00:00Não tem muita bola, hein?
00:01Mas na hora de fazer, comprar os cunhos?
00:03Um, dois.
00:05Ué, é calvinha, gente, com apenas o fato de cobre.
00:09Mas nada, só isso.
00:12Aí ele acabou de inventar.
00:13Por que barreiro? Vou explicar, que o senhor é novo aqui.
00:16Pra andar escondendo.
00:18Giro, desliga um pouquinho.
00:20Olha, o que a gente faz agora em maio?
00:22Como cai algumas laranjas, porque a mosca amarela,
00:25aquela que bota a mioca na goiaba,
00:27ela também bota o filhote na laranja.
00:29Ela bota filhote na néspera, na goiaba,
00:33nos pêssegos, na nectarina, na uva itália,
00:37nas laranjas, no pepino, no tomate.
00:40É berçário.
00:41E cá aqui também.
00:42Cá aqui não.
00:43Então, olha o que acontece quando a mosca amarela,
00:45essas garrafinhas que estão aí com água e açúcar e laranja,
00:48é pra ela cair e morrer afogada.
00:50A gente diminui a população, porque eu não uso o tóxico na planta.
00:53Esse é o padrão da planta, olha, vou mexer com a faquinha.
00:58Ela mela na ponta, amolece,
01:00que o filhotinho da borboleta,
01:02que é a mosca amarela,
01:04é uma minhoquinha branca.
01:05Acho que ela já caiu.
01:06Ela tá aqui, ó.
01:06Aqui, ó.
01:07Olha a minhoca branca aqui, ó.
01:08Olha aqui, ó.
01:09Olha aqui.
01:10É o bigatinho.
01:11Esse é o filhotinho da mosca amarela,
01:13que ele vai criar asa,
01:14vai crescer e vai continuar mordendo.
01:17Continuar comendo.
01:17Então, o que a gente faz toda semana?
01:19Olha o que é trabalhar com o mar limpo.
01:22Abrimos um buraco.
01:23É o terceiro que eu abro.
01:25Ali nós fizemos faz dez dias, mais ou menos.
01:27Lá na frente é uns quinze dias.
01:29E aqui abrimos ontem.
01:31Pegando o resto da laranja que cai,
01:32porque ela cai,
01:33porque a minhoca come a parte interna.
01:36E ela solta do talo.
01:38Ela cai.
01:39Você viu essa borboletinha,
01:40o filhotinho?
01:41É a minhoca da goiaba,
01:42que é o filhote da mosca amarela.
01:44A goiaba também acontece.
01:44É uma praga isso aqui,
01:46pro sitiante.
01:47É uma praga.
01:48Ele cresce, vira borboleta e continua mordendo.
01:50Pra ela, a gente tentar matar ela pra não sair,
01:54a gente junta as laranjas e enterra.
01:57Se deixar ela fora aqui,
01:58ela vai virar.
01:58Ela brota, vira fêmea e continua mordendo tudo outra vez.
02:01A pulverização acaba com isso?
02:02Não.
02:03Ajuda, não acaba.
02:05Acaba, se isca, enterrar e pulverizar.
02:08Aí você diminui o ciclo dela.
02:10Tudo na manha, não na paulada.
02:13Deu pra entender, né?
02:14É assim.
02:14A calda bordalesa.
02:15Porque o cal, o cheiro do cal, essas mosquinhas, até o pulgão, não gosta do cheiro do cal.
02:20É repelente.
02:22A calda bordalesa, além de ser fungicida, ela é repelente de mosca.
02:25Porque tem o cheiro do cal, a gente não sente.
02:28Mas na calda bordalesa, aqui não vem mosca, quando passa a calda bordalesa, nem...
02:32Vê se você acha um pulgão.
02:34Sabe o que é pulgão?
02:35Aquele pulgãozinho preto?
02:36Acha algum na ponta aqui.
02:37Vê se você acha.
02:39Acha no pomar todo se acha pulgão.
02:41A calda bordalesa espanta o pulgão.
02:42Não tem um pulgão no pomar.
02:44Aí os caras falam, os pomar do Brasil são todos empesteados com inseto sugador.
