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00:00Olá, que bom ter vocês aqui de novo no Humanamente Possível.
00:12Bem-vindo a todos e a todas.
00:14E hoje nós vamos ter uma conversa maravilhosa com uma pessoa muito do bem.
00:19Sabe aquela pessoa que vem ao mundo para melhorar as relações e para fazer todo mundo crescer e progredir?
00:24Eu estou falando, inclusive, de uma pessoa criativa.
00:27Eu estou aqui hoje para conversar com o meu amigo Hugo Rodrigues.
00:31Obrigado, obrigado, Leonel.
00:32Um prazer enorme estar aqui com você e que realmente o trabalho acabou nos fazendo amigos, né?
00:39Ainda bem, né?
00:40Ainda bem.
00:41Também é fácil ser seu amigo, Hugo. A verdade é essa.
00:43Eu te agradeço. Acho que não existe essa unanimidade, mas pelo menos as histórias para que a maioria pense assim.
00:49Eu não tenho nenhuma dúvida disso. O Hugo, ele hoje é o chairman da MACAM.
00:54Mas o Hugo, o mais interessante é a história dele para chegar onde chegou.
00:59Eu queria explorar por aí, porque se você, Hugo, teve todo esse sucesso, você começou há 40 anos atrás, né?
01:05É verdade. Quase 40, né? Comecei com 17.
01:08Há quase 40, numa época onde existia uma linearidade também, né?
01:13De crescimento, a gente tinha esse entendimento que algum tipo de prosperidade ia levar um tempo para se conseguir.
01:22O que mudou brutalmente, né?
01:26Hoje a gente vive a era do exponencial.
01:29Então, tanto para crescer como para cair, a rapidez e o volume é muito maior.
01:35Hoje você vê aí uma quantidade de cursos, de escolas, escolas de empresários, que eles vendem muito esse milagre da multiplicação num pequeno espaço de tempo.
01:51Esse é um truque que eu não aprendi ainda.
01:55O meu precisou de um período para plantar e para colher.
01:58Mas vamos lá. Quando você fala de 40 anos atrás, ou quase 40 anos atrás, de fato, você não tinha os canais.
02:06Não era um negócio multimídia e não existia, claro, nem pensar naquela época em internet ou algo similar.
02:13Então, a propaganda era muito meios tradicionais, como jornal, revista e televisão. Era isso.
02:18É que antes de eu entrar na publicidade, até pela dificuldade, pelo desafio financeiro, eu fui vendedor.
02:26Então, eu comecei com 17 anos vendendo material de limpeza em Santos.
02:34A gente vendia aqueles materiais de limpeza que a gente hoje poderia chamar de genérico.
02:39Não são os materiais de limpeza com grandes marcas.
02:42Aqueles que quem vai para o interior, que vai para a cidade de menores, conhece bem que são galões.
02:49E tinha um grande sonho da nossa empresa, da Itamaraty, material de limpeza.
02:55Eu ficava atrás da cadeia, no centro de Santos.
02:58E o grande sonho nosso era ganhar uma concorrência da Prodesan, que era a empresa de limpeza.
03:05Porque se a gente ganhasse aquela concorrência, a gente ia vender saco de lixo para a prefeitura e ia alavancar.
03:11Ia ganhar escala.
03:12Ia ganhar escala.
03:13Nunca aconteceu, mas aquilo me deu um sustento.
03:17E começou a me entregar o meu primeiro propósito, que era pagar minhas contas.
03:23Era uma coisa que eu precisava sobreviver.
03:26Então, o primeiro propósito era não dar trabalho para os meus pais e me pagar.
03:33Então, eu comecei dessa forma.
03:34Depois, eu voltei a ser vendedor em São Paulo também, de papel microondulado.
03:38Depois, eu tentei uma carreira no segmento industrial.
03:44Montei uma fábrica de espuma em Diadema.
03:47E, obviamente, não deu certo.
03:49A gente fez uma venda muito grande.
03:51Recebemos um cheque sem fundo.
03:53Ali em Diadema, no grande ABCD, vamos dizer assim, tinham muitas lojas de móveis.
03:59E se comprava muita espuma.
04:01E você entusiasmado pela venda e esqueceu do crédito.
04:04Na verdade, a gente era entusiasmado, porque o sonho de trabalhar ou na publicidade ou no jornalismo era grande.
04:13Mas, como não tinha um meio de me sustentar, eu precisava achar alternativas.
04:18Só que isso tudo acabou colaborando.
04:21Tem uma frase do Ariano Soassuna, que diz que tudo que é ruim de viver é bom de contar.
04:26Então, essas derrapadas me fizeram, na hora que eu entrei no mercado publicitário de varejo,
04:36me fizeram ter o olhar de vendas.
04:38O olhar de quem já esteve atrás do balcão.
04:40Então, isso me ajudou muito.
04:41O olhar pragmático.
04:43Totalmente pragmático.
04:45Totalmente pragmático.
04:45E aí, começou por onde a publicidade?
04:49Começou, Leonel, eu trabalhei, eu brinco que eu trabalhei em todo o alfabeto, todas as consoantes do alfabeto eu trabalhei.
04:59Eu trabalhei na RV, na LKM, na CIF, na CSK, porque eram empresas menores, mas que me pagavam alguma coisa para que eu pudesse me manter.
05:12Então, não dava para sonhar em entrar em uma grande empresa e fazer um estágio.
05:16Eu precisava de recurso.
05:18E aí, começou dessa forma.
05:21Eu passei por muitas agências pequenas, mas eu entrava nessas agências, até falando de humanamente possível,
05:29como se eu estivesse pisando na W Brasil.
05:32A W Brasil, na época, era a grande marca, acho que a referência, não só no Brasil, como na América Latina e no mundo.
05:43E o Austin Oliveto?
05:46Inalcançável.
05:46Não, na época, era um sonho distante.
05:49Era um deus.
05:51Uma visão assim.
05:52A relação que eu tive com o Austin sempre foi muito de um fã na frente de um ídolo.
05:59Sempre foi de reverência e de observação.
06:03Então, eu trabalhava nessas empresas e eu acabava fazendo muito uma propaganda que não era valorizada porque ela não trazia um glamour.
06:15Então, eu fazia a mala direta, aquilo que você recebia em casa.
06:18Você era pragmático, era o vendedor pragmático.
06:20Era isso.
06:21Fazia muito classificado de jornal.
06:24E aí, em determinado momento, eu recebi uma proposta para ir para o Recife e me mudei para o Recife.
06:31Trabalhei na Ita do Bianchi, uma agência forte do Nordeste.
06:35E trabalhei, inclusive, para o Bom Preço, antes do Bom Preço ser vendido.
06:41Também fazendo varejo.
06:43Trabalhei para uma concessionária.
06:45Foi a primeira vez que eu tive contato com uma concessionária.
06:46Já tinha no Bom Preço o Hipercard?
06:48Tinha o Hipercard.
06:49Era uma máquina de negócio.
06:51E isso era engraçado, porque como eu não transitava nesse primeiro mundo, vamos dizer assim, da publicidade,
07:00em paralelo eu ia ouvindo.
07:02Então, eu lembrava que o Hipercard era o grande gerador de dinheiro ali, de negócio.
07:11E eu trabalhei lá em 1999.
07:14E aí, eu recebi uma proposta.
07:17Tem um amigo meu que brincava muito, um amigo meu mais velho, que ele falava assim,
07:20já dando mostras do seu talento aos 29 anos.
07:24No auge da sua maturidade de 20 anos.
07:27Não, porque 29 eu já era, né?
07:29Para você ter uma ideia, o Washington ganhou o primeiro leão dele aos 19 anos.
07:36Eu ganhei o meu primeiro leão em Cannes aos 34.
07:41Olha a diferença.
07:42Mas eu nunca deixei de sonhar.
07:45Mas mesmo 34 é muito jovem.
