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  • há 2 dias
CEO da L21Corp reflete sobre a evolução da indústria da música no Brasil e compartilha vivências que o marcaram em sua trajetória como empresário do setor da economia criativa

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Pessoas
Transcrição
00:00:00Olá, eu sou Isabela Lessa, esse é o A Ideia, podcast do Meio e Mensagem,
00:00:04que a gente recebe profissionais de diversos setores
00:00:07para falar sobre as ideias que regem suas trajetórias.
00:00:10E a trajetória do convidado de hoje é, por si só, uma confluência de diversos setores.
00:00:16No começo da carreira, ele atuou em agência de publicidade,
00:00:19foi diretor de marketing da Brahma, foi vice-presidente da Sony
00:00:23e, em 2000, ele fundou a L21 Corp,
00:00:26holding que abrange arte, mídia, entretenimento,
00:00:30reúne 18 unidades de negócio e projeta faturamento de 350 milhões de reais em 2026.
00:00:37Fora isso, tem alguns outros detalhes que a gente vai tratar aqui
00:00:41e eu tenho o prazer de conversar hoje com o Luiz Calainho, seja muito bem-vindo.
00:00:45Super obrigado, Isabela, super obrigado por estar aqui com vocês.
00:00:48E é legal estar num podcast que se chama A Ideia, né?
00:00:51Eu particularmente adoro a palavra ideia, né?
00:00:53Porque a ideia significa inovação, disrupção, pensar adiante.
00:00:57Então, é um privilégio estar aqui, ainda mais com você, né, Isabela,
00:01:00que essa, enfim, essa jornalista tão competente com a minha mensagem
00:01:04tem o privilégio de ter, enfim, nos quadros da companhia, nos quadros do veículo.
00:01:08Prazer, Isabela.
00:01:09A gente que agradece.
00:01:16Calainho, você é o primeiro suíço que a gente recebe aqui no podcast.
00:01:23Vou contar.
00:01:24É, essa história é boa.
00:01:25Seu pai era comandante da Pané.
00:01:27Isso, opa, exatamente.
00:01:29Grande companhia aérea.
00:01:30Você tem alguma lembrança, assim, da Suíça ou não deu tempo?
00:01:33É, não, vou contar rapidinho.
00:01:35Na verdade, o saudoso comandante Calainho, engraçado que o...
00:01:38Tem um, enfim, uma pessoa amiga que acabou de assumir a presidência da Gol,
00:01:43chama André.
00:01:43E o pai do André, ele, inclusive, era comandante também, voou na Real Linhas Aéreas,
00:01:49chegou a voar também na Varig, etc.
00:01:51A gente tava conversando sobre isso.
00:01:52A época dourada da aviação, né, porque a aviação era toda glamurosa,
00:01:56as pessoas iam, as mulheres iam de chapéu, os homens de terno, etc.
00:02:00A aviação era, de fato, muito glamurosa.
00:02:02Na verdade, meu pai, rapidinho, saudoso, comandante Calainho,
00:02:06papai era tenente-coronel da aeronáutica brasileira.
00:02:10Em 1944, com a guerra lá no Pacífico, os americanos arregimentaram pilotos
00:02:16que estavam sem pilotos por fronte oriental.
00:02:19Papai foi voar na Marinha Americana, quase vai pra Segunda Guerra,
00:02:22aprendeu a voar em porta-aviões.
00:02:24Mas, rapidamente, a guerra termina, enfim, infelizmente, né,
00:02:27senão, eventualmente, eu não tava aqui, né, Isabela?
00:02:29A guerra termina.
00:02:30E papai volta ao Brasil e ingressa na Paner do Brasil.
00:02:33A Paner do Brasil era uma companhia brasileira,
00:02:34as pessoas, às vezes, se confundem com Pan-American,
00:02:37mas não, era Paner do Brasil.
00:02:39A família Rocha Miranda, enfim.
00:02:41Uma companhia muito glamurosa, papai ingressa na companhia.
00:02:45Chegou ao máximo da Paner do Brasil.
00:02:47Ele voava, Isabela, e a você que nos assiste aqui,
00:02:50um avião chamado Constellation, de uma companhia que era Lockheed, né?
00:02:55Constellation era um avião lindo, inclusive,
00:02:56ele tinha um perfil de fuselagem, o bico, né,
00:03:00a frente do avião era meio desse.
00:03:02Lindo, um avião lindo, quatro hélices.
00:03:04Papai voava Constellation.
00:03:05Ia, Isabela, imagina, ia para Paris, era Rio,
00:03:09aí posava em Belém para abastecer, posava em Dakar,
00:03:12e depois que ia para Paris, 22 horas de voo.
00:03:15Bom, até que em 1964 a companhia fecha,
00:03:18e papai ficou sem emprego, né?
00:03:19A Varig era ligada lá aos militares,
00:03:23no golpe de 64, então a companhia fecha.
00:03:25E aí papai obteve um emprego na Suisse,
00:03:27ele vai para a Suíça, então, em 1964,
00:03:31voar na Suisse, a Suisse tinha como base Zurich, né?
00:03:35E aí eu, em 1966, nasço por acaso,
00:03:38tenho a menor cara de Suíça.
00:03:41Eu sou natural de Zurich, Suíça,
00:03:43mas a minha nacionalidade, meu coração, minha alma,
00:03:46é brasileiro, carioca, enfim, meus pais são cariocas.
00:03:49Mas nasci por acaso na Suíça, em Zurich, Suíça alemã,
00:03:52o médico era, inclusive, um italiano,
00:03:56segundo minha mãe, quando eu nasci,
00:03:58é um bambino, é um bambino.
00:04:00É, que me pegou assim, né?
00:04:01Mas em 69 a gente se muda para o Brasil,
00:04:04a gente volta para o Brasil,
00:04:05aí eu fui morar em Ipanema,
00:04:07e aí começa a minha trajetória toda com o músico.
00:04:09Mas é isso, filho de piloto,
00:04:10e nasceu por acaso na Suíça, em Zurich.
00:04:12E você pilota?
00:04:13Não, eu cheguei a brincar um pouquinho,
00:04:16mas não, adoro avião,
00:04:19conheço aviação,
00:04:20tenho muitas horas voadas,
00:04:22talvez eu tenha mais horas voadas que muito comandante,
00:04:24porque, claro, voei a minha vida inteira,
00:04:26filho de piloto,
00:04:27tive o privilégio de conhecer o mundo,
00:04:29por conta do meu pai,
00:04:31porque quando ele volta para o Brasil,
00:04:33ele ingressa na Vare,
00:04:34e aí se aposenta na Vare,
00:04:37então, realmente, eu tive o privilégio de conhecer o mundo
00:04:39por conta disso,
00:04:40e me relacionei muito, inclusive, com arte e com cultura,
00:04:43a mamãe é super viva,
00:04:45psicóloga, Maria Helena Buono Calaim,
00:04:47meu avô italiano, Buono,
00:04:48meu nome é Luiz André Buono Calaim,
00:04:50mas pilotar, pilotar não,
00:04:52mas conheço bastante aviação, Isabela.
00:04:54Então, foi essa possibilidade de viajar muito
00:04:59na sua infância e juventude
00:05:01que te colocou em contato com a arte,
00:05:03que te fez querer...
00:05:04Cara, duas coisas, Isabela,
00:05:06mas você tem razão também.
00:05:09Na verdade, no Brasil,
00:05:11minha mãe sempre foi muito ligada às artes,
00:05:13psicóloga, como eu disse,
00:05:15mas minha mãe sempre foi muito ligada às artes,
00:05:17então, eu sempre frequentei muito no Brasil,
00:05:19no Rio de Janeiro,
00:05:20a gente, às vezes, viajava pelo Brasil,
00:05:21vínhamos a São Paulo,
00:05:22então, sempre foi muito a teatro,
00:05:24muito a show,
00:05:25nós tínhamos, inclusive,
00:05:27duas cadeiras cativas no teatro municipal,
00:05:30lá no Rio de Janeiro,
00:05:31então, eu ia direto todas as quartas-feiras à noite,
00:05:34desde música erudita,
00:05:35passando por balé, enfim,
00:05:36muita música, portanto, né?
00:05:38Então, sempre muito convívio com arte,
00:05:41de uma maneira geral,
00:05:42não só shows,
00:05:43teatros, exposições, museus,
00:05:45aí, muito do viés da minha mãe,
00:05:46papai viajava muito,
00:05:47mas, quando a gente viajava, Isabela,
00:05:49e aí sim,
00:05:52certamente o que você falou tem muito a ver,
00:05:54quando a gente viajava,
00:05:56aí, Paris, Londres, Nova Iorque, Tóquio,
00:05:59bom, a gente viajou muito pelo mundo,
00:06:01eu realmente tive um privilégio muito grande nesse sentido,
00:06:04filho de piloto,
00:06:05a gente, essencialmente, ganhava as passagens,
00:06:07os hotéis,
00:06:08a gente sempre tinha de curtir,
00:06:09acho que eu só vou contar uma história aqui,
00:06:10que é curiosa,
00:06:11outro dia, conversando com uma amiga,
00:06:13em 1976,
00:06:15a gente fazia duas, três viagens por ano,
00:06:17em 1976,
00:06:18nós fizemos uma viagem para a Califórnia,
00:06:21mas também fomos ali a Las Vegas,
00:06:23que é o TAR,
00:06:25e em Las Vegas,
00:06:26nós ficamos no Hotel Hilton,
00:06:28que tinha um acordo operacional com a Varig,
00:06:30então, tinha lá um baita de um desconto,
00:06:31então, também,
00:06:31a gente tinha o privilégio de poder ficar
00:06:33numa bela cadeia de hotéis,
00:06:35e esse,
00:06:36em 76,
00:06:39nessa viagem,
00:06:41foi exatamente o período que,
00:06:42durante alguns anos,
00:06:44o artista, inclusive,
00:06:45já falecido,
00:06:46ele considera um erro na carreira dele,
00:06:48e o mercado considera também,
00:06:49mas ele lá estava,
00:06:51eu vi um show do Elvis Presley,
00:06:53no Hilton, Las Vegas,
00:06:54isso é uma loucura,
00:06:55né?
00:06:55Uma loucura!
00:06:57Eu tinha 10 anos,
00:06:58a gente estava hospedado no Hilton,
00:07:00de Las Vegas,
00:07:01e eu vi,
00:07:02claro que eu pude acompanhar,
00:07:03porque estava com os meus pais,
00:07:04mas eu vi um show do Elvis,
00:07:06em 1976,
00:07:08um negócio assim,
00:07:09que eu guardo na minha memória,
00:07:10uma loucura,
00:07:11ele ainda não está,
00:07:12ele já não era mais o mesmo Elvis,
00:07:14mas também não estava numa fase mais complexa,
00:07:16como depois ficou,
00:07:18mas foi bárbaro,
00:07:18mas voltando,
00:07:20o fato é que,
00:07:21realmente,
00:07:21por conta disso,
00:07:21eu tive muitas oportunidades,
00:07:23quanto é essa do Elvis,
00:07:24mas vi shows,
00:07:25fui a teatros,
00:07:26a museus,
00:07:27etc,
00:07:27também pelo mundo,
00:07:28isso,
00:07:29sem nenhuma dúvida,
00:07:30Isabela,
00:07:31mudou muito do meu DNA,
00:07:32da minha personalidade,
00:07:33e sobretudo,
00:07:35do meu amor pela arte,
00:07:36pela cultura.
00:07:37Mas ali ainda,
00:07:38você não tinha essa noção,
00:07:40de que você viria trabalhar com arte,
00:07:43porque aí você foi cursar comunicação.
00:07:46É, não,
00:07:46mas aí teve um episódio anterior,
00:07:48porque aí quando eu volto para o Brasil,
00:07:49é importante comentar isso também,
00:07:51quando eu volto,
00:07:51a gente inclusive estava falando sobre isso aqui,
00:07:53antes da gente começar o nosso bom bate-papo,
00:07:55quando eu volto para o Brasil,
00:07:57sei lá,
00:07:58mais ou menos meados dos anos 70,
00:08:00eu morava em Ipanema,
00:08:01eu fui para uma escola,
00:08:02que chamava-se Escola Ativa,
00:08:04e aí eu conheci,
00:08:05irmão querido até hoje,
00:08:06o Márcio Menescal,
00:08:08filho do Roberto,
00:08:09filho do Roberto Menescal.
00:08:11E ao conhecer o Márcio,
00:08:12eu acabei,
00:08:13o Roberto,
00:08:13eu tenho como meu segundo pai,
00:08:15eu já comentei,
00:08:15papai,
00:08:16saudoso comandante Calanho,
00:08:17como eu disse,
00:08:18já falecido,
00:08:18mas o Roberto é meu segundo pai,
00:08:20e ele,
00:08:21o Roberto,
00:08:22me considera da família também,
00:08:23ele sempre diz isso,
00:08:24enfim,
00:08:24ele é muito carinhoso,
00:08:25o nosso Roberto Menescal,
00:08:26que aliás,
00:08:27quero dizer um negócio para vocês,
00:08:29Roberto completou 88 anos,
00:08:32em pleno palco do Blue Note Rio,
00:08:34lá na Avenida Atlântica,
00:08:35no Rio de Janeiro,
00:08:36e Roberto Menescal,
00:08:37entre muitos brasileiros e brasileiras,
00:08:38mas Roberto Menescal,
00:08:40é a prova absoluta,
00:08:41que idade,
00:08:42está na cabeça,
00:08:4388 anos a mil por hora,
00:08:45produzindo,
00:08:46cantando,
00:08:47compondo,
00:08:48brilhante,
00:08:48brilhante,
00:08:49bom,
00:08:49por que eu estou contando isso,
00:08:50Isabela?
