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O Pará recebeu R$ 18,5 bilhões em investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nos últimos três anos e meio, o dobro do volume aplicado no período anterior. Em entrevista ao Grupo Liberal, a diretora socioambiental do banco, Tereza Campello, detalhou a destinação dos recursos para projetos de infraestrutura, saneamento, energia, mobilidade urbana e restauração florestal. Segundo ela, o estado também lidera no Brasil em número de empreendimentos de recuperação de áreas degradadas, com quase R$ 1 bilhão em crédito para o setor. Para os próximos anos, Campello aponta a bioeconomia, a produção sustentável, a geração de empregos verdes e o beneficiamento de minerais críticos como áreas estratégicas para impulsionar o desenvolvimento econômico paraense.

Repórter: Jéssica Nascimento

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Transcrição
00:00Obrigado você pelo convite, Jéssica, agradecer aqui a audiência aqui do Liberal, que tenha sido parceiro aí na divulgação de
00:10um conjunto de ações que o BNDES vem fazendo, né, de 2023 para cá, nós tivemos aí no Estado de
00:19forma muito presente e contamos aí sempre com o trabalho de vocês, então aproveitar para agradecer.
00:27Excelente, diretor.
00:57A decisão do presidente Lula de levar a COP30 para Belém, que aconteceu ano passado, eu acho que permitiu não
01:06só que o mundo conhecesse a Amazônia, mas conhecesse em especial o Pará e Belém,
01:12mas eu acho que o próprio Brasil não conhecia essa riqueza toda, essa riqueza cultural, essa riqueza ambiental que nós
01:21temos aí no Estado do Pará, então acho que foi uma oportunidade ímpar, né, para que nós todos os brasileiros
01:27pudéssemos conviver com essa oportunidade, né,
01:34de conhecer o Estado e o BNDES, tem gente que acha que a gente atuou agora em 2025, mas não,
01:41a gente em 2023, quando o Estado foi anunciado, né, e Belém foi anunciado como a capital da COP, nós
01:49já começamos a trabalhar.
01:50Então, assim, o que nós colhemos ao longo desses anos, né, de 2023 para cá, foi resultado dessa decisão que
01:59nós tomamos já lá em 2023.
02:01Então, assim, tem um conjunto de ações, né, é a primeira vez que o BNDES se posiciona, né, de forma
02:09tão estratégica no Estado do Pará, na Amazônia como um todo, mas em especial no Pará, né,
02:15então acho que foi muito, muito importante, né, desde, e assim, quando a gente olha a nossa presença, teve muita
02:22gente que teve atuação no Estado no período aí da COP30,
02:26mas nós não, acho que nós conseguimos construir aí, em parceria com o governo do Estado, um legado muito, muito
02:33importante, né, que vai aí de, no caso de Belém,
02:37o maior investimento em urbanização de periferias da história do BNDES, nós não estamos falando, o BNDES tem 74 anos,
02:45o maior investimento que o banco fez em infraestrutura urbana, em favelas e periferias, foi em Belém, um bilhão e
02:55meio,
02:55nós investimos no Estado, restaurando 12 canais em áreas periféricas, beneficiando aí 500 milhões de belenenses, além disso, né, ações
03:08como o canal,
03:09como o terminal fluvial ali da Mandaré, a Fora Própria, né, a próprio canal, né, que eu acho que deram
03:17outra possibilidade para o Estado agora se desenvolver na área de turismo,
03:21turismo, na área mesmo de transporte e mobilidade urbana aí para a população de Belém e das ilhas do entorno,
03:30né, o Mercedários, que foi, eu acho que um ganho a gente recuperar e abrir o Mercedários para a cidade,
03:36né,
03:37que era um prédio fechado, eu lembro que durante a COP, muita gente veio dizer, nossa, eu passo aqui na
03:43frente todo dia, não sabia que era tão lindo por dentro, né,
03:47então, o Museu das Amazônias, tudo isso foi investimento que nós dedicamos aí a não só receber a COP30, mas
03:58a garantir esse legado,
04:00então, eu acho que assim, foi, né, queria destacar isso, que eu acho que eu mereço e orgulho é muito
04:05de ter sido parte, né, desse projeto de abrir e de revelar, digamos,
04:12essa cidade de Belém e esse Pará com essa potência toda para os próprios brasileiros.
