- há 3 meses
Entrevista com Gustavo Caetano, especialista em inovação
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00:04Olá pessoal, tudo bem? Estamos aqui com Gustavo Caetano, conselheiro de várias empresas,
00:12empreendedor e um dos caras que mais lhe temem de inovação no país, é o melhor sombrio de vida.
00:18Ele veio à vitória participar de um evento de lançamento do Made in ES, agora em 2024,
00:24da Rede Gazeta, e também que faz parte do Made in ES, do ES, 500 anos, que agora o nosso
00:31Estado vai fazer 500 anos.
00:33E claro, precisamos olhar para frente, né Gustavo? E já nessa perspectiva de olhar para frente,
00:39como que faz para o Brasil, e que hoje ouve falar muito, até de uma guerra fria de China com
00:44os Estados Unidos,
00:47como é que faz para o Brasil ganhar terreno nessa competição que é mundial? O que está faltando para o
00:52Brasil?
00:53Primeiro, é um prazer estar aqui, eu me sinto em casa no Espírito Santo, sou mineiro, mas como todo bom
00:59mineiro,
01:00a gente adora o nosso Estado vizinho. O nosso país é um país que tem muito potencial,
01:08mas a gente tem dificuldade de chegar lá, né? Desde criança eu escuto que o Brasil é o país do
01:14futuro,
01:14e a gente é sempre o país do futuro e parece que nunca chega. Mas para mim, tem um ponto
01:20muito específico
01:21que faz com que a gente fique cada vez mais distante do cenário de competição global,
01:28de inovação, tecnologia, que é a educação. A educação está diretamente ligada com a inovação.
01:35Só consegue inovar se a gente tiver capacidade de conectar os pontos.
01:40E se a gente só consegue conectar pontos, você tiver a capacidade de interpretar coisas diferentes
01:48e olhar para lugares diferentes e aí sim juntar todos esses pontos para criar algo que não existe ainda.
01:56As inovações, você pega países como o Estados Unidos, que é extremamente inovador, a própria China,
02:02tem um lado educacional muito forte. Prepara as pessoas para resolver problemas,
02:08não só para decorar, como é ainda a educação aqui no nosso país.
02:12Se a gente está treinando o menino, vai ter que parar o livro, vai passar no Enem.
02:17Hoje eu ainda falo com pais e a maior preocupação é se o filho vai passar no Enem ou não.
02:22Mas não é se ele está preparado, é muito bom, está chegando.
02:26Então, se a gente mudar a base do nosso país e começar a apostar em inovação na educação,
02:33mudar o jeito de educar, mudar o jeito de trazer para o jovem com uma realidade diferente,
02:40não só de receber conhecimento, mas de fazer parte, de criar, de co-criar,
02:47a gente nunca vai ser capaz de competir globalmente.
02:50A gente não vai conseguir ver o que você chamou de mentalidade do crescimento.
02:55Mentalidade do crescimento. Eu tive a oportunidade de fazer um bate-bapo de uma hora
03:00com o Satya Nadella, que é o presidente mundial da Microsoft.
03:04E o Satya lhe trouxe um negócio.
03:06O Satya, ele é hoje, possivelmente, a figura mais importante no mundo dos negócios.
03:12Ele é o que entrou no lugar ali do Bill Gates, na verdade, o Steve Ballmer,
03:15que é o sócio do Bill Gates, depois foi o Satya Nadella.
03:18E ele é indiano, nascido numa região pobre da Índia,
03:22ele virou o CEO da maior empresa de software do mundo.
03:25E quando eu perguntei para ele o que fez com que ele chegasse até essa posição,
03:30a resposta dele foi a capacidade de aprender o tempo inteiro,
03:35a mentalidade de crescimento.
03:37Tem um livro chamado Mindset,
03:40que é um livro que fala que você tem dois tipos de mentalidade, basicamente.
03:45O que é a mentalidade fixa, que é o que eu aprendi até hoje,
03:48vai me levar para o começo da vida.
