00:00Ainda é falta de informação. Muitas famílias não sabem aonde buscar para ver a questão de acompanhamento com a criança,
00:08a questão de laudo, né? A falta de informação também nessas escolas.
00:13Então, assim, eles buscam a clínica, às vezes, sem nenhum morte.
00:17Então, eles vão na clínica para marcar uma avaliação, para poder ter um acompanhamento adequado da criança,
00:25de várias especialidades que é o que a gente tem. Psicologia, psicopedagogia.
00:30Psicomotricidade, integração sensorial, musicoterapia, atividade física adaptada.
00:35Então, assim, a gente tem uma ampla, uma vasta quantidade de terapias para as crianças.
00:42Quanto mais cedo a questão do acompanhamento com as crianças, melhor.
00:46A nossa clínica, a gente é dividida por questão de programa.
00:49Então, a gente tem um programa de estimulação precoce.
00:52Então, quanto mais cedo a criança chegar para ter essa intervenção melhor ainda, tá?
00:58Aí, a intervenção começa a partir de um ano e meio, mais ou menos, a gente já consegue trabalhar com
01:05a criança.
01:07Estímulos, a questão do cognitivo da criança.
01:10A gente consegue trabalhar frustração, os sentimentos.
01:15Então, assim, quanto mais cedo, de fato, é melhor.
01:17A gente consegue desenvolver mais rápido a criança.
01:22Eu acho que a gente fala muito só na criança, né?
01:26A gente tem que pensar na família, né?
01:29Nós, enquanto clínicas, a gente demonstra, a gente dá esse apoio para a família em relação ao apoio psicológico,
01:36apoio jurídico também, a gente está fornecendo para as famílias.
01:39Então, assim, para quem não sabe a questão de como conseguir um benefício, aonde ir.
01:45Então, a gente presta um serviço mais amplo para a família, um serviço completo de atendimento para a criança,
01:53atendimento para a família, terapia para os pais, terapia para a família.
01:58Então, assim, a gente tem um atendimento completo mesmo.
02:02Então, assim, para a questão de melhoria, não seria para a família como um todo.
02:07Como mãe é típica, as dificuldades são muitas, né?
02:11Eu descobri o atendimento do meu filhete há seis anos.
02:13Então, desde os seis até hoje, é uma longa batalha.
02:17Mas eu nunca desisti.
02:18As dificuldades também, para começar, são os médicos.
02:20É muito difícil você conseguir um neuropediatra.
02:24Tanto que ele passou um ano esperando um neuro para dar o laudo dele conclusivo, né?
02:30As unidades básicas de saúde também é uma grande dificuldade que a gente enfrenta.
02:35Em geral, todos os PCDs para fazer as consultas, até uma mínima consulta de, digamos, clínica médica, até de um
02:42pediatra.
02:43Eu estou investigando esse filho de oito anos.
02:45Realmente, eu vou te falar como mãe, a gente não quer acreditar.
02:48Tipo, eu não queria acreditar.
02:50Mas, assim, depois que eu comecei a dar coenzo, o que eu estou percebendo no meu outro filho é que
02:54ele tem os traços do autismo.
02:55E eu não vou mentir.
02:56Eu comecei a fazer umas consultas, mas eu parei.
03:00Porque é como se tu não quisesse aceitar a realidade.
03:03Mas hoje eu estou me dando conta de que eu tenho que aceitar.
03:06Por isso que eu não estou hoje ele para cá, que eu sabia que aqui ele não ia conseguir ficar
03:10comigo nesse evento.
03:11Mas eu já me dei conta e já estou me organizando para procurar médico para ele.
03:15E a dificuldade em casa são muitas.
03:19Porque, enfim, tipo, sempre sobra muito para a mãe as coisas.
03:23Às vezes eu me sinto cansada.
03:24Às vezes eu quero, tipo, desistir de tudo.
03:26Aí eu lembro, não, eu não posso porque eu sou mãe atípica, entendeu?
03:29No início foi bem difícil.
03:31Porque a gente não tinha, assim, a gente não sabia realmente o que era ser uma criança autista.
03:38Então, com o decorrer do tempo, eu comecei a pesquisar sobre o autismo.
03:42Para saber realmente o que era uma mãe ter um filho com teia.
03:47Para a gente, a maior dificuldade de ter um filho com teia não é somente devido à criança ter uma
03:53dificuldade, um déficit.
03:55Não.
03:55A gente é pela questão das pessoas mesmo serem preconceituosas.
04:00Os lugares que nós participamos, que nós vamos com as crianças, a gente tem muita dificuldade.
04:05Mesmo com as identificações, a gente observa que as pessoas, elas não te dão, olha, por exemplo, no supermercado.
04:12A gente observa isso.
04:13Em qualquer área que eu vou com a minha filha, eu observo essa questão.
04:17Então, no cinema, que mesmo elas identificadas, elas não têm essa questão da prioridade.
04:24Até mesmo a gente sente muito assim na questão dos estacionamentos, nos supermercados, nos shoppers.
04:32Mas a gente observa que mesmo deveria ter uma preferência de uma vaga para a criança atípica, mas não tem.
04:39Eu comecei a procurar essa questão de inclusão para a minha filha desde os dois aninhos.
04:46Que foi quando eu comecei a observar alguns déficits dela, algumas dificuldades que ela começou a enfrentar.
04:53Ela não era uma criança verbal.
04:56Ficou três anos que ela foi ser uma criança verbal.
04:59Aí, o que eu senti nessa dificuldade?
05:02Eu observei que ela tinha perdido o contato visual com os pais, com os familiares próximos.
05:09Nós observamos a questão dela que as crianças que, de dois aninhos, já falavam papai, mamãe.
05:17Ela não.
05:17Ela falava só pá, mãe.
05:19Ela tinha uma dificuldade muito grande.
05:21E a questão também do apontar, que começou assim, ser muito na sequência.
05:29Aí, nós observamos que, devido a isso, eu fui estudando sobre mais a questão da Té.
05:35Então, fui observando que ela tinha alguns pontos.
05:39E, através desses pontos, eu procurei a neuropediatra.
05:43Aí, através da neuropediatra, a gente foi observando que ela encaminhou para a equipe multidisciplinar.
05:51E, devido a essa equipe multidisciplinar, que a gente teve o resultado do diagnóstico dela.
05:56Que foi esse acompanhamento que ela tem até hoje.
05:59Olha, eu observo muito pela minha filha que, nessa parte que ela está nessa...
06:05Como é que eu vou te dizer?
06:07A dificuldade maior que eu enfrento nas escolas.
06:10Porque a gente não consegue um facilitador.
06:14Eu não consigo, para a minha filha, nem levando documento que ampara, a lei que ampara.
06:20Mas, a gente leva e eles só negam.
06:24E não querem saber.
06:25Aí, a minha filha está até hoje sem facilitador.
06:29Porque nem as escolas particulares, elas agregam isso.
06:33Então, hoje, a parte da inclusão, o que ela está vendo também?
06:37Ela está trazendo para a gente, para as mães empreendedoras, um acolhimento.
06:42Uma forma de a gente ter um meio de rendas, né?
06:45Ela está dando essa visibilidade para todas nós, mães atípicas.
06:50Que mãe atípica, normalmente, dependendo do nível de cada criança,
06:55a gente tem que parar no tempo.
06:57A gente para de trabalhar, a gente para de estudar.
07:01Então, hoje em dia, a gente está vendo que, com essa inclusão,
07:05a gente está trabalhando mais.
07:07Vocês estão oferecendo uma forma para a gente,
07:10que a gente acolhe os nossos filhos e nos acolhe com uma mãe atípica.
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