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No programa Mundo Business deste domingo (3), o empresário e investidor Ricardo Frizera entrevistou o empresário Francisco Carvalho tido como um dos "pais da inovação" no Espírito Santo e presidente do hub Base27.
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NotíciasTranscrição
00:00Olá Espírito Santo, sejam todos muito bem-vindos ao programa Mundo Business de hoje.
00:05Inovação, tecnologia, trajetórias de sucesso. Começa agora o seu programa Mundo Business.
00:26No programa de hoje você vai ver as empresas se reinventando com a transformação digital.
00:31Com medo de morrer, elas tiveram que se adaptar rapidamente em torno da digitalização.
00:36E também a nova iniciativa do Base 27, Hub de Inovação Capixaba, voltado para startups,
00:42empresas pequenas, de alto potencial de crescimento e base tecnológica.
00:47No estúdio eu recebo o Leonardo de Castro, empresário que foi presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo,
00:54é vice-presidente da CNI, a Confederação Nacional das Indústrias, e investidor de vários negócios.
01:00É isso aí, Ricardo. Hoje eu compartilho com vocês um pouco sobre a produção de banana.
01:05Sabia que essa fruta aqui é a mais consumida do mundo?
01:09Desconferem isso em Agrobusiness.
01:11E também o encontro de gestores de educação privada do Espírito Santo.
01:18Os brasileiros nunca tiveram tanto interesse em empreender.
01:23Mais de 60% dos jovens abaixo de 30 anos querem iniciar a carreira como empreendedores.
01:30Esse movimento em torno do empreendedorismo aqueceu o mercado de tecnologia e inovação
01:36e acendeu o interesse por startups.
01:39Startups são empresas de alto potencial de crescimento, base tecnológica e mentalidade inovadora.
01:47Elas ficaram popularmente conhecidas como empresas onde jovens trabalham de bermuda e chinelo.
01:53Apenas no primeiro semestre de 2021, as startups brasileiras registraram um recorde de mais
02:00de 5 bilhões e 200 milhões de dólares em investimentos.
02:04Essa quantia superou o total investido em 2020 de 3 bilhões e 500 milhões de dólares.
02:11Ao todo, essas empresas participaram de 339 rodadas de investimentos,
02:17que é o momento quando convidam investidores para aportarem dinheiro no negócio.
02:21Uma das principais iniciativas de inovação no Espírito Santo é o Hub Base 27,
02:27que conecta empresas tradicionais e ajuda elas a desenvolverem projetos de tecnologia.
02:34Conversamos com o presidente do Hub, Francisco Carvalho.
02:37O empresário é tiro também como um dos pais da inovação no Espírito Santo
02:42pela sua atuação protagonista no ecossistema empreendedor capixaba.
02:46O Base 27 é uma iniciativa que a gente começou no ano passado
02:53em razão de toda essa transformação que está acontecendo no mundo em termos de inovação.
02:58Então, a gente tem visto muitas novidades no mercado,
03:02o mercado se transformando, empresas disruptando o mercado.
03:08A gente precisava trazer isso aqui para o Estado do Espírito Santo.
03:11Então, o Base 27 foi uma iniciativa nesse sentido, um Hub de Inovação,
03:15no sentido de juntos a gente conseguir aprender mais rápido,
03:20se conectando com o mundo inteiro e trazer essa inovação para o Estado do Espírito Santo.
03:25Agora, Francisco, o que o Base 27 faz de fato?
03:28Bom, o Base 27 procura entregar aos seus mantenedores,
03:35aqueles que estão aqui junto com a gente, as empresas, as pessoas e tal,
03:43conexões, conexões com outras pessoas, com outras empresas,
03:49com hubs de inovação do Brasil e do mundo.
03:53A gente traz pessoas para falar para nós aqui sobre as novidades
03:58que estão acontecendo aí no mundo da transformação digital, da inovação.
04:03É um ecossistema que procura fomentar a inovação para as empresas.
04:09Então, nós estamos trabalhando bastante, nesse momento, o mindset dos empresários,
04:13para que eles entendam...
04:14A cabeça deles, o modo como eles pensam.
04:16Exato.
04:17A cultura, a transformação cultural que as empresas precisam ter
04:21para caminhar nesse sentido.
04:23Quer dizer, a inovação não acontece porque eu decido trabalhar isso hoje.
04:29Então, ela passa por um processo de aprendizagem.
04:34E essa aprendizagem é acelerada quando a gente se conecta com quem tem mais experiência,
04:41com quem já fez, com quem passou por dificuldades,
04:44errou e agora acertou.
04:47Então, é isso.
04:48No mundo globalizado, quanto mais a gente tem a possibilidade de se conectar,
04:55mais rápido a gente consegue acelerar o nosso crescimento e desenvolvimento.
05:00Bacana.
05:00Então, a ideia é trazer para cá empresas tradicionais
05:04que têm o objetivo de inovar dentro do próprio negócio,
05:08de fazer diferente e aprender como fazer diferente.
05:11É isso.
05:11Exatamente.
05:12Então, hoje nós temos aqui no Base 27 empresas
05:17do setor de construção civil, do setor de engenharia,
05:20mas também dos setores de mármore e granito, do setor financeiro, do setor de serviços.
05:27Então, assim, a gente está diversificando bastante isso.
05:29Já somos hoje 34 mantenedores, 22 parceiros, 4 patrocinadores.
05:35Agora, as conexões, independente de serem ou não mantenedores ou parceiros,
05:39elas acontecem com empresas de fora.
05:42Então, hubs como Okara, Meet Hub, Acat.
05:48São outros ecossistemas de inovação de outros estados,
05:51como, por exemplo, Florianópolis, Acat, que você acabou de citar.
05:54Acat, Florianópolis, os demais que eu citei em São Paulo,
05:58Rajavala em Minas, mas também Israel, Vale do Silício.
06:03Então, a gente está conectado com todos esses ambientes
06:06no sentido da gente tentar antecipar as tendências
06:10e conseguir desenvolver soluções bem interessantes aqui para as nossas empresas.
06:16Mesmo entre nós, a gente aprende muito.
06:18Isso é uma coisa que foi bem interessante no Base 27.
06:21Quando a gente começou, as empresas não sabiam o que as outras faziam
06:25e procuravam soluções fora quando elas poderiam encontrar aqui.
06:30Então, vários negócios são realizados aqui no Base 27 em razão disso também.
06:34Então, tem sido uma experiência muito produtiva, muito interessante.
06:40O Base 27 resolveu criar um programa também para apoiar startups.
06:46O Base for Startups.
06:50Para esse tipo de projeto acontecer, foi fundamental a união de empresários e investidores
06:55aqui do Espírito Santo.
06:56Representando esse comitê idealizador do Base for Startups,
07:00Ângelo Dalla Bernardino.
07:02Ângelo, qual é a ideia com esse programa?
07:04Ricardo, o nosso projeto é basicamente transformar a realidade econômica do Espírito Santo
07:10a partir da inovação.
