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Violência doméstica: um problema que transcende barreiras sociais.

Desmistificando a violência doméstica, este vídeo revela que ela não escolhe classe social, escolaridade ou qualquer outro rótulo. A violência familiar pode acontecer com qualquer mulher, em qualquer lugar, e muitas vezes a dependência emocional é um fator que dificulta o rompimento desse ciclo.

Descubra como a Defensoria Pública oferece portas de entrada acessíveis e seguras para mulheres em situação de violência. Através de atendimentos online e formulários de requerimento de medidas protetivas, a instituição garante apoio e proteção, respeitando a sua disponibilidade e segurança.

A importância do letramento e da capacitação de profissionais para o acolhimento adequado da mulher é fundamental. Entender a violência de gênero em sua totalidade evita a violência institucional e garante um atendimento humanizado e eficaz.

A violência doméstica vai além de relacionamentos amorosos. Ela pode ocorrer em diversos contextos familiares, como entre padrasto e enteada, ou mesmo entre irmãos e filhos e mães idosas. É crucial reconhecer e combater todas as formas de violência familiar.

Juntos, podemos avançar na conscientização e garantir informações qualificadas para todas as idades combaterem a violência.#ViolenciaDomestica #MedidasProtetivas #Respeito

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Transcrição
00:00A violência doméstica e familiar, ela não tem classe social, ela não tem escolaridade, ela não tem nada disso.
00:09Ela pode acontecer com mulheres com escolaridade, sem escolaridade, a gente sempre fala.
00:15Isso não acontece apenas na periferia com mulheres pobres.
00:20É claro que existem nesses lugares outras vulnerabilidades que acabam dificultando o rompimento do ciclo da violência.
00:29Então, aqui a gente trouxe a dependência emocional.
00:33Enfim, mas a defensoria tem a porta de entrada tanto as defensorias da vítima, que a gente fala, né?
00:40Quanto o formulário de requerimento de medida online, onde essa mulher, a qualquer hora, ela preenche esse formulário.
00:48Ela identifica pra gente o melhor horário de atendimento, de manhã ou de tarde, porque por vezes esse agressor pode
00:55estar com ela.
00:56E é pra gente poder fazer tranquilamente esse atendimento.
00:59É feito em todo o estado, de forma online.
01:03Então, a gente faz esse requerimento pra ela e faz as medidas protetivas pra ela.
01:08Então, a defensoria é mais uma porta de entrada.
01:11E a partir desse momento que a defensoria faz esse requerimento de medidas protetivas,
01:15leva pro judiciário pra apreciação.
01:18Uma vez concedida essa medida protetiva, né?
01:21Aí vai ser intimado esse agressor, enfim.
01:24Quando a gente fala de todos os órgãos e instituições, a gente precisa fazer um letramento,
01:32uma capacitação desses profissionais ou dessas profissionais, né?
01:37Na questão do acolhimento, da violência de gênero como um todo.
01:43Porque a gente pode ter violências institucionais, que a gente fala,
01:48dentro de um atendimento a essa mulher em situação de violência.
01:52A violência, ela não é só com namorado e namorada, ficante, conversante,
01:58porque agora tem várias nomenclaturas aí.
02:00Mas ela pode acontecer do padrasto com a enteada, do filho com a mãe, aí há um silêncio.
02:09Muitas pessoas não entendem aquilo como uma violência doméstica e familiar, sabe?
02:14E, por vezes, a gente tem negadas medidas protetivas, que são violências de irmão contra irmã,
02:22de filhos em relação às mães, principalmente idosas,
02:30porque a gente também não pode esquecer dessa parcela da população que tem outras vulnerabilidades.
02:35Então, assim, já avançamos bastante, mas, subjetivamente,
02:42eu ainda acho que a gente precisa de informações qualificadas para essa juventude.

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