00:08:52Mergulhei na família Menescal,
00:08:54o Menescal morava ali,
00:08:55na Esconde Pirajá,
00:08:56isso é Ipanema,
00:08:57e ele morava no primeiro piso,
00:08:59e a casa dele,
00:09:00era um apartamento ótimo,
00:09:01um apartamento grande,
00:09:02na época o Roberto,
00:09:03era diretor artístico da Poligrã,
00:09:05que era a maior gravadora,
00:09:06a segunda era a CBS,
00:09:07mas Poligrã era muito maior na época,
00:09:09anos 70,
00:09:11e ele morava nesse apartamento,
00:09:13esse apartamento tinha um baita de um jardim enorme,
00:09:15era o primeiro andar e piso,
00:09:16portanto no piso da rua,
00:09:19tinha um baita de um jardim para trás,
00:09:21e no fundo tinha o chamado quarto da música,
00:09:24bom,
00:09:24o vizinho do Roberto era a Nara,
00:09:27só a Nara Leão,
00:09:28bom,
00:09:28nesse convívio com o Roberto,
00:09:30eu tive a oportunidade não só de conviver com a Nara,
00:09:32como de milhares de artistas,
00:09:33inclusive o Roberto era diretor artístico da Poligrã,
00:09:36e aí acontecia um negócio que era bárbaro,
00:09:38bárbaro,
00:09:39bárbaro,
00:09:39é claro que quem nunca trabalha em gravadora não sabe,
00:09:42mas toda gravadora,
00:09:43na sexta-feira,
00:09:44depois eu vim a trabalhar em gravadora,
00:09:46em algum momento a gente vai chegar lá nessa conversa,
00:09:48toda gravadora na sexta-feira distribuía para os principais executivos,
00:09:52um negócio chamado suplemento,
00:09:53o que era isso?
00:09:54em LP inclusive,
00:09:56long play,
00:09:57os discos,
00:09:58e aí o executivo recebia esse volume de discos que eram os lançamentos que aconteciam naquela semana,
00:10:06vinha carimbado com a amostra grátis,
00:10:08mas era na média Isabela,
00:10:10cara,
00:10:1120,
00:10:1130 discos diferentes por semana,
00:10:14bom,
00:10:14conclusão geral,
00:10:15estava lá com o Márcio,
00:10:16chegava o Roberto da Poligrã,
00:10:18seis e meia,
00:10:19sete,
00:10:20oito horas da noite,
00:10:21e vinha com esse tal desse suplemento,
00:10:23bom,
00:10:23eu e o Márcio,
00:10:24a gente ia para o quarto da música e mergulhava para ouvir aqueles álbuns todos na vitrola,
00:10:29porque era vitrola,
00:10:30e aí,
00:10:31enfim,
00:10:31eu tive um mergulho também mega,
00:10:34imensamente profundo no mundo da música,
00:10:35de novo,
00:10:36pelo convívio com o Menesca,
00:10:37pelos artistas que obviamente transitavam na casa do Roberto,
00:10:41e também por essa onda que acontecia no quarto da música,
00:10:43então,
00:10:44nesse momento,
00:10:45não que eu soubesse que ia trabalhar com música,
00:10:47mas de novo,
00:10:48eu comecei a moldar num certo sentido,
00:10:51realmente um DNA muito profundo,
00:10:53que tem a ver com arte,
00:10:54com cultura,
00:10:55nesse caso específico,
00:10:56com música.
00:10:56Hoje,
00:10:57o suplemento quer dizer outra coisa,
00:10:58né?
00:10:59É,
00:10:59suplemento,
00:11:01as palavras se ressignificam,
00:11:04ressignificam,
00:11:04mas na época o suplemento era isso.
00:11:05E eram artistas nacionais e internacionais.
00:11:08Internacionais,
00:11:08é,
00:11:08os lançamentos da companhia nacionais e internacionais.
00:11:11Vocês ficam sabendo ali super em primeira mão.
00:11:13É primeiríssima,
00:11:14imagina,
00:11:14um mundo que não tinha nem perto de internet,
00:11:16não tinha nada que havia,
00:11:17era rádio,
00:11:18e os discos que você ia nas lojas comprar,
00:11:20né?
00:11:21Quer dizer,
00:11:21mundo completamente diferente do mundo de hoje.
00:11:23E aí você foi,
00:11:24daí,
00:11:25estudar publicidade,
00:11:27comunicação.
00:11:28É,
00:11:28não havia na época,
00:11:29imagina,
00:11:30né?
00:11:30Eu tô falando aí quando eu,
00:11:32enfim,
00:11:32eu tô nessa trajetória,
00:11:33viajando muito,
00:11:34conhecendo muito,
00:11:35indo muito ao festival,
00:11:36etc.
00:11:37Imagina,
00:11:37em 1980,
00:11:38rolou um circo voador lá no Orpoador.
00:11:40Em 1980,
00:11:41eu tinha,
00:11:42eu tinha 14 anos,
00:11:44uma coisa assim.
00:11:45A Blitz estava estourada,
00:11:46e o circo voador foi montado lá no Orpoador,
00:11:48canto esquerdo da praia de Ipanema ali,
00:11:51e eu vi,
00:11:51por exemplo,
00:11:52a Blitz ali,
00:11:53eu surfava,
00:11:54surfa ainda,
00:11:54mas na época eu surfava,
00:11:55terminei de surfar num sábado,
00:11:57botei a praia,
00:11:58circo voador,
00:11:58o que que é isso?
00:11:59Entrei lá,
00:12:00aí vi a Blitz,
00:12:02né?
00:12:02Evandro Mesquita,
00:12:03né?
00:12:03Com a turma toda,
00:12:04Fernandinho Abreu,
00:12:05com Você Não Soube Me Amar Explodido,
00:12:08inclusive na época,
00:12:09em 1980,
00:12:09verão de 80,
00:12:11né?
00:12:11Era uma tenda,
00:12:12politicamente totalmente incorreto,
00:12:15e era o máximo.
00:12:16E nesse dia,
00:12:17inclusive,
00:12:17depois quando a Blitz terminou o show,
00:12:18eles apresentaram uma banda,
00:12:20ó,
00:12:20tá pintando uma banda nova aqui,
00:12:21uma banda nova,
00:12:22aí entra o Barão Vermelho,
00:12:24que inclusive tinha o Cazuso,
00:12:25como lead singer,
00:12:26enfim.
00:12:26Então,
00:12:28toda essa convivência com música,
00:12:30não havia uma universidade focada em,
00:12:32não havia nada disso,
00:12:33né?
00:12:34Marketing,
00:12:34etc.
00:12:35Eu sempre me achei comunicativo,
00:12:37né?
00:12:37Faz parte um pouco,
00:12:38né?
00:12:38Do meu perfil.
00:12:40Aí eu achei,
00:12:40ah,
00:12:40vou fazer comunicação,
00:12:42e fui fazer comunicação na PUC,
00:12:44e me especializei em publicidade e propaganda,
00:12:46que particularmente também é um segmento que eu adoro.
00:12:49Então,
00:12:49só do ponto de vista acadêmico,
00:12:50é isso,
00:12:51eu sou formado em comunicação social pela PUC do Rio de Janeiro,
00:12:55especialização em publicidade e propaganda.
00:12:57E aí você foi para Standard,
00:12:58ou Guilvi?
00:12:59Isso,
00:13:00né?
00:13:00E que tal essa experiência?
00:13:02Espetacular,
00:13:03quer dizer,
00:13:03uma experiência,
00:13:04trabalhar em agência é uma experiência bárbara,
00:13:06eu acho,
00:13:07né?
00:13:07A onda das agências,
00:13:08quer dizer,
00:13:09uma onda muito veloz,
00:13:10parte do que eu sou hoje,
00:13:11tem a ver com esse período,
00:13:13né?
00:13:13Da Standard,
00:13:14Ogilvi Matter,
00:13:14né?
00:13:15Hoje é só Ogilvi,
00:13:16né?
00:13:16Aliás,
00:13:16vou aproveitar para mandar um beijo aqui para o Luiz Leite,
00:13:19Luiz Leite,
00:13:20inclusive,
00:13:21Luiz Leite é dessa época,
00:13:22eu estou falando de 1985,
00:13:26sei lá,
00:13:26quatro,
00:13:27bom,
00:13:27e o Luiz Leite já estava na companhia,
00:13:30no Rio de Janeiro,
00:13:31hoje o Luiz segue na Ogilvi,
00:13:33né?
00:13:33É impressionante estar na Ogilvi aqui de São Paulo,
00:13:35então,
00:13:35beijo Luiz Leite,
00:13:36ó,
00:13:37beijo querido,
00:13:38grande Luiz Leite,
00:13:39é,
00:13:40mas eu ingresso na Sony,
00:13:41e na,
00:13:42perdão,
00:13:42na Standard,
00:13:43na Standard Ogilvi,
00:13:44e foi para mim uma experiência muito importante,
00:13:46adorei a experiência,
00:13:47e uma das contas que eu atendia era a conta da Companhia Cervejaria Brahma,
00:13:53essa era a conta,
00:13:54uma das contas,
00:13:54eu atendia,
00:13:55eu era atendimento,
00:13:56eu entrei na posição de executivo,
00:13:58na verdade,
00:13:58eu entrei como estagiário no tráfego,
00:14:00depois fiquei na produção,
00:14:01fez um pouco de tudo,
00:14:03e aí acabei sendo contratado,
00:14:04fui efetivado,
00:14:05né?
00:14:05Porque eu entrei como estagiário,
00:14:06e fui trabalhar no atendimento,
00:14:08eu atendia três contas,
00:14:10eu atendi a Brahma,
00:14:11que não tinha nada a ver com garantia,
00:14:13era uma companhia controlada por duas famílias,
00:14:16origem alemã,
00:14:16mas cariocas,
00:14:17mas eu atendia a Brahma,
00:14:18Bauschlomb,
00:14:19e a Flachman Royal,
00:14:21atendia essas três empresas,
00:14:22para mim foi um período riquíssimo,
00:14:24trabalhar em agência até hoje em dia,
00:14:26eu admiro muito,
00:14:26sou publicitário de formação,
00:14:29é um lugar com uma energia,
00:14:31com uma velocidade,
00:14:32com uma necessidade de,
00:14:33né?
00:14:34Muita ligação,
00:14:35que é parte importantíssima do,
00:14:38enfim,
00:14:38para moldar,
00:14:39né?
00:14:39O empresário que sou,
00:14:40e mesmo executivo que fui,
00:14:41que fui posterior a Sony Music.
00:14:43E atender a Brahma te levou a trabalhar na Brahma.
00:14:45É,
00:14:46aí eu atendi a Brahma,
00:14:47a companhia Cervejaria Brahma,
00:14:48cuja filial era no Rio de Janeiro,
00:14:50onde hoje é o Sambódromo,
00:14:51porque não tinha Sambódromo nessa época,
00:14:53inclusive,
00:14:54então,
00:14:54hum,
00:14:56eu atendi a Brahma,
00:14:57e aí a Brahma,
00:14:59enfim,
00:15:00os executivos,
00:15:01na época,
00:15:02dois executivos,
00:15:03um deles o Alberto Serqueira Lima,
00:15:05ele,
00:15:06enfim,
00:15:07gostou do meu trabalho,
00:15:08gostou do meu perfil,
00:15:09etc,
00:15:09e me convidou para ir para a Brahma.
00:15:10Aí eu vou para a Brahma,
00:15:12meados dos anos 80,
00:15:14vou para a Brahma,
00:15:15como gerente de produto de refrigerantes Brahma,
00:15:18né?
00:15:18Entrei como assistente,
00:15:19aí dei uma resumida,
00:15:20mas logo na sequência,
00:15:21virei gerente de produto de refrigerantes Brahma,
00:15:25Guaraná Brahma,
00:15:26Limão Brahma,
00:15:27Tônica Brahma e Sukita,
00:15:29né?
00:15:30Famosa,
00:15:31emblemática,
00:15:31emblemática,
00:15:32Suquita,
00:15:33enfim,
00:15:34então fui para a Brahma para,
00:15:36né?
00:15:36Comecei de novo como assistente,
00:15:39estagiário primeiro,
00:15:41depois assistente,
00:15:41perdão,
00:15:42assistente,
00:15:42não estagiário,
00:15:43assistente,
00:15:44depois virei gerente de produto de refrigerantes Brahma.
00:15:46E aí,
00:15:47depois veio a Sony,
00:15:49depois de ter frequentado a casa do Menesca,
00:15:52né?
00:15:52Como você chama,
00:15:54de ter contato com a Poligrância,
00:15:56foi vice-presidente da Sony,
00:15:58que era uma grande gravadora à época.
00:16:00É,
00:16:00aí da Brahma,
00:16:02na Brahma,
00:16:03eu só vou mencionar um breve,
00:16:06enfim,
00:16:07só vou dar aqui uma breve informação,
00:16:08em 89,
00:16:09o Banco Garantia compra a Brahma,
00:16:11a Companhia Cervejaria Brahma,
00:16:12aí o trio de grandes investidores,
00:16:15desde daquela época,
00:16:16Jorge Paulo Lema,
00:16:17Marcel Teles e Beto Cicupira,
00:16:19quando eles compram a companhia,
00:16:21há uma mudança muito grande,
00:16:22a Brahma era atendida por cinco agências,
00:16:24era Salles,
00:16:25a Denison,
00:16:26que me atendia,
00:16:27Celso Japiaçu,
00:16:28esse é um ícone da indústria da Brahma,
00:16:30propaganda no Brasil,
00:16:31Celso Japiaçu,
00:16:33que era a Denison,
00:16:35a Thompson atendia a Brahma também,
00:16:37a Arteplan atendia a Brahma também,
00:16:39e a Standard Ogui Vemera atendia também,
00:16:42cada uma dessas cinco agências tinha todas as contas,
00:16:44mas quando garantia a compra,
00:16:45eles fecham com a Fischer e Justos,
00:16:48Eduardo Fischer e Roberto Justos,
00:16:50que eu conheci na virada de 89 para 90,
00:16:53que aí todas as agências saíram,
00:16:54ficou somente essa agência,
00:16:56e aí eu virei gerente de produto de Skol,
00:16:58sou muito orgulhoso de dizer isso,
00:17:00porque todo o reposicionamento dessa cerveja,
00:17:03desse produto,
00:17:04nasce comigo e com uma figura,
00:17:06que é outro querido,
00:17:06que é o Fernando Luna,
00:17:08outro grande publicitário,
00:17:10que no final do dia,
00:17:11em conversas conosco na Brahma,
00:17:13a gente entendeu que Skol deveria ser uma cerveja jovem,
00:17:16descolada,
00:17:17ligada à música,
00:17:18ligada à...
00:17:19nessa época também já há muita conexão com música.
00:17:23Perdão,
00:17:23e aí a gente começa a fazer todo o reposicionamento,
00:17:27até que eu recebo um convite
00:17:29para ir para onde, Isabela?
00:17:31Para ir para onde?
00:17:32Para ir para uma gravadora,
00:17:33justo eu, né?
00:17:34E é curioso,
00:17:35porque até hoje,
00:17:36se você vai no mercado de uma maneira geral,
00:17:39e pergunta para a pessoa,
00:17:39como é que é a dinâmica de uma gravadora?