04:20Quando eu falo que o Estado é uma potência, eu vou pegar um exemplo do que a gente vem fazendo,
04:25depois você te dá a oportunidade de falar um pouquinho, né, Jéssica, mas eu me entusiasmo aqui,
04:32que eu passei muito tempo, muito tempo no Pará nesses três anos e meio, estava, virei até cidadã de Belém,
04:39né,
04:40e cidadã do Pará, então, estou aqui feliz de poder estar retomando essas questões,
04:47mas quando eu falo que o Estado do Pará é uma potência ambiental, né, para vocês terem uma ideia,
04:55nós, a maior, nós criamos uma agenda, né, aqui no BNDES, que chama BNDES Florestas.
05:03O BNDES Florestas está pegando as áreas que são áreas degradadas, áreas que foram desmatadas,
05:10e reconstruindo a floresta, né, restaurando a floresta.
05:15Isso não é só uma restauração, é restauração ecológica, mas também é restauração produtiva,
05:22isso não tem sido feito somente com recursos do Fundo Amazônia,
05:26nós estamos com ações com empresas privadas, financiando empreendimentos, né,
05:32e o Pará, nós estamos fazendo isso na Amazônia toda,
05:36e com o Fundo Clima e com o BNDES Florestas, estamos fazendo no Brasil todo,
05:40no Cerrado, no Pantanal, na Caatinga, mas assim, o Estado que mais empreendimentos teve
05:47em todo o Brasil foi o Estado do Pará.
05:50Então, nós investimos quase um bilhão, certo, em crédito,
05:54não estou falando aqui em recursos não reembolsáveis, né,
05:58que o povo chama de recursos da fundo perdido, não,
06:00é investimento do setor privado nessa área de restauro florestal,
06:04o Brasil está se tornando uma referência mundial em restauro florestal,
06:10e neste, né, nessa agenda brasileira, o maior destaque é o Estado do Pará,
06:17então a gente tem grandes empresas e médias empresas, startups,
06:21que estão fazendo restauro, como o Regreen, Mombaque,
06:25com dois projetos, Sistêmica, Belterra,
06:28restaurando floresta junto com o Cacau,
06:31restaurando floresta junto com o Sistema Agroflorestal,
06:34e com crédito de carbono.
06:37Então, assim, se a gente olhar por que o Pará se destacou tanto,
06:41exatamente porque ele tem um potencial enorme,
06:43não só porque tem terras disponíveis para serem restauradas,
06:47para a gente reconstruir nossa floresta,
06:49mas porque tem esse potencial de clima, de solo,
06:54de viveiros disponíveis, então isso aí está gerando
06:57uma quantidade enorme de empregos verdes, né,
07:00e, então, o legado, né, teve o legado da COP,
07:04mas as ações, elas continuam, né,
07:07então, assim, nós, o BNDES, eu acho que deu uma guinada
07:12muito importante, recente, para investimentos no norte do Brasil,
07:17e nesse sentido, eu acho que de todos os estados,
07:21de fato, o Pará, seja por conta da COP,
07:24seja por conta desse potencial,
07:26tem tido aí um destaque muito relevante.
07:29Sem dúvida, diretora, sem dúvida.
07:31A COP30 foi realmente um momento muito marcante,
07:34muito emblemático, né,
07:36para a questão não só cultural do Pará,
07:38mas uma questão simbólica também, né,
07:39de identidade, de visibilidade,
07:42período que a gente nunca tinha tido antes,
07:44nunca tinha experimentado antes.
07:45Eu cheguei a visitar os mercedários,
07:47gostei muito, muito de visitar os mercedários.
