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00:13Muito bom dia, bem você está no ar. Obrigada pela sua companhia, pela sua audiência. Nessa manhã
00:20fica com a gente porque você vai ouvir a gente conversar sobre um assunto bem importante que
00:27pode estar acontecendo aí na sua família. Tem um cansaço que não se resolve com uma noite de sono,
00:33é o cansaço de quem cuida. Mães atípicas, filhos de idosos dependentes, cuidadores de pessoas com
00:40doenças crônicas, são pessoas que vivem em função do outro, muitas vezes sem tempo para cuidar de si
00:47mesmas e que acabam adoecendo em silêncio. Esse esgotamento físico e emocional tem nome e já é
00:54estudado pela ciência chamada fadiga do cuidador, que pode trazer ansiedade, exaustão e até depressão
01:01para quem dedica a vida a cuidar de alguém. Para falar sobre os impactos dessa rotina no cérebro e
01:06na saúde mental de quem cuida e como é possível buscar esse equilíbrio, recebemos a neurocientista
01:13Vanessa Vieira. Bom dia, Vanessa, tudo bem? Bom dia, tudo bom, prazer estar aqui. Olha, sempre em alguma
01:20família tem essa pessoa que exerce o papel de cuidador, né? Seja o cuidador da pessoa típica,
01:27seja o cuidador dos pais idosos, geralmente, né, Dola? Tem oito irmãos, geralmente é um dos que cuida do pai
01:34idoso, né? Geralmente é assim. E isso leva a uma exaustão, né? Esse trabalho invisível leva a uma
01:45exaustão, né? E a possibilidade de desenvolver doenças como ansiedade e depressão. Exatamente.
01:51Como é que primeiro a pessoa vai se reconhecer nesse papel de que é um cuidador cansado, exausto e como
01:58ela faz para encontrar esse equilíbrio? A gente fala muito sobre burnout no ambiente de trabalho, mas o
02:03burnout é excesso de preocupação. Seu cérebro, ele fica com um alerta. As sinapses, elas ficam lá jogando um alerta
02:11que você sempre está preocupado com alguma coisa. Então, a auto-percepção é piorar noite de sono.
02:16É aquela pessoa que acorda às três da manhã preocupada com detergente que está para acabar. Isso é uma
02:22ansiedade. Aquela pessoa que acorda o dia cansada, com o corpo pesado. São pequenos sinais que a gente
02:29começou a estudar no ambiente de trabalho, mas na família típica passa por essa exaustão, que é uma
02:34preocupação intensa. Então, isso influencia o bem-estar da pessoa. Então, a pessoa tem que perceber esses sinais,
02:40assim, né? De estar muito exausto, estar muito cansado, estar muito irritado, né? Chorando
02:46muito, porque é uma dor, muitas vezes silenciosa, né? A mãe de uma criança típica tem que aguentar
02:52ali, né? Você vê, às vezes, aparecem alguns vídeos na internet, né? Da mãe com a criança típica
02:56no ônibus, né? Que está ali esgotada, sentada, sabe? Sentada no chão. Então, precisa primeiro entender
03:05esses sinais, reconhecer essa exaustão, para daí, então, partir para uma outra situação,
03:11que é encontrar um equilíbrio. Como encontrar esse equilíbrio, né? Então, às vezes, a mãe,
03:15muitas vezes, a mãe atípica, ela também é mãe solo, né? Porque o pai, né? O pai geralmente
03:22costuma abandonar a família, né? Com as crianças típicas, digamos assim. Criança típica, tem muito
03:29pai que é ausente mesmo. Como encontrar esse equilíbrio, né? Como encontrar essa solução?
03:33E tem até uma porcentagem, 80% dos pais atípicos abandonam. Então, é uma porcentagem muito grande.