00:17:41É um negócio ultra ali,
00:17:43as pessoas não sabem direito como funciona,
00:17:45isso estou falando de 2026,
00:17:46agora imagina isso,
00:17:47em 1990,
00:17:49estou falando de 36 anos atrás,
00:17:51é muito tempo atrás.
00:17:52Bom,
00:17:54e aí eu recebo esse convite,
00:17:56aí diz que ia,
00:17:57depois não ia,
00:17:57aí tem até,
00:17:58eu tenho um livro lançado,
00:17:59tem uma história de vai e vem,
00:18:00não vou contar essa história aqui,
00:18:01senão vai ficar longo,
00:18:02mas o fato é
00:18:03que eu acabo topando
00:18:06e vou para a Sony,
00:18:07e aí chego na Sony
00:18:08e mergulho nesse planeta,
00:18:10que aí realmente,
00:18:11esses meus anos,
00:18:12foram 11 anos de Sony Music,
00:18:13final de 1990 até 2000,
00:18:16e aí realmente eu entro,
00:18:18como head de marketing,
00:18:19depois vice-presidente da companhia,
00:18:21e cheguei a ser presidente
00:18:22de um dos labels da companhia,
00:18:23que é o label Epic,
00:18:25que chama.
00:18:25Então,
00:18:26foram 11 anos,
00:18:27Isabela,
00:18:28que complementaram
00:18:29esse meu mergulho
00:18:30na arte e na cultura,
00:18:31porque aí 11 anos,
00:18:32como um auto-executivo
00:18:34de uma multinacional da música,
00:18:36desde aquela época,
00:18:37líder absoluta no segmento,
00:18:38da indústria da música,
00:18:40o privilégio imenso
00:18:42de trabalhar com artistas nacionais,
00:18:44internacionais,
00:18:44lançar artistas nacionais,
00:18:46internacionais,
00:18:47e viajar o mundo,
00:18:48e no fundo,
00:18:49Isabela,
00:18:49música está em tudo,
00:18:51música está na propaganda
00:18:53que a gente está falando aqui,
00:18:54música está no teatro,
00:18:55música está no podcast,
00:18:56é a ideia,
00:18:56música está em toda parte.
00:18:58Então,
00:18:58esse meu mergulho
00:18:59de 11 anos,
00:19:00essencialmente 11 anos,
00:19:01numa grande gravadora,
00:19:02significou também
00:19:03um mergulho
00:19:04na economia criativa
00:19:06como um todo,
00:19:06realmente no Brasil
00:19:07e no mundo.
00:19:08E você pegou
00:19:09um período muito
00:19:11em que a gravadora
00:19:12era essencial
00:19:13para alavancar
00:19:14a carreira de um artista.
00:19:16Nossa, Isabela,
00:19:17total.
00:19:17E era a época dos CDs,
00:19:19só que daí você falou
00:19:20que foi até 2000,
00:19:21então era bem a transição,
00:19:23aquela ruptura,
00:19:24começo da ruptura,
00:19:25né?
00:19:26Cara,
00:19:27é um podcast,
00:19:30só vou botar a história,
00:19:31vou dar uma hiper resumida
00:19:32aqui, Isabela.
00:19:33Eu entrei na Sônia
00:19:34era o mundo do LP
00:19:34e do cassete,
00:19:35não tinha nem CD,
00:19:36né?
00:19:37Quando eu entrei na Sônia.
00:19:37Você deveu um tempinho
00:19:38depois.
00:19:39Eu participei
00:19:40da implementação
00:19:42do formato CD
00:19:43na indústria da música
00:19:44no Brasil,
00:19:45inclusive a Sony
00:19:46foi a única companhia
00:19:47que chegou a ter fábrica
00:19:48de CD,
00:19:49que era em Manaus,
00:19:50tá?
00:19:50Então a gente começou
00:19:51a implementar o formato CD
00:19:53como uma nova tecnologia
00:19:54aqui no Brasil.
00:19:56Agora,
00:19:56eu tive realmente
00:19:56o privilégio de trabalhar
00:19:58primeiro com artistas
00:19:59estabelecidos,
00:20:00quando eu chego na gravadora,
00:20:01eu era head de marketing,
00:20:03então havia
00:20:03toda uma dinâmica
00:20:04para lançar um artista,
00:20:06né?
00:20:06Eu já já falo
00:20:07da diferença de hoje em dia
00:20:08que eu acho que vale a pena,
00:20:09você que está nos assistindo aqui
00:20:10vai curtir,
00:20:11mas o fato é
00:20:12que eu tive o privilégio
00:20:13de trabalhar com grandes artistas
00:20:15já estabelecidos,
00:20:16então,
00:20:16quando chego na Sony,
00:20:18conheço,
00:20:18são amigos até hoje,
00:20:19mas trabalhava com
00:20:20Roberto Carlos,
00:20:22Martinho da Vila,
00:20:23de Javão,
00:20:24enfim,
00:20:24gigantes,
00:20:25até hoje,
00:20:26gigantes,
00:20:27né?
00:20:27Mas também tive o privilégio
00:20:29de lançar novos artistas
00:20:30e aí faço uma ressalva,
00:20:31Isabela,
00:20:32é importante mencionar
00:20:34que tem executivo de gravadora
00:20:35que diz assim,
00:20:36ah,
00:20:36eu fiz fulano,
00:20:37eu fiz cicrano,
00:20:38isso é uma bobagem,
00:20:39quer dizer,
00:20:39o que a gravadora faz,
00:20:41até hoje,
00:20:42hoje muito menos,
00:20:43porque há uma dependência
00:20:44muito menor,
00:20:44mas você foi perfeita,
00:20:45na época era uma dependência gigante,
00:20:47o que uma gravadora fazia
00:20:49era primeiro
00:20:50identificar um talento
00:20:51e entender que aquele artista
00:20:52tinha um mega potencial
00:20:53e depois construir
00:20:55uma jornada planejada,
00:20:56pensada,
00:20:57a Sony foi muito profissional
00:20:58nesse meu período,
00:20:59né?
00:21:00Junto com outras pessoas,
00:21:01menciono aqui o presidente
00:21:01da companhia,
00:21:02que era o Roberto Augusto,
00:21:03que para mim é o maior
00:21:04dos executivos que a indústria
00:21:05da música já conheceu
00:21:06aqui no Brasil
00:21:07e na minha visão
00:21:07dos maiores do mundo,
00:21:09conheci alguns
00:21:09como Tomás Moez,
00:21:10etc,
00:21:11que era um espanhol,
00:21:12mas o Roberto realmente
00:21:13totalmente fora da curva,
00:21:15mas,
00:21:17realmente tivesse o privilégio
00:21:19de lançar novos talentos,
00:21:20então o que a gravadora faz
00:21:21é planejar,
00:21:22investir,
00:21:23dar um caminho,
00:21:24mas no fundo, Isabela,
00:21:25o talento é do artista,
00:21:27sem o qual,
00:21:28e eu adoro uma palavra
00:21:30que se chama
00:21:30verdade,
00:21:32sem uma verdade artística,
00:21:34você pode até ter
00:21:34um produto de marketing
00:21:36localizado
00:21:37que dura um período
00:21:37e acaba,
00:21:38mas sem verdade
00:21:39você não tem longevidade,
00:21:40então,
00:21:41lancei também
00:21:41muitos artistas nacionais,
00:21:43sobretudo pelo talento deles,
00:21:44mas Cidade Negra,
00:21:47Jota Quest,
00:21:48Gabriel Pensador,
00:21:50saudoso Chico Sainz,
00:21:52que continua acima do tempo,
00:21:54Chico,
00:21:55eu fui
00:21:55para Pernambuco
00:21:57conversar com ele,
00:21:59eu sento na mesa,
00:22:00eu,
00:22:00diretor artista,
00:22:01gravador,
00:22:01o presidente,
00:22:02vamos sentar aqui,
00:22:04vamos falar,
00:22:04gravador,
00:22:05aquele esquema,
00:22:05Chico Sainz,
00:22:07mas antes,
00:22:08Calainho,
00:22:08vamos pedir uma cerveja
00:22:10que é para a gente pensar melhor,
00:22:11isso inclusive está
00:22:12em uma das canções,
00:22:13você sabe disso.
00:22:13Isso foi antes
00:22:14da música existir?
00:22:16Ah, super,
00:22:17mas quando a gente
00:22:17foi contratar o Chico,
00:22:19lá em Pernambuco,
00:22:20lá em Recife,
00:22:21bom,
00:22:21então,
00:22:22muitos artistas nacionais,
00:22:23tive o privilégio de lançar,
00:22:24como também trabalhei
00:22:25com grandes,
00:22:26gigantes internacionais,
00:22:27trabalhei com Michael Jackson,
00:22:28de levar papo,
00:22:30um gênio,
00:22:30um gênio,
00:22:31a despeito de toda a polêmica
00:22:32ao entorno do artista,
00:22:34é realmente o rei do pop,
00:22:35Michael Jackson,
00:22:36realmente um cara
00:22:37completamente fora da cura,
00:22:39mas trabalhei com Michael Jackson,
00:22:40com Bob Dylan,
00:22:41com Bruce Springsteen,
00:22:41Rúlio Iglesias,
00:22:43outro irmão querido,
00:22:44Rúlio,
00:22:45realmente um dos maiores,
00:22:46aliás,
00:22:46vendedores de discos do mundo,
00:22:48trabalhei com o Rúlio,
00:22:49e também tive o privilégio
00:22:50de lançar artistas,
00:22:51como Shakira,
00:22:52que montamos uma estratégia gigante,
00:22:54Shakira,
00:22:54ela inclusive diz
00:22:55que a projeção internacional
00:22:57que passou a ter
00:22:57começa com o resultado do Brasil,
00:22:59mas nós lançamos Shakira,
00:23:01Celine Dion,
00:23:02Mariah Carey,
00:23:02Jamiro Kui,
00:23:03Pearl Jam,
00:23:04Eddie Vedder,
00:23:04outro queridaço,
00:23:05um gênio,
00:23:07legal,
00:23:07então foram anos
00:23:08muito importantes,
00:23:09Isabela,
00:23:09onde eu realmente
00:23:10mergulhei nesse universo
00:23:11da arte,
00:23:12da cultura,
00:23:12através da música.
00:23:13E aí você
00:23:14até pensou,
00:23:16né,
00:23:16isso assim,
00:23:17que era uma próxima
00:23:18pergunta que eu ia te fazer,
00:23:21as gravadoras
00:23:22eram mais preponderantes,
00:23:24aí teve essa disrupção
00:23:24da internet,
00:23:25como é que você vê
00:23:26o mercado da música
00:23:27hoje,
00:23:28porque tem streaming,
00:23:29tem YouTube,
00:23:30para você descobrir
00:23:34um artista hoje
00:23:35é muito diferente,
00:23:36né?
00:23:37Cara,
00:23:37pergunta ótima,
00:23:38assim,
00:23:38primeiro,
00:23:38vamos lá,
00:23:39nos meus anos
00:23:40de gravadora,
00:23:42mais ou menos o seguinte,
00:23:43Isabela,
00:23:45eram as cinco majors,
00:23:46aí a gente está falando
00:23:47da Sony,
00:23:47que era a líder,
00:23:48mas enfim,
00:23:48Sony Music Universal,
00:23:49BMG,
00:23:50Warner e EMI,
00:23:51hoje só existem
00:23:52no Brasil três,
00:23:53as outras foram absorvidas,
00:23:55compradas,
00:23:55não estão mais aqui,
00:23:56mas hoje você tem
00:23:56no Brasil Sony,
00:23:57Universal e Warner,
00:23:59mas na minha época
00:24:00eram cinco,
00:24:00e a Som Livre,
00:24:01do outro irmão querido,
00:24:03saudoso João Araújo,
00:24:04pai do Cazuza,
00:24:05que era o head da Som Livre,
00:24:07e cada gravadora,
00:24:09tinha mais ou menos ali
00:24:10um grupo de quatro,
00:24:11cinco executivos,
00:24:12que era o presidente
00:24:13da companhia,
00:24:14o diretor artístico,
00:24:15o diretor de marketing,
00:24:16head de marketing,
00:24:17VP de marketing,
00:24:20e eventualmente
00:24:20mais uma ou duas,
00:24:21cada gravadora
00:24:22tinham cinco pessoas
00:24:23que decidiam
00:24:24quem ia contratar,
00:24:26que músicas daquele artista
00:24:28seriam lançadas,
00:24:29seriam as músicas de trabalho,
00:24:30hoje em dia
00:24:31chamam-se singles,
00:24:32então no fundo
00:24:33você está falando aqui
00:24:34porque a Som Livre
00:24:34essencialmente
00:24:35não lançava novos artistas,
00:24:36teve lá Xuxa,
00:24:38mas não lançavam,
00:24:39Som Livre era muito mais
00:24:40uma gravadora
00:24:41de compilações,
00:24:43coletâneas de novelas
00:24:44da TV Globo,
00:24:45aliás,
00:24:45sempre de uma maneira
00:24:47muito bem feita,
00:24:48brilhante,
00:24:48mas não era uma gravadora
00:24:49lançadora de artigos,
00:24:50tinha os cinco que lançavam,
00:24:51que eram as que eu já mencionei,
00:24:53então você multiplica
00:24:54cinco pessoas
00:24:55vezes cinco gravadoras,
00:24:5625 pessoas,
00:24:58tá,
00:24:59eu estou falando
00:25:00do meu período,
00:25:00mas isso valeu
00:25:01para trás também,
00:25:02entre 20 e 30 pessoas
00:25:05comandaram
00:25:05o que o mercado brasileiro
00:25:07gostava de música,
00:25:08ponto,
00:25:09quem ia ser contratado,
00:25:10que música ia ser
00:25:11trabalhada,
00:25:11etc,
00:25:12agora,
00:25:13isso tinha por um lado
00:25:14uma coisa mais hermética
00:25:15fechada,
00:25:16mas por outro
00:25:16você tinha uma determinada
00:25:18curadoria,
00:25:19então todas as gravadoras
00:25:21se preocupavam
00:25:21com os artistas
00:25:22mais populares,
00:25:23se preocupavam
00:25:24com os artistas
00:25:25mais rock'n'roll,
00:25:26mais lá do C,
00:25:28mas também se preocupavam
00:25:29com os artistas
00:25:30bem segmentados,
00:25:31então as gravadoras todas,
00:25:33inclusive tinham labels,
00:25:34as gravadoras todas
00:25:36tinham mais ou menos
00:25:36esse pensamento,
00:25:38muito bem,
00:25:40hoje não é mais assim,
00:25:41quer dizer,
00:25:41as gravadoras tem,
00:25:43claro que tem sua importância,
00:25:45mas os artistas
00:25:46ganharam voz direta
00:25:50com um nível de conexão
00:25:51com o consumidor final
00:25:52que elas não tinham a época,
00:25:54a gravadora precisava,
00:25:55a gravadora,
00:25:56o artista precisava
00:25:57da gravadora
00:25:58para ir no Faustão,
00:26:00para ir no Gugu,
00:26:02para ir no Luciano Huck,
00:26:03para tocar nas FM's,
00:26:05para fazer um trabalho
00:26:06de imprensa,
00:26:07hoje o artista
00:26:08tem suas redes sociais,
00:26:09o artista tem
00:26:10suas conexões,
00:26:11o artista,
00:26:11então o mercado
00:26:12mudou completamente,
00:26:13aí você me pergunta,
00:26:14mas qual é a grande
00:26:15diferença do mercado
00:26:15daquela época
00:26:16para esse?