07:12Para isso, a gente vai dar voz, a gente vai alavancar as iniciativas empreendedoras
07:17de curso de inovação, que são as chamadas startups.
07:20Basicamente, o que a gente entende é que um dos principais gargalos
07:25para o desenvolvimento desses projetos são restrições financeiras.
07:29Então, conectando, aproximando e trazendo essas startups para dentro do Hub,
07:34a gente vai idealizar um formato para dar um acesso a essas startups
07:39ao funding, ao levantamento de recursos, para que elas financiem os seus projetos de expansão.
07:44Vai ajudá-las a receberem investimentos também.
07:47Dinheiro para conseguir avançar no projeto, avançar na empresa, é isso?
07:51Perfeito.
07:51Dinheiro para alavancar a expansão.
07:53O que é isso?
07:54É trazer aquele futuro que está lá, distante, mais para perto da realidade das empresas.
07:58E para isso, é necessário capacidade de investimento em marketing, em operações,
08:04em equipe, em estrutura, em tecnologia.
08:07E é para isso que esse dinheiro vem a financiar essas iniciativas.
08:11E falando em equipe, muito importante também que as pessoas que fazem parte dessas empresas
08:15estejam bem qualificadas.
08:17Total.
08:18O que a gente identifica também é que um dos principais entraves para o desenvolvimento
08:22dessas iniciativas são gaps de competências do time.
08:27Falta de habilidades mesmo das pessoas que estão ali gerenciando, até muitas vezes
08:30por serem pessoas muito jovens.
08:32Perfeito.
08:32Um caso clássico disso é a dificuldade das empresas de encontrarem mão de obra qualificada
08:39no segmento de tecnologia da informação.
08:42São os programadores ou desenvolvedores de tecnologia que hoje, por uma escassez no mercado,
08:48eles apresentam preços muito caros.
08:50Ou seja, é muito caro você contar com programadores dentro da sua equipe.
08:54Então a gente quer aproximar a conversa entre o mundo empreendedor e a academia,
09:00as faculdades, as universidades, para que elas também endereçam soluções
09:04às necessidades observadas nas startups.
09:08Então a ideia é formar essas pessoas e investir nessas empresas
09:12para que elas possam fazer essas contratações.
09:15Perfeito.
09:16A gente começa a se relacionar com as startups ainda na fase da ideação.
09:21Então como você falou, nessa etapa a startup ainda não tem validado o seu mercado e o seu produto.
09:30Com isso ela não tem receita suficiente para financiar os custos que ela precisa incorrer
09:35para estruturar as soluções que ela vai endereçar ao mercado.
09:39Então daí a importância de se investir, de se financiar as empresas ainda nesse estágio
09:44para que elas consigam superar esse momento de dificuldade financeira
09:49onde as contas não fecham.
09:51Angelo, qual o resultado que vocês esperam desse projeto como um todo
09:55para o base, naturalmente, e para o estado do Espírito Santo?
09:58Ricardo, a gente quer estar entre os cinco principais hubs de inovação do país,
10:02de maior impacto do país.
10:04Então a gente quer, de fato, que as empresas que orbitam dentro do hub do Base 27
10:12ultrapassem valores de mercado substanciais.
10:14A gente, na semana que vem, está indo ao sul fazer um benchmark em um outro hub,
10:20em uma outra aceleradora lá de Santa Catarina.
10:22E a ideia aqui é tangibilizar isso em números dentro do nosso planejamento estratégico
10:28para os próximos três anos, que a gente vai vir a concluir após essa visita
10:32de benchmarking, de referência, para observar as boas práticas lá do sul
10:36e trazer o que tem de melhor sendo feito no Brasil e no mundo aqui para a realidade capixaba.
10:41Quem toca o projeto de hub de startups do Base 27, o Base Fora Startups,
10:46é a diretora de inovação Michele Janovic.
10:49Michele explicou como o projeto vai funcionar.
10:52Quando eu fui convidada para fazer esse projeto, esse programa com startups,
10:55eu conversei muito com esses investidores e a gente percebe que já existe muita iniciativa no startup,
11:01são iniciativas muito interessantes que dão apoio às startups.
11:04E a gente não quer competir com essas iniciativas, a gente quer somar elas.
11:08Então, a gente se posiciona e está tentando ir por esse caminho,
11:14que é ser um grande conector das iniciativas.
11:16A gente quer fomentar o empreendedorismo inovador.
11:19Para isso, eu preciso fazer com que essas startups, elas enxerguem o Base 27
11:23como uma fonte que vai encaminhá-las.
11:25Então, se eu preciso de uma fase para validação de ideia,
11:28quem é o parceiro, quem é a instituição que faz isso muito bem feito,
11:32que tem expertise para isso?
11:33A gente manda essa startup para lá, a gente faz essa conexão.
11:38E a mesma coisa naquela fase da startup, naquele grau de maturidade,
11:44onde ela precisa receber investimento, que ela já tem uma receita mínima
11:47e ela já pode receber o investimento se aquela ideia dela realmente
11:52ela conseguiu validar minimamente.
11:53E aí entra a parte onde esses investidores podem olhar para essa startup
11:58e entender que ali tem alguma coisa interessante
12:02e a gente dá esse benefício a ela e dela tentar crescer e escalar.
12:05Então, investir nelas na prática.
12:06Investir nelas na prática.
12:08Michelle, quando que esse programa começa?
12:10A gente fez um pit day no dia 24 de agosto.
12:13Então, você recebeu essas empresas aqui?
12:14A gente recebeu, a gente convidou algumas startups.
12:16Foram 13 startups que participaram.
12:18E a gente está fazendo uma avaliação dessas startups,
12:22rodamos um questionário prévio até para a gente entender o que elas precisam,
12:25identificar os principais problemas e onde a gente poderia sugerir uma programação.
12:30Então, a gente está imaginando que na primeira semana,
12:33na segunda semana de outubro, a gente vai começar um onboarding com elas
12:38e a gente vai trabalhar durante quatro meses uma programação.
12:41Esse onboarding é começar a trazê-las a bordo aqui do projeto
12:44para que elas iniciem esse trabalho com vocês, é isso.
12:48Muito mais do que a gente trazê-las para cá para ajudá-las,
12:52é a gente também ser ajudado no sentido do que elas de fato precisam.
12:56O que é valor para essas startups?
12:58O que ainda não existe, que é um gap e que a gente pode ajudá-las?
13:02Então, o nosso foco está realmente em reconhecer os problemas deste mercado de startups
13:09para que a gente possa também trazer soluções que ainda não estão sendo trabalhadas.
13:14no mercado capixaba.
13:15Então, é entender qual é o espaço, esse gap entre o que elas têm hoje
13:20e o que elas precisam fazer e ajudar elas a encurtar esse espaço
13:23para endereçar a solução e fazer a empresa crescer, fazer o negócio dar resultado, é isso?
13:27Exatamente.
13:28E a ideia também, além disso, é não abandonar nenhum empreendedor que queira empreender.
13:35O empreendedorismo inovador precisa ser fomentado.