03:49Tem várias pessoas assim, que a gente conhece,
03:52que eram super inovadores e, de repente, param no tempo.
03:55Em determinado momento, ela entendeu ou pareceu para ela
03:59que precisa mais aprender, que ela já sabe tudo.
04:02Esse é um erro muito grande.
04:04Mas você pode ter aquela mentalidade de aprendizado constante.
04:08Nós temos que preparar essa nova geração para essa mentalidade.
04:12Não tem mais aquele negócio de eu fiz um curso e já sei tudo.
04:15Eu sou formado em marketing.
04:17Formei há 20 anos.
04:19Então, o marketing mudou.
04:20O marketing da minha época era o marketing criativo,
04:23era o marketing de fazer propaganda.
04:25Hoje, o marketing é muito mais analítico.
04:28Ele é um marketing de números, de dados.
04:31Então, se a gente não entender que as coisas evoluem
04:34e evoluem em uma velocidade cada vez maior
04:36e que a gente precisa estar sempre aprendendo,
04:40a gente vai para um lugar que também nos afasta da inovação,
04:44nos afasta do novo.
04:46É aquela coisa de estar aprendendo o tempo todo.
04:48O tempo todo e fora dos nossos ciclos.
04:52Tinha um professor meu de Stanford que falava que a gente vive em uma câmera de eco,
04:57onde a gente escuta o que a gente fala de maneira ampliada.
05:01Isso quer dizer que a gente geralmente vive em grupos muito parecidos.
05:04Então, o médico vive em grupos de médicos.
05:06Minha família é de médicos.
05:08Eu saio com o médico, casa com o médico,
05:09o pessoal vai em congresso de médicos.
05:11Meu irmão, que é cirurgião plástica, por exemplo, em São Paulo,
05:14eu falei para ele, poxa, Léo, se você aprender marketing digital ou medicina,
05:18você pode ter um diferencial que ele tinha ouvido.
05:21Ele foi para esse caminho e está com a clínica cheia.
05:23Por quê?
05:23Porque a gente tem que sair da nossa bolha.
05:26Nós temos que nos colocar.
05:27O aprendizado vem também do desconforto.
05:30O aprendizado vem da gente ler coisas, estudar coisas,
05:35conversar com as pessoas que são diferentes do nosso mundo, do nosso meio,
05:38porque é aí sim que a gente passa a ter visões diferentes também
05:43em relação ao futuro e em relação ao nosso próprio negócio.
05:46E tem que ter resiliência, porque por acho que a bolha dá trabalho, né?
05:49Dá trabalho e não é confortável.
05:52Eu participo de conselhos, conselhos consultivos,
05:56de bancos, de empresas de varejo, de IP de logística.
06:00Nunca trabalhei em nenhum desses mercados.
06:02O conselho de uma grande empresa de siderurgia
06:06e nunca trabalhei com aço, não tinha nem ideia de que era aço.
06:10Mas o que é a minha visão?
06:12Quando eu sento num lugar desse, é desconfortável.
06:14Porque você tem ali especialistas.
06:16Quando eu estou no Cetupan, um monte de especialistas em vão.
06:20Não posso falar para pessoas que são especialistas há 30 anos no mercado.
06:24O meu ponto é, quando eu estou num lugar desse,
06:27que é desconfortável, eu estou aprendendo.
06:29Estou tendo uma visão sobre o mercado financeiro que eu não tinha antes.
06:33E também eu consigo trazer coisas que eles não estão vendo.
06:36Por quê?
06:37Porque eu tenho repertório.
06:38Quanto mais amplo for o seu repertório,
06:41mais a chance de você conseguir trazer inovação.
06:44Quanto mais restrito for o seu especialista só em aço,
06:48sou especialista só em mineração,
06:49sou especialista só em logística,
06:51a chance de você conseguir pensar diferente da sua indústria é muito pequena.
06:56Porque você está restrito, seu repertório é muito restrito.