02:49Eu respondo, o pomar da minha chaca não.
02:51Não.
02:52O meu não.
02:53Por quê?
02:54Calda bordalesa.
02:55Além de ser um baita fungicida, ele é um adubo natural, porque cal e cobre adubo,
03:00vai pela folha.
03:01Não dá podridão na fruta e espanta a mosca.
03:04O que mais você quer?
03:05E é barato de fazer.
03:06É um produto baratíssimo.
03:08E não é tóxico pra você.
03:10Você quer o que mais do que é o da bordalesa?
03:11Que novidade eu tô contando?
03:13Nenhuma.
03:14Que novidade?
03:15Boa.
03:16Nem mosquito não dá.
03:17Não dá.
03:17Ela sabe.
03:18Ela usa direto na casa dela.
03:19Ela sabe que não tem mosca lá.
03:21Não tem mosquito.
03:21Não tem mosca.
03:21É por causa do cal.
03:22Por causa do cal.
03:23Eles contaram.
03:24Essa ponteira aqui da sanguínea, tem 38 anos, 50 laranjas.
03:28Esta.
03:29Vou fazer uma pergunta.
03:31Isso que vocês estão vendo, ó.
03:32Ó, isto.
03:33Ó, essas pincas dobradas.
03:35Ali, ali.
03:36Ali atrás.
03:37Ali em cima do virgílio.
03:38É dela.
03:39Ela vai chacoalhar, hein.
03:40Ó, ó, pra não falar que é outra planta.
03:42Olha as frutas aqui, ó.
03:44Chacoalhar, chacoalhar.
03:45Então ela tem 800 laranjas.
03:48Vou fazer uma conta.
03:4950 laranjas ali.
03:51Vou fazer uma brincadeira.
03:52Não precisa ser muito gênio.
03:54Quantas laranjas tem nesse pé?
03:56500 laranjas.
03:57Quando eu falo que eu tiro 30, 33 dúzias de laranjas nos pés, achar que o pessoal não acredita.
04:02Tá contado, não tá?
04:04Tá uma base, não tá?
04:05Quer ir pra irmã pra ver sem referência?
04:07É a mesma coisa.
04:08É 30, 32 dúzias.
04:10É todo ano.
04:12E pede quantos anos?
04:1538.
04:1633 é aquele.
04:1733 é aquele.
04:1938 é esse.
04:19Nós vamos agora por 50 anos.
04:26Olha aqui, ó.
04:27Só que a pimenta preta.
04:29Tá tudo verde ainda, ó.
04:30Ó que carga.
04:31Isso é pimenta, ó aí, ó.
04:33Ó a florada.
04:33Ó a carga de pimenta.
04:35É a pimenta preta.
04:36Essa rua toda.
04:38Ó cada folha bonita.
04:39Ó as pimentas aqui, ó.
04:41Aflorada.
04:42E olha as pimentas tudo aqui embaixo, ó.
04:44Pimenta é essa aí?
04:45Pimenta preta.
04:46Preta?
04:46Preta.
04:47Cadê o final?
04:48Aquela que a gente passou lá também?
04:51Não, aquela lá é jamaica, é outra.
04:54Ó.
04:55Ó como ela é, ó.
04:56Parece que tá lustrada, né?
04:57Ó, terei do pé agora.
04:59Ó como ela é sadia.
05:01Olha, lustradinha.
05:01Nunca tinha ouvido.
05:02Calda bordalesa.
05:03Olha como ela fica.
05:04Mas isso aqui é qualidade, né?
05:06É, então.
05:06Olha calda bordalesa aqui.
05:08É a pimentãozinha ou pimenta?
05:08Não, essa é a pimenta mais ardida que tem.
05:10Ó a pimenta.
05:11Isso aí queima a boca.
05:12Pensa.
05:13Olha aqui.
05:14Aqui é o dedo de moça.
05:17Eu fiz dez pés de cada um ao longo da fileira, ó.
05:19Sérgio.
05:20A cor dela.
05:21Mas essa é doida.
05:22Ah, é bonita, né?
05:23Pimenta normal, que eu tenho três variedades.
05:25Lá em cima tem mais duas variedades.
05:26É pra consumo.