07:47É muito...
07:47É.
07:47Mas tudo bem, você nunca deixou de sonhar.
07:51Você está dando uma dica aqui para quem está começando a carreira.
07:54É, eu acho...
07:55Eu não acho.
07:56Eu acredito que a gente está vivendo uma fase de muita opressão.
08:00As redes sociais, elas...
08:04As redes sociais, os canais de comunicação interna por grupos de família, de amigos,
08:10eles oprimem muito a gente.
08:12Muitas vezes você está no churrasco com a família, feliz, mas chega ali uma nota de
08:19alguém muito melhor do que você e aparentando que aquilo tudo é muito fácil, que aquela
08:24vida não tem defeito.
08:26Isso acaba oprimindo de uma forma muito mais brutal e faz com que as pessoas desistam.
08:31Então, a minha dica é, persista mais um pouco e entenda que o tempo inteiro vai ter alguém
08:37tentando te vender um truque.
08:39Muitas vezes, esse truque não vai ser bom para você, vai ser para quem está tentando
08:43te vender.
08:43Então, eu diria que esse é um...
08:48Eu não acho que é uma dica, eu acho que é um pouco de experiência de vida.
08:52Não desista.
08:53Vamos dar um passo para trás?
08:54Depois a gente vai voltar aí porque eu tenho um propósito aqui de ajudar as pessoas na
09:00sua formação, na sua carreira, também na sua vida pessoal e você tem muito a contribuir
09:04com isso.
09:04Mas vamos voltar aqui um pouco só para continuar a sua história por enquanto.
09:08Então, estava em Recife e voltou para São Paulo.
09:11Voltei para São Paulo porque aí eu já estava estruturado minimamente para pagar e eu recebi
09:21a proposta de vir para Sales, na época era Sales DMBB, do Paulo Sales, do Mauro Sales e
09:28foi o grande convite da minha vida por um salário que era metade do que eu recebia na Italo
09:36Bianchi.
09:36Mas como eu sempre fui de poupar, o que eu pensei, que talvez, não sei do jeito que é
09:43a velocidade do mundo, mas o que eu pensei, eu falei, cara, se eu for para Sales e que eu
09:49me agarre lá por um ano, que seja, carimbei no currículo, uma empresa multinacional, se
09:57der errado, eu acho que eu vou continuar tendo emprego na Ítalo, eu vou continuar tendo emprego
10:04em agências prósperas, mas não gigantes.
10:06E se eu perder essa oportunidade, talvez eu nunca tenha uma segunda chance de entrar.
10:12Você estava apostando em um investimento de transição.
10:15Um investimento, foi o que eu fiz.
10:16Eu vou ganhar menos, vou ter uma vida mais dura, mas provavelmente com uma perspectiva,
10:23abre-se uma avenida muito maior.
10:24É isso aí.
10:25E deu certo.
10:26É, eu saí de lá como presidente da época, porque daí a Sales virou publicis, eu fiquei
10:3318 anos, mais de 10 anos no board como CEO e como CEO, e essa foi a história, eu fiquei
10:4318 anos da entrada como... ali foi o seguinte, quando eles fizeram a proposta era muito baixa,
10:50e eu falei, olha, é muito baixa, eu preciso pelo menos disso.
10:55E aí o Palhares, que era o vice-presidente de criação, falou ao Hugo, eu consigo te dar
11:03este valor desde que seja freelancer.
11:07Ou seja, se daqui a dois meses não der certo, você está fora.
11:12Eu falei, não, mas eu topo.
11:13Então eu poderia ter, eu poderia nunca ter sido contratado.
11:16Essa aventura, essa relação com o trabalho, ela era mais, digamos, de maior risco no
11:26passado, né?
11:27Você vinha de uma forma arriscada.
11:31E aí acabou dando certo.
11:33Mas aí também mostrou muito sua autoconfiança.
11:35Você se sentia preparado e queria uma oportunidade.
11:38É, quando você fala em autoconfiança, eu penso muito em fé em Deus.
11:44Eu acho que, eu não vislumbro alguém chamado Deus lá que está cuidando, mas eu vislumbro
11:52uma energia que nós desconhecemos e que pode ajudar todo mundo a ser um pouco melhor, né?
11:59Quando eu era criança, eu lembrei agora daquele personagem, quando eu era criança pequena
12:04lá em Barbacena, né?
12:05Lembra?
12:05Porque, mas quando eu era criança em Santos, eu sonhava numa classe média baixa, eu sonhava
12:11em prosperar.
12:12E, obviamente, além de ajudar a minha família, ajudar as pessoas ao redor, e eu imaginava
12:17que todo mundo ia cantar.
12:18Eu quero ter um milhão de amigos.
12:20E um dia cantaram, a gente vai chegar lá.
12:22Não, então, mas aí o que eu vi?
12:23Eu falei, cara, não é bem assim, né?
12:25Mas eu tinha esse sonho.
12:27Então, essa mudança do Recife para São Paulo, ela teve muita coisa de confiar em
12:31Deus.
12:32Eu vou trabalhar o dobro, eu vou fazer a minha parte, mas eu espero que Deus me ajude.
12:37Seja lá quem for, né?
12:39Seja qual...
12:39Você já leu um livro chamado O Futuro de Deus, de Pak Chopra?
12:43Não, não.
12:44Tem a ver com o que você está falando aqui.
12:46Depois eu vou te dar de presente esse livro.
12:48Obrigado, obrigado.
12:49Vale a pena.
12:50Porque você é um cara muito espiritualizado e nesse caminho mesmo da energia, eu acho
12:56que vale a pena você ler.
12:57Obrigado, eu vou adorar ler.
12:58Mas tudo bem, aí um dia a gente se cruzou, você sabia?
13:00Você lembra disso?
13:01Que um dia a gente se encontrou...
13:02É, a gente já se encontrou...
13:03Na Publicis.
13:04Exatamente.
13:05Eu já era vice-presidente de criação.
13:07Aí você já era...
13:08E foi uma honra trabalhar com você.
13:11Você era o presidente da Credicard, do Citibank, sempre com esse sorriso, com essa energia.
13:18É impressionante, né, para quem não tem o contato com o Leonel, o quanto a força
13:25que você tem quando você conversa, você não é simplesmente um bom humor, é uma energia,
13:33uma força de vencer os obstáculos, né?
13:37Tem uma coisa que parece bobinha, mas quando a gente levanta da cama, se a gente não tiver
13:43um compromisso com nós mesmos, de fazer aquele dia mais feliz, nós vamos ser derrubados.
13:50Porque se a gente parar aqui e olhar ao redor do mundo o que está acontecendo, as guerras,
13:56Rússia, Ucrânia, Israel, Irã, os problemas financeiros que a gente tem no Brasil, as desigualdades,
14:02a gente não segura.
14:04Então você precisa buscar alternativas, buscar armas para mudar esse jogo.
14:08E você tem muito isso.
14:09E quando a gente trabalhou juntos, você como presidente e eu como fornecedor ali, foi
14:15um momento muito especial, porque você acreditava nas ideias.
14:21Você sempre foi um cara de vanguarda, mesmo numa instituição como a do Citibank.
14:25Mas eu te agradeço muito, mas agora vamos voltar para você.
14:30Tá bom.
14:30As ideias eram suas, e se elas foram colocadas em prática, é porque você soube vendê-las
14:38e fazê-las realidade.
14:40O que é que você chama de ideias?
14:41Por exemplo, levar o Roberto Carlos?
14:43Eu chamo.
14:45Trazer o Roberto Carlos.
14:46Eu acredito que a ideia, quando você fala de uma criatividade, se você é um artista
14:54plástico e você cria uma obra e coloca para vender, você realmente está comprometido
15:01com a sua obra.
15:02Quando você é um publicitário, você é chamado para resolver um desafio.
15:08Então você não pode chegar lá e fazer a sua obra e pronto.
