35O que que você deu?
06:36Coisa importante pra caramba do meu certo. Coisa importante.
06:39Por que você não deu esse dinheiro com a Belbel?
06:41Isso também porque é uma surpresa, cara.
06:43Eu mandei fazer o berço da nossa filhinha.
06:46Tá entendendo?
06:47Pra Belbel não pode saber.
06:48Então é isso aqui que o marceneiro vem buscar.
06:49Sei lá, isso aí tá me cheirando roubado, hein?
06:52Não, rapaz, jamais.
06:53Pô, Paulão.
06:54O parceiro tá chegando aí, rapaz.
06:55Coisa boa pra mim, por favor.
06:57Faz, por favor, tô te pedindo.
06:57Pô, te devo um, vai.
06:59Pô.
06:59Pega o dinheiro, rapaz.
07:00Pô, o dinheiro é bom.
07:01Ó, vou querer uma comichão, hein?
07:03Tá.
07:12Você?
07:27E aí, Marilda, bom dia, gente.
07:29Oi, mãe.
07:30E aí, tá mais calminha hoje, depois daquela confusão toda?
07:34O que que aconteceu?
07:35É, aquela confusão aquilo tudo com o Paulão.
07:37Ô, mãe!
07:38O que que foi, ué?
07:39Renê, não fala, não pronuncia mais o nome desse cidadão aqui dentro.
07:45Ué?
07:46Não, por que não?
07:47Porque pra Marilda, o Paulão morreu.
07:51De novo, Marilda?
07:52Mas agora é pra sempre.
07:53Morreu mesmo.
07:54Eu matei ele aqui dentro do meu coração.
07:56Sim, doutor.
07:57Pode ver.
07:58É aquela ali mesmo.
07:59É ali, ó.
08:00Dona Marilda?
08:01Por bem, a senhora será detida para averiguações.
08:04Detida?
08:04Eu?
08:05Porque nós estamos investigando o desaparecimento do Sr.
08:07Paulo Wilson, vulgo Paulão da regulagem.
08:09Olha aqui, Marilda, não adianta negar.
08:12Porque todo mundo aqui, a vizinha inteira, ouviu você falar que ia matar ele.
08:16Você é uma assassina!
08:17Você é uma assassina!
08:19Viva!
08:20Viva!
08:21Viva!
08:21Calma!
08:22Calma, que eu preciso fazer umas perguntas pra Dona Marilda.
08:25É melhor eu só fazer essas perguntas lá na minha casa, porque aqui a rua inteira tá
08:29ouvindo, entendeu?
08:30Nossa, uma mulher que cometeu delitos.
08:33Um cafezinho pra esfriar os ânimos.
08:36Ô mãe, café não esfria, mãe esquenta.
08:38Nenê, por favor, umas perguntas pra senhora.
08:40Cara, eu quero que a senhora me diga a verdade, tá certo?
08:43Claro.
08:44A senhora ouviu a Dona Marilda ameaçando o Sr.
08:46Paulão da regulagem?
08:47Ou ouviu ou não ouviu?
08:48Não falei que as coisas iam esquentar?
08:50Eu ouvi, quer dizer, mas era da boca pra fora, seu inspetor.
08:53Sabe o que que é?
08:54Ela já falou mais de cem vezes que ia matar o Paulão.
08:57E ela nunca matou.
08:59Exatamente.
09:00Agora a gente não pode mais desabafar com uma amiga que isso vira uma prova criminal
09:04contra a gente.
09:05Além do mais, quem foi que falou que o Paulão foi mesmo assassinado?
09:09Mas ele desapareceu, misteriosamente?
09:12Misteriosamente, só se for pro senhor, doutor delegado.
09:15Porque todo mundo aqui sabe que o Paulão aparece e desaparece na hora que ele bem entende.
09:20Não é, Suzete?
09:21Para de disfarçar, Marilda.
09:22A hora que todo mundo sabe o que aconteceu, tá muito claro.
09:25Temos um Paulão desaparecido.
09:27Temos uma mulher que jurou ele de rosto.
09:29Temos até uma testemunha que ouviu a mulher dizer que ia matar a vítima.
09:34É muito óbvio que o que aconteceu, é muito óbvio.
09:36Vou querer uma comissão, hein?
09:38Tá.
09:48Você?
09:49Mariusa.
09:53Esperando mais alguém?
09:54Para trocar umas ideias e fazer as pazes, só você, Mariusa.
10:00É?
10:00Você vai trocar umas ideias e com uma tesourinha?
10:03Não, não, não.
10:04Não!