03:41Então, tem dois pontos aí da tua fala. O primeiro ponto é, se perceber a mãe atípica, eu falo muito
03:48para a mãe atípica, de que sentido? É uma mãe que está preocupada não só com a maternidade,
03:54o cérebro, ela muda na maternidade, mas a gente, o que é bom para o cérebro? Ter uma esperança,
03:58ter um objetivo final. Na mãe atípica, esse objetivo final, ele se perpetua por mais tempo.
04:04Eu, como mãe, eu sei que meu filho, com dois anos, ele vai estar pedindo pela água.
04:08Então, eu tenho uma meta que, com dois anos, meu filho vai estar pedindo pela água,
04:11com três anos, ele vai estar defraudado. Para a mãe atípica, ela tem que lutar
04:14para ele pedir para a água. Então, ela vai ter que fazer as leis se fazerem valer
04:18dentro da escola, por conta da inclusão. Vai ter que se fazer as leis valerem
04:22para ter o tratamento adequado. Então, ela não tem aquela meta final.
04:27Então, isso traz uma exaustão.
04:29Aquela mãe que não pode adoecer, aquela mãe que não pode morrer.
04:31Pode adoecer, exatamente.
04:33E quando a gente fala de auto-percepção é, eu preciso estar bem
04:36para poder cuidar do meu filho. Eu uso uma frase que eu gosto muito,
04:39que meu filho, ele é o barco e eu sou o mar.
04:43Eu preciso, o mar precisa estar calmo para o meu filho fluir.
04:47Então, quando eu atendo uma criança, tendo a ver a mãe, se a mãe é ansiosa,
04:52se a mãe está bem com ela mesma, para o filho evoluir.
04:56E o último ponto é, a gente estuda muito sobre qualidade de vida,
05:03sobre o que a gente precisa fazer para poder nos tratar bem.
05:06E quando a gente vai ler no Google, ou ler em pessoas não científicas,
05:09o que a gente lê? Autocuidado é se maquiar,
05:13autocuidado é fazer exercício físico, autocuidado é skincare,
05:16skincare, é um dia no spa, uma mãe atípica, ela nunca vai ter isso.
05:21Uma pessoa que cuida de um idoso, muitas vezes ela não vai ter isso,
05:24ou por questões financeiras ou por questões do tempo.
05:27Então, isso é um autocuidado fantasioso.
05:29O verdadeiro autocuidado vem com os nãos.
05:32Eu sou uma mãe atípica, eu não consigo ter um dia de skincare,
05:34mas eu consigo dar um não para o refrigerante e um não para o brigadeiro,
05:37porque isso já vai estar melhorando minha saúde sem tempo e sem questões financeiras.
05:42Para uma pessoa que cuida do cuidador, eu posso dormir na mesma hora
05:46que ele for dormir uma hora antes?
05:48Muitas vezes a gente tenta dar conta de outras coisas externas.
05:51Então, é ter metas futuras como nosso objetivo e limitar as coisas extras.
05:57Isso que você falou é muito importante.
05:59Muitas vezes a gente tenta dar conta de coisas externas,
06:04já não basta o furacão que a gente vive aqui,
06:07a gente ainda quer dar conta de ajudar os outros.
06:10Então, eu li uma frase essa semana na internet que diz assim,
06:13se está pesado para você é porque está leve para alguém.
06:17Então, primeiro, se concentra nos teus problemas.
06:20Se foca nos teus problemas.
06:22não vai querer dar uma de super-heróis, super-heroína
06:25e querer ajudar outras pessoas
06:27que muitas vezes nem podem se resolver sozinhas.
06:31Tem gente que tem essa síndrome do salvador
06:33que precisa estar ajudando as outras pessoas,
06:36que precisa estar ali resolvendo o problema das outras pessoas
06:39quando as pessoas deveriam resolver esses problemas sozinhas.
06:43Porque já não basta o fardo que você carrega,
06:46todo esse trabalho que você carrega.
06:48Então, começa a descartar aí o que não é da tua alçada.
06:51Começa a focar nos teus problemas.
06:54E você desenvolveu um aplicativo
06:57que ele vem ajudar as famílias
07:01que demoram muito, né?