13:38Então, a gente quer que esses fundadores de startups tenham apoio,
13:44porque o que falta, a maioria das startups falha por conta, por falta desse apoio.
13:49Então, o que a gente quer é não, a gente não quer permitir que isso aconteça no Estado.
13:53Vamos deixar ninguém desistir.
13:55Ninguém desiste do empreendedorismo inovador, é o que a gente quer.
13:58O nosso grande desejo.
13:59Isso vai ajudar muito o Espírito Santo, no fim das contas também.
14:01Com certeza.
14:02A gente tem uma meta, né?
14:03Está em 2029 em chegar a mil startups ativas e eu acho que a gente vem para colaborar com isso,
14:11fortalecendo ainda mais um ecossistema que já está promovendo essa força aqui no Estado.
14:17E a gente quer ajudar colaborando, que é o grande propósito do Base 27 também,
14:21que é impulsionar a inovação no setor produtivo, no mercado,
14:26fazendo aproximação dessas startups também com as empresas que hoje são empresas mantenedoras do Base 27,
14:31empresas tradicionais que já estão aprendendo também todo esse fomento do empreendedorismo.
14:36E aí a gente quer ajudá-las mesmo a voar, a escalar.
14:45Benício, agora você representa várias startups que vão fazer parte desse projeto do Base 4 Startups.
14:51Como que você acha que esse projeto, esse ambiente vai ajudar vocês a desenvolver o negócio?
14:55Bom, começando a gente tem que falar do Base.
14:58O Base é um negócio que nasceu com um propósito muito forte
15:00e realmente transformar a sociedade e outro ponto que eu destaco do Base são as pessoas que estão aqui.
15:06A gente conversa com o Francisco, conversa com a Michelle, com os outros mantenedores,
15:10a gente sente esse desejo genuíno em ajudar, em contribuir com as startups, com as iniciativas aqui do nosso Estado.
15:16E acho que o programa vai ser um reflexo disso.
15:18E no Pit Day a gente já viu um pouco disso, uma diversidade incrível de empreendedores, de ideias, de segmentos
15:24diferentes.
15:24E com certeza o programa vai conseguir ajudar e ser esse ponto catalisador da inovação aqui no nosso Estado do
15:32Espírito Santo,
15:33ajudando esses empreendedores da nova geração.
15:35Agora a Ementor em específico, o que ela faz?
15:37Bom, a Ementor é uma startup de educação corporativa.
15:41Hoje a gente tem a missão de democratizar a mentoria no Brasil.
15:44Então a gente conecta mentores, pessoas com uma grande experiência que já resolveram um problema,
15:48com pessoas que estão passando por aquele problema exatamente agora.
15:51Então a gente traz aquela experiência no momento certo, na hora certa,
15:54para ajudar aquele empreendedor ou aquele colaborador a superar um desafio, melhorar uma skill, resolver algum problema.
16:00Essa iniciativa mostra que no ecossistema de inovação, a palavra-chave é conexão.
16:06Assim, o Base 27 mostra que não é um hub feito somente para grandes empresas desenvolverem suas inovações.
16:13É também um espaço para que as jovens startups se conectem com as grandes
16:17e consigam desenvolver soluções em conjunto e receberem investimentos para prosperarem.
16:24No fim das contas, o objetivo é que esses pequenos negócios se tornem grandes.
16:29Afinal, todo grande negócio, um dia, também foi pequeno.
16:36A liderança de hoje fatura 500 milhões de reais por ano, emprega 1.050 pessoas,
16:44é sócio de uma das maiores empresas de embalagem do país,
16:48é presidente da FINDES e é vice-presidente da Confederação Nacional das Indústrias.
16:53Hoje eu estou aqui com o magnata Léo de Castro.
16:56Léo, obrigado pela presença.
16:57Prazer estar aqui com vocês, obrigado pela oportunidade.
17:01E desde já quero parabenizar pelo brilhante trabalho que vocês estão fazendo no mundo business
17:06e pela oportunidade que a TV Vitória criou para a gente discutir e fomentar esse mundo empreendedor no Espírito Santo.
17:15Parabéns.
17:15Obrigado, Léo.
17:16Léo, pra gente começar, começar com um bate-bola.
17:20Uma liderança que te inspira?
17:21A Apple.
17:22A Apple é a empresa que tem mudado o mundo e as relações.
17:26Então é uma empresa que acho que inspira a mim e muitas pessoas.
17:29Um princípio não negociável?
17:31Honestidade.
17:32Acho que isso não tem como negociar isso.
17:35Uma vitória na sua vida?
17:36Uma vitória é a família.
17:38Ter uma família, filhos bons, uma esposa maravilhosa, pais, irmãos.
17:43Isso é uma grande vitória.
17:44Uma derrota?
17:45Uma derrota.
17:46Eu gostei de ter uma derrota na vida empresarial e que no tempo mostrou-se uma vitória.
17:53A gente estava negociando por muitos anos um contrato com a Sadia na época e que nós
18:00perdemos esse contrato e isso acabou sendo bom para a empresa porque nos guiou para um
18:05outro caminho e mostra que nem sempre uma derrota é algo que tem que te abater.
18:12Muitas vezes abre portas que te ajudam a enxergar muita coisa boa.
18:17Bacana.
18:17O melhor investimento?
18:18O melhor investimento é a empresa.
18:21Eu acho que a empresa que a gente participa, que a gente cria, que a gente acredita.
18:26Eu acho que isso que nós precisamos focar, investir nisso, toda a energia nossa na empresa.
18:33O pior investimento?
18:34O pior investimento que eu fiz, eu realmente não recordo.
18:40Se fiz, eu não lembro, como diz um amigo meu.
18:43Então, eu não tenho essa memória registrada.
18:46A virada de chave na sua vida?
18:47Eu acho que foi quando eu consegui convencer a Fibrasa a montar uma unidade industrial em Pernambuco.
18:58Aquilo mudou a história da empresa, mudou a minha história também.
19:03Então, isso foi muito importante na minha vida.
19:06Se pudesse voltar atrás?
19:08Se eu pudesse voltar atrás, eu não mudaria nada.
19:10Eu acho que as decisões que a gente toma têm suas consequências e a gente tem que lidar com elas.
19:16Então, eu estou feliz com as decisões que eu tomei até hoje.
19:20Show. Bacana.
19:21Léo, vamos começar a entrevista com um pouco da sua história.
19:24Como é que você iniciou sua carreira, sua trajetória?
19:27Que, óbvio, tem muita relação com a trajetória da empresa e da sua família.
19:30Com certeza.
19:31Eu nasci praticamente junto com a Fibrasa.
19:35Então, Fibrasa é de 1972 e eu sou de 71.
19:38Nós viemos para cá, nós somos uma família mineira que veio para cá por causa dos incentivos
19:44que o Espírito Santo oferecia para se desenvolver negócios.
19:48E criamos uma história linda.
19:51Como eu falei, quase 50 anos.
19:54A Fibrasa rompeu as fronteiras do Estado.