07:51Mas, assim, não para por aí, né,
07:53se a gente olhar o que a gente fez no Fundo Amazônia.
07:56O Fundo Amazônia existe desde 2008, né,
08:00o Pará sempre recebeu projetos, né,
08:03só para você ter uma ideia,
08:05dos 144 municípios do Pará,
08:08121 já receberam projetos do Fundo Amazônia, né,
08:12projetos que são muito conhecidos,
08:13como Saúde e Alegria, no sul do Pará,
08:15mas muitos outros projetos, né,
08:17em 31 terras indígenas no Pará
08:20já foram beneficiadas,
08:21unidade de conservação,
08:24projeto que nós fizemos com o governo do Estado
08:28envolvendo regularização fundiária,
08:29que é um problema grave no Pará
08:31e que talvez seja um dos maiores obstáculos
08:33para que a gente avance, né,
08:36do ponto de vista ambiental,
08:37é parte das terras não são regularizadas,
08:40nós fizemos um investimento enorme
08:42em regularização fundiária
08:43com recursos do Fundo Amazônia,
08:45com investimento nos corpos de bombeiro no norte,
08:51em especial no estado do Pará, né,
08:53para prevenção de incêndios,
08:55então projetos em várias frentes
08:58de desenvolvimento sustentável, né,
09:00no caso do Fundo Amazônia,
09:02que aí eu acho que se destacam,
09:04e eu listei aqui, Jéssica,
09:07algumas ações que eu acho que são pouco,
09:12que são, que não são conhecidas,
09:15mas que são ações importantes de infraestrutura, né,
09:19não sei se nossa audiência aqui,
09:24aqui do que está nos acompanhando,
09:27sabe, por exemplo,
09:28que nós destinamos 4,6 bilhões
09:33para ampliação e modernização e manutenção
09:37de aeroportos no Pará,
09:39Santarém, Marabá, Carajás e Altamira,
09:43integram aí 11 terminais
09:45que receberam recursos no Brasil.
09:48Então, só para você ter uma ideia, né,
09:50de investimentos aí que foram estratégicos,
09:52quando a gente vai falar de turismo, né,
09:54não é só chegar em Belém, né,
09:56como que você chega também
09:57num estado tão extenso, né,
10:01que aí é maior que muitos países na Europa,
10:04né, para você poder ter
10:05essa aviação regional, né.
10:07Se a gente for olhar saneamento,
10:12320 escolas na região de Marajó
10:15passaram a ter investimento em saneamento
10:18e água potável com parceria com o BNDES.
10:22Se a gente olhar energia, né,
10:24foram 3,8 bilhões, quase 4 bilhões
10:27no Porto 100 para geração de energia, né,
10:31para implantar aí em Barca Arena
10:36essa estação, né, de Porto 100.
10:39Então, um negócio, assim,
10:41uma referência, um investimento, assim,
10:45muito, muito importante, né,
10:47a Wave Aluminium do Brasil,
10:50se a gente olhar todo o investimento
10:52que a gente está fazendo
10:53para navegação ali,
10:56partindo já na Nindeua,
10:57com transporte hidroviário de grãos.
10:59Então, assim, esse pacote todo
11:02que aconteceu nesse período, né,
11:05envolve aí 18 bilhões e 500 milhões
11:09de reais em três anos e meio,
11:12para você ver o que é o,
11:14a potência e a dedicação, né,
11:17do BNDES, que tradicionalmente
11:20era um banco que investia em indústria,
11:24em energia, mas muito mais
11:26no centro-sul do país,
11:28e nessa parte de energia no Nordeste,
11:30e deu essa guinada que eu falava
11:32para investimentos no Norte do Brasil
11:36e, em especial, no Pará.
11:38Então, assim, eu acho que vale muito a pena
11:40a gente restaurar isso.