07:03Passam muito tempo na fila de espera
07:04de um profissional que vai dar o diagnóstico de autismo,
07:08se for autismo, TDAH, né?
07:09Alguma situação atípica, neurodivergente.
07:13Quando eu me aprofundei nos estudos da neociência
07:15e a gente começa a entender o cérebro,
07:17é muito injusto uma família ter que esperar por três anos
07:20para ter um tratamento adequado.
07:22E esse tratamento adequado
07:23ou vem com recursos financeiros
07:25ou quando a mãe entra numa fila de espera muito longa.
07:27Então, o aplicativo UNI, ele vem otimizar.
07:30Eu consigo baixar ele e fazer o rastreio de sinais de TEA, TDAH.
07:35Não é laudado, eu preciso ir no médico.
07:38Mas enquanto eu estou na fila do médico, eu consigo ver os sinais de alerta
07:41e estimular as habilidades faltantes.
07:44Então, se meu filho tem três anos e ele precisa estar montando frases de quatro palavras
07:48e a escola ou a creche já me alertou, eu consigo baixar a área da comunicação
07:53e ir estimulando em casa.
07:55O vídeo, ele veio com base nos meus estudos em Harvard
07:58e numa pesquisa que tem de mestrado que foi feito na África.
08:02Lá na África, falta profissionais.
08:04Então, qual foi a pesquisa que a gente viu?
08:06Tanto nesse estudo de Harvard quanto nessa pesquisa na África.
08:09Vídeos e modelações de 10 segundos, 15 segundos para a mãe olhar, replicar,
08:14sem precisar aprender novas habilidades, palavras difíceis como mando e tato,
08:19que é da nossa área, ela consegue olhar o vídeo e replicar em 10 segundos.
08:23Não necessariamente essa criança, ela vai ter o diagnóstico de uma criança atípica,
08:28neurodivergente, né?
08:30Possa ser que você percebeu ali que nos dois anos, nos três anos,
08:33ela não atingiu uma média no desenvolvimento que é esperado para essa criança.
08:39Aí você começa a estimular essa criança, né?
08:41Quando você conseguir ir para o profissional que vai dar o diagnóstico,
08:46que essa fila em média de oito meses, um ano, para uma consulta particular,
08:51e aí até dois anos e meio para o SUS, se houver o diagnóstico,
08:56você já começou a estimular ali, muito antes, né?
08:59Caso o diagnóstico seja negativo, você estimulou sua criança de outra maneira,
09:04por alguma outra perda que ela tem, que aí você vai descobrir de outra maneira.
09:09Muito interessante esse aplicativo, né?
09:11Eu acho que tudo que vem para ajudar, né, famílias que têm criança atípica é muito válido.
09:19Eu queria saber como é que a pessoa faz para ter acesso a esse aplicativo.
09:22Neste mês ela baixa no Android, mas no próximo mês já vai ter Android e iOS,
09:26mas nesse mês especificamente é só Android.
09:28Só escrever UNI, vai baixar e ali já vai fazer o cadastro e já vai conseguir partir para a anamnese
09:34e depois para as estimulações.
09:36Maravilha!
09:37Olha, bem importante isso aqui que a gente está falando, tá?
09:39Muito importante esse assunto, né?
09:42Mães estão exaustas de cuidar de não só...
09:46Digo mais, Giudola, não só mães atípicas não, mães solo, mães às vezes casadas com marido em casa,
09:52mas que está cansada do mesmo jeito, porque a sobrecarga é da mulher.
09:55Então é importante essa reflexão aí desse autocuidado, né?
10:00De você estar bem, como ela falou, você ser um mar calmo
10:04para que o seu filho possa navegar com mais tranquilidade.
10:08Vanessa, muito obrigada pela sua participação aqui no programa.
10:11Viu sucesso e volte sempre!
10:13Obrigada!
10:15E olha, agora a gente faz um rápido intervalo e daqui a pouco a gente volta falando sobre o que
10:19você,
10:19que é empreendedor e está super endividado, deve fazer para fugir aí do vermelho,
10:26para sair do vermelho.