05:27Essa de moça eu tenho, mas...
05:29Essa é preta.
05:30Fica mais preta.
05:31Ela fica negra, negra.
05:32Tá madurando, Sérgio?
05:33Hã?
05:33Tá madurando?
05:34Tá madurando.
05:34Ela fica preta, preta, preta.
05:36Se tirar a semente...
05:37Brota, brota.
05:38Já tá formada, tá formada.
05:39Ah, vou levar isso.
05:41Aqui, ó.
05:42Deixa eu mostrar uma coisa.
05:43Eu não quero pimenta.
05:44Eu não gosto.
05:44Ô, vaiê, vem cá.
05:48Ô, vaiê, tá surdo.
05:50Aqui um fala do outro, né?
05:52Olha, repara uma coisa, Virgílio.
05:54Olha, deixa o pessoal chegar.
05:57Dante.
05:59Vaiê.
06:01Vaiê.
06:02Tem que marrar todo mundo.
06:03Eu quero mostrar uma coisa.
06:05Pra vocês entenderem por que eu não tô roçando
06:07essa parte que já tá com o matinho um pouco alto.
06:10Aqui, cada metro quadrado, tem dez tipos de plantinhas diferentes.
06:13Na natureza.
06:14Pode olhar.
06:15Cada metro quadrado.
06:16Aqui é uma floresta, Sérgio.
06:18É, que meia.
06:18É, que meia.
06:19É, que meia.
06:19É, que meia.
06:20É, que meia.
06:20Não, não.
06:21Planta radeira.
06:22Planta radeira.
06:23Mas a...
06:24Prontagem...
06:24Protege o solo.
06:25Ah, protege o solo.
06:27É vida microbiana, né?
06:28Então, olha o que acontece.
06:29Mas como abril mais de junho, normalmente não chove.
06:32É tempo mais seco, né?
06:34Então, pras plantas não sentirem, eu não passo roçadeira abril mais de junho.
06:38Eu deixo crescer um pouco o mato com dois palmos e deixo aqui as flores que dão aqui, ó.
06:42Isso.
06:43As flores dela.
06:45Depende de léu.
06:46É, ó.
06:47As flores dela, dá dela, né?
06:50Ó, roxinho e amarelo, né?
06:51Segura.
06:51Vai em casa tá nascendo bastante dessas aqui.
06:53É matinho, né?
06:54Por que que a gente não roça abril mais de junho?
06:57Como é mais seco, pra não judiar o solo.
07:00Protege da secura do solo.
07:02E olha a diferença, ó.
07:03Ontem nós passamos a roçadeira aqui, pra vocês verem, quando passa a roçadeira,
07:09como a gente deixa o matinho caído no chão.
07:11Ó, aí fica limpo igual um tapete.
07:13E aqui eu não rocei pra vocês verem a diferença.
07:15Dá pra perceber?
07:16Dá.
07:16Então, nessa época de secura, abril, maio, maio pra junho, e eu não roço.
07:21Quando eu for adubar em junho, com o esterco de codorna nas ruas, depois jogo o bagaço
07:26de cana por cima, em junho, aí eu roço tudo que já tá meio parado, roço tudo, cai
07:32o capinzinho, jogo o esterco de codorna no meio da rua, e todos esses bagaços de cana
07:37que tem um monte, eu ponho no meio da rua.
07:38Tem codorna aqui?
07:40Não.
07:40Eu venho de Itaquera.
07:42Tá vendo a diferença?
07:43Olha.
07:43Olha a diferença.
07:45Roçado, o capim tá no chão.
07:47Legal.
07:48Mas olha aqui que eu não rocei.
07:50Não parece uma mata?
07:51Olha os tipos de flor que tem, ó.
07:54Vem cá, chega aqui, ó.
07:55Filma aí, Virgílio, ó.
07:56É pra proteger o solo.
07:58Olha a vida microbiana.
08:00Olha só as flores que nascem.
08:02Eu deixo assim agora até junho.
08:04Protege o solo e se não chover, não seca.
08:07Eu não roço agora.
08:09Roço só depois de junho.
08:10Olha a diferença, ó.
08:11Olha quantas plantas tem por metro quadrado.