11:42O banco é um banco de desenvolvimento,
11:44a missão dele é investir
11:46em projetos de desenvolvimento,
11:48né, e aí a gente inaugurou
11:50uma fase nova, investindo,
11:52como eu disse, em urbanização de favelas,
11:54nos terminais hidroviários, né,
11:56de passageiros, na parte de cultura,
12:00que foi um investimento enorme, né,
12:01eu falei do Mercedes, do Museu das Amazônias,
12:04mas tem aí cinema, tem ali a ladeira,
12:07que foi um investimento nosso também,
12:09né, e em coisas que parecem que nem apareceram, né.
12:13Quanto o BNDES já destinou em 2026
12:16para financiar projetos no Pará?
12:20Eu peguei o dado aqui que você tinha me pedido
12:22dos três anos e meio,
12:23eu posso te passar depois o dado específico de 2026,
12:27mas nesses três anos e meio,
12:29foram 18 bilhões e 500 milhões, né,
12:33posso também te passar um dado da história do BNDES
12:37para mostrar que, assim,
12:38nós dobramos o gasto com relação ao último período,
12:42por exemplo, né.
12:44Então, assim, o gasto nesse,
12:46o que nós investimos nesse período,
12:48foi o dobro do período anterior,
12:50né, e muito mais do que toda a história
12:54que, recorrentemente, o banco vinha investindo.
12:56Portanto, mostra aí um esforço grande
12:59para que a gente passe a atuar,
13:01tanto diretamente,
13:02quanto em parceria, né,
13:04com o BASA, que a gente teve parceria,
13:06com o próprio Banco do Estado do Pará,
13:09com o Governo do Estado,
13:11investimentos no setor público
13:12e no setor privado.
13:14Nesse período, né,
13:16desse mandato,
13:1818 bilhões e 500 milhões.
13:22Excelente.
13:23Quais são hoje os principais setores, né,
13:25que concentram os financiamentos do BNDES no Pará?
13:29Então, primeiro, eu diria,
13:31essa urbanização de favelas
13:34nesse período, né,
13:35que eu acho que se destaca,
13:37até porque foi o maior do Brasil,
13:39é um bilhão e meio que a gente investiu
13:41para, nos 12 canais que nós restauramos,
13:44junto com o Governo do Estado,
13:46né, no Terminal Hidroviário.
13:48Então, teve essa parte que envolveu
13:50tanto a parte de urbanização de favelas,
13:54quanto a parte de mobilidade, né,
13:56com o Canal de Tamandaré,
13:58com o Terminal Hidroviário de Tamandaré,
14:00com o Terminal Internacional.
14:02Então, isso soma,
14:03monta um bilhão e meio,
14:05essa parte de mobilidade
14:07e investimentos em Belém.
14:09Mas se a gente for olhar, né,
14:11ao longo desse período,
14:13eu destacaria também
14:14esse investimento que nós fizemos
14:15nos aeroportos, né,
14:18então, Santarém,
14:18Marabá, Carajás e Altamira,
14:21que tiveram recursos
14:22para ampliação,
14:23modernização e manutenção.