10:27Já, já!
10:37Bem, você de volta e a gente fala agora sobre o super endividamento das microempresas.
10:43Juros altos, falta de capital de giro e finanças misturadas com as contas pessoais empurram
10:49muitos pequenos negócios para o vermelho.
10:51Eu estou aqui com o contador Paulo de Tarso, que vai explicar para a gente como reorganizar
10:56aí essas finanças e tentar começar a sair dessa situação.
11:01Paulo, bom dia!
11:02Tudo bem?
11:02Seja bem-vindo!
11:03Olha, 2026 não está para brincadeira para as microempresas, né?
11:06Só os fortes sobrevivendo nesse ano bem difícil.
11:11Bom dia!
11:11Bom dia, Thaís!
11:13Na realidade é uma situação que a gente está vivendo, desde a pandemia que a gente já
11:19vem sofrendo com alguns setores passando por dificuldades e agora em função do déficit
11:29que não está equacionado do país como um todo, a gente acaba refletindo no empresário,
11:37nas pessoas em modo geral.
11:39Então assim, hoje quem paga a maior conta são os pequenos e médios empreendedores,
11:45os microempreendedores que sofrem primeiro por não ter acesso ao crédito, né?
11:50Você acaba não tendo muita oportunidade de ter acesso ao crédito por não ter um faturamento
11:56exorbitante, alguma coisa nesse sentido.
11:58Então, isso não só está atingindo também os pequenos, claro que é a grande massa,
12:03mas a gente está vivendo muito aí também, empresas grandes como Marabás, Casa Bahia,
12:09mais de 100 mil empresas entrando em recuperação judicial e extrajudicial.
12:13Então, a taxa de juros alta, ela não estimula ninguém a obter algum tipo de crédito empréstimo
12:20e isso também ocasiona também de quando você toma, você acaba não conseguindo pagar.
12:26Então, dá essa bola de neve, você deixa de pagar imposto, deixa de pagar fornecedor e deixa de pagar e
12:32mistura tudo.
12:33Muitas das microempresas, dos pequenos empreendedores, dos MEIs, são empresas familiares ou é a empresa da pessoa sozinha,
12:43que nunca teve uma orientação sobre administração, sobre finança, porque realmente é uma questão difícil, né?
12:51E as pessoas misturam tudo numa conta só, a conta que o cliente paga é a conta que eu pago
12:57a escola do menino,
12:58que é a conta que eu vou pagar o imposto.
12:59Como é que primeiro a gente se resolve nessa administração financeira?
13:05Esse é um ponto bastante importante e eu costumo enfatizar isso muito pelo seguinte,
13:10desde a reforma trabalhista que houve em 2016 no governo Temer, né?
13:16Houve uma pejotização muito grande, então assim, encerraram-se muitos contratos de trabalho
13:22e as pessoas passaram a empreender, abrir suas empresas para passar a empreender.
13:26Com isso, não havia uma educação empresarial, não há na realidade,
13:31e isso é muito importante a gente tratar aqui, que é o seguinte,
13:34quando você está dentro do seu negócio, onde você tem que separar exatamente,
13:39que o maior conceito é tenta organizar a tua empresa sabendo que faturamento não é lucro, né?
13:45O que você recebe, você sabe que ali você tem que pagar imposto, ali você tem que pagar
13:50suas despesas, o aluguel do escritório, enfim, funcionário, quando tiver.
13:57E isso tem um reflexo muito grande quando você passa a misturar.
14:01Você paga da empresa o teu combustível, você paga da empresa o colégio dos meninos,
14:08você paga da empresa a feira de casa.
14:10Então, isso acaba causando, na linguagem popular, um rebuíço na tua vida financeira e empresarial
14:18que acaba desorganizando também o teu negócio.
14:21Então, assim, um grande detalhe que não pode deixar faltar é você separar bem
14:26o que é da empresa da empresa e o que é teu é teu.