10:05Não!
10:06Não!
10:06Não!
10:06Não tá nada na cara!
10:09Que eu não fiz nada, doutor delegado!
10:10Eu juro que eu não fiz nada!
10:12Essa moleca é doida de pedra!
10:14Bom, então, doutora Marilda, a senhora nega ter feito qualquer coisa contra o seu Paulo Wilson.
10:18Doutor delegado, eu vou confessar uma coisa pro senhor, sabe?
10:21Eu sou uma mulher burra, eu caio em conversa de homem safado, eu tenho dedo podre pra homem,
10:26eu sou fumante, eu bebo, tá entendendo?
10:29Eu faço um monte de coisa errada!
10:31Agora, eu juro por Deus que eu não sou assassina!
10:35Outra coisa, seu delegado, eu também não sou testemunha contra ela, como essa mulher aqui falou não!
10:39Essa mulher aqui, essa pobre coitada, ela é incapaz de matar uma mosca!
10:43Mesmo que esta mosca mereça!
10:46Como é o caso do Paulão, pode botar aí!
10:48Mas mesmo assim, a senhora vai ter que ir pra delegacia comigo!
10:51Vamos pra delegacia, vamos lá!
10:51Olha, você arruinou minha vida!
10:53Bota, capitão!
10:54Bota, capitão!
10:56Bota, capitão!
10:56Bota, capitão!
10:57Presidente, por favor, amor, eu preciso confessar uma coisa.
11:02Quem matou o Paulão fui eu!
11:05Então eu contratei um despachante, isso não é crime, esse despachante não é crime!
11:09Chico, por que que isso tem a ver com o Paulão?
11:11Pois é, então, o problema é que eu estava devendo exatamente pro despachante um dinheiro,
11:17eu estava devendo uns dias, na verdade eu estava devendo há um mês, uns meses.
11:23Isso é um típico seu nem Agostinho.
11:25Pois é, e o homem, esse despachante, sabe o que mais chato da história?
11:29É um homem muito violento, começou a me fazer ameaça,
11:31eu cobrar o dinheiro de uma forma um pouco agressiva,
11:33e eu, como você faz de família, não estou em exposição aí de me expor ao perigo,
11:37de levar aí uma surra, eventualmente até...
11:40Então, eu tive essa ideia de eu pedir ao Paulão, deixei o dinheiro com ele,
11:44e pedi ao Paulão que fizesse o pagamento.
11:47Mas isso é típico de você, não é, Agostinho?
11:49Ih, você nem conhece o Agostinho direito!
11:51Dona Elina, mas ela tem razão.
11:52Provavelmente o que aconteceu é que o homem foi cobrar lá,
11:54pegar o dinheiro com o Paulão, matou ele, porque se vingou, né,
11:57da raiva que estava de mim, e matou o Paulão.
12:00E eles são muito violentos, antes de matar eles...
12:04fazem coisas horríveis com a pessoa, né,
12:06quebram a perna, quebram o braço, arrancam o olho...
12:08Chega, Agostinho!
12:09Não, é verdade, o Paulão está morto e...
12:12A culpa é minha.
12:15Vou querer uma comissão, hein?
12:16Tá.
12:18Você?
12:26Você é o marceneiro?
12:29Não, sou ferradura.
12:30Cadê a grana?
12:32A grana que o Agostinho deixou?
12:34Tá aqui, essa aqui, ó.
12:36Pode conferir.
12:38Valeu.
12:39Agora deixou dar o troco.
12:41Que troco?
12:42Não!
12:47Ai, meu Deus!
12:48Ai, meu Deus!
12:49Será que fizeram mesmo alguma coisa com o meu Paulão?
12:52Será que nunca mais vão encontrar o Paulão?
12:54Será que toda vez que acontece alguma coisa de ruim,
12:57você tem que estar metido no meio, Agostinho?
12:58Não, gente, espera aí só um minutinho,
13:00que tem alguma coisa que não tá batendo nessa história.
13:02Qual é que é mesmo o nome desse... desse... desse despachante aí que você disse?
13:05Ferradura.
13:06Pois é, ferradura.
13:07Esse elemento é velho conhecido da polícia.
13:09Ele já foi condenado duas vezes por agressão.
13:11Então foi ele que batou o Paulão, tá vendo?
13:13A culpa é minha.
13:13É aí que tá, Agostinho, é impossível isso.
13:15Porque ele foi preso ontem de manhã.
13:17Então não tem nada a ver com isso?
13:18Então eu tô livre que tem nada...
13:20Então quem matou o Paulão realmente foi uma marilda.