00:26:18Nesse momento
00:26:19a gente tem o mercado
00:26:20por um lado
00:26:21que ele,
00:26:22num certo sentido,
00:26:23é até um pouco
00:26:24mais democrático,
00:26:25porém,
00:26:26porém,
00:26:27o que acontece,
00:26:28como o mercado brasileiro
00:26:30é um mercado,
00:26:31pela natureza do país,
00:26:32não tem bom nem ruim,
00:26:33mais popular,
00:26:34e os artistas passam
00:26:35a ter voz,
00:26:37o que acontece,
00:26:38os artistas mais populares
00:26:39e os gêneros mais populares,
00:26:41eles preponderam muito,
00:26:43então às vezes me perguntam,
00:26:44pô, Calaí,
00:26:45mas não tem mais um Caetano
00:26:47no Brasil,
00:26:47não tem mais um Djavan,
00:26:49não tem mais uma Adriana Calcanhoto,
00:26:51tem e muito,
00:26:53Isabela,
00:26:54só que a preponderança
00:26:55do sertanejo,
00:26:56do funk,
00:26:58do pagode,
00:26:59ela é tão grande
00:27:00como esses artistas
00:27:01passam a ter,
00:27:01e essa coradoria,
00:27:02essa conexão direta
00:27:04e a coradoria
00:27:04já não existe
00:27:05nesse nível
00:27:06como havia,
00:27:08as pessoas têm uma visão,
00:27:09mas que é uma visão equivocada,
00:27:11a gente segue tendo
00:27:12milhares de Caetano,
00:27:13não, milhares seria um exagero,
00:27:14mas muitos Caetanos,
00:27:16muitos Djavan,
00:27:18Gilberto Gil,
00:27:19muitos,
00:27:20mas eles têm
00:27:21muita dificuldade
00:27:22de aparecer,
00:27:23porque essa é a preponderação,
00:27:24eu diria que essa talvez
00:27:25seja a grande diferença
00:27:26daquela época
00:27:27para essa época.
00:27:28Mas existe uma oportunidade
00:27:29aí de achar.
00:27:30Por isso que eu digo
00:27:30que é mais democrático,
00:27:32num certo sentido,
00:27:33então,
00:27:33se você que está nos assistindo
00:27:34aqui não há ideia
00:27:35do nosso queridíssimo
00:27:37Meio Mensagem,
00:27:38e está afim de fuçar,
00:27:40olhar,
00:27:41vai encontrar,
00:27:43super vai,
00:27:43tem que olhar,
00:27:44tem que pesquisar,
00:27:44etc.
00:27:45No meu tempo era diferente,
00:27:46a dinâmica era diferente,
00:27:47então,
00:27:47não tem bom nem ruim,
00:27:49não tem melhor nem pior,
00:27:50tem um mundo
00:27:51que é completamente diferente.
00:27:53Numa entrevista recente
00:27:54que você deu,
00:27:55Calainho,
00:27:56para o Newton Bonder,
00:27:57você falou que viveu...
00:27:58Querido Newton.
00:27:59Viveu coisas inacreditáveis
00:28:01na Sony.
00:28:02Tem uma história
00:28:03que você se lembra
00:28:04para contar aqui para a gente?
00:28:05Cara,
00:28:06eu vou contar uma,
00:28:07que eu não sei
00:28:08se eu contei para o Newton,
00:28:09enfim,
00:28:12indústria da música
00:28:13nos anos 90
00:28:14era o que eu posso te dizer
00:28:15com toda a segurança,
00:28:17o Gramondo,
00:28:18quer dizer,
00:28:19era um negócio
00:28:20que não existe nada
00:28:21mais perto hoje em dia.
00:28:23Com o Rúlio,
00:28:23por exemplo,
00:28:24eu participei,
00:28:25junto com ele,
00:28:26o Rúlio,
00:28:27de turnês pelo Brasil,
00:28:31na época um G4,
00:28:32um Gulfstream 4
00:28:33que o Rúlio tinha,
00:28:34voando pelo Brasil
00:28:36e chegando nos lugares
00:28:37num nível realmente de...
00:28:39Mas um negócio
00:28:40que me marcou muito
00:28:41foi uma convenção
00:28:41que eu fui no Havaí,
00:28:42no Hawái,
00:28:43da Sony.
00:28:45Era uma convenção,
00:28:46enfim,
00:28:47para quem não conhece
00:28:48o Havaí,
00:28:48o Havaí,
00:28:49claro,
00:28:49todo mundo sabe,
00:28:50é um arquipélago,
00:28:51mas a ilha principal
00:28:52que não é a maior
00:28:53é o Aho,
00:28:54onde fica o Aikiki,
00:28:55onde fica a cidade,
00:28:56né?
00:28:56Legal.
00:28:57A maior cidade,
00:28:58a grande cidade do Hawái.
00:29:00Beleza.
00:29:00Aí a convenção
00:29:01era lá no hotel,
00:29:02né?
00:29:05Honolulu,
00:29:05desculpa.
00:29:06Em Honolulu,
00:29:08Aikiki é a praia.
00:29:09Em uma das praias
00:29:10de Oahu.
00:29:12Sim.
00:29:13Aikiki é uma das praias
00:29:14de Oahu,
00:29:14que é a ilha Honolulu,
00:29:15é a capital do Hawái.
00:29:17Beleza.
00:29:17Aí,
00:29:19convenção,
00:29:19tal,
00:29:20aí teve um dia à noite,
00:29:22agora vamos todo mundo,
00:29:23vai ter um show,
00:29:25vamos lá.
00:29:25Então a gente foi entrando
00:29:26no áudio,
00:29:26bom,
00:29:27a gente foi pra uma marina,
00:29:28nessa marina,
00:29:28existia um hidroavião
00:29:32pintado com as cores
00:29:33de cada país,
00:29:34eram,
00:29:35se eu não me engano,
00:29:3614 países,
00:29:37uma coisa assim,
00:29:37tinha um avião
00:29:38com as cores do Brasil,
00:29:39né?
00:29:40Bom,
00:29:41cada hidroavião decola
00:29:42de Oahu,
00:29:43tá?
00:29:44E aí pôs em Maui,
00:29:46que é a ilha mais selvagem
00:29:48do arquipélago do Hawái,
00:29:49pôs em Maui.
00:29:50E em Maui,
00:29:51a gente simplesmente
00:29:52viu um show montado,
00:29:53uma estrutura montada
00:29:54numa praia virgem
00:29:56de Maui,
00:29:58numa praia virgem,
00:29:59era um show que tinha
00:30:02Bob Dylan,
00:30:03Bruce Springsteen,
00:30:05e a gente foi apresentado
00:30:06a
00:30:08Celine Dion
00:30:11e Jamiroquai,
00:30:12então esses dois novos artistas
00:30:14e dois grandes artistas,
00:30:15numa praia,
00:30:16na ilha de Maui,
00:30:18que você acabou de chegar
00:30:19num hidroavião pintado
00:30:20com as cores brasileiras
00:30:21voando pelo oceano Pacífico
00:30:22em pleno Hawái.
00:30:23Põe Gramonde nisso.
00:30:25Mas que line-up
00:30:26mais misturado.
00:30:28Mas essa era a onda, né?
00:30:29Porque a gravadora justamente
00:30:30tava querendo estimular
00:30:31os executivos
00:30:32a trabalhar
00:30:33esses artistas do mundo.
00:30:34Tem um pouco dessa pegada.
00:30:35então essa é uma das histórias
00:30:37que eu me lembro.
00:30:37Mas tantas outras,
00:30:38imagina, tantas outras.
00:30:39Mas que emprego legal.
00:30:41E aí, assim...
00:30:42Legal, mas uma atrás...
00:30:43Porque às vezes as pessoas
00:30:44não levam em consideração
00:30:46o nível da pressão,
00:30:48a quantidade de coisa
00:30:49que você tem que operar,
00:30:51o relacionamento, né,
00:30:52com empresários,
00:30:53artistas, mídia.
00:30:54Então,
00:30:54era muito divertido,
00:30:56mas muita pressão.
00:30:56Mas muita responsa também, né?
00:30:58Era mais difícil lidar
00:30:59com os artistas
00:31:00ou com os empresários?
00:31:02Depende.
00:31:04Essa pergunta é boa.
00:31:05Mas aí depende, né?
00:31:06Eu sou um partidário
00:31:08de que são pessoas, né?
00:31:10Então,
00:31:10existem empresários
00:31:11e empresários,
00:31:12como assim,
00:31:13como da mesma forma
00:31:14existem artistas e artistas, né?
00:31:16Então,
00:31:16não tinha muita regra.
00:31:18Determinadas pessoas
00:31:19eram super easy
00:31:20que você nem apostaria
00:31:21que seriam.
00:31:22Determinadas pessoas
00:31:23que você apostaria
00:31:24que seriam mais easy,
00:31:25eram muito mais easy,
00:31:27muito mais complicadas.
00:31:28Então,
00:31:29varia, varia.
00:31:30Então,
00:31:30até aquele momento ali,
00:31:32até o final da sua trajetória
00:31:34na Sony,
00:31:34sua carreira tinha sido
00:31:35de executivo
00:31:36e aí,
00:31:37a partir dali,
00:31:38você resolveu empreender.
00:31:40Foi a sua intuição?
00:31:41Você fala muito
00:31:41sobre intuição?
00:31:42Super intuição.
00:31:43Recomendo a intuição.
00:31:44As pessoas deixam a intuição de lado.
00:31:45Recomendo dar luz à intuição,
00:31:47sem maluquice,
00:31:48mas dar luz à intuição.
00:31:50Como é que foi esse estalo?
00:31:51Não,
00:31:51assim,
00:31:52tem uma história anterior,
00:31:53inclusive é um dos trechos
00:31:54do meu livro.
00:31:56E,
00:31:57obviamente,
00:31:57você já me conhece, né,
00:31:58Isabela?
00:31:58Você percebe que eu,
00:31:59claro,
00:31:59sou acelerado
00:32:01e tenho uma cabeça
00:32:02sempre muito, né?
00:32:04Aliás,
00:32:04tanto nos meus tempos
00:32:06de agência,
00:32:07eu trabalhei com pessoas
00:32:08muito disruptivas
00:32:09na época da Standarov,
00:32:10muito disruptivas,
00:32:12muito inventivas,
00:32:13Fernando Luna,
00:32:15Cláudio Carillo,
00:32:16Luiz Vieira,
00:32:18pessoas muito inventivas,
00:32:19os criativos.
00:32:20Então,
00:32:21isso me moldou muito,
00:32:22pessoas que estavam
00:32:22sempre pensando
00:32:23de formas diferentes, né?
00:32:25Quando eu vou para a Brahma
00:32:28e a Brahma é comprada
00:32:30pelo Garantia,
00:32:31eu tive o privilégio
00:32:31de trabalhar muito perto
00:32:32do Marcel Teles, né?
00:32:34Primeiro,
00:32:35vou mandar um grande abraço
00:32:35para o Marcel também,
00:32:36outro amigo querido.
00:32:39E o Marcel sempre foi também
00:32:41uma pessoa muito disruptiva,
00:32:43muito inovadora,
00:32:44sempre,
00:32:44bom,
00:32:45não à toa eles construíram
00:32:46o que construíram.
00:32:47E quando eu entro na Sony,
00:32:48o Roberto Augusto,
00:32:49que já mencionei,
00:32:50ele também sempre foi, né,
00:32:52uma pessoa muito fora da curva,
00:32:54muito disruptiva,
00:32:55sempre na contramão.
00:32:56Bom,
00:32:57contratamos Chico Sainz.
00:32:58Chico continua,
00:32:59Isabela,
00:33:00contemporâneo hoje,
00:33:01assistindo a aparecer aqui.
00:33:02Muito,
00:33:03muito contemporâneo.
00:33:03E levar um papo contigo,
00:33:04ele continua na frente
00:33:06em 2026, né?
00:33:08E a Sony foi lá e contratou,
00:33:10foi lá para Pernambuco
00:33:10para contratar.
00:33:11Nós contratamos Daniela Mercury
00:33:13quando a música da Bahia
00:33:15era confinada
00:33:15à própria Bahia.
00:33:16Não existia esse negócio
00:33:17de axé música,
00:33:18Daniela Mercury
00:33:19deflagra a Bahia
00:33:20para o Brasil.
00:33:21Sertanejo,
00:33:22nós junto com outras duas gravadoras,
00:33:23a gente contratou
00:33:24Zezé de Camargo e Luciano,
00:33:25explodimos o Sertanejo,
00:33:26quando o Sertanejo
00:33:27era confinado
00:33:27no interior de São Paulo,
00:33:28Paraná,
00:33:29Mato Grosso.
00:33:30Então,
00:33:31Planet Ramp,
00:33:32Marcelo D2,
00:33:33outro amigo querido,
00:33:33Planet,
00:33:34imagina,
00:33:35hip hop,
00:33:36rap,
00:33:36isso aí era a periferia de São Paulo,
00:33:37vai lançar Planet Ramp no Brasil.
00:33:40Então,
00:33:41eu sempre fui movido muito
00:33:42por essa cabeça,
00:33:43muito disruptiva,
00:33:44por esse pensamento sempre de,
00:33:46né,
00:33:48buscar a lei.