14:24isso vai impactar muito
14:26a possibilidade de que a gente
14:28tenha uma malha
14:29aeroviária
14:34articulada com Belém
14:35e, portanto, garantindo
14:37não só turismo,
14:38mas desenvolvimento econômico, né,
14:40eu destacaria
14:41esse investimento
14:43de 3,8 bilhões
14:45em energia, né,
14:47na UTE de Porto 100,
14:49em Barca Arena,
14:50que é com um potencial, né,
14:53uma potência,
14:54com uma potência total
14:55de 1 bilhão e quase
14:57600 milhões de megawatts,
14:59então, assim,
15:00nós estamos falando
15:00de um projeto
15:01muito estratégico
15:03que envolve
15:05transição energética, né,
15:07nós temos investimentos,
15:09como eu comentei,
15:10na Wave Aluminium,
15:12que é 221 milhões,
15:14investimentos de 160 milhões
15:17aí no transporte
15:19hidroviário de grãos,
15:21960 milhões
15:22em florestas,
15:24restauro florestal,
15:25isso é investimento,
15:27fora tudo que nós investimos
15:28no fundo da Amazônia,
15:29que dá mais de 700 milhões,
15:31então, assim,
15:32você pegar o pacote
15:33desse investimento, né,
15:35chega aí a 18 bilhões e meio,
15:37mas envolve aí
15:38esse conjunto de ações,
15:40desde, pela primeira vez,
15:42um investimento tão grande
15:44no setor público, né,
15:45que nunca tinha sido feito,
15:47investimento em energia,
15:49investimento em transporte
15:50de grãos,
15:52investimento em indústria,
15:54investimento em energia
15:56especial,
15:57essa de Barcarina,
15:58que eu acho que vale a pena
15:59destacar,
16:00florestas,
16:01então, assim,
16:01é um pacote enorme,
16:02quando eu digo
16:03o Pará é uma potência ambiental,
16:06essa potência,
16:07ela necessita de infraestrutura
16:09para que ela possa
16:09se desenvolver,
16:11então,
16:11esse conjunto de investimentos,
16:14ele não foi numa área
16:15ou noutra, né,
16:16mas, assim,
16:17eu destacaria essas várias
16:18frentes para que a gente
16:20possa aí ter aí
16:22alguns elementos
16:23para que nossa audiência
16:25possa entender.
16:26Excelente, diretora.
16:28Quais são os principais
16:29projetos, né,
16:30financiados pelo BNDES
16:31no Pará,
16:34e quais resultados
16:35eles já produziram
16:36em termos de geração
16:37de emprego,
16:38renda,
16:39infraestrutura
16:40ou conservação ambiental
16:41nos últimos três anos?
16:43Olha,
16:43eu acabei de listar,
16:45certo,
16:45para você,
16:47eu posso aí,
16:48depois de passar aí
16:49o número de empregos
16:50em específico
16:51de cada um deles,
16:53que, assim,
16:53a gente tinha combinado
16:54algumas perguntas,
16:55você está fazendo outras,
16:56então,
16:57eu posso mandar aí,
16:59fica tudo registrado,
17:00nós temos todos esses dados,
17:02cada um desses investimentos
17:03gera emprego,
17:04a maior parte deles
17:05são empregos verdes,
17:07né,
17:07como no caso dos 900,
17:09quase um bilhão
17:10em florestas,
17:10é tudo emprego verde,
17:12esses investimentos
17:13que nós fizemos
17:14aqui em energia
17:15também é emprego verde,
17:17então,
17:17não é só emprego,
17:18né,
17:19na construção
17:21dessas indústrias,
17:22nós estamos tratando
17:23de uma qualidade
17:25de empregos
17:26que se destaca
17:27hoje no mundo,
17:28né,
17:29então,
17:29assim,
17:29no caso de florestas,
17:30por exemplo,
17:31né,
17:31que eu vou te passar,
17:32esses 960 milhões de reais
17:35em floresta,
17:36restauro florestal puro,
17:39né,
17:39que gera emprego verde,
17:41coleta de sementes,
17:43construção de viveiros,
17:45plantio,
17:46qualificação profissional,
17:47esses profissionais
17:48vão ser qualificados
17:49para continuar
17:50trabalhando
17:51com florestas,
17:53né,
17:53então,
17:53assim,
17:53nós não estamos
17:54somente gerando
17:56esses empregos gerados,
17:58eles implicam
17:58no emprego de qualidade
18:00que vai ser usado
18:01em outros investimentos
18:02que estão
18:03no nosso pipeline
18:04e em outros investimentos
18:06que outros bancos
18:06vão fazer,
18:07os viveiros
18:08que nós estamos produzindo
18:09para essas florestas
18:10vão ser usados
18:11em outros investimentos
18:12que virão no futuro,
18:13então,
18:13nós estamos construindo
18:15um setor de floresta
18:16dentro do estado do Pará,
18:18né,
18:19porque se a gente for
18:19traduzir isso
18:20em perguntas assim,
18:22muito simples,
18:22ficam,
18:23ah,
18:23tantos empregos,
18:24uma obra é tantos empregos,
18:26nós estamos falando
18:27de um tipo de emprego
18:28que o mundo hoje exige,
18:30e o Pará se destaca
18:31por eles,
18:32né,
18:32então,
18:33a simplificação,
18:34né,
18:35pode,
18:36pode,
18:37pode reduzir,
18:39né,
18:39a importância disso
18:40que nós estamos fazendo
18:41no Pará,
18:42e eu acho que é uma aposta,
18:44que é uma aposta no futuro,
18:45né,
18:46e não uma aposta no passado.