15:11Você precisa ouvir.
15:13E até dando como exemplo a nossa parceria, aquele reposicionamento do cartão credit card
15:18na Emoções, a gente tinha a oportunidade de trazer, na época, uma pessoa que até hoje
15:26ela tem uma aprovação muito alta, que é o Roberto Carlos.
15:31Então a ideia, ela não é simplesmente uma disrupção, ela é uma construção.
15:35E eu chamo isso de ideia.
15:37Tem uma ação que me chama muito a atenção, que é, quem é mais velho vai lembrar, quando
15:46a Porto Seguro, e eu posso falar, porque quando eu falo de algo que eu criei, fica
15:51um pouco cabotino.
15:53Mas quando a gente traz algo que você não participou, é mais crível.
15:59E eu lembro quando a Porto Seguro, que vendia seguro de autos, criou um serviço que te
16:06mandava um encanador em casa, um eletricista em casa, um chaveiro em casa.
16:10Isso, para mim, é uma ideia.
16:12Claro.
16:12É uma ideia revolucionária.
16:13Se você mostrar provavelmente para um artista, ele vai falar, não, isso não é uma ideia.
16:17Eu vejo isso como uma grande ideia.
16:19Então, eu sempre busquei, dentro daquele pragmatismo...
16:22Provavelmente por isso.
16:24Uma solução.
16:25Tudo tem uma história, tudo tem uma raiz, uma causa raiz.
16:29Mas eu acredito que até hoje, se você entrega uma solução para o seu cliente, que junte
16:34um pouco da ideia, da visão inicial dele, que é quem está com a barriga no balcão, seja
16:39em qualquer nível, pode ser na classe A gargalhada até a classe E. Alguém está com a barriga
16:45no balcão. Se você pega esse expertise do cliente e usa um pouco do seu conhecimento
16:50do comportamento humano e faz essa soma, você provavelmente vai ter algo não só criativo
16:56como eficaz.
16:58Esse é o maior desafio da publicidade.
17:01Hoje mais do que nunca.
17:03Hoje mais do que nunca.
17:04Porque ainda hoje, com tudo que nós vivemos, com toda a algoritimização das nossas vidas,
17:10que você tem uma máquina correndo atrás dos seus anseios, você precisa ser criativo
17:17e eficaz.
17:17Eu não posso criar uma obra que é premiada em Cannes e que ninguém viu no Brasil.
17:22então virou, estamos falando de um momento artístico, ok, respeitável, mas é preciso
17:32entender.
17:33O ideal é que toda a premiação venha como consequência, Leonel, e não como causa do
17:38trabalho.
17:41Você é diferente.
17:44Um dos maiores desafios nossos na publicidade, eu falo nossos, eu não sou publicitário,
17:49mas sempre estive muito próximo, é administrar o ego também, né?
17:55Ah, eu acho que toda a área voltada mais para a humanas, quando você vai para a área
18:02artística, quando você vai para a área da publicidade, para a área do jornalismo,
18:07tem aquele filme O Advogado do Diabo, que dizia vaidade, o meu pecado favorito, o diabo,
18:14nós todos corremos o grande risco de tropeçar no nosso ego.
18:19Se você não monitorar, e mesmo monitorando, você tropeça, faz parte da vida.
18:24Quando você está numa competição que é muito subjetiva, uma premiação que você
18:31pode chegar aqui e olhar o humanamente possível e gostar do verde.
18:35Alguém não gosta do verde por alguma coisa, e aí é uma competição subjetiva.
18:39E isso coloca a disputa da vaidade de uma forma muito visceral, né?
18:47Quando você tem um jogo de tênis, como a gente teve recentemente a final de Roland Garros,
18:51onde um dos competidores faz 2x0 e toma a virada, aquilo lá é aritmético.
18:57O cara foi lá e virou.
18:58Quando você tem a troca do verde para o roxo, não é aritmético.
19:03Então, essa subjetividade, eu vou te interromper, você teve recentemente a troca da marca Jaguar,
19:11uma marca icônica, que mudou o logotipo.
19:14Quem está nos assistindo, dá um Google, fazendo propaganda aqui para o Fábio Coelho do Google,
19:21mas dá um Google que você vai ver como era a Jaguar antes e como é agora.
19:25Isso gerou um tsunami de comentários positivos e negativos.
19:31Mas por que se escolheu isso? Óbvio, tem toda uma estratégia de consumo,
19:36mas tem também um gosto subjetivo de uma maioria.
19:40Bom, o Fábio Coelho é gente da melhor qualidade.
19:41Fica tranquilo com o merchandising dele aqui.
19:46Você sempre gostou, ou me parece que você sempre apoiou e gostou,
19:51que se usassem influenciadores.
19:52Eu gosto, existe uma coisa que se cobra muito, eu gosto de usar às vezes o esporte,
20:02porque ele simplifica.
20:03Quando você é um esportista, você tem uma carreira que te exige abdicação,
20:09te exige abdicar de muitas coisas, porque é o teu corpo.
20:13Na publicidade, eu tenho muitas vezes que abdicar do que eu gosto.
20:17Porque, como eu te falei, eu preciso entender a marca, o produto, o serviço e vender.
20:24Essa história dos influenciadores eu respeito muito e os dados mostram a força desse mercado.
20:31Não é a força de ontem e de hoje.
20:33Não é apenas isso, é a força do amanhã.
20:35Esse creator's economy, onde se engloba, não vai parar de crescer,
20:40pelo menos nos próximos cinco anos.
20:42Essa é uma das únicas certezas que eu te garanto por estudo.
20:46Tem uma frase que eu adoro, que é
20:48Eu acredito em Deus, para tudo o resto me tragam os dados.
20:53Então, eu estou separando o Hugo Pessoa Física para o Hugo Profissional.
20:58Eu acredito nos influenciadores, porque é humano.
21:02Pegando até um gancho aqui, é humano.
21:04A gente tinha o boca a boca antes da invenção do rádio.
21:08Com o rádio, a gente teve uma celebridade vocal.
21:11Depois veio a TV, criou uma cara para isso.
21:13E aí, com as redes sociais, se formaram o quê?
21:16Novas celebridades, que podem se chamar de influenciadores.
21:19Como você quiser, mas são pessoas que influenciam uma massa maior de gente.
21:24É, que hoje muda muito por conta de rede social.
21:27Mas o influenciador é uma história antiga e bonita.
21:30Sem dúvida.
21:30Eu fui criado no Banco Nacional.
21:33Ou que a gente talvez saiba disso.
21:34Mas foi lá que eu entrei garoto e foi o lugar que eu trabalhei mais tempo na minha vida.
21:38E o Banco Nacional era o Ayrton Senna.
21:40Ali eu aprendi muito sobre isso.
21:43Depois, quando eu fui para a Los Angeles, eu tinha o Leonardo.
21:45Sim.
21:46Que era fantástico.
21:48Um super profissional.
21:49Na Credical, o Roberto Carlos.
21:50Sim.
21:51Eu lembro de uma passagem, na CVC, a Ivete Sangalo.
21:54Eu lembro de uma passagem interessante para falar aqui com o Roberto Carlos.
21:59O Roberto Carlos é uma pessoa quase que uma sumidade.
22:02E um dia, a gente, quando estava para assinar o contrato com o Roberto Carlos, eu recebi
22:09do pessoal dele um convite para ir num show, porque ele queria me conhecer.
22:12E eu também queria conhecê-lo.
22:14Lembro que, inclusive, por coincidência, a minha mãe estava em São Paulo.
22:18E minha mãe foi ao show comigo.
22:20Minha mãe já, infelizmente, já faleceu.
22:23Mas minha mãe foi no show comigo.
22:24E ela passou o show inteiro chorando.
22:25Eu falava, minha mãe, se você chorar, você não vai...
22:27E depois nós fomos lá conversar com o Roberto Carlos.