00:33:48Muito bem.
00:33:49Bom,
00:33:49por que eu estou contando isso tudo?
00:33:52Em 1997,
00:33:54o Napster pintou
00:33:56e começou a incomodar
00:33:57a indústria da música,
00:33:59né,
00:33:59o que é isso aqui,
00:34:00o digital,
00:34:01a internet,
00:34:02o UOL é lançado em 1996,
00:34:05eu estava no Brasil,
00:34:06claro que a velocidade
00:34:07era menor do que no mundo,
00:34:08mas começou a incomodar,
00:34:09incomodar,
00:34:10conclusão geral,
00:34:11eu fui parar numa reunião
00:34:12em Nova York,
00:34:13a gente sempre fazia reuniões,
00:34:15né,
00:34:15grandes reuniões,
00:34:16na Madison,
00:34:17onde ficava a sede da Sony no mundo,
00:34:19com as outras quatro grandes gravadoras,
00:34:22as cinco médias,
00:34:23e ali se firmou uma discussão
00:34:25do que fazer com a sinapse,
00:34:27o que é sinapse,
00:34:28negócio de digital,
00:34:29internet,
00:34:31e eu,
00:34:32inclusive,
00:34:32fui voto vencido,
00:34:33porque virou uma discussão,
00:34:34eu falei,
00:34:34gente,
00:34:36cara,
00:34:37isso aqui é uma oportunidade,
00:34:38porque no fundo a gente não vende,
00:34:39na época só havia CD,
00:34:40não tinha mais LP e cassete,
00:34:42gente,
00:34:42a gente não vende CD,
00:34:44CD é um formato físico
00:34:46que me permite fazer
00:34:47com que a música
00:34:48chegue até a casa da Isabela,
00:34:50mas eu não vendo CD,
00:34:51eu vendo música,
00:34:52está pintando aqui um formato,
00:34:54que é um formato de,
00:34:55hoje você falando
00:34:56parece que o verso é de doido,
00:34:57mas há 30 anos atrás não,
00:34:59está pintando um formato
00:35:02que suprime
00:35:03a necessidade de um,
00:35:05suporte físico,
00:35:07fábrica,
00:35:08transporte,
00:35:08o que eventualmente
00:35:09eu posso mandar
00:35:10por esse negócio aí
00:35:11de internet,
00:35:12o browser na época
00:35:13era Netscape,
00:35:14que nem existe mais o browser,
00:35:16então isso é uma oportunidade,
00:35:18essa foi a minha visão
00:35:19como na época
00:35:20vice-presidente da Sony,
00:35:21então o que eu sugiro,
00:35:22gente,
00:35:22a gente continua vendendo CD,
00:35:24mas a gente vai montar,
00:35:25e aí toda a minha formação disruptiva,
00:35:27aquilo tudo que eu comentei,
00:35:28a gente vai construir
00:35:28uma jornada,
00:35:30uma jornada
00:35:32também nessa onda digital,
00:35:34vamos começar a pensar nisso,
00:35:35de repente a gente constrói,
00:35:36pensa como é que as gravadoras
00:35:38se unem,
00:35:38cria um ambiente digital
00:35:39para,
00:35:40eu fui um dos poucos,
00:35:42eu tinha um italiano
00:35:42que pensava como eu
00:35:43e um francês,
00:35:44eram os únicos,
00:35:45os três,
00:35:45o resto,
00:35:46todo mundo,
00:35:47não,
00:35:47que Netscape,
00:35:48entra com uma ação,
00:35:48nosso negócio vem,
00:35:49entraram com uma ação
00:35:50e derrubaram o Netscape,
00:35:51você lembra disso,
00:35:52só que aí veio casar,
00:35:54lá em meu ar,
00:35:54veio um monte pela internet,
00:35:56hoje todo mundo sabe,
00:35:57mas na época,
00:35:58e atropelou e atropelou,
00:36:00o que aconteceu?
00:36:02Apple,
00:36:03ultra disruptiva,
00:36:04lançou o iTunes
00:36:05e lançou o iPod,
00:36:08que que deveria ter lançado
00:36:09a indústria da música,
00:36:10de Apple nada,
00:36:11nós é que deveria,
00:36:12bom,
00:36:13nesse momento,
00:36:14Isabela,
00:36:14eu fiquei muito desconfortável,
00:36:15porque com esse meu jeito,
00:36:17eu falei,
00:36:17bom,
00:36:18vamos ficar aqui pra trás,
00:36:19tanto que a indústria da música,
00:36:20no mundo,
00:36:21não foi só no Brasil,
00:36:22evidente,
00:36:22no mundo,
00:36:23teve um vale de resultado
00:36:26de 12,
00:36:2715 anos,
00:36:28veio a se recuperar pra valer
00:36:30há 10,
00:36:3012 anos pra cá,
00:36:32mas vivia um período
00:36:33muito crítico,
00:36:34porque começou a ser atropelado
00:36:35por formatos digitais,
00:36:37ainda era aquela onda
00:36:37de segurar CD,
00:36:39enfim,
00:36:40e aí,
00:36:40bom,
00:36:40então nesse momento,
00:36:41eu decidi que ali
00:36:42não queria mais ficar,
00:36:43e foi essa a virada de chave,
00:36:45quando eu decido,
00:36:46em 1999 pra 2000,
00:36:48montar meu próprio negócio,
00:36:50que é a L21,
00:36:51você mencionou,
00:36:52L21 Corp,
00:36:53cujo propósito era
00:36:54trabalhar com economia criativa,
00:36:58construir uma jornada
00:36:59com economia criativa,
00:37:00com muito profissionalismo,
00:37:02me conectando a marcas,
00:37:04sempre foi esse,
00:37:06enfim,
00:37:06um desejo meu,
00:37:08quer dizer,
00:37:08a importância que as marcas,
00:37:10os patrocinadores têm,
00:37:11pra que esse somatório
00:37:12de conteúdo de excelência
00:37:13com grandes marcas,
00:37:15pudessem,
00:37:15obviamente,
00:37:16gerar o melhor produto
00:37:19para o público final,
00:37:20que nesse caso aqui
00:37:21é a Isabela.
00:37:22E Calainho,
00:37:23dito isso,
00:37:24tudo sobre
00:37:26Napster,
00:37:26Kazai,
00:37:27etc.,
00:37:28você ainda gosta de CD?
00:37:30Cara,
00:37:31não,
00:37:31CD não,
00:37:32aliás,
00:37:33eu tive um papo hoje,
00:37:33eu vou agora no final do ano,
00:37:34a gente vai fazer uma
00:37:35grande conferência,
00:37:36que existe já há algum tempo,
00:37:37que a gente comprou,
00:37:38faz parte do grupo,
00:37:39que é a Semana Internacional
00:37:40de Música de São Paulo,
00:37:41é assim São Paulo,
00:37:42vai ser no final do ano,
00:37:44vai ser gigante,
00:37:45a gente vai ocupar
00:37:46todo o Conjunto Nacional,
00:37:47nos Blue Notes,
00:37:48no Teatro YouTube,
00:37:50no Cine Marquise,
00:37:52os corredores do Conjunto Nacional,
00:37:53vai ser uma grande festa
00:37:55da música brasileira
00:37:56e conectada com a música internacional,
00:37:58e aí até estavam me comentando
00:37:59que está rolando uma onda
00:38:00no exterior de volta do CD,
00:38:02não,
00:38:02CD,
00:38:03eu tenho mais de 5 mil CDs,
00:38:05eu devo ter uns 8 mil LPs,
00:38:07eu tenho uma casa na Serra,
00:38:08minha família,
00:38:09na verdade,
00:38:09isso está tudo guardado lá,
00:38:11eu não posso dizer
00:38:13que eu sou nostálgico,
00:38:14mas aquela onda era legal,
00:38:16você que não conhece
00:38:16essa onda,
00:38:17a onda de você pegar um produto,
00:38:19aí você tinha o encarte,
00:38:21aí você,
00:38:22o encarte,
00:38:22ou o LP,
00:38:23o LP duplo,
00:38:24que você,
00:38:24então,
00:38:25não é que eu tenho saudade
00:38:26ou deixo de ter,
00:38:28mas são formatos
00:38:30que fazem parte
00:38:31da minha formação,
00:38:31fazem parte da minha história.
00:38:33Você consome música hoje
00:38:34por outros meios digitais?
00:38:37Cara,
00:38:38eu consumo música
00:38:39por vitrola,
00:38:40que eu gosto,
00:38:41vitrola,
00:38:42e aí o formato digital tradicional,
00:38:45que é legal,
00:38:45que é o máximo,
00:38:46etc,
00:38:47tem pontos positivos
00:38:48e pontos negativos,
00:38:49eu te falei que eu surfava,
00:38:50eu ia surfar em búzios,
00:38:53levava,
00:38:53né,
00:38:53aqueles equipamentos de som,
00:38:56e aí você tinha
00:38:57um casezinho de CDs,
00:38:58aí eu botava lá
00:38:59os CDs que eu mais gostava
00:39:00e ia para a búzio
00:39:01nos anos 90,
00:39:03surfar lá com os CDs,
00:39:04beleza.
00:39:05Hoje em dia,
00:39:05você simplesmente tem
00:39:06todo o acervo
00:39:07que foi construído
00:39:08na história da humanidade
00:39:09em termos de música
00:39:10aqui dentro,
00:39:11que você bota num bluetooth
00:39:12e ouve em qualquer lugar.
00:39:13Tem um lado que é legal,
00:39:15tem outro que é menos charmoso.
00:39:17E, Calain,
00:39:18você já disse em outras entrevistas
00:39:19que o Brasil,
00:39:20ele não usa
00:39:21todo o potencial
00:39:22que tem
00:39:24para cuidar
00:39:25da música
00:39:26como um,
00:39:26não só da música,
00:39:28né,
00:39:28mas da cultura,
00:39:29da arte,
00:39:29como um negócio.
00:39:30O que que falta
00:39:31para o mercado brasileiro?
00:39:32O cara ótimo, Isabela,
00:39:34porque nessa de montar,
00:39:36o que que acontece?
00:39:37Por que que eu decido
00:39:37montar meu negócio?
00:39:39Também por isso, né?
00:39:40Tanto que hoje
00:39:41a gente é um grupo
00:39:42bastante parrudo, né?
00:39:43Quer dizer,
00:39:43a gente tem uma série
00:39:44de negócios ligados
00:39:45à economia criativa,
00:39:46são FM,
00:39:46a Nova Paradiso,
00:39:47tem a Mix FM
00:39:48que faz parte do grupo também,
00:39:50a gente tem os Blue Note,
00:39:52Blue Note São Paulo,
00:39:53Blue Note Rio de Janeiro,
00:39:55estamos numa jornada
00:39:56de levar,
00:39:56que inclusive tem a ver
00:39:57com o que você perguntou,
00:39:58de levar o Blue Note
00:39:59para Zurich
00:40:00e para Miami
00:40:01com uma pegada brasileira.
00:40:02Essa cidade natal.
00:40:03É, exatamente.
00:40:04Enfim, vamos levar
00:40:05centro da Europa, etc.
00:40:06A ideia é essa,
00:40:07a gente está trabalhando
00:40:08para isso.
00:40:09Mas compõe o grupo também
00:40:11um festival de música,
00:40:12que é o Team Music
00:40:13Noites Cariocas.
00:40:14A gente tem a nossa gravadora,
00:40:16que é a musiqueria,
00:40:17faz parte do grupo também,
00:40:17o BTG Pactual Hall,
00:40:19que é o antigo teatro alfa aqui,
00:40:20o Teatro YouTube,
00:40:21fechamos com o Google
00:40:23aqui no Brasil.
00:40:24Acabamos de inaugurar
00:40:25o Nubank Art Lab,
00:40:26um espaço de conteúdos
00:40:28e exposições imersivas.
00:40:29Aliás, olha,
00:40:30não dá para perder, hein?
00:40:31Exposição da Tarsila do Amaral
00:40:32no Nubank Art Lab,
00:40:33que está lá no Conjunto Nacional.
00:40:34Não dá para perder,
00:40:36mas não dá mesmo.
00:40:37Até provoquei a Isabela aqui,
00:40:38porque tem que ir lá
00:40:38já estar convidadíssima,
00:40:39claro.
00:40:40Enfim,
00:40:41mas no Rio de Janeiro
00:40:41a gente tem o Teatro Total Endings,
00:40:43a gente tem também
00:40:43Ecovilla Rap,
00:40:44a gente montou o ecossistema.
00:40:46E no final, Isabela,
00:40:47isso tem a ver com a minha inquietude,
00:40:49porque assim,
00:40:50quer dizer,
00:40:50aí eu vou voltar super no tempo.
00:40:52Lá atrás,
00:40:53toda essa jornada que eu tive,
00:40:55como o Menesca,
00:40:56as viagens que eu fiz
00:40:57com a minha família,
00:40:58com o meu pai,
00:40:58com a minha mãe,
00:40:59com as minhas irmãs,
00:40:59Daniela e Gabriela,
00:41:00que eu amo.
00:41:03Depois,
00:41:04o meu período de gravadora,
00:41:05que eu pude viajar o mundo,
00:41:06etc.
00:41:07Depois,
00:41:07já casado com a minha esposa,
00:41:08Larissa,
00:41:10Larissa Gontil de Caleno,
00:41:11que eu mando um beijo gigante.
00:41:12O João e o Bento,
00:41:12que são nossos filhos,
00:41:13que a gente ama muito,
00:41:14muito, muito.
00:41:15Bom,
00:41:16e aí eu posso afiançar,
00:41:18e essa,
00:41:18se você me permite,
00:41:19eu vou voltar a olhar para a câmera,
00:41:21Isabela,
00:41:22com tanta andança,
00:41:23você que nos assiste,
00:41:24eu vou garantir a você,
00:41:26porque eu posso dizer isso,
00:41:27em toda a segurança.
00:41:28Não há no mundo um país
00:41:30com a riqueza e a potência
00:41:31artístico-cultural
00:41:32que o Brasil tem.
00:41:34Não há.
00:41:34Não há.
00:41:35Só ponto de vista
00:41:37de muitas vertentes
00:41:38da economia criativa.
00:41:40Não há.
00:41:41E na música, então,
00:41:42não sei se você sabe, Isabela,
00:41:44são mais de 300 gêneros
00:41:47de música que o Brasil tem.