13:22Quem marido matou o Paulão?
13:23Eu já falei que eu não matei ninguém!
13:25Confessa!
13:26Agora você vai confessar porque...
13:27Eu vou te ajudar!
13:28Eu vou te ajudar!
13:29Eu vou te ajudar!
13:29A amarela vem da cara, hein!
13:50Eu vou te ajudar!
13:58Eu vou te ajudar!
14:03Eu vou te ajudar!
14:06Eu vou te ajudar!
14:26Lineu, o que você está fazendo aqui?
14:28Eu vim aqui pegar o meu carro com o Paulão, mas eu não encontrei nem o meu carro e nem
14:31o Paulão.
14:32Você sabe o que aconteceu?
14:33Não me diga que aquele cretino fez alguma besteira com o meu carro.
14:36Lineu, não fala assim de um morto, né?
14:38Morto? O Paulão?
14:39É, quer dizer, ele está desaparecido, mas a polícia veio atrás da Marilda
14:42porque a mulher dele denunciou a Marilda que sumiu com o Paulão.
14:46Meu Deus do céu, mas e você, pessoal? Está fazendo o que aqui?
14:49Eu vim aqui olhar, quer dizer, vim aqui pegar um negócio.
14:52Você está roubando a secretária eletrônica?
14:54O que é a secretária eletrônica?
14:55Já entendi, você quer apagar a mensagem onde você diz que quer quebrar a cabeça do Paulão?
15:00O que é isso, Lineu? Eu só peguei essa secretária como parte do pagamento da dívida.
15:03Não é isso, Lineu, você fez isso.
15:08Não, meu mestre, você está crescendo esse disco, pessoal.
15:13Que discussão é essa? A polícia está aqui.
15:16Ah, ótimo, que eu acabo de vir da oficina do Paulão e além do Paulão, o meu carro também sumiu.
15:21Pois é, o criminoso pode ter roubado.
15:23Não, a criminosa, não foi menino, porque quem matou o Paulão foi a Marilda.
15:27Fica quieta, você não chamou a polícia? Então deixa a polícia trabalhar.
15:30Então, o senhor, eu só vi alguma coisa estranha, fora do normal na oficina.
15:35Não fui eu, mas eu sou inocente, eu juro, eu juro.
15:38Ô, Beissola, peraí, ele não falou nada ainda.
15:42Calma, ô, Beissola, eu não encontrei meu carro e nem sei quem sumiu com ele,
15:46mas eu encontrei o Beissola sumindo com essa secretária eletrônica.
15:50Ô, Beissola, você está metido no sumiço do Paulão?
15:53Eu só queria pagar a gravação para não sujar a memória do pobrezinho.
15:58Ah, dona Nenê, imagina se ele ficar na memória de todos com uma pessoa que não paga o que deve.
16:04Desde quando você se preocupa com a imagem dos outros?
16:07Que gravação é essa, senhor Beissola?
16:09Ô, Beissola, ele deixou uma gravação aqui na secretária da oficina.
16:13Eu acho que num caso como esse, não se deve ocultar nada.
16:17Vamos dar licença.
16:24Se você não pagar ainda hoje, eu vou até rir e quebre a sua cabeça com um urno e bateu.
16:30Beissola, você ameaçou Paulão?
16:33Ameaçou sim, cumpriu a ameaça.
16:34Tá vendo, o assassino foi ele?
16:36Vou querer uma poluição, vai.
16:37Tá.
16:39Pronto.
16:48Você?
16:49Beissola?
16:50Você vai pagar aquilo que você prometeu?
16:52Eu até gostaria, Beissola.
16:54Eu gostaria, mas eu tô assim, completamente liso, sabia?
16:57Não dá.
16:58Então eu vou cumprir o que eu prometi.
17:01O quê?
17:01Paulão da regulagem.
17:03Pois agora você vai sentir como é que se amassa um pastel.
17:08Não.
17:09Vocês não podem me acusar assim.
17:11Ô, Beissola, ninguém tá acusando você de nada.
17:13Não, mas a sua atitude de roubar a gravação é no mínimo suspeita.
17:17Ô, gente, pelo amor de Deus, que loucura.
17:19Alguém vai cometer um crime por causa de uma dívida de pastel?
17:22Não, não, não, não.
17:22O Beissola não é uma pessoa que a gente pode dizer muito saudável.
17:25Desculpa, Beissola, mas ele já teve vários surdos.
17:27Quem sabe ele teve um surdo, matou o Paulão durante o surdo e esqueceu.
17:29Tá certo.