18:48Sem dúvida,
18:49para 2027,
18:51para os próximos anos,
18:52que a senhora,
18:53né,
18:53como diretora socioambiental
18:55do BNDES,
18:55destacaria de mais importante,
18:57que deve ser o foco
18:59direcionado para o Pará?
19:01Olha,
19:02o Pará,
19:03como eu disse,
19:03é uma potência ambiental,
19:05né,
19:05o Pará hoje,
19:06consegue ser um dos maiores
19:08produtores de bioeconomia,
19:11né,
19:12não só esse destaco
19:13que vocês já conhecem,
19:14que é a própria castanha,
19:16né,
19:16do Brasil,
19:17a castanha do Pará,
19:19é açaí,
19:20mas quando a gente fala
19:21de bioeconomia,
19:22nós estamos falando
19:22de toda uma riqueza.
19:24Hoje o mundo,
19:25é,
19:26tem uma demanda enorme
19:27por produtos de bioeconomia,
19:29que vão desde nossos frutos,
19:34até cacau,
19:36que hoje tem um potencial enorme,
19:39porque o Brasil já foi
19:40o maior produtor de cacau
19:41do mundo,
19:43e hoje produz muito menos,
19:45mas está retomando
19:47esse caminho,
19:49cacau,
19:50café,
19:51frutos da Amazônia,
19:53produtos que são
19:54produtos farmacêuticos,
19:55que a gente,
19:55então assim,
19:56existe uma demanda enorme
19:57no mundo,
19:58por produtos de bioeconomia,
20:01e parte dessa riqueza
20:02está no Pará,
20:03hoje já existe,
20:04e ela pode ser restaurada,
20:06então parte do que nós
20:07estamos fazendo,
20:08por exemplo,
20:08de restauro florestal,
20:10casa restauro florestal
20:11com cacau,
20:12casa restauro florestal
20:14com café,
20:15que é um café
20:15que tem um valor econômico
20:17totalmente diferenciado
20:19no mundo,
20:19você imagina você dizer,
20:20esse cacau,
20:22esse café
20:23que nós estamos vendendo,
20:25ele não é só um café
20:28gostoso,
20:29ele é um café
20:29que foi produzido
20:31ajudando a restaurar
20:32a floresta,
20:33ele é um café
20:34produzido
20:35junto com a agricultura
20:36familiar,
20:37junto com indígenas,
20:39junto com ribeirinhos,
20:40e portanto ele tem
20:41um valor também
20:42de produção justa
20:44e sustentável,
20:45o valor desse café,
20:47o valor desse cacau,
20:48o valor desses produtos
20:49é muito maior,
20:50o Brasil tem um espaço
20:53de multiplicar
20:54por mais de 10
20:55o que hoje ele produz,
20:58o mundo demanda
21:00esses produtos
21:01e a gente não vinha conseguindo
21:03ofertar esses produtos
21:05com o potencial que tem.
21:08Quando a gente constrói
21:10esses terminais
21:11de escoamento
21:13de produção,
21:15quando a gente constrói
21:16possibilidade de ter energia,
21:17quando a gente constrói
21:19quando a gente
21:21recupera
21:22essas áreas degradadas,
21:23a gente está dando vazão
21:25a essa
21:26grande novidade
21:28que o mundo
21:29demanda
21:31e que o Brasil
21:32tem o maior potencial
21:34de oferta
21:35e que hoje
21:36não aproveita.