14:29Duas contas.
14:30Duas contas completamente separadas.
14:32Duas contas, uma conta PJ da empresa e uma conta pessoa física da pessoa, né?
14:37Que ela vai administrar ali as contas do dia a dia, primeira coisa, né?
14:41As pessoas que já estão endividadas, muita gente pegou Pronamp nesses últimos anos, né?
14:47Muita gente tá pagando ali uma prestação mensal de dívida.
14:51Tem como negociar essas dívidas que estão com juros altos?
14:54A pessoa atrasou três, quatro, cinco, seis parcelas.
14:57É possível negociar e de que maneira?
14:59É, o governo às vezes estimula quem tá devendo tributos ou quem tá super endividado, né?
15:06Há um estímulo de diminuição de juros e multas nunca do valor principal, né?
15:12Em alguns casos, principalmente em dívida bancária, que há uma renegociação junto ao banco.
15:21Esse, assim, o empresário tem mania de dizer que é melhor dever ao banco do que dever a outros.
15:29Tem uma certa lógica, mas não é o mais indicado.
15:33Porque o banco em algum momento vai querer receber e acaba abrindo mão de alguns valores ali envolvidos.
15:40Nessa questão do Pronamp, muita gente pegou pra troca de carro.
15:44Muita gente pegou pra um uso pessoal e esqueceu...
15:48Do capital de giro da empresa, né?
15:50Do capital de giro da empresa.
15:51Então, assim, uma das dicas fundamentais nesse caso, que você já está dentro desse dado estatístico
15:57de mais de nove milhões de empresas estão em situação de inadimplência severa, né?
16:03O que é importante dizer.
16:04Então, assim, dentro desse contexto, é importante que, ao renegociar, cuidado com a pegadinha.
16:11Porque algumas renegociações, se você não botar na ponta do lápis,
16:16você pode estar pagando três vezes aquilo que você está devendo.
16:19Nossa!
16:20É importantíssimo.
16:21A pessoa, o banco vai lá e baixa a parcela e tu fica,
16:24eita, vou pagar mil reais agora de parcela.
16:25Mas mil reais em 96 meses, né?
16:29A pessoa nem se dá conta, acha que diminuiu ali a parcela, tem que fazer essa conta, né?
16:34Mas existe alguma maneira, assim, porque a gente vai pro banco, né?
16:39O banco, ele ali, ele bota a negociação que ele quer, né?
16:41Existe alguma maneira de levar pro PROCON, de levar pra alguma coisa assim,
16:45pra ter essa negociação que seja justa pra ambas, tanto pra empresa quanto pro banco?
16:51É, nesse caso, quando a gente tem que utilizar um serviço do PROCON ou alguma,
16:56tem que saber se tem alguma situação de juros abusivos naquela questão, né?
17:01Não havendo, independentemente, depende muito também do contrato que você assinou.
17:06Sim.
17:06Naturalmente, você recebe aqueles contratos de banco com aquelas letrinhas mil dicas.
17:10É.
17:10Eu não conheço um que tenha lido aquele contrato.
17:13Mas, assim, é importantíssimo você ler pra saber se você, efetivamente,
17:17está concordando, de fato, com aquilo.
17:19Tá entendendo?
17:19Então, assim, às vezes o fato de você estar assinando e verificando se tem ou não
17:27alguma questão de juros abusivos, que acontece em alguns casos de contrato de empréstimo,
17:34financiamento ou a compra de um carro, uma renegociação, existe essa questão.
17:39Então, assim, o PROCON ou algum advogado, alguma questão nesse sentido do consumo,
17:48nesse caso específico, pode avaliar junto com um profissional de finanças, um contador,
17:54pra saber se ali tem ou não juros abusivos que você tem uma condição de melhorar aquela sua parcela, né?
18:01Mas, assim, o que a gente costuma dizer e costuma orientar é, na maioria dos casos,
18:07pega tudo que, efetivamente, você está devendo ali, vê o que é que você pode negociar,
18:13ou diretamente, ou de alguma forma, que te torne confortável aquela parcela e que caiba.