17:30Essas evidências, elas têm que ser levadas em consideração.
17:33Alto lá.
17:33Eu sou advogado e sei das coisas.
17:36Por acaso alguém encontrou o Paulão?
17:38Então, se não há corpo, não há crime.
17:40Se não há crime, não existe criminoso.
17:42Não, não há criminoso, é uma criminosa.
17:44Olha, chefe, eu fosse você e aproveitava que o Beissola é advogado e processa logo a sucuri por calúnia.
17:50Não, gente, o Beissola tem razão.
17:52Se não tem corpo, não tem criminoso.
17:53O Paulão deve estar por aí fazendo alguma, entendeu?
17:56Opa, dá licença.
17:59Sim.
18:00Porão.
18:02Como?
18:03Tem algum Lineu Silva aqui?
18:05Sou eu, Lineu Silva.
18:07Seu carro foi achado no terreiro Aldir.
18:08Encontraram, Paulão?
18:10Encontraram, meu marido.
18:29Olha, alguém vai ter que ir lá comigo para reconhecimento.
18:32Aqui tem um corpo dentro do carro.
18:34Ah, não.
18:35Eu não vou conseguir.
18:36Não, eu também não vou, não.
18:37Eu não vou conseguir, não.
18:39Vai você, Lineu, vai.
18:51Olha, o Paulão está largado lá dentro.
18:59Mas eles estão divertindo, tão legal.
19:02Ele é tão sensível, né?
19:04É carinhoso.
19:05Ele não merecia isso.
19:06Elas não eram inimigas.
19:07É que a dor uniu as duas.
19:22Suzete, Marilza, juntas?
19:24É que eu estou no paraíso.
19:26Meu Deus.
19:29Ô, Paulão, você quer fazer o favor de explicar o que é que você estava fazendo aqui com o meu
19:34carro?
19:35Ué, mas você pediu para eu consertar o que é que você estava fazendo aqui com o meu carro?
19:40Ué, mas você pediu para eu consertar o carro, então?
19:43Eu estava testando.
19:44De cueca?
19:46Ah, não.
19:47Justamente.
19:47Por causa do calor.
19:49Aliás, o seu ar-condicionado não está funcionando bem, não.
19:51Meu carro não tem ar-condicionado, Paulão.
19:53Eu devia botar.
19:54Eu faço até um preço camarada de vida em três oportunidades.
19:57Gente, olha aqui.
19:58Achei esse brinco no banco do carona.
20:00De quem é, Paulão?
20:02Não, meu não é.
20:03Deve ser da dona Neném.
20:04Ah, meu não é não, Paulão.
20:06Então alguém aqui deve uma explicação.
20:08Ih, o carro é seu.
20:09Ele nem eu sujou.
20:10Sujou para você, Paulão.
20:12Acho melhor você contar a verdade, porque senão aproveito que a polícia está aqui e dou queixa de roubo contra
20:16você.
20:17Não, roubo não.
20:18Roubo não.
20:18Você pediu para eu consertar o carro, então não roubei nada nesse carro.
20:22Roubou-se, senhor.
20:22Roubou minha gasolina, roubou minha paciência.
20:25É, roubou nosso tempo, né, Paulão?
20:27Desembucha.
20:28Senhor Paulo Wilson, o senhor já causou muita confusão.
20:30Ou o senhor se explica aqui, ou então na delegacia.
20:33Não, não, não há necessidade.
20:35Então eu vou botar para fora.
20:37Eu vou abrir, eu vou abrir para você.
20:39Ele é uma comissão, hein?
20:40Tá.
20:41Tá.
20:42Tá.
20:43Tá.
20:43Tá.
20:44Tá.
20:50Você, Charlene, sabia que eu apreciei pra caramba, assim, você ter aceito o meu convite,
20:57né?
20:59Porque as coisas estão dando certo, a oficininha tá batendo bolão, tô com um carro novo,
21:05quase novo.
21:06Você podia dar um, bora, bora dar um passeio aí?
21:10Porque eu tava com saudade, senhor.
21:12O quê?
21:13Aí, esse é o carro que eu te falei, novo, quase novo.
21:17Chega aí, chega aí.
21:18Bem rápido, que eu não posso ficar muito tempo por aqui, porque eu gosto de...
21:24Maravilha.
21:25Ela estudou comigo, como é que eu ia imaginar que ela era bandida?
21:29Eu conheço a Charlene, ela já tem umas 15 entradas na delegacia, sabe?
21:33Ela adora pegar um otário.
21:34O senhor provavelmente tomou um boa noite, Cinderela.