07:01Você sabe o que todo mundo faz.
07:03Você sempre, as empresas grandes,
07:06elas tendem a cumpriar o que outras empresas grandes fazem.
07:09Por quê?
07:09Porque há um monte de especialistas que falam,
07:11ah, mas em banco todo mundo faz assim.
07:13Aí vem um banco montado por pessoas que não são de banco e faz diferente.
07:18E a mesma coisa acontece em plano de saúde,
07:21a mesma coisa acontece em vários mercados que têm acontecido isso.
07:24Vem alguém que nunca trabalhou naquele mercado
07:26e resolve um problema que existe há muitos anos
07:29de um jeito diferente.
07:31Por exemplo, o próprio iFoothings.
07:32Resolveu o problema de delivery.
07:35Há quantos anos existe delícia?
07:37Há quantos anos você recebe pizza em casa?
07:40Há muito tempo.
07:41Mas por que alguém resolveu diferente?
07:43Porque alguém teve uma ideia que ninguém fazia antes.
07:46Aí o Nubank agora está batendo com o...
07:49Está batendo mais do que os grandes bancos.
07:52Exatamente.
07:52Por quê?
07:53Porque fez um banco simples, um banco diferente.
07:56Um banco que não era o que todo mundo faz dele.
07:58O Nubank começou com a abertura de conta digital.
08:01Todos os outros bancos você tinha que ir na agência
08:03para abrir ou fechar a conta.
08:05Como é que você fecha a conta do Nubank?
08:06Dentro do aplicativo você clica e fecha.
08:09Como é que você pode ver?
08:10Eu lembro de ter recebido uma vez um cartão de crédito.
08:13E aí eu fui mudar a senha do meu cartão de crédito no aplicativo.
08:17Fiz todas as autenticações.
08:20Visual, dedo, token, senha.
08:23Mudei a senha.
08:24O que ele falou para mim?
08:25Agora vai no caixa eletrônico e insere o cartão lá
08:28para ter certeza que é você.
08:30Olha como é que tem atrito.
08:32E aí vem uma empresa do Nubank
08:34onde você muda a senha fácil.
08:36Você bloqueia e desbloqueia o seu cartão de crédito com um clique.
08:40Você não tem que falar com o gerente.
08:41Não tem que ligar.
08:42Então esse é o tipo de mentalidade que eu acredito muito.
08:45Eu escrevi um livro que é Best Seder,
08:47chamado Pense Simples.
08:49Ele fala exatamente sobre isso.
08:51Que a gente tem que fazer as coisas com simplicidade
08:53porque o simples engaja as pessoas.
08:56O simples vai fazer com que o seu aplicativo,
09:00a sua empresa consiga escalar, chegar em mais gente.
09:02A gente falou da educação
09:04e logo a gente linka a educação na questão do Estado.
09:08Vamos olhar um pouquinho para as empresas.
09:10Você tocou na questão da simplicidade.
09:12Você acha que as empresas brasileiras,
09:17claro, não estou falando de todas,
09:18mas assim, quando elas tropeçam na hora de domar,
09:22você acredita que os motivos
09:23é não estarem pensando de maneira mais simples.
09:26Contrata-se aquele monte de tecnologia,
09:31aplicativos, painéis, dashboards.
09:36E às vezes a coisa é mais simples do que...
09:38Com certeza.
09:39Com certeza.
09:40Para mim, o grande segredo da inovação
09:43está ligado diretamente com a simplicidade,
09:46porque a simplicidade faz com que as pessoas usem o seu produto ou serviço.
09:50E a gente tende a achar que para inovar
09:54eu preciso criar alguma coisa que ninguém fez ainda,
09:57que é super complicada.
09:58Lembra do vídeo de cassete para fazer uma gravação de um vídeo de cassete?
10:01Eu lembro que meu pai tentando gravar o chão com o Roberto Gales.
10:04Era você botar o horário no vídeo de cassete
10:06para começar a gravar, parar de gravar.
10:08É super difícil.