19:58Hoje ela tem uma unidade industrial em Pernambuco.
20:01Temos um escritório comercial e de desenvolvimento de mercado em São Paulo.
20:06E minha vida sempre foi muito ligada à empresa.
20:09Desde jovem, meu pai levava...
20:12Você já fundou a empresa, né?
20:13Meu pai foi um fundador da empresa junto com o meu avô.
20:15E ele nos levava para trabalhar durante as férias.
20:18Então, assim, quer mesada?
20:20Então, vamos durante as férias trabalhar na empresa.
20:23Então, a gente ia para lá com 10 anos, 9 anos, assim, não entendia nada, né?
20:28Mas convivia com aquele ambiente empresarial.
20:31E eu acho que isso ajudou muito na minha formação, nas escolhas que eu fiz na vida.
20:39E, com certeza, criou esse laço que eu tenho hoje com o mundo empreendedor, né?
20:46Eu formei administração na universidade aqui na UFIS, né?
20:51Tive uma oportunidade maravilhosa na vida de estagiar na Chocolates Garoto e no Grupo Aguea Branca,
20:58onde eu aprendi muito.
20:59São duas escolas fantásticas.
21:01Para mim, foi um privilégio.
21:04E tinha uma característica, né?
21:06Assim, a gente...
21:07Eu era estagiário, formalmente, mas meu pai me falava assim,
21:10olha, você tem que...
21:12Quando você receber o salário do estágio, você vai lá e devolve o dinheiro para a empresa.
21:18Porque você está ganhando conhecimento ao estagiar.
21:23Você não precisa ganhar dinheiro para estagiar.
21:25Então, é um outro aprendizado.
21:27E, então, foi muito importante isso.
21:30Depois fui para São Paulo.
21:31Passei dois anos em São Paulo, né?
21:34Na Fundação Getúlio Vargas.
21:35Fui fazer uma pós-graduação.
21:37Viver São Paulo é uma coisa importantíssima.
21:41Naquele momento, a gente estabeleceu meio que um embrião do escritório comercial da Fibrasa em São Paulo.
21:49Porque, Ricardo, a Fibrasa é uma empresa que comercializa com o Brasil todo.
21:55Hoje, perto de 2%, 3% do nosso faturamento está dentro do Espírito Santo.
22:00O restante é todo no Brasil.
22:02E o centro de decisão sempre é São Paulo.
22:04Sempre é São Paulo.
22:05O que eu acho bacana da Fibrasa é que está presente na casa de todo mundo que está assistindo agora
22:09a gente, com certeza.
22:10Exatamente, exatamente.
22:12Nós produzimos as embalagens que estão na casa de todos.
22:16Na manteiga, na margarina, no iogurte.
22:19Mas, então, lá naquela época, a gente criou um embrião do que veio a ser o nosso escritório comercial.
22:25E ali também surgiu a visão de criar uma nova unidade de produção em Pernambuco, no Nordeste.
22:35Pernambuco foi uma escolha que veio depois.
22:37Mas, ali, eu percebi que, convivendo com o mercado, havia uma necessidade muito grande de plantas industriais perto das fábricas
22:49dos nossos clientes naquela região Nordeste.
22:51Então, empresas como a BRF, como a antiga Sambra, que virou Bung e hoje é Seara, na margarina, elas têm
22:59fábricas no Brasil todo.
23:02E a embalagem é um item muito importante do custo.
23:05E ter a embalagem perto da fábrica é um caminho para reduzir o custo final.
23:11Então, naquela época, na década de 90, basicamente, as indústrias de embalagem estavam em São Paulo.
23:17E a mais perto do Nordeste era aqui, a nossa fábrica no Espírito Santo.
23:20Também, assim, muito longe.
23:22Então, vislumbrei essa oportunidade da gente criar uma nova unidade em Pernambuco e, assim, ganhar mercado.
23:30Dando um pouco a sua trajetória, hoje você é vice-presidente da empresa, tem vários outros investimentos, mercado imobiliário, enfim.
23:36Mas também foi presidente da Fintz e atua como vice-presidente da CNI, que é a Confederação Nacional das Indústrias.
23:43Um papel superimportante nessa articulação do empresariado com os políticos, o presidente, os ministros.
23:51Queria que você contasse um pouco para a gente o porquê que você se envolveu com o associativismo.
23:57Primeiro, assim, eu quero... o associativismo é uma coisa que vem da nossa família.
24:02O meu pai sempre foi um associativista.
24:05Inclusive, tem uma atividade recente que é a Escola de Associativismo, que ele liderou por algum tempo e hoje tem
24:12uma nova liderança,
24:13que visa formar isso.
24:15Então, o associativismo está presente na nossa vida desde sempre.
24:19Eu fui presidente da ASIS, Associação dos Empresários da Serra, do Cinde Plastes,
24:23depois da Federação das Indústrias aqui no nosso estado, até o ano passado.
24:28E hoje eu sou vice-presidente na CNI e, como você falou, eu presido o Conselho de Política Industrial da
24:34CNI,
24:35que é onde a gente debate os caminhos para a gente ter uma indústria mais competitiva no país.
24:41Política Industrial não pode ser uma política compensatória, que busca trazer um equilíbrio a um custo Brasil que a gente
24:50carrega.
24:51Não, a gente quer uma política industrial... a gente não quer uma política industrial de pires na mão,
24:55a gente quer uma política industrial indutora do desenvolvimento, que aposta na inovação,
25:00que aposta na produtividade, que tem nas compras governamentais um fator importante
25:05para o desenvolvimento do ecossistema industrial, a inserção internacional.
25:10Essa é a agenda que a gente tem defendido muito junto à CNI.
25:15Bacana, e você falou de inovação.
25:16Acho que um marco muito importante na sua carreira, do ponto de vista de impacto para o Espírito Santo,
25:22foi quando você, como presidente da FINDES, transformou lá o que antes era o disco voador em cima do prédio
25:27num laboratório de inovação, talvez o primeiro, talvez o maior laboratório de inovação aqui do Espírito Santo,
25:34que hoje é o FINDES Lab.
25:36Como é que surgiu a ideia de transformar o que era o disco voador,
25:41que era um restaurante giratório que deu errado em cima da estrutura da federação,
25:45em um laboratório de inovação que hoje tem financiado,
25:49acabou de anunciar que vai liberar 6, 7 milhões de reais para financiar inovação,
25:54financiar startups, empresas inovadoras aqui no estado?
25:56Pois é, a gente sempre olhou para a federação como um equipamento para aumentar a competitividade da indústria.
26:02E quando a gente tem esse olhar, a gente via na inovação uma avenida fundamental para que isso acontecesse.
26:14E aquele equipamento era um equipamento, aquela obra, ela tem uma visibilidade enorme,
26:20e a gente ficou debatendo no nosso grupo a destinação a dar para aquele equipamento.
26:26E isso coincidiu com o momento em que a CNI estava fazendo vários investimentos no Brasil afora
26:32em institutos Senai de inovação.
26:36E o Espírito Santo estava fora dessa agenda.