21:36Cinderela não, Charlene.
21:38E ela levou todo o meu dinheiro.
21:40Ô, Paulão, você usou o dinheiro que eu dei pro Agostinho pra sair com uma garota?
21:44É ir no carro do meu marido, né, Paulão?
21:47Eu vou matar você, Paulão.
21:49Não, eu vou matar você.
21:50Eu sou a esposa que veio matando o meu dinheiro.
21:52Calma, calma, calma, calma, calma.
21:53Não pode, não.
21:54Mas por isso.
21:55Deixa, deixa, deixa, deixa, deixa, deixa, deixa, deixa bater um pouquinho, que ele merece.
21:58Você sabe?
21:59Isso aí, eu vou...
21:59Olha aí, já, desculpa.
22:01Se encorta aqui.
22:12Ô, Lili, você conseguiu aí recuperar o carro aí?
22:15Carro, eu consegui.
22:15Agora falta o meu dinheiro.
22:17Que dinheiro?
22:18Que dinheiro?
22:19Dinheiro que a gente emprestou, né?
22:19Eu sou testemunha.
22:21Ah, meu, seu dinheiro foi roubado.
22:22Não, Agostinho, não.
22:23O meu dinheiro eu emprestei pra você.
22:26Não, seu dinheiro eu deixei na mão do Paulão e ele foi roubado.
22:29Ô, Maté, tu é muito esperto, hein, Agostinho.
22:30Tu deixou a grana na mão do Paulão, rapaz.
22:32O dinheiro era seu.
22:33Se eu tivesse um dinheiro que fosse meu, eu teria pedido um dinheiro neu.
22:36Ô, Agostinho, de uma vez por todas, o dinheiro roubado não era o meu.
22:39Então nós vamos ter que ir atrás dessa vagabunda que deu golpe no Paulão pra perguntar
22:42pra ela se o dinheiro era seu, era meu ou era do Paulão.
22:45Ô, do Bençola, né, que tá vindo aí pra te cobrar o aluguel.
22:47Bençola.
22:47Ô, Agostinho, cadê o meu dinheiro?
22:49Bençola, o seu dinheiro foi roubado.
22:51O meu dinheiro?
22:52É, porque o dinheiro que o Lili me emprestou pra eu pagar o aluguel eu deixei com o Paulão
22:56e ele foi roubado por uma vagabunda.
22:57Não, senhor, o dinheiro roubado não era o meu.
22:59E nem o meu.
23:00Faça o favor de me pagar.
23:01Então vamos fazer o seguinte, Bençola.
23:03Você me dá um dinheiro pra eu pagar o Liliu o que eu devo a ele e o Liliu me
23:06adianta
23:06ruim e eu pago o aluguel a você.
23:07Que isso?
23:08Caraca, Agostinho, se você usasse essa sua lábia pra alguma coisa que prestasse,
23:11você não precisava ficar enrolando os outros, né?
23:24Nunca pensei que fosse me acontecer uma coisa desse, se chamada de assassina por causa
23:28de um homem que está vivo, muito vivo.
23:31Ô, Mareudinha, você pelo menos com isso, você aprende a não ficar falando tudo que
23:35te passa pela cabeça, né?
23:37Ainda mais em público e com uma tesoura na mão, né, chefe?
23:40Mas agora eu aprendi, aprendi.
23:42Sabe qual é o meu sentimento pelo Paulão?
23:44Não é amor, muito menos raiva.
23:46O meu sentimento por ele é nada.
23:51Será que é o ex-defunto?
23:57O que é isso?
24:06É o meu vestido.
24:08Deve ter sido o defunto que devolveu, né?
24:11Parece que está direitinho até, né?
24:13Ô, Mareudinha, olha aquele rasgado que a gente viu, eu conserto em 10 minutos.
24:18Mas você acha que eu vou usar esse vestido?
24:21Mas ele não deixa os seus peitos ótimos.
24:24Mas ele está com o cheiro da sucuri, com o perfume dela, está com o cheiro de sucuri,
24:29com o homem danado aqui.
24:31Está uma mistura.
24:36Marilda, você disse que não tinha uma raiva do Paulão, Maurício?
24:39Não, eu não estou com raiva dele, não.
24:40Eu estou com raiva do vestido.
24:44Oh, bebê, oh, menino.
24:46Oh, oh, oh, oh.
24:48Oh, oh, oh.
24:49Ah, ah.
24:50Eu não deixo vim, me saia com ogeno, hein.
24:57Ah, ah, ah.
25:00Tomei, tomei, tomei o cara pra tocar

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