22:32E na conversa, eu falei assim para ele, olha, obrigado por confiar na gente.
22:41Aí aquele dia ele falou, bicho, eu confio em você desde que você nasceu.
22:45Aí eu falei, que bom.
22:46Ele falou assim, não.
22:47Agora eu tenho que confiar, não tenho outra opção.
22:49Mas eu tenho certeza que vai dar certo.
22:51E obrigado por você se preocupar com isso.
22:54Porque a responsabilidade de você carregar um parceiro desse,
22:57para bem ou para mal, é gigantesca.
22:59Sem dúvida.
23:00Porque o Roberto Carlos poderia agregar muito para a Credicard.
23:03Ou não.
23:04E a Credicard poderia agregar muito para o Roberto Carlos ou não.
23:06Porque se eu piso na bola, ele que era o recomendador do negócio.
23:11Sem dúvida.
23:11E eu acho que a gente...
23:14O influenciador é fundamental.
23:17Mas saber escolher o influenciador e ser parceiro dele é muito mais importante.
23:21E eu acredito que com a inundação de canais que nós temos hoje,
23:28mesmo de podcasts, de novos influenciadores, os riscos também são maiores.
23:34Sim.
23:35Porque quando você trabalhava com TV, rádio, revista...
23:41Mala direta.
23:42Mala direta.
23:42Você tinha um nicho de celebridades menor, com riscos menores.
23:49Hoje você tem um mar, um oceano azul de influenciadores, com riscos muito maiores,
23:54porque são seres humanos.
23:56E hoje a gente tem a vida filmada, a vida de Truman.
23:59Todo mundo hoje é filmado o tempo todo.
24:00Então qualquer deslize pode custar aquele investimento, para um lado ou para o outro.
24:05Eu acho, me parece, você tem muito mais experiência que eu,
24:09também no passado, para você virar um influenciador,
24:11você tinha que ter anos de história e de carreira.
24:14Hoje tem muita gente que está muito jovem, começando e vira rápido influenciador.
24:19E você tem um risco grande, porque você não conhece essa pessoa.
24:22Que é aquela exponencialidade.
24:24Você vinha falando no início.
24:25É uma nova economia.
24:26A gente saiu de uma economia pós-revolução industrial,
24:30e está vivendo uma revolução que não é só tecnológica,
24:35ela não é só de inovação.
24:36É uma revolução comportamental,
24:38onde se tem aí um sonho de encontrar esse caminho para o sucesso,
24:44e essa área de influenciador leva,
24:47assim como no passado existem profissões que tiveram auge,
24:51como a medicina, como a própria publicidade,
24:54hoje você tem médicos, você tem engenheiros,
24:57você tem advogados, você tem presidentes,
24:59querendo virar influenciadores.
25:00E aí é uma nova economia.
25:04É completamente diferente.
25:05É uma economia comportamental.
25:08Porque você não consegue ler, primeiro,
25:12essa quantidade de consumidores.
25:14Porque é a primeira vez, Leonel,
25:16que a gente vive cinco gerações juntas.
25:18Os baby boomers, a X, a Y, a Z e a Alpha.
25:23Nunca se teve tantas gerações convivendo juntas.
25:25Isso traz uma nova visão de economia e uma nova visão de emprego.
25:30O que também está gerando um pouco de...
25:35Eu acho que deveria ser legal, né?
25:37Um desconhecimento que deveria ser visto como uma coisa bonita,
25:43uma coisa boa.
25:45Nós todos aprendemos juntos, mas não é assim que o mercado vê.
25:49O mercado acaba elegendo ou algumas companhias se auto-elegem
25:55os caminhos certeiros para o futuro.
25:58E isso é cada vez, eu diria, mais difícil de prever.
26:01Eu vou dar um exemplo.
26:03Em 2022, eu estive no Vale do Silício,
26:05numa apresentação do Meta,
26:07com o Mark Zuckerberg,
26:09ele falando, e pouquíssimas pessoas da plateia.
26:12E em 2022, ele falou nesse evento
26:15que ele ia investir 20 bilhões de dólares no metaverso.
26:21Cadê o metaverso três anos depois?
26:23E não é culpa dele.
26:24Então, tem dois jeitos de você ver isso.
26:26De uma forma, eu diria, deselegante,
26:29falar, está vendo?
26:29Não sabe nada.
26:30Não é assim que eu vejo.
26:32E a outra forma é assim,
26:33se nem o Zuckerberg, que é dono do WhatsApp,
26:36que é dono do Facebook,
26:37que é dono do Instagram,
26:38sabe direito para onde vai o mundo,
26:39como é que nós podemos vender uma ilusão de que sabemos?
26:44Então, é assim que eu vejo.
26:45Acho que estamos todos apalpando
26:48o que vai dar mais certo
26:50e em que proporção,
26:52mas em curto espaço de tempo.
26:55Mas hoje, e eu concordo sempre com você,
26:58mas hoje, a publicidade se transformou,
27:01ela é cada vez mais forte em uma ciência,
27:04por conta do uso de dados e informações.
27:07É menos intuitiva ou não?
27:09Ela é menos intuitiva.
27:12Trazendo de novo fatos
27:14e tentando aqui
27:16dividir com quem está entrando no mercado
27:18ou mesmo para quem está no mercado.
27:21Nos últimos anos,
27:23houveram fusões
27:25de agências de publicidade.
27:28Então, para você ter uma ideia,
27:29a gente teve a icônica Thompson,
27:30J.W. Thompson,
27:32a icônica Young Rubicon,
27:34a Wunderman,
27:36a VML.
27:37Hoje, todas as quatro viraram uma única agência.
27:40Os outros sumiram.
27:43Recentemente,
27:44a Omnicom comprou o IPG.
27:47A Omnicom é dona da BBDO,
27:49da DDB,
27:51comprou o IPG,
27:51que é dono da Macam,
27:53que é dono da FCB.
27:56Então,
27:58está se transformando em um único grupo.
28:00Então,
28:01isso mostra que o mercado vencido
28:03vem sendo afunilado.
28:06Ah, tem um culpado?
28:08Não.
28:09Não é só nesse setor.
28:10Não é só.
28:11O mercado bancário e tantos outros.
28:13Mas tudo bem.
28:13Isso,
28:14não,
28:14e aí caminha para o que você falou.
28:16Há propaganda hoje,
28:18através de algoritmo
28:19e através de empresas de tecnologia
28:21que mapeiam
28:22quanto tempo o teu carro
28:24fica parado em determinado lugar
28:26e que conseguem,
28:27às vezes,
28:28te ofertar algo
28:29sem você perceber
28:30a hora que você vai navegar
28:31no teu celular
28:32para pegar alguma coisa.
28:33Você lembra de uma matéria
28:34que você vai mostrar
28:35para a sua esposa,
28:36para o seu amigo,
28:36para o seu companheiro
28:37e aparece uma propaganda
28:39de um determinado produto.
28:40Isso tudo
28:41não dá para competir
28:42com o que é humano.
28:46Porque é matemático.
28:48Eu te pego no momento
28:49que você está ansioso
28:50para consumir.
28:51O remete é que
28:52é impossível não ser digital hoje?
28:55Impossível.
28:56Impossível.
28:57Você,
28:58tanto na pessoa física
29:00como jurídica?
29:01Não, não.
29:02Na pessoa física,
29:02eu acho que
29:03se você pode se dar o luxo
29:06de,
29:07se você não precisa
29:09hoje,
29:11vamos parar para pensar,
29:13se você tem uma instabilidade financeira,
29:15se você tem a sua vida
29:19estruturada
29:19sem necessitar
29:20do universo digital,
29:22eu acredito
29:23que é uma bênção.
29:24Porque
29:25o mundo digital,
29:27que é um mundo real hoje,
29:29o mundo digital
29:30é um mundo real hoje.