10:10Hoje, com os aplicativos,
10:12você consegue fazer coisas muito mais complexas.
10:15Por exemplo, o Waze.
10:16É um aplicativo que tem uma complexidade por trás muito grande.
10:20Tem que fazer um monte de cálculos.
10:22Ele tem inteligência artificial,
10:23ele tem análise de dados,
10:25mas ele te vende o pírculo.
10:26Você só precisa falar para onde você quer ir
10:29que eu vou te falar o melhor trajeto
10:30para chegar lá com o menor trânsito,
10:32com o melhor tempo.
10:33Ele está vendendo a simplicidade.
10:35O próprio WhatsApp.
10:36Minha avó tem 92 anos e usa o WhatsApp.
10:39Por quê?
10:40Porque não tem segredo.
10:41Você quer mandar um texto,
10:42tem um microfonezinho e você manda o áudio.
10:45Você quer escrever um texto,
10:47você clica lá e escreve o texto.
10:48Você quer mandar a foto,
10:49tem uma figurinha da foto,
10:50você clica e carrega a foto.
10:52Então, é esse o tipo de coisa
10:53que a gente tem que pensar.
10:54Agora, nas empresas, geralmente,
10:56a gente pensa na tecnologia primeiro,
10:59antes de pensar em qual problema
11:01é que eu estou resolvendo.
11:02Ah, preciso usar a inteligência artificial.
11:04Todo mundo agora quer usar a inteligência artificial.
11:07Mas se você perguntar por quê,
11:09muitos não vão conseguir te responder.
11:10Para que você quer usar?
11:12Ah, eu quero resolver um problema
11:13do meu cliente.
11:14Mas para quê?
11:14Às vezes não é inteligência artificial.
11:16Uma das grandes inovações que a C&A fez,
11:19a C&A é uma das empresas de varejo
11:20que mais cresceu na Bolsa no ano passado,
11:23porque conseguiu fazer inovações,
11:26algumas para dentro,
11:27mas outras para o cliente,
11:28que geraram muito retorno.
11:31A C&A hoje é um dos cases no Brasil
11:34de uso do WhatsApp,
11:35é uma ferramenta simples.
11:37Então, você consegue comprar produto,
11:38tirar foto de camiseta,
11:40e ele te recomenda automaticamente
11:41lá pelo WhatsApp,
11:43porque a gente criou uma solução,
11:45sem que você necessariamente
11:47precise baixar um aplicativo,
11:49precise instalar alguma coisa
11:50no seu celular,
11:51você fala pelo próprio WhatsApp
11:53e resolve o seu problema,
11:55fecha inclusive a compra ali.
11:57Então, a gente tem que pensar
11:58o tempo inteiro é,
11:59se coloca num lugar muito grande.
12:02Será que eu gostaria de usar isso,
12:04instalar mais um app?
12:05Porque muita empresa fala assim,
12:06ah, eu vou fazer um app
12:07da minha pizzaria.
12:08Será que eu quero ter um app
12:09de cada pizzaria que eu compro?
12:11de cada lugar,
12:12ou eu quero ter uma experiência legal?
12:14Você vai caminhar,
12:15mas você está indo a mim.
12:16Você citou no Nubank,
12:17citou a C&A,
12:18citou o iFood.
12:20Temos outros bons exemplos
12:21aqui no Brasil,
12:22porque voltando ali
12:23à primeira pergunta,
12:25para a gente ganhar terreno,
12:26a gente precisa se inspirar.
12:29Onde é que a gente pode
12:29se inspirar aqui no Brasil?
12:31Em vários lugares.
12:32Eu acho que tem
12:33todos os mercados,
12:34você tem empresas fazendo
12:36o simples painstaker
12:38ou fazendo inovação.
12:39Por exemplo,
12:40aqui, vou trazer
12:41aqui em Vitória,
12:42uma empresa que eu tive
12:42a oportunidade de ajudar
12:43a montar uma área,
12:46um laboratório de inovação,
12:47é a Mendicina.