08:14Isso é uma vida.
08:15Olha aqui, Virgílio, chega aqui, ó.
08:17Olha os insetos, as borboletas ali, ó.
08:18E a abelhinha, ó.
08:20Olha lá.
08:20Dessa flor é dela.
08:21É flor do chão.
08:23Olha aí.
08:24Olha lá.
08:25Sérgio, já que a gente tá falando de farreira agora, houve uma dúvida entre eu e o Vaé.
08:31Porque quando tá agora na dormência, quando tá o fruto, a gente...
08:38A gente...
08:39Fala, mulher.
08:41A gente tira os netos e os bisnetos e joga fora.
08:45É.
08:45E quando está em dormência, quando tem as suas folhas desse jeito...
08:51Deixa ela cair quando ela quiser.
08:53Normalmente eu arranco porque a maioria delas tem doenças.
08:57Não, o que tem doença, que às vezes tem o tal ferrugem da videira, que dá março e março
09:02pra abril, o que tem a ferrugem que tá na folha, a gente tira e joga no lixo.
09:06E as outras folhas você deixa, é pra fazer fotossíntese até abril e maio.
09:09Mas...
09:10Olha, tem o folha ainda um pouco nas videiras, ó.
09:11Não, mas eu deixo os netos vindo.
09:14Não, tudo bem.
09:14Os netos ficam grandes, inclusive.
09:16Não, mas não é toda planta igual.
09:17Na tua casa ficou assim.
09:19Pode ser que pra mim não é igual, nem na casa dela é igual.
09:21Cada planta tem um jeito.
09:23Não é tudo igual, não é norma.
09:24Mas deu tirar a folha desse jeito?
09:26Não tá errado.
09:26Fechar a folha nova pra fazer a fotossíntese, que é o neto?
09:29Tá certo também, também tá certo.
09:31Tá perfeito.
09:33É que como as minhas folhas, a maior parte, estavam bonitas, eu não tenho esse problema
09:36de tirar muito, porque, na verdade, eu mexi um pouco, deu duas chuvas de pedra aqui
09:40de fevereiro pra março.
09:41Então picou um pouco de planta, ela sentiu.
09:44Aí nasceu um pouco de neto e eu deixei, fui pulverizando normal.
09:47Aí depois eu vou te mostrar o enxerto aéreo, que nós fizemos na filmagem, que é a violeta.
09:53Até o peixe quer saber, eu vou mostrar pra ele o que é.
09:56Então aqui, olha a diferença aqui, Vigílio.
09:58Olha como fica a matinha própria, ó.
10:03E fica protegida até junho.
10:05Eu só roço...
10:06Peraí, peraí.
10:07Eu vou embora.
10:08Tem que...
10:08Ele vai onde?
10:10Eu vou cantar agora.
10:11Eu vou cantar agora já.
10:12Você quer fugir?
10:13Já pagou lá a entrada?
10:14Então pode ir embora.
10:16E assim, tá vendo?
10:17Uma eu rocei pra vocês verem.
10:19Não é errado.
10:20Mas eu gosto de deixar assim até junho.
10:22Pra proteger mais o solo.
10:24Porque não chove, então fica mais protegido.
10:26Então mostrei roçado e não roçado.
10:28Explica pra mim o que é neto aqui.
10:30Não, aqui nesse caso já não tem mais, porque já caiu as folhas.
10:33Neto é o que nasce atrás da folha.
10:35Da folha normal da videira.
10:38Nasce um galinho com algumas folhas.
10:39Aqui chove.
10:41Olha o cacau ali, ó.
10:42Já colhemos aqui o cacau.
10:44Deixei um pra trás.
10:45E tem um bocado aqui vindo, ó, cacau, ó.
10:48Olha o cacauzinho aqui, ó.
10:50Olha aqui, ó.
10:51Olha aí, ó.
10:53Olha um aqui, ó, na minha frente.
10:54É um grande aqui, ó.
10:55Aqui, ó a minha mão, ó.
10:56Olha dois aqui, ó, Virgílio.
10:57Ó.
10:58Olha lá.
10:59Já colhemos o cacau do tronco.
11:01E agora tá dando um pouco aqui na...