26:38Então surgiu a ideia da gente inserir o Espírito Santo através do Fins Lab,
26:44conectando-se com todos esses institutos Senai de inovação que a CNI colocou de pé,
26:49e conectando com outras iniciativas, outros hubs de inovação no Brasil e mundo afora.
26:54Então nós criamos essa agenda, conseguimos terminar a obra no prazo, no orçamento e sem acidente.
27:02E mais do que isso, destinar aquele espaço para esse projeto que você citou,
27:08que é voltado para a inovação aberta, voltado para difundir o conceito da inovação
27:15para que as empresas alcancem isso e pratiquem.
27:18Desde as micro e pequenas empresas até as empresas maiores, que já têm isso internamente,
27:24mas que elas pudessem se conectar também com as oportunidades do Espírito Santo.
27:29Então foi uma saída muito boa e que ajudou e ajuda muito a desenvolver esse nosso ecossistema.
27:38Bacana.
27:38Agora, Léo, falando um pouco dos seus aprendizados durante toda essa carreira,
27:43como empresário, como associativista, como liderança empresarial,
27:47representando o Espírito Santo para o Brasil,
27:50quais foram as principais habilidades, características que você aprendeu, desenvolveu
27:55e também identificou nos principais líderes que você conviveu?
27:58Eu acho que a gente precisa reunir algumas coisas importantes.
28:02Primeiro, saber bem aonde você quer chegar.
28:05Então, você ter traçado o seu caminho, claro, é muito importante.
28:11Depois, é fundamental você se conectar a um conjunto de atores que vão contribuir
28:18para que aquilo aconteça, porque, de novo, ninguém faz nada sozinho.
28:22Então, você estar bem conectado é importante.
28:25E persistir.
28:27Persistir.
28:28Às vezes eu fico vendo uma característica que está cada vez mais forte na sociedade,
28:32uma característica de toda hora vir uma coisa nova, nova, nova, troca, troca,
28:37troca prioridade, lança coisa nova.
28:38Olha, eu acho que para ter sucesso na vida, você tem que fazer uma escolha
28:42e persistir naquela por vários e vários anos.
28:46As grandes conquistas, se você for ler a história de quem a gente admira,
28:53essas pessoas não chegaram ali à toa.
28:55Elas construíram um caminho de estudos, de dedicação, de persistência, de resiliência
29:03para alcançar o objetivo que hoje todo mundo admira.
29:07Então, eu acho que é isso.
29:08Um bom plano, boas conexões e persistência no projeto.
29:14Agora, um bom plano pressupõe que você tem que ter uma visão de mundo ampla.
29:21Então, ler, viajar, estudar, isso é fundamental.
29:26Outra coisa que eu percebo, muitas pessoas hoje estão muito...
29:30Tem um amigo que usa esse termo, estão leitores de manchete.
29:34Então, as pessoas leem a manchete e se acham PHD no tema.
29:38Não é assim.
29:39A gente tem que realmente ter opinião, mas se quer expressar opinião,
29:44é uma opinião com conteúdo, fundamentada.
29:47Então, se capacitar é fundamental também para alcançar os seus objetivos.
29:54Agora, falando do futuro, do seu futuro e do futuro que você enxerga
29:58para o nosso país, para o nosso estado.
30:00Olha, o meu futuro é continuar nessa trilha empreendedora.
30:05Isso me anima, me energiza todo dia.
30:09Então, acho que tem muitas oportunidades no Espírito Santo e no Brasil
30:12para empreender.
30:14Então, acho que essa é a minha agenda.
30:18Tenho meus filhos chegando, tenho filhos de 21 e de 17 anos.
30:24E, de alguma forma, espero que eles se conectem também com esse mundo empreendedor.
30:30Então, acho que esse é o meu olhar de futuro.
30:32E para o Brasil e para o Espírito Santo,
30:36eu acho que a gente precisa, no Brasil, parar de ser o país do futuro.
30:41Nós precisamos ser o Brasil do presente,
30:43o Brasil que gera, de fato, oportunidade para toda essa população.
30:50E, para isso, a agenda está mais do que caduca, está velha.
30:57Muito clara.
30:58Exato.
30:59Até fazer as reformas que estão pautadas há muito tempo
31:01e fazê-las de forma definitiva.
31:04Não reformas superficiais que vão só garantir mais dois, três anos de alguma coisa.
31:10Nós precisamos realmente colocar o país numa trilha de longo prazo de desenvolvimento.
31:16Porque, rapidamente, nos últimos 40 anos, nós temos duas décadas perdidas.
31:21Nos últimos 10 anos, o Brasil não cresceu.
31:24O PIB do Brasil, em 10 anos, evoluiu perto de 0%.
31:27E o Espírito Santo, por estar dentro do Brasil, naturalmente sofre com isso.
31:32Mas temos uma condição diferenciada.
31:34O que nós precisamos no Espírito Santo é um pouco mais de ambição para dialogar mais para fora,
31:40mostrar todas as qualidades que o nosso Estado tem, trocar mais.
31:46Eu acho que o Espírito Santo precisa trazer mais pessoas de fora para cá.
31:50E vender o nosso Estado para o país também.
31:52É tão bonito como esse.
31:54Se você vai em São Paulo, as pessoas acham que vitória é a vitória da conquista.
31:57Exatamente.
31:57Na cidade do interior da Bahia.
31:59É aquele velho ditado, não basta pôr o ovo, tem que cacarejar.
32:02Então, o Espírito Santo não basta fazer o dever de casa.
32:04Tem que agora investir para dizer que está fazendo o dever de casa e que tem oportunidades.
32:09Léo, você também é triatleta, né?
32:11Eu tento.
32:13Eu gosto muito do esporte.
32:15Eu acho que o esporte equilibra a gente.
32:17O esporte faz com que você fique mais disposto para os desafios da vida.
32:25E de um ano para cá, eu me envolvi nessa agenda do triatlon, que exige mais, que exige disciplina, planejamento.
32:34Eu vou nas suas redes, sempre correndo, nadando, bike.
32:38É isso mesmo.
32:38De manhã cedo, né?
32:39De manhã, minha agenda é sempre pela manhã.
32:41E é um esporte que tem crescido muito no Espírito Santo.
32:44Nós temos provas de triatlon no estado hoje que já tem reputação nacional, o que é muito bom.
32:51Como o Capixaba de Ferro.
32:52O Capixaba de Ferro, que é um evento fantástico.
32:54Agora, em outubro, tem uma edição dele.
32:56Vamos estar lá.
32:58Então, eu acredito muito no esporte como um fator de equilíbrio, de bem-estar, de estilo de vida.
33:06E sou muito feliz fazendo.
33:07Não sei quanto tempo eu vou aguentar essa disciplina toda.
33:10Mas, por enquanto, estou muito feliz, com equipamentos novos, andando mais rápido.
33:15Então, com uma expectativa muito boa de performance, olhando para mim mesmo.
33:19Mas, sempre, o olhar do esporte é esse.