29:30É um sugador.
29:31Ele te suga tudo.
29:33Ele te suga energia,
29:34ele te suga foco.
29:35O que que,
29:36hoje,
29:37a gente teve,
29:39há quantos anos,
29:39a globalização?
29:41Mentalmente,
29:42o que que nós achávamos?
29:44Que o melhor do Brasil,
29:45então,
29:46vamos falar aqui
29:48da soja,
29:49porra,
29:50fosse,
29:50o mundo todo
29:51poderia acessar
29:52a soja
29:53de uma maneira
29:53mais rápida,
29:54melhor,
29:54né?
29:55O melhor da China,
29:57vamos falar aqui
29:58da tecnologia chinesa,
30:00poderia ser acessado
30:01para todo mundo.
30:02O melhor
30:02da Alemanha,
30:05que é conhecido
30:07até por sistemas
30:08de segurança,
30:09seria compartilhado.
30:10não aconteceu isso
30:11com a globalização.
30:12Então,
30:13foi a primeira frustração,
30:14pelo contrário.
30:15Depois veio
30:16a digitalização.
30:19Deveria ser o seguinte,
30:20eu não consigo
30:21viajar fisicamente
30:22para o Louvre,
30:23mas digitalmente
30:24eu consigo
30:25visitar todas
30:27as salas do Louvre.
30:28Pô,
30:28eu vou ter mais conhecimento,
30:29isso vai gerar pessoas
30:30mais bem preparadas.
30:31Isso também
30:32não aconteceu.
30:33E com o poder
30:35migrando
30:36das empresas industriais,
30:38ou seja,
30:39da GM,
30:39da Ford,
30:41de economias
30:41que vieram
30:42da Revolução Industrial
30:42para empresas
30:44de tecnologia,
30:44para o Google,
30:46para a Apple,
30:47para a Microsoft,
30:48para o Meta
30:51e para a Amazon,
30:53que são as empresas
30:54que ditam hoje
30:56a economia mundial,
30:58isso acabou
30:59se transformando,
31:01Leonel,
31:02numa realidade
31:03quase que humana
31:06você ser digital.
31:07Olha que
31:07índio sincronizado.
31:09é impossível,
31:10mesmo que você queira,
31:11é impossível.
31:12Então,
31:13para uma marca,
31:14eu acredito que
31:15a gente vive
31:16num país
31:17com dimensões
31:17continentais,
31:19então é óbvio
31:19que existem cidades
31:20que estão
31:21muito bem
31:21obrigadas
31:22longe
31:23dessa poluição
31:24digital,
31:25mas tem que ver
31:27até que ponto
31:27elas vão aguentar.
31:29Uma outra coisa
31:29que é interessante,
31:30assim,
31:30quando você
31:31visita a Europa,
31:32apesar da Europa
31:33ter acelerado muito
31:34nos últimos anos,
31:35ainda existe
31:36um comedimento
31:37maior
31:37por essa
31:38fissura
31:39de ficar
31:40no celular
31:41e de ficar
31:41navegando
31:42e de ser
31:42impactado.
31:44Por quê?
31:45Porque é uma
31:45economia mais estável,
31:46a pessoa não tem
31:47o desespero
31:48de sobreviver
31:49por ali.
31:50Esse fenômeno
31:51das bets.
31:52cultura mais tradicional
31:53também.
31:54E tem um mínimo,
31:56porque no Brasil
31:57as pessoas
31:59muitas vezes
31:59elas navegam
32:00para sobreviver,
32:02para vender
32:02um produto
32:03num site
32:04de troca,
32:06para fazer
32:07um negócio,
32:08seja através
32:08de um jogo,
32:09seja através
32:10de uma entrega,
32:15você pode se cadastrar
32:16para ser um entregador.
32:17Então,
32:18essas são características
32:19de um país
32:19subdesenvolvido
32:20que ficaram muito
32:21mais reféns
32:22dessa digitalização,
32:23porque as pessoas
32:24precisam comer.
32:25Você conhece
32:26muito o varejo,
32:27você já trabalhou
32:28com vários
32:29varejistas
32:30em diversos segmentos.
32:32Como é que fica
32:33essa história
32:33de loja física
32:34desse mundo digital?
32:37Olha,
32:37nós estamos
32:38em 2025.
32:40Até agora,
32:41não existe
32:42uma resposta
32:43de vários especialistas
32:46sobre para onde
32:47nós caminhamos.
32:48globalmente falando,
32:51o e-commerce,
32:52a compra digital,
32:54está em torno
32:54de 35%
32:55de todo o varejo.
32:57Então,
32:57se você parar
32:58para pensar,
32:59ainda tem 65%.
33:01Ainda não é majoritário.
33:02É,
33:03entendeu?
33:04Então,
33:05eu não tenho
33:06os estudos
33:07de cada região
33:08do mundo
33:08para poder
33:09te falar isso.
33:10Tendo a acreditar
33:11que os centros
33:14de compras,
33:14eles estão
33:15cada vez mais
33:16virando centro
33:17de entretenimento,
33:19de passeio.
33:20Então,
33:20num país
33:21onde a violência
33:23é latente,
33:24isso deve ainda
33:25permanecer
33:26e deve dar
33:27volume
33:28para o varejo.
33:29Você está dentro
33:30de um supermercado,
33:31você está mais seguro
33:32do que está na rua.
33:33Você está dentro
33:33de um shopping,
33:34você...
33:35Então,
33:35isso não deixa
33:36de ser um lazer.
33:39Eu tenho uma história
33:40maravilhosa
33:40que,
33:41para mim,
33:42que nasci
33:43e cresci
33:44com acesso
33:45limitado,
33:45ir no supermercado
33:47era como ir
33:48na Disney.
33:49Então,
33:50eu imagino
33:50que hoje
33:51um Brasil
33:51ainda muito desigual,
33:53a gente tem
33:53uma imensidão
33:54de pessoas
33:54que quando vão
33:55no supermercado
33:55é a realização.
33:56É um passeio mesmo,
33:58uma experiência
33:58maravilhosa.
33:59Então,
33:59eu acredito
34:00que a gente
34:00ainda tenha
34:01um futuro
34:02maior do que,
34:04por exemplo,
34:04a China,
34:04um futuro
34:05em relação
34:05ao varejo
34:06de rua
34:09do que é
34:10em relação
34:10à China
34:11e em relação
34:12aos Estados Unidos
34:12é muito difícil
34:13de falar
34:14quando você
34:15pega as grandes
34:15metrópoles,
34:16Chicago,
34:18Nova York,
34:19porque são
34:19superpopulosos
34:20e tem uma população
34:22transacional
34:23ali muito grande.
34:24Então,
34:24o comércio
34:25acaba sobrevendo
34:26até por osmose.
34:28É o walking.
34:29Exatamente.
34:30Então,
34:31eu acho
34:32que a gente
34:33cresceu
34:34bastante
34:36nos últimos anos,
34:37mas deve
34:37estabilizar
34:38um pouquinho
34:39agora,
34:41eu diria que
34:41mais dois,
34:42três anos,
34:42daí eu ficar
34:42nessa faixa aí,
34:44estamos falando
34:44de 35%
34:45do varejo,
34:45eu não acho
34:46que deve chegar
34:46em 50%
34:47nos próximos
34:48três anos.
34:49E daqui,
34:50qualquer previsão
34:51além de três anos
34:51eu acho perigosa.
34:53A grande dificuldade
34:55é
34:55quem é tradicional
34:58digitalizar
34:59e quem é digital
35:01conseguir chegar
35:02nesses outros
35:0350%.
35:04Você sabe
35:05que essa
35:07é uma
35:08uma crença
35:10que caiu
35:11com a pandemia.
35:14Me explique,
35:16por favor.
35:16É,
35:17porque
35:17o que aconteceu?