00:41:49Então,
00:41:49do forró ao chachá,
00:41:50do pop,
00:41:51ao sertanejo,
00:41:52ao rock,
00:41:53ao carimbó,
00:41:53ao maracatu.
00:41:55São mais de 300 gêneros.
00:41:56Quem mais se aproxima
00:41:57são os Estados Unidos,
00:41:59mas, assim,
00:41:59muito distante.
00:42:00Então,
00:42:00há uma riqueza artística e cultural
00:42:03que eu considero
00:42:05uma imensa riqueza
00:42:07que o Brasil tem,
00:42:08porém,
00:42:09inexplorada.
00:42:10Muitas vezes,
00:42:11o próprio Brasil
00:42:11não tem essa consciência.
00:42:13Não tem.
00:42:14Do tamanho
00:42:16disso que nós temos.
00:42:17Você pega,
00:42:18por exemplo,
00:42:18Isabela,
00:42:19a Coreia do Sul
00:42:19está fazendo um trabalho brilhante.
00:42:21Eu não vou fazer juízo de valor
00:42:22aqui do que é bom,
00:42:23o que é ruim.
00:42:23Mas o que a Coreia do Sul
00:42:24está fazendo
00:42:25é política pública
00:42:26com o K-pop.
00:42:27O que os Estados Unidos
00:42:29fizeram no pós-guerra,
00:42:30após a Segunda Guerra Mundial?
00:42:32Eles exportaram
00:42:33a cultura americana
00:42:34através de filmes,
00:42:35através de musicais,
00:42:36através de super-heróis,
00:42:37histórias em quadrinhos,
00:42:38etc.
00:42:39A cultura americana
00:42:41vestida de
00:42:43muitas formas.
00:42:45E depois chegaram,
00:42:46inclusive,
00:42:46os produtos
00:42:47made in USA.
00:42:48Então,
00:42:48as coisas
00:42:49made in USA,
00:42:50nos anos 70,
00:42:51hoje não tem mais essa onda,
00:42:52mas na época,
00:42:5380,
00:42:5470,
00:42:5490,
00:42:55tinha um valor imenso.
00:42:57Por quê?
00:42:57Porque os Estados Unidos
00:42:58trabalharam a imagem
00:42:59do próprio país.
00:43:00E é esse,
00:43:01com o perdão do clichê,
00:43:02gigante soft power
00:43:03que o Brasil tem.
00:43:05E o Brasil,
00:43:06primeiro,
00:43:06não compreende
00:43:07a riqueza natural que tem.
00:43:08Na minha visão,
00:43:09é a maior das riquezas.
00:43:11O país é rico
00:43:12em flora,
00:43:12em fauna,
00:43:14em todas as hidrelétricas,
00:43:16energias renováveis.
00:43:17O Brasil é rico em minério,
00:43:18é rico em muitas coisas.
00:43:19mas essa riqueza,
00:43:21ela não é olhada
00:43:22e não é olhada
00:43:23inclusive pelo poder público.
00:43:25É inacreditável.
00:43:26Então,
00:43:26aproveito aqui
00:43:26esse espaço do meu mensagem,
00:43:28aqui que eu estou na ideia,
00:43:30para convocar,
00:43:31agora que a gente terá eleições,
00:43:32é claro que você tem políticos
00:43:34mais voltados,
00:43:34menos voltados,
00:43:35não quero generalizar,
00:43:36mas para convocar,
00:43:38quer dizer,
00:43:38o poder público,
00:43:40seja no nível municipal,
00:43:41estadual ou federal,
00:43:42entender
00:43:43que economia criativa,
00:43:45que arte e cultura,
00:43:46inclusive,
00:43:46é um negócio.
00:43:47Isabela,
00:43:48economia criativa
00:43:49significa 3,3% do PIB brasileiro,
00:43:51é maior que muito segmento,
00:43:53são milhões e milhões
00:43:54e milhões de empregos,
00:43:55é um mercado de mais,
00:43:57quase meio tri,
00:43:59são 400,
00:44:00e se eu não me engano,
00:44:0140 bilhões de reais,
00:44:03que a economia criativa,
00:44:04então,
00:44:05olha o poder que isso tem,
00:44:06além do que,
00:44:07a arte e a cultura
00:44:08formam a personalidade
00:44:09de um país.
00:44:10Então,
00:44:10é preciso que o Brasil
00:44:11acorde
00:44:12para esse poder
00:44:13que tem,
00:44:14eu realmente tenho,
00:44:15tenho sido quase um obcecado
00:44:17nesse lugar,
00:44:18porque é preciso que o Brasil
00:44:19acorde para isso,
00:44:20que música,
00:44:22que arte,
00:44:22que cultura,
00:44:23primeiro,
00:44:24são o negócio,
00:44:25e é evidente que a arte,
00:44:26ela é sempre soberana,
00:44:27o palco é sempre soberano,
00:44:29mas tratado como negócio também,
00:44:31há um certo preconceito no Brasil,
00:44:34de que a arte e a cultura
00:44:35não podem ser negócios lucrativos,
00:44:38podem e devem,
00:44:38ou a gente acha que a Broadway
00:44:39não é lucrativa,
00:44:41ou a gente imagina que a Tate Modern
00:44:42em Londres não é lucrativa,
00:44:44ou seja,
00:44:44lá o lugar conectado
00:44:46à economia criativa do planeta
00:44:48que a gente cite aqui.
00:44:49Então,
00:44:50primeiro,
00:44:50entender que é o negócio,
00:44:51segundo,
00:44:51entender a força
00:44:52dessa riqueza natural
00:44:53que o Brasil tem
00:44:54e trabalhar isso.
00:44:55Então,
00:44:55eu estou nessa jornada,
00:44:56inclusive,
00:44:57assim,
00:44:57São Paulo,
00:44:57que eu mencionava aqui,
00:44:59ela vai ter muito esse lugar
00:45:00e muito esse olhar,
00:45:01nesse caso,
00:45:01focado muito na música,
00:45:03mas,
00:45:03inclusive,
00:45:03trazendo o mundo
00:45:04para que o mundo reconheça,
00:45:05entende,
00:45:06sobretudo,
00:45:06brasileiros e brasileiras,
00:45:07a força que a arte,
00:45:09a cultura e,
00:45:09sobretudo,
00:45:09a música do Brasil tem.
00:45:10Você já se descreveu
00:45:12como um obcecado
00:45:14pela contramão.
00:45:15Isso quer dizer
00:45:16do seu olhar
00:45:17para os negócios?
00:45:18O que quer dizer isso?
00:45:19Super, super.
00:45:20Eu tenho realmente
00:45:21uma obsessão
00:45:22por fazer diferente,
00:45:24que,
00:45:24aliás,
00:45:24eu recomendo a todo mundo.
00:45:25É claro que é um fazer diferente,
00:45:27Sabela,
00:45:27com planejamento,
00:45:29é um fazer diferente
00:45:30com entendimento,
00:45:31com pesquisa,
00:45:33com avaliação,
00:45:34etc.
00:45:34Mas é evidente
00:45:36que o diferente,
00:45:37e os exemplos
00:45:37que eu te dei
00:45:38na época de Sony,
00:45:39obviamente eu participei
00:45:40da decisão
00:45:41ou das decisões
00:45:42de contratar
00:45:43determinados artistas,
00:45:45fazem parte disso.
00:45:46Quer dizer,
00:45:46é claro que você pode ir
00:45:47no Efeito Manada
00:45:48e seguir todo mundo
00:45:49e, ah,
00:45:49vai ser legal,
00:45:50eventualmente vai.
00:45:51Mas se você quiser
00:45:52realmente fazer
00:45:53alguma coisa diferente,
00:45:54fazer com que alguma coisa
00:45:55de verdade aconteça,
00:45:56e isso vale,
00:45:57na minha opinião,
00:45:58para qualquer segmento
00:45:59de mercado,
00:45:59numa boa,
00:46:00para as artes,
00:46:01então,
00:46:01nem se fala,
00:46:02o legal é ir ao contrário,
00:46:03é fazer diferente,
00:46:04mas, de novo,
00:46:05sem maluquice
00:46:06e com muita pesquisa,
00:46:08como eu disse,
00:46:08com muita avaliação,
00:46:09com muito entendimento,
00:46:10mas realmente sou um obcecado
00:46:12por fazer diferente.
00:46:13Os Blue Notes no Brasil,
00:46:14eles têm uma pegada
00:46:15completamente diferente
00:46:16dos Blue Notes,
00:46:17são muitos no mundo,
00:46:18mas o resultado que a gente tem,
00:46:19o sucesso que a gente tem
00:46:20dos Blue Notes aqui no Brasil,
00:46:21aliás,
00:46:22quero agradecer aqui
00:46:22a Porto Bem,
00:46:23que faço questão,
00:46:24que é o apresentador aqui
00:46:25do nosso Porto Bem,
00:46:28que apresenta
00:46:28os nossos Blue Notes no Brasil,
00:46:30toda a dinâmica
00:46:30do Blue Note no Brasil
00:46:31tem uma dinâmica
00:46:32muito própria brasileira,
00:46:33que a gente construiu,
00:46:35né,
00:46:35aqui,
00:46:36muito diferente
00:46:37dos nossos equipamentos culturais,
00:46:38como o BTG Pactual Hall,
00:46:40antigo Teatro Alfa,
00:46:42equipamento cultural belíssimo,
00:46:43ele também é todo pensado
00:46:44de uma maneira
00:46:45completamente diferente,
00:46:46a gente opera
00:46:46com todo o portfólio
00:46:47da economia criativa,
00:46:48por isso que a gente
00:46:49se auto-intitula,
00:46:50inclusive,
00:46:50equipamento cultural,
00:46:52isso é, entre aspas,
00:46:53uma novidade aqui no Brasil,
00:46:54porque,
00:46:55num palco nosso,
00:46:56a gente tem literatura,
00:46:57a gente tem game,
00:46:58a gente tem teatro,
00:46:59a gente tem música,
00:47:00a gente tem,
00:47:00enfim, moda,
00:47:01então,
00:47:03essa obsessão pelo diferente,
00:47:05pela contramão,
00:47:06pelo novo,
00:47:06pelo inusitado,
00:47:07pelo disruptivo,
00:47:08ela tem a ver com realmente resultado,
00:47:11e dá resultado,
00:47:12desde que não seja uma loucura,
00:47:13que vai ser feita sem planejamento.
00:47:15E, Calaim,
00:47:16qual foi o último espetáculo
00:47:18de arte que te impactou?
00:47:21Cara,
00:47:22nesse momento,
00:47:23você que está me vendo aqui,
00:47:25está em cartaz,
00:47:26está, na verdade,
00:47:27no Nubank Art Lab,
00:47:28que a gente acabou de lançar,
00:47:30é,
00:47:30a mente humana,
00:47:31deixa eu fazer um parênteses aqui,
00:47:32a mente humana,
00:47:33ela tem um problema,
00:47:33porque,
00:47:34normalmente,
00:47:35ela recorta o mais recente,
00:47:37né,
00:47:38mas eu posso citar um outro também,
00:47:39mas só quero citar,
00:47:40está em cartaz no Nubank Art Lab,
00:47:41que a gente acabou de abrir ali,
00:47:43no gigante,
00:47:44no emblemático,
00:47:44o Conjunto Nacional,
00:47:46está em cartaz,
00:47:47uma exposição que eu coproduzo também,
00:47:48com muita alegria,
00:47:49com a Laiva Adia,
00:47:50com a Tarsila S.A.,
00:47:51com a Paola,
00:47:52que, enfim,
00:47:53com o João,
00:47:54é,
00:47:54Paola,
00:47:54que é neta,
00:47:55sobrinha da Tarsila,
00:47:57modernista, né,
00:47:58absolutamente genial,
00:48:00com todo o movimento da antropofagia,
00:48:02absolutamente genial,
00:48:03mas está em cartaz,
00:48:04no Nubank Art Lab,
00:48:05que está lá no,
00:48:05no segundo piso ali,
00:48:07do Conjunto Nacional,
00:48:09o Brasil de Tarsila,
00:48:10uma exposição imersiva,
00:48:11onde você mergulha no universo
00:48:13de Tarsila do Amaral,
00:48:14uma das pinturas,
00:48:16uma das pinturas mais importantes,
00:48:17que isso é uma mais importante,
00:48:18que esse país já teve,
00:48:20né,
00:48:20ela que retratou também a flora,
00:48:22a fauna,
00:48:23personagens,
00:48:23etc,
00:48:24então,
00:48:24cito aqui,
00:48:25o Brasil de Tarsila,
00:48:26que está em cartaz,
00:48:27né,
00:48:28no Nubank Art Lab,
00:48:30agora,
00:48:30outro espetáculo,
00:48:31que me tocou muito,
00:48:33aí,
00:48:33nesse caso,
00:48:34foi um musical,
00:48:35foi o espetáculo,
00:48:37que nós fizemos,
00:48:37celebrando Elis Regina,
00:48:39esse já tem algum tempo,
00:48:40direção do saudoso Denis Carvalho,
00:48:42está lá,
00:48:44gênio,
00:48:45né,
00:48:45texto do Nelsinho Mota,
00:48:47outro gigante da indústria criativa desse país,
00:48:49né,
00:48:50escritor,
00:48:51jornalista,
00:48:52colunia,
00:48:52bom,
00:48:53Nelson,
00:48:53Nelson,
00:48:54enfim,
00:48:54gigante,
00:48:55Nelson,
00:48:56aliás,
00:48:56celebrou 80 anos no Blue Note Rio de Janeiro,
00:48:59para nosso orgulho,
00:49:00para nosso orgulho ali,
00:49:01em plena Avenida Atlântica,
00:49:02bom,
00:49:03Elis,
00:49:03Elis,
00:49:04a musical,
00:49:04o espetáculo belíssimo,
00:49:06que contou a trajetória,
00:49:07né,
00:49:07de Elis Regina,
00:49:08sem dúvida,
00:49:09na minha opinião,
00:49:10a maior cantora desse país,
00:49:11né,
00:49:12é uma vida,
00:49:13enfim,
00:49:14de muitas emoções,
00:49:16né,
00:49:16como diria o nosso Roberto,
00:49:17grande Roberto Carlos,
00:49:18mas também um espetáculo que me tocou
00:49:21profundamente,
00:49:21né,
00:49:21profundamente,
00:49:23e vi também coisas absolutamente geniais,
00:49:26né,
00:49:26no Blue Note,
00:49:27como por exemplo,
00:49:28o show do Danilo Caymmi,
00:49:30no Blue Note do Rio de Janeiro,
00:49:32que fica em frente ao mar,
00:49:33o Danilo é um absoluto gênio,
00:49:36também com aquela força da Bahia,
00:49:38né,
00:49:38família Caymmi,
00:49:39ah,
00:49:39são muitas emoções,
00:49:40muitas,
00:49:41muitas coisas,
00:49:43e Calenho,
00:49:43como que você faz para se manter entusiasmado,
00:49:47na sua vida profissional,
00:49:48a arte,
00:49:49ela ajuda a dar esse empurrão,
00:49:50mas como não se deixar,
00:49:53ah,
00:49:54em si mesma,
00:49:55né,
00:49:55por estar tanto tempo nesse negócio?