33:22É o olhar para você competir com você mesmo.
33:25Competir e mostrar que você é capaz de evoluir sempre.
33:29Então, isso me ajuda muito.
33:30Ajuda nos negócios também, né?
33:32Com certeza.
33:32Está bem preparado fisicamente.
33:33Com certeza.
33:34A gente chega de manhã numa energia enorme para produzir o bom humor, o bem-estar.
33:42A saúde, como um todo, fica muito equilibrada.
33:46Então, não tem aquela desculpa.
33:47Hoje estou passando mal.
33:49Hoje gripei.
33:50Não tem isso.
33:50A gente está sempre bem disposto e animado.
33:54Show, Léo.
33:55Para a gente finalizar uma mensagem para o público que nos assiste em casa.
33:59A minha mensagem é de acreditar no empreendedorismo.
34:02Acreditar no potencial.
34:04As pessoas precisam acreditar nelas.
34:06Se lançar aos desafios.
34:09Se dedicar a isso.
34:11Porque quem faz com dedicação, quem acredita, quem luta, quem não desiste no primeiro tombo,
34:18costuma dar muito certo.
34:20Então, ter uma atitude vencedora, uma atitude otimista, ajuda muito na vida.
34:26Então, vamos cada vez mais formar empreendedores no Espírito Santo e no Brasil.
34:31Porque os empreendedores é que realmente mudam a sociedade.
34:35Show, Léo.
34:35Muito obrigado pela entrevista e parabéns pelo trabalho.
34:37Obrigado mais uma vez pela oportunidade de estar aqui com vocês.
34:44De acordo com um estudo sobre transformação digital da Dell Technologies,
34:48durante a pandemia, uma em cada quatro empresas temeram pela sobrevivência nos próximos dois anos.
34:55A solução encontrada por nove em cada dez foi reinventar seus modelos de negócios em torno do digital.
35:06O afastamento social provocou uma corrida pela tecnologia.
35:11As empresas precisaram fazer em cinco meses, o que normalmente levariam 50.
35:16A digitalização se tornou a palavra de ordem na mesa da diretoria.
35:20A pressa é confirmada nos números.
35:23Ainda de acordo com o estudo, 42% das empresas aceleraram para 2020 todos ou a maioria dos projetos
35:32que estavam planejados para ocorrer a médio ou longo prazo.
35:35Os principais focos observados de transformação digital foram aperfeiçoar o trabalho remoto,
35:41home office, e melhorar a experiência digital dos consumidores.
35:45Para entender como isso impactou as empresas na prática, conversamos com Alan Vital,
35:50Head de Transformação Digital da Falcone, uma das maiores consultorias empresariais do país.
35:57Ele implementa a transformação digital em grandes empresas Brasil afora.
36:02Ricardo, é uma questão de vida ou morte.
36:04E pode parecer apenas um discurso, mas quando você olha para o passado e você vê empresas que eram icônicas
36:13e hoje que sumiram do mapa, como Nokia, Kodak, entre outras,
36:16isso é um imperativo hoje e não só para grandes empresas, para empresas como um todo.
36:21O primeiro passo é ter clareza de que a transformação digital não é algo que acontece da noite para o
36:27dia,
36:28então ela é uma jornada.
36:29E o segundo é entender que não é só sobre tecnologia.
36:33Transformação digital, a base, são pessoas.
36:36Então é muito importante ter uma clareza de que ou muda-se o mindset ou morra.
36:42Ou muda a forma de pensar ou a empresa vai morrer no ostracismo.
36:46Exatamente.
36:47Normalmente, qual o primeiro passo que a empresa dá para começar esse processo de transformação digital?
36:51O primeiro passo, normalmente, dessas empresas, e aqui eu estou te falando que a gente tem diversos mecanismos.
36:58Ela pode montar um web dentro da empresa, ela pode fazer um modelo de aquisição de startups,
37:03ela pode ter uma governança estruturada, mas o primeiro caminho que a gente tem visto e tem funcionado na prática
37:09é a inovação aberta, é você poder se conectar com o ecossistema e se abrir,
37:14porque a inovação, quanto mais a gente olha para dentro, mais enviesado a gente está.
37:19Na ótica de transformação digital, a gente tem dois grandes pilares.
37:23A gente inova para dentro, o que a gente chama de digitalização.
37:27Então o que você pode, através da tecnologia, através de novas soluções,
37:33otimizar a sua empresa olhando para dentro, ou inovação em novos negócios,
37:37que é a partir de demandas do mercado, demandas dos seus clientes, dos ativos que você tem na sua empresa,
37:42o que você pode criar de novo para gerar novas linhas de receitas.
37:45A inovação aberta pode ser aplicada nos dois, mas quando você começa a olhar para dentro de casa,
37:51conectando com o que tem fora, você começa a fazer diferente daquilo que você fazia anteriormente.
37:56E essa troca, esse intercâmbio é muito importante, porque a startup está aqui para resolver problemas reais
38:02e de uma forma diferente.
38:03Bacana, agora você lidera uma área que já gerou mais de 40 milhões de reais de valor
38:07para as empresas em mais de 90 projetos de inovação.
38:11Como é que é esse trabalho?
38:12Ah, excelente. E aqui eu reforço o ponto da jornada.
38:15Esse trabalho começou em 2017 pela Falcone, então a gente veio desde lá atuando com o ecossistema
38:23para gerar mais valor para os nossos clientes, sob o ponto de vista da tecnologia.
38:27Então, eu adiciono, não só tecnologia, mas também a gente olha para o ecossistema de uma forma cada vez mais
38:32ampla,
38:33a gente traz especialistas, então se eu estou tocando um projeto para gerar mais eficiência dentro de uma empresa,
38:39sob o ponto de vista de gestão, eu também falo de pessoas e eu também falo de tecnologia.
38:43Isso faz com que eu adicione uma camada de valor muito importante nos nossos projetos.
38:48Então a gente vem fazendo isso desde 2017, hoje a gente conta com mais de 300 parceiros no nosso ecossistema
38:53e rodando projetos nas mais diversas áreas, desde logística a vendas a posicionamento estratégico.
39:01A tentativa de reinvenção das empresas, no entanto, esbarrou em um porém,
39:07o mercado de trabalho no setor de tecnologia.
39:11Com a falta de especialistas e programadores, as empresas hoje disputam ferozmente talentos com multinacionais
39:19e escalam salários estratosféricos, podendo chegar a 10 mil reais para um estagiário e 30 mil para um executivo mais
39:28experiente.
39:29Para entender essa dinâmica, conversamos com o Vitor Toledo, diretor da ITX, uma das maiores empresas de tecnologia do Espírito
39:37Santo.
39:38O mercado por si só, ele tende a leilão por mão de obra.
39:43Não que isso não tenha que acontecer, eu acho que faz parte do jogo.
39:47Entretanto, as empresas, elas passam a ter, na minha concepção, uma responsabilidade maior para com a educação.
39:54Isto é, formação de mão de obra.