18:19Antes de tudo, faça um planejamento, se você vai poder pagar aquilo ou não.
18:24Porque não adianta você, na emoção, ir lá e renegociar e dizer, não, eu vou conseguir,
18:30mas numa condição adversa ali na frente, três meses depois, você volta a estaca zero.
18:34Então, assim, a maior sugestão que eu posso dar aqui é, antes de mais nada,
18:40coloca tudo que você está devendo e começa a equalizar aquilo que está mais fácil
18:45e que você, de fato, tenha certeza que vai honrar.
18:48A partir daí, você vai ver as coisas mais urgentes, aquilo que pode te prejudicar,
18:53aquilo que pode te conceder, novamente, um acesso ao crédito,
18:56para que você volte ao jogo, né? Vamos chamar assim.
19:00Então, o melhor caminho que eu posso dizer é, você planeja, antes de tudo,
19:05para não cair na emoção e acabar se endividando ainda mais.
19:09Ainda mais, né? O sufoco para a situação de muitos microempreendedores, né?
19:14Estão passando por uma situação muito difícil.
19:17Muitas pessoas que foram empreender já foram porque foram demitidas, né?
19:22Não queriam mais CLT e tudo, mas chega, vê essa situação no país, né?
19:27Desse recesso aí, da recessão econômica e acabaram se endividando, né?
19:34Com relação a isso.
19:35E imposto, imposto que está devendo, né? O imposto que paga ali a receita,
19:42é possível negociar também? É possível dividir em parcelas?
19:46Sim.
19:48Hoje, o imposto, a gente costuma dizer que é o dinheiro mais fácil que você pode tomar,
19:54emprestar do governo, sem ter que estar pedindo aval de alguém.
19:57Porque você toma decisão, até a reforma tributária, né?
20:00Que muita coisa vai mudar, mas você toma decisão de pagar naquele momento ou não.
20:05E aí você vai...
20:07Porque os juros não são muito altos do imposto.
20:10Não. Hoje, com a taxa de juros, qualquer...
20:14Hoje, com a taxa de juros de 14%, que a gente está vivendo uma situação totalmente...
20:22Assim, que não consegue, em função do desequilíbrio financeiro, da balança comercial do nosso país,
20:29especificamente, né? Uma dívida PIB de 82%, uma taxa de juros de 14%.
20:34Então, assim, nesse contexto, o imposto é atualizado pela Selic, que seria os 14%.
20:40Então, assim, é um juros efetivamente alto.
20:43Mas é um dinheiro que é mais fácil da gente tomar por algum momento.
20:47Então, assim, havendo a dívida por mais de dois a três meses,
20:52você tem uma condição, a depender do valor da parcela, de dividir em até 60 meses.
20:58Aquilo que você está devendo.
20:59Não esquecendo que, no outro mês, você vai ter imposto.
21:02Novamente, né?
21:03Sobre o imposto corrente do que você vai pagar.
21:05Então, é importante também, antes de tomar essa decisão de não pagar,
21:09avaliar se você também vai ter condições de honrar aquilo.
21:13Olha, imposto, eu vou dizer, né?
21:16Eu sei que é necessário para o funcionamento do Estado, da coisa pública,
21:20mas é a taxa mais dolorosa de pagar, é o tal do imposto.
21:26Mas, enfim, é isso.
21:28Muito obrigada, Paulo, pela sua participação aqui no programa,
21:30pelos esclarecimentos.
21:32Eu que agradeço, Thais.
21:34E obrigada pelo carinho da sua audiência.
21:35Um bom fim de semana, um ótimo fim de semana para você.
21:38E na segunda-feira, às 8h35 da manhã, a gente se encontra aqui na TV Tribuna, hein?
21:43ZERO!
21:43Tchau, tchau!
21:45Tchau, tchau!
21:45Tchau, tchau!
21:46Legenda Adriana Zanotto

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