00:49:57É,
00:49:58eu sou um Henrique Etto,
00:49:59né, Isabela,
00:50:00eu estou adorando essa conversa aqui,
00:50:02porque você,
00:50:03enfim,
00:50:03provoca,
00:50:04enfim,
00:50:05boas respostas,
00:50:06né,
00:50:07respostas que têm a ver com as tuas excelentes perguntas,
00:50:09eu sou um Henrique Etto,
00:50:10por natureza,
00:50:11né,
00:50:12mas tem uma coisa anterior,
00:50:13né,
00:50:14que eu,
00:50:14enfim,
00:50:14divido,
00:50:16enfim,
00:50:16quando eu tenho a oportunidade de dividir,
00:50:18que é,
00:50:18eu tenho muita preocupação em me cuidar,
00:50:21né,
00:50:22esse livro que eu lancei,
00:50:23chama Reinventando a Si Mesmo,
00:50:24né,
00:50:25que eu me reinvento o tempo inteiro,
00:50:27né,
00:50:27eu me reinvento o tempo inteiro,
00:50:29é,
00:50:30em um dos capítulos do livro,
00:50:32capítulo 6 ou 7,
00:50:33sei lá,
00:50:34chama-se Orgulho,
00:50:36por quê?
00:50:36Porque eu defendo a tese,
00:50:38né,
00:50:38com muita convicção,
00:50:40de que você,
00:50:41né,
00:50:43deve,
00:50:43acima de tudo,
00:50:44ter muito orgulho da forma com a qual você se cuida,
00:50:47né,
00:50:48é aquela história,
00:50:49eu cito sempre esse exemplo,
00:50:50pai de,
00:50:51também filho de piloto,
00:50:52eu cito sempre aquele exemplo,
00:50:53né,
00:50:54ah,
00:50:54você tá lá,
00:50:55tem uma despressurização da aeronave,
00:50:57do avião,
00:50:57e aí,
00:50:58não tem,
00:50:58né,
00:50:59no speech de emergência,
00:51:01o que diz é que você tem que primeiro botar a máscara em você,
00:51:04pra depois ajudar,
00:51:06seja lá quem for que esteja ao seu lado,
00:51:08o filho,
00:51:09a esposa,
00:51:10enfim,
00:51:10não importa, né,
00:51:11então eu trago isso um pouco pra minha vida,
00:51:13ou seja,
00:51:14é muito importante que a gente se cure,
00:51:16então eu tenho um nível de cuidado muito grande,
00:51:19pra que eu possa manter a minha onda,
00:51:21a minha vibe,
00:51:22a minha espiritualidade,
00:51:23a minha energia muito lá no alto,
00:51:24então rapidamente aqui,
00:51:26eu durmo super bem,
00:51:27pra você que não sabe,
00:51:28dormir é a coisa mais importante que tem,
00:51:30ou na média durmo 9,6,
00:51:329,45,
00:51:34durmo hiper bem,
00:51:35não tomo nada pra dormir,
00:51:37super durmo bem,
00:51:37acordo 5,5,
00:51:3815,6,
00:51:38então sono,
00:51:39muito importante,
00:51:41alimentação que todo mundo sabe,
00:51:42evidente,
00:51:43me alimento muito bem,
00:51:44mas tem duas coisas que as pessoas não comentam,
00:51:46eu me alimento bem,
00:51:47mas como pouco e devagar,
00:51:50porque tem gente que come bem,
00:51:51mas enche o prato e engole a comida,
00:51:53é péssimo,
00:51:54né,
00:51:54então,
00:51:55não é só comer bem,
00:51:56é comer bem,
00:51:58pouco e devagar,
00:51:59beleza,
00:51:59então alimentação,
00:52:00exercício físico,
00:52:01é super conhecido,
00:52:02eu medito,
00:52:03meditação transcendental,
00:52:05e eu tenho,
00:52:05eu ia te perguntar justamente sobre isso,
00:52:07meditação transcendental,
00:52:09é um capítulo a parte,
00:52:10é um capítulo,
00:52:12longo,
00:52:13eu queria te perguntar,
00:52:15porque é algo que é pouco falado,
00:52:18né,
00:52:18a meditação mais convencional,
00:52:21ali as pessoas muito,
00:52:22a porta de entrada às vezes é yoga e tal,
00:52:24mas a meditação transcendental é uma outra,
00:52:27outro bicho,
00:52:28posso só dar o racional,
00:52:29se você me permite,
00:52:30Sabela,
00:52:30que bom que você toca nesse tema,
00:52:32porque se eu puder contribuir para você,
00:52:33com você que está nos assistindo,
00:52:35primeiro que as pessoas acham que meditação transcendental é coisa de gente natureba,
00:52:39porque tem essa coisa,
00:52:39o natureba,
00:52:40e olha lá a galera natureba,
00:52:42né,
00:52:42é aí,
00:52:44pode crer,
00:52:45né,
00:52:46zero,
00:52:47meditação é ciência pura,
00:52:49vamos lá Isabela,
00:52:50o que que acontece,
00:52:51né,
00:52:51é a quarta coisa que eu faço,
00:52:53meditar todo dia,
00:52:5425 minutos de manhã,
00:52:5525 minutos à noite,
00:52:57né,
00:52:58o que que está por trás da meditação,
00:52:59vamos lá,
00:53:00para para pensar,
00:53:00e você vai entender,
00:53:02é claro que tem muito mais coisa do que isso,
00:53:03eu vou dar uma explicação,
00:53:04que é relativamente superficial,
00:53:06mas você que está nos assistindo pode entender claramente,
00:53:09né,
00:53:10a mente da gente,
00:53:11ela,
00:53:12nesse estado onde a gente está,
00:53:14né,
00:53:15aqui,
00:53:15esse é o chamado estado de vigília,
00:53:18né,
00:53:18o que que está acontecendo aqui,
00:53:19puta,
00:53:19você Isabela está me vendo falar,
00:53:21eu sou o artículo muito,
00:53:22está vendo minha mão,
00:53:22aí está olhando,
00:53:23aí está olhando o tempo,
00:53:24aí vem a pergunta,
00:53:25aí está,
00:53:25aí tem esse amarelo,
00:53:26ou seja,
00:53:27a sua mente,
00:53:28quando você está no estado de vigília,
00:53:29ela não para,
00:53:30e é um nível,
00:53:31é uma velocidade,
00:53:32o cérebro em si,
00:53:33inclusive,
00:53:33a mente em si,
00:53:34é um,
00:53:35enfim,
00:53:36é algo absolutamente inacreditável,
00:53:38né,
00:53:38eu leio muito sobre isso,
00:53:39física quântica,
00:53:40etc,
00:53:40tenho muita conexão com tudo isso,
00:53:41muito bem,
00:53:42mas não importa,
00:53:42seja como for,
00:53:43a mente,
00:53:43no estado de vigília,
00:53:45que é o estar acordado,
00:53:46ela não para,
00:53:47é legal,
00:53:47aí quando você vai dormir,
00:53:49o que que acontece,
00:53:51você sonha,
00:53:53mesmo que você não lembre,
00:53:55você sonha,
00:53:56né,
00:53:56então também,
00:53:58inclusive tem todo um debate,
00:53:59rolando hoje em dia,
00:54:00sobre a natureza do sonho,
00:54:01o que que ele significa,
00:54:02o que que ele não significa,
00:54:04porque inclusive o sonho,
00:54:06é uma forma,
00:54:07de você vivenciar,
00:54:08uma determinada realidade,
00:54:09porque também tem isso,
00:54:10né,
00:54:12a realidade está muito dentro da tua mente,
00:54:14né,
00:54:14aquilo que você vê,
00:54:15é construir,
00:54:16aí eu vou entrar aqui,
00:54:17em física,
00:54:18que é um negócio que me interessa muito,
00:54:19não vou entrar nisso,
00:54:20mas o mundo é construído dentro da nossa cabeça,
00:54:23dentro da nossa mente,
00:54:24enfim,
00:54:25bom,
00:54:25quando você adora,
00:54:26você sonha,
00:54:27não lembra,
00:54:27mas sonha,
00:54:28então também,
00:54:29nesse momento,
00:54:30você também não descansa a mente,
00:54:31o que que a meditação faz,
00:54:33então por isso que é totalmente científico,
00:54:35o que que a meditação faz,
00:54:36é uma técnica,
00:54:38você aprende,
00:54:39né,
00:54:39é a técnica,
00:54:40existem formas de meditação,
00:54:41a minha é a meditação transcendental,
00:54:43você tem essa técnica,
00:54:45meu mestre chama-se,
00:54:46é Cleber Tani,
00:54:47que eu amo de paixão,
00:54:48grande beijo para o Cleber,
00:54:49ficar lá no Rio de Janeiro,
00:54:51no Leblon,
00:54:52o que que a meditação faz,
00:54:53ela faz com que você aprenda,
00:54:55ao aprender essa técnica,
00:54:57você,
00:54:5725 minutos,
00:54:59na verdade são 20 minutos com ciclo de descanso,
00:55:01pela manhã e pela noite,
00:55:02você aprende a estar em estado de vigília,
00:55:06e não pensar em nada,
00:55:09aí você tem um mantra,
00:55:10tem toda uma técnica,
00:55:11e isso faz com que o que,
00:55:13com que a tua mente,
00:55:14pela primeira vez,
00:55:15desde que você nasceu,
00:55:17pare,
00:55:18e portanto ela descansa,
00:55:21e ao descansar,
00:55:22ela se fortalece,
00:55:24e ao se fortalecer,
00:55:26você tem um nível de energia,
00:55:29um nível de onda,
00:55:30de vibe,
00:55:31que não é comparável,
00:55:32a gente que não medita,
00:55:34então não tem nada de natureza,
00:55:36é simplesmente isso,
00:55:37a mente da gente nunca para,
00:55:39acordada ou dormindo,
00:55:40ela não para,
00:55:41o que que é meditação transcendental,
00:55:42e outras formas também,
00:55:43mas enfim,
00:55:44estou aqui falando da transcendental,
00:55:45o que que ela faz,
00:55:46o que que ela permite,
00:55:47o que que ela promove,
00:55:49a chance de você fazer a tua mente parar,
00:55:52literalmente descansar,
00:55:53é claro,
00:55:54tem muito mais coisa do que isso,
00:55:55mas eu estou tentando ser bem simples,
00:55:57e ao fazer isso,
00:55:59você promove um nível de descanso,
00:56:01que é poderosíssimo,
00:56:04e aí você fica mais criativo,
00:56:06você fica mais acolhedor,
00:56:07você fica mais focado,
00:56:10você fica com mais pressão,
00:56:12sobre todos os aspectos,
00:56:14é realmente um salto quântico na tua existência,
00:56:17então essa é a quarta coisa que eu faço,
00:56:19é meditação,
00:56:19para eu concluir,
00:56:22depois,
00:56:22acho que eu respondi a tua pergunta,
00:56:24Sim,
00:56:25pode concluir,
00:56:26que daí eu vou...
00:56:27Aí, bom,
00:56:27além da meditação,
00:56:28que é a quarta coisa,
00:56:29só tomou em frio,
00:56:30não há hipótese,
00:56:32mesmo no frio de Zurique,
00:56:33estação de esqui,
00:56:34banho frio,
00:56:36só tomou em frio,
00:56:37de repente,
00:56:38tem vezes que você está,
00:56:40enfim,
00:56:40em determinadas cidades,
00:56:42verão,
00:56:42alto verão,
00:56:42a água não esfria,
00:56:43porque a água fica quente,
00:56:44aí para mim é um problema,
00:56:45inclusive,
00:56:46então só tomou em frio,
00:56:48legal,
00:56:49eu faço shiatsu,
00:56:52toda semana,
00:56:53há mais de 20 anos,
00:56:54shiatsu é uma técnica de medicina oriental,
00:56:56medicina oriental,
00:56:57que diga-se de passagem,
00:56:58na minha visão,
00:56:59é muito mais evoluído do que a ocidental,
00:57:00porque a medicina ocidental,
00:57:02ela tem um olhar,
00:57:02agora está mudando,
00:57:03mas essencialmente,
00:57:05um olhar muito mais para a doença,
00:57:07o remédio,
00:57:08a doença,
00:57:09ao passo que a medicina oriental,
00:57:11é a medicina da prevenção,
00:57:13o que é o shiatsu?
00:57:15Porque nós somos um campo energético,
00:57:17já vem o calaínco,
00:57:18o naturelice,
00:57:20já vem o podescre zero,
00:57:21nós somos energia pura,
00:57:23a gente é energia pura,
00:57:25quando você tem essa onda,
00:57:30não bati a vibe com aquela outra pessoa,
00:57:32porque o seu ponto de vista energético,
00:57:33realmente não bate,
00:57:34não é uma coisa do nada,
00:57:36bom,
00:57:37o que o shiatsu promove?
00:57:39É uma técnica japonesa,
00:57:42e ela,
00:57:43por pressão em determinados pontos do teu corpo,
00:57:46o corpo inteiro,
00:57:47ela faz com que o campo energético do teu corpo,
00:57:50e portanto a fluidez da energia pelo teu corpo,
00:57:54aconteça de uma maneira,
00:57:57mais solta,
00:57:58mais desenvolta,
00:57:59mais fluida,
00:58:01literalmente mais fluida,
00:58:02então faço shiatsu,
00:58:04toda semana,
00:58:06e para concluir,
00:58:07tenho contato regular com a natureza,
00:58:10o ser humano é muito egocêntrico,
00:58:12e ele acha que somos nós e a natureza,
00:58:14mas como assim ter contato com a natureza?