39:56Eu tenho um programa hoje em parceria com a UFSS, no interior do estado, onde eu tenho cerca de 25
40:03colaboradores já,
40:07atuando ali como trainees, para que a gente possa dar vazão e conseguir vencer, passar, furar essa onda,
40:14que é a escassez de mão de obra no mercado.
40:17Formar mão de obra, eu acho que é a necessidade, eu acredito nisso, que é a necessidade constante do mercado.
40:23E tem sido um grande desafio formar mão de obra.
40:27Já que você não encontra mão de obra, formar mão de obra é a única opção e é desafiador também.
40:32Muito.
40:33Na verdade, o que eu percebo é, as universidades, elas não conseguem acompanhar, por mais que tentem
40:39e que tenham bons profissionais como professores, mentores, eles não conseguem acompanhar a velocidade da evolução da tecnologia.
40:46Então, de fato, somente um programa muito voltado e muito orientado ao mercado, hands-on mesmo,
40:54que te propicia...
40:55Hands-on é quando você bota a mão na massa.
40:56É, que te propicia ter profissionais qualificados e aptos para, de fato, atuar em projetos de grandes organizações.
41:05Bacana.
41:06Olhando agora para o futuro da tecnologia, o que vai vir de novo, que você acha que vai revolucionar a
41:10vida de quem está assistindo a gente em casa?
41:11Bom, primeiro eu acho que as empresas, não tão novo assim, mas ainda temos empresas grandes caindo a ficha
41:19de que tecnologia cada vez mais deixa de ser um meio para um determinado propósito e passa a ser parte
41:28integrante da operação
41:29e talvez até virando produtos, pivotando mercados.
41:33Então é isso que eu enxergo como tendência.
41:36Pegar grandes empresas como a Amazon, que, enfim, iniciaram com tecnologia para livraria online e entenderam.
41:45Poxa, hoje eles têm o maior marketplace, os caras lançaram a AWS, enfim, viraram, pivotaram para ser uma empresa de
41:53tecnologia.
41:54A gente pode pegar...
41:55Mudaram o negócio para focar em tecnologia.
41:57Perfeito.
41:58Assim, a gente pode ficar aqui falando vários casos, né?
42:01Magazine Luiza, que de lojas físicas foi para um e-commerce para vender e, poxa, hoje vende até de outras
42:09lojas, né?
42:09Então se tornou um hub.
42:11E isso tudo é o que eu percebo como tecnologia.
42:15Empresas, fintechs, ajudando outras empresas através do marketplace, a escala, né?
42:21A tecnologia, ela tem o poder de desmaterializar e criar escala.
42:24Como vimos, a transformação digital tem alterado a realidade das empresas.
42:29Digitalizar é facilitar, democratizar, inovar.
42:33E é uma tendência que tende a perdurar.
42:39No próximo bloco, direto de Aracruz, Stephanie Sampaio mostra a produção de banana na região, no quadro Agrobusiness.
42:46Fique aí que a gente volta já.
43:08Você sabia que a banana é a fruta mais consumida do mundo?
43:12Em média, um brasileiro consome 25 quilos dessa fruta por ano.
43:17Para entender mais sobre isso, hoje eu estou no meio de um plantio de banana, conversando com o produtor Renato
43:23Bianchini.
43:23Ele vai contar um pouco para a gente sobre a etapa de beneficiamento e tudo sobre produção de banana.
43:34Renato, o que te motivou a trabalhar com banana nessa região?
43:39Eu sou filho de produtor, né?
43:42Nasci no sul do estado, eu morava em Iconha, toda a minha família é de Iconha.
43:47E há 11 anos eu estou aqui na região.
43:49Então, assim, eu sou geração de produtor, meu avô era produtor, meu pai era produtor.
43:55E aqui também estou como produtor.
43:57Então, assim, a minha origem na produção de banana, ela veio da minha família.
44:02E depois as coisas foram evoluindo, se tecnificando, transformando em uma empresa rural.
44:07Hoje eu tenho um outro sócio, na Agro Bianvir, que é o Anderson.
44:12E a gente toca o nosso negócio como uma empresa rural, buscando fazer o melhor em tecnologia e inovação.
44:19Você falou aí de Iconha, e eu acho que é até importante contextualizar que banana não dá aqui apenas nessa
44:24região, né?
44:25Contextualizando a nível de estado.
44:27Quais municípios aí estão produzindo banana hoje?
44:30É, hoje a gente tem as regiões tradicionais do Espírito Santo, né?
44:34Que começou lá no sul do estado, né?
44:37Que é Iconha, Folha de Chaves, Rio Novo do Sul, parte de Guarapari.
44:40Mas já temos parte da região mais serrana aqui, né?
44:45Itarana, Baixo Guandu.
44:47Essa região aqui sempre está produzindo bastante.
44:50Mais ao norte do Espírito Santo, Pinheiros, Montanha.
44:54Então, na verdade, a banana, ela tem essa facilidade.
44:57Tirando um pouco essa região de montanha fria, tendo água e qualidade de solo, você consegue produzir ela em 70,
45:0780% dos municípios do Espírito Santo, você consegue produzir banana.
45:10E também quase que no ano inteiro, né, Renato?
45:13É, porque a banana, ela tem essa...
45:16É, que a fruta, ela é uma família, né?
45:19E que a gente fala, ela tem mãe, o filho e aqui tem uma neta, né?
45:26Então, ela tem uma produção que ela produz daqui, daqui a pouquinho já está produzindo.
45:31Então, você tem uma continuidade de produtividade.
45:34Então, ela produz o ano todo.
45:35E eu acho que é legal também a gente contextualizar para quem está em casa, né?
45:39Que nunca aí viu uma plantação de banana, nunca conseguiu enxergar um pouquinho desse mercado, de quais são as etapas
45:45do beneficiamento da banana.
45:47Aqui no campo, parte da etapa, ela vem no manejo da cultura, né?
45:53Onde você conduz a planta numa linha de segmento, você vai fazendo a desbrota, como eu falei ali, mãe, filho.
46:00E aqui já está nascendo a netinha, para você dar segmento, né?
46:04Tirando, fazendo a desbrota, desfolha, depois na hora da emissão do cacho, né?
46:11A gente tem esse registro aqui, que é aqui, aqui nós temos o número 24.
46:17Então, isso quer dizer que esse cacho de banana, ele foi emitido na semana 24 do ano.
46:23Nós temos 52 semanas do ano.
46:26Então, na semana 24, esse cacho saiu e isso serve para a gente ter o controle de produção.
46:35E depois, então, de colhido, vem para a segunda etapa e vem para o cabo aéreo.
46:40O que é isso? Que engenhoca é esse? Que engenharia temos aqui?
46:45Isso aí. Isso é o que a gente chama de cabo aéreo, né?
46:48Que é onde a gente transporta a nossa produção até o packing de beneficiamento.
46:55Essa estrutura, né? Nessa fazenda, a gente tem, em média, 15 quilômetros com essa estrutura de cabeamento aéreo,
47:01que a gente chama, né? Que é o nosso transporte.