12:49A Mendicina é uma empresa
12:50super relevante
12:51no mercado de implantes de saúde,
12:52para idosos,
12:53e eles conseguiram,
12:54através do FOR,
12:56criar soluções
12:57que fazem sentido
12:58para aquele público.
13:00Porque o problema
13:01na maioria dos negócios,
13:02a falta de foco
13:03faz com que você tenha
13:04que atender todo mundo.
13:06Tem um caso interessante também
13:07de um banco mineiro,
13:08chamado Banco Mercantil
13:10do Brasil.
13:10O super antigo,
13:12o super tradicional,
13:13e eles entenderam
13:14que o público
13:15que usava o mercantil
13:16era a maioria aposentados
13:17e tudo mais,
13:18mais de idade,
13:19envelheceu o público.
13:20Ele não conseguia competir
13:21com o Banco Inter
13:22ou com os outros
13:25bancos digitais,
13:26não era o público
13:27que estava ali dentro.
13:28O que eles fizeram?
13:29Fogaram em pessoas
13:31com 50 a mais,
13:3250 anos de idade
13:33para cima.
13:34Então,
13:34olha que legal,
13:35eles criavam
13:36uma solução de banco
13:38para a gente
13:39de mais de 50 anos.
13:40Então,
13:40é super simples,
13:41os botões são grandes,
13:43é fácil,
13:44o call center tem tempo
13:45para conversar
13:46com a pessoa.
13:47A mesma coisa
13:47que a Matt Senior
13:48tem aqui também,
13:49ela consegue ir
13:50para a casa do cliente
13:50para ver se tem algum risco
13:52de dombo no chuveiro,
13:54se tem alguma,
13:55liga para a cliente
13:56para avisar
13:57que tem a consulta,
13:58se quer que pede
13:58o V1
13:59para ela poder
14:01ir para a consulta
14:02e tudo mais.
14:02então a gente tem que pensar
14:04sempre no olhar
14:05do cliente.
14:06Mas o que eu vejo
14:07que é armadilha
14:08muitas vezes
14:08é que a gente pensa
14:09sempre na tecnologia
14:10e a tecnologia é um meio,
14:12ela não deve ser um fim.
14:15Olhando aqui
14:16para o Espírito Santo,
14:17Estado organizado,
14:19Reino de Brasil,
14:20bons níveis,
14:21educacionais,
14:21como é que a gente pode
14:22dar esse salto
14:24se tratando aqui,
14:25Espírito Santo?
14:27O que eu gosto muito,
14:28não só como Estado,
14:30mas como empresa,
14:30é na lógica de foco.
14:33Toda vez que a gente foca,
14:35o foco é contraintuitivo,
14:36porque as pessoas
14:37costumam imaginar
14:38que por mais focado
14:39eu for,
14:40menos mercado eu tenho.
14:41Mas se você vira
14:43especialista em alguma coisa,
14:44a chance de você
14:45ficar muito bom,
14:46criar um diferencial
14:47competitivo
14:48em algum tema,
14:51é super grande.
14:52Então o que a gente
14:53tem que pensar aqui
14:54do Estado é,
14:55a gente tem aptidão
14:56para quê?
14:57Onde a gente vai ser
14:58muito bom?
14:59Não é ser bom,
15:00não é ser ok,
15:01não é ser,
15:01ah, isso aqui a gente
15:02vai fazer igual todo mundo.
15:04É logístico,
15:04é energia limpa,
15:07é minério,
15:08é exportação,
15:10é...
15:11Onde a gente é muito bom.
15:13E aí focar.
15:14Por quê?
15:15Focado a gente vai criar
15:16boas universidades
15:17em volta desse lugar,
15:18formando gente
15:18para trabalhar naquilo ali.
15:20A gente vai atrair
15:21boas empresas
15:21para vir para cá.
15:23Startups vão começar
15:24a surgir aqui,
15:25por quê?