00:58:16Eu quando vejo a lua,
00:58:18eu me relaciono com a lua,
00:58:19eu me conecto com a lua,
00:58:20eu olho para a lua,
00:58:21eu paro 10, 20, 30,
00:58:24um minuto,
00:58:25e me relaciono com a lua,
00:58:27com o sol,
00:58:27quando ele está nascendo,
00:58:28claro que no meio dia você não consegue olhar para o sol,
00:58:30mas quando você está nascendo nesse ponto sim,
00:58:32com as montanhas,
00:58:32com as pedras,
00:58:33as formações rochosas,
00:58:34tem um nível de energia gigante,
00:58:36com a natureza,
00:58:37com, né?
00:58:37E você ainda surfa?
00:58:39É, ainda surfa,
00:58:40que ainda é possível ter ainda viva,
00:58:42aí realmente você vive ali em loco, né?
00:58:44Então também essa conexão muito profunda com a natureza,
00:58:47que eu entendo ser absolutamente fundamental,
00:58:50porque te dá inclusive um senso de pertencimento,
00:58:51pertencimento, né?
00:58:52E quem te apresentou a meditação transversal?
00:58:56Cara, foi minha irmã mais velha,
00:58:57Daniela,
00:58:57Daniela Calainho,
00:58:58ela que me,
00:58:59ela já medita,
00:59:00ela inclusive tem um nível até mais avançado do que o meu,
00:59:03mas foi minha irmã Daniela.
00:59:05Agora isso tudo eu fui aprendendo,
00:59:06eu fui,
00:59:06e aí o resultado final disso,
00:59:08para responder finalmente a tua pergunta,
00:59:09Isabela,
00:59:10é que isso me dá um padrão de energia,
00:59:13um padrão de criação,
00:59:15um padrão de disrupção,
00:59:17que não acontece à toa,
00:59:19não acontece à toa,
00:59:19eu sou partidário daquela certeza de que
00:59:21a tua vida depende de você,
00:59:24o mundo é absoluto reflexo da onda que você tem dentro de você,
00:59:28ponto.
00:59:29Experimenta sorrir para alguém,
00:59:30para ver se a pessoa não vai sorrir para você,
00:59:31dá uma tentada.
00:59:33Isso é a maior verdade que tem,
00:59:34e aí o ser humano bobo não faz isso,
00:59:36existem aquelas pessoas, né,
00:59:37carrancudas,
00:59:38não sorrim,
00:59:38aí o que você recebe ali,
00:59:40tá porque ela já vem,
00:59:41Calainho,
00:59:41de novo,
00:59:41zero.
00:59:43As coisas são assim,
00:59:44é física pura.
00:59:46E Calainho,
00:59:47você não tem rede social,
00:59:49certo?
00:59:49Não, não.
00:59:51Mas porém,
00:59:53tem o LinkedIn,
00:59:54tem o LinkedIn.
00:59:54Lá atrás,
00:59:55né,
00:59:56na nossa conversa,
00:59:57você falou que você não é um nostálgico.
01:00:00Não.
01:00:00Como é que você vê essas tecnologias hoje,
01:00:04essas relações que são muito mediadas por telas,
01:00:07te preocupa para o negócio,
01:00:08inclusive para o negócio que você faz?
01:00:10Não, não,
01:00:11cara,
01:00:11não,
01:00:12curiosamente,
01:00:13não me preocupa ou não,
01:00:14pelo contrário,
01:00:15eu acho que está havendo nesse momento,
01:00:18exatamente nesse momento,
01:00:19está rolando essa história de AI,
01:00:20essa loucura toda que está rolando,
01:00:22enfim.
01:00:23E eu particularmente leio isso tudo,
01:00:24etc.,
01:00:25mas eu tenho dito o seguinte,
01:00:28que independente de qualquer tela,
01:00:30inteligência artificial,
01:00:31seja lá o que for,
01:00:33a experiência presencial,
01:00:35ela nunca será suplantada,
01:00:37ela é soberana,
01:00:38né,
01:00:38então,
01:00:39eu, por exemplo,
01:00:40estar dentro do Blue Note aqui em São Paulo,
01:00:43assistindo a um show da Adriana Calcanhoto,
01:00:46primeiro eu me conecto com a artista,
01:00:48eu vejo o olhar da artista,
01:00:49e a artista vê o olhar do público,
01:00:51então você tem a famosa catarse.
01:00:52Ao mesmo tempo,
01:00:54eu ali estou conectado com a Isabela,
01:00:56que está na mesa do lado,
01:00:58com um amigo que está aqui,
01:00:59na minha mesma mesa,
01:01:00etc.,
01:01:01então,
01:01:01essa energia,
01:01:03ela é soberana,
01:01:04e sempre será,
01:01:05pode pintar a tecnologia que pintar no planeta,
01:01:08e o meu negócio é,
01:01:10sobretudo,
01:01:10de experiências presenciais,
01:01:13né,
01:01:13e isso,
01:01:14inclusive,
01:01:14é interessante,
01:01:15porque as marcas estão cada vez mais valorizando isso,
01:01:18tanto assim,
01:01:18que hoje nós somos,
01:01:19enfim,
01:01:20o maior gestor,
01:01:21deixo um pouco da modéstia de lado aqui,
01:01:22o maior gestor de name rights,
01:01:23de equipamentos culturais,
01:01:24disparado,
01:01:25coisa que o Brasil nunca viu,
01:01:26somos nós,
01:01:27mas é o nosso grupo,
01:01:28Casar Aventura em específico,
01:01:30né,
01:01:31então,
01:01:32essa experiência,
01:01:33ela é completamente soberana,
01:01:34absoluta e total,
01:01:35então,
01:01:36num certo sentido,
01:01:37essa loucura toda digital,
01:01:38ela tem,
01:01:39nesse momento histórico,
01:01:40ela tem adicionado valor,
01:01:42porque as pessoas estão um pouquinho,
01:01:45fadigada já,
01:01:46quer dizer,
01:01:46está tumante,
01:01:47muito,
01:01:48né,
01:01:48então,
01:01:49a gente está percebendo,
01:01:50inclusive,
01:01:51quer dizer,
01:01:51um fluxo ainda maior,
01:01:53a gente sempre teve um excepcional fluxo,
01:01:55mas ainda maior,
01:01:56das pessoas querendo deixar um pouco de lado,
01:01:58para ter experiência física,
01:02:00num festival como o Rock in Rio,
01:02:02que uma das nossas FM's é a Rádio Oficial,
01:02:03que é a Mix,
01:02:04Família Medina,
01:02:05gigante,
01:02:06grandes,
01:02:06grandes empresários,
01:02:08né,
01:02:08então,
01:02:10toda essa tecnologia,
01:02:12ela,
01:02:12na minha visão,
01:02:13ela até contribui,
01:02:15porque as pessoas estão necessitando disso,
01:02:17e aí você vai me perguntar,
01:02:18mas você acha que a inteligência artificial atrapalha a arte?
01:02:21Cara,
01:02:21eu entendo como ferramentas,
01:02:23são ferramentas,
01:02:24né,
01:02:24são ferramentas que podem ser usadas,
01:02:26e como tudo na vida,
01:02:28de forma,
01:02:29né,
01:02:30bem usada,
01:02:31ou de forma não tão bem usada,
01:02:32né,
01:02:32como qualquer ferramenta.
01:02:34O fato de eu não ter rede social,
01:02:36que eu tenho LinkedIn,
01:02:37LinkedIn tem,
01:02:38eu nunca tive rede social,
01:02:39tem a ver com uma crença minha,
01:02:42que eu,
01:02:43não me,
01:02:44não me interessa ficar expondo o que eu faço,
01:02:46ou deixo de fazer na minha vida,
01:02:48para,
01:02:49a minha amiga Isabela,
01:02:51se eu quiser contar para ela,
01:02:51eu vou pegar o telefone,
01:02:52vou contar para a Isabela,
01:02:53posso mandar uma foto para a Isabela,
01:02:54de algum lugar que eu tenha ido,
01:02:55de algum,
01:02:56sei lá,
01:02:57mas não me interessa operar uma exposição genérica,
01:03:01daquilo que eu fiz,
01:03:02ou deixo de fazer.
01:03:03As pessoas,
01:03:04a mulher delas,
01:03:04pensam um pouco diferente disso,
01:03:06mas cada um é feliz do jeito que é,
01:03:08eu sou bem feliz pelo fato realmente de não ter nenhuma rede social,
01:03:13não.
01:03:14E Calainho,
01:03:15para a gente encerrar o nosso papo,
01:03:17ainda que tem mil histórias aí que você poderia contar aqui,
01:03:20vamos embora Isabela.
01:03:21Mas sobre a L21,
01:03:23o que você vislumbra para o futuro próximo?
01:03:26Cara,
01:03:26a gente está realmente,
01:03:27num momento bastante importante,
01:03:29eu acho que esse ano a gente realmente atinge aí,
01:03:32360,
01:03:33380 milhões de faturamento no conjunto,
01:03:35são 18 unidades,
01:03:37de negócios diferentes,
01:03:39claro que todas elas no campo da economia criativa,
01:03:41não é que eu tenha uma academia de ginástica,
01:03:43um supermercado,
01:03:45não,
01:03:45todas elas estão num campo semântico,
01:03:48eu acredito muito em sociedade,
01:03:49eu tenho,
01:03:50hoje são 26 sócios diferentes,
01:03:53pessoas que eu admiro,
01:03:54pessoas que eu respeito,
01:03:56então a gente está num momento de muita expansão,
01:03:58muita expansão,
01:04:00eu vejo um momento também da indústria criativa,
01:04:03também muito favorável,
01:04:05sou ponto de vista,
01:04:05voltando aqui,
01:04:06sou ponto de vista das marcas,
01:04:07é claro que a publicidade,
01:04:08a propaganda segue sendo,
01:04:10eu sou publicitário,
01:04:11muito importante,
01:04:12mas eu vejo cada vez mais as marcas entendendo,
01:04:15as grandes empresas entendendo,
01:04:16os CMOs,
01:04:17os VPs de marketing,
01:04:18os CEOs,
01:04:19entendendo a relevância da arte,
01:04:22da cultura,
01:04:23do entretenimento,
01:04:24inclusive para devolver para a sociedade,
01:04:26quer dizer,
01:04:27para além que,
01:04:27de novo,
01:04:28eu sou inclusive um admirador publicitário que sou,
01:04:30da publicidade brasileira,
01:04:32mas eu vejo que esse campo,
01:04:33ele está ganhando tanta força quanto a publicidade,
01:04:37a propaganda,
01:04:37porque é absolutamente fundamental,
01:04:39então também vejo marcas chegando,
01:04:43é claro que você tem marcas que tradicionalmente já investiam na arte,
01:04:47na cultura,
01:04:48como uma Bradesco Seguros,
01:04:50como uma empresa que é a Alelo,
01:04:52como várias empresas,
01:04:54mas você tem novas marcas chegando,
01:04:56como o Banco do Brasil,
01:04:57como a Brasil Previo,
01:04:58muitas marcas que tradicionalmente já investem em arte e cultura,
01:05:01mas novas empresas estão chegando,
01:05:04então por exemplo,
01:05:05o Nubank está chegando,
01:05:06e está percebendo o valor que isso tem,
01:05:09o BTG Pactual está chegando,
01:05:11o prêmio BTG Pactual da Música Brasileira,
01:05:14com o nosso Zé Maurício Maquilini,
01:05:16grande Zé Maurício,
01:05:17grande entusiasta,
01:05:18um gigante da arte e da cultura,
01:05:21com foco na música,
01:05:21mas a arte da cultura do nosso país,
01:05:23então você vê um BTG Pactual chegando,
01:05:24o nosso BTG Pactual Hall,
01:05:26chegando na arte,
01:05:27chegando na cultura,
01:05:28você vê uma Prio,
01:05:29uma Petrolífera chegando,
01:05:31uma Total Energies,
01:05:32companhia francesa,
01:05:33então eu vejo também um momento muito favorável das marcas entendendo a relevância,
01:05:37a importância do que isso significa,
01:05:40do que é investir em arte,
01:05:41investir em cultura,
01:05:42porque isso é investir no Brasil,
01:05:44isso é investir,
01:05:45inclusive em desenvolvimento,
01:05:47eu tenho dito,
01:05:47é importante que as pessoas entendam que a economia criativa
01:05:50é um importantíssimo vetor de desenvolvimento do nosso país,
01:05:55sem nenhuma dúvida,
01:05:56já falei aqui de percentual de PIB, etc,
01:05:58então vejo esse momento muito importante,
01:06:00e finalmente a gente está no momento,
01:06:02esse momento que a gente deflagrou,
01:06:03é mais ou menos uns seis,
01:06:05oito meses para cá,
01:06:08dessa jornada que a gente,
01:06:09literalmente,
01:06:10porque a primeira coisa que você tem que fazer na vida,
01:06:12se tem um sonho,
01:06:13enfiar na cabeça,
01:06:14botar na cabeça,
01:06:14ter a certeza que vai ser possível botar de pé,
01:06:17então realmente eu,
01:06:18meu sócio,
01:06:18a gente assimilou,
01:06:22é um desafio,
01:06:24é,
01:06:24mas é plenamente possível que a gente bote de pé,
01:06:28que é levar a arte,
01:06:29a cultura do nosso país para o mundo,
01:06:31né,
01:06:31levar essa força,
01:06:33Brasil,
01:06:33como eu disse,
01:06:34que é a maior potência artística e cultural do mundo,
01:06:36nós somos primeiríssimo lugar no mundo,
01:06:37então,
01:06:38esse é o momento da L21,
01:06:39né,
01:06:40o momento de crescimento,
01:06:41o momento realmente de amplificar os nossos negócios,
01:06:43mas também o momento de levar a arte,
01:06:45a cultura do nosso Brasil para o mundo.
01:06:48Calainho,
01:06:48prazer enorme,
01:06:49recebê-lo aqui,
01:06:50até uma próxima.
01:06:51Prazer,
01:06:51prazer foi todo o meu,
01:06:52você bater papo contigo é delícia,
01:06:54Isabela,
01:06:54obrigado a você,
01:06:55obrigado ao meu mensagem.
01:06:56Valeu,
01:06:57continue acompanhando a ideia,
01:06:59nos canais de e-mail e mensagem,
01:07:01na nossa página no YouTube,
01:07:03ou no streaming da sua preferência,
01:07:05os episódios são gravados no Content Club em São Paulo,
01:07:08até mais.
01:07:08Tchau,
01:07:09tchau,
01:07:10tchau,
01:07:12tchau,
01:07:12tchau,
01:07:16Legenda Adriana Zanotto

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