47:04E essa fita aqui, né? Como foi que é a fita 17, ela é colocada aqui no engasso desse cacho
47:12de banana,
47:13para que ela é recolhida depois lá no packing e para dar baixa no nosso sistema de produção.
47:19Então, esse é o processo. Esse processo de cabeamento aéreo, ele traz qualidade, né?
47:24A fruta, ela chega lá sem danos mecânicos e todo o processo de trabalho, de cuidado que a gente tem
47:31no campo,
47:31o cabeamento aéreo, ele nos ajuda a manter essa qualidade até na hora da embalagem.
47:42Renato, muita gente, quando a gente fala de produção, né? Agricultura, uma fazenda tão grande como a de vocês,
47:48muitas vezes pensa que os aspectos ambientais ou sustentáveis são deixados de lado.
47:53Mas aqui você tem algumas práticas que eu acho que é legal compartilhar com o pessoal.
47:57Sim, aqui nas nossas áreas de produção da água, o Bianvirc, a gente não usa nenhum tipo de agroquímico
48:06para controle, o exemplo da erva daninha. A gente conduz o nosso controle com roçada, né?
48:15Isso ajuda a microbiota do solo. Também tem um trabalho que a gente também foca muito,
48:21que também é a parte social da empresa. Nós também temos um contrato com o Ministério da Justiça
48:28onde a gente emprega pessoas do sistema carcerário, né? Os ressocializandos, né?
48:35Nós temos um volume também considerado dessas pessoas, né? Que trabalham na empresa
48:40e a cada três dias de trabalho, ele é um dia menos, né? De encarceramento.
48:47E isso também a empresa contribui, né? Com projetos sociais, com a sociedade,
48:53para que o amanhã, né? Possa ser melhor que hoje.
48:58Então a gente está focado no todo, né? Na produção, sustentabilidade e qualidade,
49:03e respeito ao meio ambiente.
49:05Outro ponto também é a parte da água, né? Que vocês utilizam na lavagem.
49:09Qual o processo é feito com essa água?
49:11Então essa água, a gente também usa, né? Um produto na água, que também é um produto sustentável,
49:17um produto biológico, onde a gente consegue trabalhar durante uma semana
49:20com essa água na piscina de embalagem, que ela consegue ser reciclada, né?
49:26E o aproveitamento 100% durante todo o processo de uma semana.
49:32E isso tem muito a ver com a sustentabilidade e com respeito ao meio ambiente.
49:41Foi colhido, transportado e chegou até aqui.
49:45Onde a gente está e qual o processo que acontece?
49:48Aqui nós estamos no PEC, né? Que é a área de beneficiamento da fruta.
49:52Ela chega até aqui, ela vai ser despencada pelo nosso colaborador, né?
49:57Aí despenca, coloca aqui nessa piscina de classificação, né?
50:01E aí, através daqui, ela segue o caminho de beneficiamento.
50:06Elas são classificadas por tamanho, por calibre, né?
50:11E aí, lá na frente, nós temos os nossos colaboradores botando ela na caixa de embalagem,
50:16fazendo a pesagem correta e acomodando no pallet, fazendo toda a amarragem,
50:22para depois ser transportada pelo nosso caminhão.
50:33E Renato, a gente então mostrou todas as etapas, né?
50:36Da produção da banana, contextualizamos para quem está em casa.
50:40Mas qual mensagem agora você deixa para os consumidores,
50:44que talvez nunca tiveram a oportunidade de vir em uma fazenda como essa, né?
50:48E conhecer toda essa estrutura.
50:50Qual mensagem você deixa para quem está em casa?
50:52A mensagem é que vocês acreditem e valorizem o produtor rural, né?
50:58Porque o processo de produzir é uma empresa a céu aberto
51:01e o produtor está focado em melhorar a qualidade, levar um produto à sua mesa.
51:09Então, confie, valorize, respeite, incentive o agro.
51:15Porque o agro é o que sustenta o mundo.
51:18O agro é lindo, é apaixonante.
51:21Então, quem se envolve com o agro, isso não é só um negócio, não é só um business.
51:26É paixão, né?
51:27Então, assim, acredite, confie e apoie.
51:42A educação transforma.
51:44E o Espírito Santo tem liderado os rankings tanto no ensino básico como no ensino superior.
51:49Para debater sobre gestão da educação,
51:52o Sindicato das Empresas Particulares de Ensino do Espírito Santo
51:55realizou o quarto encontro de gestores educacionais.
51:58Olha aí!
52:03Quando se fala em qualidade da educação do Espírito Santo,
52:07a sociedade capixaba, ela está muito bem servida com a educação particular do Espírito Santo.
52:15O superior nós temos aqui a nossa universidade,
52:18que é a UVV, está entre as melhores do país.
52:22Nós temos aqui o melhor centro universitário do Brasil avaliado pelo MEC.
52:28Depois vamos descendo para as faculdades isoladas.
52:31E nós temos no top 10, dessas 10 melhores avaliadas no país,
52:37duas são do Espírito Santo.
52:39O ensino médio, na última avaliação do IDEB,
52:43nós ficamos em segundo lugar.
52:45Quando eu falo em ensino fundamental,
52:48um, nós estamos a nível de OCDE.
52:53E uma alegria que eu vejo que não é só na grande vitória,
52:57nós temos também no interior.
52:59E você vai ter a oportunidade de conhecer uma escola
53:03que um aluno de 10 anos participou da Olimpíada de Matemática
53:08em Singapura agora, e foi premiado.
53:11Essa escola é a Escola Porta do Sol, lá de Jaguaré.
53:14De norte a sul, as famílias podem ter tranquilidade
53:17da qualidade do ensino particular do Espírito Santo.
53:22O material que nós usamos, o material didático,
53:27estão entre os melhores do país ou talvez, que saia do mundo.
53:31Porque tem muitas escolas que usam material aqui,
53:34que usam aqui e usam no Japão.
53:36Então, por isso que eu digo que a sociedade capixaba
53:42tem que ter orgulho dessa educação que nós oferecemos.
53:57Bom, esse foi o programa Mundo Business de hoje.
54:00Obrigado por nos acompanhar.
54:01Na semana que vem, eu vou estar direto de Florianópolis
54:04falando sobre o ecossistema de inovação de Santa Catarina
54:08junto com os mantenedores do Hub Base 27.
54:11Você sabia que Florianópolis é a cidade com mais startup
54:14por metro quadrado do Brasil?
54:16Essa e outras curiosidades vocês vão ver aqui
54:19na TV Vitória Record TV no próximo domingo, às 10 da manhã.
54:22Lembrando sempre que você pode rever todo esse conteúdo
54:25no YouTube e no Instagram, arroba Folha Business
54:27e nos nossos Instagrams pessoais, arroba Ricardo Friseira
54:30e arroba Stephanie.Agronomia.
54:32Muito obrigado pela sua audiência.
54:34Eu te espero aqui, 10 horas da manhã, no próximo domingo.
54:38Um abraço!
54:38Transcrição e Legendas por Quintena Coelho