35:19O Brasil
35:20não tem
35:20ainda
35:2135%
35:22da venda total
35:23do varejo
35:23no meio digital.
35:24O Brasil
35:25deve estar
35:25girando
35:26em torno
35:26de 20,
35:2721,
35:28ali um,
35:29posso estar
35:29errando por pontos,
35:30mas não...
35:31obviamente
35:32por interesses
35:33cada um
35:33às vezes
35:33conta a história
35:34que é,
35:34mas aqui
35:35eu estou
35:35te falando
35:36uma média.
35:37A gente
35:37realmente
35:38tinha esse
35:38distanciamento
35:39da população
35:41mais velha
35:42do digital,
35:43só que com a pandemia
35:43os recebimentos
35:45passaram a ser
35:47através do aplicativo.
35:48E para sobreviver,
35:50meu amigo,
35:50até quem acompanhou
35:52aquele...
35:52Recentemente
35:53eu tive uma palestra
35:53do Tintin
35:54que foi um sobrevivente
35:55daquele avião
35:56da seleção de rugby
35:57que caiu,
35:58a sociedade na neve.
35:5972.
36:00no Uruguai.
36:02Caiu no Chile,
36:03era o time de rugby
36:04do Uruguai.
36:07E você vê o seguinte,
36:08para sobreviver,
36:10o ser humano
36:11chega a comer
36:12a carne
36:13de um colega
36:14de time
36:15que já estava morto,
36:16estava muito demais.
36:17Então,
36:18para sobreviver
36:18num país
36:19que não tem
36:20uma renda,
36:21que não tem
36:22uma estabilidade,
36:22que precisava receber
36:23em única forma,
36:24era baixando o aplicativo,
36:26colocando os dados,
36:27esse medo,
36:28ele não se dissipou
36:29totalmente,
36:30mas ele diminuiu
36:31brutalmente
36:32pós-pandemia.
36:35E esse pessoal
36:36gostou da brincadeira.
36:37Tanto que
36:38a transição
36:40da geração
36:42mais velha
36:42de banco
36:43aumentou muito
36:45depois da pandemia,
36:46porque o cara
36:46começou a entender
36:47como se movimentar ali
36:49e ele falou,
36:49não,
36:49peraí,
36:49deixa eu testar isso aqui.
36:51Então,
36:51ficou quase que
36:52um joguinho
36:53de ganha e perde
36:55sobre o aplicativo.
36:56Então,
36:56eu acredito
36:57que foi isso
36:58que também acelerou
36:59muito o consumo
37:00do varejo digital.
37:02Uma mudança
37:03de comportamento
37:03forçada e brutal.
37:05Brutal.
37:06Mas, assim,
37:07ficou, né?
37:09Ficou.
37:10O cara que foi
37:10para lá
37:11não volta.
37:11Não volta.
37:12Não volta.
37:12Não volta pela pela,
37:13porque a partir do momento
37:14que você tem
37:15essa comodidade,
37:17tem coisas que vieram
37:18e que não se estabeleceram.
37:20Por exemplo,
37:20o QR Code.
37:22O QR Code
37:22é um sobrevivente,
37:23ele já teve
37:24para morrer,
37:24ele veio com a obrigação
37:26dos cardápios,
37:27dos menus,
37:28mas ele é chato.
37:29Ele ainda,
37:30ele é um mala, né?
37:31Normalmente,
37:32a gente fala assim,
37:32a pessoa é uma mala.
37:33No futuro,
37:34vamos falar,
37:34a pessoa é um QR Code, né?
37:35Porque é chato.
37:37Então,
37:38isso, às vezes,
37:38você tende a retornar
37:40para o que é mais confortável.
37:41No caso de compras
37:42e no caso de navegação,
37:45aquilo te permite
37:46uma independência
37:47a hora que você perde o medo
37:48que, pô,
37:49você,
37:50muitas vezes,
37:51vai ter que ter um vendedor
37:52mais bem preparado,
37:54para conseguir ser sedutor
37:56a ponto de concorrer
37:56com uma máquina
37:57que só responde
37:58o que tu quer.
37:59E preço, né?
38:00É,
38:01essa é outra...
38:03O preço da distribuição
38:04não é pequeno.
38:05Essa é outra,
38:06essa é outro desafio.
38:08Hugo,
38:09vamos voltar
38:10para pessoas,
38:12por favor.
38:14Você vai selecionar
38:15alguém hoje,
38:16um jovem,
38:16o que é que te chama
38:17atenção,
38:18o que é que
38:18não pode deixar de ter...
38:20Paixão.
38:21Paixão?
38:21Eu acho que
38:23se você não tiver um...
38:27As palavras,
38:28elas vão ficando...
38:28Parece bomba de chocolate.
38:31Quando você não tem grana,
38:32é bomba.
38:33Depois vira
38:33eclair,
38:35profiterole,
38:36mas é uma bomba,
38:37né?
38:37É uma bomba de chico.
38:39E eu acho que o nome,
38:42paixão,
38:42objetivo,
38:43propósito,
38:45o que você quiser
38:46colocar de nome,
38:47mas tem que ter uma coisa,
38:48você tem que ter
38:49algum sonho
38:50que te mova
38:51e que não te deixe desistir.
38:54Porque
38:54o mundo,
38:56ele não é fácil.
38:59Ele não é fácil
39:00para ninguém.
39:01O mundo não é fácil
39:02para ninguém.
39:02Ele é mais difícil,
39:03por exemplo,
39:04para as mulheres.
39:05Ele é mais difícil
39:06para as mulheres negras.
39:07É óbvio
39:08que tem
39:09essas diferenças
39:11e, pô,
39:12é só olhar
39:13para a gente perceber.
39:14Mas o mundo
39:15é difícil
39:15para todo mundo.
39:16não está escrito
39:18em nenhum lugar
39:19da Bíblia,
39:19vai lá que vai ser
39:20uma moleza.
39:21Você vai,
39:23é preciso,
39:24a gente já nasce chorando
39:25para sorrir depois,
39:27mas a gente parece
39:28que esquece disso.
39:29Então,
39:30eu acho que a gente
39:31perdeu um pouco
39:32o,
39:33o,
39:33o,
39:34a,
39:34a resiliência
39:37de aprender
39:38com a dor.
39:40Então,
39:40quando eu entrevisto
39:41alguém,
39:42é,
39:42é,
39:43se,
39:43obviamente,
39:44se eu puder
39:45escolher alguém
39:46que,
39:46que,
39:47que tem uma paixão,
39:49é,
39:49mesmo que às vezes
39:50não tenha toda a técnica,
39:52é,
39:52eu acho que,
39:53que,
39:53que,
39:54que é mais fácil.
39:55Mais fácil você prover
39:56a técnica do que a paixão.
39:57Do que a paixão.
39:57Eu sei como empregador.
39:58É, porque,
39:59porque, por exemplo,
40:00é,
40:01se você entra numa empresa
40:02que você não gosta,
40:04cara,
40:05aquela empresa
40:05não tem um nome
40:06lá na porta
40:07e aquela empresa
40:07anda aquele nome,
40:08olha,
40:08eu sou,
40:09não,
40:09quem faz a empresa
40:10são todas as pessoas
40:12que estão dentro
40:13dessa empresa.
40:13e se eu não gosto
40:14daquela empresa,
40:16cara,
40:16eu vou ser infeliz
40:17e eu vou gerar
40:18um ecossistema ali
40:19ao meu redor
40:19infeliz.
40:20Então,
40:21você imagina
40:21que seu sonho
40:22é trabalhar
40:23na Apple,
40:24né,
40:25e você não consegue,
40:27mas você consegue
40:27na Samsung.
40:28Se você entrar
40:29reclamando
40:29de tudo que a Samsung
40:30faz,
40:31você tá fazendo mal
40:32a você
40:33e a empresa.
40:34Aí você pode pensar,
40:35ah,
40:35que se der na empresa,
40:36mas aquilo tá arrebentando
40:37com você por dentro.