11:03Olha o cacauzinho aqui, ó.
11:04Olha.
11:05O maior, o médio, o médio e os pequenininhos.
11:08Tá vindo.
11:09Tá bonitinho o pezinho, né?
11:11E aqui é aquela planta de 1938.
11:15Virgílio, que planta que árvore é essa?
11:18Não sei.
11:19Olha aqui, Virgílio.
11:24Ontem eu tirei umas 150 folhas dela.
11:28Ela tava muito grande, podia quebrar.
11:30Porque ela é pesada, né?
11:31Uma vez por ano a gente tira a folha, deixa as mais baixas.
11:35E os altos eu tirei tudo com o facão.
11:38E deixa aí no chão, depois faz muda, né?
11:40Olha como o tronco dela, olha lá por dentro.
11:43Não parece um crocodilo, olha.
11:45Esse é de 1938, esse pé original do meu avô.
11:48Que aqui no fundo era tudo figo da Índia.
11:50Quando meu avô comprou o terreno em 1938, ele sempre falava que tudo isso aqui até ali embaixo
11:54era figo da Índia.
11:55Esse é o original do meu avô.
11:57Esse do lado eu plantei 20 anos atrás.
11:59Esse é novo.
11:59Mas esse é original.
12:01Vê se você não lembra um crocodilo.
12:02Vem olhando aqui, ó.
12:03Não lembro, não lembro, não lembro.
12:04Olha daqui pra lá.
12:05Olha as costas dele.
12:06Não parece um crocodilo?
12:07Tá apoiado embaixo com blocos, senão ele já tinha quebrado.
12:10Ah, tá apoiado.
12:10Isso é original de 1938, eu não tô inventando.
12:13É original.
12:13Dá a volta nela se você quiser ver.
12:15Olha a grossura do...
12:16Parece um crocodilo.
12:17Parece, parece.
12:17Ontem já deu uma bela tirada com o facão, aliviei.
12:20Ela tá mais bacaninha agora.
12:22Se vier um vento, não vai quebrar o pé, que ela podia quebrar.
12:26Agora tá aliviado.
12:27Olha o quanto eu tirei, ó.
12:28Ontem.
12:28E cada folha dessa é uma muda.
12:31Só plantar ela em pé.
12:33Ela planta a torre.
12:34Aqui, ó.
12:35Planta ela aqui no chão.
12:37Enterra só um palmo.
12:39Enterra um palmo só.
12:40Ela enraiza, que ela é cacto.
12:42É aquele figo da Índia.
12:42Tem uma fruta aí na ponta.
12:44Olha lá, olha lá.
12:44Aqui, ó.
12:45Aqui tem um roxinho ali.
12:47Ali na ponta.
12:47Olha lá, olha lá.
12:49É temporão, né?
12:50Já colhi ele em fevereiro.
12:51Você colhe isso aí, ó?
12:52Uma delícia.
12:54Essa que eu contei a história.
12:55Que eu tinha há 10 anos com meu avô colhendo aqui.
12:58Figo da Índia.
12:59Quando a cesta, eu era comilão.
13:01Eu não sabia.
13:01Eu vi um bonito.
13:03Por isso que era gordinho.
13:03Não, é, bora.
13:04Eu peguei uma, pus na boca e comecei a mastigar.
13:07Eu não sabia que tinha espinho.
13:08Aí eu mastiguei, mastiguei.
13:10Tá no YouTube.
13:11Fiquei com o espinho na boca, na garganta.
13:13Chorei o dia inteiro.
13:14Aí cuspi no chão.
13:15Meu avô pegou uma gilete de barbear.
13:17No banheiro.
13:18Limpou um pouco.
13:19Chorei dois dias.
13:20Parou na minha garganta.
13:22Que eu era comilão.
13:23Desce os pés.
13:24Depois nunca mais, né?
13:25Não, aí eu aprendi como é que come.
13:26Com garfo e faca.
13:27Tirar casca e come de bom.
13:29Eu não sabia o que era com oito e dez aí.
13:31Vamos, vem lá.
13:33Vamos lá.
13:33Vamos lá.
13:50Vamos lá.
13:50Vamos lá.