15:25Porque aqui virou
15:26o ecocinema
15:27para um determinado
15:29foco.
15:30Nos Estados Unidos
15:30você tem muito disso,
15:31você tem o mercado financeiro
15:32em Nova York,
15:33você tem em Boston
15:34com inovações
15:35em biotecnologia,
15:37por exemplo,
15:37surgiu com o negócio.
15:39Bem na Califórnia,
15:40outro tipo de inovação.
15:42Coisas mais,
15:43tipo Facebook,
15:44Tesla,
15:45essas coisas
15:46que estão um pouco
15:47ali na Califórnia
15:47e Texas também.
15:49Então você tem
15:50alguns lugares,
15:51um lado mais industrial,
15:53mais por cento do país
15:54e agronegócio.
15:55Então você tem
15:55que ter essa divisão
15:56do que a gente
15:58quer ser muito bom.
15:59Entender que algumas coisas
16:00a gente não vai ser bom,
16:02então,
16:03aqui que a gente
16:03vai gastar tempo,
16:04esforço
16:05e querer fazer
16:07o que todo mundo já faz
16:08ou o que outros fazem
16:09muito melhor que a gente.
16:10Então eu acho
16:11que o poder do foco
16:12ele muda o ponteiro.
16:15Você falou,
16:16para terminar aqui
16:17o nosso palco,
16:18simplicidade
16:19de educação
16:21forte.
16:22Eu quero
16:23aquela pergunta
16:26que sempre a gente faz
16:27para terminar
16:28uma entrevista.
16:29As dicas.
16:30Você já teve
16:30três dicas.
16:32Você incluiria
16:33mais alguma?
16:33Incluiria uma
16:34que é a dica final
16:36aqui.
16:36Tem uma regra
16:37do Exército Canadense
16:38que ela diz
16:38que se houver
16:39disparidade entre o mapa
16:40e o denino,
16:41fique sempre com o denino.
16:43O que isso quer dizer?
16:44Se o soldado tem um mapa
16:45falando que tem um rio
16:46passando na frente dele,
16:47se ele olhar no chão
16:48e não ver o rio,
16:49ele não deve
16:50nadar na areia, não.
16:51Tem que acreditar
16:52no que ele está tendo.
16:53Isso vale para nós
16:54empreendedores
16:55e para nós estados.
16:56Nós temos que ter
16:56o planejamento,
16:58mas nós temos que ter
16:59a capacidade
17:00de testar.
17:01Será
17:01que o mundo
17:02está mudando?
17:04Será que o que era
17:05valor
17:05para os meus clientes
17:07hoje
17:07vai ser valor
17:08daqui a cinco anos?
17:10Será que o que eu
17:10entrego de valor
17:11hoje para a população
17:12é valor
17:13lá na frente?
17:14Se eu não mensurar
17:15o nem pinteiro,
17:17se eu estou gerando
17:17valor,
17:18se não tem uma maneira
17:19melhor de fazer,
17:20a chance
17:21de chegar lá
17:21na frente,
17:22vamos fazer um planejamento
17:23de dez anos,
17:24de quinze anos,
17:25de vinte anos,
17:25chegar lá em vinte anos
17:26e ver que a gente
17:27foi para uma direção
17:28e o mundo foi para outra,
17:30é grande.
17:31Então a gente tem
17:32que ter o tempo inteiro
17:33a capacidade
17:33de validar
17:34hipóteses.
17:35São hipóteses.
17:36Será?
17:37Fazer perguntas.
17:38O que a gente poderia
17:39fazer de diferente?
17:40Será que eu posso
17:40testar isso aqui?
17:41Testa, aprende e erra,
17:43melhora, testa, aprende e erra,
17:45melhora e é assim
17:46que surgem
17:46as grandes inovações.
17:47Gustavo Caetano,
17:49poxa,
17:49muito obrigado
17:50por esse papo aqui
17:51no nosso videocast,
17:52nosso papo de valor.
17:53Tchau.
17:54Tchau.
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