40:39Porque você não,
40:39então,
40:40e aí você tem que ter
40:41um jogo de cintura.
40:42Eu sonhei em trabalhar
40:43em lugares
40:44que eu nunca consegui.
40:46Mas o segredo
40:47pra mim tava em me apaixonar
40:48pelos lugares
40:49que eu conseguia.
40:51Entendeu?
40:51E eu acho que a gente
40:52perdeu isso.
40:53A gente,
40:54às vezes,
40:54não consegue
40:55aquilo que a gente sonha
40:56e se revolta
40:57com aquilo que a gente tem.
40:58Aí fica meio...
40:59Talvez até pelo sucesso
41:02das redes sociais
41:03e do mundo digital
41:04que hoje,
41:05quando nós éramos
41:06garotos de 18 anos,
41:09a gente é...
41:10Comparado com um garoto
41:11de 18 anos hoje,
41:12a gente era
41:12completamente idiota.
41:14É.
41:14Assim,
41:14você não tinha acesso
41:15à informação.
41:16É, nenhuma.
41:17Você tinha uma dúvida
41:18na cabeça sobre qualquer coisa,
41:19você demorava meses
41:20pra tirar essa dúvida.
41:21Você tinha que ir pra uma biblioteca,
41:22rezar pra ter o livro,
41:23encontrar a informação,
41:25blá, blá, blá.
41:25Hoje está tudo na sua mão.
41:27Talvez isso também
41:29transforme sonhos.
41:30Hoje o cara está sonhando
41:31com coisas muito mais altas
41:32do que talvez a gente sonhava.
41:33Sei não.
41:33A gente sonhava com passo a passo, né?
41:35Que é a linearidade, né?
41:38A gente melhora aqui,
41:39melhora aqui,
41:39melhora aqui.
41:40Hoje não tem essa linearidade.
41:41Hoje tem essa exponencialidade.
41:44É o que você falou.
41:44Pro bem e pro mal.
41:45É.
41:46Por outro lado também,
41:47hoje,
41:48de um modo geral,
41:49me parece que essa turma nova
41:51tem uma visão de propósito melhor,
41:55é muito mais engajada
41:57do ponto de vista do ISD,
41:59tem mais respeito.
42:01Então, eu torço
42:02pra que você esteja certo.
42:05Mas, quando às vezes você olha
42:08o que é dito numa pesquisa
42:10e o que é feito no dia a dia,
42:13eu às vezes fico um pouquinho reticente.
42:15Tem incoerência.
42:16É.
42:16Eu sempre acreditei no seguinte,
42:20vai lá e faz.
42:22Então, por exemplo,
42:23eu pratico filantropia
42:25desde os 17 anos.
42:27Não foi do jeito certo
42:27que eu aprendi.
42:29Eu não conseguia arrumar emprego.
42:31Você me contou essa história um dia
42:32e eu ia chegar nela, tá?
42:35Então, fica à vontade,
42:36conte a sua história de filantropia,
42:37porque ela é maravilhosa.
42:38É, porque, veja,
42:40eu não conseguia arrumar emprego
42:41aos 17 anos,
42:42o meu pai falou,
42:44meu, tu precisa se virar,
42:45porque precisa pagar as tuas contas.
42:47E aí, eu, no desespero,
42:49tomava ali,
42:51levava ali o currículo,
42:53na época tinha coisa de datilografia,
42:55tu tentava,
42:56mas não era bom,
42:57porque eu não tinha dinheiro
42:58pra fazer o curso de datilografia.
42:59E aí, eu não arrumava o emprego
43:02e um dia eu fui,
43:02entrei na igreja de São Júlio Estadeu,
43:04no Canal 1,
43:06e rezei, fiz uma promessa.
43:09Falei, olha,
43:09se eu arrumar emprego,
43:10o meu primeiro salário
43:11eu vou doar
43:11pra um orfanato
43:13que tem ali na Anacosta.
43:15Acho que é a Nália Franco.
43:16E aí, eu consegui o emprego,
43:18chegou o primeiro salário,
43:19eu comprei em cesta básica,
43:20eu lembro que eu comprava
43:21uns latões de leite em pó.
43:26Cumpriu a sua promessa.
43:27Cumpri a promessa.
43:28E aí, eu comecei no trabalho
43:31e aí, eu pensei,
43:32pô, mas
43:32e se eu não ajudar esse mês
43:33e for demitido?
43:35E aí, o que que eu fiz?
43:38Eu falei, não,
43:38deixa eu ajudar um pouquinho.
43:40Todo mês, senão.
43:41Pra não ser demitido.
43:42Vai que...
43:43Hoje, graças a Deus,
43:45eu faço por amor.
43:46Eu sou voluntário
43:48da Casa do Zezinho,
43:49no Capão,
43:50da Tia Dag,
43:51da Maria Célia,
43:53são 1.300 crianças
43:54há 18 anos.
43:56Mas eu não aprendi
43:57pelo lado mais bonito.
43:59Eu aprendi por uma necessidade.
44:01E eu acho que
44:02quando você fala de ESD,
44:04você tem que demonstrar
44:06na prática
44:07aquilo que você prega.
44:09E muitas vezes,
44:11eu vejo
44:12uma pregação muito grande,
44:14muito contundente.
44:15Com uma prática vazia.
44:16Vazia.
44:17Principalmente agora
44:18com a mudança de governo
44:19nos Estados Unidos,
44:21você viu que
44:21grandes marcas
44:23abriram mão
44:24de departamentos
44:25sobre...
44:28Sustensibilidade,
44:28equidade, etc.
44:29Então,
44:30isso me preocupa,
44:31entendeu?
44:31Eu não quero aparecer aqui
44:33porque hoje em dia
44:34se politiza
44:35toda conversa.
44:36Isso não tem
44:37uma conversa política.
44:38Eu entendo perfeitamente.
44:40Assim,
44:41por outro lado,
44:42também,
44:42quem é de verdade
44:42sabe quem é de mentira,
44:44né?
44:44Tem uma vantagem
44:45também desse momento
44:46porque tinha muita gente
44:47fazendo o greenwashing.
44:50Só ficou claro
44:51quem era que realmente
44:52tinha esse propósito ou não.
44:53É,
44:53mas as pessoas esquecem,
44:55né, Leonel?
44:55Porque,
44:56você veja na pandemia,
44:57eu lembro que a gente
44:59trabalhava remotamente
45:00e eu lembro
45:01o quanto eu discutia
45:03em conselhos
45:06que eu participo
45:07dentro da empresa,
45:09são algumas empresas
45:10do World Group
45:11e com os clientes
45:14sobre os verdadeiros heróis,
45:16os verdadeiros influencers.
45:18Os motoboys
45:20que levavam
45:21e traziam
45:22tudo o que você precisava,
45:24os enfermeiros,
45:26o pessoal de saúde,
45:27obviamente os médicos,
45:28mas estou falando
45:29de uma classe que é
45:29os bombeiros
45:31e eu acreditei
45:34de verdade
45:36que nós iríamos sair dali
45:37valorizando cada vez mais
45:41essas profissões,
45:42os professores,
45:43por exemplo.
45:44e a gente
45:45é atropelado
45:46por essa revolução
45:47tecnológica
45:48e a gente é tirada
45:50do foco
45:50o tempo todo
45:51que a gente
45:53acaba esquecendo
45:53do que deveria ser
45:56e aí
45:57não é uma culpa
45:58de ninguém,
45:59mas quando você olha
45:59para o vizinho do lado
46:00ele está fazendo errado
46:01e está se dando bem
46:01e quando você vê
46:02você já está fazendo
46:03errado também.