21:37Então eu diria
21:38que nós temos assim
21:39um diamante
21:40na nossa mão
21:41para botar
21:42em curso
21:43que é a bioeconomia.
21:45Junto com isso,
21:45o próprio restauro florestal
21:47com a produção
21:48com créditos de carbono,
21:51o Pará
21:53hoje se destaca
21:54como o maior potencial
21:55para essa agenda.
21:57Agora,
21:57nós temos
21:58produção
21:59da agricultura
22:02que tem que ser valorizada,
22:05que tem que continuar
22:06avançando
22:07sem avançar
22:07sobre a floresta.
22:09Nós temos
22:09todo um conjunto
22:10de ações
22:11que o Pará
22:12tem feito
22:14um esforço
22:14inclusive
22:15com relação
22:15à pecuária sustentável
22:17pecuária regenerativa,
22:19agricultura regenerativa,
22:21uma produção
22:21que é uma produção
22:22saudável e sustentável
22:23e que a gente
22:24possa
22:25apontar
22:26o Pará
22:26como um Estado
22:27que vai se destacar
22:28no próximo período
22:29porque ele
22:30criou essa base.
22:31Nesses anos,
22:33nesses três anos e meio,
22:34nós criamos
22:35essa base
22:36sobre a qual
22:36nós podemos
22:38construir
22:39uma agenda
22:39de desenvolvimento
22:40econômico
22:41que gere
22:42ainda mais empregos,
22:44empregos verdes,
22:45emprego de qualidade,
22:45não emprego
22:46de baixa qualidade,
22:48para além
22:49daquilo que a gente
22:50já vinha fazendo
22:51no Estado.
22:52O Estado
22:53é um dos maiores
22:53produtores de minerais
22:55do Brasil,
22:56é rico também
22:59em terras raras,
23:01minerais críticos,
23:03portanto,
23:04se a gente
23:04está conseguindo
23:06construir
23:07um ambiente
23:08onde a gente
23:09não só
23:10extraia
23:11esses minerais,
23:12mas possa
23:14avançar
23:14na qualificação
23:17dessa produção,
23:18fazer isso
23:18de forma
23:19sustentável
23:20e poder
23:21beneficiar
23:22esses minerais
23:23no Brasil
23:23e, portanto,
23:24a gente não ser
23:25mais um
23:26refém,
23:28repetindo
23:29um processo
23:29de colonização
23:30que o Brasil
23:31era exportador
23:33de bens primários,
23:34mas que a gente
23:34possa se aproveitar
23:35e crescer
23:36numa agenda
23:37também
23:38de valorização
23:41da nossa
23:43transformação
23:43desse potencial
23:45que nós temos
23:45no subsolo
23:46em desenvolvimento
23:48econômico.
23:48Então, assim,
23:49eu acho que nós temos
23:49um caminho
23:51muito rico
23:52e promissor
23:53para o norte
23:54do Brasil
23:55e, em especial,
23:56ir para o Pará.
23:57E é uma alegria
23:58e um orgulho enorme
23:59o Brasil,
24:00o BNDES,
24:01ser parte
24:02desse projeto.
24:03Sem dúvida,
24:04diretora.
24:05Muito, muito
24:06obrigada
24:06pela sua participação.
24:07encerro agora
24:08a nossa entrevista.
24:09Obrigada
24:09pela sua disponibilidade,
24:11obrigada
24:11por todos os dados
24:13que a senhora
24:13trouxe aqui.
24:14Muito obrigada
24:14de novo
24:15pela sua disponibilidade
24:16para a nossa entrevista.
24:18Obrigado a você,
24:19Jéssica,
24:20aí o Liberal
24:20e boa sorte
24:22para todos nós.

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