46:05No auge da pandemia
46:06se falava muito
46:07de um novo normal,
46:09eu até escrevi
46:10um artigo sobre isso
46:11na época
46:11porque eu sempre fui
46:12mais cético,
46:13as pessoas não vão,
46:15não vão,
46:16não teve um novo normal,
46:18teve o normal de novo,
46:19não que esse normal
46:19seja certo,
46:20mas...
46:21Eu acreditei.
46:22Voltou tudo,
46:24voltou tudo,
46:25tem gente que hoje
46:27que me parece
46:27que nem lembra
46:28que teve a monomia
46:28dois anos atrás.
46:29Total,
46:29total,
46:30é,
46:31e você vê o seguinte,
46:32muitas vezes
46:33sou convidado
46:34para palestras
46:35e os convites
46:36vêm através
46:37de um professor.
46:38O respeito
46:39que eu preciso
46:41dar a um professor
46:42é o mínimo.
46:43Claro.
46:44E eu não posso
46:45tratar alguém
46:46que se preparou
46:47para ensinar
46:47o futuro
46:48de jovens
46:50da mesma forma
46:51que a gente
46:52está se tratando
46:52aqui
46:53por uma questão
46:53de respeito,
46:54por uma questão
46:54de importância
46:55no desenvolvimento.
46:57você está entendendo?
46:58Mas não é valorizado.
47:00É muito...
47:02Ele é muito paradoxal
47:04isso tudo,
47:05porque eu vejo
47:05cada vez a gente
47:06mais distante disso.
47:08Se você parar
47:08para pensar,
47:11você,
47:12o mundo,
47:138 bilhões
47:14e 200 milhões
47:16de pessoas
47:17tem no mundo.
47:18Nós hoje
47:18deveríamos estar
47:19falando o seguinte,
47:20vulnerabilidade
47:22econômica,
47:25desigualdade
47:27social,
47:28que é diferente,
47:29porque a desigualdade
47:30social é quando
47:30você sai
47:31e você olha
47:32aquele mar
47:33de impacto
47:34negativo,
47:35de violência,
47:36de tudo,
47:37diferente da vulnerabilidade
47:38econômica,
47:40educação,
47:42clima.
47:43A gente teve
47:43um acidente agora
47:44de clima
47:45no sul
47:46faz pouco mais
47:47de um ano.
47:49Graças a Deus
47:50eu pude
47:51colaborar.
47:52Eu acredito
47:53que você
47:53e muita gente
47:54que está nos assistindo,
47:55mas foi esquecido
47:56como se não fosse
47:57um alerta
47:58do ambiente
47:59falando,
48:02olha,
48:02está errado,
48:02se vocês não
48:03arrumarem a casa,
48:04a casa vai virar
48:05contra você.
48:06E, por último,
48:07da política.
48:08Nós deveríamos ter
48:09pessoas
48:10engajadas
48:11em colocar uma política
48:12mais perto do chão.
48:13A gente deveria estar
48:13discutindo esses cinco assuntos,
48:14mas a gente está discutindo
48:16sobre outras coisas.
48:18Então,
48:18é complicado,
48:19entendeu?
48:20Hugo,
48:21é isso que eu gosto
48:22em você.
48:23Mas é sério,
48:24você,
48:25a publicidade
48:26mudou a sua vida,
48:26mas agora a sua vida
48:27está mudando a publicidade.
48:28Você hoje virou um,
48:30é,
48:31você virou um cara
48:32de auto-influência
48:33e uma pessoa
48:34a ser seguida.
48:35Obrigado.
48:36Não,
48:36não,
48:36não aquele influenciador
48:38que a gente estava falando
48:39aqui antes,
48:39de marca,
48:40simplesmente,
48:40mas de modo de vida,
48:42de planeta,
48:43de relações.
48:43e você é admirável mesmo.
48:46Obrigado.
48:46Eu quero declarar isso
48:47publicamente.
48:47Obrigado.
48:48Eu preciso partir
48:49para os finalmentes,
48:50porque os horários,
48:52o tempo voa.
48:53Vamos,
48:54vamos aos finalmentes.
48:56Começando a vida hoje,
48:57o que você faria
48:58feito de diferente?
49:01Bom,
49:01se eu pudesse
49:02negociar com Deus,
49:03lá de cima,
49:04como é que eu viria?
49:06Pô,
49:06eu ia pedir
49:07para virar um,
49:08sei lá,
49:08um Rolling Stones,
49:09né?
49:10Porque,
49:10pô,
49:10os caras estão aí,
49:11fizeram a vida.
49:12É,
49:12um pouquinho mais longevos
49:13do que a gente,
49:14né?
49:14Conduzo sucesso,
49:15inclusive.
49:16E levando,
49:17quebrando o paradigma.
49:18Então,
49:18se eu pudesse negociar,
49:19eu falava,
49:19pô,
49:19deixa,
49:20deve ser divertido,
49:21né?
49:21Os caras,
49:21se eu voltasse como,
49:23como,
49:23como a minha vida é,
49:26eu não mudaria muita coisa,
49:28não,
49:28porque eu,
49:30as pancadas que eu tomei,
49:31as vezes que eu,
49:32que eu perdi o emprego,
49:34elas,
49:34de alguma forma,
49:35serviram de uma,
49:37de uma mola propulsora
49:38para eu me reinventar.
49:40e eu sou muito grato a isso,
49:43sou muito grato aos meus pais,
49:45eu sou casado há 16 anos
49:46com uma mulher muito forte,
49:47uma mulher com,
49:49com,
49:49com características,
49:52muito sedimentadas,
49:53então também isso me fez,
49:55o que eu aprendi em casa,
49:56continuar,
49:57e apesar,
49:58de como qualquer ser humano
50:00olhar o mundo e falar,
50:00poxa,
50:01será que eu devia fazer a coisa
50:02mais errada?
50:04E tá melhor?
50:04Eu ainda consigo resistir.
50:05então acho que isso
50:07me deixa orgulhoso
50:08e eu voltaria
50:09com essas características,
50:10mesmo que seja mais dolorido.
50:12E o que na prática
50:13aqui você tá
50:13com razão de estar orgulhoso
50:16e na prática
50:16você tá aconselhando a galera.
50:18Tô,
50:19é,
50:19porque,
50:19porque a gente tende,
50:22é,
50:22de todos nós,
50:23a escolher o caminho
50:24mais fácil
50:25e o caminho certo
50:27nunca é o mais fácil.
50:30Eu vi do,
50:30do Fábio Barbosa.
50:32Sei,
50:33grande Fábio.
50:33Fábio Barbosa.
50:34É meu companheiro
50:35de conselho da Unicef.
50:37Ah, sim.
50:37Então,
50:38gente do bem que nem você.
50:39O Fábio Barbosa
50:40tem uma frase
50:40que eu acho perfeita.
50:42Dá pra fazer o certo
50:44do jeito certo
50:45e dar certo.
50:47Maravilhoso.
50:47É isso.
50:48Mas cansa mais.
50:50Claro.
50:50Porque é isso,
50:51se você achar que vai ser
50:52tão fácil
50:53quanto fazer do jeito errado,
50:54você vai desistir.
50:56Hugo,
50:57de coração,
50:58muito obrigado.
50:58Muito obrigado
50:59pelo convite
51:00e obrigado
51:00pra nossa audiência aí.
51:01Foi um prazer estar com você,
51:02Leonel.
51:03E obrigado
51:04pelos anos
51:05que nós conseguimos
51:06trabalhar juntos,
51:07onde eu fui o fornecedor.
51:08Tive a honra
51:09de trabalhar
51:09pra Leonel Andrade.
51:11Obrigado.
51:11Calma que somos jovens.
51:13Ah, garoto.
51:15Esse é Humanamente Possível.
51:16Obrigado por ter estado
51:17aqui conosco.
51:18Lembre que a vida é leve,
51:19leve a vida de boa
51:20e até o próximo episódio.
51:22Muito obrigado.
51:22e aí
51:27e aí
51:30e aí
51:31Tchau.